4 de agosto de 2007

Hollywood refaz clássicos do faroeste

Volta e meia Hollywood resolve testar se ainda há público para faroestes. Dois novos filmes do gênero estão com lançamento previsto para setembro, nos Estados Unidos. Ambos trazem pesos-pesados no elenco. Os Indomáveis (3:10 to Yuma) tem Christian Bale e Russell Crowe, sob a direção de James Mangold. Trata-se de refilmagem do clássico Galante e Sanguinário (3:10 to Yuma, 1957), dirigido por Delmer Daves e estrelado por Glenn Ford. O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford) , dirigido por Andrew Dominik, conta com Brad Pitt no papel-título. A vida de Jesse James, que já rendeu clássicos do gênero, foi abordada no recente Jovens Justiceiros (American Outlaws, 2001), com Colin Farrell fazendo o famoso fora-da-lei.

Há outro faroeste a caminho, a ser lançado em 2008: Boone's Lick, com Tom Hanks e Julianne Moore.
(Crédito da foto: http://www.2001video.com.br/)

2 de agosto de 2007

Era uma vez em 30 de julho de 2007

MICHELANGELO ANTONIONI (94 anos, de causa não divulgada), cineasta italiano que desenvolveu um estilo personalíssimo; seus filmes tinham um ritmo próprio: planos estendidos ao máximo e falas reduzidas ao mínimo; inovador e anticomercial, ele ficava por vezes longos períodos sem filmar; início em 1942, escrevendo roteiros para Rosselini e De Santis, mas no ano seguinte passou à direção de documentários de curta-metragem, realizando onze deles antes de tentar a ficção com Crimes d'alma (Cronaca de um amore, 1950); não demorou para seus filmes conquistarem a crítica e os festivais: As amigas (Le amiche, 1955), Leão de Prata em Veneza; O grito (Il grido, 1957), prêmio da crítica em Locarno; A aventura (L'Avventura, 1960), prêmio do júri em Cannes; A noite (La notte, 1961), Urso de Ouro em Berlim; O eclipse (L'Eclisse, 1962), prêmio especial do júri em Cannes; O dilema de uma vida/O deserto vermelho (Il deserto rosso, 1964), Leão de Ouro em Veneza; Depois daquele beijo (Bow-up, 1966), Palma de Ouro em Cannes; dirigiu apenas 15 longas-metragens (14 de ficção) até 1982, retornando depois aos curtas-metragens; graças ao apoio e à co-direção de Wim Wenders, pôde realizar ainda Além das nuvens (Al di là delle nuvole, 1995), antigo projeto. Recebeu vários prêmios honorários, entre os quais um Leão de Ouro, em Veneza, e um Oscar.

(Crédito da foto: Lois Bernstein/AP; fonte: Folha UOL)

Particularidades: Antonioni nasceu em 29 de setembro de 1912, em Ferrara. Em 1985, sofreu um derrame que o deixou parcialmente paralisado e sem a fala. Morreu em sua casa, em Roma. Deixou viúva a diretora Enrica Fico.

Veneza 2007: prêmio para filme gay

A organização do Festival de Veneza anunciou a criação de um troféu especial, para premiação do melhor filme com temática ou personagens homossexuais exibido no evento, seja dentro seja fora da mostra competitiva. O troféu consiste em uma placa dourada, com a imagem do leão alado (logotipo do festival) junto às cores do arco-íris (símbolo do orgulho gay). O vencedor será eleito por um pequeno júri internacional. São esperados, para este ano, entre dez e 12 filmes candidatos ao troféu.
(Crédito da foto: cinerama.blogs.sapo.pt)

1 de agosto de 2007

Era uma vez em 30 de julho de 2007

INGMAR BERGMAN (89 anos, de causa não divulgada), cineasta sueco, reconhecido como um dos maiores talentos já revelados pelo cinema; estreou na direção com o filme Crise (Kris, 1946); a importância de seus filmes pode ser aquilatada pelos prêmios que conquistaram. Estão relacionados, a seguir, apenas os prêmios concedidos ao diretor e aos filmes, excluídos os dados ao elenco e aos técnicos:

Sorrisos de uma noite de amor (Sommarnattens leende, 1955):
-- prêmio de melhor humor poético, em Cannes
-- prêmio Bodil de melhor filme europeu, Dinamarca

O sétimo selo (Det sjunde inseglet, 1957):
-- prêmio especial do júri, em Cannes
-- prêmio de diretor do melhor filme estrangeiro do Sindicato dos Jornalistas Cinematográficos Italianos
-- prêmio do Círculo de Escritores Cinematográficos, Espanha

Morangos silvestres (Smultronstället, 1957):
-- prêmio da Crítica Cinematográfica Italiana, em Veneza
-- prêmio de melhor filme do Conselho Nacional da Crítica, Estados Unidos
-- prêmio de melhor filme no Festival de Mar del Plata
-- prêmio Kinema Junpo de melhor filme em língua estrangeira, Japão
-- prêmio de diretor do melhor filme estrangeiro do Sindicato dos Jornalistas Cinematográficos Italianos
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira
-- prêmio Bodil de melhor filme europeu, Dinamarca
-- prêmio Urso de Ouro, em Berlim

No limiar da vida (Nära livet, 1958):
-- prêmio de melhor diretor, em Cannes

O rosto (Ansiktet, 1958):
-- prêmio especial do júri, em Veneza

A fonte da donzela (Jungfrukällan, 1960):
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira
-- prêmio Oscar de melhor filme em língua estrangeira
-- prêmios Kinema Junpo de melhor diretor de filme em língua estrangeira e melhor filme em língua estrangeira, Japão

Através de um espelho (Sasom i en spegel, 1961):
-- prêmio OCIC, em Berlim
-- prêmio Oscar de melhor filme em língua estrangeira

O silêncio (Tystnaden, 1963):
-- prêmios Guldbaggegalan (Besouro de Ouro, o mais importante do cinema sueco) de melhor direção e melhor filme

Persona (Idem, 1966):
-- prêmio Guldbaggegalan de melhor filme, Suécia
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, Estados Unidos

A hora do lobo (Vargtimmen, 1968):
-- prêmio de melhor diretor da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, Estados Unidos

Vergonha (Skammen, 1968):
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, Estados Unidos
-- prêmio de melhor filme em língua estrangeira do Conselho Nacional da Crítica, Estados Unidos
-- prêmio de melhor filme em língua estrangeira do Círculo de Críticos de Cinema de Kansas City, Estados Unidos
-- prêmio de melhor filme estrangeiro do Círculo de Escritores Cinematográficos, Espanha

A paixão de Ana (En passion, 1969):
-- prêmio de melhor diretor da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, Estados Unidos

