28 de maio de 2009

Um petardo contra o politicamente correto

Ouve-se muito falar que este ou aquele filme é uma obra-prima. Mas que qualidades um filme precisa ter para ser considerado como tal? Uma fábula de dinheiro investido? Um elenco cheio de estrelas? Efeitos especiais deslumbrantes? Intenções artísticas evidentes? Nenhum desses ingredientes por si só nem todos reunidos garantem que um filme seja uma obra-prima.


Às vezes o filme merecedor desse qualificativo é tão despretensioso que passa despercebido à primeira vista, dependendo de um distanciamento temporário para ter suas qualidades ressaltadas. De pronto, é sempre arriscado afirmar que um filme é ou não “primus inter pares”. Entretanto, diante de Gran Torino (Idem, 2008), dirigido e estrelado por Clint Eastwood, vale a pena correr o risco: trata-se de uma obra-prima.

Ele custou 35 milhões de dólares – uma ninharia, considerados os custos atuais em Hollywood. O filme anterior de Eastwood, "A Troca”, consumiu 55 milhões de dólares; “Homem de Ferro”, 140 milhões de dólares; “O Curioso Caso de Benjamin Button”, 150 milhões de dólares. E este valor ainda não é o cume. É preciso somar a ele o orçamento de "Gran Torino" para se chegar ao custo das produções mais caras de 2008, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”: 185 milhões de dólares cada um.

"Gran Torino", que tem apenas uma estrela no elenco, o próprio Eastwood, não apresenta efeitos especiais notáveis. E não ostenta qualquer pretensão, senão a de divertir o espectador e transmitir-lhe uma lição de vida, no exemplo do seu protagonista.

O papel de Walt Kowalski serviu como uma luva para Eastwood: um velho impertinente e ultranacionalista, com a bandeira de seu país sempre desfraldada à frente da casa. Atencioso apenas com a sua cadela e seu Ford Gran Torino 1972, que trata como relíquia, põe-se a rosnar expressões ofensivas ou a cuspir quando vê alguém que o aborrece, quer dizer, todo o mundo à sua volta.

Seus vizinhos brancos se mudaram e só ele permanece no bairro, cercado de orientais da etnia hmong, oriundos do Vietnã e arredores. Gente que ele não suporta e que lhe paga na mesma moeda. Nem a viuvez o faz aproximar-se dos dois filhos, os quais despreza, assim como as noras e, mais ainda, os netos.

Veterano da Guerra da Coreia, ele porta arma de fogo e a exibe para solver os conflitos de rua que presencia. Seus desafetos, esses são mantidos a distância sob ameaças verbais e gestuais. Por seu comportamento, ninguém pode imaginar a nobreza de seu coração ou a magnanimidade que reserva aos que conquistam a sua afeição.

Nas voltas do mundo, Kowalski acaba afeiçoando-se aos jovens Sue e Thao, casal de irmãos hmong, órfãos e carentes da figura paterna. E, para protegê-los das gangues de etnias várias (orientais, latinos, negros) que infestam o bairro, não tem mãos a medir. A vingança que arquiteta contra os agressores de Sue é singular e profundamente cristã. Como na metáfora bíblica, o seixo desprezado revela-se a pedra angular.

É comovente a cena em que o cascagrossa chora, revelando a sua humanidade. Um momento único, mais relevante do que o primeiro riso de Greta Garbo no cinema. Merecia uma campanha publicitária do tipo “Eastwood chora!”, a exemplo daquela feita para promover o filme “Ninotchka” (1939), “Garbo ri!”.

Eastwood, que nunca escreveu um roteiro, sabe como poucos dar vida aos que lhe são confiados. E o de "Gran Torino", à luz do consenso reinante, passa longe da perfeição. Mas as possíveis inconsistências, aplanadas pela força da dramaturgia eastwoodiana, transfiguram-se em potência. A história pega o espectador de jeito e vai de uma surpresa a outra até o golpe final.

De tudo que virou tabu o filme faz piada: etnias, profissões, idade, sexo. Ao praticar o humor politicamente incorreto, Eastwood vai contra a corrente que domina o cinema atual, e não só em Hollywood. E o riso funciona como contrapeso importante para a dramática reviravolta final.

Um artista não atinge o apogeu de sua arte sozinho, sobretudo no caso do cinema, que abrange áreas criativas diversas. Por trás do sucesso de Eastwood está um grupo de colaboradores assíduos. Alguns que de início exerciam ofícios humildes, graças às oportunidades que lhes deu, ascenderam a funções capitais.

Um exemplo é Tom Stern, que começou na função mais modesta e, desde “Dívida de Sangue” (2002), responsabiliza-se pela fotografia de todos os seus filmes. O músico Lennie Niehaus, outro parceiro constante, passou de compositor a supervisor musical e, por fim, a orquestrador e regente. Joel Cox, por sua vez, vem participando da montagem de seus filmes desde os anos 1970.

Competente em tudo que faz, Eastwood é também um cavalheiro, com um código de valores muito particular, e sabe com clareza o que quer alcançar sem temer a dissensão. Ninguém melhor, portanto, para disparar esse petardo contra a mediocrização do politicamente correto. Ousadia que já por si merece o nosso aplauso.
(Texto publicado pelo Jornal Opção de 19 a 24 de abril de 2009 e pelo saite Revista Bula.)

Era uma vez em 4 de maio de 2009

JANE RANDOLPH (93 anos, de complicações de uma cirurgia no quadril), atriz norte-americana que só fez filmes na década de 1940; apareceu em duas dezenas de filmes, entre os quais Sangue de Pantera (Cat People, 1942) e A Maldição do Sangue de Pantera (The Curse of the Cat People, 1944).


Dados biográficos: Jane Roemer nasceu em 30 de outubro de 1915, em Youngstown, Ohio. Afastou-se do cinema em 1949, quando se casou com o produtor espanhol Jaime del Amo (com quem teve uma filha) e mudou-se para Madrid. Faleceu na Suíça, onde residia.

27 de maio de 2009

Era uma vez em 26 de maio de 2009

LEINA KRESPI (70 anos, de câncer no esôfago), atriz brasileira mais dedicada à TV que ao cinema; atuou em apenas dez filmes, entre os quais Amor e Desamor (1966), As Duas Faces da Moeda (1969), A Casa Assassinada (1971), Joanna Francesa (1975) e O Viajante (1999). Nascida Leina Perelman da Matta, em 18 de dezembro de 1938, no Rio de Janeiro, tinha duas filhas.

