20 de julho de 2009

Era uma vez em 13 de julho de 2009

BEVERLY ROBERTS (95 anos, de causas naturais), cantora e atriz norte-americana de teatro, que teve no cinema uma carreira meteórica: começou bem e decaiu rapidamenete; atuou em 21 filmes de 1936 a 1939, entre os quais Canta e Serás Feliz (The Singing Kid, 1936), Porque o Diabo Quis (God's Country and the Woman, 1937), primeiro filme colorido da Warner Bros., e O Homem Perfeito (The Perfect Specimen, 1937).


Dados biográficos: Beverly Louise Roberts nasceu em 19 de maio de 1914, em Nova York. Em 1940, após deixar o cinema, excursionou com a banda Dorsey Brothers. Durante 25 anos, a partir de 1954, foi curadora da Theater Authority, a mais alta instituição sindical do teatro nos Estados Unidos. Nunca se casou nem teve filhos. Faleceu em Laguna Niguel, Califórnia, onde vivia desde 1977.

17 de julho de 2009

Os premiados no Festival de Paulínia

Terminou na última quinta-feira, 16 de julho, o 2º Festival de Cinema de Paulínia (SP). Os grandes vencedores foram os filmes Olhos Azuis e Antes Que o Mundo Acabe, que ganharam cada um seis troféus Menina de Ouro.
A seguir, os premiados na categoria longa-metragem:
1 - Melhor filme: Olhos Azuis (2009), de José Joffily
2 - Melhor direção: Ana Luiza Azevedo, por Antes que o Mundo Acabe (2009)
3 - Prêmio especial do júri: O Contador de Histórias (2009), de Luiz Villaça
4 - Melhor filme (prêmio da crítica): Antes Que o Mundo Acabe
5 - Melhor filme (júri popular): O Contador de Histórias
6 - Melhor roteiro: Paulo Halm e Melanie Dimantas, por Olhos Azuis
7 - Melhor ator: Marco Ribeiro, Paulo Mendes e Cleiton Santos, por O Contador de Histórias
8 - Melhor atriz: Cristina Lago, por Olhos Azuis, e Silvia Lourenço e Maria Clara Spinelli, por Quanto Dura o Amor? (2009)
9 - Melhor ator coadjuvante: Irandhir Santos, por Olhos Azuis
10 - Melhor atriz coadjuvante: Nívea Magno, por No Meu Lugar (2009)
11 - Melhor figurino: Rosangela Cortinhas, por Antes Que o Mundo Acabe
12 - Melhor trilha musical: Leo Henkin, por Antes Que o Mundo Acabe
13 - Melhor direção de arte: Fiapo Barth, por Antes Que o Mundo Acabe
14 - Melhor som: François Wolf, por Olhos Azuis
15 - Melhor montagem: Pedro Bronz, por Olhos Azuis
16 - Melhor fotografia: Jacob Solitrenick, por Antes Que o Mundo Acabe
17 - Melhor filme (documentário): Só Dez Por Cento É Mentira (2009), de Pedro Cezar
18 - Melhor direção (documentário): Roberto Berliner e Pedro Bronz, por Herbert de Perto (2009).

15 de julho de 2009

Estreia na Alemanha filme realizado há 44 anos

Estreou em Dresden, Alemanha, no dia 1º de julho, o filme Hände hoch oder ich schiesse (Mãos ao alto ou eu atiro), de Hans-Joachim Kasprzik (1928-1997). A sessão se deu à beira do rio Elba, em céu aberto.

Realizada na Alemanha Oriental em 1965, a comédia em preto-e-branco tinha sido censurada pelo regime comunista local.
Este seria o último filme censurado que ainda permanecia inédito.
As informações são do saite UOL News.

Cineastas vão poder visualizar seus filmes antes de começar a filmar

O mago da alta tecnologia no cinema, George Lucas, anunciou recentemente que sua empresa está desenvolvendo uma forma avançada de "storyboarding", ferramenta tecnológica que permitirá aos cineastas criarem no computador uma versão virtual do filme antes mesmo de dar início às filmagens.

Lucas disse que está desenvolvendo também um sistema de edição "mais sofisticado e muito mais simples" que tornará a edição de filmes acessível a mais pessoas.

Questionado se estaria propenso a gastar mais tempo com a tecnologia do que com o enredo dos filmes, ele afirmou: "Não importa o que o artista faça, ele vai bater nos limites da tecnologia existente. Tenta-se resolver os problemas com ferramentas".

Na ocasião, Lucas estava em Chicago para receber do Gene Siskel Film Center Visionary um prêmio por sua contribuição inovadora à realização de filmes.

9 de julho de 2009

Dez filmes subestimados: 6 - Obrigado a Matar

Mais um comentário do conjunto de dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

6 - Obrigado a Matar (A Lawless Street, 1955), de Joseph H. Lewis – Randolph Scott é um xerife perseguido por facínoras em busca de vingança, por conta de seu trabalho na última cidade por que passou. Ele liquida um e surge outro ainda mais perigoso.

A mulher, que o deixara na ocasião por não suportar o estresse da sua profissão, reaparece e vê que a situação não mudou. E ele, entre o dever e a mulher amada, fica com o dever. Para piorar as coisas, ele se fere em duelo e os malfeitores assaltam a cidade.

A ordem só se restaura quando ele reassume a função e completa a tarefa. Os cidadãos compreendem, enfim, que a segurança é uma questão muito importante para ficar a cargo de um só homem, e o procuram para oferecer ajuda. E ele, concluindo que se tornou dispensável, demite-se e parte com a mulher para uma vida sossegada.

A trama, como se vê, é parecidíssima com a do filme Matar ou Morrer (1952), com uma diferença fundamental. Lá, após mendigar ajuda em vão, o xerife enfrenta os bandidos sozinho e vira um poço de mágoas. Ao partir, atira a insígnia no chão, em sinal de desprezo pela cidade que lhe deu as costas.

Aqui, ao contrário, o xerife age sem pedir ajuda e parte apaziguado com a cidade, agora defendida por seus cidadãos. Solução que é uma clara resposta aos valores amesquinhados de Matar ou Morrer.
(Foto: http://www.cstbr.org/)

8 de julho de 2009

Os 50 melhores vilões do cinema do jornal 'Times'

A história do cinema é pródiga em antagonistas diabólicos que o público adora odiar. Com seu repertório de frases maliciosas, eles são sempre divertidos.


Se os heróis são indispensáveis, os vilões também fazem a alegria dos cinéfilos, e, embora apareçam em todo tipo de filmes, são parte essencial dos chamados “blockbusters”.

