16 de janeiro de 2018

'O Rei do Show' é Mais um Grande Filme Musical


No ano passado, tivemos o belíssimo musical "La La Land - Cantando Estações" (La La Land, 2016), que glorificava Los Angeles como a cidade das estrelas, pois lá é onde está Hollywood, que é referida pelos americanos simplesmente como LA. O filme ganhou 6 Oscars, mas não o de melhor filme (embora tenha sido anunciado erroneamente), que foi dado a um filme que defendia boas causas e que em breve será esquecido.
Neste ano, temos outro belíssimo musical, "O Rei do Show" (The Greatest Showman, 2017), que já vi no cinema e gostei muito. Desta vez, o homenageado é Phineas Taylor Barnum, o mais famoso dono de circo dos EUA. Seu circo inspirou o filme "O Maior Espetáculo da Terra" (1952), que teve cenas filmadas em espaços do próprio circo. Este filme ganhou muitos Oscars, inclusive o de melhor filme. P. T. Barnum era também um bom frasista. E "O Rei do Show" se encerra com uma frase dele: "The noblest art is that of making others happy" (A Mais nobre das artes é a que faz os outros felizes.) Eu entendo que o cinema faz parte do ramo do entretenimento e acho que em nenhum outro lugar no mundo se produz entretenimento tão bem quanto em Hollywood. Quando se trata de filme musical, então, não tem pra ninguém. Só dá Hollywood na minha tela.
(Foto: Google Imagems.)

15 de janeiro de 2018

JEAN PORTER (1922-2018), Atriz


A atriz americana Jean Porter morreu no dia 13 de janeiro, em Los Angeles, de causas naturais. Tinha 95 anos.

A carreira de Porter em Hollywood demorou a ganhar relevância. Tendo estreado no cinema em 1936, inicialmente ela apareceu em dez filmes em pequenos papéis não creditados no elenco. E o impulso maior na sua carreira viria após atuar no filme "Noite na Alma" (Till the End of Time, 1946), de Edward Dmytryk, com quem se casaria em 1948. Com ele, faria ainda seu último trabalho no cinema, em "Do Destino Ninguém Foge" (The Left Hand of God, 1955).

Da sua filmografia constam 37 títulos. Dentre os filmes em que desempenhou papéis importantes se destacam também "Andy Hardy Prefere as Loiras" (Andy Hardy's Blonde Trouble, 1944), "Escola de Sereias" (Bathing Beauty, 1944), "Abbot e Costello em Hollywood" (Bud Abbot and Lou Costello in Hollywood, 1945), "Um Expedicionário em Paris" (What Next, Corporal Hargrove?, 1945) e "Golpe do Destino" (Cry Danger, 1951).

Jean Porter nasceu em 8 de dezembro de 1922, em Cisco, Texas. Era viúva do diretor Edward Dmytryk (1908-1999), com quem teve três filhos.

(Foto: Google Imagens.)

13 de janeiro de 2018

TERENCE MARSH (1931-2018), Designer de Produção


O designer de produção inglês Terence Marsh morreu de câncer no dia 9 de janeiro, em Pacific Palisades, Califórnia, EUA. Tinha 86 anos.

Marsh começou sua carreira no cinema em 1955, como desenhista nos estúdios Pinewood, e teve uma ascensão rápida. Em 1961, passou a assiste de diretor de arte e, em 1965, a diretor de arte, função que lhe assegurou a conquista de dois Oscars, por "Doutor Jivago" (Doctor Zhivago, EUA/Itália/Reino Unido, 1965), de David Lean, e "Oliver!" (Idem, Reino Unido, 1968), de Carol Reed.

A partir de 1970, passou a ser designer de produção, a mais importante função da área da direção de arte. Desde então, trabalhou em mais de 30 produções, ao longo de três décadas, sendo que de 1981 em diante serviu quase exclusivamente Hollywood.

