11 de outubro de 2007

Os premiados do Festival do Rio 2007

O filme Estômago (2007), de Marcos Jorge, ganhou o prêmio de melhor filme do Júri Popular, e também os prêmios de melhor direção e melhor ator, para João Miguel. O filme Mutum (2007), de Sandra Kogut, ficou com a láurea de melhor filme do Júri Oficial. O prêmio de melhor atriz foi para Carla Ribas, por sua atuação no filme A Casa de Alice (2007), de Chico Teixeira. Na categoria documentário, Memória para Uso Diário (2007), de Beth Formaggini, levou o prêmio de melhor filme do Júri Popular, e Condor (2007), de Roberto Mader, o de melhor filme do Júri Oficial. O filme Andarilho (2007), de Cao Guimarães, foi aquinhoado com o prêmio de melhor diretor.

3 de outubro de 2007

Segredo de 'Indiana Jones' pode ir pro espaço

Steven Spielberg tem tentado por todos os meios evitar que a história do novo filme de Indiana Jones se torne pública antes de seu lançamento, previsto para o próximo verão norte-americano. Mas a demora na preparação do quarto filme da série fez com que a curiosidade atingisse limites insuspeitados. Primeiro foi a indiscrição do ator-bailarino Tyler Nelson, que, excitado por atuar ao lado do lendário Harry Ford, revelou a trama e cenas importantes do filme a um jornal de Oklahoma. E, por sua "traição" ao código de silêncio estabelecido por Spielberg, o linguarudo poderá ter cortadas do filme todas as cenas de que participou, além de correr o risco de nunca mais conseguir trabalho em Hollywood.

Agora um novo problema ameaça liquidar com o que resta do segredo que envolve a produção de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull). O diário Los Angeles Times de hoje noticiou que foram roubados computadores e fotografias relacionados com a produção do filme. O jornal informou que o estúdio DreamWorks, que produz o filme, pediu à polícia que investigue o caso. "Nós queremos alertar a imprensa que qualquer coisa que seja oferecida é propriedade roubada", declarou Marvin Levy, porta-voz de Spielberg.
As informações relativas ao roubo são da Folha UOL.
(Crédito da foto: http://www.aerospaceweb.org/)

2 de outubro de 2007

Era uma vez em 2 de outubro de 2007

CASTRO GONZAGA (89 anos, de falência múltipla dos órgãos), ator brasileiro que começou no cinema mas logo encontrou na TV o veículo ideal de seu talento; atuou em apenas dez filmes, entre os quais Rio 40 Graus (1955), Essa Gatinha É Minha (1966), Mineirinho Vivo ou Morto (1967), O Poderoso Machão (1974) e Os Trapalhões na Serra Pelada (1982).

(Crédito da foto: http://www.midiamax.com/)

Particularidades: Francisco de Paula Gonzaga nasceu em Cravinhos (SP) em 28 de janeiro de 1918. Era pai do ator Reinaldo Gonzaga.

Cineasta de Hollywood é assaltado na Argentina

Na última semana, cinco assaltantes levaram o laptop do diretor norte-americano Francis Ford Coppola contendo o roteiro de seu próximo filme, Tetro, cujas filmagens têm o começo previsto para fevereiro de 2008, na Argentina. Os ladrões invadiram o antigo casarão de dois andares em Palermo, elegante bairro de Buenos Aires, adquirido por Coppola recentemente, dominaram um colaborar que estava no local e roubaram vários equipamentos, inclusive computadores. O problema maior não é o roteiro, do qual o cineasta salvou cópias em outros lugares, mas os arquivos dos últimos 15 anos de seus escritos e fotos da família.

(Crédito da foto: http://www.facade.com/)

1 de outubro de 2007

Era uma vez em 29 de setembro de 2007

LOIS MAXWELL (80 anos, de câncer), atriz canadense que trabalhou na Inglaterra, em Hollywood e na Itália; estreou no filme inglês Neste Mundo e no Outro (A Matter of Life and Death, 1946); por sua atuação em Marcada pela Calúnia (That Hagen Girl, 1947) ganhou o Globo de Ouro de revelação feminina; ficou mais conhecida como a Miss Moneypenny de 14 filmes da série de James Bond, de O Santânico Dr. No (Dr. No, 1962) a 007 na Mira dos Assassinos (A View to a Kill, 1985).

(Crédito da foto: http://www.telegraph.co.uk/)

Particularidades: Lois Hooker nasceu em Kitchener, Ontário, Canadá, em 14 de fevereiro de 1927. Foi colega de Roger Moore, ator que interpretou James Bond, na Real Academia de Arte Dramática, de Londres, em 1944. Era mãe da atriz Melinda Maxwell. Morreu em Perth, Austrália, onde vivia desde 2001.

Era uma vez em 28 de setembro de 2007

MARTIN MANULIS (92 anos, de causa não divulgada), produtor norte-americano, pioneiro na TV, que dedicou a década de 1960 ao cinema, produzindo quatro filmes: Vício Maldito (Days of Wine and Roses, 1962), Coração Querido (Dear Heart, 1964), Essa Coisa, o Amor (Luv, 1967) e Duffy, o Máximo da Vigarice (Duffy, 1968).

(Crédito da foto: http://www.genarians.com/)

Particularidades: Martin Manulis nasceu em Nova York em 30 de maio de 1915. Em 1954, produziu a única versão para a TV ao vivo de um romance de James Bond: Casino Royale. Casou-se em 1939 com a atriz Katharine Bard (1916-1983), com quem teve três filhos.

30 de setembro de 2007

Os premiados do Festival de San Sebastián

A relação dos premiados do Festival de San Sebastián, Espanha, foi divulgada no último sábado, 29. A Concha de Ouro, principal prêmio do evento, foi conquistado pelo filme norte-americano A Thousand Years of Good Prayers (2007), de Wayne Wang. Pelo mesmo filme, Henry O ganhou a Concha de Prata de melhor ator. O prêmio de melhor atriz foi para a espanhola Blanca Portillo, por sua atuação no filme Sete mesas de bilhar francês (Siete mesas (de billar francés), 2007), de Gracia Querejeta. Por este filme, a dupla Gracia Querejeta e David Planell ganhou o prêmio de melhor roteiro, dividido com John Sayles, roteirista e diretor de Honeydripper (2007). O Prêmio Especial do Júri foi para o filme iraniano Buda as sharm foru rikht (2007), de Hana Makhmalbaf. A batalha de Haditha (Battle for Haditha, 2007), do britânico Nick Broomfield venceu a disputa pela melhor direção, e Êxodus (Cheut ai kup gei, 2007), de Ho-Cheung Pang (chinês de Hong Kong), ficou com o prêmio de melhor fotografia, para Charlie Lam.

(Crédito da foto: news.bbc.co.uk)

Festival de Biarritz premia filme venezuelano

O Festival de Biarritz de Cinemas e Culturas da América Latina terminou no último sábado, 29. O grande prêmio do evento foi dado ao filme venezuelano Postais de Leningrado (Postales de Leningrado, 2007), de Mariana Rondón. O prêmio do júri foi para o filme cubano A noite dos inocentes (La noche de los inocentes, 2007), de Arturo Sotto Díaz. O júri decidiu não conceder o prêmio de melhor ator e premiar duas atrizes argentinas, Ana Carabajal e Luisa Núñez, por sua atuação no filme Por sus propios ojos (2007), de Liliana Paolinelli.