24 de maio de 2009

Cannes 2009: a lista dos premiados

A 62ª edição do Festival de Cannes encerrou-se hoje e os principais premiados foram:
1 - Palma de Ouro (melhor filme): A Fita Branca (Das weisse band, Áustria/França/Alemanha, 2009), de Michael Haneke
2 - Grânde Prêmio do Júri: Un prophète (França/ Itália, 2009), de Jacques Audiard
3 - Melhor Ator: Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, EUA/ Alemanha, 2009)
4 - Melhor Atriz: Charlotte Gainsbourg, por Anticristo (Antichrist, Dinamarca/ Alemanha/França/Suécia/Itália/Polônia, 2009)
5 - Melhor Diretor: Brillante Mendoza, por Kinatay (Filipinas/França, 2009)
6 - Melhor Roteiro: Lou Ye, por Spring Fever (China/ Hong Kong/França, 2009)
7 - Prêmio do Júri: Bakjwi (Coréia do Sul, 2009), de Park Chan-wook, e Fish Tank (Reino Unido, 2009), de Andrea Arnold
8 - Prêmio Especial: Alain Resnais
9 - Câmera de Ouro (melhor primeiro filme): Samson and Delilah (Austrália, 2009), Warwick Thornton.

Era uma vez em 20 de maio de 2009

LUCY GORDON (28 anos, aparentemente de suicídio por enforcamento), atriz britânica que atuou em apenas oito filmes, dentre os quais sobressaem Escrito nas Estrelas (Serendipity, 2001), As Quatro Plumas (The Four Feathers, 2002) e Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3, 2007); deixou dois outros filmes na fase de pós-produção. Nasceu em 22 de maio de 1980, em Oxford, Inglaterra.

Era uma vez em 15 de maio de 2009

CHARLES 'BUD' TINGWELL (92 anos, de câncer de próstata), ator australiano que nas décadas de 1950 e 60 teve seu momento de glória no Reino Unido; atuou em mais de 50 filmes, entre os quais Ratos do Deserto (The Desert Rats, 1953), Tarzan, o Magnífico (Tarzan the Magnificent, 1960), Drácula - O Príncipe das Trevas (Dracula: Prince of Darkness, 1966), Um Grito no Escuro (Evil Angels, 1988) e Amor, Eterno Amor (Innocence, 2000).


Dados biográficos: Charles William Tingwell nasceu em 3 de janeiro de 1917, em Coogee, New South Wales, Austrália. Era viúvo e tinha um casal de filhos.

20 de maio de 2009

Era uma vez em 20 de maio de 2009

OLEG YANKOVSKY (65 anos, de câncer no pâncreas), ator russo muito popular em seu país, que trabalhou também no exterior; atuou em mais de 50 filmes, dos quais poucos são conhecidos no Brasil, como O Espelho (Zerkalo, 1975) e Nostalgia (Nostalghia, 1983), ambos de Andrei Tarkovsky, Testemunha Muda (Mute Witness, 1994) e Por Que Choram os Homens (The Man Who Cried, 2000). Ganhou quatro prêmios de melhor ator: um do Festival de Valladolid, Espanha, um da Associação de Críticos de Cinema da Rússia e dois Nika, o prêmio mais importante do cinema russo.


Dados biográficos: Oleg Ivanovich Yankovsky nasceu em 23 de fevereiro de 1944, em Jezkazgan, Kazaquistão. Era irmão do ator Rostislav Yankovsky e pai do ator e diretor Filipp Yankovsky.

5 de maio de 2009

Era uma vez em 4 de maio de 2009

DOM DeLUISE (75 anos, de câncer), ator norte-americano que atuou em mais de 40 filmes, mas ficou mais conhecido por sua atuação em cinco comédias de Mel Brooks: Banzé na Rússia (The Twelve Chairs, 1970), Banzé no Oeste (Blazing Saddles, 1974), A Última Loucura de Mel Brooks (Silent Movie, 1976), A História do Mundo - Parte I (History of the World: Part 1, 1981) e A Louca, Louca História de Robin Hood (Robin Hood: Men in Tights, 1993); experimentou a direção com Três Super-Tiras (Hot Stuff, 1979). Ganhou uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Dominick DeLuise nasceu em 1º de agosto de 1933, em Nova York. Era filho de um imigrante italiano. Deixou viúva a atriz Carol Arthur, com quem tinha três filhos: Peter DeLuise, Michael DeLuise e David DeLuise, todos atores.

30 de abril de 2009

Scarlett Johansson tem os seios mais belos de Hollywood

O programa Access Hollywood elegeu as cinco atrizes donas dos seios mais bonitos de Hollywood. Scarlett Johansson, de 24 anos, lidera o ranking.

A seguir a relação completa:
1 - Scarlett Johansson
2 - Salma Hayek
3 - Halle Berry
4 - Jessica Simpson
5 - Jennifer Love Hewitt.

27 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

MARILYN COOPER (74 anos, de causa não divulgada), atriz norte-americana de teatro que fez eventuais incursões no cinema; atuou em apenas cinco filmes, todos eles comédias, entre os quais estão O Negócio É Sobreviver (The Survivors, 1983), Confissões de Um Adolescente (Brighton Beach Memoirs, 1986), Negócios de Família (Family Business, 1989) e Tenha Fé (Keeping the Faith, 2000).
(Foto: www.als-mda.org)

Dados biográficos: Marilyn Cooper nasceu em 14 de dezembro de 1934, em Nova York. Em 1981 ganhou o prêmio Tony de melhor atriz pelo musical da Broadway "Woman of the Year". Não há notícia de que tenha deixado parentes próximos.

23 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

KEN ANNAKIN (94 anos, de causas naturais), cineasta britânico que se iniciou nos anos 1940; dentre seus cerca de 40 filmes, citam-se A Ponte do Destino (Across the Bridge, 1957), A Cidadela dos Robinsons (Swiss Family Robinson, 1960), O Mais Longo dos Dias (The Longest Day, 1962), só as cenas externas dos soldados britânicos, e Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras (Those Magnificent Men in Their Flying Machines, 1965), o seu filme mais bem-sucedido.


Dados biográficos: Kenneth Cooper Annakin nasceu em 10 de agosto de 1914, em Beverley, Inglaterra. Em 2002 recebeu o título de Oficial da Ordem do Império Britânico. Deixou viúva e uma filha. Após sua morte, George Lucas esclareceu que o nome da personagem Anakin Skywalker, da série de filmes "Guerra nas Estrelas", não tem qualquer relação com o nome do cineasta.

Era uma vez em 11 de abril de 2009

SIMON CHANNING WILLIAMS (63 anos, de câncer), produtor britânico que atuou em parceria com o cineasta Mike Leigh em nove filmes, entre os quais Segredos e Mentiras (Secrets & Lies, 1996), que lhe valeu o prêmio Alexander Korda de melhor filme britânico e o prêmio de melhor filme estrangeiro do Instituto Australiano de Cinema, Garotas de Futuro (Career Girls, 1997), Agora ou Nunca (All or Nothing, 2002), O Segredo de Vera Drake (Vera Drake, 2004) e Simplesmente Feliz (Happy-Go-Lucky, 2008); participou também da produção de dois filmes do brasileiro Fernando Meirelles, O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener, 2005), que lhe deu o prêmio de produtor britânico do ano do Círculo de Críticos de Cinema de Londres, e Ensaio sobre a Cegueira (Blindness, 2008).
(Foto: http://www.daylife.com/)

Dados biográficos: Simon Channing Williams nasceu em 10 de junho de 1945, em Cornwall, Inglaterra. Deixou viúva e cinco filhos, três dos quais do primeiro casamento.

