5 de agosto de 2009

Os 100 melhores filmes de ficção científica

Na última segunda-feira, 3 de agosto, o saite norte-americano Total Sci-Fi Online divulgou sua lista dos 100 melhores filmes de ficção científica. As escolhas teriam resultado de um debate apaixonado entre os escritores do saite, que levaram em conta "a habilidade para explorar o tempo e o espaço com imaginação, perspicácia e ousadia". Foram descartados os filmes de super-heróis mas não as comédias.

Veja o ranking completo, na ordem inversa de classificação:
100 - Rollerball (Idem, Reino Unido, 1975), de Norman Jewison
99 - Trancers - A Luta pela Sobrevivência (Trancers, EUA, 1985), de Charles Band
98 - O Predador (Predator, EUA, 1987), de John McTiernan
97 - Stargate - A Chave para o Futuro da Humanidade (Stargate, França/EUA, 1994), de Roland Emmerich
96 - Cocoon (Idem, EUA, 1985), de Ron Howard
95 - Heróis Fora de Órbita (Galaxy Quest, EUA, 1999), de Dean Parisot
94 - Flash Gordon (Idem, EUA/Reino Unido, 1980), de Mike Hodges
93 - Star Trek - O Futuro Começa (Star Trek, EUA, 2009), de J. J. Abrams
92 - THX 1138 (Idem, EUA, 1971), de George Lucas
91 - Viagem ao Mundo dos Sonhos (Explorers, EUA, 1985), de Joe Dante
90 - Primer (Idem, EUA, 2004), de Shane Carruth
89 - Duna (Dune, EUA, 1984), de David Lynch
88 - Serenity - A Luta pelo Amanhã (Serenity, EUA, 2005), de Joss Whedon
87 - Esposas em Conflito ou As Esposas de Stepford (The Stepford Wives, EUA, 1975), de Bryan Forbes
86 - Viagens Alucinantes (Altered States, EUA, 1980), de Ken Russell
85 - Independence Day (Idem, EUA, 1996), de Roland Emmerich
84 - O Enigma do Horizonte (Event Horizon, Reino Unido/EUA, 1997), de Paul W. S. Anderson
83 - Os 12 Macacos (Twelve Monkeys, 1995), de Terry Gilliam
82 - Fahrenheit 451 (Idem, Reino Unido, 1966), de François Truffaut
81 - Barbarella (Idem, França/Itália, 1968), de Roger Vadim
80 - Viagem Fantástica (Fantastic Voyage, EUA, 1966), de Richard Fleischer
79 - Os Invasores de Marte (Invaders from Mars, EUA, 1953), de William Cameron Menzies
78 - Terra Tranquila (The Quiet Earth, Nova Zelândia, 1985), de Geoff Murphy
77 - O Homem Duplo (A Scanner Darkly, EUA, 2006), de Richard Linklater
76 - Tropas Estelares (Starship Troopers, EUA, 1997) , de Paul Verhoeven
75 - Cidade das Sombras (Dark City, Austrália/EUA, 1998), de Alex Proyas
74 - Moon (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2009), de Duncan Jones
73 - Cubo (Cube, Canadá, 1997), de Vincenzo Natali
72 - No Mundo de 2020 (Soylent Green, EUA, 1973), de Richard Fleischer
71 - Donnie Darko (Idem, EUA, 2001), de Richard Kelly
70 - Mad Max (Idem, Austrália, 1979), de George Miller
69 - O Menino e Seu Cachorro (A Boy and His Dog, EUA, 1975) , de L. Q. Jones
68 - Outland - Comando Titânico (Outland, Reino Unido, 1981), de Peter Hyams
67 - Jornada nas Estrelas 6: A Terra Desconhecida (Star Trek VI: The Undiscovered Country, EUA, 1991), de Nicholas Meyer
66 - Filhos da Esperança (Children of Men, Japão/ Reino Unido/EUA, 2006), de Alfonso Cuarón
65 - Repo Man - A Onda Punk (Repo Man, EUA, 1984), de Alex Cox
64 - O Fantasma do Futuro (Kôkaku kidôtai, Japão/EUA, 1995), de Mamoru Oshii
63 - Fuga no Século 23 (Logan’s Run, EUA, 1976), de Michael Anderson
62 - Videodrome - A Síndrome do Vídeo (Videodrome, Canadá, 1983), de David Cronenberg
61 - O Mundo em Perigo (Them!, EUA, 1954), de Gordon Douglas
60 - Fonte da Vida (The Fountain, EUA, 2006), de Darren Aronofsky
59 - Gattaca - Experiência Genética (Gattaca, EUA, 1997), de Andrew Niccol
58 - Alphaville (Idem, França/Itália, 1965), de Jean-Luc Godard
57 - Minority Report - A Nova Lei (Minority Report, EUA, 2002), de Steven Spielberg
56 - Vampiros de Almas (Invasion of the Body Snatchers, EUA, 1956), de Don Siegel
55 - Godzilla (Gojira, Japão, 1954), de Ishirô Honda
54 - A Ameaça que Veio do Espaço (It Came from Outer Space, EUA, 1953), de Jack Arnold
53 - O Homem Invisível (The Invisible Man, EUA, 1933), de James Whale
52 - Fuga de Nova York (Escape from New York, Reino Unido/EUA, 1981), de John Carpenter
51 - Tetsuo - O Homem de Ferro (Tetsuo, Japão, 1989), de Shinya Tsukamoto
50 - Stalker (Idem, Alemanha/URSS, 1979), de Andrei Tarkovsky
49 - A Última Esperança da Terra (The Omega Man, EUA, 1971), de Boris Sagal
48 - O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain, EUA, 1971), de Robert Wise
47 - Dark Star (Idem, EUA, 1974), de John Carpenter
46 - Delicatessen (Idem, França, 1991), de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet
45 - Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, EUA, 2004), de Michel Gondry
44 - Guerra Entre Planetas (This Island Earth, EUA, 1955), de Joseph Newman
43 - Usina de Monstros (Quatermass 2, Reino Unido, 1957), de Val Guest
42 - O Segredo do Abismo (The Abyss, EUA, 1989), de James Cameron
41 - A 20 Milhões de Milhas da Terra (20 Million Miles to Earth, EUA, 1957), de Nathan Juran
40 - Daqui a Cem Anos (Things to Come, Reino Unido, 1936), de William Cameron Menzies
39 - O Homem que Caiu na Terra (The Man Who Fell to Earth, Reino Unido, 1976), de Nicolas Roeg
38 - Planeta Fantástico (La planète sauvage, França/Tchecoslováquia, 1973), de René Laloux
37 - WALL-E (Idem, EUA, 2008), de Andrew Stanton
36 - De Volta para o Futuro (Back to the Future, EUA, 1985), de Robert Zemeckis
35 - O Retorno de Jedi (Return of the Jedi, EUA, 1983), de Richard Marquand
34 - Mad Max 2 - A Caçada Continua (Mad Max 2, Austrália, 1981), de George Miller
33 - Westworld - Onde Ninguém Tem Alma (Westworld EUA, 1973), de Michael Crichton
32 - O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgement Day, EUA/França, 1991), de James Cameron
31 - A Mosca (The Fly, EUA, 1986), de David Cronenberg
30 - O Dorminhoco (Sleeper, EUA, 1973), de Woody Allen
29 - La jetée (Idem, França, 1962), de Chirs Marker
28 - O Quinto Elemento (The Fifth Element, França, 1997), de Luc Besson
27 - Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, Reino Unido/EUA, 1971), de Stanley Kubrick
26 - Os Invasores de Corpos (Invasion of the Body Snatchers, EUA, 1978), de Philip Kaufman
25 - O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, EUA, 1993), de Steven Spielberg
24 - RoboCop - O Policial do Futuro (RoboCop, EUA, 1987), de Paul Verhoeven
23 - O Enigma de Outro Mundo (The Thing, EUA, 1982), de John Carpenter
22 - Tron - Uma Odisseia Eletrônica (Tron, EUA/Taiwan, 1982), de Steven Lisberger
21 - Matrix (The Matrix, EUA/Austrália, 1999), de Andy Wachowski e Larry Wachowski
20 - O Vingador do Futuro (Total Recall, EUA, 1990), de Paul Verhoeven
19 - Jornada nas Estrelas 2: A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan, EUA, 1982), de Nicholas Meyer
18 - Akira (Idem, Japão, 1988), de Katsuhiro Ôtomo
17 - Brazil - O Filme (Brazil, Reino Unido, 1985), de Terry Gilliam
16 - Corrida Silenciosa (Silent Running, EUA, 1972), de Douglas Trumbull
15 - Aliens - O Resgate (Aliens, EUA/Reino Unido, 1986), de James Cameron
14 - Viagem à Lua (Le voyage dans la lune, França, 1902), de Georges Méliès
13 - O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back, EUA, 1980), de Irvin Kershner
12 - O Planeta Proibido (Forbidden Planet, EUA, 1956), de Fred M. Wilcox
11 - Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind, EUA/Reino Unido, 1977), de Steven Spielberg
10 - Solaris (Solyaris, URSS, 1972), Andrei Tarkovsky
9 - E. T. - O Extraterrestre (E.T.: The Extra-Terrestrial, EUA, 1982), de Steven Spielberg
8 - O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 1968), de Flanklin J. Schaffner
7 - O Exterminador do Futuro (The Terminator, Reino Unido/EUA, 1984), de James Cameron
6 - O Dia em Que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, EUA, 1951), de Robert Wise
5 - Metrópolis (Metropolis, Alemanha, 1927), de Fritz Lang
4 - Alien - O 8º Passageiro (Alien, Reino Unido/ EUA, 1979), de Ridley Scott
3 - Guerra nas Estrelas (Star Wars, EUA, 1977), de George Lucas
2 - 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, Reino Unido/EUA, 1968), de Stanley Kubrick
1 - Blade Runner - O Caçador de Andróides (Blade Runner, EUA/Hong Kong, 1982), de Ridley Scott.
(Foto: www.alltv-1.ig.com.br)