(Crédito da foto: http://www.analitica.com/)

24 de setembro de 2007

Era uma vez em 22 de setembro de 2007

MARCEL MARCEAU (84 anos, de causa não divulgada), mímico francês considerado o melhor do mundo em sua arte; atuou em 11 filmes, entre os quais Barbarella (Idem, 1968) e Paganini (Idem, 1989); apareceu como ele mesmo em três filmes, sendo o mais conhecido A última loucura de Mel Brooks (Silent Movie, 1976), em que pronunciou uma palavra: "Non". Entre os prêmios que recebeu está um Emmy especial, em 1956.

(Crédito da foto: http://www.nndb.com/)

Particularidades: Marcel Mangel nasceu em 22 de março de 1923, em Estrasburgo, Alsácia, França. Foi sagrado Officer de la Legion d'Honneur, em 1978, e Grand Officer de la Legion d'Honneur, em 1998, e nomeado pela ONU Embaixador da Boa Vontade para o Envelhecimento, em 2002. Casou-se três vezes e teve quatro filhos. Era conhecido como "mestre do silêncio".

20 de setembro de 2007

Festival do Rio 2007 dá a partida

Cameça hoje o Festival do Rio, com a exibição do filme brasileiro Tropa de Elite, de José Padilha, cujo lançamento nos cinemas está previsto para meados de outubro. Serão exibidos, durante o evento, mais de 300 filmes de 60 países, entre os quais os últimos trabalhos de David Lynch, Milos Forman, Kenneth Branagh, Ken Loach, Todd Haynes, Zhang Yimou, Gus Van Sant e Quentin Tarantino. Poderão ser vistos também Desejo e Perigo (Se, Jie, 2007), de Ang Lee, que arrebatou o Leão de Ouro em Veneza, e 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamani si 2 zile, 2007), do romeno Cristian Mungiu, que levou a Palma de Ouro em Cannes.

O festival vai até o dia 4 de outubro.
(Imagem do filme "Tropa de Elite". Crédito da foto: http://www.maratimba.com/)

17 de setembro de 2007

32º Festival de Cinema de Toronto

Terminou no último domingo, 16, a 32ª edição do Festival de Cinema de Toronto, que não tem caráter competitivo como os de Cannes, Veneza e Berlim. Mesmo assim, são distribuídas algumas honrarias. O filme Senhores do crime (Eastern Promises, 2007), do canadense David Cronnenberg, conquistou a preferência do público. Três filmes latino-americanos receberam prêmios: a produção argentina Encarnación (2007), de Anahí Berneri, recebeu o prêmio Inovação Artística; a produção mexicana La zona (2007), do diretor uruguaio-mexicano Rodrigo Plá, ganhou o prêmio FIPRESCI, da imprensa internacional; e a produção do México/Reino Unido/Canadá Cochochi (2007), de Israel Cárdenas e Laura Amelia Guszmán, o prêmio Diesel Discovery.
(Crédito da foto: chud.com)

15 de setembro de 2007

Blu-ray versus HD DVD: a guerra continua

A WHV (Warner Bros. Home Video), que havia prometido para o início de 2008 o lançamento de filmes em discos de alta definição híbridos -- executáveis em aparelhos de ambos os formatos, Blu-ray e HD DVD -- voltou atrás. Na última quinta-feira, 13, a empresa informou que a apresentação do disco "Total DVD" foi suspensa "sine die". O presidente da WHV, Ron Sanders, declarou à revista Twice: "Estamos preocupados com o fato de sermos o único editor do Total HD, o que torna difícil fazê-lo ter êxito". Perguntado se a WHV teria recebido proposta para optar por um dos formatos, Sanders disse: "Estamos em entendimento com os dois lados e é uma loucura neste momento... Continuamos comprometidos com ambos por enquanto".
Segundo se noticiou recentemente, a Paramount (+ DreamWorks) teria feito um acordo de exclusividade com um dos formatos, por 150 milhões de dólares.

14 de setembro de 2007

Aos 75 anos, Liz Taylor se diz apaixonada

A atriz Elizabeth Taylor, a última grande estrela dos tempos áureos de Hollywood, declarou que está apaixonada. O felizardo é o empresário Jason Winters, que ela conheceu quando ele promovia a linha de jóias que levam o seu nome. Ele já comprou uma casa para os dois no Hawaii e ela está adorando as viagens que fazem com freqüência àquela ilha do Pacífico, que é um estado dos Estados Unidos. "Jason Winters é um dos mais maravilhos homens que já conheci", derrete-se o ícone do cinema de 75 anos. Liz já se casou oito vezes, duas das quais com o ator Richard Burton, seu parceiro em vários filmes, como A Megera Domada.

(Crédito da foto: http://www.imdb.com/)

12 de setembro de 2007

Era uma vez em 10 de setembro de 2007

JANE WYMAN (93 anos, de causa não divulgada), atriz norte-americana que fez sua primeira aparição no musical O meu boi morreu (The Kid from Spain, 1932); seguiu fazento pontas ou pequenos papéis ao longo da década de 1930; muito requisitada nos anos 1940, chegou ao fim da década estrelíssima, e assin atravessou os anos 1950, mas a partir de 1960 só atuou em três filmes para o cinema; entre seus trabalhos mais importantes citam-se: Farrapo humano (The Lost Weekend, 1945), Virtude selvagem (The Yearling, 1946), Belinda (Johnny Belinda, 1948), que lhe valeu o Oscar de melhor atriz, Pânico nos bastidores (Stage Fright, 1950), Sublime obsessão (Magnificent Obsession, 1954) e Tudo o que o céu permite (All That Heaven Allows, 1955). Recebeu três Globos de Ouro por trabalhos no cinema, e um por tabalho na TV; e dois prêmios na Suécia como melhor personalidade estrangeira da TV. Ganhou duas estrelas na Calçada da Fama, uma pelo cinema, a outra pela TV.

(Crédito da foto: http://www.doctormacro.info/)

Particularidades: Sarah Jane Mayfield (seu nome verdadeiro) nasceu em 4 de janeiro de 1914 em Saint Joseph, Missouri. Foi casada com o ator Ronald Reagan, de 1940 a 48, com quem teve seus únicos filhos, a atriz Maureen Reagan (1941-2001) e o ator Michael Reagan. O papel que lhe valeu o Oscar era de uma surda-muda, por isso, ao recebê-lo, ela disse apenas: "Ganhei este prêmio por manter minha boca fechada, então acho que vou fazer isso de novo agora". Ela jamais falou sobre o ex-marido Reagan em entrevistas.

9 de setembro de 2007

Era uma vez em 28 de agosto de 2007

MIYOSHI UMEKI (78 anos, de câncer), atriz norte-americana nascida no Japão; antes de se mudar para os Estados Unidos, em 1955, já atuava no cinema e fazia sucesso como cantora, com o nome de Nancy Umeki; estreou em Hollywood em Sayonara (Idem, 1957), que lhe deu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, e atuou em outros quatro filmes: Uma certa casa de chá em Kyoto (Cry for Happy, 1961), Flor de lótus (Flower Drum Song, 1961), O tenente boa-vida (The Horizontal Lieutenant, 1962) e Uma garota chamada Tamiko (A Girl Named Tamiko, 1962); desde então trabalhou na TV, de onde se aposentou em 1972.