22 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

JACK CARDIFF (94 anos, de causa não divulgada), cineasta britânico que foi também um importante diretor de fotografia; entre os mais de 60 filmes de longa-metragem que fotografou estão Narciso Negro (Black Narcissus, 1947), que lhe deu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor fotografia, Os Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes, 1948), Sob o Signo de Capricórnio (Under Capricorn, 1949), Uma Aventura na África (The African Queen, 1951), A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa, 1954), Guerra e Paz (War and Peace, 1956), A Lenda dos Desaparecidos (Legend of the Lost, 1957) e Cães de Guerra (The Dogs of War, 1980); dentre os que dirigiu, que passam de uma dezena, destacam-se Convite para Matar (Intent to Kill, 1958), Filhos e Amantes (Sons and Lovers, 1960), que lhe deu vários prêmios de melhor diretor, inclusive o Globo de Ouro, e o "cult" A Garota da Motocicleta (The Girl on the Motorcycle, 1968). Ganhou quatro prêmios honorários, inclusive um Oscar, em 2001, e um da Sociedade Americana de Cinematografistas, 1994.


Dados biográficos: Jack Cardiff nasceu em 18 de setembro de 1914, em Yarmouth, Inglaterra. Em 2000, recebeu o título de Oficial da Ordem do Império Britânico, por seus serviços como cinematografista. Deixou viúva e quatro filhos de três casamentos.

21 de abril de 2009

Era uma vez em 4 de abril de 2009

JODY McCREA (74 anos, de parada cardíaca), ator norte-americano que fez pequenos papéis em vários faroestes (a maioria estrelada por seu pai, Joel McCrea), dentre os quais citam-se O Homem do Destino (The First Texan, 1956), Vingança no Coração (Trooper Hook, 1957) e Juramento de Vingança (Major Dundee, 1965); ficou mais conhecido por sua atuação na série de comédias praieiras com Frankie Avalon e Annette Funicello: A Praia dos Amores (Beach Party, 1963), Quanto Mais Músculos Melhor (Muscle Beach Party, 1964), A Praia dos Biquinis (Bikini Beach, 1964), Folias na Praia (Beach Blanket Bingo, 1965) e Como Rechear um Biquini (How to Stuff a Wild Bikini, 1965), este já sem Frankie Avalon.
(Foto: http://www.findagrave.com/)

Dados biográficos: Joel Dee McCrea nasceu em 6 de setembro de 1934, em Los Angeles, Califórnia. Era filho do ator Joel McCrea e da atriz Frances Dee, e viúvo da atriz Dusty McCrea (1941-1996). Faleceu em Roswell, Novo México, onde era criador de gado.

19 de abril de 2009

Filme brasileiro premiado no Uruguai

O Festival Internacional de Cinema do Uruguai, organizado pela Cinemateca Uruguaia, encerrou-se no último sábado, 18 de abril. O filme brasileiro A Festa da Menina Morte foi eleito o melhor filme latino-americano do certame.

A seguir, a lista dos principais premiados:
1 - Melhor filme: As Oficinas de Deus (Les bureaux de Dieu, França/Bélgica, 2008), de Claire Simon
2 - Melhor filme latino-americano: A Festa da Menina Morta (Brasil, 2008), de Matheus Nachtergaele
3 - Melhor documentário: The Thirst of a Stone Sea (Montenegro/Sérvia, 2007), de Vladimir Petrovic
4 - Menção especial do júri: Tony Manero (Chile/ Brasil, 2008), de Pablo Larrain, e A Questão Humana (La question humaine, França, 2007), de Nicolas Klotz.
Fonte da notícia: saite G1.

15 de abril de 2009

Era uma vez em 4 de abril de 2009

MAXINE COOPER (84 anos, de causas naturais), atriz norte-americana da TV, que atuou em quatro filmes, três dos quais dirigidos por Robert Aldrich: A Morte num Beijo (Kiss Me Deadly, 1955), Folhas Mortas (Autumn Leaves, 1956) e O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962).

Dados biográficos: Maxine Cooper nasceu em 12 de maio de 1924, em Chicago, Illinois. Tinha boa reputação como fotógrafa. Era viúva do roteirista Sy Gomberg (1918-2001) e tinha três filhos.

2 de abril de 2009

Era uma vez em 1º de abril de 2009

MIGUEL ÁNGEL SUÁREZ (69 anos, de câncer de esôfago), ator portorriquenho que atuou também em Hollywood, na Espanha, no México e na Venezuela; dentre seus 18 filmes, citam-se Bananas (Idem, 1971), Havana (Idem, 1990), Sob Suspeita (Under Suspicion, 2000) e Che (Che: Part One, 2008). Miguelangel Suárez nasceu em 5 de julho de 1939, em San Juan; deixou viúva a atriz Amneris Morales.

31 de março de 2009

Era uma vez em 29 de março de 2009

MONTE HALE (89 anos, de causa não divulgada), ator norte-americano que atuou em duas dezenas de faroestes B nos anos 1940 e 50, como caubói cantor, e encerrou a carreira no cinema com pequeno papel no filme Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956). Em 1983 recebeu o prêmio Golden Boot e, em 2004, uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Samuel Buren Ely (seu nome de batismo) nasceu em 8 de junho de 1919, em San Angelo, Texas. A exemplo dos caubóis cantores Gene Autry e Roy Rogers, também virou herói de revista em quadrinhos. Foi casado com a atriz Peggy de Castro (1921-2004) e deixou viúva a mulher do segundo casamento.

30 de março de 2009

Era uma vez em 30 de março de 2009

ANKITO (85 anos, de câncer de pulmão), comediante brasileiro que teve seu melhor momento nas chanchadas dos anos 1950 e 60; atuou em mais de 30 filmes, vários deles em parceria com Grande Otelo, a exemplo de De Pernas pro Ar (1956), Metido a Bacana (1957), É de Chuá (1958), Pistoleiro Bossa Nova (1959) e Um Candango na Belacap (1961). Anchizes Pinto (seu nome verdadeiro) nasceu em 26 de fevereiro de 1924, em São Paulo.

Era uma vez em 29 de março de 2009

MAURICE JARRE (84 anos, de câncer), músico francês, um dos mais importantes compositores do cinema, cujas trilhas eram garantia de sucesso popular; entre os filmes mais importantes que musicou estão O Mais Longo dos Dias (The Longest Day, 1962), Sempre aos Domingos (Les dimanches de Ville d'Avray, 1962), Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962), que lhe deu o 1º Oscar, O Trem (The Train, 1964), Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965), que lhe deu o 2º Oscar e um Globo de Ouro, Os Profissionais (The Professionals, 1966), Os Deuses Malditos (La caduta degli dei, 1969), A Filha de Ryan (Ryan's Daughter, 1970), Passagem para a Índia (A Passage to India, 1984), que lhe deu o 3º e último Oscar e outro Globo de Ouro, e África dos Meus Sonhos (I Dreamed of Africa, 2000). Recebeu outros dez prêmios, além de quatro pelo conjunto da obra. Ganhou também uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Maurice-Alexis Jarre nasceu em 13 de setembro de 1924, em Lyon, França. Foi casado com as atrizes Dany Saval e Laura Devon (1931-2007). Era pai do músico Jean-Michel Jarre, do roteirista Kevin Jarre e da desenhista de produção Stéphane Jarre.