O jornal britânico Times publicou em seu saite (TimesOnline), em 24 de junho, o seu ranking dos 50 melhores vilões do cinema.

Veja o ranking completo, na ordem inversa da classificação:

50 – Dr. Evil
Intérprete: Mike Myers
Filme: Austin Powers - 000 Um Agente Nada Discreto (Austin Powers: International Man of Mystery, 1997)

49 - Leatherface
Intérprete: Gunnar Hansen
Filme: O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 1974)

48 – Ivan Drago
Intérprete: Dolph Lundgren
Filme: Rocky IV (Idem, 1985)

47 – Agente Smith
Intérprete: Hugo Weaving
Filme: Matrix (The Matrix, 1999)

46 – Kevin
Intérprete: Elijah Wood
Filme: Sin City - A Cidade do Pecado (Sin City, 2005)

45 – Mr. Blonde
Intérprete: Michael Madsen
Filme: Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992)

44 – Cardeal Richelieu
Intérprete: Charlton Heston
Filme: Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers, 1973)

43 – John Doe
Intérprete: Kevin Spacey
Filme: Se7en – Os Sete Crimes Capitais (Se7en, 1995)

42 – O Pegador de Crianças
Intérprete: Robert Helpmann
Filme: O Calhambeque Mágico (Chitty Chitty Bang Bang, 1968)

41 – O Xerife de Nottingham
Intérprete: Alan Rickman
Filme: Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões (Robin Hood: Prince of Thieves, 1991)

40 – Khan Noonien Singh
Intérprete: Ricardo Montalban
Filme: Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan, 1982)

39 – Little Bill Daggett
Intérprete: Gene Hackman
Filme: Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992)

38 – Jason Voorhees
Intérprete: Steve Daskewisz
Filme: Sexta-Feira 13 – Parte 2 (Friday the 13th Part 2, 1981)

37 – Catherine Tramell
Intérprete: Sharon Stone
Filme: Instinto Selvagem (Basic Instinct, 1992)

36 – Cruela De Vil
Intérprete (voz): Betty Lou Gerson
Filme: A Guerra dos Dálmatas ou Os 101 Dálmatas (101 Dalmatians, 1961)

35 – Sra. Iselin
Intérprete: Angela Lansbury
Filme: Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate, 1962)

34 – O Caçador
Filme: Bambi (Idem, 1942)

33 – Hal 9000
Intérprete (voz): Douglas Rain
Filme: 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968)

32 – Freddy Krueger
Intérprete: Robert Englund
Filme: A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984)

31 – Frankenstein
Intérprete: Boris Karloff
Filme: Frankenstein (Idem, 1931)

30 – Lord Voldemort
Intérprete: Ralph Fiennes
Filme: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Philosopher’s Stone, 2001)

29 – Phyllis Dietrichson
Intérprete: Barbara Stanwyck
Filme: Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944)

28 – Imperador Ming
Intérprete: Max Von Sydow
Filme: Flash Gordon (Idem, 1980)

27 – Biff Tannen
Intérprete: Thomas F. Wilson
Filme: De Volta para o Futuro (Back to the Future, 1985)

26 – Frank Booth
Intérprete: Dennis Hopper
Filme: Veludo Azul (Blue Velvet, 1986)

25 – Anton Chigurh
Intérprete: Javier Bardem
Filme: Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country For Old Men, 2007)

24 – Frank
Intérprete: Henry Fonda
Filme: Era uma Vez no Oeste (C’Era una volta il West, 1968)

23 - Ernst Stavro Blofeld
Intérprete: Anthony Dawson
Filme: Moscou Contra 007 (From Russia with Love, 1963)

22 – A Bruxa Má do Oeste
Intérprete: Margaret Hamilton
Filme: O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939)

21 – Lex Luthor
Intérprete: Gene Hackman
Filme: Superman – O Filme (Superman, 1978)

20 – Hans Beckert
Intérprete: Peter Lorre
Filme: M – O Vampiro de Düsseldorf (M, 1931)

19 – Jack Torrence
Intérprete: Jack Nicholson
Filme: O Iluminado (The Shining, 1980)

18 – O Alien
Intérprete: Bolaji Badejo
Filme: Alien – O 8º Passageiro (Alien, 1979)

17 – O Tubarão
Filme: Tubarão (Jaws, 1975)

16 – Tommy DeVito
Intérprete: Joe Pesci
Filme: Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990)

15 – Max Cady
Intérprete: Robert Mitchum
Filme: Círculo do Medo (Cape Fear, 1962)

14 – Alex DeLarge
Intérprete: Malcolm McDowell
Filme: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange (1962)

13 – Amon Goeth
Intérprete: Ralph Fiennes
Filme: A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993)

12 – O Exterminador
Intérprete: Arnold Schwarzenegger
Filme: O Exterminador do Futuro (The Terminator, 1984)

11 – The Shape
Intérprete: Nick Castle
Filme: Holloween – A Noite do Terror (Halloween, 1978)

10 – Hans Gruber
Intérprete: Alan Rickman
Filme: Duro de Matar (Die Hard, 1988)

9 – Gordon Gekko
Intérprete: Michael Douglas
Filme: Wall Street – Poder e Cobiça (Wall Street, 1987)

8 – Enfermeira Ratched
Intérprete: Louise Fletcher
Filme: Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, 1975)

7 – Curinga
Intérpretes: Cesar Romero, Jack Nicholson e Heath Ledger
Filmes: Batman - O Homem Morcego (Batman, 1966), Batman (Idem, 1989) e Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2009)

6 – Conde Orlock
Intérprete: Max Schreck
Filme: Nosferatu (Idem, 1922)

5 – Alex Forrest
Intérprete: Glenn Close
Filme: Atração Fatal (Fatal Attraction, 1987)

4 – Norman Bates
Intérprete: Anthony Perkins
Filme: Psicose (Psycho, 1960)

3 – Henry F. Potter
Intérprete: Lionel Barrymore
Filme: A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life, 1946)

2 – Hannibal Lecter
Intérprete: Anthony Hopkins
Filme: O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991)

1 – Darth Vader
Intérprete: David Prowse
Filme: Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977).

2 de julho de 2009

Era uma vez em 30 de junho de 2009

HARVE PRESNELL (75 anos, de câncer no pâncreas), cantor e ator norte-americano mais conhecido por seu trabalho em musicais da Broadway; começou no cinema nos anos 1960, mas teve a carreira cinematográfica descontinuada da década de 1970 até a segunda metade dos anos 1990; atuou em 21 filmes, dentre os quais A Inconquistável Molly (The Unsinkable Molly Brown, 1964), Fargo (Idem, 1996), O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998) e A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers, 2006). Em 1965 ganhou um Globo de Ouro como revelação masculina.