Da sua filmografia como designer de produção, sobressaem os filmes "Adorável Avarento" (Scrooge, Reino Unido, 1970), "Mary Stuart, Rainha da Escócia" (Mary, Queen of Scots, Reino Unido/EUA, 1971), "Uma Ponte Longe Demais" (A Bridge Too Far, EUA/Reino Unido, 1977), "Ausência de Malícia" (Absence of Malice, EUA, 1981), "S.O.S. - Tem um Louco Solto no Espaço" (Spaceballs, EUA, 1987), "Caçada ao Outubro Vermelho" (The Hunt for Red October, EUA, 1990), "Instinto Selvagem" (Basic Instinct, França/EUA, 1992), "Um Sonho de Liberdade" (The Shawshank Redemption, EUA, 1994) e "À Espera de um Milagre" (The Green Mile, EUA, 1999).

Em 2010, o Sindicato dos Diretores de Arte dos EUA lhe concedeu o prêmio pelo conjunto da obra.

Terence Marsh nasceu em 14 de novembro de 1931, em Londres. Deixou viúva a produtora Sandra Marsh, com quem tinha três filhas.

(Foto: Google Imagens.)

11 de janeiro de 2018

HENRIQUE CÉSAR (1933-2018), Ator


O ator brasileiro Henrique César morreu de câncer no dia 9 de janeiro, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.

Ele fez sua estreia no cinema em "Vou Te Contá" (1958), comédia paulista que seguia o modelo da chanchada carioca. Mais tarde, ele atuaria em pornochanchadas, como "Cada um Dá o que Tem" (1975) e "As Secretárias que Fazem de Tudo" (1975).

Sua filmografia conta 14 filmes, dentre os quais se destacam "O Grande Momento" (1958), de Roberto Santos, "O Vigilante Rodoviário" (1962), de Ary Fernandes, "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (2001), de André Klotzel, e "Divã" (2009), de José Alvarenga Jr.

Infelizmente, o cinema brasileiro não é levado muito a sério. Disso decorre tanto a carência de informações quanto o desencontro de dados. Sobre Henrique César, não conseguimos obter informes sobre casamentos e número de filhos, nem seu nome completo, embora um dos obituários tenha mencionado que o filho que noticiou a sua morte se chama Ricardo Nimitz de Souza Oliveira. O ano de seu nascimento também é controverso, havendo referências a 1932, 1933 e 1934. Optamos por 1933, por ser compatível com a idade de 84 anos, citada em quase todos os obituários, apesar da evidência de que estes tenham se baseado em uma mesma fonte.

Henrique César nasceu em 11 de janeiro de 1933, em Canguçu, Rio Grande do Sul.

10 de janeiro de 2018

DONNELLY RHODES (1937-2018), Ator


O ator canadense Donnelly Rhodes morreu de câncer no dia 8 de janeiro, em Maple Ridge, Canadá, aos 80 anos.

Rhodes estreou em Hollywood na segunda metade da década de 1950, fazendo pontas não creditas em dois filmes irrelevantes. Em seguida, ele se passou de armas e bagagem para a TV, onde teve uma carreira longa e produtiva, tanto nos EUA como no Canadá.

Sua filmografia conta apenas 18 filmes, a maior parte deles realizados nos EUA, mas poucos merecem ser lembrados, como "Butch Cassidy" (Butch Cassidy and the Sundance Kid, EUA, 1969), "Fator Netuno" (The Neptune Factor, Canadá, 1973), "Neve pra Cachorro" (Snow Dogs, Canadá/EUA, 2002), "Ramona e Beezus" (Ramona and Beezus, EUA, 2010) e "Tron - O Legado" (Tron, EUA, 2010).

Donnelly Rhodes Henry nasceu em 4 de dezembro de 1937, em Winnipeg, Canadá. Casou-se cinco vezes e teve dois filhos, do primeiro e do terceiro casamentos. Era pai da assistente de escalação de elenco e motorista do transporte de elenco para locações de filmagem Seana Henry.

(Foto: Google Imagens.)

GRETA THYSSEN (1933-2018), Atriz


A atriz dinamarquesa Greta Thyssen morreu no dia 6 de janeiro, em Nova York, de pneumonia. Tinha 84 anos.