26 de março de 2009

Saite 'Yahoo! Movies' lista 100 filmes essenciais

O saite Yahoo! Movies divulgou uma lista de filmes que considera essenciais, a que chamou de “100 filmes para ver antes de morrer”, como está na moda. Estão listados pela ordem alfabética dos títulos em inglês. O saite informa que foram levados em consideração a importância histórica e o impacto cultural dos filmes.
Veja a lista a seguir:

1 – 12 Homens e Uma Sentença (12 Angry Men, EUA, 1957), de Sidney Lumet
2 – 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, Reino Unido/EUA, 1968), de Stanley Kubrick
3 – Os Incompreendidos (Les quatre cents coups, França, 1959), de François Truffaut
4 – 8 ½ (Idem, Itália/França, 1963), de Federico Fellini
5 – Uma Aventura na África (The African Queen, Reino Unido/EUA, 1951), de John Huston
6 – Alien, o 8º Passageiro (Alien, Reino Unido/EUA, 1979), de Ridley Scott
7 – A Malvada (All About Eve, EUA, 1950),de Joseph L. Mankiewicz
8 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, EUA, 1977), de Woody Allen
9 – Apocalypse Now (Idem, EUA, 1979), de Francis Ford Coppola
10 – A Batalha de Argel (La battaglia di Algeri, Itália/Argélia, 1966), de Gillo Pontecorvo
11 – Ladrões de Bicicleta (Ladri di biciclette, Itália, 1948), de Vittorio De Sica
12 – Blade Runner - O Caçador de Androides (Blade Runner, EUA/Hong Kong, 1982), de Ridley Scott
13 – Banzé no Oeste (Blazing Saddles, EUA, 1974), de Mel Brooks
14 – Depois Daquele Beijo (Blowup, Reino Unido/ Itália/EUA, 1966), de Michelangelo Antonioni
15 – Veludo Azul (Blue Velvet, EUA, 1986), de David Lynch
16 – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde, EUA, 1967), de Arthur Penn
17 – Acossado (À bout de souffle, França, 1960), de Jean-Luc Godard
18 – A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, Reino Unido/EUA, 1957), de David Lean
19 – Levada da Breca (Bringing Up Baby, EUA, 1938), de Howard Hawks
20 – Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, EUA, 1969), de George Roy Hill
21 – Casablanca (Idem, EUA, 1942), de Michael Curtiz
22 – Chinatown (Idem, EUA, 1974), de Roman Polanski
23 – Cidadão Kane (Citizen Kane, EUA, 1941), de Orson Welles
24 – O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, Taiwan/Hong Kong/EUA/China, 2000), de Ang Lee
25 – Duro de Matar (Die Hard, EUA, 1988), de John McTiernan
26 – Faça a Coisa Certa (Do the Right Thing, EUA, 1989), de Spike Lee
27 – Pacto de Sangue (Double Indemnity, EUA, 1944), de Billy Wilder
28 – Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, Reino Unido, 1964), de Stanley Kubrick
29 – O Diabo a Quatro (Duck Soup, EUA, 1933), de Leo McCarey
30 – E. T. - O Extraterrestre (E.T.: The Extra-Terrestrial, EUA, 1982), de Steven Spielberg
31 – Operação Dragão (Enter the Dragon, Hong Kong/EUA, 1973), de Robert Clouse
32 – O Exorcista (The Exorcist, EUA, 1973), de William Friedkin
33 – Picardias Estudantis (Fast Times at Ridgemont Hight, EUA, 1982), Amy Heckerling
34 – Operação França (The French Connection, EUA, 1971), de William Friedkin
35 – O Poderoso Chefão (The Godfather, EUA, 1972), de Francis Ford Coppola
36 – O Poderoso Chefão II (The Godfather: Part II, EUA,1974), de Francis Ford Coppola
37 – 007 Contra Goldfinger (Goldfinger, Reino Unido, 1964), de Guy Hamilton
38 – Três Homens em Conflito (Il Buono, il brutto, il cattivo, Itália/Espanha/Alemanha, 1966), de Sergio Leone
39 – Os Bons Companheiros (Goodfellas, EUA, 1990), de Martin Scorsese
40 – A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, EUA, 1967), de Mike Nichols
41 – A Grande Ilusão (La grande illusion, França, 1937), de Jean Renoir
42 – Feitiço do Tempo (Groundhog Day, EUA, 1993), de Harold Ramis
43 – Os Reis do Iê-iê-iê (A Hard Day’s Night, Reino Unido, 1964), de Richard Lester
44 – Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar-wai
45 – Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, EUA, 1934), de Frank Capra
46 – A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life, EUA, 1946), de Frank Capra
47 – Tubarão (Jaws, EUA, 1975), de Steven Spielberg
48 – King Kong (Idem, EUA, 1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
49 – As Três Noites de Eva (The Lady Eve, EUA, 1941), de Preston Sturges
50 – Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, Reino Unido, 1962), de David Lean

51 – Trilogia O Sr. dos Anéis (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, Nova Zelândia/EUA, 2001; The Two Towers, EUA/Nova Zelândia/Alemanha, 2002; The Return of the King, EUA/Nova Zelândia/Alemanha, 2003), de Peter Jackson
52 – M – O Vampiro de Düsseldorf (M, Alemanha, 1931), de Fritz Lang
53 – MASH (Idem, EUA, 1970), de Robert Altman
54 – O Falcão Maltês (The Maltese Falcon, EUA, 1941), de John Huston
55 – Matrix (The Matrix, EUA/Austrália, 1999), de Larry Wachowski e Andy Wachowski
56 – Tempos Modernos (Modern Times, EUA, 1936), de Charles Chaplin
57 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail, Reino Unido, 1975), de Terry Gilliam e Terry Jones
58 – Clube dos Cafajestes (Animal House, EUA, 1978), de John Landis
59 – Rede de Intrigas (Network, EUA, 1976), de Sidney Lumet
60 – Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, Alemanha, 1922), de F. W. Murnau
61 – Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, EUA, 1954), de Elia Kazan
62 – Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, EUA, 1975), de Milos Forman
63 – Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, EUA, 1957), de Stanley Kubrick
64 – A Princesa Mononoke (Mononoke-hime, Japão, 1997), de Hayao Miyazaki
65 – Psicose (Psycho, EUA, 1960), de Alfred Hitchcock
66 – Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, EUA, 1994), de Quentin Tarantino
67 – Touro Indomável (Raging Bull, EUA, 1980), de Martin Scorsese
68 – Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, EUA, 1981), de Steven Spielberg
69 – Lanternas Vermelhas (Da hong deng long gao gao gua, China/Hong Kong/Taiwan, 1991), de Zhang Yimou
70 – Rashomon (Rashômon, Japão, 1950), de Akira Kurosawa
71 – Janela Indiscreta (Rear Window, EUA, 1954), de Alfred Hitchcock
72 – Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, EUA, 1955), de Nicholas Ray
73 – Rocky – Um Lutador (Rocky, EUA, 1976), de John G. Avildsen
74 – A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, EUA, 1953), de William Wyler
75 – O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, EUA, 1998), de Steven Spielberg

