29 de junho de 2009

Os 25 melhores filmes em língua não-inglesa da revista 'Paste'

Fazer relação de melhores filmes é o esporte favorito dos norte-americanos. Volta e meia sai um novo ranking de filmes. O saite Paste Magazine.com divulgou, recentemente, seu ranking dos 25 melhores filmes desta década, de países de língua não-inglesa.

Veja a lista completa:
1 - O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, Espanha/México/EUA, 2006), de Guillermo del Toro
2 - O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, Taiwan/Hong Kong/EUA/China, 2000), de Ang Lee
3 - O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le papillon, França/EUA, 2007), de Julian Schnabel
4 - Cidade de Deus (Brasil/França, 2002), de Fernando Meirelles
5 - Fale com Ela (Hable con ella, Espanha, 2002), de Pedro Almodóvar
6 - A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi, Japão, 2001), de Hayao Miyazaki
7 - Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar-wai
8 - A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006), de Florian Henckel von Donnersmarck
9 - Amores Brutos (Amores perros, México, 2000), de Alejandro González Iñárritu
10 - Caché (Idem, França/Áustria/Itália/Alemanha/ EUA, 2005), de Michael Haneke
11 - 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamâni si 2 zile, Romênia, 2007), de Cristian Mungiu
12 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulan (Le fabuleux destin d'Amélie Poulan, França/Alemanha, 2001), de Jean-Pierre Jeunet
13 - E Sua Mãe Também (Y tu mamá también, México, 2001), de Alfonso Cuarón
14 - O Melhor da Juventude (La meglio giuventù, Itália, 2003), de Marco Tullio Giordana
15 - Ninguém Sabe (Dare mo shiranai, Japão, 2004), de Hirokazu Koreeda
16 - Entre os Muros da Escola (Entre les murs, França, 2008), de Laurent Cantet
17 - Ontem (Yesterday, África do Sul, 2004), de Darrell Roodt
18 - Paradise Now (Idem, Palestina/França/ Alemanha/Holanda/Israel, 2005), de Hany Abu-Assad
19 - A Queda (Der Untergang, Alemanha/Itália/ Áustria, 2004), de Oliver Hirschbiegel
20 - Gomorra (Gomorra, Itália, 2008), de Matteo Garrone
21 - Oldboy (Oldeuboi, Coreia do Sul, 2003), de Park Chan-wook
22 - Deixe Ela Entrar (Lat den rätte komma, Suécia, 2008), de Tomas Alfredson
23 - Volver (Idem, Espanha, 2006), de Pedro Almodóvar
24 - Persépolis (Persepolis, França/EUA, 2007), de Vincent Parannaud e Marjane Satrapi
25 - Maria Cheia de Graça (Maria Full of Grace, EUA/Colômbia, 2004), de Joshua Marston.

25 de junho de 2009

Era uma vez em 25 de junho de 2009

MICHAEL JACKSON (50 anos, de parada cardíaca), cantor pop norte-americano que atingiu o sucesso em escala planetária, em nível que muito poucos conseguiram; com tamanha fama, era natural que fosse atraído para o cinema; apareceu em alguns filmes, a exemplo de O Mágico Inesquecível (The Wiz, 1978) e Homens de Preto 2 (Men in Black II, 2002); suas músicas foram usadas em trilhas de dezenas de filmes, como De Volta para o Futuro II (Back to the Future Part II, 1989), Free Willy (Idem 1993), Nada a Perder (Nothing to Lose, 1997) e As Panteras (Charlie's Angels, 2000).


Dados biográficos: Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958, em Gary, Indiana. Participou de dois casamentos, o primeiro deles com Lisa Marie Presley. Deixou três filhos, dois dos quais com a mulher do segundo casamento, cuja paternidade biológica (por inseminação artificial) é atribuída ao seu dermatologista, e o outro de mãe de aluguel desconhecida. Certa vez ele se autodefiniu com uma frase lapidar: "Eu sempre serei Peter Pan no meu coração".

Dez filmes subestimados: 4 - Rio Grande

Mais um comentário da relação de dez filmes subestimados. O texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

4 - Rio Grande (Idem, 1950), de John Ford – Mais que subestimado, este filme foi renegado em seu tempo pelo crítico Vinícius de Moraes, que escreveu um obituário artístico de John Ford, a quem tachou injustamente de “mumificado”.

Na verdade é um belo faroeste, o último da Trilogia da Cavalaria, formada com Sangue de Herói (1948) e Legião Invencível (1949). John Wayne comanda um forte em campanha contra os índios e enfrenta ao mesmo tempo uma guerra particular.

Há 15 anos, durante a Guerra Civil, ele era oficial das tropas nortistas e cumpriu ordem de queimar a propriedade da sulista Maureen O’Hara, sua mulher. Desde então não se falam. Agora têm uma reaproximação provocada pelo filho, que se alistou na cavalaria e foi designado para reforçar o efetivo do forte.

O componente intimista do enredo abre espaço para a música, que assume um papel sem precedente na filmografia do diretor, como lenitivo para as feridas da guerra. Ao final, após a cerimônia de condecorações, ouve-se “Dixie”, um hino sulista. É uma homenagem a Maureen, ordenada pelo general Sheridan, o homem que mandou queimar sua propriedade.

John Ford usa a guerra contra os índios como moldura para um painel minucioso sobre a vida dos cavalarianos na fronteira.
(Foto: http://www.coverbrowser.com/)

Era uma vez em 25 de junho de 2009

FARRAH FAWCETT (62 anos, de câncer), atriz norte-americana mais bem-sucedida na TV que no cinema, tendo atuado em apenas 14 filmes; sua estréia foi numa produção francesa filmada nos Estados Unidos, O Homem Que Eu Amo (Un homme qui me plaît, 1969); outros filmes: Homem e Mulher Até Certo Ponto (Myra Breckinridge, 1970), Fuga no Século 23 (Logan's Run, 1976), Seduzida ao Extremo (Extremities, 1986) e O Apóstolo (The Apostle, 1997). Em 1995 ganhou uma estrela na Calçada da Fama.
(Foto: http://www.nilnews.wordpress.com/)

Dados biográficos: Mary Farrah Leni Fawcett nasceu em 2 de fevereiro de 1947, em Corpus Christi, Texas. Foi casada com o ator Lee Majors. Viveu 17 anos com o ator Ryan O'Neal, com quem teve o filho Redmond O'Neal, também envolvido com o cinema.

24 de junho de 2009

Oscar 2010 terá dez indicações para a categoria melhor filme

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 24 de junho, que o número de indicados ao Oscar de melhor filme vai dobrar de cinco para dez na edição de 2010.

O presidente da Academia, Sid Ganis, anunciou a decisão em entrevista coletiva."Depois de mais de dez décadas, a Academia vai retomar algumas de suas raízes, quando o quadro de indicados para o prêmio principal era maior", declarou.