(Crédito da foto: http://www.ropeofsilicon.com/)

Particularidades: Miyoshi Umeki nasceu em Otaru, na ilha de Hokkaido, em 8 de maio de 1929. Foi a primeira asiática a ganhar o Oscar. Era viúva e morreu em Licking, Missouri, onde vivia com a família e seu único filho.

Veneza 2007 premia filme de Ang Lee

O 64º Festival de Veneza encerrou-se no último sábado, 8, e os principais prêmios foram assim distribuídos:

1 - Leão de Ouro de melhor filme: para Desejo e Perigo (Se, Jie, 2007), do diretor taiuanês Ang Lee;
2 - Leão de Prata de melhor direção: para Brian De Palma, por Redacted (2007);
3 - Prêmio Especial do Júri: para La graine e le mulet (2007), do francês Abdellatif Kechiche, e Não Estou Lá (I'm Not There, 2007), do norte-americano Todd Haynes;
4 - Prêmio Copa Volpi de melhor ator: para Brad Pitt, por O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, 2007), de Andrew Dominik;
5 - Prêmio Copa Volpi de melhor atriz: para Cate Blanchet, por Não Estou Lá (I'm Not There, 2007), em que interpreta Bob Dylan;
6 - Prêmio Marcello Mastroianni de atriz revelação: para a francesa Hafsia Herzi, por La graine et le mulet;
7 - Prêmio Leão de Ouro especial pelo conjunto da obra: para o cineasta russo Nikita Mikhalkov;
8 - Prêmio de melhor roteiro: para o britânico Paul Laverty, por It's a Free World (2007), de Ken Loach;
9 - Prêmio de melhor fotografia: para o mexicano Rodrigo Prieto, por Desejo e Perigo (Se, Jie, 2007);
10 - Prêmio de melhor diretor estreante: para o uruguaio-mexicano Rodrigo Plá, por La zona (2007);
O diretor norte-americano Tim Burton recebeu, na quarta-feira, 5, um prêmio especial pelo conjunto da obra. E o italiano Bernardo Bertolucci foi homenageado com o prêmio especial do 75º aniversário do evento.
(Imagem do filme "Se, Jie". Crédito da foto: www.content.kuaiche.com)

6 de setembro de 2007

Era uma vez em 6 de setembro de 2007

LUCIANO PAVAROTTI (71 anos, de câncer no pâncreas), tenor italiano, considerado pelos amantes da ópera o maior cantor depois de Enrico Caruso; sua contribuição para o cinema se resume em dois filmes: Rigoletto (1982), produção alemã da ópera homônima, e Uma voz para milhões (Yes, Giorgio, 1982),de Franklin J. Schaffner; árias cantadas por ele foram usadas na trilha de vários filmes, como As bruxas de Eastwick (The Witches of Eastwick, 1987), Atração fatal (Fatal Attraction, 1987) e Um homem de família (The Family Man, 2000); atuou em 19 óperas produzidas para a TV. Ganhou um Emmy, em 1985, por episódio da série Great Performances, da TV norte-americana.

(Crédito da foto: Bobby Yip/Reuters).

Particularidades: Pavarotti nasceu em Módena a 12 de outubro de 1935. Em 2001, foi distinguido com a comenda do John Kennedy Center Honors. Recebeu de seus compatriotas o apelido de Lucianone (Lucianão), alusivo à sua grandeza como cantor e ao seu porte de 1,84 m de altura. Era pai de quatro filhas, uma com Nicholetta Mantovani, que ficou viúva, e três do casamento anterior.

Venda de filmes pela internet poderá ser um excelente negócio no futuro

No ano 2011, a venda de filmes pela internet (downloads), nos Estados Unidos, renderá US$ 720 milhões para estúdios e produtores, segundo previsão da revista Screen Digest, com base em estudo realizado. Tal cifra equivale a 18% da renda "doméstica" obtida pelo cinema norte-americano na última temporada. E o melhor é que toda essa soma irá diretamente para os proprietários dos filmes, sem a participação de salas exibidoras nem despesas com tiragem de cópias e transporte de filmes e com publicidade no local da exibição.
O estudo prevê também um adicional de US$ 572 milhões com as vendas (downloads) na Europa ocidental.
Vislumbra-se ainda um potencial de crescimento das vendas para depois de 2011, segundo a publicação, quando os consumidores estiverem equipados, para assistirem aos filmes baixados, com TVs de tela grande ou sistemas de exibição domésticos.

3 de setembro de 2007

Era uma vez em 2 de setembro de 2007

MÁRIO CARNEIRO (77 anos, de câncer), um dos mais importantes diretores de fotografia do Cinema Novo, que também dirigiu o longa-metragem Gordos e Magros (1976); trabalhou com alguns dos mais importantes cineastas brasileiros, como Paulo César Saraceni, em Porto das Caixas (1962), A Casa Assassinada (1971), prêmio de melhor fotografia do Festival de Brasília e da Associação de Críticos de Arte de São Paulo, e O Viajante (1999); Joaquim Pedro de Andrade, em Garrincha, Alegria do Povo (1962) e O Padre e a Moça (1965), prêmio de melhor fotografia do Festival de Brasília; Domingos de Oliveira, em Todas as Mulheres do Mundo (1967) e Edu, Coração de Ouro (1968); Glauber Rocha, em Di Cavalcanti (1977); Walter Lima Jr., em Chico Rei (1985), prêmio de melhor fotografia de filme sul-americano no Festival de Bogotá; e Joel Pizzini, em 500 Almas (2004), prêmio de melhor fotografia do Festival de Brasília e do Festival de Cuiabá. Ganhou ainda o prêmio de melhor fotografia, na Jornada de Cinema da Bahia, pelo curta-metragem Enigma de um Dia (1996), de Joel Pizzini; atuou também como montador, roteirista, ator e produtor.

(Crédito da foto: http://www.cenaporcena.com.br/)
Particularidades: Mário Augusto de Berredo Carneiro nasceu em Paris em 1930, mas foi criado no Rio de Janeiro, onde se formou em arquitetura. Antes de se interessar pelo cinema, dedicou-se à pintura e à gravura.

2 de setembro de 2007

Veneza mostra versão definitiva de 'Blade Runner'

O diretor Ridley Scott terminou a versão que considera definitiva do clássico Blade Runner, o caçador de andróides (Blade Runner, 1982). Remodelado, o filme terá reestréia mundial no Festival de Veneza, à meia-noite de hoje, com a presença do diretor.