76 – A Lista de Schindler (Schindler’s List, EUA, 1993), de Steven Spielberg
77 – Rastros de Ódio (The Searchers, EUA, 1956), de John Ford
78 – Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai, Japão, 1954), de Akira Kurosawa
79 – Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, EUA, 1994), de Frank Darabont
80 – O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, EUA, 1991), de Jonathan Demme
81 – Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain, EUA, 1952), de Stanley Donen e Gene Kelly
82 – Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, EUA, 1937), de David Hand
83 – Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, EUA, 1959), de Billy Wilder
84 – A Noviça Rebelde (The Sound of Music, EUA, 1965), de Robert Wise
85 – Guera nas Estrelas (Star Wars, EUA, 1977), de George Lucas
86 – Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd., EUA, 1950), de Billy Wilder
87 – O Exterminador do Futuro II: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgement Day, EUA/França, 1991), de James Cameron
88 – O Terceiro Homem (The Third Man, Reino Unido, 1949), de Carol Reed
89 – Isto É Spinal Tap (This Is Spinal Tap, EUA, 1984), de Rob Reiner
90 – Titanic (Idem, EUA, 1997), de James Cameron
91 – O Sol É para Todos (To Kill a Mockingbird, EUA, 1962), de Robert Mulligan
92 – Toy Story (Idem, EUA, 1995), de John Lasseter
93 – Os Suspeitos (The Usual Suspects, EUA/ Alemanha, 1995), de Bryan Singer
94 – Um Corpo Que Cai (Vertigo, EUA, 1958), de Alfred Hitchcock
95 – Harry & Sally – Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally..., EUA, 1989), de Rob Reiner
96 – Morangos Silvestres (Smultronstället, Suécia, 1957), de Ingmar Bergman
97 – Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin, Alemanha/França, 1987), de Wim Wenders
98 – O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, EUA, 1939), de Victor Fleming
99 – Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Mujeres al borde de un ataque de nervios, Espanha, 1988), de Pedro Almodóvar
100 – O Mundo de Apu (Apur Sansar, Índia, 1959), de Satyajit Ray.

(Foto: http://www.2001video.com.br/)

Jennifer Aniston eleita a mulher mais 'sexy' de Hollywood

A revista masculina norte-americana Details divulgou sua lista das mulheres mais "sexy" de Hollywood. Em primeiro lugar figura a atriz Jennifer Aniston (foto). A brasileira Gisele Bündchen ficou numa honrosa terceira posição.
A seguir, a lista das cinco mais "sexy":
1º) Jennifer Aniston
2º) Megan Fox
3º) Gisele Bündchen
4º) Freida Pinto
5º) Kim Kardashian.

20 de março de 2009

Era uma vez em 13 de março de 2009

BETSY BLAIR (85 anos, de câncer), atriz norte-americana que trabalhou mais na Europa que em Hollywood; dentre seus 22 filmes, destacam-se Fatalidade (A Double Life, 1947), Marty (Idem, 1955), que lhe valeu o prêmio BAFTA de melhor atriz estrangeira, O Grito (Il grido, 1957), Os Delfins (I delfini, 1960), Desejo que Atormenta (Senilità, 1962) e Atraiçoados (Betrayed, 1988). Ganhou um prêmio especial pela carreira no Festival de Chicago de 2006.


Dados biográficos: Elizabeth Winifred Boger (nome verdadeiro) nasceu em 11 de dezembro de 1923, em Cliffside Park, Nova Jérsei. Nos anos 1950, por causa de suas ligações com os comunistas, foi incluída na "listra negra" de Hollywood, razão por que se mudou para Londres. Foi casada com o ator Gene Kelly (1912-1996), com quem teve uma filha. Era viúva do diretor Karel Reisz (1926-2002).

Era uma vez em 14 de março de 2009

MILLARD KAUFMAN (92 anos, de colapso cardíaco), roteirista norte-americano que, inicialmente, participou de roteiros de desenhos animados ou de fantasias como O Gênio da Lâmpada (Aladdin and His Lamp, 1952); depos participou dos roteiros de Conspiração do Silêncio (Bad Day at Black Rock, 1955) e O Senhor da Guerra (The War Lord, 1965); escreveu o roteiro de Dá-me Tua Mão (Take the High Ground!, 1953) e adaptou obras alheias, como em A Árvore da Vida (Raintree County, 1957) e Quando Explodem as Paixões (Never So Few, 1959). Nasceu em 12 de março de 1917, em Baltimore, Maryland. Deixou viúva e três filhos.

18 de março de 2009

Era uma vez em 18 de março de 2009

NATASHA RICHARDSON (45 anos, de ferimentos de queda quando esquiava), atriz britânica que teve seu primeiro papel importante em Gótico (Gothic, 1986), de Ken Russell; entre os seus mais de 20 filmes citam-se O Sequestro de Patty Hearst (Patty Hearst, 1988), Uma Estranha Passagem em Veneza (The Comfort of Strangers, 1990), que lhe deu o prêmio Evening Standard de melhor atriz, Nell (Idem, 1994) e Paixão Sem Limites (Asylum, 2005), que lhe deu outro Evening Standard de melhor atriz. Ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Karlovy Vary, pelo filme As Viúvas Alegres (Widows' Peak, 1994).


Dados biográficos: Natasha Jane Richardson nasceu em 11 de maio de 1963, em Londres. Descendente de uma tradicional família de atores britânicos, era filha do diretor Tony Richardson (1928-1991) e da atriz Vanessa Redgrave. Foi casada com o produtor Robert Fox e deixou viúvo o ator Liam Neeson, com quem tinha dois filhos.

16 de março de 2009

Era uma vez em 15 de março de 2009

RON SILVER (62 anos, de câncer de esôfago), ator norte-americano, que atuou em mais de 30 filmes, dentre os quais se destacam A Disputa dos Sexos (Semi-Tough, 1977), Silkwood - O Retrato de Uma Coragem (Silkwood, 1983), Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone, 1984) e O Reverso da Fortuna (Reversal of Fortune (1990).


Dados biográficos: Ronald Silver nasceu em 2 de julho de 1946, em Nova York. Estudou drama no Actor's Studio e fez mestrado em história chinesa na Universidade St. John. Em 1988, ganhou o prêmio Tony de melhor ator, por seu trabalho na peça Speed the Plow, de David Mamet. Como ativista liberal, participou da fundação do grupo Coalizão Criativa, sediado em Nova York. Após os atentados de 11 de setembro, porém, abandonou o Partido Democrata e apoiou George W. Bush e, em seguida, tornou-se um "maverick", isto é, assumiu uma linha política independente. Era divorciado e tinha um casal de filhos.