Gritos e sussurros (Viskningar och rop, 1972):
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York
-- prêmio Jussi de melhor diretor estrangeiro, Finlândia
-- prêmio Guldbaggegalan de melhor filme, Suécia
-- prêmio David di Donatello de melhor diretor estrangeiro, Itália
-- Grande Prêmio Técnico, em Cannes
-- outros sete prêmios internacionais

Face a face (Ansikte mot ansikte, 1976):
-- prêmio de melhor filme estrangeiro da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro

Sonata de outono (Höstsonaten, 1978):
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme em língua estrangeira do Conselho Nacional da Crítica, Estados Unidos
-- prêmio de diretor do melhor filme estrangeiro do Sindicato Nacional dos Jornalistas Cinematográficos Italianos
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro
-- prêmio Bodil de melhor filme europeu, Dinamarca
Fanny e Alexander (Fanny och Alexander, 1982):
-- prêmio FIPRESCI, em Veneza
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme em língua estrangeira do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York
-- prêmios Guldbaggegalan de melhor direção e melhor filme, Suécia
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro
-- prêmio de melhor filme estrangeiro do Sindicato Francês da Crítica de Cinema
-- prêmios David di Donatello de melhor diretor estrangeiro e melhor filme estrangeiro, Itália
-- prêmio César de melhor filme estrangeiro, França
-- prêmio Oscar de melhor filme em língua estrangeira
-- outros três prêmios internacionais.
O cineasta recebeu ainda os seguintes prêmios pelo conjunto da obra:
1 - Memorial Irving G. Thalberg, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, em 1971
2 - Leão de Ouro, Festival de Veneza, em 1971
3 - Nocciola d'Oro, Festival de Giffoni, Itália, em 1983
4 - Prêmio Luchino Visconti, David di Donatello, Itália, em 1986
5 - Prêmio da Academia Européia do Cinema, em 1988
6 - Prêmio do Sindicato dos Diretores da América, em 1990
7 - Palma das Palmas, Festival de Cannes, em 1997
8 - Prêmio do Júri Ecumênico, Festival de Cannes, em 1998.
(Crédito da foto: http://www.britannica.com/)

Particularidades: Ingmar era pai da diretora Eva Bergman, da atriz Anna Bergman, do ator Mats Bergman e da escritora Linn Ullman. O estilo de seus filmes inspirou o adjetivo "bergmanesque", em inglês. Ele faleceu em sua casa na ilha de Farö, Suécia.

31 de julho de 2007

Festival de Bangkok premia filme de argentina

O filme XXY (Idem, 2007), uma co-produção Argentina/França/Espanha, ganhou o prêmio Kinnaree de Ouro, o mais importante do Festival de Bangkok, que se encerrou no último sábado, 28. Trata-se do filme de estréia na direção da roteirista argentina Lucía Puenzo, que é filha do veterano cineasta Luis Puenzo. O Prêmio do Júri foi para o filme chinês Perdido em Pequim (Ping guo, 2007), de Yu Li.

(Imagem do filme "XXY". Crédito da foto: http://www.heraldo.es/)

Era uma vez em 29 de julho de 2007

MICHEL SERRAULT (79 anos, de câncer), ator francês que conseguiu notoriedade no teatro antes de estrear no cinema em 1954; embora fosse versátil, raramente foi escalado por diretores do primeiro time francês; apareceu em mais se 130 filmes, mas o reconhecimento internacional só veio com A gaiola das loucas (La cage aux folles, 1978), que lhe deu o primeiro César de melhor ator (o mais importante prêmio do cinema francês) e o David di Donatello (o mais importante do cinema italiano) de melhor ator estrangeiro; atuou em As diabólicas (Les diaboliques, 1955), Amantes e ladrões (Assassins et voleurs, 1957), O repouso do guerreiro (Le repos du guerrier, 1962), Um assassinato é um assassinato (Un meutre est une meutre, 1972), Cidadão sob custódia (Garde à vue, 1981), que lhe deu o segundo César, Liberdade, igualdade, revolução (Liberté, égalité, choucroute, 1985), Minha secretária (Nelly & Monsieur Arnaud, 1995), que lhe deu o terceiro César e o primeiro prêmio Les Lumières de melhor ator, e Negócios à parte (Rien ne va plus, 1997), com que ganhou mais um Les Lumières de melhor ator.

(Crédito da foto: joeyy3.free.fr)

Particularidades: Michel Serrault nasceu em 24 de janeiro de 1928 e era pai da atriz e diretora Nathalie Serrault.

John Wayne vira estátua no museu do faroeste

Como parte das comemorações do centenário de nascimento de John Wayne, o National Cowboy and Western Heritage Museum, de Oklahoma, inaugurou uma estátua sua com oito pés e oito polegadas de altura (aproximadamente 2,5 m), em bronze. A cerimônia de inauguração, que aconteceu no último sábado, 28, contou com a presença de dois netos do lendário ator, Anita LaCava Swift e Nick Kuhle.
(Imagem do filme "No tempo das diligências". Crédito da foto: http://www.hellinahandbasket.net/)

24 de julho de 2007

Era uma vez em 21 de julho de 2007

LÁSZLÓ KOVÁCS (74 anos, de câncer), um dos mais influentes diretores de fotografia de Hollywood; começou em produções de baixo orçamento de diretores que gravitavam em torno do rei do filme B, Roger Corman, a exemplo de Demônios sobre rodas (Hells Angels on Wheels, 1967), de Richard Rush, e Na mira da morte (Targets, 1968), estréia na direção de Peter Bogdanovich; foi o responsável pela fotografia de Sem destino (Easy Rider, 1969), Uma mulher diferente (That Cold Day in the Park, 1969), Cada um vive como quer (Five Easy Pieces, 1970), Os caça-fantasmas (Ghost Busters, 1984). Recebeu prêmios pelo conjunto da obra, em 1998, do Festival de Cinema do Hawaii e do Camerimage, Polônia, este voltado só para a cinematografia; em 1999, do Festival WorldFest de Flagstaff, Arizona; e em 2001, do Festival de Cinema de Hollywood.
(Crédito da foto: us.imdb.com)

Particularidades: László Kovács nasceu em 14 de maio de 1933 em Budapeste, Hungria, e chegou aos Estados Unidos em 1957, como refugiado político. Era um dos mais ativos membros da American Society of Cinematographers, da qual recebeu em 2002 o Life Achievement Award, a mais alta honraria da entidade. Deixou viúva e duas filhas.