Durante os primeiros anos da premiação, a categoria de melhor filme contava com mais de cinco concorrentes; e por nove anos foram dez os indicados. A edição de 1943 foi a última a ter dez filmes indicados.
Fonte da notícia: UOL News.

(Foto: http://www.blogs.abril.com.br/)

22 de junho de 2009

FICA 2009: os filmes que foram destaque

O 11º Festival Internacional de Cinema Ambiental, realizado na cidade de Goiás, ex-capital goiana, encerrou-se no último sábado, 20 de junho.
A seguir, a relação dos filmes premiados ou que mereceram destaque:
1 - Maior destaque do festival (Troféu Cora Coralina): Corumbiara (Brasil/Pernambuco, 2009), de Vincent Carelli
2 - Primeira melhor produção goiana (Troféu José Petrillo): Ressignificar (Brasil/Goiás, 2009), de Sara Vitória
3 - Segunda melhor produção goiana (Troféu João Bennio): A Próxima Mordida (Brasil/Goiás, 2009), de Ângelo Lima
4 - Melhor filme de longa-metragem (Troféu Carmo Bernardes): A Sea Change (EUA, 2009), de Barbara Ettinger
5 - Melhor filme de média-metragem (Troféu Jesco Von Putkamer): Arrakis (Itália, 2009), de Andrea di Nardo
6 - Melhor filme de curta-metragem (Troféu Acari Passos) Mar de Dentro (Brasil/São Paulo, 2008), de Paschoal Samora
7 - Melhor filme (júri popular - Troféu Luiz Gonzaga Soares): Kalunga (Brasil/Goiás, 2009), de Luiz Elias, Pedro Nabuco e Sylvestre Campe
8 - Melhor filme (júri dos profissionais da imprensa - Troféu Imprensa): A Árvore da Música (Brasil/São Paulo, 2009), de Otavio Juliano
9 - Menção honrosa de melhor média-metragem: Dying in Abundance (Grécia, 2009), de Yorgos Avgeropoulos
10 - Menção honrosa de melhor média-metragem: Bode Rei, Cabra Rainha (Brasil/São Paulo, 2008), de Helena Tassara
11 - Menção honrosa de melhor curta-metragem: C'Est pas grave (França, 2009), de Yacine Sersar.
Notícia colhida no Blog do Lisandro.

20 de junho de 2009

Era uma vez em 18 de junho de 2009

PERRY SALLES (70 anos, de câncer), ator brasileiro que começou na chanchada quando esta estava no fim, em O Dono da Bola (1961), e teve seu melhor momento na era da pornochanchada, em filmes como A Super Fêmea (1973), As Mulheres Que Fazem Diferente (1974) e O Marido Virgem (1974); experimentou também a direção com Dôra Doralina (1982).


Dados biográficos: Perilúcio José de Almeida (seu nome verdadeiro) nasceu em 6 de março de 1939, no Rio de Janeiro. Teve vários filhos de três casamentos, os quais acabaram em divórcio. Foi casado com as atrizes Miriam Mehler e Vera Fischer.

18 de junho de 2009

Dez filmes subestimados: 3 - Anjos da Broadway

Dando continuidade à postagem dos comentários sobre dez filmes subestimados, eis mais um filme. O texto integral foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

3 - Anjos da Broadway (Angels Over Broadway, 1940), de Ben Hecht e Lee Garmes – Numa noite chuvosa, os destinos de quatro personagens se cruzam: um vigarista matando cachorro a grito (Douglas Fairbanks Jr.), uma garota de programa (Rita Hayworth), um dramaturgo fracassado e um funcionário que cometeu desfalque decidido a se suicidar. Juntos, embarcam numa arriscada aventura para salvar o suicida.

O dramaturgo bola um golpe contra uma gangue de mafiosos, em que todos terão um papel a desempenhar, como no teatro. O mais difícil é o do suicida, que precisa passar por milionário para ludibriar os gângsteres e aplicar o golpe. Ironicamente, ele é um amador enfrentando profissionais.

No final, quando o tempo fecha, os pobres diabos superam a má índole e revelam sua face humana. A capa da velhacaria encobria anjos.

Também roteirista, e um dos mais brilhantes de Hollywood, Ben Hecht deu ao dramaturgo falas memoráveis, que vão do mais agudo cinismo (“A dor de ontem é a piada de amanhã”) à mais desesperada declaração de amor (“O único lugar quente em que estive foi no seu coração”).
(Foto: http://www.americanas.com.br/)

Era uma vez em 17 de junho de 2009

ALEJANDRO DORIA (72 anos, de pneumonia), diretor e roteirista argentino que realizou uma dúzia de filmes, dentre os quais A Ilha (La isla, 1979), que recebeu menção especial no Festival de Montreal, Esperando a Carroça (Esperando la carroza, 1985) e As Mãos (Las manos, 2006), premiado no Festival do Cinema Latino-Americano de Huelva, Espanha, e no Festival de Cartagena, Colômbia, e que ganhou também o Goya, o mais importante prêmio do cinema espanhol, de melhor filme estrangeiro em língua hispânica. Nasceu em 1º de novembro de 1936, em Buenos Aires.

17 de junho de 2009

Tarzan, quem diria, acabou no museu em Paris

O Museu do Quai Branly, em Paris, inaugurou hoje a exposição "Tarzan! ou Rousseau com os Waziri", dedicado ao herói da literatura, do cinema e dos quadrinhos chamado Tarzan. A exposição, que ficará aberta até 13 de setembro, apresenta objetos de vários museus franceses, bem como filmes, catazes, quadros, fotografias, revistas em quadrinhos.


O visitante da mostra é recebido com o famoso grito de Tarzan -- criado nos anos 1930 por Douglas Shearer, engenheiro de som dos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer -- misturado com sons da selva africana.

Nos tempos atuais, a figura de Tarzan ganhou nova dimensão. Criado na selva por macacos, ele cresceu na natureza e longe da civilização. Por divulgar o cuidado com a natureza e rejeitar a tecnologia e o progresso, acabou se tornando um herói ecologista.

Na exposição estão partes dos mais populares filmes do herói, que o ex-campeão olímpico de natação Johnny Weissmuller imortalizou em doze filmes, entre 1932 e 1949. E também adaptações para os quadrinhos feitas por desenhistas como Harold Foster e Burne Hogarth.

Criado em 1912 pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs, Tarzan apareceu em 22 livros entre 1914 e 1947, os quais foram traduzidos para 56 idiomas. Bourroughs, que não conhecia a África, inspirou-se no mito de Rômulo e Remo e em romances como As Minas do Rei Salomão, de Henry Rider Haggard.

