28 de junho de 2007

Mercado de DVDs de alta definição se amplia

A Columbia House, cadeia de lojas que detém o maior comércio direto de DVDs nos Estados Unidos, planeja para o outono de 2007 a oferta de DVDs de alta definição em ambos os formatos: HD DVD e Blu-ray DVD. A empresa estima que tem 14 milhões de associados no mundo todo.
O saite Hi-Def disc News, que deu a notícia na última segunda-feira, 25, comentou: "A oferta de discos de alta definição aos membros da associação pode proporcionar um significativo impulso na divulgação de ambos os formatos, se não um considerável impacto nas vendas".

25 de junho de 2007

Filme cubano conquista Cinesul

O filme cubano La edad de la peseta (2006), de Pavel Giroud, ganhou o prêmio de melhor longa-metragem de ficção do Cinesul -- Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, versão 2007. Ao filme mexicano La última mirada (2006), de Patricia Arriaga-Jordán, foi concedida menção honrosa da mesma categoria.

O prêmio de melhor documentário de longa-metragem foi para Cruel separação (Cruel Separation, 2006), co-produção Chile/Reino Unido dirigida pela inglesa Sarah Boston. Os filmes Madres con ruedas (2006), produção argentina dirigida por Mario Piazza, e Pequeña Habana (2007), co-produção Argentina/Cuba dirigida por Rolando Pardo, receberam menções honrosas da categoria.
O cinema brasileiro contentou-se com o prêmio de melhor animação para Tyger (2006), de Guilherme Marcondes, e menção honrosa para o ensaio documental de curta-metragem Helena Zero (2006), de Joel Pizzini.

23 de junho de 2007

Os 100 melhores filmes americanos

Dez anos depois da primeira, o American Film Institute -- AFI divulgou nova lista dos 100 melhores filmes norte-americanos, na opinião de profissionais do cinema. Cidadão Kane foi reeleito o melhor filme de todos os tempos. Alguns filmes situados entre os dez primeiros migraram para outras posições: Cantando na Chuva pulou do 10º para o 5º lugar, E o Vento Levou caiu do 4º para o 6º lugar, e Lawrence da Arábia também caiu duas posições, do 5º para o 7º lugar; Casablanca e O Poderoso Chefão, antes colocados em 2º e 3º lugares, respectivamente, trocaram de posição. Vários filmes mudaram de posição, a exemplo de Touro Indomável, que passou do 24º lugar para o 4º, e de Um Corpo que Cai, que saltou do 61º para o 9º lugar, e outros foram excluídos. Somente quatro filmes lançados após a compilação de 1997 entraram na nova lista: O Sr. dos Anéis -- A Sociedade do Anel, no 50º lugar; O Resgate do Soldado Ryan, no 71º; Titanic, no 83º; e O Sexto Sentido, no 89º lugar.

Veja a lista completa, preparada com base em notícia da Folha Online:

1º) Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941), de Orson Welles
2º) O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972), de Francis Ford Coppola
3º) Casablanca (Idem, 1942), de Michael Curtiz
4º) Touro Indomável (Raging Bull, 1980), de Martin Scorsese
5º) Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, 1952), de Stanley Donen e Gene Kelly
6º) E o Vento Levou (Gone with the Wind, 1939), de Victor Fleming
7º) Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962), de David Lean
8º) A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993), de Steven Spielberg
9º) Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958), de Alfred Hitchcock
10º) O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939), de Victor Fleming
11º) Luzes da Cidade (City Lights, 1931), de Charles Chaplin
12º) Rastros de Ódio (The Searchers, 1956), de John Ford
13º) Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977), de George Lucas
14º) Psicose (Psycho, 1960), de Alfred Hitchcock
15º) 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odissey, 1968), de Stanley Kubrick
16º) Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950), de Billy Wilder
17º) A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, 1967), de Mike Nichols
18º) A General (The General, 1927), de Buster Keaton e Clyde Bruckman
19º) Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954), de Elia Kazan
20º) A Felicidade Não Se Compra (It's a Wonderful Life, 1946), de Frank Capra
21º) Chinatown (Idem, 1974), de Roman Polanski
22º) Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959), de Billy Wilder
23º) Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath, 1940), de John Ford
24º) E.T. -- O Extraterrestre (E. T. the Extra Terrestrial, 1982), de Steven Spielberg
25º) O Sol É para Todos (To Kill a Mockingbird, 1962), de Robert Mulligan
26º) A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington, 1939), de Frank Capra
27º) Matar ou Morrer (High Noon, 1952), de Fred Zinnemann
28º) A Malvada (All About Eve, 1950), de Joseph L. Mankiewicz
29º) Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944), de Billy Wilder
30º) Apocalypse Now (Idem, 1979), de Francis Ford Coppola (Obs.: No cinema, o título era Apocalipse.)
31º) Relíquia Macabra (The Maltese Falcon, 1941), de John Huston
32º) O Poderoso Chefão II (The Godfather Part II, 1974), de Francis Ford Coppola
33º) Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest, 1975), de Milos Forman
34º) Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937), produzido por Walt Disney
35º) Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977), de Woody Allen
36º) A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, 1957), de David Lean
37º) Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives, 1946), de William Wyler
38º) O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre, 1948), de John Huston
39º) Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964), de Stanley Kubrick
40º) A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965), de Robert Wise
41º) King Kong (Idem, 1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
42º) Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde, 1967), de Arthur Penn
43º) Perdidos na Noite (Midnight Cowboy, 1969), de John Schlesinger
44º) Núpcias de Escândalo (The Philadelphia Story, 1940), de George Cukor
45º) Os Brutos Também Amam (Shane, 1953), de George Stevens
46º) Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, 1934), de Frank Capra
47º) Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951), de Elia Kazan
48º) Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock
49º) Intolerância (Intolerance, 1916), de David W. Griffith
50º) O Sr. dos Anéis -- A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, 2001), de Peter Jackson
51º) Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1961), de Robert Wise e Jerome Robbins
52º) Taxi Driver - Motorista de Táxi (Taxi Driver, 1976), de Martin Scorsese
53º) O Franco-Atirador (The Deer Hunter, 1978), de Michael Cimino
54º) M*A*S*H (MASH, 1970), de Robert Altman
55º) Intriga Internacional (North by Northwest, 1959), de Alfred Hitchcock
56º) Tubarão (Jaws, 1975), de Steven Spielberg
57º) Rocky, um Lutador (Rocky, 1976), de John G. Avildsen
58º) Em Busca do Ouro (The Gold Rush, 1925), de Charles Chaplin
59º) Nashville (Idem, 1975), de Robert Altman
60º) O Diabo a Quatro (Duck Soup, 1933), de Leo McCarey
61º) Contrastes Humanos (Sullivan's Travels, 1941), de Preston Sturges
62º) Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973), de George Lucas
63º) Cabaret (Idem, 1972), de Bob Fosse
64º) Rede de Intrigas (Network, 1976), de Sidney Lumet
65º) Uma Aventura na África (The African Queen, 1951), de John Huston
66º) Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981), de Steven Spielberg
67º) Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who's Afraid of Virginia Woolf?, 1966), de Mike Nichols
68º) Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992), de Clint Eastwood
69º) Tootsie (Idem, 1982), de Sydney Pollack
70º) Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971), de Stanley Kubrick
71º) O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998), de Steven Spielberg
72º) Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994), de Frank Darabont
73º) Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969), de George Roy Hill
74º) O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991), de Jonathan Demme
75º) No Calor da Noite (In the Heat of the Night, 1967), de Norman Jewison
76º) Forresp Gump, o Contador de Histórias (Forresp Gump, 1994), de Robert Zemeckis
77º) Todos os Homens do Presidente (All the President's Men, 1976), de Alan J. Pakula
78º) Tempos Modernos (Modern Times, 1936), de Charles Chaplin
79º) Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch, 1969), de Sam Peckinpah
80º) Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment, 1960), de Billy Wilder
81º) Spartacus (Idem, 1960), de Stanley Kubrick
82º) Aurora (Sunrise, 1927), de F. W. Murnau
83º) Titanic (Idem, 1997), de James Cameron
84º) Sem Destino (Easy Rider, 1969), de Dennis Hopper
85º) Uma Noite na Ópera (A Night at the Opera, 1935), de Sam Wood
86º) Platoon (Idem, 1986), de Oliver Stone
87º) 12 Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957), de Sidney Lumet
88º) Levada da Breca (Bringing Up Baby, 1938), de Howard Hawks
89º) O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999), de M. Night Shyamalan
90º) Ritmo Louco (Swing Time, 1936), de George Stevens
91º) A Escolha de Sofia (Sophie's Choice, 1982), de Alan J. Pakula
92º) Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990), de Martin Scorsese
93º) Operação França (The French Connection, 1971), de William Friedkin
94º) Pulp Fiction -- Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), de Quentin Tarantino
95º) A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show, 1971), de Peter Bogdanovich
96º) Faça a Coisa Certa (Do the Right Thing, 1989), de Spike Lee
97º) Blade Runner - O Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982), de Ridley Scott
98º) A Canção da Vitória (Yankee Doodle Dandy, 1942), de Michael Curtiz
99º) Toy Story (Idem, 1995), de John Lasseter
100º) Ben-Hur (Idem, 1959), de William Wyler.