2º Festival de Cinema Latino-Americano

Começou na última segunda-feira, 23, o 2º Festival Latino-Americano de São Paulo, com a exibição do filme argentino Leis de família (Derecho de familia, 2006), de Daniel Burman. Além de apresentar a produção latino-americana atual, o evento mostrará também filmes clássicos.
O cineasta mexicano Paul Leduc, que vai proferir uma aula magna, será homenageado com a exibição de alguns de seus filmes. Dele, serão exibidos os longas-metragens Reed, México insurgente (Idem, 1973), Etnocídio (Etnocidio, notas sobre el mezquital, 1977), co-dirigido por Roger Bartra, Frida, natureza viva (Frida, naturaleza viva, 1986) e Barroco (Idem, 1989), e os curtas infantis Os animais (Los animales, 1995) e A flauta de Bartolo (La flauta de Bartolo, 1997).
Vários outros cineastas importantes estarão representados no festival, como o chileno Miguel Littin, através do filme O chacal de Nahueltoro (El chacal de Nahueltoro, 1969); o boliviano Jorge Sanjinés, através de Sangue do condor (Yawar mallku, 1969); e o mexicano Arturo Ripstein, através de O castelo da pureza (El castillo de la pureza, 1973).
O grande diretor de fotografia mexicano Gabriel Figueroa (1907-1997) também será homenageado.

20 de julho de 2007

Filmes domésticos de lendas do cinema

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood promete para o próximo mês um programa especial, denominado Hollywood Home Movies: Treasures from the Academy Film Archive. O que, numa tradução livre, significa Filmes Caseiros de Hollywood: Tesouros do Arquivo de Filmes da Academia. Obras de coleções pessoais de lendas do cinema como Alfred Hitchcock e Steve McQueen serão mostradas numa espécie de festival de uma única noite. Um porta-voz do evento declarou que "serão apresentados excertos de filmes realizados em casa, em viagens de férias ou em bastidores de filmagens, por estrelas e diretores da Era de Ouro de Hollywood". O programa mostrará também imagens noticiosas da construção do Los Angeles City Hall, em 1926, e um documentário sobre o Hollywood Boulevard, filmado em 1947.

(Crédito da foto: pt.wikipedia.org)

Comentário: Para quem não mora em Los Angeles, o remédio é esperar que tais filmes domésticos venham a ser incluídos como extras de algum DVD.

14 de julho de 2007

Era uma vez em 9 de julho de 2007

CHARLES LANE (1905-2007), ator norte-americano de pequenos papéis, cujo nome raramente aparecia nos créditos do filme; atuou em mais de 230 filmes, entre 1931 e 1987; Frank Capra foi o diretor que mais o usou, escalando-o para nove filmes, inclusive os clássicos O galante Mr. Deeds (Mr. Deeds Goes to Town, 1936), Do mundo nada se leva (You Can't Take It with You, 1938), A mulher faz o homem (Mr. Smith Goes to Washington, 1939), e A felicidade não se compra (It's a Wonderful Life, 1946); Howard Hawks também o empregou em Suprema conquista (Twentieth Century, 1934) e Bola de fogo (Ball of Fire, 1941); apareceu em muitos musicais, como Vendedor de ilusões (The Music Man, 1962), e comédias, como Deu a louca no mundo (It's a Mad Mad Mad Mad World, 1963); a partir de 1954 esteve mais presente na TV.

(Crédito da foto: http://www.harpiesbizarre.com/)

Curiosidades: Charles Lane era membro fundador do Sindicato dos Atores da Tela, que o homenageou, na passagem de seu centésimo aniversário, em 2005, dando ao dia 30 de janeiro o nome de "Charles Lane Day". Na cerimônia de premiação do Emmy, em 2005, foi homenageado como o mais antigo membro da academia da TV. Morreu aos 102 anos, em Santa Mônica, Califórnia, de causas naturais. Era viúvo e deixou um casal de filhos e uma neta. Ele nasceu no dia 26 de janeiro.

11 de julho de 2007

Karlovy Vary premia filme islandês

O Festival de Karlovy Vary, República Tcheca, encerrou-se no último sábado, 7, e o prêmio de melhor filme foi conquistado pelo thriller de ficção-científica islandês Mýrin (2006), de Baltasar Kormákur, que é também ator, produtor e roteirista. O ator e diretor norte-americano Danny DeVito foi homenageado com um prêmio especial, "por sua contribuição ao cinema".

(Na foto, Kormákur; crédito: http://www.grapevine.is/)

Era uma vez em 10 de julho de 2007

YOLANDA CARDOSO (1928-2007), atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro; estreou na chanchada Uma Certa Lucrécia (1957) e esperou seis anos pelo segundo filme, Crime no Sacopã (1963); apareceu em Copacabana Me Engana (1968), de Antonio Carlos Fontoura, Com Licença, Eu Vou à Luta (1986), de Lui Farias, e Um Trem para as Estrelas (1987), de Carlos Diegues e Tereza Gonzalez, que foi seu 15º e último filme. Era mais conhecida por seu trabalho na TV.
(Imagem da novela "Louco amor" (1983). Crédito da foto: http://www.gilbertobragaonline.com/)

Particularidade: Yolanda Cardoso morreu de pneumonia e infecção generalizada, aos 78 anos.

Mansão cinematográfica à venda por U$ 165 mi


Mansão de Beverly Hills, com 29 quartos, sala de cinema, discoteca e três piscinas, situada em terreno de 2,6 hectares, foi posta à venda por U$ 165 mi. Estima-se que seja o valor mais alto de uma casa nos Estados Unidos.

A casa aparece no filme O poderoso chefão (The Godfather, 1972). É aquela em que vive o produtor de cinema que, por não querer dar um papel em seu filme para o cantor afilhado de Don Corleone, este lhe faz "uma proposta que ele não pode recusar": o produtor acorda e se espanta ao ver que a cabeça de seu melhor cavalo foi cortada e posta ao seu lado enquanto dormia.

A mansão, construída em 1927, por um banqueiro, foi adquirida na década de 1940 pelo magnata das comunicações William Randolph Hearst, que ali viveu com a amante, a atriz de Hollywood Marion Davies, até sua morte, em 1951.

Hearst foi o modelo em que Orson Welles se baseou para elaborar a personagem de Charles Foster Kane, na sua obra-prima Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941).

(Fonte: Folha Online. Crédito da foto: AP, obtida via F.O.)

8 de julho de 2007

Nos EUA, vendas de DVD perdem fôlego

Pela primeira vez, desde o surgimento do formato há dez anos, as vendas de DVD no mercado norte-americano tiveram queda. A revista Home Media noticiou na última quinta-feira, 5, que no primeiro semestre de 2007 as vendas ficaram na casa dos U$ 6,8 bi, quando no mesmo período de 2006 atingiram a soma de U$ 7 bi. Uma explicação para o retrocesso seria o lançamento de filmes de menor apelo comercial no período. Por isso, estima-se que esse declínio possa vir a ser compensado, especialmente no quarto trimestre, quando serão lançados filmes que fazem grande sucesso nos cinemas, no verão em curso, como Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3), Shrek Terceiro (Shrek the Third) e Piratas do Caribe - No fim do mundo (Pirates of the Caribbean: At World's End).