Dez filmes subestimados: 2 - Duas Vidas

Mais um filme comentado da lista de dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

2 - Duas Vidas ou Poema de Amor (Love Affair, 1939), de Leo McCarey – Todo mundo conhece o filme Tarde Demais para Esquecer (1957), a segunda versão, mas de Duas Vidas ninguém jamais ouviu falar. No entanto, McCarey, o diretor de ambos, praticamente limitou-se a refilmar o roteiro deste, com alguns acréscimos e raras supressões.

É a história de um casal que se conhece e se apaixona durante uma viagem de navio entre a França e os Estados Unidos. Para ter tempo de pôr suas vidas em ordem, combinam um encontro seis meses depois, no topo do Empire State Building, mas o encontro não acontece porque a moça sofre um acidente e fica paraplégica.

McCarey sabia misturar humor e “pathos”, combinação difícil e raramente bem-sucedida como ocorre neste filme. Quando Irene Dunne diz a Charles Boyer: “Se você pode pintar, eu posso andar”, a frase soa de fato como piada. E, ao invés de chorar, eles riem, tornando a cena ainda mais comovente.

O filme tem um lado musical, sendo as canções interpretadas por Irene Dunne, dona de bela voz. É ela quem diz uma frase muito repetida décadas mais tarde: “As coisas de que mais gostamos são ilegais, imorais ou engordam”.

Roy Rogers voltará às telas em breve

Demorou, mas finalmente a figura do mocinho de faroestes Roy Rogers (1911-1998) vai ser recriada no cinema. Roy Rogers Jr., que administra o espólio do pai, acertou com um estúdio de Hollywood o revivescimento desse ícone das matinês dos anos 1940 e 50 para os jovens do século 21.


O plano, ambicioso, prevê a realização de uma trilogia. Mas, em vez de uma cinebiografia ou de faroestes no estilo tradicional, a ideia é usá-lo como personagem de ficção em aventuras para toda a família.

Eric A. Geadelmann, presidente do Entertainment Group, declarou ao saite Variety.com: "Roy Rogers, Dale Evans [sua mulher] e Trigger [seu cavalo] são figuras quintessenciais da América, e nós apresentaremos essa franquia para uma nova audiência, conectando milhões de fãs de Roy Rogers em todo o mundo".

Conhecido como Rei dos Cowboys, o ator e cantor apareceu em mais de uma centena de filmes nos anos 1930, 40 e 50. Tornou-se tão popular que virou herói dos quadrinhos e teve, na segunda metade da década de 1950, seu próprio show na TV, que atingiu a marca redonda dos 100 capítulos.

15 de junho de 2009

Dez filmes subestimados: 1 - Mata Hari

Assim como existem filmes superestimados, que ganham prêmios, arrebanham grandes audiências e depois desaparecem sem deixar sinal, há também aqueles que não recebem a atenção que merecem. Pesquisando-se com boa vontade, encontram-se dezenas de filmes injustamente esquecidos, principalmente entre as produções de Hollywood.
Em geral, temos a predisposição para valorizar tudo, ou quase tudo, que vem da Europa e menosprezar o que vem dos Estados Unidos. Os cineastas europeus seriam artistas, e os de Hollywood, meros comerciantes. Destes, só se salvariam os autores bafejados pela crítica francesa. A realidade, porém, não é tão simples.
Comentamos dez filmes que consideramos subestimados em texto que foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.
A partir de hoje, em atenção aos leitores deste blog, representados pela ilustre Dra. Nildete, estamos dando início à postagem dos comentários; um de cada vez, para não cansar o leitor.

1 - Mata Hari (Idem, 1931), de George Fitzmaurice – Realizado antes do código Hays – código de censura adotado por Hollywood em 1934 –, o filme contém ousadias eróticas e diálogos incisivos que ainda surpreendem, além de narrar “visualmente” uma história complexa. As interpretações impressionam pela leveza, considerada a proximidade do cinema mudo, quando primavam pelo exagero.

Greta Garbo é Mata Hari. Em Paris, durante a Primeira Guerra Mundial, a exótica dançarina holandesa, de ascendência javanesa pelo lado materno, usa seus encantos a fim de espionar para os alemães e consegue enganar meio mundo.

O par romântico de Garbo, Ramon Novarro, 3 cm mais baixo que ela, precisou usar enchimento no sapato para parecer mais alto. Mas este era um problema insolúvel: os atores sempre ficavam pequenos diante daquele colosso de talento e beleza.

De produção modesta – até onde isso era possível na Metro-Goldwyn-Mayer e com a supervisão de Irving Thalberg –, o filme é um deleite, graças à competência do produtor-diretor Fitzmaurice. E, embora fosse um mestre, ele nem recebeu crédito pela direção, ofício ainda pouco valorizado.

Desde então o cinema até que não evoluiu tanto, mas a espionagem...


14 de junho de 2009

'Divã' eleito melhor filme no Festival de Cinema Brasileiro de Miami

O filme Divã, de José Alvarenga Jr., foi o grande vencedor da 13ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Miami, na Flórida, Estados Unidos, que se encerrou no último sábado, 13 de junho. Dos 12 troféus Lente de Cristal disputados por produções de longa-metragem, Divã conquistou sete, inclusive o de melhor filme do júri oficial e o de melhor filme do júri popular.

A seguir a relação dos premiados:
1 - Melhor filme: Divã (2009), de José Alvarenga Jr.
2 - Melhor documentário: Loki - Arnaldo Baptista (2009), de Paulo Henrique Fontenelle
3 - Melhor filme (júri popular): Divã
4 - Melhor diretor: José Alvarenga Jr., por Divã
5 - Melhor ator: Cauã Reymond e João Miguel, ambos por Se Nada Mais Der Certo (2008)
6 - Melhor atriz: Lília Cabral, por Divã
7 - Melhor roteiro: Marcelo Saback, por Divã
8 - Melhor fotografia: Lula Carvalho, por Feliz Natal (2008)
9 - Melhor direção de arte: Cláudio Domingo, por Divã
10 - Melhor montagem: Diana Vasconcellos, por Divã
11 - Melhor som direto: Favela on Blast (2008), de Leandro HBL e Wesley Pentz
12 - Melhor edição de som: Favela on Blast.

4 de junho de 2009

Era uma vez em 3 de junho de 2009

DAVID CARRADINE (72 anos, de causa ainda indefinida), ator norte-americano que atuou em cerca de 130 filmes, dos quais a grande maioria é descartável; entre os memoráveis estão Caminhos Perigosos (Mean Streets, 1973), Esta Terra É Minha Terra (Bound for Glory, 1976), que lhe valeu o prêmio de melhor ator do Conselho Nacional da Crítica (EUA), O Ovo da Serpente (The Serpent's Egg, 1977), Cavalgada de Proscritos (The Long Riders, 1980), Kill Bill - Volume 1 (Kill Bill: Volume 1, 2003) e Kill Bill - Volume 2 (Kill Bill: Volume 2, 2004), que lhe deu o prêmio de melhor ator coadjuvante da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films. Ganhou uma estrela na Calçada da Fama, por seu trabalho na TV, e recebeu uma honraria pela carreira (life achievement) do Action on Film International Film Festival (EUA).