1 de agosto de 2009

Dez filmes subestimados: 9 - A Primeira Noite de Tranquilidade

Aqui está mais um comentário do texto sobre dez filmes subestimados, publicado integralmente pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula:


9 - A Primeira Noite de Tranquilidade (La prima notte di quiete, 1972), de Valerio Zurlini – O melhor momento, talvez, do existencialismo no cinema. Alain Delon encarna um homem maduro destituído de vínculos e obcecado pela pureza desde a morte de seu amor da juventude. A ligação que lhe resta é uma amante pela qual já perdeu o interesse.

À deriva, desleixado, ele arranja trabalho temporário como professor de literatura, numa cidade litorânea, e se apaixona por uma aluna. Na bela jovem ele vê representado o seu ideal de pureza.

Seu escape se frustra, porém, quando vem à tona a verdade de cada um. A aluna, que ele disputa com um companheiro de jogatina, é filha da corrupção, com muito passado, pouco presente e nenhum futuro.

A decisão desesperada de largar tudo para salvar-se do tédio esbarra no seu último vestígio de humanidade, quando se preocupa com o destino da amante. O tênue fio que os une se transforma no liame que o conduzirá à perdição.

Zurlini, que tinha alma de poeta, sabia retratar personagens existencialmente vazias sem chatear o espectador – o filme é puro encantamento. Pena que foi eclipsado em seu tempo por Visconti, Fellini, Antonioni e “tutti quanti”.

31 de julho de 2009

Era uma vez em 23 de julho de 2009

VIRGINIA CARROLL (95 anos, de causas naturais), atriz norte-americana que fez sua estreia com uma ponta no filme musical Roberta (Idem, 1935); fez pequenos papéis em filmes como A Ponte de Waterloo (Waterloo Bridge, 1940), Anjo do Mal (Pickup on South Street, 1953), Delírio de Loucura (Bigger than Life, 1956) e Drama na Página Um (The Story on Page One, 1959); mas ficou mais conhecida por ter atuado em faroestinhos de Johnny Mack Brown, Roy Rogers e Gene Autry, nos anos 1949 e 50. Virginia Elizabeth Carroll nasceu em 2 de dezembro de 1913, em Los Angeles, e era viúva do ator Ralph Byrd (1909-1952).

27 de julho de 2009

Era uma vez em 26 de julho de 2009

MARIA SÍLVIA (65 anos, de câncer de pulmão), atriz brasileira de grande talento, trabalhou com cineastas como Arnaldo Jabor, Carlos Diegues, Paulo César Sarraceni, Ruy Guerra e Walter Lima Jr.; atuou em mais de 30 filmes, dentre os quais Tudo Bem (1978), O Mágico e o Delegado (1983), que lhe deu o primeiro prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Brasília, Noites do Sertão (1984), que lhe deu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Gramado, Minas-Texas (1989), que lhe valeu outro prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Brasília, e Como Nascem os Anjos (1996), que lhe garantiu o terceiro e último prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Brasília. Nasceu em 16 de fevereiro de 1944, em São Paulo.

Dez filmes subestimados: 8 - O Homem que Odiava as Mulheres

Outro comentário do texto sobre dez filmes subestimados, publicado na íntegra pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.


8 - O Homem que Odiava as Mulheres (The Boston Strangler, 1968), de Richard Fleischer – Filme que desfez duas crenças: que Hollywood não admitia experimentos, e que Tony Curtis era apenas um galã. Ele apresentou uma interpretação magistral, na pele de um assassino serial de mulheres, e a história agasalhou experimentações bastante ousadas.

Até a metade do filme, vê-se, de um lado, uma sucessão de crimes brutais e, de outro, a investigação policial. Com base em premissa equivocada, são investigados indivíduos cujas condutas extravagantes se mostram escancaradamente suspeitas. Mas o assassino, ao contrário, aparenta ser o homem mais equilibrado do mundo.

Não se faz alusão à sua vida pregressa, nem se erige teoria sobre a motivação dos crimes. O objeto em questão é a alma do assassino, o qual concilia uma vida de pai de família afetuoso e trabalhador com uma carreira de crimes atrozes.