Dados biográficos: George Harvey Presnell nasceu em 14 de setembro de 1933, em Modesto, Califórnia. Deixou viúva a mulher do segundo casamento. Tinha três filhos do primeiro casamento.

1 de julho de 2009

Era uma vez em 1º de julho de 2009

KARL MALDEN (97 anos, de causas naturais), ator norte-americano...

Dez filmes subestimados: 5 - Dominados pelo Terror

Mais um comentário da relação de dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

5 - Dominados pelo Terror (Track of the Cat, 1954), de William A. Wellman – Filme que expõe uma teoria sobre a melhor maneira de relacionar-se com a natureza, ilustrada pelo comportamento de três irmãos e modelada segundo a dialética, com tese, antítese e síntese.

No final do século 19, no oeste dos Estados Unidos, uma família de colonos tem problemas com uma pantera que ataca seu gado. Como é inverno, a situação se complica por causa da neve. A pantera, representante alegórica da natureza, nunca é mostrada.

Arthur é a expressão da tese: sensível, estabelece uma relação mística com a pantera, ao modo indígena. Curtis é a antítese: agressivo, vê nela um inimigo a ser combatido por todos os meios. Harold é a síntese: equilibrado, lida bem com os extremos e é o único bem-sucedido.

Em interessante experimento com as cores, estabeleceu-se uma relação de oposição e similitude entre as personagens e a natureza. O caráter dos irmãos reflete-se nas cores de seus casacos. O de Arthur, de pele em preto e branco, confunde-se com os tons da natureza, desaparece nela. O de Curtis, vermelho vivo, agride-a. E o de Harold, em cores neutras harmoniosamente combinadas, sobressai sem agredi-la.
(Foto: http://www.jacotei.com.br/)

Era uma vez em 30 de junho de 2009

PINA BAUSCH (68 anos, de câncer), celebrada bailarina e coreógrafa alemã, que atuou em dois filmes de sucesso: E la Nave Va (Idem, 1983), como a princesa Lherimia, e Fale com Ela (Hable con ella, 2002), como bailarina no número "Café Müller", que ela mesma coreografou. Nascida em 27 de julho de 1940, em Solingen, Alemanha, deixou um filho.

29 de junho de 2009

Os 25 melhores filmes em língua não-inglesa da revista 'Paste'

Fazer relação de melhores filmes é o esporte favorito dos norte-americanos. Volta e meia sai um novo ranking de filmes. O saite Paste Magazine.com divulgou, recentemente, seu ranking dos 25 melhores filmes desta década, de países de língua não-inglesa.

Veja a lista completa:
1 - O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, Espanha/México/EUA, 2006), de Guillermo del Toro
2 - O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, Taiwan/Hong Kong/EUA/China, 2000), de Ang Lee
3 - O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le papillon, França/EUA, 2007), de Julian Schnabel
4 - Cidade de Deus (Brasil/França, 2002), de Fernando Meirelles
5 - Fale com Ela (Hable con ella, Espanha, 2002), de Pedro Almodóvar
6 - A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi, Japão, 2001), de Hayao Miyazaki
7 - Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar-wai
8 - A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006), de Florian Henckel von Donnersmarck
9 - Amores Brutos (Amores perros, México, 2000), de Alejandro González Iñárritu
10 - Caché (Idem, França/Áustria/Itália/Alemanha/ EUA, 2005), de Michael Haneke
11 - 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamâni si 2 zile, Romênia, 2007), de Cristian Mungiu
12 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulan (Le fabuleux destin d'Amélie Poulan, França/Alemanha, 2001), de Jean-Pierre Jeunet
13 - E Sua Mãe Também (Y tu mamá también, México, 2001), de Alfonso Cuarón
14 - O Melhor da Juventude (La meglio giuventù, Itália, 2003), de Marco Tullio Giordana
15 - Ninguém Sabe (Dare mo shiranai, Japão, 2004), de Hirokazu Koreeda
16 - Entre os Muros da Escola (Entre les murs, França, 2008), de Laurent Cantet
17 - Ontem (Yesterday, África do Sul, 2004), de Darrell Roodt
18 - Paradise Now (Idem, Palestina/França/ Alemanha/Holanda/Israel, 2005), de Hany Abu-Assad
19 - A Queda (Der Untergang, Alemanha/Itália/ Áustria, 2004), de Oliver Hirschbiegel
20 - Gomorra (Gomorra, Itália, 2008), de Matteo Garrone
21 - Oldboy (Oldeuboi, Coreia do Sul, 2003), de Park Chan-wook
22 - Deixe Ela Entrar (Lat den rätte komma, Suécia, 2008), de Tomas Alfredson
23 - Volver (Idem, Espanha, 2006), de Pedro Almodóvar
24 - Persépolis (Persepolis, França/EUA, 2007), de Vincent Parannaud e Marjane Satrapi
25 - Maria Cheia de Graça (Maria Full of Grace, EUA/Colômbia, 2004), de Joshua Marston.

25 de junho de 2009

Era uma vez em 25 de junho de 2009

MICHAEL JACKSON (50 anos, de parada cardíaca), cantor pop norte-americano que atingiu o sucesso em escala planetária, em nível que muito poucos conseguiram; com tamanha fama, era natural que fosse atraído para o cinema; apareceu em alguns filmes, a exemplo de O Mágico Inesquecível (The Wiz, 1978) e Homens de Preto 2 (Men in Black II, 2002); suas músicas foram usadas em trilhas de dezenas de filmes, como De Volta para o Futuro II (Back to the Future Part II, 1989), Free Willy (Idem 1993), Nada a Perder (Nothing to Lose, 1997) e As Panteras (Charlie's Angels, 2000).


Dados biográficos: Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958, em Gary, Indiana. Participou de dois casamentos, o primeiro deles com Lisa Marie Presley. Deixou três filhos, dois dos quais com a mulher do segundo casamento, cuja paternidade biológica (por inseminação artificial) é atribuída ao seu dermatologista, e o outro de mãe de aluguel desconhecida. Certa vez ele se autodefiniu com uma frase lapidar: "Eu sempre serei Peter Pan no meu coração".

Dez filmes subestimados: 4 - Rio Grande

Mais um comentário da relação de dez filmes subestimados. O texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

4 - Rio Grande (Idem, 1950), de John Ford – Mais que subestimado, este filme foi renegado em seu tempo pelo crítico Vinícius de Moraes, que escreveu um obituário artístico de John Ford, a quem tachou injustamente de “mumificado”.