Greta era morena quando apareceu em um filme em 1950 e foi eleita Miss Dinamarca em 1952. Nessa época, Marilyn Monroe tornou-se um símbolo sexual internacional. Greta, então, decidiu repaginar-se como loira e ir tentar a sorte em Hollywood, onde começou fazendo um pequeno papel em "Nunca Fui Santa" (Bus Stop, 1956), além de servir de dublê de corpo de Marilyn Monroe, a estrela do filme.

Infelizmente, Greta não teve muita sorte em Hollywood, talvez por falta de talento dramático. Mas soube explorar seus dotes físicos para conquistar merecidos "quinze minutos" de fama. É mais lembrada por ter aparecido em três curtas-metragens dos comediantes Os Três Patetas: "Dispostos a Pagar Impostos" (Quiz Whizz, 1958), "Meu Querido Lorde" (Pies and Guys, 1958) e "O Touro É um Estouro" (Sappy Bull Fighters, 1959).

Sua filmografia hollywoodiana de longas-metragens se restringe a dez títulos, no período de 1956 a 1967, ano em que encerrou sua carreira no cinema, tendo apenas dois filmes memoráveis: "A Fera de Budapeste" (The Beast of Budapest, 1958), de Harmon Jones, e "Sombras" (Shadows, 1959), de John Cassavetes.

Nasceu Greta Thysegen em 30 de março de 1933, em Copenhague, Dinamarca. Foi casada quatro vezes e tinha uma filha do quarto casamento.

(Foto: Cena do filme "O Touro É um Estouro". Google Imagens.)

8 de janeiro de 2018

GLOBO DE OURO 2018: A Lista dos Vencedores


A 75ª cerimônia de entrega dos prêmios Globo de Ouro, concedidos pelos correspondentes da imprensa estrangeira em Hollywood, transcorreu ontem em Los Angeles. O filme mais premiado, inclusive com a estatueta de melhor filme, foi "Três Anúncios para um Crime", que levou quatro estatuetas.
Houve dois momentos em que, comovida, a plateia aplaudiu de pé. O primeiro, e mais tocante, foi quando o lendário ator Kirk Douglas, com seus 101 anos, em cadeira de rodas, apresentou o prêmio de melhor roteiro, acompanhado por Catherine Zeta-Jones, sua nora. O outro foi quando Oprah Winfrey, ao receber o prêmio honorário Cecil B. DeMille, fez um discurso forte, contundente, em defesa das mulheres vítimas de abuso sexual.
A seguir, a relação dos premiados da área do cinema:

1 - Melhor Filme (Drama): "Três Anúncios para um Crime" (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Reino Unido/EUA, 2017), de Martin McDonagh

2 - Melhor Filme (Comédia ou Musical): "Lady Bird - É Hora de Voar" (Lady Bird, EUA, 2017), de Greta Gerwig

3 - Melhor Diretor: "Guillermo del Toro, por "A Forma da Água" (The Shape of Water, EUA, 2017)

4 - Melhor Atriz (Drama): Frances McDormand, por "Três Anúncios para um Crime"

5 - Melhor Ator (Drama): Gary Oldman, por "O Destino de uma Nação" (Darkest Hour, Reino Unido, 2017), de Joe Wright

6 - Melhor Atriz (Comédia ou Musical): Saoirse Ronan, por "Lady Bird - É Hora de Voar"

7 - Melhor Ator (Comédia ou Musical): James Franco, por "Artista do Desastre" (The Disaster Artist, EUA, 2017), de James Franco

8 - Melhor Atriz Coadjuvante: Allison Janney, por "Eu, Tonya" (I, Tonya, EUA, 2017), de Craig Gillespie

9 - Melhor Ator Coadjuvante: Sam Rockwell, por "Três Anúncios para um Crime"

10 - Melhor Roteiro: Martin McDonagh, por "Três Anúncios para um Crime"

11 - Melhor Trilha Musical: Alexandre Desplat, por "A Forma da Água"

12 - Melhor Filme de Animação: "Viva - A Vida É uma Festa" (Coco, EUA, 2017), de Lee Unkrich e Adrian Molina

13 - Melhor Filme em Língua Estrangeira: "Em Pedaços" (Aus dem Nichts, Alemanha/França, 2017), de Fatih Akin

14 - Melhor Canção Original: Benj Pasek e Justin Paul, por "This Is Me" - do filme "O Rei do Show" (The Greatest Showman, EUA, 2017), de Michael Gracey

15 - Prêmio Cecil B. DeMille: Oprah Winfrey.