13 de março de 2009

Clint Eastwood rechaça o 'politicamente correto'

O cineasta norte-americano Clint Eastwood (foto) lamenta que esteja fora de moda certa antiga forma de humor. O lendário ator e diretor, de 78 anos, recusa-se a aceitar a falta de humor da cultura atual, e considera que os mais jovens perdem muito tempo por medo de parecer ofensivos. Disse ele: "As pessoas perderam o senso de humor. Em outros tempos, fazíamos lealmente piadas sobre as diferentes raças. Hoje, só se pode contá-las cobrindo a boca com a mão, para não ser tachado de racista. Eu acho isso ridículo".

Para esclarecer seu ponto de vista, acrescentou: "Antigamente, cada grupo de amigos tinha um 'Sam, o Judeu' ou 'José, o Mexicano', mas não ligávamos a mínima nem tínhamos mentalidade racista. Era normal fazer piadas sobre a nossa nacionalidade e a nossa etnia. Isso nunca era problema. Eu não quero ser politicamente correto. Estão todos gastando muito tempo e energia tentando ser politicamente correto em tudo".

12 de março de 2009

Era uma vez em 11 de março de 2009

PÉTER BACSÓ (81 anos, de causa não divulgada), diretor e roteirista húngaro, um dos mais importantes cineastas do país, mas cuja filmografia é desconhcida no Brasil; dirigiu mais de 30 filmes e escreveu roteiros para mais de 40, dos quais só foi visto aqui Match no Inferno (Két félidö a pokolban, 1962), de Zoltán Fábri. Dois de seus filmes foram premiados em festivais, um em San Sebastián (Espanha), em 1968, o outro em Locarno (Suiça), em 1972. Nasceu em 6 de janeiro de 1928, em Kosice, Tchecoslováquia (atual Eslováquia).

11 de março de 2009

Era uma vez em 8 de março de 2009

ANNA MANAHAN (84 anos, de falência de múltiplos órgãos), atriz irlandesa de teatro e TV, que atuou nos cinemas britânico e norte-americano; apareceu em uma dezena de filmes, dentre os quais se destacam A Alucinação de Ulisses (Ulysses, 1967), Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 1981), Escute Minha Canção (Hear My Song, 1991) e Um Homem Sem Importância (A Man of No Importance, 1994). Nasceu em 18 de outubro de 1924, em Waterford, Irlanda. Ganhou o prêmio Tony, o mais importante do teatro norte-americano, em 1998, de melhor atriz coadjuvante.

Era uma vez em 18 de fevereiro de 2009

PETER SHEPHERD (68 anos, de aneurisma), produtor italiano, nascido na Grã-Bretanha, que começou fazendo de tudo um pouco em filmes como Avanti... Amantes à Italiana (Avanti!, 1972), como gerente de produção, As Mil e Uma Noites de Pasolini (Il fiore delle mille e una notte, 1974), como assistente de direção, e 1900 de Bertolucci (Novecento, 1976), como assistente de direção; como produtor, participou de 15 filmes, a exemplo de Lambada - O Filme (Lambada, 1988) e Um Crime Nobre (Brasil/Itália, 2001), de Walter Lima Jr.

9 de março de 2009

Era uma vez em 7 de março de 2009

TULLIO PINELLI (100 anos, de causas naturais), roteirista italiano mais conhecido por sua colaboração em 12 filmes de Federico Fellini (1920-1993), entre os quais Os Boas-Vidas (I vitelloni, 1953), A Estrada da Vida (La strada, 1954), Noites de Cabíria (Le notti di Cabiria, 1957), prêmio Sant Jordi de melhor roteiro estrangeiro, em Barcelona, A Doce Vida (La dolce vita, 1960), prêmio de melhor história original do SNJCI - Sindicato Nacional de Jornalistas Cinematográficos Italianos, e 8 e 1/2 (Idem, 1963), prêmio de melhor roteiro também do SNJCI; colaborou em filmes de outros grandes diretores italianos, a exemplo de -- Pietro Germi, em O Caminho da Esperança (ll cammino della speranza, 1950), prêmio Desafio pela promoção dos valores democráticos, na Alemanha, -- Vittorio de Sica, em O Jardim dos Finzi-Contini (Il giardino dei Finzi-Contini, 1970), e -- Mario Monicelli, em Meus Caros Amigos (Amici miei, 1975), prêmio de melhor história original e melhor roteiro do SNJCI.


Dados biográficos: Tullio Pinelli nasceu em 24 de junho de 2008, em Turim. Aos noventa anos tornou-se romancista, publicando o livro A Casa de Robespierre. Era pai do diretor Carlo Alberto Pinelli. Deixou viúva a atriz Madeleine Labeau.

6 de março de 2009

Era uma vez em 3 de março de 2009

SYDNEY CHAPLIN (82 anos, de derrame), ator norte-americano que estreou no cinema dirigido por seu próprio pai, Charles Chaplin, em Luzes da Ribalta (Limelight, 1952); com o pai apareceu ainda em A Condessa de Hong Kong (A Countess from Hog Kong, 1967); atuou em 28 filmes, entre os quais Mais Forte que a Morte (Un acte d'amour, 1953) e Terra dos Faraós (Land of the Pharaohs, 1955); nos anos 1960 e 70, trabalhou mais na Europa, fazendo de tudo um pouco, inclusive bangue-bangues italianos; dessa fase os melhores filmes são Ho! A Face de Um Criminoso (Ho!, 1968) e Os Sicilianos (Le clan des Siciliens, 1969).


Dados biográficos: Sydney Earle Chaplin nasceu em 31 de março de 1926, em Los Angeles. Filho de Charles Chaplin (1889-1977) e da atriz Lita Grey (1908-1995) e irmão do ator Charles Chaplin Jr. (1925-1968). Era ator de teatro que atuava no cinema ocasionalmente. Em 1957 ganhou o prêmio Tony por sua atuação em musical da Broadway. Foi casado com a atriz francesa Noëlle Adam e deixou viúva a mulher do terceiro casamento.

5 de março de 2009

Era uma vez em 4 de março de 2009

HORTON FOOTE (92 anos, de causas naturais), dramaturgo e roteirista norte-americano de grande sucesso; escreveu os roteiros, com base em obras alheias, de Ódio Entre Irmãos (Storm Fear, 1955), O Sol É para Todos (To Kill a Mockingbird, 1962), que lhe valeu o primeiro Oscar e o prêmio do sindicato dos roteiristas de Hollywood, e Ratos e Homens (Of Mice and Men, 1992); adaptou sete de suas peças para o cinema, que resultaram em filmes como O Gênio do Mal (Baby the Rain Must Fall, 1965), Regresso para Bountiful, 1985), premiado com o Independent Spirit de melhor roteiro; pelas mãos da escritora Lillian Hellman, uma peça sua virou o filme Caçada Humana (The Chase, 1966); e seu roteiro original para A Força do Carinho (Tender Mercies, 1983) lhe deu outro Oscar e outro prêmio do sindicato dos roteiristas. Ganhou dois prêmios honorários do sindicato dos roteiristas, um pelo conjunto da obra, em 1993, e outro em 1999.