Frequentemente a tela se divide em múltiplos quadros, para mostrar tanto a mesma cena de outro ângulo, ao estilo cubista, como cenas simultâneas em espaços diversos. E, no clímax, quando se expõe a fratura na alma do assassino, há um close-up de Tony Curtis que dura quatro minutos – um possível recorde do cinema mundial.

Talvez o filme mais experimental de Hollywood nos anos 1960, década em que o mundo experimentou de tudo um pouco.

Era uma vez em 26 de julho de 2009

SÉRGIO VIOTTI (82 anos, de parada cardiorrespiratória), ator e dramaturgo brasileiro, que apareceu em apenas três filmes: Um Ramo para Luíza (1965), 22-2000 Cidade Aberta (1965) e Sábado (1995).
(Foto: http://www.museudatv.com.br/)

Dados biográficos: Sérgio Luiz Viotti nasceu em 14 de março de 1927, em São Paulo. Viveu em Londres de 1949 a 1958, época em que produziu programas radiofônicos para a BBC. Estava hospitalizado desde 19 de abril, em consequência de uma parada cardíaca.

Era uma vez em 24 de julho de 2009

HARRY TOWB (83 anos, de câncer), ator britânico mais dedicado à TV que ao cinema; atuou em mais de 30 filmes, a exemplo de O Monstro de Londres (The Sleeping Tiger, 1954), Ouro Maldito (A Prize of Gold, 1955), Crepúsculo das Águias (The Blue Max, 1966) e A Garota de Petrovka (The Girl from Petrovka, 1974). Nasceu em 27 de julho de 1925, em Larne, Irlanda; deixou viúva a atriz Diana Hoddinott, com quem teve três filhos.

24 de julho de 2009

Era uma vez em 4 de julho de 2009

BRENDA JOYCE (92 anos, de pneumonia), atriz norte-americana que interpretou a segunda Jane, a companheira de Tarzan, sucedendo a Maureen O'Sullivan; atuou em 26 filmes de 1939 a 1949, entre os quais cinco filmes de Tarzan, sendo os quatro últimos de Johnny Weissmuller, Tarzan e as Amazonas (Tarzan and the Amazons, 1945), Tarzan e a Mulher Leopardo (Tarzan and the Leopard Woman, 1946), Tarzan e a Caçadora (Tarzan and the Huntress, 1947) e Tarzan e as Sereias (Tarzan and the Mermaids, 1948), e o primeiro de Lex Barker, Tarzan e a Montanha Secreta (Tarzan's Magic Fountain, 1949).
(Foto: http://www.drx.typepad.com/)

Dados biográficos: Betty Graffina Leabo (seu nome de berço) nasceu em 25 de fevereiro de 1917, em Excelsior Springs, Missouri. Em 1949, em razão de problemas pessoais, inclusive o divórcio, abandonou o cinema e recolheu-se ao anonimato. Tinha três filhos.

23 de julho de 2009

Era uma vez em 23 de julho de 2009

DUSE NACARATI (67 anos, de parada cardíaca), atriz comediante brasileira, chamada pelos colegas de "Soberana da Comédia", mais conhecida por seu trabalho no teatro; atuou em sete filmes, entre os quais Bete Balanço (1984), Com Licença, Eu Vou à Luta (1986), Romance da Empregada (1987) e O Grande Mentecapto (1989). Nasceu em 22 de junho de 1942, em Cataguases (MG).

22 de julho de 2009

Dez filmes subestimados: 7 - Homem do Terno Cinzento

Mais um comentário da relação de dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.


7 - Homem do Terno Cinzento (The Man in the Gray Flannel Suit, 1956), de Nunnally Johnson – Este filme aborda problemas da sociedade norte-americana no pós-guerra, tratando-os com a delicadeza de quem lida com cristais. Tudo se passa num microcosmo familiar.

Gregory Peck é um veterano da II Guerra Mundial em dificuldade para administrar a própria vida. Pai de três crianças, ele se desdobra para superar os traumas da guerra, tendo de lidar com a ambição da mulher, que o coage a ganhar mais dinheiro, e com as demandas do empregador, que tenta fazê-lo dedicar mais tempo ao trabalho.

Se não evitar as armadilhas postas no seu caminho, ele terá o mesmo destino do chefe. Este, já divorciado, enfrenta problemas com a filha mimada, criada na abundância sem saber o real significado do dinheiro e as responsabilidades que a posse deste implica.

Ressalta-se, ainda que de forma implícita, a questão da educação dos filhos do pós-guerra. Entregues a uma babá de estranhos valores, as crianças ficam expostas à influência direta da televisão e seus programas prenhes de violência. O abandono delas, simbolizado numa boneca “esquecida” sobre o corrimão da escada, paira como uma grande interrogação.

Era uma vez em 22 de julho de 2009

ANDRÉ FALCON (84 anos, de causa não divulgada), ator francês de teatro que trabalhou também no cinema; atuou em mais de 40 filmes, entre eles Beijos Proibidos (Baisers volés, 1968), de François Truffaut, Estado de Sítio (État de siège, 1972), de Costa-Gavras, Borsalino e Cia. (Borsalino and Co., 1974), de Jacques Deray, O Homem Insaciável (L'Homme pressé, 1977), de Edouard Molinaro, Capitão Conan (Capitaine Conan, 1996), de Bertrand Tavernier, e A Coragem de Amar (Le courage d'aimer, 2005), de Claude Lelouch. Nasceu em 28 de novembro de 1924, em Lyon, França.

20 de julho de 2009

Era uma vez em 13 de julho de 2009

BEVERLY ROBERTS (95 anos, de causas naturais), cantora e atriz norte-americana de teatro, que teve no cinema uma carreira meteórica: começou bem e decaiu rapidamenete; atuou em 21 filmes de 1936 a 1939, entre os quais Canta e Serás Feliz (The Singing Kid, 1936), Porque o Diabo Quis (God's Country and the Woman, 1937), primeiro filme colorido da Warner Bros., e O Homem Perfeito (The Perfect Specimen, 1937).


Dados biográficos: Beverly Louise Roberts nasceu em 19 de maio de 1914, em Nova York. Em 1940, após deixar o cinema, excursionou com a banda Dorsey Brothers. Durante 25 anos, a partir de 1954, foi curadora da Theater Authority, a mais alta instituição sindical do teatro nos Estados Unidos. Nunca se casou nem teve filhos. Faleceu em Laguna Niguel, Califórnia, onde vivia desde 1977.