2 de julho de 2007

Era uma vez em 29 de junho de 2007

EDWARD YANG (1947-2007), cineasta chinês nascido em Xangai e criado em Taiwan, onde se formou em Engenharia Elétrica; depois de trabalhar na área de informática nos Estados Unidos, resolveu voltar para Taiwan e dirigir filmes, participando do Novo Cinema de Taiwan; a partir de 1982, realizou quase uma dezena de filmes, cinco dos quais foram premiados em festivais internacionais: O terrorista (Kongbu fenzi, 1986), Um brilhante dia de verão (Guling jie shaonian sha ren shijian, 1991), Confusão confuciana (Duli shidai, 1994), Mahjong (1996) e As coisas simples da vida (Yi yi, 2000); este último arrebatou oito prêmios, inclusive o de melhor diretor em Cannes.
(Crédito da foto: http://www.filmreference.com/)

Particularidades: Edward Yang faleceu em sua casa em Beverly Hills, Califórnia, de câncer de cólon; tinha 59 anos. Deixou viúva a pianista Kaili Peng.

28 de junho de 2007

Mercado de DVDs de alta definição se amplia

A Columbia House, cadeia de lojas que detém o maior comércio direto de DVDs nos Estados Unidos, planeja para o outono de 2007 a oferta de DVDs de alta definição em ambos os formatos: HD DVD e Blu-ray DVD. A empresa estima que tem 14 milhões de associados no mundo todo.
O saite Hi-Def disc News, que deu a notícia na última segunda-feira, 25, comentou: "A oferta de discos de alta definição aos membros da associação pode proporcionar um significativo impulso na divulgação de ambos os formatos, se não um considerável impacto nas vendas".

25 de junho de 2007

Filme cubano conquista Cinesul

O filme cubano La edad de la peseta (2006), de Pavel Giroud, ganhou o prêmio de melhor longa-metragem de ficção do Cinesul -- Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, versão 2007. Ao filme mexicano La última mirada (2006), de Patricia Arriaga-Jordán, foi concedida menção honrosa da mesma categoria.

O prêmio de melhor documentário de longa-metragem foi para Cruel separação (Cruel Separation, 2006), co-produção Chile/Reino Unido dirigida pela inglesa Sarah Boston. Os filmes Madres con ruedas (2006), produção argentina dirigida por Mario Piazza, e Pequeña Habana (2007), co-produção Argentina/Cuba dirigida por Rolando Pardo, receberam menções honrosas da categoria.
O cinema brasileiro contentou-se com o prêmio de melhor animação para Tyger (2006), de Guilherme Marcondes, e menção honrosa para o ensaio documental de curta-metragem Helena Zero (2006), de Joel Pizzini.

23 de junho de 2007

Os 100 melhores filmes americanos

Dez anos depois da primeira, o American Film Institute -- AFI divulgou nova lista dos 100 melhores filmes norte-americanos, na opinião de profissionais do cinema. Cidadão Kane foi reeleito o melhor filme de todos os tempos. Alguns filmes situados entre os dez primeiros migraram para outras posições: Cantando na Chuva pulou do 10º para o 5º lugar, E o Vento Levou caiu do 4º para o 6º lugar, e Lawrence da Arábia também caiu duas posições, do 5º para o 7º lugar; Casablanca e O Poderoso Chefão, antes colocados em 2º e 3º lugares, respectivamente, trocaram de posição. Vários filmes mudaram de posição, a exemplo de Touro Indomável, que passou do 24º lugar para o 4º, e de Um Corpo que Cai, que saltou do 61º para o 9º lugar, e outros foram excluídos. Somente quatro filmes lançados após a compilação de 1997 entraram na nova lista: O Sr. dos Anéis -- A Sociedade do Anel, no 50º lugar; O Resgate do Soldado Ryan, no 71º; Titanic, no 83º; e O Sexto Sentido, no 89º lugar.

Veja a lista completa, preparada com base em notícia da Folha Online:

1º) Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941), de Orson Welles
2º) O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972), de Francis Ford Coppola
3º) Casablanca (Idem, 1942), de Michael Curtiz
4º) Touro Indomável (Raging Bull, 1980), de Martin Scorsese
5º) Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, 1952), de Stanley Donen e Gene Kelly
6º) E o Vento Levou (Gone with the Wind, 1939), de Victor Fleming
7º) Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962), de David Lean
8º) A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993), de Steven Spielberg
9º) Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958), de Alfred Hitchcock
10º) O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939), de Victor Fleming
11º) Luzes da Cidade (City Lights, 1931), de Charles Chaplin
12º) Rastros de Ódio (The Searchers, 1956), de John Ford
13º) Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977), de George Lucas
14º) Psicose (Psycho, 1960), de Alfred Hitchcock
15º) 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odissey, 1968), de Stanley Kubrick
16º) Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950), de Billy Wilder
17º) A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, 1967), de Mike Nichols
18º) A General (The General, 1927), de Buster Keaton e Clyde Bruckman
19º) Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954), de Elia Kazan
20º) A Felicidade Não Se Compra (It's a Wonderful Life, 1946), de Frank Capra
21º) Chinatown (Idem, 1974), de Roman Polanski
22º) Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959), de Billy Wilder
23º) Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath, 1940), de John Ford
24º) E.T. -- O Extraterrestre (E. T. the Extra Terrestrial, 1982), de Steven Spielberg
25º) O Sol É para Todos (To Kill a Mockingbird, 1962), de Robert Mulligan
26º) A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington, 1939), de Frank Capra
27º) Matar ou Morrer (High Noon, 1952), de Fred Zinnemann
28º) A Malvada (All About Eve, 1950), de Joseph L. Mankiewicz
29º) Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944), de Billy Wilder
30º) Apocalypse Now (Idem, 1979), de Francis Ford Coppola (Obs.: No cinema, o título era Apocalipse.)
31º) Relíquia Macabra (The Maltese Falcon, 1941), de John Huston
32º) O Poderoso Chefão II (The Godfather Part II, 1974), de Francis Ford Coppola
33º) Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest, 1975), de Milos Forman
34º) Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937), produzido por Walt Disney
35º) Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977), de Woody Allen
36º) A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, 1957), de David Lean
37º) Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives, 1946), de William Wyler
38º) O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre, 1948), de John Huston
39º) Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964), de Stanley Kubrick
40º) A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965), de Robert Wise
41º) King Kong (Idem, 1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
42º) Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde, 1967), de Arthur Penn
43º) Perdidos na Noite (Midnight Cowboy, 1969), de John Schlesinger
44º) Núpcias de Escândalo (The Philadelphia Story, 1940), de George Cukor
45º) Os Brutos Também Amam (Shane, 1953), de George Stevens
46º) Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, 1934), de Frank Capra
47º) Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951), de Elia Kazan
48º) Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock
49º) Intolerância (Intolerance, 1916), de David W. Griffith
50º) O Sr. dos Anéis -- A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, 2001), de Peter Jackson
51º) Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1961), de Robert Wise e Jerome Robbins
52º) Taxi Driver - Motorista de Táxi (Taxi Driver, 1976), de Martin Scorsese
53º) O Franco-Atirador (The Deer Hunter, 1978), de Michael Cimino
54º) M*A*S*H (MASH, 1970), de Robert Altman
55º) Intriga Internacional (North by Northwest, 1959), de Alfred Hitchcock
56º) Tubarão (Jaws, 1975), de Steven Spielberg
57º) Rocky, um Lutador (Rocky, 1976), de John G. Avildsen
58º) Em Busca do Ouro (The Gold Rush, 1925), de Charles Chaplin
59º) Nashville (Idem, 1975), de Robert Altman
60º) O Diabo a Quatro (Duck Soup, 1933), de Leo McCarey
61º) Contrastes Humanos (Sullivan's Travels, 1941), de Preston Sturges
62º) Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973), de George Lucas
63º) Cabaret (Idem, 1972), de Bob Fosse
64º) Rede de Intrigas (Network, 1976), de Sidney Lumet
65º) Uma Aventura na África (The African Queen, 1951), de John Huston
66º) Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981), de Steven Spielberg
67º) Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who's Afraid of Virginia Woolf?, 1966), de Mike Nichols
68º) Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992), de Clint Eastwood
69º) Tootsie (Idem, 1982), de Sydney Pollack
70º) Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971), de Stanley Kubrick
71º) O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998), de Steven Spielberg
72º) Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994), de Frank Darabont
73º) Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969), de George Roy Hill
74º) O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991), de Jonathan Demme
75º) No Calor da Noite (In the Heat of the Night, 1967), de Norman Jewison
76º) Forresp Gump, o Contador de Histórias (Forresp Gump, 1994), de Robert Zemeckis
77º) Todos os Homens do Presidente (All the President's Men, 1976), de Alan J. Pakula
78º) Tempos Modernos (Modern Times, 1936), de Charles Chaplin
79º) Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch, 1969), de Sam Peckinpah
80º) Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment, 1960), de Billy Wilder
81º) Spartacus (Idem, 1960), de Stanley Kubrick
82º) Aurora (Sunrise, 1927), de F. W. Murnau
83º) Titanic (Idem, 1997), de James Cameron
84º) Sem Destino (Easy Rider, 1969), de Dennis Hopper
85º) Uma Noite na Ópera (A Night at the Opera, 1935), de Sam Wood
86º) Platoon (Idem, 1986), de Oliver Stone
87º) 12 Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957), de Sidney Lumet
88º) Levada da Breca (Bringing Up Baby, 1938), de Howard Hawks
89º) O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999), de M. Night Shyamalan
90º) Ritmo Louco (Swing Time, 1936), de George Stevens
91º) A Escolha de Sofia (Sophie's Choice, 1982), de Alan J. Pakula
92º) Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990), de Martin Scorsese
93º) Operação França (The French Connection, 1971), de William Friedkin
94º) Pulp Fiction -- Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), de Quentin Tarantino
95º) A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show, 1971), de Peter Bogdanovich
96º) Faça a Coisa Certa (Do the Right Thing, 1989), de Spike Lee
97º) Blade Runner - O Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982), de Ridley Scott
98º) A Canção da Vitória (Yankee Doodle Dandy, 1942), de Michael Curtiz
99º) Toy Story (Idem, 1995), de John Lasseter
100º) Ben-Hur (Idem, 1959), de William Wyler.

Comentário: A lista representa o denominador comum das escolhas de 1.500 profissionais da comunidade cinematográfica dos EUA: diretores, roteiristas, atores, produtores, cinematografistas (ou cinegrafistas), montadores, executivos, historiadores e críticos. Espelha a média das opiniões deles no momento atual. Mas cada cinéfilo tem direito à sua lista particular, assim como o "scriptwriter" deste blog.

(Crédito da foto: http://www.americanas.com/)

22 de junho de 2007

Era uma vez em 19 de junho de 2007

ANTONIO AGUILAR (1919-2007), ator e cantor mexicano, que estreou em Um recanto perto do céu (Un rincón cerca del cielo, 1952); estrelou muitos faroestes à mexicana, com a música de mariachis, dos anos 1950 aos 70; atuou em La Cucaracha (Idem, 1959), com Maria Félix, a maior beldade do cinema mexicano, no papel-título; como seus filmes faziam sucesso no Brasil, vieram filmar com ele aqui Caminho da esperança (Rumbo a Brasilia, 1961); teve uma oportunidade em Hollywood, com o prenome abreviado para Tony, no faroeste Jamais foram vencidos (The Undefeated, 1969), com John Wayne; interpretou grandes figuras históricas do México, em Emiliano Zapata (Idem, 1970), que lhe deu um Prêmio ACE (concedido em Nova Iorque aos latinos) de melhor ator, e A morte de Pancho Villa (La muerte de Pancho Villa, 1974); encerrou a carreira fazendo outra vez Pancho Villa em O sangue de um valente (La sangre de un valiente, 1993); foi também produtor e roteirista. Em 1997, ganhou um prêmio Ariel de Ouro Especial, da Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas, por sua "inestimável contribuição e divulgação do cinema mexicano".
(Crédito da foto: http://www.rincongrupero.com/)

Curiosidade: Ator dedicado exclusivamente ao cinema, Antonio Aguilar fez 125 filmes. A Folha Online noticiou que ele fez 167 filmes. Faleceu de pneumonia, aos 88 anos, na Cidade do México. Deixou viúva a atriz Flor Silvestre.

20 de junho de 2007

Os eleitos do cinema italiano

O filme A Desconhecida (La sconosciuta, 2006), de Giuseppe Tornatore, foi o grande vencedor do prêmio David di Donatello, o mais importante do cinema italiano. Conquistou os troféus de melhor filme, diretor, fotografia, atriz (a russa Kseniya Rappoport, assinando Xenia Rappoport) e trilha musical (Ennio Morricone).