Dados biográficos: John Arthur Carradine nasceu em 8 de dezembro de 1936, em Hollywood. Era filho do lendário ator John Carradine (1906-1988), irmão do ator Bruce Carradine, meio irmão dos atores Keith Carradine, Robert Carradine e Michael Bowen, e pai das atrizes Calista Carradine e Kansas Carradine. Teve um filho com a atriz Barbara Hershey. Deixou viúva a mulher do quinto casamento. Foi encontrado morto no quarto de um hotel de Bangcoc, onde participava da realização de um filme.

28 de maio de 2009

Um petardo contra o politicamente correto

Ouve-se muito falar que este ou aquele filme é uma obra-prima. Mas que qualidades um filme precisa ter para ser considerado como tal? Uma fábula de dinheiro investido? Um elenco cheio de estrelas? Efeitos especiais deslumbrantes? Intenções artísticas evidentes? Nenhum desses ingredientes por si só nem todos reunidos garantem que um filme seja uma obra-prima.


Às vezes o filme merecedor desse qualificativo é tão despretensioso que passa despercebido à primeira vista, dependendo de um distanciamento temporário para ter suas qualidades ressaltadas. De pronto, é sempre arriscado afirmar que um filme é ou não “primus inter pares”. Entretanto, diante de Gran Torino (Idem, 2008), dirigido e estrelado por Clint Eastwood, vale a pena correr o risco: trata-se de uma obra-prima.

Ele custou 35 milhões de dólares – uma ninharia, considerados os custos atuais em Hollywood. O filme anterior de Eastwood, "A Troca”, consumiu 55 milhões de dólares; “Homem de Ferro”, 140 milhões de dólares; “O Curioso Caso de Benjamin Button”, 150 milhões de dólares. E este valor ainda não é o cume. É preciso somar a ele o orçamento de "Gran Torino" para se chegar ao custo das produções mais caras de 2008, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”: 185 milhões de dólares cada um.

"Gran Torino", que tem apenas uma estrela no elenco, o próprio Eastwood, não apresenta efeitos especiais notáveis. E não ostenta qualquer pretensão, senão a de divertir o espectador e transmitir-lhe uma lição de vida, no exemplo do seu protagonista.

O papel de Walt Kowalski serviu como uma luva para Eastwood: um velho impertinente e ultranacionalista, com a bandeira de seu país sempre desfraldada à frente da casa. Atencioso apenas com a sua cadela e seu Ford Gran Torino 1972, que trata como relíquia, põe-se a rosnar expressões ofensivas ou a cuspir quando vê alguém que o aborrece, quer dizer, todo o mundo à sua volta.

Seus vizinhos brancos se mudaram e só ele permanece no bairro, cercado de orientais da etnia hmong, oriundos do Vietnã e arredores. Gente que ele não suporta e que lhe paga na mesma moeda. Nem a viuvez o faz aproximar-se dos dois filhos, os quais despreza, assim como as noras e, mais ainda, os netos.

Veterano da Guerra da Coreia, ele porta arma de fogo e a exibe para solver os conflitos de rua que presencia. Seus desafetos, esses são mantidos a distância sob ameaças verbais e gestuais. Por seu comportamento, ninguém pode imaginar a nobreza de seu coração ou a magnanimidade que reserva aos que conquistam a sua afeição.

Nas voltas do mundo, Kowalski acaba afeiçoando-se aos jovens Sue e Thao, casal de irmãos hmong, órfãos e carentes da figura paterna. E, para protegê-los das gangues de etnias várias (orientais, latinos, negros) que infestam o bairro, não tem mãos a medir. A vingança que arquiteta contra os agressores de Sue é singular e profundamente cristã. Como na metáfora bíblica, o seixo desprezado revela-se a pedra angular.

É comovente a cena em que o cascagrossa chora, revelando a sua humanidade. Um momento único, mais relevante do que o primeiro riso de Greta Garbo no cinema. Merecia uma campanha publicitária do tipo “Eastwood chora!”, a exemplo daquela feita para promover o filme “Ninotchka” (1939), “Garbo ri!”.

Eastwood, que nunca escreveu um roteiro, sabe como poucos dar vida aos que lhe são confiados. E o de "Gran Torino", à luz do consenso reinante, passa longe da perfeição. Mas as possíveis inconsistências, aplanadas pela força da dramaturgia eastwoodiana, transfiguram-se em potência. A história pega o espectador de jeito e vai de uma surpresa a outra até o golpe final.

De tudo que virou tabu o filme faz piada: etnias, profissões, idade, sexo. Ao praticar o humor politicamente incorreto, Eastwood vai contra a corrente que domina o cinema atual, e não só em Hollywood. E o riso funciona como contrapeso importante para a dramática reviravolta final.

Um artista não atinge o apogeu de sua arte sozinho, sobretudo no caso do cinema, que abrange áreas criativas diversas. Por trás do sucesso de Eastwood está um grupo de colaboradores assíduos. Alguns que de início exerciam ofícios humildes, graças às oportunidades que lhes deu, ascenderam a funções capitais.

Um exemplo é Tom Stern, que começou na função mais modesta e, desde “Dívida de Sangue” (2002), responsabiliza-se pela fotografia de todos os seus filmes. O músico Lennie Niehaus, outro parceiro constante, passou de compositor a supervisor musical e, por fim, a orquestrador e regente. Joel Cox, por sua vez, vem participando da montagem de seus filmes desde os anos 1970.

Competente em tudo que faz, Eastwood é também um cavalheiro, com um código de valores muito particular, e sabe com clareza o que quer alcançar sem temer a dissensão. Ninguém melhor, portanto, para disparar esse petardo contra a mediocrização do politicamente correto. Ousadia que já por si merece o nosso aplauso.
(Texto publicado pelo Jornal Opção de 19 a 24 de abril de 2009 e pelo saite Revista Bula.)

Era uma vez em 4 de maio de 2009

JANE RANDOLPH (93 anos, de complicações de uma cirurgia no quadril), atriz norte-americana que só fez filmes na década de 1940; apareceu em duas dezenas de filmes, entre os quais Sangue de Pantera (Cat People, 1942) e A Maldição do Sangue de Pantera (The Curse of the Cat People, 1944).


Dados biográficos: Jane Roemer nasceu em 30 de outubro de 1915, em Youngstown, Ohio. Afastou-se do cinema em 1949, quando se casou com o produtor espanhol Jaime del Amo (com quem teve uma filha) e mudou-se para Madrid. Faleceu na Suíça, onde residia.