Intitulada Blade Runner: the Final Cut, a nova versão contém cenas inéditas, efeitos especiais aperfeiçoados e trilha sonora em tecnologia digital de última geração.
O filme será projetado em Nova York e Los Angeles em 5 de outrubro, e distribuído em todo Estados Unidos a partir de 18 de dezembro.
As informações são do G1.
(Crédito da foto: http://www.bsospirit.com/)

Comentário: O filme já teve lançadas várias versões, inclusive uma do diretor chamada justamente Blade Runner: the Director's Cut, em 1992. Tudo por conta da intromissão do estúdio, que, antes do lançamento do filme, exigiu modificações para facilitar a compreensão da história pelo público. A insistência de Ridley Scott em remontar o filme se justifica porque, à época do lançamento, ele não conquistou nem o público nem a crítica norte-americanos, embora se tenha tornado "cult" em alguns países, inclusive no Brasil. Desde então, porém, o filme vem angariando prestígio, fora e dentro dos Estados Unidos. Em 2004, numa pesquisa realizada pelo jornal britânico The Guardian, 60 cientistas o consideraram o melhor filme de ficção científica já realizado. E depois, em 2007, o American Film Institute o classificou em 97º lugar entre os 100 maiores filmes de todos os tempos.

29 de agosto de 2007

Hollywood vai à Guerra do Iraque

Ao mesmo tempo em que a guerra segue fazendo suas vítimas no Iraque, filmes que abordam o conflito já começam a ser lançados nos Estados Unidos. A produção de tais filmes antes do término da guerra é uma novidade. Mas Hollywood entende que o momento é oportuno tendo em vista que dois terços da população norte-americana são contrários à guerra.
Eis a relação dos filmes que vêm por aí:

1 - Com estréia prevista para 2007:
a) No Vale das Sombras (In the Valley of Elah), de Paul Haggis
b) Grace Is Gone, de James C. Strouse
c) Leões e Cordeiros (Lions for Lambs), de Robert Redford
d) Redacted, de Brian De Palma
e) O Suspeito (Rendition), de Gavin Hood

2 - Com estréia prevista para 2008:
a) Stop Loss, de Kimberly Peirce
b) The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow.

Veneza 2007: começa a corrida ao Leão de Ouro

A 64ª edição do Festival de Veneza começou hoje, com a exibição do filme Desejo e Reparação (Atonement), de Joe Wright, baseado no romance Reparação de Ian McEwan e estrelado por Keira Knightly.

A mostra competitiva terá 22 longas-metragens inéditos na disputa pelo Leão de Ouro, o prêmio máximo do festival.
Entre os concorrentes, além do filme citado, há trabalhos assinados por Brian De Palma, Ken Loach, Paul Haggis, Ang Lee, Kenneth Branagh, Wes Anderson, Eric Rohmer, Todd Haynes e Peter Greenaway.
Fora de competição, serão exibidos Cassandra's Dream, de Woody Allen, La fille coupée en deux, de Claude Chabrol, Glory to the Filmaker!, de Takeshi Kitano, e Cleópatra, do brasileiro Júlio Bressane, entre outros.
O festival se encerrará no dia 8 de setembro.

28 de agosto de 2007

Era uma vez em 27 de julho de 2007

WILLIAM TUTTLE (95 anos, de causa não divulgada), maquiador norte-americano que trabalhou na Fox e na MGM, onde permaneceu por mais de 35 anos, 20 dos quais como chefe do departamento de maquiagem; atuou em mais de 340 filmes, entre os quais Sinfonia de Paris (An American in Paris, 1951), Cantando na chuva (Singin' in the Rain, 1952), Júlio César (Julius Caeser, 1953), A roda da fortuna (The Band Wagon, 1957), Gigi (Idem, 1958), Intriga internacional (North by Northwest, 1959), A máquina do tempo (The Time Machine, 1960), O jovem Frankenstein (Young Frankenstein, 1974). Recebeu um Oscar especial por seu trabalho em As 7 faces do dr. Lao (7 Faces of Dr. Lao, 1964), 17 anos antes de a Academia criar a premiação da categoria.
(Imagem do filme "A roda da fortuna". Crédito da foto: http://www.senseofcinema.com/)
Particularidades: William Julian Tuttle nasceu em 13 de abril de 1912. Era irmão do também maquiador Thomas Tuttle (1918-2004). Criou sua própria linha de cosméticos, a Custom Color Cosmetics. Foi casado com a atriz Donna Reed (1921-1986) e deixou viúva a atriz Anita Aros.

21 de agosto de 2007

Gramado 2007: os premiados

O 35º Festival de Cinema de Gramado encerrou-se no último sábado, 18. O documentário Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais, de Carlos Alberto Prates Correia, foi considerado o melhor filme e levou também o Kikito de melhor montagem. Deserto Feliz, de Paulo Caldas, recebeu os prêmios da crítica e do júri popular, além dos troféus de melhor diretor, fotografia, direção de arte e música. Gustavo Machado foi eleito o melhor ator, em Olho de Boi, e Ingra Liberato, a melhor atriz, em Valsa para Bruno Stein. Olho de Boi foi aquinhoado também com o Kikito de melhor roteiro, e o documentário Condor recebeu o prêmio especial do júri e o troféu de "qualidade artística".
Na competição estrangeira, os prêmios foram divididos entre dois filmes. Nascido y Criado, de Pablo Trapero, ficou com as láureas de melhor filme, diretor e fotografia, e O banheiro do Papa (El baño del Papa), de César Charlone e Enrique Fernández, com os prêmios da crítica e do júri popular, além dos Kikitos de melhor ator, atriz, roteiro e o prêmio de excelência de linguagem. O cineasta mexicano Paul Leduc obteve o prêmio especial do júri, por O cobrador.
O prêmio de melhor curta-metragem foi concedido a Alphaville 2007 d.C., de Paulinho Caruso.

14 de agosto de 2007

Era uma vez em 11 de agosto de 2007

FRANZ ANTEL (94 anos, de causa não divulgada), diretor, produtor e roteirista austríaco; tendo iniciado como roteirista em meados da década de 1930, estreou na direção em 1948; os filmes Olá, Dienstmann (Hallo Dienstmann, 1952), A valsa do imperador (Kaiserwalzer, 1953) e Casanova & cia. (Casanova & Co., 1977) são citados entre seus melhores trabalhos; sob o pseudônimo de François Legrand realizou alguns pornôs e o faroeste à italiana Prima ti suono e poi ti sparo (1975); seu maior sucesso comercial foi Der Bockerer (1981), que lhe rendeu três seqüências, com as quais encerrou a carreira, em 2003. Recebeu dois prêmios, em seu país, pela carreira.

(Crédito da foto: aeiou.iicm.tugraz.at)
Particularidades: Franz Antel nasceu em 28 de junho de 1913. Fez 76 trabalhos para o cinema e três para a TV. (A Folha UOL noticiou que ele dirigiu 90 filmes.) Foi casado cinco vezes, sendo duas com sua assistente de direção Sibylla Antel, que deixou viúva.

35º Festival de Gramado em curso

A abertura do Festival de Cinema de Gramado aconteceu no último domingo, 12. Na oportunidade, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, regida pelo maestro Isaac Karabtchevsky, apresentou uma seleção de trilhas de filmes consagrados.