O filme Meu Irmão É Filho Único (Mio fratello è figlio unico, 2007), de Daniele Luchetti, também recebeu cinco prêmios, entre os quais os de melhor roteiro, ator (Elio Germano) e atriz coadjuvante (Angela Finocchiaro).
Novo Mundo (Nuovomondo, 2006), de Emanuele Crialese, que ganhou seis prêmios no Festival de Veneza de 2006, inclusive o Leão de Prata de revelação, concorria a 11 prêmios mas só levou os de figurino, direção de arte e efeitos especiais.
(Fonte: Folha Online. Crédito da foto: http://www.repubblica.it/)

19 de junho de 2007

Nos EUA, a Blockbuster aposta no Blu-ray DVD

A Blockbuster, a maior cadeia norte-americana de videolocadoras, pretende surtir sua rede com DVDs de alta definição, mas somente no formato Blu-ray. A empresa anunciou que vai começar as aquisições no mês de julho, para suprir 1.450 lojas. Informou que vinha mantendo títulos em ambos os formatos de alta definição, HD DVD e Blu-ray DVD, em cerca de 250 lojas, mas chegou à conclusão que mais de 70% dos clientes só locam discos no formato Blu-ray. O representante da empresa, Matthew Smith, fez a seguinte afirmação: "Os consumidores estão nos enviando um recado. Eu não posso ignorar o que estou percebendo."

Comentário: Pode-se concluir que, pelo menos no mercado norte-americano, o formato Blu-ray, da Sony, está levando a melhor sobre o concorrente. Mas ainda vai rolar muita água embaixo da ponte. Quando do lançamento do videocassete, a Sony viu seu formato Betamax perder a disputa para o VHS. Será a hora e vez da revanche? Aos desavisados, cabe lembrar que a Blockbuster brasileira foi recentemente adquirida pelas Lojas Americanas.

18 de junho de 2007

FICA 2007: os premiados

Encerrou-se no último sábado, 16, o IX Festival Internacional do Cinema Ambiental -- FICA, da cidade de Goiás, antiga capital de Goiás. A seguir, a relação dos prêmios e respectivos premiados:


1 - Troféu Cora Coralina, de maior destaque do Festival
Filme: Ainda Há Pastores? (2006), documentário
Direção: Jorge Pelicano
País: Portugal.

2 - Troféu Carmo Bernardes, de melhor longa-metragem
Prêmio dividido entre dois filmes:
a - A cor da água (Khadak, 2006), ficção
Direção: Peter Brosens e Jessica Hope Woodworth
País: Bélgica/Alemanha
b - Pirinop, Meu Primeiro Contato (2007), documentário
Direção: Mari Corrêa e Kanaré Ikpeng
País: Brasil (Pernambuco).

3 - Troféu Jesco Von Puttkamer, de melhor média-metragem
Filme: Losing Tomorrow (2005), documentário
Direção: Patrick Rouxel
País: França.

4 - Troféu Acari Passos, de melhor curta-metragem
Filme: Memória sem Visão (2005), documentário
Direção: Marco Valle
País: Brasil (São Paulo).

5 - Troféu João Bennio, de melhor produção goiana
Filme: Rapsódia do Absurdo (2006), documentário
Direção: Cláudia Nunes.

6 - Troféu José Petrillo, de melhor produção goiana
Filme: Além dos Outdoors (2006), documentário
Direção: Caio Henrique Salgado e Paulo Henrique dos Santos.

7 - Troféu Júri Popular
Filme: O fã e a flor (The Fan and the Flower, 2005), animação
Direção: Bill Plympton
País: Estados Unidos.

8 - Troféu Imprensa
Filme: A cor da água (Khadak, 2006), ficção
Direção: Peter Brosens e Jessica Hope Woodworth
País: Bélgica/Alemanha.
(Crédito da foto: cinerama.blogs.sapo.pt)

16 de junho de 2007

Cineasta japonês refaz faroeste italiano

O diretor japonês Takashi Miike prepara uma refilmagem de Django (Idem, 1966), um clássico bangue-bangue italiano, dirigido por Sergio Corbucci. A versão nipônica, cujo título é Sukiyaki Western Django, pretende juntar a cultura "pop" japonesa ao estilo "spaghetti western", para retratar o que se denominou Guerras Gempei, entre os clãs Minamoto e Taira, no Japão do século XII. O filme, falado em inglês, tem elenco japonês, com duas exceções, o ator norte-americano Christian Storms e seu compatriota e cineasta Quentin Tarantino, que faz o papel de Ringo, um tipo parecido com o que Clint Eastwood representou em três faroestes italianos. Tarantino é fã confesso tanto dos faroestes italianos como dos filmes de samurai japoneses, que ele não se cansa de homenagear em seus filmes.

(Na foto-montagem, Tarantino e o diretor Miike. Crédito da foto: http://www.blogdecine.com/)

Comentário: Ocorre, nesse caso, o inverso do que aconteceu nos anos 1960 no cinema italiano, quando Sergio Leone realizou Por um punhado de dólares (Per um pugno di dollari, 1964), o primeiro bangue-bangue italiano a fazer sucesso internacional (exceto no Brasil), adaptando para o gênero faroeste o filme japonês de samurai Yojimbo (Idem, 1961), de Akira Kurosawa. O primeiro faroeste italiano a conquistar o público brasileiro foi O dólar furado (Un dollaro bucato, 1965), de Giorgio Ferroni.

15 de junho de 2007

Era uma vez em 11 de junho de 2007

MALA POWERS (75 anos, de leucemia), atriz norte-americana que fez sua estréia no filme Alma em revolta (Edge of Doom, 1950), de Mark Robson, embora tenha feito pequeno papel em filme de 1942, aos 11 anos, sem receber crédito; sua carreira no cinema parecia promissora, ao estrelar filmes como O mundo é o culpado (Outrage, 1950), de Ida Lupino, e Cyrano de Bergerac (Idem, 1950), de Michael Gordon, mas nem toda promessa se cumpre; em seguida estrelou alguns faroestes de baixo orçamento -- o usual nos anos 1950: Rosa de Cimarrão (Rose of Cimarron, 1952), O morro da traição (The Yellow Mountain, 1954), Fúria ao entardecer (Rage at Dawn, 1955); este último é particularmente memorável, para nós brasileiros, não só por ter Randolph Scott como o herói, mas também porque a expressão "at dawn" do título original significa "ao amanhecer" e não "ao entardecer"; a partir da década de 1960 a carreira de Mala estava voltada para a TV, tendo aparecido em apenas oito filmes desde então, nenhum significativo, exceto A psicose do medo (Daddy's Gone A-Hunting, 1969), de Mark Robson; seu último trabalho foi para o cinema, em Hitters (2002). Ganhou uma estrela na Calçada da Fama, pelo trabalho na TV.
(Crédito da foto: http://www.briansdriveintheater.com/)

Curiosidade: Tendo estudado arte dramática com o ator russo Michael Chekhov (1891-1955), nos anos 1940, ela se tornou a guardiã de seus ensinamentos, que registrou em livro, e viajou durante anos por seu país para ensinar as técnicas de atuação que aprendera, inclusive como professora visitante em universidades. Diz-se que sua carreira no cinema foi truncada por causa de doença contraída quando viajava pela Korea, em 1951, e que se complicou com uma alergia desenvolvida ao medicamento que lhe foi prescrito. Seu nome verdadeiro era Mary Ellen Powers.