Comentário: A lista representa o denominador comum das escolhas de 1.500 profissionais da comunidade cinematográfica dos EUA: diretores, roteiristas, atores, produtores, cinematografistas (ou cinegrafistas), montadores, executivos, historiadores e críticos. Espelha a média das opiniões deles no momento atual. Mas cada cinéfilo tem direito à sua lista particular, assim como o "scriptwriter" deste blog.

(Crédito da foto: http://www.americanas.com/)

22 de junho de 2007

Era uma vez em 19 de junho de 2007

ANTONIO AGUILAR (1919-2007), ator e cantor mexicano, que estreou em Um recanto perto do céu (Un rincón cerca del cielo, 1952); estrelou muitos faroestes à mexicana, com a música de mariachis, dos anos 1950 aos 70; atuou em La Cucaracha (Idem, 1959), com Maria Félix, a maior beldade do cinema mexicano, no papel-título; como seus filmes faziam sucesso no Brasil, vieram filmar com ele aqui Caminho da esperança (Rumbo a Brasilia, 1961); teve uma oportunidade em Hollywood, com o prenome abreviado para Tony, no faroeste Jamais foram vencidos (The Undefeated, 1969), com John Wayne; interpretou grandes figuras históricas do México, em Emiliano Zapata (Idem, 1970), que lhe deu um Prêmio ACE (concedido em Nova Iorque aos latinos) de melhor ator, e A morte de Pancho Villa (La muerte de Pancho Villa, 1974); encerrou a carreira fazendo outra vez Pancho Villa em O sangue de um valente (La sangre de un valiente, 1993); foi também produtor e roteirista. Em 1997, ganhou um prêmio Ariel de Ouro Especial, da Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas, por sua "inestimável contribuição e divulgação do cinema mexicano".
(Crédito da foto: http://www.rincongrupero.com/)

Curiosidade: Ator dedicado exclusivamente ao cinema, Antonio Aguilar fez 125 filmes. A Folha Online noticiou que ele fez 167 filmes. Faleceu de pneumonia, aos 88 anos, na Cidade do México. Deixou viúva a atriz Flor Silvestre.

20 de junho de 2007

Os eleitos do cinema italiano

O filme A Desconhecida (La sconosciuta, 2006), de Giuseppe Tornatore, foi o grande vencedor do prêmio David di Donatello, o mais importante do cinema italiano. Conquistou os troféus de melhor filme, diretor, fotografia, atriz (a russa Kseniya Rappoport, assinando Xenia Rappoport) e trilha musical (Ennio Morricone).