Na mostra competitiva serão exibidos os seguintes longas-metragens brasileiros: Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais, de Carlos Alberto Prates Correia, Condor, Deserto Feliz, de Paulo Caldas, Olho de Boi, de Hermanno Penna, Otávio e as Letras, de Marcelo Mazagão, e Valsa para Bruno Stein, de Paulo Nascimento.
Os longas estrangeiros são: O cobrador (El Cobrador - In God We Trust, 2006), de Paul Leduc, co-produção México/Espanha/Brasil; Cocalero (2007), de Alejandro Landes, co-produção Argentina/Bolívia; O banheiro do Papa (El baño del Papa, 2005), de César Charlone e Enrique Fernández, produção uruguaia; Madeinusa (2006), de Claudia Llosa, co-produção Peru/Espanha; e Nascido y criado (2006), de Pablo Trapero, co-produção Argentina/Itália/Reino Unido.
(Fonte: Folha UOL. Crédito da foto: http://www.festivaldegramado.net/)

13 de agosto de 2007

Ingmar Bergman, o inexcedível

Com a morte de Ingmar Bergman, fecha-se um ciclo. Ele era o último exemplar da estirpe de mestres que fizeram do cinema um instrumento de análise do ser humano, visto isolada ou coletivamente. Filho de pastor luterano, ele recebeu educação rígida, que incluía punições severas e humilhantes. Talvez por isso se tenha debruçado nos filmes, com tanta insistência, sobre questões existenciais que assombram a todos nós. Com suas neuroses e obsessões, ou seus demônios, como preferia dizer, erigiu uma obra sob todos os aspectos admirável. A arte e a morte foram seus temas mais constantes.

No filme que o tornou mundialmente conhecido, O Sétimo Selo, de 1957, o embate contra a morte se dá cara a cara. Após passar dez anos nas cruzadas, um cavaleiro retorna atormentado por dúvidas metafísicas e recebe a visita da morte. Ele a convida para uma partida de xadrez, na tentativa de ganhar tempo para adquirir algum conhecimento que esclareça suas dúvidas. Enquanto jogam, a Peste Negra faz suas vítimas e a Inquisição queima suas bruxas. O ambiente da Idade Média, fotografado em magnífico claro-escluro por Gunnar Fischer, serve como luva para as questões que angustiam o cavaleiro.

Morangos Silvestres, do mesmo ano, trata da memória, mas também da morte. Às vésperas de receber uma honraria universitária, médico ancião sonha com a própria morte e se põe a fazer um balanço da vida. Prefere seguir de carro, em companhia da nora, para visitar lugares em que viveu, recordando amores e frustrações da juventude e problemas com a esposa já falecida. No trajeto, dá carona a três jovens e a um casal de meia-idade. Neste caso, Bergman buscou inspiração no recurso que John Ford usou em No Tempo das Diligências. Ford colocou sete pessoas de classes sociais diferentes dentro da diligência e explorou seus conflitos. Com propósito semelhante, Bergman pôs no carro sete pessoas de diferentes faixas etárias. Vale notar que Bergman considerava John Ford, conforme declarou, o maior dos cineastas.

No filme O Rosto, de 1958, a trupe de atores ambulantes, que estava presente em O Sétimo Selo, aparece em primeiro plano. E aqui Bergman resolveu aumentar a complexidade da receita, cozinhando no mesmo caldeirão ingredientes nomeáveis por termos antitéticos: ciência e magia, realidade e ilusão, fé e ceticismo.

Em Persona, de 1966, Bergman lida com tema que conhecia bem: a representação. Uma atriz de teatro entra em crise diante do dilema “verdade versus mentira” e resolve ficar muda. Uma jovem enfermeira é contratada para cuidar dela, e ambas vão para uma casa de praia. A enfermeira, que gosta de teatro e cinema e admira os artistas, diz a certa altura: “Acho que poderia me tornar você, se tentasse. Quero dizer, por dentro. E você poderia ser eu”. E, quando descobre que a atriz age como sua analista, muda radicalmente de atitude, invertendo os papéis. As personalidades das duas convergem até se fundirem numa só. O diretor, auxiliado por Sven Nykvist, mostra o processo em imagem: duas metades dos rostos das atrizes são juntadas, formando um novo rosto resultante da fusão das duas “personagens”. Pode-se ver Persona como uma versão psicanalítica do filme A Malvada, em que uma admiradora de famosa atriz de teatro se aproxima de seu ídolo e, aos poucos, maliciosamente, toma o seu lugar.

A morte está no centro de Gritos e Sussurros, de 1972, em que uma solteirona, no leito de morte, recebe cuidados da criada. Suas duas irmãs também estão na mansão para acompanhar seus últimos momentos. As imagens com fundo vermelho-sangue, captadas pelas lentes do mago Sven Nykvist, são fortíssimas. Neste filme, encontra-se uma das falas mais desoladoras sobre a condição humana. É o pastor, ajoelhado junto à falecida, quem diz: “Reze por nós que fomos deixados na escuridão, deixados para trás nesta Terra miserável, com o céu acima de nós, impiedoso e vazio”.

Em Sonata de Outono, de 1978, as relações familiares estão em foco. Uma pianista renomada aceita o convite da filha para passar uns dias em sua casa. Outrora, para se dedicar à música, a mãe não dispensou à filha a atenção que esta gostaria de ter tido. Quando se encontram, o menor pretexto vira estopim para a explosão de uma torrente de rancores e recriminações. Poucas vezes o cinema mostrou um duelo tão formidável de atrizes tão talentosas.

Em seu último filme para o cinema, Fanny e Alexander, de 1982, Bergman realizou uma síntese das relações familiares. Suas neuroses e obsessões pareciam ter-se acomodado. São mostradas três famílias: uma católica, outra protestante e a terceira judia. O foco maior recai sobre o clã católico, cujos membros têm envolvimento com o teatro. Ao longo do filme se delineiam traços culturais que marcam de modo particular os rebentos de cada família. Ninguém duvida que a família protestante representa a do próprio diretor. Mas, desta vez, ele preferiu o escape onírico. E o clima festivo abafa eventuais recriminações.

Bergman foi um artista completo, com pleno domínio de sua arte. No mesmo patamar que ele só se colocam uns poucos. Nomes como John Ford, Federico Fellini, Alfred Hitchcock e Luchino Visconti merecem a honraria. Outros podem entrar, a depender das preferências pessoais, mas o grupo será sempre restrito. Acima dele, porém, não se admite ninguém. Na obra de Bergman está posto, sabe Deus até quando, o limite inexcedível.


(Texto publicado pelo semanário Jornal Opção, de Goiânia, edição de 12 a 18 de agosto de 2007, ligeiramente modificado pelo autor, por questão de espaço. Acesse: http://www.jornalopcao.com.br/)
(Crédito da foto: http://www.fest21.com/)

10 de agosto de 2007

Era uma vez em 8 de agosto de 2007

MELVILLE SHAVELSON (90 anos, de causas naturais), roteirista, diretor e produtor norte-americano; início como roteirista de comédias estreladas por Bob Hope e Danny Kaye; com Hope: A princesa e o pirata (The Princess and the Pirate, 1944), Que rei sou eu? (Where There's Life, 1947), O gostosão (The Great Lover, 1949); com Kaye: Um rapaz do outro mundo (Wonder Boy, 1945), Um tigre domesticado (The Kid from Brooklyn, 1946); passou à direção para filmar seus próprios roteiros, inicialmente com os mesmos comediantes: Um coringa e sete ases (The Seven Little Foys, 1955) e O prefeito se diverte (Beau James, 1957), com Bob Hope; A lágrima que faltou (The Five Pennies, 1959), que lhe deu o prêmio de melhor roteiro do Sindicato dos Roteiristas, e O homem de 2 cabeças (On the Double, 1961); seus filmes mais conhecidos são À sombra de um gigante (Cast a Giant Shadow, 1966) e Os seus, os meus, os nossos (Yours, Mine and Ours, 1968), que foi refilmado em 2005. O Sindicato dos Roteiristas, que ele presidiu em três gestões, concedeu-lhe três prêmios honorários.