Dados biográficos: Horton Foote nasceu em 14 de março de 1916, em Wharton, Texas. Ele recebeu o prêmio Pulitzer, em 1995, pela peça O Jovem de Atlanta; o prêmio William Inge, em 1989, pelo conjunto da obra; a Medalha de Ouro da Academia de Artes e Letras, em 1998; e a Medalha Nacional das Artes, em 2000. Era viúvo da produtora Lillian V. Foote (1923-1992), com quem teve quatro filhos: as atrizes Hallie Foote e Daisy Foote, o ator Horton Foote Jr. e o diretor Walter Foote.

Era uma vez em 20 de fevereiro de 2009

ROBERT QUARRY (83 anos, de problemas cardíacos), ator norte-americano que estreou no cinema em 1943, mas só encontrou um papel marcante como o vampiro de Conde Yorga, Vampiro (Count Yorga, Vampire, 1970); daí em diante, de certo modo ficou associado ao gênero horror, atuando em A Câmara dos Horrores do Abominável Dr. Phibes (Dr. Phibes Rises Again, 1972), A Vampira de Beverly Hills (Beverly Hills Vamp, 1989) e A Maldição dos Espíritos (Spirits, 1990); vez por outra aparecia em filmes de outros gêneros, como em O Homem da Meia-Noite (The Midnight Man, 1974) e Um Papai Noel Muito Especial (Dear Santa, 1998).
(Foto: http://www.cinefantastiqueonline.com/)

Dados biográficos: Robert Walter Quarry nasceu em 3 de novembro de 1925, em Santa Rosa, Califórnia. Em 1988 publicou um livro de receitas culinárias que vendeu mais de 60 mil exemplares.

4 de março de 2009

Os eleitos do cinema francês de 2008

Na última sexta-feira, 27 de fevereiro, em Paris, ocorreu a cerimônia de entrega do César, o mais importante prêmio do cinema francês.
A seguir, os principais premiados:
1 - Melhor filme: Séraphine (2008), de Martin Provost
2 - Melhor diretor: Jean-François Richet, por Inimigo Público Nº 1 - Instinto de Morte (L'Ennemi public nº 1, 2008)
3 - Melhor ator: Vincent Cassel, por Inimigo Público Nº 1 - Instinto de Morte
4 - Melhor atriz: Yolande Moreau, por Séraphine
5 - Melhor roteiro original: Marc Abdelnour e Martin Provost, por Séraphine
6 - Melhor roteiro adaptado: François Bégaudeau, Robin Campillo e Laurent Cantet, por Entre os Muros da Escola (Entre les murs, 2008)
7 - Melhor fotografia: Laurent Brunet , por Séraphine
8 - Melhor trilha musical: Michael Galasso, por Séraphine
9 - Melhor figurino: Madeline Fontaine, por Séraphine
10 - Melhor desenho de produção: Thierry François, por Séraphine
11 - Melhor som: Inimigo Público Nº 1 - Instinto de Morte
12 - Melhor filme estrangeiro: Valsa com Bashir (Vals Im Bashir, Israel, 2008), de Ari Folman
13 - Prêmio especial pelo conjunto da obra: Dustin Hoffman.

Era uma vez em 28 de fevereiro de 2009

ROBERT HAGGIAG (95 anos, de câncer no pâncreas), produtor italiano nascido na Líbia; participou de meia dúzia de produções, entre as quais O Ladrão de Veneza (Il ladro de Venezia, 1950), A Condessa Descalça (The Barefooot Contessa, 1954), Confusões à Italiana (Signore & signori, 1965), que lhe valeu o prêmio David di Donatello de melhor produção, e Como Viver com Três Mulheres (L'Immorale, 1967). Deixou viúva e três filhos; era pai do produtor Simone Haggiag.

Era uma vez em 3 de março de 2009

AKE LINDMAN (81 anos, de causa não divulgada), ator e diretor finlandês, muito popular em seus país, cuja filmografia é praticamente desconhecida no Brasil; dirigiu dez filmes e atuou em cerca de 60, dos quais são conhecidos no Brasil apenas os dirigidos por cineastas não-finlandeses, como O Menino na Árvore (Pojken i trädet, 1961), de Arne Sucksdorff, O Cérebro de Um Bilhão de Dólares (Billion Dollar Brain, 1967), de Ken Russell, As Sandálias do Pescador (The Shoes of the Fisherman, 1968), de Michael Anderson, O Telefone (Telefon, 1977), de Don Siegel, e Reds (Idem, 1981), de Warren Beatty. Ganhou três prêmios Jussi, o mais importante do cinema finlandês: um de melhor ator, por O Soldado Desconhecido (Tuntematon sotilas, 1955); um de melhor diretor, por trabalho na TV; e um pelo conjunto da obra, em 2008.


Dados biográficos: Ake Leonard Järvinen nasceu em 11 de janeiro de 1928, em Helsinque. Integrou o time finlandês de futebol americano nas Olimpíadas de 1952. No início da carreira, costumava fazer o vilão nos filmes filandeses. Foi casado com a atriz Anneli Sauli e deixou viúva a atriz Pirkko Mannola, ex-Miss Finlândia 1958, com quem tinha um filho.

Era uma vez em 27 de fevereiro de 2009

ALAN LANDERS (68 anos, de câncer na laringe), ator norte-americano que apareceu em meia dúzia de filmes, entre os quais Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977) e Um Tira e 1/2 (Cop and 1/2, 1993). Teve sua imagem associada a uma marca de cigarro nos anos 1960, mas recentemente, após sobreviver a dois cânceres de pulmão, passou a fazer campanha contra o tabagismo.

25 de fevereiro de 2009

Clint Eastwood recebe Palma de Ouro especial

O ator e diretor norte-americano Clint Eastwood (foto) recebeu do Festival de Cannes, nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, a Palma de Ouro especial pelo conjunto de sua obra.

Na oportunidade, o presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob, comparou Eastwood a mestres do cinema mundial como Robert Bresson, John Ford, Roberto Rossellini e Satyajit Ray.
Sorridente, com o prêmio na mão, Estwood declarou: "O cinema nasceu na França, com os irmãos Lumière, e sempre foi considerado aqui como uma verdadeira arte". Agradeceu também à crítica francesa o apoio recebido quando se tornou diretor.
Clint Eastwood é apenas o segundo cineasta a receber tal honraria. O primeiro foi Ingmar Bergman, em 1997.
A cerimônia aconteceu em Paris, no restaurante Le Fouquet's.
A maior parte das informações acima foram colhidas no saite UOL News.
(Foto: Divulgação)

Era uma vez em 22 de fevereiro de 2009

HOWARD ZIEFF (81 anos, de mal de Parkinson), diretor norte-americano especialista em comédias; dirigiu apenas nove filmes, entre eles Os Covardes Vivem Bem (Slither, 1973), Um Viúvo Trapalhão (House Calls, 1978), Recruta Benjamin (Private Benjamin, 1980) e Meu Primeiro Amor (My Girl, 1991). Nasceu em 21 de outubro de 1927, em Los Angeles, Califórnia. Tinha grande reputação como fotógrafo publicitário e como diretor de comerciais para a TV. Deixou viúva Ronda Gomez-Quinones.