17 de julho de 2009

Os premiados no Festival de Paulínia

Terminou na última quinta-feira, 16 de julho, o 2º Festival de Cinema de Paulínia (SP). Os grandes vencedores foram os filmes Olhos Azuis e Antes Que o Mundo Acabe, que ganharam cada um seis troféus Menina de Ouro.
A seguir, os premiados na categoria longa-metragem:
1 - Melhor filme: Olhos Azuis (2009), de José Joffily
2 - Melhor direção: Ana Luiza Azevedo, por Antes que o Mundo Acabe (2009)
3 - Prêmio especial do júri: O Contador de Histórias (2009), de Luiz Villaça
4 - Melhor filme (prêmio da crítica): Antes Que o Mundo Acabe
5 - Melhor filme (júri popular): O Contador de Histórias
6 - Melhor roteiro: Paulo Halm e Melanie Dimantas, por Olhos Azuis
7 - Melhor ator: Marco Ribeiro, Paulo Mendes e Cleiton Santos, por O Contador de Histórias
8 - Melhor atriz: Cristina Lago, por Olhos Azuis, e Silvia Lourenço e Maria Clara Spinelli, por Quanto Dura o Amor? (2009)
9 - Melhor ator coadjuvante: Irandhir Santos, por Olhos Azuis
10 - Melhor atriz coadjuvante: Nívea Magno, por No Meu Lugar (2009)
11 - Melhor figurino: Rosangela Cortinhas, por Antes Que o Mundo Acabe
12 - Melhor trilha musical: Leo Henkin, por Antes Que o Mundo Acabe
13 - Melhor direção de arte: Fiapo Barth, por Antes Que o Mundo Acabe
14 - Melhor som: François Wolf, por Olhos Azuis
15 - Melhor montagem: Pedro Bronz, por Olhos Azuis
16 - Melhor fotografia: Jacob Solitrenick, por Antes Que o Mundo Acabe
17 - Melhor filme (documentário): Só Dez Por Cento É Mentira (2009), de Pedro Cezar
18 - Melhor direção (documentário): Roberto Berliner e Pedro Bronz, por Herbert de Perto (2009).

15 de julho de 2009

Estreia na Alemanha filme realizado há 44 anos

Estreou em Dresden, Alemanha, no dia 1º de julho, o filme Hände hoch oder ich schiesse (Mãos ao alto ou eu atiro), de Hans-Joachim Kasprzik (1928-1997). A sessão se deu à beira do rio Elba, em céu aberto.

Realizada na Alemanha Oriental em 1965, a comédia em preto-e-branco tinha sido censurada pelo regime comunista local.
Este seria o último filme censurado que ainda permanecia inédito.
As informações são do saite UOL News.

Cineastas vão poder visualizar seus filmes antes de começar a filmar

O mago da alta tecnologia no cinema, George Lucas, anunciou recentemente que sua empresa está desenvolvendo uma forma avançada de "storyboarding", ferramenta tecnológica que permitirá aos cineastas criarem no computador uma versão virtual do filme antes mesmo de dar início às filmagens.

Lucas disse que está desenvolvendo também um sistema de edição "mais sofisticado e muito mais simples" que tornará a edição de filmes acessível a mais pessoas.

Questionado se estaria propenso a gastar mais tempo com a tecnologia do que com o enredo dos filmes, ele afirmou: "Não importa o que o artista faça, ele vai bater nos limites da tecnologia existente. Tenta-se resolver os problemas com ferramentas".

Na ocasião, Lucas estava em Chicago para receber do Gene Siskel Film Center Visionary um prêmio por sua contribuição inovadora à realização de filmes.

9 de julho de 2009

Dez filmes subestimados: 6 - Obrigado a Matar

Mais um comentário do conjunto de dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

6 - Obrigado a Matar (A Lawless Street, 1955), de Joseph H. Lewis – Randolph Scott é um xerife perseguido por facínoras em busca de vingança, por conta de seu trabalho na última cidade por que passou. Ele liquida um e surge outro ainda mais perigoso.

A mulher, que o deixara na ocasião por não suportar o estresse da sua profissão, reaparece e vê que a situação não mudou. E ele, entre o dever e a mulher amada, fica com o dever. Para piorar as coisas, ele se fere em duelo e os malfeitores assaltam a cidade.

A ordem só se restaura quando ele reassume a função e completa a tarefa. Os cidadãos compreendem, enfim, que a segurança é uma questão muito importante para ficar a cargo de um só homem, e o procuram para oferecer ajuda. E ele, concluindo que se tornou dispensável, demite-se e parte com a mulher para uma vida sossegada.

A trama, como se vê, é parecidíssima com a do filme Matar ou Morrer (1952), com uma diferença fundamental. Lá, após mendigar ajuda em vão, o xerife enfrenta os bandidos sozinho e vira um poço de mágoas. Ao partir, atira a insígnia no chão, em sinal de desprezo pela cidade que lhe deu as costas.

Aqui, ao contrário, o xerife age sem pedir ajuda e parte apaziguado com a cidade, agora defendida por seus cidadãos. Solução que é uma clara resposta aos valores amesquinhados de Matar ou Morrer.
(Foto: http://www.cstbr.org/)

8 de julho de 2009

Os 50 melhores vilões do cinema do jornal 'Times'

A história do cinema é pródiga em antagonistas diabólicos que o público adora odiar. Com seu repertório de frases maliciosas, eles são sempre divertidos.


Se os heróis são indispensáveis, os vilões também fazem a alegria dos cinéfilos, e, embora apareçam em todo tipo de filmes, são parte essencial dos chamados “blockbusters”.

O jornal britânico Times publicou em seu saite (TimesOnline), em 24 de junho, o seu ranking dos 50 melhores vilões do cinema.

Veja o ranking completo, na ordem inversa da classificação:

50 – Dr. Evil
Intérprete: Mike Myers
Filme: Austin Powers - 000 Um Agente Nada Discreto (Austin Powers: International Man of Mystery, 1997)

49 - Leatherface
Intérprete: Gunnar Hansen
Filme: O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 1974)

48 – Ivan Drago
Intérprete: Dolph Lundgren
Filme: Rocky IV (Idem, 1985)

47 – Agente Smith
Intérprete: Hugo Weaving
Filme: Matrix (The Matrix, 1999)

46 – Kevin
Intérprete: Elijah Wood
Filme: Sin City - A Cidade do Pecado (Sin City, 2005)

45 – Mr. Blonde
Intérprete: Michael Madsen
Filme: Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992)

44 – Cardeal Richelieu
Intérprete: Charlton Heston
Filme: Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers, 1973)

43 – John Doe
Intérprete: Kevin Spacey
Filme: Se7en – Os Sete Crimes Capitais (Se7en, 1995)

42 – O Pegador de Crianças
Intérprete: Robert Helpmann
Filme: O Calhambeque Mágico (Chitty Chitty Bang Bang, 1968)

41 – O Xerife de Nottingham
Intérprete: Alan Rickman
Filme: Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões (Robin Hood: Prince of Thieves, 1991)

40 – Khan Noonien Singh
Intérprete: Ricardo Montalban
Filme: Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan, 1982)

39 – Little Bill Daggett
Intérprete: Gene Hackman
Filme: Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992)

38 – Jason Voorhees
Intérprete: Steve Daskewisz
Filme: Sexta-Feira 13 – Parte 2 (Friday the 13th Part 2, 1981)

37 – Catherine Tramell
Intérprete: Sharon Stone
Filme: Instinto Selvagem (Basic Instinct, 1992)