(Imagem obtida em http://www.2001video.com.br/)

6 de agosto de 2007

Michelle Pfeiffer ganha estrela na Calçada da Fama

A atriz Michelle Pfeiffer foi homenageada hoje com uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. Ela recebeu a estrela número 2.345. Michelle, que ficou mais de quatro anos ausente das telas de cinema, voltou no musical Hairspray - Em busca da fama (Hairspray, 2007), de Adam Shankman, lançado no verão em curso nos Estados Unidos. Ela está também no filme Stardust - O mistério da estrela, de Matthew Vaughn, que tem lançamento previsto para daqui a quatro dias.

Os dados são da Folha UOL.
(Crédito da foto: http://www.ia.rediff.com/)

4 de agosto de 2007

Hollywood refaz clássicos do faroeste

Volta e meia Hollywood resolve testar se ainda há público para faroestes. Dois novos filmes do gênero estão com lançamento previsto para setembro, nos Estados Unidos. Ambos trazem pesos-pesados no elenco. Os Indomáveis (3:10 to Yuma) tem Christian Bale e Russell Crowe, sob a direção de James Mangold. Trata-se de refilmagem do clássico Galante e Sanguinário (3:10 to Yuma, 1957), dirigido por Delmer Daves e estrelado por Glenn Ford. O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford) , dirigido por Andrew Dominik, conta com Brad Pitt no papel-título. A vida de Jesse James, que já rendeu clássicos do gênero, foi abordada no recente Jovens Justiceiros (American Outlaws, 2001), com Colin Farrell fazendo o famoso fora-da-lei.

Há outro faroeste a caminho, a ser lançado em 2008: Boone's Lick, com Tom Hanks e Julianne Moore.
(Crédito da foto: http://www.2001video.com.br/)

2 de agosto de 2007

Era uma vez em 30 de julho de 2007

MICHELANGELO ANTONIONI (94 anos, de causa não divulgada), cineasta italiano que desenvolveu um estilo personalíssimo; seus filmes tinham um ritmo próprio: planos estendidos ao máximo e falas reduzidas ao mínimo; inovador e anticomercial, ele ficava por vezes longos períodos sem filmar; início em 1942, escrevendo roteiros para Rosselini e De Santis, mas no ano seguinte passou à direção de documentários de curta-metragem, realizando onze deles antes de tentar a ficção com Crimes d'alma (Cronaca de um amore, 1950); não demorou para seus filmes conquistarem a crítica e os festivais: As amigas (Le amiche, 1955), Leão de Prata em Veneza; O grito (Il grido, 1957), prêmio da crítica em Locarno; A aventura (L'Avventura, 1960), prêmio do júri em Cannes; A noite (La notte, 1961), Urso de Ouro em Berlim; O eclipse (L'Eclisse, 1962), prêmio especial do júri em Cannes; O dilema de uma vida/O deserto vermelho (Il deserto rosso, 1964), Leão de Ouro em Veneza; Depois daquele beijo (Bow-up, 1966), Palma de Ouro em Cannes; dirigiu apenas 15 longas-metragens (14 de ficção) até 1982, retornando depois aos curtas-metragens; graças ao apoio e à co-direção de Wim Wenders, pôde realizar ainda Além das nuvens (Al di là delle nuvole, 1995), antigo projeto. Recebeu vários prêmios honorários, entre os quais um Leão de Ouro, em Veneza, e um Oscar.

(Crédito da foto: Lois Bernstein/AP; fonte: Folha UOL)

Particularidades: Antonioni nasceu em 29 de setembro de 1912, em Ferrara. Em 1985, sofreu um derrame que o deixou parcialmente paralisado e sem a fala. Morreu em sua casa, em Roma. Deixou viúva a diretora Enrica Fico.

Veneza 2007: prêmio para filme gay

A organização do Festival de Veneza anunciou a criação de um troféu especial, para premiação do melhor filme com temática ou personagens homossexuais exibido no evento, seja dentro seja fora da mostra competitiva. O troféu consiste em uma placa dourada, com a imagem do leão alado (logotipo do festival) junto às cores do arco-íris (símbolo do orgulho gay). O vencedor será eleito por um pequeno júri internacional. São esperados, para este ano, entre dez e 12 filmes candidatos ao troféu.
(Crédito da foto: cinerama.blogs.sapo.pt)

1 de agosto de 2007

Era uma vez em 30 de julho de 2007

INGMAR BERGMAN (89 anos, de causa não divulgada), cineasta sueco, reconhecido como um dos maiores talentos já revelados pelo cinema; estreou na direção com o filme Crise (Kris, 1946); a importância de seus filmes pode ser aquilatada pelos prêmios que conquistaram. Estão relacionados, a seguir, apenas os prêmios concedidos ao diretor e aos filmes, excluídos os dados ao elenco e aos técnicos:

Sorrisos de uma noite de amor (Sommarnattens leende, 1955):
-- prêmio de melhor humor poético, em Cannes
-- prêmio Bodil de melhor filme europeu, Dinamarca

O sétimo selo (Det sjunde inseglet, 1957):
-- prêmio especial do júri, em Cannes
-- prêmio de diretor do melhor filme estrangeiro do Sindicato dos Jornalistas Cinematográficos Italianos
-- prêmio do Círculo de Escritores Cinematográficos, Espanha

Morangos silvestres (Smultronstället, 1957):
-- prêmio da Crítica Cinematográfica Italiana, em Veneza
-- prêmio de melhor filme do Conselho Nacional da Crítica, Estados Unidos
-- prêmio de melhor filme no Festival de Mar del Plata
-- prêmio Kinema Junpo de melhor filme em língua estrangeira, Japão
-- prêmio de diretor do melhor filme estrangeiro do Sindicato dos Jornalistas Cinematográficos Italianos
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira
-- prêmio Bodil de melhor filme europeu, Dinamarca
-- prêmio Urso de Ouro, em Berlim

No limiar da vida (Nära livet, 1958):
-- prêmio de melhor diretor, em Cannes

O rosto (Ansiktet, 1958):
-- prêmio especial do júri, em Veneza

A fonte da donzela (Jungfrukällan, 1960):
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira
-- prêmio Oscar de melhor filme em língua estrangeira
-- prêmios Kinema Junpo de melhor diretor de filme em língua estrangeira e melhor filme em língua estrangeira, Japão

Através de um espelho (Sasom i en spegel, 1961):
-- prêmio OCIC, em Berlim
-- prêmio Oscar de melhor filme em língua estrangeira

O silêncio (Tystnaden, 1963):
-- prêmios Guldbaggegalan (Besouro de Ouro, o mais importante do cinema sueco) de melhor direção e melhor filme