27 de maio de 2009

Era uma vez em 26 de maio de 2009

LEINA KRESPI (70 anos, de câncer no esôfago), atriz brasileira mais dedicada à TV que ao cinema; atuou em apenas dez filmes, entre os quais Amor e Desamor (1966), As Duas Faces da Moeda (1969), A Casa Assassinada (1971), Joanna Francesa (1975) e O Viajante (1999). Nascida Leina Perelman da Matta, em 18 de dezembro de 1938, no Rio de Janeiro, tinha duas filhas.

24 de maio de 2009

Cannes 2009: a lista dos premiados

A 62ª edição do Festival de Cannes encerrou-se hoje e os principais premiados foram:
1 - Palma de Ouro (melhor filme): A Fita Branca (Das weisse band, Áustria/França/Alemanha, 2009), de Michael Haneke
2 - Grânde Prêmio do Júri: Un prophète (França/ Itália, 2009), de Jacques Audiard
3 - Melhor Ator: Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, EUA/ Alemanha, 2009)
4 - Melhor Atriz: Charlotte Gainsbourg, por Anticristo (Antichrist, Dinamarca/ Alemanha/França/Suécia/Itália/Polônia, 2009)
5 - Melhor Diretor: Brillante Mendoza, por Kinatay (Filipinas/França, 2009)
6 - Melhor Roteiro: Lou Ye, por Spring Fever (China/ Hong Kong/França, 2009)
7 - Prêmio do Júri: Bakjwi (Coréia do Sul, 2009), de Park Chan-wook, e Fish Tank (Reino Unido, 2009), de Andrea Arnold
8 - Prêmio Especial: Alain Resnais
9 - Câmera de Ouro (melhor primeiro filme): Samson and Delilah (Austrália, 2009), Warwick Thornton.

Era uma vez em 20 de maio de 2009

LUCY GORDON (28 anos, aparentemente de suicídio por enforcamento), atriz britânica que atuou em apenas oito filmes, dentre os quais sobressaem Escrito nas Estrelas (Serendipity, 2001), As Quatro Plumas (The Four Feathers, 2002) e Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3, 2007); deixou dois outros filmes na fase de pós-produção. Nasceu em 22 de maio de 1980, em Oxford, Inglaterra.

Era uma vez em 15 de maio de 2009

CHARLES 'BUD' TINGWELL (92 anos, de câncer de próstata), ator australiano que nas décadas de 1950 e 60 teve seu momento de glória no Reino Unido; atuou em mais de 50 filmes, entre os quais Ratos do Deserto (The Desert Rats, 1953), Tarzan, o Magnífico (Tarzan the Magnificent, 1960), Drácula - O Príncipe das Trevas (Dracula: Prince of Darkness, 1966), Um Grito no Escuro (Evil Angels, 1988) e Amor, Eterno Amor (Innocence, 2000).


Dados biográficos: Charles William Tingwell nasceu em 3 de janeiro de 1917, em Coogee, New South Wales, Austrália. Era viúvo e tinha um casal de filhos.

20 de maio de 2009

Era uma vez em 20 de maio de 2009

OLEG YANKOVSKY (65 anos, de câncer no pâncreas), ator russo muito popular em seu país, que trabalhou também no exterior; atuou em mais de 50 filmes, dos quais poucos são conhecidos no Brasil, como O Espelho (Zerkalo, 1975) e Nostalgia (Nostalghia, 1983), ambos de Andrei Tarkovsky, Testemunha Muda (Mute Witness, 1994) e Por Que Choram os Homens (The Man Who Cried, 2000). Ganhou quatro prêmios de melhor ator: um do Festival de Valladolid, Espanha, um da Associação de Críticos de Cinema da Rússia e dois Nika, o prêmio mais importante do cinema russo.


Dados biográficos: Oleg Ivanovich Yankovsky nasceu em 23 de fevereiro de 1944, em Jezkazgan, Kazaquistão. Era irmão do ator Rostislav Yankovsky e pai do ator e diretor Filipp Yankovsky.

5 de maio de 2009

Era uma vez em 4 de maio de 2009

DOM DeLUISE (75 anos, de câncer), ator norte-americano que atuou em mais de 40 filmes, mas ficou mais conhecido por sua atuação em cinco comédias de Mel Brooks: Banzé na Rússia (The Twelve Chairs, 1970), Banzé no Oeste (Blazing Saddles, 1974), A Última Loucura de Mel Brooks (Silent Movie, 1976), A História do Mundo - Parte I (History of the World: Part 1, 1981) e A Louca, Louca História de Robin Hood (Robin Hood: Men in Tights, 1993); experimentou a direção com Três Super-Tiras (Hot Stuff, 1979). Ganhou uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Dominick DeLuise nasceu em 1º de agosto de 1933, em Nova York. Era filho de um imigrante italiano. Deixou viúva a atriz Carol Arthur, com quem tinha três filhos: Peter DeLuise, Michael DeLuise e David DeLuise, todos atores.

30 de abril de 2009

Scarlett Johansson tem os seios mais belos de Hollywood

O programa Access Hollywood elegeu as cinco atrizes donas dos seios mais bonitos de Hollywood. Scarlett Johansson, de 24 anos, lidera o ranking.

A seguir a relação completa:
1 - Scarlett Johansson
2 - Salma Hayek
3 - Halle Berry
4 - Jessica Simpson
5 - Jennifer Love Hewitt.

27 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

MARILYN COOPER (74 anos, de causa não divulgada), atriz norte-americana de teatro que fez eventuais incursões no cinema; atuou em apenas cinco filmes, todos eles comédias, entre os quais estão O Negócio É Sobreviver (The Survivors, 1983), Confissões de Um Adolescente (Brighton Beach Memoirs, 1986), Negócios de Família (Family Business, 1989) e Tenha Fé (Keeping the Faith, 2000).
(Foto: www.als-mda.org)

Dados biográficos: Marilyn Cooper nasceu em 14 de dezembro de 1934, em Nova York. Em 1981 ganhou o prêmio Tony de melhor atriz pelo musical da Broadway "Woman of the Year". Não há notícia de que tenha deixado parentes próximos.

23 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

KEN ANNAKIN (94 anos, de causas naturais), cineasta britânico que se iniciou nos anos 1940; dentre seus cerca de 40 filmes, citam-se A Ponte do Destino (Across the Bridge, 1957), A Cidadela dos Robinsons (Swiss Family Robinson, 1960), O Mais Longo dos Dias (The Longest Day, 1962), só as cenas externas dos soldados britânicos, e Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras (Those Magnificent Men in Their Flying Machines, 1965), o seu filme mais bem-sucedido.