O filme Meu Irmão É Filho Único (Mio fratello è figlio unico, 2007), de Daniele Luchetti, também recebeu cinco prêmios, entre os quais os de melhor roteiro, ator (Elio Germano) e atriz coadjuvante (Angela Finocchiaro).
Novo Mundo (Nuovomondo, 2006), de Emanuele Crialese, que ganhou seis prêmios no Festival de Veneza de 2006, inclusive o Leão de Prata de revelação, concorria a 11 prêmios mas só levou os de figurino, direção de arte e efeitos especiais.
(Fonte: Folha Online. Crédito da foto: http://www.repubblica.it/)

19 de junho de 2007

Nos EUA, a Blockbuster aposta no Blu-ray DVD

A Blockbuster, a maior cadeia norte-americana de videolocadoras, pretende surtir sua rede com DVDs de alta definição, mas somente no formato Blu-ray. A empresa anunciou que vai começar as aquisições no mês de julho, para suprir 1.450 lojas. Informou que vinha mantendo títulos em ambos os formatos de alta definição, HD DVD e Blu-ray DVD, em cerca de 250 lojas, mas chegou à conclusão que mais de 70% dos clientes só locam discos no formato Blu-ray. O representante da empresa, Matthew Smith, fez a seguinte afirmação: "Os consumidores estão nos enviando um recado. Eu não posso ignorar o que estou percebendo."

Comentário: Pode-se concluir que, pelo menos no mercado norte-americano, o formato Blu-ray, da Sony, está levando a melhor sobre o concorrente. Mas ainda vai rolar muita água embaixo da ponte. Quando do lançamento do videocassete, a Sony viu seu formato Betamax perder a disputa para o VHS. Será a hora e vez da revanche? Aos desavisados, cabe lembrar que a Blockbuster brasileira foi recentemente adquirida pelas Lojas Americanas.

18 de junho de 2007

FICA 2007: os premiados

Encerrou-se no último sábado, 16, o IX Festival Internacional do Cinema Ambiental -- FICA, da cidade de Goiás, antiga capital de Goiás. A seguir, a relação dos prêmios e respectivos premiados:


1 - Troféu Cora Coralina, de maior destaque do Festival
Filme: Ainda Há Pastores? (2006), documentário
Direção: Jorge Pelicano
País: Portugal.

2 - Troféu Carmo Bernardes, de melhor longa-metragem
Prêmio dividido entre dois filmes:
a - A cor da água (Khadak, 2006), ficção
Direção: Peter Brosens e Jessica Hope Woodworth
País: Bélgica/Alemanha
b - Pirinop, Meu Primeiro Contato (2007), documentário
Direção: Mari Corrêa e Kanaré Ikpeng
País: Brasil (Pernambuco).

3 - Troféu Jesco Von Puttkamer, de melhor média-metragem
Filme: Losing Tomorrow (2005), documentário
Direção: Patrick Rouxel
País: França.

4 - Troféu Acari Passos, de melhor curta-metragem
Filme: Memória sem Visão (2005), documentário
Direção: Marco Valle
País: Brasil (São Paulo).

5 - Troféu João Bennio, de melhor produção goiana
Filme: Rapsódia do Absurdo (2006), documentário
Direção: Cláudia Nunes.

6 - Troféu José Petrillo, de melhor produção goiana
Filme: Além dos Outdoors (2006), documentário
Direção: Caio Henrique Salgado e Paulo Henrique dos Santos.

7 - Troféu Júri Popular
Filme: O fã e a flor (The Fan and the Flower, 2005), animação
Direção: Bill Plympton
País: Estados Unidos.

8 - Troféu Imprensa
Filme: A cor da água (Khadak, 2006), ficção
Direção: Peter Brosens e Jessica Hope Woodworth
País: Bélgica/Alemanha.
(Crédito da foto: cinerama.blogs.sapo.pt)

16 de junho de 2007

Cineasta japonês refaz faroeste italiano

O diretor japonês Takashi Miike prepara uma refilmagem de Django (Idem, 1966), um clássico bangue-bangue italiano, dirigido por Sergio Corbucci. A versão nipônica, cujo título é Sukiyaki Western Django, pretende juntar a cultura "pop" japonesa ao estilo "spaghetti western", para retratar o que se denominou Guerras Gempei, entre os clãs Minamoto e Taira, no Japão do século XII. O filme, falado em inglês, tem elenco japonês, com duas exceções, o ator norte-americano Christian Storms e seu compatriota e cineasta Quentin Tarantino, que faz o papel de Ringo, um tipo parecido com o que Clint Eastwood representou em três faroestes italianos. Tarantino é fã confesso tanto dos faroestes italianos como dos filmes de samurai japoneses, que ele não se cansa de homenagear em seus filmes.