14 de junho de 2007

A estrela de Alice Braga sobe

A atriz brasileira Alice Braga, sobrinha de Sônia Braga, está no thriller futurista Eu Sou a Lenda (I Am Legend), baseado em romance de Richard Matheson e dirigido por Francis Lawrence. Ainda sem título em português, o filme já tem sua estréia no Brasil prevista para janeiro de 2008. No filme, Will Smith faz um cientista que fracassou na tentativa de evitar que um vírus terrível transforme as pessoas em mutantes. Ele é o último humano sobrevivente no que restou de Nova Iorque. Mas, embora não saiba, está na verdade rodeado de mutantes que se escondem nas sombras.

Alice Braga participa atualmente das produções hollywoodianas Crossing Over, sob a direção de Wayne Kramer, e Redbelt, do prestigiado roteirista e diretor David Mamet, e também está escalada para o novo trabalho de Fernando Meirelles, Cegueira (Blindness), que será estrelado por Julianne Moore; o filme se baseia no livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, e começará a ser rodado em julho no Canadá e, em seqüência, no Uruguai e no Brasil.
(Fonte: Folha Online. Foto: divulgação)

13 de junho de 2007

Era uma vez em 9 junho de 2007

OUSMANE SEMBENE (84 anos, de causa não divulgada), escritor e cineasta senegalês, o primeiro diretor de cinema africano a ter reconhecimento internacional; seu primeiro longa-metragem, La noire de... (1966), foi premiado na França, com o prêmio Jean Vigo, e no Festival Carthage, na Tunísia; Emitai (1971) foi premiado no Festival de Moscou e na seção Fórum do Novo Filme do Festival de Berlim; Xala (1976) recebeu o prêmio especial do júri no Festival de Karlovy Vary; Ceddo (1977) foi premiado na seção Fórum do Novo Cinema do Festival de Berlim; Camp de Thiaroye (1987) e Guelwaar (1992) receberam láureas do Festival de Veneza; e Moolaadé (2004), seu último trabalho, foi premiado na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, no Festival de Marrakech e no Festival Pan-Africano de Los Angeles; o cineasta recebeu também alguns prêmios honorários; Sembene, além de escrever os roteiros, alguma vez foi ator e, vez por outra, produtor de seus filmes.

Curiosidade: Depois de ter sido pescador, mecânico e pedreiro, Sembene lutou na II Guerra Mundial como soldado das tropas francesas; após a guerra, foi operário da Citroën em Paris e, durante dez anos, estivador e sindicalista no porto de Marseilles; nessa época, escreveu romances que tiveram boa acolhida da crítica; mas, como era um cinéfilo, reslveu estudar cinema em Moscou, porque queria se comunicar com o grande público analfabeto de seu país; realizou seu primeiro filme em 1963, um documentário de curta-metragem.
(Crédito da foto: http://www.syl.fi/)

12 de junho de 2007

Chineses vêem mostra de filmes brasileiros

Começou na última segunda-feira, 11, a I Mostra de Cinema Brasileiro em Pequim, organizada com o objetivo de aproximar as culturas do Brasil e da China.

Até 16 de junho serão exibidos 12 filmes, dez modernos e dois clássicos da década de 1960, Vidas Secas (1962), de Nelson Pereira dos Santos, e Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade. Os outros dez são: Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes, Vinícius (2005), de Miguel Faria Jr., Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova (2005), de Paulo Thiago, A Máquina(2005), de João Falcão, Deus É Brasileiro (2003), de Carlos Diegues, O Caminho das Núvens (2003), de Vicente Amorim, Canta Maria (2006), de Francisco Ramalho Jr., Pelé Eterno (2004), de Aníbal Massaini Neto, Fica Comigo Esta Noite (2006), de João Falcão, e 2 Filhos de Francisco (2006), de Breno Silveira.

Da lista apresentada pela organização brasileira, a Administração Estatal de Filmes, Rádio e Televisão da China censurou dois filmes: O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger, pelo conteúdo político, e O Maior Amor do Mundo (2006), de Carlos Diegues, pelo hiper-realismo das cenas de dependência química e tráfico de drogas.

Desde 1991, graças à adesão da China à Organização Mundial do Comércio, o governo local passou a permitir a estréia de 20 filmes estrangeiros por ano. Até agora, porém, nenhum filme brasileiro conseguiu ter distribuição comercial naquele país.
Noticiou a Folha Online.

9 de junho de 2007

Era uma vez em 30 de maio de 2007

JEAN-CLAUDE BRIALY (74 anos, de câncer), ator francês nascido na Argélia; um dos atores mais respeitados e populares da Nouvelle Vague, movimento cinematográfico que revolucionou o cinema francês e mundial; trabalhou com importantes diretores europeus, a exemplo de Claude Chabrol, em Nas garras do vício (Le beau Serge, 1958), Os primos (Les cousins, 1959) e outros; Jacques Deray, em Um homem de certa profissão (Le gigolo, 1960); Jean-Luc Godard, em Uma mulher é uma mulher (Une femme est une femme, 1961); Philippe de Broca, em O irresistível gozador (Un monsieur de compagnie, 1964); Alberto Lattuada, em A mandrágora (La mandragola, 1965); François Truffaut, em A noiva estava de preto (La mariée était en noir, 1968); Eric Rohmer, em O joelho de Claire (Le genou de Claire, 1970); Luis Buñuel, em O fantasma da liberdade (Le fantôme de la liberté, 1974); Ettore Scola, em Casanova e a revolução (La nuit de Varennes, 1982); atuou muitas vezes ao lado de beldades como Alida Valli, Claudia Cardinale, Nadja Tiller, Catherine Deneuve, Rosanna Schiaffino, Jeanne Moreau, Stéphane Audran, Romy Schneider, Isabelle Adjani. Sua filmografia tem perto de 150 filmes, além de dezenas de trabalhos para a TV. Ganhou um César, o mais importante prêmio do cinema francês, de melhor ator coadjuvante. Também escreveu roteiros e dirigiu filmes, o primeiro dos quais, Églantine (1971), recebeu a Concha de Prata no Festival de San Sebastián, Espanha.