Era uma vez em 21 de fevereiro de 2009

HERCULES BELLVILLE (69 anos, de câncer), produtor inglês que começou fazendo direção de segunda unidade para filmes de Roman Polanski, como Macbeth (The Tragedy of Macbeth, 1971) e Tess (Idem, 1979); foi assistente de direção em Profissão: Repórter (Professione: reporter, 1975), de Michelangelo Antonioni; atuou como produtor em meia dúzia de filmes, entre os quais O Inquilino (Le locataire, 1976), de R. Polanski, e Os Sonhadores (The Dreamers, 2003), de Bernardo Bertolucci. Deixou viúva Ilana Shulman, com quem se casou dois dias antes de sua morte.

23 de fevereiro de 2009

A democracia como salvação

A vitalidade de Clint Eastwood impressiona. Aos 78 anos, continua a realizar filmes, desempenhando funções diversas, e sempre com competência. Com a sua idade, mestres como Alfred Hitchcock, Billy Wilder e Howard Hawks já estavam aposentados, após darem sinal de perda de inspiração.

Por tudo que é visto e ouvido no filme A Troca (Changeling, 2008), não se pode ignorar a grandeza de Eastwood em seus múltiplos talentos. Desta vez, além de dirigir e participar da produção, ele compôs a música, que é das melhores coisas do filme: funcional, discreta e bonita.

O roteiro, escrito por J. Michael Straczynski, articula episódios que remetem a gêneros vários, sem prejuízo da unidade e do equilíbrio do conjunto. Por isso, e também por comparação ao que se vê no cinema atual, merece receber a nota máxima.

O filme acompanha o calvário de uma mãe, Christine Collins (Angelina Jolie), cujo filho de nove anos desaparece. A história se passa em 1928, em Los Angeles, quando a polícia local era corrupta e capaz dos atos mais condenáveis para aparecer bem na imprensa.

Além de manipular a imprensa e de contar com a omissão do poder municipal, a polícia tinha um aliado importante -- o manicômio -- para onde despachava as pessoas que, inconformadas com a sua ineficiência e má-fé, desafiavam a sua onipotência.

A polícia se sentia tão a cavaleiro com os próprios desmandos que entregou a Christine o primeiro garoto abandonado que encontrou e, descartando os argumentos dela com as explicações mais improváveis, deu o caso por encerrado. E, uma vez que ela não se conformou, trancafiou-a no manicômio, de cuja inflexibilidade e racionalizações absurdas ninguém escapava.

Diante de um quadro tão flagrante de subversão dos valores humanos, haveria salvação para a mãe injustiçada? O filme demonstra que sim, e a sua maior virtude está precisamente na exposição dos motivos dessa possibilidade.

A reação ao status quo tem início com a ação de um pastor, que se sensibiliza com a dor de Christine e assume a sua defesa nos sermões, denunciando ao mesmo tempo a corrupção policial. Coincide que ele tem um programa no rádio, que usa para ampliar a publicidade do caso. Em resposta à sua pregação, pessoas se juntam a ele para conseguir a libertação de Christine.

De outro lado, um detetive assume uma investigação aparentemente simples, leva seu trabalho a sério e acaba descobrindo um assassino serial de crianças. Estabelecida a conexão entre os dois casos, a população, mobilizada, sai às ruas para denunciar a corrupção policial e exigir uma solução para o caso do garoto desaparecido. Por fim, a questão chega ao tribunal, que cumpre sua função exemplarmente.

O arcabouço cartesiano do filme sugere que, mesmo num caso aparentemente irremediável, a justiça é possível -- graças à democracia. A liberdade de ação dos inconformados, a liberdade de informar dos meios de comunicação e a independência das instituições criam condições para que toda a iniquidade seja reparada e os culpados, punidos.

Mais uma vez Clint Eastwood exercita sua admirável técnica de contar histórias, na tradição dos grandes narradores de Hollywood. A sua segurança é tamanha que ele deixa o espectador saber do fim da história quando ainda resta muito filme para rolar. Em total empatia com Christine, o espectador permanece suspenso, enquanto ela prossegue na busca por uma notícia definitiva sobre o filho. E a reviravolta final é tão bem urdida que torna eletrizante uma parte da história que teria tudo para ser enfadonha, sem emoção.

No encontro com o assassino na prisão, Christine se desespera com sua atitude contraditória e lhe dá uns trancos, tentando arrancar-lhe alguma informação sobre o filho. Pode-se ver como implausível tal comportamento em uma mulher da década de 1920. Entretanto, considerando-se que o cinema sempre visita o passado com os olhos do presente, não seria justo negar a Angelina Jolie o direito de aproximar sua personagem de mulheres deste tempo.

Aqueles que renegam o inspetor Harry Callahan, policial durão que Eastwood encarnou em cinco filmes e que tratava os criminosos a tiros e pontapés, devem estar se perguntando se, ao mostrar uma polícia assim condenável, não estaria ele fazendo mea-culpa.

A questão pode ser vista também de outro ângulo. Mesmo condenando a polícia, o filme apresenta um detetive responsável, cuja atuação isenta leva à descoberta e prisão do assassino de crianças. Talvez Eastwood esteja propondo aos que interpretam Callahan de modo simplista uma reavaliação da sua mais famosa personagem.

Inegavelmente, Eastwood tornou-se um homem sábio, com um ponto de vista muito claro sobre a ordem do mundo. E não tem pudores de usar a personagem como porta-voz de seus valores morais. Isto fica evidente quando Christine dá ao filho o seguinte conselho: “Nunca comece uma briga, mas sempre termine-a”. Alguém tem dúvida de que esse lema viril pertence a ele?

Deus abençoe Clint Eastwood, para que permaneça lúcido, realizando filmes inspirados como esse, como Cartas de Iwo Jima, como Menina de Ouro.

(Texto publicado pelo semanário Jornal Opção de 1º a 7 de fevereiro de 2009. Acesse: Jornal Opção).
(Foto: http://www.imdb.com/)

Era uma vez em 22 de fevereiro de 2009

IDA GOMES (75 anos, de pneumonia), atriz brasileira de TV com raras incursões no cinema; atuou em dez filmes, entre os quais Bonitinha Mas Ordinária (1963), O Casal (1975), Primeiro de Abril, Brasil (1988) e Copacabana (2001). Ida Szafran nasceu em 25 de setembro de 1933, em Krasnik, Polônia; era irmã do ator Felipe Wagner e dubladora da voz de Bette Davis.