Persona (Idem, 1966):
-- prêmio Guldbaggegalan de melhor filme, Suécia
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, Estados Unidos

A hora do lobo (Vargtimmen, 1968):
-- prêmio de melhor diretor da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, Estados Unidos

Vergonha (Skammen, 1968):
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, Estados Unidos
-- prêmio de melhor filme em língua estrangeira do Conselho Nacional da Crítica, Estados Unidos
-- prêmio de melhor filme em língua estrangeira do Círculo de Críticos de Cinema de Kansas City, Estados Unidos
-- prêmio de melhor filme estrangeiro do Círculo de Escritores Cinematográficos, Espanha

A paixão de Ana (En passion, 1969):
-- prêmio de melhor diretor da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, Estados Unidos

Gritos e sussurros (Viskningar och rop, 1972):
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York
-- prêmio Jussi de melhor diretor estrangeiro, Finlândia
-- prêmio Guldbaggegalan de melhor filme, Suécia
-- prêmio David di Donatello de melhor diretor estrangeiro, Itália
-- Grande Prêmio Técnico, em Cannes
-- outros sete prêmios internacionais

Face a face (Ansikte mot ansikte, 1976):
-- prêmio de melhor filme estrangeiro da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro

Sonata de outono (Höstsonaten, 1978):
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme em língua estrangeira do Conselho Nacional da Crítica, Estados Unidos
-- prêmio de diretor do melhor filme estrangeiro do Sindicato Nacional dos Jornalistas Cinematográficos Italianos
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro
-- prêmio Bodil de melhor filme europeu, Dinamarca
Fanny e Alexander (Fanny och Alexander, 1982):
-- prêmio FIPRESCI, em Veneza
-- prêmios de melhor diretor e melhor filme em língua estrangeira do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York
-- prêmios Guldbaggegalan de melhor direção e melhor filme, Suécia
-- prêmio Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro
-- prêmio de melhor filme estrangeiro do Sindicato Francês da Crítica de Cinema
-- prêmios David di Donatello de melhor diretor estrangeiro e melhor filme estrangeiro, Itália
-- prêmio César de melhor filme estrangeiro, França
-- prêmio Oscar de melhor filme em língua estrangeira
-- outros três prêmios internacionais.
O cineasta recebeu ainda os seguintes prêmios pelo conjunto da obra:
1 - Memorial Irving G. Thalberg, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, em 1971
2 - Leão de Ouro, Festival de Veneza, em 1971
3 - Nocciola d'Oro, Festival de Giffoni, Itália, em 1983
4 - Prêmio Luchino Visconti, David di Donatello, Itália, em 1986
5 - Prêmio da Academia Européia do Cinema, em 1988
6 - Prêmio do Sindicato dos Diretores da América, em 1990
7 - Palma das Palmas, Festival de Cannes, em 1997
8 - Prêmio do Júri Ecumênico, Festival de Cannes, em 1998.
(Crédito da foto: http://www.britannica.com/)

Particularidades: Ingmar era pai da diretora Eva Bergman, da atriz Anna Bergman, do ator Mats Bergman e da escritora Linn Ullman. O estilo de seus filmes inspirou o adjetivo "bergmanesque", em inglês. Ele faleceu em sua casa na ilha de Farö, Suécia.

31 de julho de 2007

Festival de Bangkok premia filme de argentina

O filme XXY (Idem, 2007), uma co-produção Argentina/França/Espanha, ganhou o prêmio Kinnaree de Ouro, o mais importante do Festival de Bangkok, que se encerrou no último sábado, 28. Trata-se do filme de estréia na direção da roteirista argentina Lucía Puenzo, que é filha do veterano cineasta Luis Puenzo. O Prêmio do Júri foi para o filme chinês Perdido em Pequim (Ping guo, 2007), de Yu Li.

(Imagem do filme "XXY". Crédito da foto: http://www.heraldo.es/)

Era uma vez em 29 de julho de 2007

MICHEL SERRAULT (79 anos, de câncer), ator francês que conseguiu notoriedade no teatro antes de estrear no cinema em 1954; embora fosse versátil, raramente foi escalado por diretores do primeiro time francês; apareceu em mais se 130 filmes, mas o reconhecimento internacional só veio com A gaiola das loucas (La cage aux folles, 1978), que lhe deu o primeiro César de melhor ator (o mais importante prêmio do cinema francês) e o David di Donatello (o mais importante do cinema italiano) de melhor ator estrangeiro; atuou em As diabólicas (Les diaboliques, 1955), Amantes e ladrões (Assassins et voleurs, 1957), O repouso do guerreiro (Le repos du guerrier, 1962), Um assassinato é um assassinato (Un meutre est une meutre, 1972), Cidadão sob custódia (Garde à vue, 1981), que lhe deu o segundo César, Liberdade, igualdade, revolução (Liberté, égalité, choucroute, 1985), Minha secretária (Nelly & Monsieur Arnaud, 1995), que lhe deu o terceiro César e o primeiro prêmio Les Lumières de melhor ator, e Negócios à parte (Rien ne va plus, 1997), com que ganhou mais um Les Lumières de melhor ator.

(Crédito da foto: joeyy3.free.fr)

Particularidades: Michel Serrault nasceu em 24 de janeiro de 1928 e era pai da atriz e diretora Nathalie Serrault.

John Wayne vira estátua no museu do faroeste

Como parte das comemorações do centenário de nascimento de John Wayne, o National Cowboy and Western Heritage Museum, de Oklahoma, inaugurou uma estátua sua com oito pés e oito polegadas de altura (aproximadamente 2,5 m), em bronze. A cerimônia de inauguração, que aconteceu no último sábado, 28, contou com a presença de dois netos do lendário ator, Anita LaCava Swift e Nick Kuhle.
(Imagem do filme "No tempo das diligências". Crédito da foto: http://www.hellinahandbasket.net/)

24 de julho de 2007

Era uma vez em 21 de julho de 2007

LÁSZLÓ KOVÁCS (74 anos, de câncer), um dos mais influentes diretores de fotografia de Hollywood; começou em produções de baixo orçamento de diretores que gravitavam em torno do rei do filme B, Roger Corman, a exemplo de Demônios sobre rodas (Hells Angels on Wheels, 1967), de Richard Rush, e Na mira da morte (Targets, 1968), estréia na direção de Peter Bogdanovich; foi o responsável pela fotografia de Sem destino (Easy Rider, 1969), Uma mulher diferente (That Cold Day in the Park, 1969), Cada um vive como quer (Five Easy Pieces, 1970), Os caça-fantasmas (Ghost Busters, 1984). Recebeu prêmios pelo conjunto da obra, em 1998, do Festival de Cinema do Hawaii e do Camerimage, Polônia, este voltado só para a cinematografia; em 1999, do Festival WorldFest de Flagstaff, Arizona; e em 2001, do Festival de Cinema de Hollywood.
(Crédito da foto: us.imdb.com)

Particularidades: László Kovács nasceu em 14 de maio de 1933 em Budapeste, Hungria, e chegou aos Estados Unidos em 1957, como refugiado político. Era um dos mais ativos membros da American Society of Cinematographers, da qual recebeu em 2002 o Life Achievement Award, a mais alta honraria da entidade. Deixou viúva e duas filhas.