(Na foto-montagem, Tarantino e o diretor Miike. Crédito da foto: http://www.blogdecine.com/)

Comentário: Ocorre, nesse caso, o inverso do que aconteceu nos anos 1960 no cinema italiano, quando Sergio Leone realizou Por um punhado de dólares (Per um pugno di dollari, 1964), o primeiro bangue-bangue italiano a fazer sucesso internacional (exceto no Brasil), adaptando para o gênero faroeste o filme japonês de samurai Yojimbo (Idem, 1961), de Akira Kurosawa. O primeiro faroeste italiano a conquistar o público brasileiro foi O dólar furado (Un dollaro bucato, 1965), de Giorgio Ferroni.

15 de junho de 2007

Era uma vez em 11 de junho de 2007

MALA POWERS (75 anos, de leucemia), atriz norte-americana que fez sua estréia no filme Alma em revolta (Edge of Doom, 1950), de Mark Robson, embora tenha feito pequeno papel em filme de 1942, aos 11 anos, sem receber crédito; sua carreira no cinema parecia promissora, ao estrelar filmes como O mundo é o culpado (Outrage, 1950), de Ida Lupino, e Cyrano de Bergerac (Idem, 1950), de Michael Gordon, mas nem toda promessa se cumpre; em seguida estrelou alguns faroestes de baixo orçamento -- o usual nos anos 1950: Rosa de Cimarrão (Rose of Cimarron, 1952), O morro da traição (The Yellow Mountain, 1954), Fúria ao entardecer (Rage at Dawn, 1955); este último é particularmente memorável, para nós brasileiros, não só por ter Randolph Scott como o herói, mas também porque a expressão "at dawn" do título original significa "ao amanhecer" e não "ao entardecer"; a partir da década de 1960 a carreira de Mala estava voltada para a TV, tendo aparecido em apenas oito filmes desde então, nenhum significativo, exceto A psicose do medo (Daddy's Gone A-Hunting, 1969), de Mark Robson; seu último trabalho foi para o cinema, em Hitters (2002). Ganhou uma estrela na Calçada da Fama, pelo trabalho na TV.
(Crédito da foto: http://www.briansdriveintheater.com/)

Curiosidade: Tendo estudado arte dramática com o ator russo Michael Chekhov (1891-1955), nos anos 1940, ela se tornou a guardiã de seus ensinamentos, que registrou em livro, e viajou durante anos por seu país para ensinar as técnicas de atuação que aprendera, inclusive como professora visitante em universidades. Diz-se que sua carreira no cinema foi truncada por causa de doença contraída quando viajava pela Korea, em 1951, e que se complicou com uma alergia desenvolvida ao medicamento que lhe foi prescrito. Seu nome verdadeiro era Mary Ellen Powers.

14 de junho de 2007

A estrela de Alice Braga sobe

A atriz brasileira Alice Braga, sobrinha de Sônia Braga, está no thriller futurista Eu Sou a Lenda (I Am Legend), baseado em romance de Richard Matheson e dirigido por Francis Lawrence. Ainda sem título em português, o filme já tem sua estréia no Brasil prevista para janeiro de 2008. No filme, Will Smith faz um cientista que fracassou na tentativa de evitar que um vírus terrível transforme as pessoas em mutantes. Ele é o último humano sobrevivente no que restou de Nova Iorque. Mas, embora não saiba, está na verdade rodeado de mutantes que se escondem nas sombras.