5 de janeiro de 2018

DARLANNE FLUEGEL (1953-2017), Atriz


A atriz americana Darlanne Fluegel morreu de Alzheimer no dia 15 de dezembro, em Orlando, Flórida. Tinha 64 anos.

Fluegel começou como modelo da agência Ford, em Nova York, em 1970. Aos 25 anos, ela resolveu trocar a carreira de modelo pela de atriz, estreando no cinema em "Os Olhos de Laura Mars" (Eyes of Laura Mars, 1978), de Irvin Kershner.

Sua filmografia conta apenas 15 filmes, dentre os quais se destacam "Era Uma Vez na América" (Once Upon a Time in America, 1984), de Sergio Leone, "Viver e Morrer em Los Angeles" (To Live and Die in L.A., 1985), de William Firedkin, "Dois Policiais em Apuros" (Running Scared, 1986), de Peter Hyams, e "Os Últimos Durões" (Tough Guys, 1986), de Jeff Kanew.

Após o filme "Os Últimos Durões", Fluegel passou a ganhar papéis de maior importância na trama, mas em filmes cada vez menos relevantes, o que a levou a se aposentar no meado da década de 1990.

Darlanne Fluegel nasceu em 25 de novembro de 1953, em Wilkes-Barre, Pensilvânia. Entre 2002 e 2007, lecionou interpretação na University of Central Florida, na Flórida. Era divorciada e tinha um casal de filhos. Era mãe da atriz Jenicka Carey.

(Foto: Google Imagens.)

3 de janeiro de 2018

PEGGY CUMMINS (1925-2017), Atriz


A atriz galesa Peggy Cummins morreu no dia 29 de dezembro, em Londres, Inglaterra, aos 92 anos.

Cummins estreou no cinema inglês, aparecendo em cinco filmes, todos desconhecidos no Brasil, antes de ser convocada por Hollywood, onde atuou em quatro filmes, entre os quais o cultuado filme noir "Mortalmente Perigosa" (Gun Crazy, 1950), de Joseph H. Lewis, que marcou o ponto alto da sua carreira. Os outros filmes hollywoodianos são "Tenho Direito ao Amor" (The Late George Apley, 1947), "Rosas Trágicas" (Moss Rose, 1947) e "Verdes Campos do Wyoming" (Green Grass of Wyoming, 1948).

Dentre a sua filmografia inglesa se destacam "Homem em Fuga" (Escape, 1948), "Na Rota do Inferno" (Hell Drivers, 1957), "A Noite do Demônio" (Night of the Demon, 1957), "Camarotes Indiscretos" (The Captain's Table, 1959) e "Deu a Louca no Doutor" (In the Doghouse, 1962), com o qual pôs fim à sua carreira no cinema.

Nasceu Augusta Margaret Diane Fuller em 18 de dezembro de 1925, em Prestatyn, País de Gales. Era viúva e tinha dois filhos.

(Foto: Google Imagens.)

1 de janeiro de 2018

JOSÉ LOUZEIRO (1932-2017), Roteirista


O jornalista, escritor e roteirista brasileiro José Louzeiro morreu no dia 29 de dezembro, no Rio de Janeiro, de parada cardiorrespiratória. Tinha 85 anos.

Louzeiro se radicou no Rio de Janeiro em 1954 e, desde então, trabalhou em alguns dos mais importantes veículos da imprensa brasileira. Graças à sua experiência como repórter policial, pôde se dedicar ao romance-reportagem, gênero literário do qual foi pioneiro no Brasil, e escreveu dezenas de livros.

Na condição de roteirista, teve participação em 17 filmes, entre os quais "Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia" (1977), "Os Amores da Pantera" (1977), "Amor Bandido" (1978), "Viagem ao Céu da Boca" (1981), "Amor Maldito" (1984) e "O Homem da Capa Preta" (1986).