2º Festival de Cinema Latino-Americano

Começou na última segunda-feira, 23, o 2º Festival Latino-Americano de São Paulo, com a exibição do filme argentino Leis de família (Derecho de familia, 2006), de Daniel Burman. Além de apresentar a produção latino-americana atual, o evento mostrará também filmes clássicos.
O cineasta mexicano Paul Leduc, que vai proferir uma aula magna, será homenageado com a exibição de alguns de seus filmes. Dele, serão exibidos os longas-metragens Reed, México insurgente (Idem, 1973), Etnocídio (Etnocidio, notas sobre el mezquital, 1977), co-dirigido por Roger Bartra, Frida, natureza viva (Frida, naturaleza viva, 1986) e Barroco (Idem, 1989), e os curtas infantis Os animais (Los animales, 1995) e A flauta de Bartolo (La flauta de Bartolo, 1997).
Vários outros cineastas importantes estarão representados no festival, como o chileno Miguel Littin, através do filme O chacal de Nahueltoro (El chacal de Nahueltoro, 1969); o boliviano Jorge Sanjinés, através de Sangue do condor (Yawar mallku, 1969); e o mexicano Arturo Ripstein, através de O castelo da pureza (El castillo de la pureza, 1973).
O grande diretor de fotografia mexicano Gabriel Figueroa (1907-1997) também será homenageado.

20 de julho de 2007

Filmes domésticos de lendas do cinema

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood promete para o próximo mês um programa especial, denominado Hollywood Home Movies: Treasures from the Academy Film Archive. O que, numa tradução livre, significa Filmes Caseiros de Hollywood: Tesouros do Arquivo de Filmes da Academia. Obras de coleções pessoais de lendas do cinema como Alfred Hitchcock e Steve McQueen serão mostradas numa espécie de festival de uma única noite. Um porta-voz do evento declarou que "serão apresentados excertos de filmes realizados em casa, em viagens de férias ou em bastidores de filmagens, por estrelas e diretores da Era de Ouro de Hollywood". O programa mostrará também imagens noticiosas da construção do Los Angeles City Hall, em 1926, e um documentário sobre o Hollywood Boulevard, filmado em 1947.

(Crédito da foto: pt.wikipedia.org)

Comentário: Para quem não mora em Los Angeles, o remédio é esperar que tais filmes domésticos venham a ser incluídos como extras de algum DVD.

14 de julho de 2007

Era uma vez em 9 de julho de 2007

CHARLES LANE (1905-2007), ator norte-americano de pequenos papéis, cujo nome raramente aparecia nos créditos do filme; atuou em mais de 230 filmes, entre 1931 e 1987; Frank Capra foi o diretor que mais o usou, escalando-o para nove filmes, inclusive os clássicos O galante Mr. Deeds (Mr. Deeds Goes to Town, 1936), Do mundo nada se leva (You Can't Take It with You, 1938), A mulher faz o homem (Mr. Smith Goes to Washington, 1939), e A felicidade não se compra (It's a Wonderful Life, 1946); Howard Hawks também o empregou em Suprema conquista (Twentieth Century, 1934) e Bola de fogo (Ball of Fire, 1941); apareceu em muitos musicais, como Vendedor de ilusões (The Music Man, 1962), e comédias, como Deu a louca no mundo (It's a Mad Mad Mad Mad World, 1963); a partir de 1954 esteve mais presente na TV.

(Crédito da foto: http://www.harpiesbizarre.com/)

Curiosidades: Charles Lane era membro fundador do Sindicato dos Atores da Tela, que o homenageou, na passagem de seu centésimo aniversário, em 2005, dando ao dia 30 de janeiro o nome de "Charles Lane Day". Na cerimônia de premiação do Emmy, em 2005, foi homenageado como o mais antigo membro da academia da TV. Morreu aos 102 anos, em Santa Mônica, Califórnia, de causas naturais. Era viúvo e deixou um casal de filhos e uma neta. Ele nasceu no dia 26 de janeiro.

11 de julho de 2007

Karlovy Vary premia filme islandês

O Festival de Karlovy Vary, República Tcheca, encerrou-se no último sábado, 7, e o prêmio de melhor filme foi conquistado pelo thriller de ficção-científica islandês Mýrin (2006), de Baltasar Kormákur, que é também ator, produtor e roteirista. O ator e diretor norte-americano Danny DeVito foi homenageado com um prêmio especial, "por sua contribuição ao cinema".

(Na foto, Kormákur; crédito: http://www.grapevine.is/)

Era uma vez em 10 de julho de 2007

YOLANDA CARDOSO (1928-2007), atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro; estreou na chanchada Uma Certa Lucrécia (1957) e esperou seis anos pelo segundo filme, Crime no Sacopã (1963); apareceu em Copacabana Me Engana (1968), de Antonio Carlos Fontoura, Com Licença, Eu Vou à Luta (1986), de Lui Farias, e Um Trem para as Estrelas (1987), de Carlos Diegues e Tereza Gonzalez, que foi seu 15º e último filme. Era mais conhecida por seu trabalho na TV.
(Imagem da novela "Louco amor" (1983). Crédito da foto: http://www.gilbertobragaonline.com/)

Particularidade: Yolanda Cardoso morreu de pneumonia e infecção generalizada, aos 78 anos.

Mansão cinematográfica à venda por U$ 165 mi


Mansão de Beverly Hills, com 29 quartos, sala de cinema, discoteca e três piscinas, situada em terreno de 2,6 hectares, foi posta à venda por U$ 165 mi. Estima-se que seja o valor mais alto de uma casa nos Estados Unidos.

A casa aparece no filme O poderoso chefão (The Godfather, 1972). É aquela em que vive o produtor de cinema que, por não querer dar um papel em seu filme para o cantor afilhado de Don Corleone, este lhe faz "uma proposta que ele não pode recusar": o produtor acorda e se espanta ao ver que a cabeça de seu melhor cavalo foi cortada e posta ao seu lado enquanto dormia.

A mansão, construída em 1927, por um banqueiro, foi adquirida na década de 1940 pelo magnata das comunicações William Randolph Hearst, que ali viveu com a amante, a atriz de Hollywood Marion Davies, até sua morte, em 1951.

Hearst foi o modelo em que Orson Welles se baseou para elaborar a personagem de Charles Foster Kane, na sua obra-prima Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941).

(Fonte: Folha Online. Crédito da foto: AP, obtida via F.O.)

8 de julho de 2007

Nos EUA, vendas de DVD perdem fôlego

Pela primeira vez, desde o surgimento do formato há dez anos, as vendas de DVD no mercado norte-americano tiveram queda. A revista Home Media noticiou na última quinta-feira, 5, que no primeiro semestre de 2007 as vendas ficaram na casa dos U$ 6,8 bi, quando no mesmo período de 2006 atingiram a soma de U$ 7 bi. Uma explicação para o retrocesso seria o lançamento de filmes de menor apelo comercial no período. Por isso, estima-se que esse declínio possa vir a ser compensado, especialmente no quarto trimestre, quando serão lançados filmes que fazem grande sucesso nos cinemas, no verão em curso, como Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3), Shrek Terceiro (Shrek the Third) e Piratas do Caribe - No fim do mundo (Pirates of the Caribbean: At World's End).