Alice Braga participa atualmente das produções hollywoodianas Crossing Over, sob a direção de Wayne Kramer, e Redbelt, do prestigiado roteirista e diretor David Mamet, e também está escalada para o novo trabalho de Fernando Meirelles, Cegueira (Blindness), que será estrelado por Julianne Moore; o filme se baseia no livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, e começará a ser rodado em julho no Canadá e, em seqüência, no Uruguai e no Brasil.
(Fonte: Folha Online. Foto: divulgação)

13 de junho de 2007

Era uma vez em 9 junho de 2007

OUSMANE SEMBENE (84 anos, de causa não divulgada), escritor e cineasta senegalês, o primeiro diretor de cinema africano a ter reconhecimento internacional; seu primeiro longa-metragem, La noire de... (1966), foi premiado na França, com o prêmio Jean Vigo, e no Festival Carthage, na Tunísia; Emitai (1971) foi premiado no Festival de Moscou e na seção Fórum do Novo Filme do Festival de Berlim; Xala (1976) recebeu o prêmio especial do júri no Festival de Karlovy Vary; Ceddo (1977) foi premiado na seção Fórum do Novo Cinema do Festival de Berlim; Camp de Thiaroye (1987) e Guelwaar (1992) receberam láureas do Festival de Veneza; e Moolaadé (2004), seu último trabalho, foi premiado na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, no Festival de Marrakech e no Festival Pan-Africano de Los Angeles; o cineasta recebeu também alguns prêmios honorários; Sembene, além de escrever os roteiros, alguma vez foi ator e, vez por outra, produtor de seus filmes.

Curiosidade: Depois de ter sido pescador, mecânico e pedreiro, Sembene lutou na II Guerra Mundial como soldado das tropas francesas; após a guerra, foi operário da Citroën em Paris e, durante dez anos, estivador e sindicalista no porto de Marseilles; nessa época, escreveu romances que tiveram boa acolhida da crítica; mas, como era um cinéfilo, reslveu estudar cinema em Moscou, porque queria se comunicar com o grande público analfabeto de seu país; realizou seu primeiro filme em 1963, um documentário de curta-metragem.
(Crédito da foto: http://www.syl.fi/)

12 de junho de 2007

Chineses vêem mostra de filmes brasileiros

Começou na última segunda-feira, 11, a I Mostra de Cinema Brasileiro em Pequim, organizada com o objetivo de aproximar as culturas do Brasil e da China.

Até 16 de junho serão exibidos 12 filmes, dez modernos e dois clássicos da década de 1960, Vidas Secas (1962), de Nelson Pereira dos Santos, e Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade. Os outros dez são: Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes, Vinícius (2005), de Miguel Faria Jr., Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova (2005), de Paulo Thiago, A Máquina(2005), de João Falcão, Deus É Brasileiro (2003), de Carlos Diegues, O Caminho das Núvens (2003), de Vicente Amorim, Canta Maria (2006), de Francisco Ramalho Jr., Pelé Eterno (2004), de Aníbal Massaini Neto, Fica Comigo Esta Noite (2006), de João Falcão, e 2 Filhos de Francisco (2006), de Breno Silveira.

Da lista apresentada pela organização brasileira, a Administração Estatal de Filmes, Rádio e Televisão da China censurou dois filmes: O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger, pelo conteúdo político, e O Maior Amor do Mundo (2006), de Carlos Diegues, pelo hiper-realismo das cenas de dependência química e tráfico de drogas.

Desde 1991, graças à adesão da China à Organização Mundial do Comércio, o governo local passou a permitir a estréia de 20 filmes estrangeiros por ano. Até agora, porém, nenhum filme brasileiro conseguiu ter distribuição comercial naquele país.
Noticiou a Folha Online.