36 – Cruela De Vil
Intérprete (voz): Betty Lou Gerson
Filme: A Guerra dos Dálmatas ou Os 101 Dálmatas (101 Dalmatians, 1961)

35 – Sra. Iselin
Intérprete: Angela Lansbury
Filme: Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate, 1962)

34 – O Caçador
Filme: Bambi (Idem, 1942)

33 – Hal 9000
Intérprete (voz): Douglas Rain
Filme: 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968)

32 – Freddy Krueger
Intérprete: Robert Englund
Filme: A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984)

31 – Frankenstein
Intérprete: Boris Karloff
Filme: Frankenstein (Idem, 1931)

30 – Lord Voldemort
Intérprete: Ralph Fiennes
Filme: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Philosopher’s Stone, 2001)

29 – Phyllis Dietrichson
Intérprete: Barbara Stanwyck
Filme: Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944)

28 – Imperador Ming
Intérprete: Max Von Sydow
Filme: Flash Gordon (Idem, 1980)

27 – Biff Tannen
Intérprete: Thomas F. Wilson
Filme: De Volta para o Futuro (Back to the Future, 1985)

26 – Frank Booth
Intérprete: Dennis Hopper
Filme: Veludo Azul (Blue Velvet, 1986)

25 – Anton Chigurh
Intérprete: Javier Bardem
Filme: Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country For Old Men, 2007)

24 – Frank
Intérprete: Henry Fonda
Filme: Era uma Vez no Oeste (C’Era una volta il West, 1968)

23 - Ernst Stavro Blofeld
Intérprete: Anthony Dawson
Filme: Moscou Contra 007 (From Russia with Love, 1963)

22 – A Bruxa Má do Oeste
Intérprete: Margaret Hamilton
Filme: O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939)

21 – Lex Luthor
Intérprete: Gene Hackman
Filme: Superman – O Filme (Superman, 1978)

20 – Hans Beckert
Intérprete: Peter Lorre
Filme: M – O Vampiro de Düsseldorf (M, 1931)

19 – Jack Torrence
Intérprete: Jack Nicholson
Filme: O Iluminado (The Shining, 1980)

18 – O Alien
Intérprete: Bolaji Badejo
Filme: Alien – O 8º Passageiro (Alien, 1979)

17 – O Tubarão
Filme: Tubarão (Jaws, 1975)

16 – Tommy DeVito
Intérprete: Joe Pesci
Filme: Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990)

15 – Max Cady
Intérprete: Robert Mitchum
Filme: Círculo do Medo (Cape Fear, 1962)

14 – Alex DeLarge
Intérprete: Malcolm McDowell
Filme: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange (1962)

13 – Amon Goeth
Intérprete: Ralph Fiennes
Filme: A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993)

12 – O Exterminador
Intérprete: Arnold Schwarzenegger
Filme: O Exterminador do Futuro (The Terminator, 1984)

11 – The Shape
Intérprete: Nick Castle
Filme: Holloween – A Noite do Terror (Halloween, 1978)

10 – Hans Gruber
Intérprete: Alan Rickman
Filme: Duro de Matar (Die Hard, 1988)

9 – Gordon Gekko
Intérprete: Michael Douglas
Filme: Wall Street – Poder e Cobiça (Wall Street, 1987)

8 – Enfermeira Ratched
Intérprete: Louise Fletcher
Filme: Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, 1975)

7 – Curinga
Intérpretes: Cesar Romero, Jack Nicholson e Heath Ledger
Filmes: Batman - O Homem Morcego (Batman, 1966), Batman (Idem, 1989) e Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2009)

6 – Conde Orlock
Intérprete: Max Schreck
Filme: Nosferatu (Idem, 1922)

5 – Alex Forrest
Intérprete: Glenn Close
Filme: Atração Fatal (Fatal Attraction, 1987)

4 – Norman Bates
Intérprete: Anthony Perkins
Filme: Psicose (Psycho, 1960)

3 – Henry F. Potter
Intérprete: Lionel Barrymore
Filme: A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life, 1946)

2 – Hannibal Lecter
Intérprete: Anthony Hopkins
Filme: O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991)

1 – Darth Vader
Intérprete: David Prowse
Filme: Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977).

2 de julho de 2009

Era uma vez em 30 de junho de 2009

HARVE PRESNELL (75 anos, de câncer no pâncreas), cantor e ator norte-americano mais conhecido por seu trabalho em musicais da Broadway; começou no cinema nos anos 1960, mas teve a carreira cinematográfica descontinuada da década de 1970 até a segunda metade dos anos 1990; atuou em 21 filmes, dentre os quais A Inconquistável Molly (The Unsinkable Molly Brown, 1964), Fargo (Idem, 1996), O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998) e A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers, 2006). Em 1965 ganhou um Globo de Ouro como revelação masculina.


Dados biográficos: George Harvey Presnell nasceu em 14 de setembro de 1933, em Modesto, Califórnia. Deixou viúva a mulher do segundo casamento. Tinha três filhos do primeiro casamento.

1 de julho de 2009

Era uma vez em 1º de julho de 2009

KARL MALDEN (97 anos, de causas naturais), ator norte-americano...

Dez filmes subestimados: 5 - Dominados pelo Terror

Mais um comentário da relação de dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

5 - Dominados pelo Terror (Track of the Cat, 1954), de William A. Wellman – Filme que expõe uma teoria sobre a melhor maneira de relacionar-se com a natureza, ilustrada pelo comportamento de três irmãos e modelada segundo a dialética, com tese, antítese e síntese.

No final do século 19, no oeste dos Estados Unidos, uma família de colonos tem problemas com uma pantera que ataca seu gado. Como é inverno, a situação se complica por causa da neve. A pantera, representante alegórica da natureza, nunca é mostrada.

Arthur é a expressão da tese: sensível, estabelece uma relação mística com a pantera, ao modo indígena. Curtis é a antítese: agressivo, vê nela um inimigo a ser combatido por todos os meios. Harold é a síntese: equilibrado, lida bem com os extremos e é o único bem-sucedido.

Em interessante experimento com as cores, estabeleceu-se uma relação de oposição e similitude entre as personagens e a natureza. O caráter dos irmãos reflete-se nas cores de seus casacos. O de Arthur, de pele em preto e branco, confunde-se com os tons da natureza, desaparece nela. O de Curtis, vermelho vivo, agride-a. E o de Harold, em cores neutras harmoniosamente combinadas, sobressai sem agredi-la.
(Foto: http://www.jacotei.com.br/)

Era uma vez em 30 de junho de 2009

PINA BAUSCH (68 anos, de câncer), celebrada bailarina e coreógrafa alemã, que atuou em dois filmes de sucesso: E la Nave Va (Idem, 1983), como a princesa Lherimia, e Fale com Ela (Hable con ella, 2002), como bailarina no número "Café Müller", que ela mesma coreografou. Nascida em 27 de julho de 1940, em Solingen, Alemanha, deixou um filho.