Dados biográficos: Kenneth Cooper Annakin nasceu em 10 de agosto de 1914, em Beverley, Inglaterra. Em 2002 recebeu o título de Oficial da Ordem do Império Britânico. Deixou viúva e uma filha. Após sua morte, George Lucas esclareceu que o nome da personagem Anakin Skywalker, da série de filmes "Guerra nas Estrelas", não tem qualquer relação com o nome do cineasta.

Era uma vez em 11 de abril de 2009

SIMON CHANNING WILLIAMS (63 anos, de câncer), produtor britânico que atuou em parceria com o cineasta Mike Leigh em nove filmes, entre os quais Segredos e Mentiras (Secrets & Lies, 1996), que lhe valeu o prêmio Alexander Korda de melhor filme britânico e o prêmio de melhor filme estrangeiro do Instituto Australiano de Cinema, Garotas de Futuro (Career Girls, 1997), Agora ou Nunca (All or Nothing, 2002), O Segredo de Vera Drake (Vera Drake, 2004) e Simplesmente Feliz (Happy-Go-Lucky, 2008); participou também da produção de dois filmes do brasileiro Fernando Meirelles, O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener, 2005), que lhe deu o prêmio de produtor britânico do ano do Círculo de Críticos de Cinema de Londres, e Ensaio sobre a Cegueira (Blindness, 2008).
(Foto: http://www.daylife.com/)

Dados biográficos: Simon Channing Williams nasceu em 10 de junho de 1945, em Cornwall, Inglaterra. Deixou viúva e cinco filhos, três dos quais do primeiro casamento.

22 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

JACK CARDIFF (94 anos, de causa não divulgada), cineasta britânico que foi também um importante diretor de fotografia; entre os mais de 60 filmes de longa-metragem que fotografou estão Narciso Negro (Black Narcissus, 1947), que lhe deu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor fotografia, Os Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes, 1948), Sob o Signo de Capricórnio (Under Capricorn, 1949), Uma Aventura na África (The African Queen, 1951), A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa, 1954), Guerra e Paz (War and Peace, 1956), A Lenda dos Desaparecidos (Legend of the Lost, 1957) e Cães de Guerra (The Dogs of War, 1980); dentre os que dirigiu, que passam de uma dezena, destacam-se Convite para Matar (Intent to Kill, 1958), Filhos e Amantes (Sons and Lovers, 1960), que lhe deu vários prêmios de melhor diretor, inclusive o Globo de Ouro, e o "cult" A Garota da Motocicleta (The Girl on the Motorcycle, 1968). Ganhou quatro prêmios honorários, inclusive um Oscar, em 2001, e um da Sociedade Americana de Cinematografistas, 1994.


Dados biográficos: Jack Cardiff nasceu em 18 de setembro de 1914, em Yarmouth, Inglaterra. Em 2000, recebeu o título de Oficial da Ordem do Império Britânico, por seus serviços como cinematografista. Deixou viúva e quatro filhos de três casamentos.

21 de abril de 2009

Era uma vez em 4 de abril de 2009

JODY McCREA (74 anos, de parada cardíaca), ator norte-americano que fez pequenos papéis em vários faroestes (a maioria estrelada por seu pai, Joel McCrea), dentre os quais citam-se O Homem do Destino (The First Texan, 1956), Vingança no Coração (Trooper Hook, 1957) e Juramento de Vingança (Major Dundee, 1965); ficou mais conhecido por sua atuação na série de comédias praieiras com Frankie Avalon e Annette Funicello: A Praia dos Amores (Beach Party, 1963), Quanto Mais Músculos Melhor (Muscle Beach Party, 1964), A Praia dos Biquinis (Bikini Beach, 1964), Folias na Praia (Beach Blanket Bingo, 1965) e Como Rechear um Biquini (How to Stuff a Wild Bikini, 1965), este já sem Frankie Avalon.
(Foto: http://www.findagrave.com/)

Dados biográficos: Joel Dee McCrea nasceu em 6 de setembro de 1934, em Los Angeles, Califórnia. Era filho do ator Joel McCrea e da atriz Frances Dee, e viúvo da atriz Dusty McCrea (1941-1996). Faleceu em Roswell, Novo México, onde era criador de gado.

19 de abril de 2009

Filme brasileiro premiado no Uruguai

O Festival Internacional de Cinema do Uruguai, organizado pela Cinemateca Uruguaia, encerrou-se no último sábado, 18 de abril. O filme brasileiro A Festa da Menina Morte foi eleito o melhor filme latino-americano do certame.

A seguir, a lista dos principais premiados:
1 - Melhor filme: As Oficinas de Deus (Les bureaux de Dieu, França/Bélgica, 2008), de Claire Simon
2 - Melhor filme latino-americano: A Festa da Menina Morta (Brasil, 2008), de Matheus Nachtergaele
3 - Melhor documentário: The Thirst of a Stone Sea (Montenegro/Sérvia, 2007), de Vladimir Petrovic
4 - Menção especial do júri: Tony Manero (Chile/ Brasil, 2008), de Pablo Larrain, e A Questão Humana (La question humaine, França, 2007), de Nicolas Klotz.
Fonte da notícia: saite G1.

15 de abril de 2009

Era uma vez em 4 de abril de 2009

MAXINE COOPER (84 anos, de causas naturais), atriz norte-americana da TV, que atuou em quatro filmes, três dos quais dirigidos por Robert Aldrich: A Morte num Beijo (Kiss Me Deadly, 1955), Folhas Mortas (Autumn Leaves, 1956) e O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962).

Dados biográficos: Maxine Cooper nasceu em 12 de maio de 1924, em Chicago, Illinois. Tinha boa reputação como fotógrafa. Era viúva do roteirista Sy Gomberg (1918-2001) e tinha três filhos.

2 de abril de 2009

Era uma vez em 1º de abril de 2009

MIGUEL ÁNGEL SUÁREZ (69 anos, de câncer de esôfago), ator portorriquenho que atuou também em Hollywood, na Espanha, no México e na Venezuela; dentre seus 18 filmes, citam-se Bananas (Idem, 1971), Havana (Idem, 1990), Sob Suspeita (Under Suspicion, 2000) e Che (Che: Part One, 2008). Miguelangel Suárez nasceu em 5 de julho de 1939, em San Juan; deixou viúva a atriz Amneris Morales.

31 de março de 2009

Era uma vez em 29 de março de 2009

MONTE HALE (89 anos, de causa não divulgada), ator norte-americano que atuou em duas dezenas de faroestes B nos anos 1940 e 50, como caubói cantor, e encerrou a carreira no cinema com pequeno papel no filme Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956). Em 1983 recebeu o prêmio Golden Boot e, em 2004, uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Samuel Buren Ely (seu nome de batismo) nasceu em 8 de junho de 1919, em San Angelo, Texas. A exemplo dos caubóis cantores Gene Autry e Roy Rogers, também virou herói de revista em quadrinhos. Foi casado com a atriz Peggy de Castro (1921-2004) e deixou viúva a mulher do segundo casamento.