Na verdade é um belo faroeste, o último da Trilogia da Cavalaria, formada com Sangue de Herói (1948) e Legião Invencível (1949). John Wayne comanda um forte em campanha contra os índios e enfrenta ao mesmo tempo uma guerra particular.

Há 15 anos, durante a Guerra Civil, ele era oficial das tropas nortistas e cumpriu ordem de queimar a propriedade da sulista Maureen O’Hara, sua mulher. Desde então não se falam. Agora têm uma reaproximação provocada pelo filho, que se alistou na cavalaria e foi designado para reforçar o efetivo do forte.

O componente intimista do enredo abre espaço para a música, que assume um papel sem precedente na filmografia do diretor, como lenitivo para as feridas da guerra. Ao final, após a cerimônia de condecorações, ouve-se “Dixie”, um hino sulista. É uma homenagem a Maureen, ordenada pelo general Sheridan, o homem que mandou queimar sua propriedade.

John Ford usa a guerra contra os índios como moldura para um painel minucioso sobre a vida dos cavalarianos na fronteira.
(Foto: http://www.coverbrowser.com/)

Era uma vez em 25 de junho de 2009

FARRAH FAWCETT (62 anos, de câncer), atriz norte-americana mais bem-sucedida na TV que no cinema, tendo atuado em apenas 14 filmes; sua estréia foi numa produção francesa filmada nos Estados Unidos, O Homem Que Eu Amo (Un homme qui me plaît, 1969); outros filmes: Homem e Mulher Até Certo Ponto (Myra Breckinridge, 1970), Fuga no Século 23 (Logan's Run, 1976), Seduzida ao Extremo (Extremities, 1986) e O Apóstolo (The Apostle, 1997). Em 1995 ganhou uma estrela na Calçada da Fama.
(Foto: http://www.nilnews.wordpress.com/)

Dados biográficos: Mary Farrah Leni Fawcett nasceu em 2 de fevereiro de 1947, em Corpus Christi, Texas. Foi casada com o ator Lee Majors. Viveu 17 anos com o ator Ryan O'Neal, com quem teve o filho Redmond O'Neal, também envolvido com o cinema.

24 de junho de 2009

Oscar 2010 terá dez indicações para a categoria melhor filme

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 24 de junho, que o número de indicados ao Oscar de melhor filme vai dobrar de cinco para dez na edição de 2010.

O presidente da Academia, Sid Ganis, anunciou a decisão em entrevista coletiva."Depois de mais de dez décadas, a Academia vai retomar algumas de suas raízes, quando o quadro de indicados para o prêmio principal era maior", declarou.

Durante os primeiros anos da premiação, a categoria de melhor filme contava com mais de cinco concorrentes; e por nove anos foram dez os indicados. A edição de 1943 foi a última a ter dez filmes indicados.
Fonte da notícia: UOL News.

(Foto: http://www.blogs.abril.com.br/)

22 de junho de 2009

FICA 2009: os filmes que foram destaque

O 11º Festival Internacional de Cinema Ambiental, realizado na cidade de Goiás, ex-capital goiana, encerrou-se no último sábado, 20 de junho.
A seguir, a relação dos filmes premiados ou que mereceram destaque:
1 - Maior destaque do festival (Troféu Cora Coralina): Corumbiara (Brasil/Pernambuco, 2009), de Vincent Carelli
2 - Primeira melhor produção goiana (Troféu José Petrillo): Ressignificar (Brasil/Goiás, 2009), de Sara Vitória
3 - Segunda melhor produção goiana (Troféu João Bennio): A Próxima Mordida (Brasil/Goiás, 2009), de Ângelo Lima
4 - Melhor filme de longa-metragem (Troféu Carmo Bernardes): A Sea Change (EUA, 2009), de Barbara Ettinger
5 - Melhor filme de média-metragem (Troféu Jesco Von Putkamer): Arrakis (Itália, 2009), de Andrea di Nardo
6 - Melhor filme de curta-metragem (Troféu Acari Passos) Mar de Dentro (Brasil/São Paulo, 2008), de Paschoal Samora
7 - Melhor filme (júri popular - Troféu Luiz Gonzaga Soares): Kalunga (Brasil/Goiás, 2009), de Luiz Elias, Pedro Nabuco e Sylvestre Campe
8 - Melhor filme (júri dos profissionais da imprensa - Troféu Imprensa): A Árvore da Música (Brasil/São Paulo, 2009), de Otavio Juliano
9 - Menção honrosa de melhor média-metragem: Dying in Abundance (Grécia, 2009), de Yorgos Avgeropoulos
10 - Menção honrosa de melhor média-metragem: Bode Rei, Cabra Rainha (Brasil/São Paulo, 2008), de Helena Tassara
11 - Menção honrosa de melhor curta-metragem: C'Est pas grave (França, 2009), de Yacine Sersar.
Notícia colhida no Blog do Lisandro.

20 de junho de 2009

Era uma vez em 18 de junho de 2009

PERRY SALLES (70 anos, de câncer), ator brasileiro que começou na chanchada quando esta estava no fim, em O Dono da Bola (1961), e teve seu melhor momento na era da pornochanchada, em filmes como A Super Fêmea (1973), As Mulheres Que Fazem Diferente (1974) e O Marido Virgem (1974); experimentou também a direção com Dôra Doralina (1982).


Dados biográficos: Perilúcio José de Almeida (seu nome verdadeiro) nasceu em 6 de março de 1939, no Rio de Janeiro. Teve vários filhos de três casamentos, os quais acabaram em divórcio. Foi casado com as atrizes Miriam Mehler e Vera Fischer.

18 de junho de 2009

Dez filmes subestimados: 3 - Anjos da Broadway

Dando continuidade à postagem dos comentários sobre dez filmes subestimados, eis mais um filme. O texto integral foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

3 - Anjos da Broadway (Angels Over Broadway, 1940), de Ben Hecht e Lee Garmes – Numa noite chuvosa, os destinos de quatro personagens se cruzam: um vigarista matando cachorro a grito (Douglas Fairbanks Jr.), uma garota de programa (Rita Hayworth), um dramaturgo fracassado e um funcionário que cometeu desfalque decidido a se suicidar. Juntos, embarcam numa arriscada aventura para salvar o suicida.