29 de junho de 2009

Os 25 melhores filmes em língua não-inglesa da revista 'Paste'

Fazer relação de melhores filmes é o esporte favorito dos norte-americanos. Volta e meia sai um novo ranking de filmes. O saite Paste Magazine.com divulgou, recentemente, seu ranking dos 25 melhores filmes desta década, de países de língua não-inglesa.

Veja a lista completa:
1 - O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, Espanha/México/EUA, 2006), de Guillermo del Toro
2 - O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, Taiwan/Hong Kong/EUA/China, 2000), de Ang Lee
3 - O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le papillon, França/EUA, 2007), de Julian Schnabel
4 - Cidade de Deus (Brasil/França, 2002), de Fernando Meirelles
5 - Fale com Ela (Hable con ella, Espanha, 2002), de Pedro Almodóvar
6 - A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi, Japão, 2001), de Hayao Miyazaki
7 - Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar-wai
8 - A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006), de Florian Henckel von Donnersmarck
9 - Amores Brutos (Amores perros, México, 2000), de Alejandro González Iñárritu
10 - Caché (Idem, França/Áustria/Itália/Alemanha/ EUA, 2005), de Michael Haneke
11 - 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamâni si 2 zile, Romênia, 2007), de Cristian Mungiu
12 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulan (Le fabuleux destin d'Amélie Poulan, França/Alemanha, 2001), de Jean-Pierre Jeunet
13 - E Sua Mãe Também (Y tu mamá también, México, 2001), de Alfonso Cuarón
14 - O Melhor da Juventude (La meglio giuventù, Itália, 2003), de Marco Tullio Giordana
15 - Ninguém Sabe (Dare mo shiranai, Japão, 2004), de Hirokazu Koreeda
16 - Entre os Muros da Escola (Entre les murs, França, 2008), de Laurent Cantet
17 - Ontem (Yesterday, África do Sul, 2004), de Darrell Roodt
18 - Paradise Now (Idem, Palestina/França/ Alemanha/Holanda/Israel, 2005), de Hany Abu-Assad
19 - A Queda (Der Untergang, Alemanha/Itália/ Áustria, 2004), de Oliver Hirschbiegel
20 - Gomorra (Gomorra, Itália, 2008), de Matteo Garrone
21 - Oldboy (Oldeuboi, Coreia do Sul, 2003), de Park Chan-wook
22 - Deixe Ela Entrar (Lat den rätte komma, Suécia, 2008), de Tomas Alfredson
23 - Volver (Idem, Espanha, 2006), de Pedro Almodóvar
24 - Persépolis (Persepolis, França/EUA, 2007), de Vincent Parannaud e Marjane Satrapi
25 - Maria Cheia de Graça (Maria Full of Grace, EUA/Colômbia, 2004), de Joshua Marston.

25 de junho de 2009

Era uma vez em 25 de junho de 2009

MICHAEL JACKSON (50 anos, de parada cardíaca), cantor pop norte-americano que atingiu o sucesso em escala planetária, em nível que muito poucos conseguiram; com tamanha fama, era natural que fosse atraído para o cinema; apareceu em alguns filmes, a exemplo de O Mágico Inesquecível (The Wiz, 1978) e Homens de Preto 2 (Men in Black II, 2002); suas músicas foram usadas em trilhas de dezenas de filmes, como De Volta para o Futuro II (Back to the Future Part II, 1989), Free Willy (Idem 1993), Nada a Perder (Nothing to Lose, 1997) e As Panteras (Charlie's Angels, 2000).


Dados biográficos: Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958, em Gary, Indiana. Participou de dois casamentos, o primeiro deles com Lisa Marie Presley. Deixou três filhos, dois dos quais com a mulher do segundo casamento, cuja paternidade biológica (por inseminação artificial) é atribuída ao seu dermatologista, e o outro de mãe de aluguel desconhecida. Certa vez ele se autodefiniu com uma frase lapidar: "Eu sempre serei Peter Pan no meu coração".

Dez filmes subestimados: 4 - Rio Grande

Mais um comentário da relação de dez filmes subestimados. O texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

4 - Rio Grande (Idem, 1950), de John Ford – Mais que subestimado, este filme foi renegado em seu tempo pelo crítico Vinícius de Moraes, que escreveu um obituário artístico de John Ford, a quem tachou injustamente de “mumificado”.

Na verdade é um belo faroeste, o último da Trilogia da Cavalaria, formada com Sangue de Herói (1948) e Legião Invencível (1949). John Wayne comanda um forte em campanha contra os índios e enfrenta ao mesmo tempo uma guerra particular.

Há 15 anos, durante a Guerra Civil, ele era oficial das tropas nortistas e cumpriu ordem de queimar a propriedade da sulista Maureen O’Hara, sua mulher. Desde então não se falam. Agora têm uma reaproximação provocada pelo filho, que se alistou na cavalaria e foi designado para reforçar o efetivo do forte.

O componente intimista do enredo abre espaço para a música, que assume um papel sem precedente na filmografia do diretor, como lenitivo para as feridas da guerra. Ao final, após a cerimônia de condecorações, ouve-se “Dixie”, um hino sulista. É uma homenagem a Maureen, ordenada pelo general Sheridan, o homem que mandou queimar sua propriedade.

John Ford usa a guerra contra os índios como moldura para um painel minucioso sobre a vida dos cavalarianos na fronteira.
(Foto: http://www.coverbrowser.com/)

Era uma vez em 25 de junho de 2009

FARRAH FAWCETT (62 anos, de câncer), atriz norte-americana mais bem-sucedida na TV que no cinema, tendo atuado em apenas 14 filmes; sua estréia foi numa produção francesa filmada nos Estados Unidos, O Homem Que Eu Amo (Un homme qui me plaît, 1969); outros filmes: Homem e Mulher Até Certo Ponto (Myra Breckinridge, 1970), Fuga no Século 23 (Logan's Run, 1976), Seduzida ao Extremo (Extremities, 1986) e O Apóstolo (The Apostle, 1997). Em 1995 ganhou uma estrela na Calçada da Fama.
(Foto: http://www.nilnews.wordpress.com/)

Dados biográficos: Mary Farrah Leni Fawcett nasceu em 2 de fevereiro de 1947, em Corpus Christi, Texas. Foi casada com o ator Lee Majors. Viveu 17 anos com o ator Ryan O'Neal, com quem teve o filho Redmond O'Neal, também envolvido com o cinema.

24 de junho de 2009

Oscar 2010 terá dez indicações para a categoria melhor filme

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 24 de junho, que o número de indicados ao Oscar de melhor filme vai dobrar de cinco para dez na edição de 2010.

O presidente da Academia, Sid Ganis, anunciou a decisão em entrevista coletiva."Depois de mais de dez décadas, a Academia vai retomar algumas de suas raízes, quando o quadro de indicados para o prêmio principal era maior", declarou.

Durante os primeiros anos da premiação, a categoria de melhor filme contava com mais de cinco concorrentes; e por nove anos foram dez os indicados. A edição de 1943 foi a última a ter dez filmes indicados.
Fonte da notícia: UOL News.