9 de junho de 2007

Era uma vez em 30 de maio de 2007

JEAN-CLAUDE BRIALY (74 anos, de câncer), ator francês nascido na Argélia; um dos atores mais respeitados e populares da Nouvelle Vague, movimento cinematográfico que revolucionou o cinema francês e mundial; trabalhou com importantes diretores europeus, a exemplo de Claude Chabrol, em Nas garras do vício (Le beau Serge, 1958), Os primos (Les cousins, 1959) e outros; Jacques Deray, em Um homem de certa profissão (Le gigolo, 1960); Jean-Luc Godard, em Uma mulher é uma mulher (Une femme est une femme, 1961); Philippe de Broca, em O irresistível gozador (Un monsieur de compagnie, 1964); Alberto Lattuada, em A mandrágora (La mandragola, 1965); François Truffaut, em A noiva estava de preto (La mariée était en noir, 1968); Eric Rohmer, em O joelho de Claire (Le genou de Claire, 1970); Luis Buñuel, em O fantasma da liberdade (Le fantôme de la liberté, 1974); Ettore Scola, em Casanova e a revolução (La nuit de Varennes, 1982); atuou muitas vezes ao lado de beldades como Alida Valli, Claudia Cardinale, Nadja Tiller, Catherine Deneuve, Rosanna Schiaffino, Jeanne Moreau, Stéphane Audran, Romy Schneider, Isabelle Adjani. Sua filmografia tem perto de 150 filmes, além de dezenas de trabalhos para a TV. Ganhou um César, o mais importante prêmio do cinema francês, de melhor ator coadjuvante. Também escreveu roteiros e dirigiu filmes, o primeiro dos quais, Églantine (1971), recebeu a Concha de Prata no Festival de San Sebastián, Espanha.

Curiosidade: Brialy foi distinguido com as mais altas comendas das artes francesas: Légion d'honneur, Ordre national du mérite e Ordre des Arts et des Lettres.
(Crédito da foto: http://www.liberation.fr/)

8 de junho de 2007

Sean Connery não será pai de Indiana Jones

O ator Sean Connery anunciou na última quinta-feira, 7, que não participará da nova aventura de Indiana Jones, ainda sem título. Ele faria o papel de Henry Jones, o pai de Indiana, como já havia ocorrido no terceiro filme da série, Indiana Jones e a última cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989). Com a desculpa de que a aposentadoria é bem mais divertida, o ator ainda deu um conselho bem-humorado a Harrison Ford: "Exija que os bichos sejam digitais, os penhascos, baixos e, pelo amor de Deus, mantenha aquele chicote bem perto o tempo todo caso precise escapar do chefe dos dublês".
Noticiou a Folha Online.
Comentário: Em janeiro, Sean Connery havia admitido a possibilidade de voltar a interpretar o pai de Indiana Jones, declarando que tudo ia depender do roteiro. Sua negativa, agora, permite inferir-se que o roteiro não o agradou. O que não indica absolutamente nada em relação à qualidade que o filme possa vir ou não a ter.
(Crédito da foto: port.pravda.ru)

Cannes 2007: filme romeno levou a Palma

A 60ª edição do Festival de Cannes encerrou-se no dia 27 de maio. O filme 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamini si 2 zile, 2007), do cineasta romeno Cristian Mungiu, levou a Palma de Ouro de melhor filme entre os 22 concorrentes. O Grande Prêmio (o segundo em importância) foi para A Floresta de Mogari (Mogari no mori, 2007), da japonesa Naomi Kawase. O norte-americano Julian Schnabel ficou com a láurea de melhor diretor, por O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le papillon, 2007). O prêmio de melhor ator foi concedido ao russo Konstantin Lavronenko, de O Desterro (Izgnanie, 2006), de Andrei Zvyagintsev. Jeon Do-yeon foi considerada a melhor atriz, por seu trabalho no filme sul-coreano Alegria Secreta (Milyang, 2007), de Lee Chang-dong. O já premiado diretor Gus Van Sant ganhou o prêmio especial do 60º aniversário com Paranoid Park (Idem, 2007). O júri, presidido pelo diretor inglês Stephen Frears, concedeu dois prêmios do júri, a Luz Silenciosa (Idem, 2007), do mexicano Carlos Reygadas, e ao desenho-animado Persépolis (Persepolis, 2007), co-produção EUA/França, dirigido em parceria pelo francês Vincent Parannaud e a iraniana Marjana Satrapi.

(Imagem do filme "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias". Crédito da foto: http://www.mobrafilms.ro/)