O dramaturgo bola um golpe contra uma gangue de mafiosos, em que todos terão um papel a desempenhar, como no teatro. O mais difícil é o do suicida, que precisa passar por milionário para ludibriar os gângsteres e aplicar o golpe. Ironicamente, ele é um amador enfrentando profissionais.

No final, quando o tempo fecha, os pobres diabos superam a má índole e revelam sua face humana. A capa da velhacaria encobria anjos.

Também roteirista, e um dos mais brilhantes de Hollywood, Ben Hecht deu ao dramaturgo falas memoráveis, que vão do mais agudo cinismo (“A dor de ontem é a piada de amanhã”) à mais desesperada declaração de amor (“O único lugar quente em que estive foi no seu coração”).
(Foto: http://www.americanas.com.br/)

Era uma vez em 17 de junho de 2009

ALEJANDRO DORIA (72 anos, de pneumonia), diretor e roteirista argentino que realizou uma dúzia de filmes, dentre os quais A Ilha (La isla, 1979), que recebeu menção especial no Festival de Montreal, Esperando a Carroça (Esperando la carroza, 1985) e As Mãos (Las manos, 2006), premiado no Festival do Cinema Latino-Americano de Huelva, Espanha, e no Festival de Cartagena, Colômbia, e que ganhou também o Goya, o mais importante prêmio do cinema espanhol, de melhor filme estrangeiro em língua hispânica. Nasceu em 1º de novembro de 1936, em Buenos Aires.

17 de junho de 2009

Tarzan, quem diria, acabou no museu em Paris

O Museu do Quai Branly, em Paris, inaugurou hoje a exposição "Tarzan! ou Rousseau com os Waziri", dedicado ao herói da literatura, do cinema e dos quadrinhos chamado Tarzan. A exposição, que ficará aberta até 13 de setembro, apresenta objetos de vários museus franceses, bem como filmes, catazes, quadros, fotografias, revistas em quadrinhos.


O visitante da mostra é recebido com o famoso grito de Tarzan -- criado nos anos 1930 por Douglas Shearer, engenheiro de som dos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer -- misturado com sons da selva africana.

Nos tempos atuais, a figura de Tarzan ganhou nova dimensão. Criado na selva por macacos, ele cresceu na natureza e longe da civilização. Por divulgar o cuidado com a natureza e rejeitar a tecnologia e o progresso, acabou se tornando um herói ecologista.

Na exposição estão partes dos mais populares filmes do herói, que o ex-campeão olímpico de natação Johnny Weissmuller imortalizou em doze filmes, entre 1932 e 1949. E também adaptações para os quadrinhos feitas por desenhistas como Harold Foster e Burne Hogarth.

Criado em 1912 pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs, Tarzan apareceu em 22 livros entre 1914 e 1947, os quais foram traduzidos para 56 idiomas. Bourroughs, que não conhecia a África, inspirou-se no mito de Rômulo e Remo e em romances como As Minas do Rei Salomão, de Henry Rider Haggard.

Dez filmes subestimados: 2 - Duas Vidas

Mais um filme comentado da lista de dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

2 - Duas Vidas ou Poema de Amor (Love Affair, 1939), de Leo McCarey – Todo mundo conhece o filme Tarde Demais para Esquecer (1957), a segunda versão, mas de Duas Vidas ninguém jamais ouviu falar. No entanto, McCarey, o diretor de ambos, praticamente limitou-se a refilmar o roteiro deste, com alguns acréscimos e raras supressões.

É a história de um casal que se conhece e se apaixona durante uma viagem de navio entre a França e os Estados Unidos. Para ter tempo de pôr suas vidas em ordem, combinam um encontro seis meses depois, no topo do Empire State Building, mas o encontro não acontece porque a moça sofre um acidente e fica paraplégica.

McCarey sabia misturar humor e “pathos”, combinação difícil e raramente bem-sucedida como ocorre neste filme. Quando Irene Dunne diz a Charles Boyer: “Se você pode pintar, eu posso andar”, a frase soa de fato como piada. E, ao invés de chorar, eles riem, tornando a cena ainda mais comovente.

O filme tem um lado musical, sendo as canções interpretadas por Irene Dunne, dona de bela voz. É ela quem diz uma frase muito repetida décadas mais tarde: “As coisas de que mais gostamos são ilegais, imorais ou engordam”.

Roy Rogers voltará às telas em breve

Demorou, mas finalmente a figura do mocinho de faroestes Roy Rogers (1911-1998) vai ser recriada no cinema. Roy Rogers Jr., que administra o espólio do pai, acertou com um estúdio de Hollywood o revivescimento desse ícone das matinês dos anos 1940 e 50 para os jovens do século 21.


O plano, ambicioso, prevê a realização de uma trilogia. Mas, em vez de uma cinebiografia ou de faroestes no estilo tradicional, a ideia é usá-lo como personagem de ficção em aventuras para toda a família.

Eric A. Geadelmann, presidente do Entertainment Group, declarou ao saite Variety.com: "Roy Rogers, Dale Evans [sua mulher] e Trigger [seu cavalo] são figuras quintessenciais da América, e nós apresentaremos essa franquia para uma nova audiência, conectando milhões de fãs de Roy Rogers em todo o mundo".

Conhecido como Rei dos Cowboys, o ator e cantor apareceu em mais de uma centena de filmes nos anos 1930, 40 e 50. Tornou-se tão popular que virou herói dos quadrinhos e teve, na segunda metade da década de 1950, seu próprio show na TV, que atingiu a marca redonda dos 100 capítulos.

15 de junho de 2009

Dez filmes subestimados: 1 - Mata Hari

Assim como existem filmes superestimados, que ganham prêmios, arrebanham grandes audiências e depois desaparecem sem deixar sinal, há também aqueles que não recebem a atenção que merecem. Pesquisando-se com boa vontade, encontram-se dezenas de filmes injustamente esquecidos, principalmente entre as produções de Hollywood.
Em geral, temos a predisposição para valorizar tudo, ou quase tudo, que vem da Europa e menosprezar o que vem dos Estados Unidos. Os cineastas europeus seriam artistas, e os de Hollywood, meros comerciantes. Destes, só se salvariam os autores bafejados pela crítica francesa. A realidade, porém, não é tão simples.
Comentamos dez filmes que consideramos subestimados em texto que foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.
A partir de hoje, em atenção aos leitores deste blog, representados pela ilustre Dra. Nildete, estamos dando início à postagem dos comentários; um de cada vez, para não cansar o leitor.