(Foto: http://www.blogs.abril.com.br/)

22 de junho de 2009

FICA 2009: os filmes que foram destaque

O 11º Festival Internacional de Cinema Ambiental, realizado na cidade de Goiás, ex-capital goiana, encerrou-se no último sábado, 20 de junho.
A seguir, a relação dos filmes premiados ou que mereceram destaque:
1 - Maior destaque do festival (Troféu Cora Coralina): Corumbiara (Brasil/Pernambuco, 2009), de Vincent Carelli
2 - Primeira melhor produção goiana (Troféu José Petrillo): Ressignificar (Brasil/Goiás, 2009), de Sara Vitória
3 - Segunda melhor produção goiana (Troféu João Bennio): A Próxima Mordida (Brasil/Goiás, 2009), de Ângelo Lima
4 - Melhor filme de longa-metragem (Troféu Carmo Bernardes): A Sea Change (EUA, 2009), de Barbara Ettinger
5 - Melhor filme de média-metragem (Troféu Jesco Von Putkamer): Arrakis (Itália, 2009), de Andrea di Nardo
6 - Melhor filme de curta-metragem (Troféu Acari Passos) Mar de Dentro (Brasil/São Paulo, 2008), de Paschoal Samora
7 - Melhor filme (júri popular - Troféu Luiz Gonzaga Soares): Kalunga (Brasil/Goiás, 2009), de Luiz Elias, Pedro Nabuco e Sylvestre Campe
8 - Melhor filme (júri dos profissionais da imprensa - Troféu Imprensa): A Árvore da Música (Brasil/São Paulo, 2009), de Otavio Juliano
9 - Menção honrosa de melhor média-metragem: Dying in Abundance (Grécia, 2009), de Yorgos Avgeropoulos
10 - Menção honrosa de melhor média-metragem: Bode Rei, Cabra Rainha (Brasil/São Paulo, 2008), de Helena Tassara
11 - Menção honrosa de melhor curta-metragem: C'Est pas grave (França, 2009), de Yacine Sersar.
Notícia colhida no Blog do Lisandro.

20 de junho de 2009

Era uma vez em 18 de junho de 2009

PERRY SALLES (70 anos, de câncer), ator brasileiro que começou na chanchada quando esta estava no fim, em O Dono da Bola (1961), e teve seu melhor momento na era da pornochanchada, em filmes como A Super Fêmea (1973), As Mulheres Que Fazem Diferente (1974) e O Marido Virgem (1974); experimentou também a direção com Dôra Doralina (1982).


Dados biográficos: Perilúcio José de Almeida (seu nome verdadeiro) nasceu em 6 de março de 1939, no Rio de Janeiro. Teve vários filhos de três casamentos, os quais acabaram em divórcio. Foi casado com as atrizes Miriam Mehler e Vera Fischer.

18 de junho de 2009

Dez filmes subestimados: 3 - Anjos da Broadway

Dando continuidade à postagem dos comentários sobre dez filmes subestimados, eis mais um filme. O texto integral foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

3 - Anjos da Broadway (Angels Over Broadway, 1940), de Ben Hecht e Lee Garmes – Numa noite chuvosa, os destinos de quatro personagens se cruzam: um vigarista matando cachorro a grito (Douglas Fairbanks Jr.), uma garota de programa (Rita Hayworth), um dramaturgo fracassado e um funcionário que cometeu desfalque decidido a se suicidar. Juntos, embarcam numa arriscada aventura para salvar o suicida.

O dramaturgo bola um golpe contra uma gangue de mafiosos, em que todos terão um papel a desempenhar, como no teatro. O mais difícil é o do suicida, que precisa passar por milionário para ludibriar os gângsteres e aplicar o golpe. Ironicamente, ele é um amador enfrentando profissionais.

No final, quando o tempo fecha, os pobres diabos superam a má índole e revelam sua face humana. A capa da velhacaria encobria anjos.

Também roteirista, e um dos mais brilhantes de Hollywood, Ben Hecht deu ao dramaturgo falas memoráveis, que vão do mais agudo cinismo (“A dor de ontem é a piada de amanhã”) à mais desesperada declaração de amor (“O único lugar quente em que estive foi no seu coração”).
(Foto: http://www.americanas.com.br/)

Era uma vez em 17 de junho de 2009

ALEJANDRO DORIA (72 anos, de pneumonia), diretor e roteirista argentino que realizou uma dúzia de filmes, dentre os quais A Ilha (La isla, 1979), que recebeu menção especial no Festival de Montreal, Esperando a Carroça (Esperando la carroza, 1985) e As Mãos (Las manos, 2006), premiado no Festival do Cinema Latino-Americano de Huelva, Espanha, e no Festival de Cartagena, Colômbia, e que ganhou também o Goya, o mais importante prêmio do cinema espanhol, de melhor filme estrangeiro em língua hispânica. Nasceu em 1º de novembro de 1936, em Buenos Aires.

17 de junho de 2009

Tarzan, quem diria, acabou no museu em Paris

O Museu do Quai Branly, em Paris, inaugurou hoje a exposição "Tarzan! ou Rousseau com os Waziri", dedicado ao herói da literatura, do cinema e dos quadrinhos chamado Tarzan. A exposição, que ficará aberta até 13 de setembro, apresenta objetos de vários museus franceses, bem como filmes, catazes, quadros, fotografias, revistas em quadrinhos.


O visitante da mostra é recebido com o famoso grito de Tarzan -- criado nos anos 1930 por Douglas Shearer, engenheiro de som dos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer -- misturado com sons da selva africana.

Nos tempos atuais, a figura de Tarzan ganhou nova dimensão. Criado na selva por macacos, ele cresceu na natureza e longe da civilização. Por divulgar o cuidado com a natureza e rejeitar a tecnologia e o progresso, acabou se tornando um herói ecologista.

Na exposição estão partes dos mais populares filmes do herói, que o ex-campeão olímpico de natação Johnny Weissmuller imortalizou em doze filmes, entre 1932 e 1949. E também adaptações para os quadrinhos feitas por desenhistas como Harold Foster e Burne Hogarth.

Criado em 1912 pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs, Tarzan apareceu em 22 livros entre 1914 e 1947, os quais foram traduzidos para 56 idiomas. Bourroughs, que não conhecia a África, inspirou-se no mito de Rômulo e Remo e em romances como As Minas do Rei Salomão, de Henry Rider Haggard.

Dez filmes subestimados: 2 - Duas Vidas

Mais um filme comentado da lista de dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.

2 - Duas Vidas ou Poema de Amor (Love Affair, 1939), de Leo McCarey – Todo mundo conhece o filme Tarde Demais para Esquecer (1957), a segunda versão, mas de Duas Vidas ninguém jamais ouviu falar. No entanto, McCarey, o diretor de ambos, praticamente limitou-se a refilmar o roteiro deste, com alguns acréscimos e raras supressões.

É a história de um casal que se conhece e se apaixona durante uma viagem de navio entre a França e os Estados Unidos. Para ter tempo de pôr suas vidas em ordem, combinam um encontro seis meses depois, no topo do Empire State Building, mas o encontro não acontece porque a moça sofre um acidente e fica paraplégica.