Curiosidade: Brialy foi distinguido com as mais altas comendas das artes francesas: Légion d'honneur, Ordre national du mérite e Ordre des Arts et des Lettres.
(Crédito da foto: http://www.liberation.fr/)

8 de junho de 2007

Sean Connery não será pai de Indiana Jones

O ator Sean Connery anunciou na última quinta-feira, 7, que não participará da nova aventura de Indiana Jones, ainda sem título. Ele faria o papel de Henry Jones, o pai de Indiana, como já havia ocorrido no terceiro filme da série, Indiana Jones e a última cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989). Com a desculpa de que a aposentadoria é bem mais divertida, o ator ainda deu um conselho bem-humorado a Harrison Ford: "Exija que os bichos sejam digitais, os penhascos, baixos e, pelo amor de Deus, mantenha aquele chicote bem perto o tempo todo caso precise escapar do chefe dos dublês".
Noticiou a Folha Online.
Comentário: Em janeiro, Sean Connery havia admitido a possibilidade de voltar a interpretar o pai de Indiana Jones, declarando que tudo ia depender do roteiro. Sua negativa, agora, permite inferir-se que o roteiro não o agradou. O que não indica absolutamente nada em relação à qualidade que o filme possa vir ou não a ter.
(Crédito da foto: port.pravda.ru)

Cannes 2007: filme romeno levou a Palma

A 60ª edição do Festival de Cannes encerrou-se no dia 27 de maio. O filme 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamini si 2 zile, 2007), do cineasta romeno Cristian Mungiu, levou a Palma de Ouro de melhor filme entre os 22 concorrentes. O Grande Prêmio (o segundo em importância) foi para A Floresta de Mogari (Mogari no mori, 2007), da japonesa Naomi Kawase. O norte-americano Julian Schnabel ficou com a láurea de melhor diretor, por O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le papillon, 2007). O prêmio de melhor ator foi concedido ao russo Konstantin Lavronenko, de O Desterro (Izgnanie, 2006), de Andrei Zvyagintsev. Jeon Do-yeon foi considerada a melhor atriz, por seu trabalho no filme sul-coreano Alegria Secreta (Milyang, 2007), de Lee Chang-dong. O já premiado diretor Gus Van Sant ganhou o prêmio especial do 60º aniversário com Paranoid Park (Idem, 2007). O júri, presidido pelo diretor inglês Stephen Frears, concedeu dois prêmios do júri, a Luz Silenciosa (Idem, 2007), do mexicano Carlos Reygadas, e ao desenho-animado Persépolis (Persepolis, 2007), co-produção EUA/França, dirigido em parceria pelo francês Vincent Parannaud e a iraniana Marjana Satrapi.

(Imagem do filme "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias". Crédito da foto: http://www.mobrafilms.ro/)

15 de maio de 2007

As 100 melhores falas do cinema - 10

Finalmente, as últimas dez falas de filmes, das 100 consideradas pela revista Premiere as mais populares do cinema, da 10ª à 1ª:

10 - "I'm gonna make him an offer he can't refuse."
Tradução: Vou fazer uma oferta que ele não pode recusar.
Filme: O poderoso chefão (The Godfather, 1972)
Quem diz: Don Vito Corleone (Marlon Brando).

9 - "Adrian!"
Filme: Rocky, um lutador (Rocky, 1976)
Quem diz: Rocky Balboa (Sylvester Stallone).

8 - "You talkin' to me?"
Tradução: Tá falando comigo?
Filme: Taxi Driver -- Motorista de táxi (Taxi Driver, 1976)
Quem diz: Travis Bickle (Robert De Niro), mirando-se no espelho.

7 - "I coulda been a contender."
Tradução: Eu podia ter sido um lutador [de boxe].
Filme: Sindicato de ladrões (On the Waterfront, 1954)
Quem diz: Terry Malloy (Marlon Brando).

6 - "All right, Mr. DeMille, I'm ready for my close-up."
Tradução: Tudo certo, Sr. DeMille, estou pronta para o close-up.
Filme: Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard, 1950)
Quem diz: Norma Desmond (Gloria Swanson).

5 - "Mrs. Robinson, you're trying to seduce me, aren't you?"
Tradução: Sra. Robinson, está tentando me seduzir, não está?
Filme: A primeira noite de um homem (The Graduate, 1967)
Quem diz: Benjamin Braddock (Dustin Hoffman).

4 - "I'm the king of the world!"
Tradução: Sou o rei do mundo!
Filme: Titanic (Idem, 1997)
Quem diz: Jack Dawson (Leonardo DiCaprio).

3 - "Rosebud."
Tradução (desnecessária): Botão de rosa.
Filme: Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941)
Quem diz: Charles Foster Kane (Orson Welles).

2 - "Frankly, my dear, I don't give a damn."
Tradução: Francamente, querida, eu não ligo a mínima.
Filme: E o vento levou (Gone with the Wind, 1939)
Quem diz: Rhett Butler (Clark Gable).

1 - "Here's looking at you, kid."
Tradução: Tô de olho em você, garota.
Filme: Casablanca (Idem, 1942)
Quem diz: Rick Blaine (Humphrey Bogart).

'Andorinhas' para 'O céu de Suely'

O grande vencedor do 3º Festival de Cinema dos Países de Língua Portuguesa - CINEPORT, que este ano aconteceu em João Pessoa, foi o filme O céu de Suely (2006), do brasileiro Karim Ainouz, premiado com o Troféu Andorinha de melhor filme e de melhor diretor. Dois filmes de cineastas portugueses também foram bem aquinhoados: o documentário Lisboetas (2004), de Sérgio Trefaut, que ficou com os troféus de melhor direção de documentário e de melhor edição de documentário; e o drama Transe (2006), de Teresa Villaverde, também com dois troféus, o de melhor atriz, para Ana Moreira, e o de melhor fotografia. O troféu de melhor ator foi para Evaristo Abreu, pelo filme O jardim do outro homem (2006), do moçambicano Sol de Carvalho.

O CINEPORT foi criado em 2003 para desenvolver o mercado audiovisual e promover os filmes realizados em português e dialetos na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Curiosidade: Sérgio Trefaut nasceu em São Paulo.
(Imagem do filme 'O céu de Suely'. Crédito da foto: www.estadao.com.br)

Inovação tecnológica contra furto de DVD

As lojas que vendem DVD ainda não descobriram um meio de evitar a ação dos gatunos. Mas, agora, esse problema pode estar com os dias contados. Para prevenir o furto, duas empresas de tecnologia norte-americanas desenvolveram um chip que bloqueia a execução do DVD, caso o dispositivo não seja acionado pelo vendedor. O chip é fixado ao DVD sobre um revestimento que escurece o disco e impede sua leitura pelo aparelho. Assim, os larápios não poderão usufruir do produto do crime. Só quando o chip é ativado, o revestimento fica claro, permitindo que o disco seja executado.