1 - Mata Hari (Idem, 1931), de George Fitzmaurice – Realizado antes do código Hays – código de censura adotado por Hollywood em 1934 –, o filme contém ousadias eróticas e diálogos incisivos que ainda surpreendem, além de narrar “visualmente” uma história complexa. As interpretações impressionam pela leveza, considerada a proximidade do cinema mudo, quando primavam pelo exagero.

Greta Garbo é Mata Hari. Em Paris, durante a Primeira Guerra Mundial, a exótica dançarina holandesa, de ascendência javanesa pelo lado materno, usa seus encantos a fim de espionar para os alemães e consegue enganar meio mundo.

O par romântico de Garbo, Ramon Novarro, 3 cm mais baixo que ela, precisou usar enchimento no sapato para parecer mais alto. Mas este era um problema insolúvel: os atores sempre ficavam pequenos diante daquele colosso de talento e beleza.

De produção modesta – até onde isso era possível na Metro-Goldwyn-Mayer e com a supervisão de Irving Thalberg –, o filme é um deleite, graças à competência do produtor-diretor Fitzmaurice. E, embora fosse um mestre, ele nem recebeu crédito pela direção, ofício ainda pouco valorizado.

Desde então o cinema até que não evoluiu tanto, mas a espionagem...


14 de junho de 2009

'Divã' eleito melhor filme no Festival de Cinema Brasileiro de Miami

O filme Divã, de José Alvarenga Jr., foi o grande vencedor da 13ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Miami, na Flórida, Estados Unidos, que se encerrou no último sábado, 13 de junho. Dos 12 troféus Lente de Cristal disputados por produções de longa-metragem, Divã conquistou sete, inclusive o de melhor filme do júri oficial e o de melhor filme do júri popular.

A seguir a relação dos premiados:
1 - Melhor filme: Divã (2009), de José Alvarenga Jr.
2 - Melhor documentário: Loki - Arnaldo Baptista (2009), de Paulo Henrique Fontenelle
3 - Melhor filme (júri popular): Divã
4 - Melhor diretor: José Alvarenga Jr., por Divã
5 - Melhor ator: Cauã Reymond e João Miguel, ambos por Se Nada Mais Der Certo (2008)
6 - Melhor atriz: Lília Cabral, por Divã
7 - Melhor roteiro: Marcelo Saback, por Divã
8 - Melhor fotografia: Lula Carvalho, por Feliz Natal (2008)
9 - Melhor direção de arte: Cláudio Domingo, por Divã
10 - Melhor montagem: Diana Vasconcellos, por Divã
11 - Melhor som direto: Favela on Blast (2008), de Leandro HBL e Wesley Pentz
12 - Melhor edição de som: Favela on Blast.

4 de junho de 2009

Era uma vez em 3 de junho de 2009

DAVID CARRADINE (72 anos, de causa ainda indefinida), ator norte-americano que atuou em cerca de 130 filmes, dos quais a grande maioria é descartável; entre os memoráveis estão Caminhos Perigosos (Mean Streets, 1973), Esta Terra É Minha Terra (Bound for Glory, 1976), que lhe valeu o prêmio de melhor ator do Conselho Nacional da Crítica (EUA), O Ovo da Serpente (The Serpent's Egg, 1977), Cavalgada de Proscritos (The Long Riders, 1980), Kill Bill - Volume 1 (Kill Bill: Volume 1, 2003) e Kill Bill - Volume 2 (Kill Bill: Volume 2, 2004), que lhe deu o prêmio de melhor ator coadjuvante da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films. Ganhou uma estrela na Calçada da Fama, por seu trabalho na TV, e recebeu uma honraria pela carreira (life achievement) do Action on Film International Film Festival (EUA).


Dados biográficos: John Arthur Carradine nasceu em 8 de dezembro de 1936, em Hollywood. Era filho do lendário ator John Carradine (1906-1988), irmão do ator Bruce Carradine, meio irmão dos atores Keith Carradine, Robert Carradine e Michael Bowen, e pai das atrizes Calista Carradine e Kansas Carradine. Teve um filho com a atriz Barbara Hershey. Deixou viúva a mulher do quinto casamento. Foi encontrado morto no quarto de um hotel de Bangcoc, onde participava da realização de um filme.

28 de maio de 2009

Um petardo contra o politicamente correto

Ouve-se muito falar que este ou aquele filme é uma obra-prima. Mas que qualidades um filme precisa ter para ser considerado como tal? Uma fábula de dinheiro investido? Um elenco cheio de estrelas? Efeitos especiais deslumbrantes? Intenções artísticas evidentes? Nenhum desses ingredientes por si só nem todos reunidos garantem que um filme seja uma obra-prima.


Às vezes o filme merecedor desse qualificativo é tão despretensioso que passa despercebido à primeira vista, dependendo de um distanciamento temporário para ter suas qualidades ressaltadas. De pronto, é sempre arriscado afirmar que um filme é ou não “primus inter pares”. Entretanto, diante de Gran Torino (Idem, 2008), dirigido e estrelado por Clint Eastwood, vale a pena correr o risco: trata-se de uma obra-prima.

Ele custou 35 milhões de dólares – uma ninharia, considerados os custos atuais em Hollywood. O filme anterior de Eastwood, "A Troca”, consumiu 55 milhões de dólares; “Homem de Ferro”, 140 milhões de dólares; “O Curioso Caso de Benjamin Button”, 150 milhões de dólares. E este valor ainda não é o cume. É preciso somar a ele o orçamento de "Gran Torino" para se chegar ao custo das produções mais caras de 2008, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”: 185 milhões de dólares cada um.

"Gran Torino", que tem apenas uma estrela no elenco, o próprio Eastwood, não apresenta efeitos especiais notáveis. E não ostenta qualquer pretensão, senão a de divertir o espectador e transmitir-lhe uma lição de vida, no exemplo do seu protagonista.

O papel de Walt Kowalski serviu como uma luva para Eastwood: um velho impertinente e ultranacionalista, com a bandeira de seu país sempre desfraldada à frente da casa. Atencioso apenas com a sua cadela e seu Ford Gran Torino 1972, que trata como relíquia, põe-se a rosnar expressões ofensivas ou a cuspir quando vê alguém que o aborrece, quer dizer, todo o mundo à sua volta.

Seus vizinhos brancos se mudaram e só ele permanece no bairro, cercado de orientais da etnia hmong, oriundos do Vietnã e arredores. Gente que ele não suporta e que lhe paga na mesma moeda. Nem a viuvez o faz aproximar-se dos dois filhos, os quais despreza, assim como as noras e, mais ainda, os netos.