30 de março de 2009

Era uma vez em 30 de março de 2009

ANKITO (85 anos, de câncer de pulmão), comediante brasileiro que teve seu melhor momento nas chanchadas dos anos 1950 e 60; atuou em mais de 30 filmes, vários deles em parceria com Grande Otelo, a exemplo de De Pernas pro Ar (1956), Metido a Bacana (1957), É de Chuá (1958), Pistoleiro Bossa Nova (1959) e Um Candango na Belacap (1961). Anchizes Pinto (seu nome verdadeiro) nasceu em 26 de fevereiro de 1924, em São Paulo.

Era uma vez em 29 de março de 2009

MAURICE JARRE (84 anos, de câncer), músico francês, um dos mais importantes compositores do cinema, cujas trilhas eram garantia de sucesso popular; entre os filmes mais importantes que musicou estão O Mais Longo dos Dias (The Longest Day, 1962), Sempre aos Domingos (Les dimanches de Ville d'Avray, 1962), Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962), que lhe deu o 1º Oscar, O Trem (The Train, 1964), Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965), que lhe deu o 2º Oscar e um Globo de Ouro, Os Profissionais (The Professionals, 1966), Os Deuses Malditos (La caduta degli dei, 1969), A Filha de Ryan (Ryan's Daughter, 1970), Passagem para a Índia (A Passage to India, 1984), que lhe deu o 3º e último Oscar e outro Globo de Ouro, e África dos Meus Sonhos (I Dreamed of Africa, 2000). Recebeu outros dez prêmios, além de quatro pelo conjunto da obra. Ganhou também uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Maurice-Alexis Jarre nasceu em 13 de setembro de 1924, em Lyon, França. Foi casado com as atrizes Dany Saval e Laura Devon (1931-2007). Era pai do músico Jean-Michel Jarre, do roteirista Kevin Jarre e da desenhista de produção Stéphane Jarre.

26 de março de 2009

Saite 'Yahoo! Movies' lista 100 filmes essenciais

O saite Yahoo! Movies divulgou uma lista de filmes que considera essenciais, a que chamou de “100 filmes para ver antes de morrer”, como está na moda. Estão listados pela ordem alfabética dos títulos em inglês. O saite informa que foram levados em consideração a importância histórica e o impacto cultural dos filmes.
Veja a lista a seguir:

1 – 12 Homens e Uma Sentença (12 Angry Men, EUA, 1957), de Sidney Lumet
2 – 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, Reino Unido/EUA, 1968), de Stanley Kubrick
3 – Os Incompreendidos (Les quatre cents coups, França, 1959), de François Truffaut
4 – 8 ½ (Idem, Itália/França, 1963), de Federico Fellini
5 – Uma Aventura na África (The African Queen, Reino Unido/EUA, 1951), de John Huston
6 – Alien, o 8º Passageiro (Alien, Reino Unido/EUA, 1979), de Ridley Scott
7 – A Malvada (All About Eve, EUA, 1950),de Joseph L. Mankiewicz
8 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, EUA, 1977), de Woody Allen
9 – Apocalypse Now (Idem, EUA, 1979), de Francis Ford Coppola
10 – A Batalha de Argel (La battaglia di Algeri, Itália/Argélia, 1966), de Gillo Pontecorvo
11 – Ladrões de Bicicleta (Ladri di biciclette, Itália, 1948), de Vittorio De Sica
12 – Blade Runner - O Caçador de Androides (Blade Runner, EUA/Hong Kong, 1982), de Ridley Scott
13 – Banzé no Oeste (Blazing Saddles, EUA, 1974), de Mel Brooks
14 – Depois Daquele Beijo (Blowup, Reino Unido/ Itália/EUA, 1966), de Michelangelo Antonioni
15 – Veludo Azul (Blue Velvet, EUA, 1986), de David Lynch
16 – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde, EUA, 1967), de Arthur Penn
17 – Acossado (À bout de souffle, França, 1960), de Jean-Luc Godard
18 – A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, Reino Unido/EUA, 1957), de David Lean
19 – Levada da Breca (Bringing Up Baby, EUA, 1938), de Howard Hawks
20 – Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, EUA, 1969), de George Roy Hill
21 – Casablanca (Idem, EUA, 1942), de Michael Curtiz
22 – Chinatown (Idem, EUA, 1974), de Roman Polanski
23 – Cidadão Kane (Citizen Kane, EUA, 1941), de Orson Welles
24 – O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, Taiwan/Hong Kong/EUA/China, 2000), de Ang Lee
25 – Duro de Matar (Die Hard, EUA, 1988), de John McTiernan
26 – Faça a Coisa Certa (Do the Right Thing, EUA, 1989), de Spike Lee
27 – Pacto de Sangue (Double Indemnity, EUA, 1944), de Billy Wilder
28 – Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, Reino Unido, 1964), de Stanley Kubrick
29 – O Diabo a Quatro (Duck Soup, EUA, 1933), de Leo McCarey
30 – E. T. - O Extraterrestre (E.T.: The Extra-Terrestrial, EUA, 1982), de Steven Spielberg
31 – Operação Dragão (Enter the Dragon, Hong Kong/EUA, 1973), de Robert Clouse
32 – O Exorcista (The Exorcist, EUA, 1973), de William Friedkin
33 – Picardias Estudantis (Fast Times at Ridgemont Hight, EUA, 1982), Amy Heckerling
34 – Operação França (The French Connection, EUA, 1971), de William Friedkin
35 – O Poderoso Chefão (The Godfather, EUA, 1972), de Francis Ford Coppola
36 – O Poderoso Chefão II (The Godfather: Part II, EUA,1974), de Francis Ford Coppola
37 – 007 Contra Goldfinger (Goldfinger, Reino Unido, 1964), de Guy Hamilton
38 – Três Homens em Conflito (Il Buono, il brutto, il cattivo, Itália/Espanha/Alemanha, 1966), de Sergio Leone
39 – Os Bons Companheiros (Goodfellas, EUA, 1990), de Martin Scorsese
40 – A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, EUA, 1967), de Mike Nichols
41 – A Grande Ilusão (La grande illusion, França, 1937), de Jean Renoir
42 – Feitiço do Tempo (Groundhog Day, EUA, 1993), de Harold Ramis
43 – Os Reis do Iê-iê-iê (A Hard Day’s Night, Reino Unido, 1964), de Richard Lester
44 – Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar-wai
45 – Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, EUA, 1934), de Frank Capra
46 – A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life, EUA, 1946), de Frank Capra
47 – Tubarão (Jaws, EUA, 1975), de Steven Spielberg
48 – King Kong (Idem, EUA, 1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
49 – As Três Noites de Eva (The Lady Eve, EUA, 1941), de Preston Sturges
50 – Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, Reino Unido, 1962), de David Lean