Os filmes "Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia" (1977), "Pixote - A Lei do Mais Fraco" (1981) e "Quem Matou Pixote?" (1996) foram baseados em livros de sua autoria.

José de Jesus Louzeiro nasceu em 19 de setembro de 1932, em São Luís, Maranhão. Tinha cinco filhos.

(Foto: Google Imagens.)

31 de dezembro de 2017

THOMAS STANFORD (1924-2017), Montador


O alemão editor de filmes Thomas Stanford morreu no dia 23 de dezembro, em Santa Fé, Novo México, aos 93 anos.

Educado na Suíça e na Inglaterra, Stanford fez carreira em Hollywood e ganhou o Oscar de melhor montagem pelo filme musical "Amor, Sublime Amor" (West Side Story, 1961), de Robert Wise e Jerome Robbins, seu segundo trabalho como montador.

Sua filmografia não chega a 20 títulos, mas inclui diversos outros bons filmes, como "De Repente, no Último Verão" (Suddenly, Last Summer, 1959), "Quando Floresce o Amor" (The Truth About Spring, 1965), "Uma Vida em Suspense" (The Slender Thread, 1965), "Inferno no Pacífico" (Hell in the Pacific, 1968), "Os Rebeldes" (The Reivers, 1969), "Mais Forte que a Vingança" (Jeremiah Johnson, 1972) e "Operação Yakuza" (The Yakuza, 1974).

Thomas Stanford nasceu em 1924, na Alemanha.

(Foto: Google Imagens.)

28 de dezembro de 2017

JACK BLESSING (1951-2017), Ator


O ator americano Jack Blessing morreu no dia 14 de novembro, em Chatsworth, Califórnia, de câncer no pâncreas, mas sua morte só foi divulgada em 27 de dezembro. Tinha 66 anos.

Embora tenha aparecido em mais de uma centena de produções na TV e no cinema, Jack Blessing foi ainda mais solicitado para emprestar a sua bela voz, tanto na TV quanto no cinema.

Sua filmografia como ator se restringe a nove filmes, entre os quais estão "O Portal do Paraíso" (Heaven's Gate, 1980), "Curso de Férias" (Summer School, 1987), "Treze Dias que Abalaram o Mundo" (Thirteen Days, 2000) e "Ricky Bobby - A Toda Velocidade" (Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby, 2006).

John Michael Blessing nasceu em 29 de julho de 1951, em Baltimore, Maryland. Deixou viúva e dois filhos.

(Foto: Google Imagens.)

27 de dezembro de 2017

ARACY CARDOSO (1937-2017), Atriz


A atriz brasileira Aracy Cardoso morreu no dia 26 de dezembro, no Rio de Janeiro, aos 80 anos.

Aracy trabalhou mais na TV, tendo aparecido em apenas sete filmes de longa-metragem: "Fatalidade" (1953), "Destino em Apuros" (1954), "Sai de Baixo" (1956), "Depois do Carnaval" (1959), "Teus Olhos Castanhos" (1961), "O Homem Nu" (1997) e "Nosso Lar" (2010).

Em 2005, ela ganhou o prêmio de melhor atriz de curta-metragem, no Cine-PE (Festival de Recife), por "A Hora do Galo" (2004).

Segundo o cinéfilo Alberto Francisco Carmo, "Destino em Apuros" foi o primeiro filme brasileiro colorido. O modesto estúdio paulista Multifilmes, que o produziu, usou o processo fotográfico Anscolor, não tão bom quanto o Eastmancolor ou o Technicolor, pois se deteriorava rapidamente. O diretor do filme, Ernesto Remani (1906-1966), nasceu em Merano, Itália, quando a cidade se chamava Meran e pertencia ao Império Autro-Húngaro.

Aracy Cardoso nasceu em 17 de junho de 1937, no Rio de Janeiro. As fontes de informação consultadas divergem quanto ao seu nome completo: Aracy Cardoso de Almeida Lima ou Aracy Cardoso Fróes. Era viúva do ator, diretor e produtor Ibanez Filho (1926-2006), com quem teve dois filhos.

(Foto: Google Imagens.)