Veterano da Guerra da Coreia, ele porta arma de fogo e a exibe para solver os conflitos de rua que presencia. Seus desafetos, esses são mantidos a distância sob ameaças verbais e gestuais. Por seu comportamento, ninguém pode imaginar a nobreza de seu coração ou a magnanimidade que reserva aos que conquistam a sua afeição.

Nas voltas do mundo, Kowalski acaba afeiçoando-se aos jovens Sue e Thao, casal de irmãos hmong, órfãos e carentes da figura paterna. E, para protegê-los das gangues de etnias várias (orientais, latinos, negros) que infestam o bairro, não tem mãos a medir. A vingança que arquiteta contra os agressores de Sue é singular e profundamente cristã. Como na metáfora bíblica, o seixo desprezado revela-se a pedra angular.

É comovente a cena em que o cascagrossa chora, revelando a sua humanidade. Um momento único, mais relevante do que o primeiro riso de Greta Garbo no cinema. Merecia uma campanha publicitária do tipo “Eastwood chora!”, a exemplo daquela feita para promover o filme “Ninotchka” (1939), “Garbo ri!”.

Eastwood, que nunca escreveu um roteiro, sabe como poucos dar vida aos que lhe são confiados. E o de "Gran Torino", à luz do consenso reinante, passa longe da perfeição. Mas as possíveis inconsistências, aplanadas pela força da dramaturgia eastwoodiana, transfiguram-se em potência. A história pega o espectador de jeito e vai de uma surpresa a outra até o golpe final.

De tudo que virou tabu o filme faz piada: etnias, profissões, idade, sexo. Ao praticar o humor politicamente incorreto, Eastwood vai contra a corrente que domina o cinema atual, e não só em Hollywood. E o riso funciona como contrapeso importante para a dramática reviravolta final.

Um artista não atinge o apogeu de sua arte sozinho, sobretudo no caso do cinema, que abrange áreas criativas diversas. Por trás do sucesso de Eastwood está um grupo de colaboradores assíduos. Alguns que de início exerciam ofícios humildes, graças às oportunidades que lhes deu, ascenderam a funções capitais.

Um exemplo é Tom Stern, que começou na função mais modesta e, desde “Dívida de Sangue” (2002), responsabiliza-se pela fotografia de todos os seus filmes. O músico Lennie Niehaus, outro parceiro constante, passou de compositor a supervisor musical e, por fim, a orquestrador e regente. Joel Cox, por sua vez, vem participando da montagem de seus filmes desde os anos 1970.

Competente em tudo que faz, Eastwood é também um cavalheiro, com um código de valores muito particular, e sabe com clareza o que quer alcançar sem temer a dissensão. Ninguém melhor, portanto, para disparar esse petardo contra a mediocrização do politicamente correto. Ousadia que já por si merece o nosso aplauso.
(Texto publicado pelo Jornal Opção de 19 a 24 de abril de 2009 e pelo saite Revista Bula.)

Era uma vez em 4 de maio de 2009

JANE RANDOLPH (93 anos, de complicações de uma cirurgia no quadril), atriz norte-americana que só fez filmes na década de 1940; apareceu em duas dezenas de filmes, entre os quais Sangue de Pantera (Cat People, 1942) e A Maldição do Sangue de Pantera (The Curse of the Cat People, 1944).


Dados biográficos: Jane Roemer nasceu em 30 de outubro de 1915, em Youngstown, Ohio. Afastou-se do cinema em 1949, quando se casou com o produtor espanhol Jaime del Amo (com quem teve uma filha) e mudou-se para Madrid. Faleceu na Suíça, onde residia.

27 de maio de 2009

Era uma vez em 26 de maio de 2009

LEINA KRESPI (70 anos, de câncer no esôfago), atriz brasileira mais dedicada à TV que ao cinema; atuou em apenas dez filmes, entre os quais Amor e Desamor (1966), As Duas Faces da Moeda (1969), A Casa Assassinada (1971), Joanna Francesa (1975) e O Viajante (1999). Nascida Leina Perelman da Matta, em 18 de dezembro de 1938, no Rio de Janeiro, tinha duas filhas.

24 de maio de 2009

Cannes 2009: a lista dos premiados

A 62ª edição do Festival de Cannes encerrou-se hoje e os principais premiados foram:
1 - Palma de Ouro (melhor filme): A Fita Branca (Das weisse band, Áustria/França/Alemanha, 2009), de Michael Haneke
2 - Grânde Prêmio do Júri: Un prophète (França/ Itália, 2009), de Jacques Audiard
3 - Melhor Ator: Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, EUA/ Alemanha, 2009)
4 - Melhor Atriz: Charlotte Gainsbourg, por Anticristo (Antichrist, Dinamarca/ Alemanha/França/Suécia/Itália/Polônia, 2009)
5 - Melhor Diretor: Brillante Mendoza, por Kinatay (Filipinas/França, 2009)
6 - Melhor Roteiro: Lou Ye, por Spring Fever (China/ Hong Kong/França, 2009)
7 - Prêmio do Júri: Bakjwi (Coréia do Sul, 2009), de Park Chan-wook, e Fish Tank (Reino Unido, 2009), de Andrea Arnold
8 - Prêmio Especial: Alain Resnais
9 - Câmera de Ouro (melhor primeiro filme): Samson and Delilah (Austrália, 2009), Warwick Thornton.

Era uma vez em 20 de maio de 2009

LUCY GORDON (28 anos, aparentemente de suicídio por enforcamento), atriz britânica que atuou em apenas oito filmes, dentre os quais sobressaem Escrito nas Estrelas (Serendipity, 2001), As Quatro Plumas (The Four Feathers, 2002) e Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3, 2007); deixou dois outros filmes na fase de pós-produção. Nasceu em 22 de maio de 1980, em Oxford, Inglaterra.

Era uma vez em 15 de maio de 2009

CHARLES 'BUD' TINGWELL (92 anos, de câncer de próstata), ator australiano que nas décadas de 1950 e 60 teve seu momento de glória no Reino Unido; atuou em mais de 50 filmes, entre os quais Ratos do Deserto (The Desert Rats, 1953), Tarzan, o Magnífico (Tarzan the Magnificent, 1960), Drácula - O Príncipe das Trevas (Dracula: Prince of Darkness, 1966), Um Grito no Escuro (Evil Angels, 1988) e Amor, Eterno Amor (Innocence, 2000).


Dados biográficos: Charles William Tingwell nasceu em 3 de janeiro de 1917, em Coogee, New South Wales, Austrália. Era viúvo e tinha um casal de filhos.