51 – Trilogia O Sr. dos Anéis (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, Nova Zelândia/EUA, 2001; The Two Towers, EUA/Nova Zelândia/Alemanha, 2002; The Return of the King, EUA/Nova Zelândia/Alemanha, 2003), de Peter Jackson
52 – M – O Vampiro de Düsseldorf (M, Alemanha, 1931), de Fritz Lang
53 – MASH (Idem, EUA, 1970), de Robert Altman
54 – O Falcão Maltês (The Maltese Falcon, EUA, 1941), de John Huston
55 – Matrix (The Matrix, EUA/Austrália, 1999), de Larry Wachowski e Andy Wachowski
56 – Tempos Modernos (Modern Times, EUA, 1936), de Charles Chaplin
57 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail, Reino Unido, 1975), de Terry Gilliam e Terry Jones
58 – Clube dos Cafajestes (Animal House, EUA, 1978), de John Landis
59 – Rede de Intrigas (Network, EUA, 1976), de Sidney Lumet
60 – Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, Alemanha, 1922), de F. W. Murnau
61 – Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, EUA, 1954), de Elia Kazan
62 – Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, EUA, 1975), de Milos Forman
63 – Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, EUA, 1957), de Stanley Kubrick
64 – A Princesa Mononoke (Mononoke-hime, Japão, 1997), de Hayao Miyazaki
65 – Psicose (Psycho, EUA, 1960), de Alfred Hitchcock
66 – Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, EUA, 1994), de Quentin Tarantino
67 – Touro Indomável (Raging Bull, EUA, 1980), de Martin Scorsese
68 – Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, EUA, 1981), de Steven Spielberg
69 – Lanternas Vermelhas (Da hong deng long gao gao gua, China/Hong Kong/Taiwan, 1991), de Zhang Yimou
70 – Rashomon (Rashômon, Japão, 1950), de Akira Kurosawa
71 – Janela Indiscreta (Rear Window, EUA, 1954), de Alfred Hitchcock
72 – Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, EUA, 1955), de Nicholas Ray
73 – Rocky – Um Lutador (Rocky, EUA, 1976), de John G. Avildsen
74 – A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, EUA, 1953), de William Wyler
75 – O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, EUA, 1998), de Steven Spielberg

76 – A Lista de Schindler (Schindler’s List, EUA, 1993), de Steven Spielberg
77 – Rastros de Ódio (The Searchers, EUA, 1956), de John Ford
78 – Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai, Japão, 1954), de Akira Kurosawa
79 – Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, EUA, 1994), de Frank Darabont
80 – O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, EUA, 1991), de Jonathan Demme
81 – Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain, EUA, 1952), de Stanley Donen e Gene Kelly
82 – Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, EUA, 1937), de David Hand
83 – Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, EUA, 1959), de Billy Wilder
84 – A Noviça Rebelde (The Sound of Music, EUA, 1965), de Robert Wise
85 – Guera nas Estrelas (Star Wars, EUA, 1977), de George Lucas
86 – Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd., EUA, 1950), de Billy Wilder
87 – O Exterminador do Futuro II: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgement Day, EUA/França, 1991), de James Cameron
88 – O Terceiro Homem (The Third Man, Reino Unido, 1949), de Carol Reed
89 – Isto É Spinal Tap (This Is Spinal Tap, EUA, 1984), de Rob Reiner
90 – Titanic (Idem, EUA, 1997), de James Cameron
91 – O Sol É para Todos (To Kill a Mockingbird, EUA, 1962), de Robert Mulligan
92 – Toy Story (Idem, EUA, 1995), de John Lasseter
93 – Os Suspeitos (The Usual Suspects, EUA/ Alemanha, 1995), de Bryan Singer
94 – Um Corpo Que Cai (Vertigo, EUA, 1958), de Alfred Hitchcock
95 – Harry & Sally – Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally..., EUA, 1989), de Rob Reiner
96 – Morangos Silvestres (Smultronstället, Suécia, 1957), de Ingmar Bergman
97 – Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin, Alemanha/França, 1987), de Wim Wenders
98 – O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, EUA, 1939), de Victor Fleming
99 – Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Mujeres al borde de un ataque de nervios, Espanha, 1988), de Pedro Almodóvar
100 – O Mundo de Apu (Apur Sansar, Índia, 1959), de Satyajit Ray.

(Foto: http://www.2001video.com.br/)

Jennifer Aniston eleita a mulher mais 'sexy' de Hollywood

A revista masculina norte-americana Details divulgou sua lista das mulheres mais "sexy" de Hollywood. Em primeiro lugar figura a atriz Jennifer Aniston (foto). A brasileira Gisele Bündchen ficou numa honrosa terceira posição.
A seguir, a lista das cinco mais "sexy":
1º) Jennifer Aniston
2º) Megan Fox
3º) Gisele Bündchen
4º) Freida Pinto
5º) Kim Kardashian.

20 de março de 2009

Era uma vez em 13 de março de 2009

BETSY BLAIR (85 anos, de câncer), atriz norte-americana que trabalhou mais na Europa que em Hollywood; dentre seus 22 filmes, destacam-se Fatalidade (A Double Life, 1947), Marty (Idem, 1955), que lhe valeu o prêmio BAFTA de melhor atriz estrangeira, O Grito (Il grido, 1957), Os Delfins (I delfini, 1960), Desejo que Atormenta (Senilità, 1962) e Atraiçoados (Betrayed, 1988). Ganhou um prêmio especial pela carreira no Festival de Chicago de 2006.


Dados biográficos: Elizabeth Winifred Boger (nome verdadeiro) nasceu em 11 de dezembro de 1923, em Cliffside Park, Nova Jérsei. Nos anos 1950, por causa de suas ligações com os comunistas, foi incluída na "listra negra" de Hollywood, razão por que se mudou para Londres. Foi casada com o ator Gene Kelly (1912-1996), com quem teve uma filha. Era viúva do diretor Karel Reisz (1926-2002).

Era uma vez em 14 de março de 2009

MILLARD KAUFMAN (92 anos, de colapso cardíaco), roteirista norte-americano que, inicialmente, participou de roteiros de desenhos animados ou de fantasias como O Gênio da Lâmpada (Aladdin and His Lamp, 1952); depos participou dos roteiros de Conspiração do Silêncio (Bad Day at Black Rock, 1955) e O Senhor da Guerra (The War Lord, 1965); escreveu o roteiro de Dá-me Tua Mão (Take the High Ground!, 1953) e adaptou obras alheias, como em A Árvore da Vida (Raintree County, 1957) e Quando Explodem as Paixões (Never So Few, 1959). Nasceu em 12 de março de 1917, em Baltimore, Maryland. Deixou viúva e três filhos.