McCarey sabia misturar humor e “pathos”, combinação difícil e raramente bem-sucedida como ocorre neste filme. Quando Irene Dunne diz a Charles Boyer: “Se você pode pintar, eu posso andar”, a frase soa de fato como piada. E, ao invés de chorar, eles riem, tornando a cena ainda mais comovente.

O filme tem um lado musical, sendo as canções interpretadas por Irene Dunne, dona de bela voz. É ela quem diz uma frase muito repetida décadas mais tarde: “As coisas de que mais gostamos são ilegais, imorais ou engordam”.

Roy Rogers voltará às telas em breve

Demorou, mas finalmente a figura do mocinho de faroestes Roy Rogers (1911-1998) vai ser recriada no cinema. Roy Rogers Jr., que administra o espólio do pai, acertou com um estúdio de Hollywood o revivescimento desse ícone das matinês dos anos 1940 e 50 para os jovens do século 21.


O plano, ambicioso, prevê a realização de uma trilogia. Mas, em vez de uma cinebiografia ou de faroestes no estilo tradicional, a ideia é usá-lo como personagem de ficção em aventuras para toda a família.

Eric A. Geadelmann, presidente do Entertainment Group, declarou ao saite Variety.com: "Roy Rogers, Dale Evans [sua mulher] e Trigger [seu cavalo] são figuras quintessenciais da América, e nós apresentaremos essa franquia para uma nova audiência, conectando milhões de fãs de Roy Rogers em todo o mundo".

Conhecido como Rei dos Cowboys, o ator e cantor apareceu em mais de uma centena de filmes nos anos 1930, 40 e 50. Tornou-se tão popular que virou herói dos quadrinhos e teve, na segunda metade da década de 1950, seu próprio show na TV, que atingiu a marca redonda dos 100 capítulos.

15 de junho de 2009

Dez filmes subestimados: 1 - Mata Hari

Assim como existem filmes superestimados, que ganham prêmios, arrebanham grandes audiências e depois desaparecem sem deixar sinal, há também aqueles que não recebem a atenção que merecem. Pesquisando-se com boa vontade, encontram-se dezenas de filmes injustamente esquecidos, principalmente entre as produções de Hollywood.
Em geral, temos a predisposição para valorizar tudo, ou quase tudo, que vem da Europa e menosprezar o que vem dos Estados Unidos. Os cineastas europeus seriam artistas, e os de Hollywood, meros comerciantes. Destes, só se salvariam os autores bafejados pela crítica francesa. A realidade, porém, não é tão simples.
Comentamos dez filmes que consideramos subestimados em texto que foi publicado pelo semanário Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.
A partir de hoje, em atenção aos leitores deste blog, representados pela ilustre Dra. Nildete, estamos dando início à postagem dos comentários; um de cada vez, para não cansar o leitor.

1 - Mata Hari (Idem, 1931), de George Fitzmaurice – Realizado antes do código Hays – código de censura adotado por Hollywood em 1934 –, o filme contém ousadias eróticas e diálogos incisivos que ainda surpreendem, além de narrar “visualmente” uma história complexa. As interpretações impressionam pela leveza, considerada a proximidade do cinema mudo, quando primavam pelo exagero.

Greta Garbo é Mata Hari. Em Paris, durante a Primeira Guerra Mundial, a exótica dançarina holandesa, de ascendência javanesa pelo lado materno, usa seus encantos a fim de espionar para os alemães e consegue enganar meio mundo.

O par romântico de Garbo, Ramon Novarro, 3 cm mais baixo que ela, precisou usar enchimento no sapato para parecer mais alto. Mas este era um problema insolúvel: os atores sempre ficavam pequenos diante daquele colosso de talento e beleza.

De produção modesta – até onde isso era possível na Metro-Goldwyn-Mayer e com a supervisão de Irving Thalberg –, o filme é um deleite, graças à competência do produtor-diretor Fitzmaurice. E, embora fosse um mestre, ele nem recebeu crédito pela direção, ofício ainda pouco valorizado.

Desde então o cinema até que não evoluiu tanto, mas a espionagem...


14 de junho de 2009

'Divã' eleito melhor filme no Festival de Cinema Brasileiro de Miami

O filme Divã, de José Alvarenga Jr., foi o grande vencedor da 13ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Miami, na Flórida, Estados Unidos, que se encerrou no último sábado, 13 de junho. Dos 12 troféus Lente de Cristal disputados por produções de longa-metragem, Divã conquistou sete, inclusive o de melhor filme do júri oficial e o de melhor filme do júri popular.

A seguir a relação dos premiados:
1 - Melhor filme: Divã (2009), de José Alvarenga Jr.
2 - Melhor documentário: Loki - Arnaldo Baptista (2009), de Paulo Henrique Fontenelle
3 - Melhor filme (júri popular): Divã
4 - Melhor diretor: José Alvarenga Jr., por Divã
5 - Melhor ator: Cauã Reymond e João Miguel, ambos por Se Nada Mais Der Certo (2008)
6 - Melhor atriz: Lília Cabral, por Divã
7 - Melhor roteiro: Marcelo Saback, por Divã
8 - Melhor fotografia: Lula Carvalho, por Feliz Natal (2008)
9 - Melhor direção de arte: Cláudio Domingo, por Divã
10 - Melhor montagem: Diana Vasconcellos, por Divã
11 - Melhor som direto: Favela on Blast (2008), de Leandro HBL e Wesley Pentz
12 - Melhor edição de som: Favela on Blast.

4 de junho de 2009

Era uma vez em 3 de junho de 2009

DAVID CARRADINE (72 anos, de causa ainda indefinida), ator norte-americano que atuou em cerca de 130 filmes, dos quais a grande maioria é descartável; entre os memoráveis estão Caminhos Perigosos (Mean Streets, 1973), Esta Terra É Minha Terra (Bound for Glory, 1976), que lhe valeu o prêmio de melhor ator do Conselho Nacional da Crítica (EUA), O Ovo da Serpente (The Serpent's Egg, 1977), Cavalgada de Proscritos (The Long Riders, 1980), Kill Bill - Volume 1 (Kill Bill: Volume 1, 2003) e Kill Bill - Volume 2 (Kill Bill: Volume 2, 2004), que lhe deu o prêmio de melhor ator coadjuvante da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films. Ganhou uma estrela na Calçada da Fama, por seu trabalho na TV, e recebeu uma honraria pela carreira (life achievement) do Action on Film International Film Festival (EUA).


Dados biográficos: John Arthur Carradine nasceu em 8 de dezembro de 1936, em Hollywood. Era filho do lendário ator John Carradine (1906-1988), irmão do ator Bruce Carradine, meio irmão dos atores Keith Carradine, Robert Carradine e Michael Bowen, e pai das atrizes Calista Carradine e Kansas Carradine. Teve um filho com a atriz Barbara Hershey. Deixou viúva a mulher do quinto casamento. Foi encontrado morto no quarto de um hotel de Bangcoc, onde participava da realização de um filme.