20 de maio de 2009

Era uma vez em 20 de maio de 2009

OLEG YANKOVSKY (65 anos, de câncer no pâncreas), ator russo muito popular em seu país, que trabalhou também no exterior; atuou em mais de 50 filmes, dos quais poucos são conhecidos no Brasil, como O Espelho (Zerkalo, 1975) e Nostalgia (Nostalghia, 1983), ambos de Andrei Tarkovsky, Testemunha Muda (Mute Witness, 1994) e Por Que Choram os Homens (The Man Who Cried, 2000). Ganhou quatro prêmios de melhor ator: um do Festival de Valladolid, Espanha, um da Associação de Críticos de Cinema da Rússia e dois Nika, o prêmio mais importante do cinema russo.


Dados biográficos: Oleg Ivanovich Yankovsky nasceu em 23 de fevereiro de 1944, em Jezkazgan, Kazaquistão. Era irmão do ator Rostislav Yankovsky e pai do ator e diretor Filipp Yankovsky.

5 de maio de 2009

Era uma vez em 4 de maio de 2009

DOM DeLUISE (75 anos, de câncer), ator norte-americano que atuou em mais de 40 filmes, mas ficou mais conhecido por sua atuação em cinco comédias de Mel Brooks: Banzé na Rússia (The Twelve Chairs, 1970), Banzé no Oeste (Blazing Saddles, 1974), A Última Loucura de Mel Brooks (Silent Movie, 1976), A História do Mundo - Parte I (History of the World: Part 1, 1981) e A Louca, Louca História de Robin Hood (Robin Hood: Men in Tights, 1993); experimentou a direção com Três Super-Tiras (Hot Stuff, 1979). Ganhou uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Dominick DeLuise nasceu em 1º de agosto de 1933, em Nova York. Era filho de um imigrante italiano. Deixou viúva a atriz Carol Arthur, com quem tinha três filhos: Peter DeLuise, Michael DeLuise e David DeLuise, todos atores.

30 de abril de 2009

Scarlett Johansson tem os seios mais belos de Hollywood

O programa Access Hollywood elegeu as cinco atrizes donas dos seios mais bonitos de Hollywood. Scarlett Johansson, de 24 anos, lidera o ranking.

A seguir a relação completa:
1 - Scarlett Johansson
2 - Salma Hayek
3 - Halle Berry
4 - Jessica Simpson
5 - Jennifer Love Hewitt.

27 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

MARILYN COOPER (74 anos, de causa não divulgada), atriz norte-americana de teatro que fez eventuais incursões no cinema; atuou em apenas cinco filmes, todos eles comédias, entre os quais estão O Negócio É Sobreviver (The Survivors, 1983), Confissões de Um Adolescente (Brighton Beach Memoirs, 1986), Negócios de Família (Family Business, 1989) e Tenha Fé (Keeping the Faith, 2000).
(Foto: www.als-mda.org)

Dados biográficos: Marilyn Cooper nasceu em 14 de dezembro de 1934, em Nova York. Em 1981 ganhou o prêmio Tony de melhor atriz pelo musical da Broadway "Woman of the Year". Não há notícia de que tenha deixado parentes próximos.

23 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

KEN ANNAKIN (94 anos, de causas naturais), cineasta britânico que se iniciou nos anos 1940; dentre seus cerca de 40 filmes, citam-se A Ponte do Destino (Across the Bridge, 1957), A Cidadela dos Robinsons (Swiss Family Robinson, 1960), O Mais Longo dos Dias (The Longest Day, 1962), só as cenas externas dos soldados britânicos, e Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras (Those Magnificent Men in Their Flying Machines, 1965), o seu filme mais bem-sucedido.


Dados biográficos: Kenneth Cooper Annakin nasceu em 10 de agosto de 1914, em Beverley, Inglaterra. Em 2002 recebeu o título de Oficial da Ordem do Império Britânico. Deixou viúva e uma filha. Após sua morte, George Lucas esclareceu que o nome da personagem Anakin Skywalker, da série de filmes "Guerra nas Estrelas", não tem qualquer relação com o nome do cineasta.

Era uma vez em 11 de abril de 2009

SIMON CHANNING WILLIAMS (63 anos, de câncer), produtor britânico que atuou em parceria com o cineasta Mike Leigh em nove filmes, entre os quais Segredos e Mentiras (Secrets & Lies, 1996), que lhe valeu o prêmio Alexander Korda de melhor filme britânico e o prêmio de melhor filme estrangeiro do Instituto Australiano de Cinema, Garotas de Futuro (Career Girls, 1997), Agora ou Nunca (All or Nothing, 2002), O Segredo de Vera Drake (Vera Drake, 2004) e Simplesmente Feliz (Happy-Go-Lucky, 2008); participou também da produção de dois filmes do brasileiro Fernando Meirelles, O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener, 2005), que lhe deu o prêmio de produtor britânico do ano do Círculo de Críticos de Cinema de Londres, e Ensaio sobre a Cegueira (Blindness, 2008).
(Foto: http://www.daylife.com/)

Dados biográficos: Simon Channing Williams nasceu em 10 de junho de 1945, em Cornwall, Inglaterra. Deixou viúva e cinco filhos, três dos quais do primeiro casamento.

22 de abril de 2009

Era uma vez em 22 de abril de 2009

JACK CARDIFF (94 anos, de causa não divulgada), cineasta britânico que foi também um importante diretor de fotografia; entre os mais de 60 filmes de longa-metragem que fotografou estão Narciso Negro (Black Narcissus, 1947), que lhe deu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor fotografia, Os Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes, 1948), Sob o Signo de Capricórnio (Under Capricorn, 1949), Uma Aventura na África (The African Queen, 1951), A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa, 1954), Guerra e Paz (War and Peace, 1956), A Lenda dos Desaparecidos (Legend of the Lost, 1957) e Cães de Guerra (The Dogs of War, 1980); dentre os que dirigiu, que passam de uma dezena, destacam-se Convite para Matar (Intent to Kill, 1958), Filhos e Amantes (Sons and Lovers, 1960), que lhe deu vários prêmios de melhor diretor, inclusive o Globo de Ouro, e o "cult" A Garota da Motocicleta (The Girl on the Motorcycle, 1968). Ganhou quatro prêmios honorários, inclusive um Oscar, em 2001, e um da Sociedade Americana de Cinematografistas, 1994.


Dados biográficos: Jack Cardiff nasceu em 18 de setembro de 1914, em Yarmouth, Inglaterra. Em 2000, recebeu o título de Oficial da Ordem do Império Britânico, por seus serviços como cinematografista. Deixou viúva e quatro filhos de três casamentos.