4 de março de 2018

Independent Spirit Awards 2018: Melhor para "Corra!"


A 33ª edição dos prêmios Film Independent Spirit, que destacam os melhores do cinema independente americano, aconteceu no dia 3 de março em Santa Mônica, Califórnia. "Corra!", de Jordan Peele, levou os troféus de melhor filme e melhor diretor. As atrizes Frances McDormand e Allison Janney e o ator Sam Rockwell já conquistaram o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato dos Atores da Tela; portanto, são para lá de favoritos na disputa pelo Oscar, hoje à noite.
A seguir, a lista dos vencedores:

1 - Melhor Filme: "Corra!" (Get Out, Japão/EUA, 2017)

2 - Melhor Diretor: Jordan Peele, por "Corra!"

3 - Melhor Primeiro Filme: "Ingrid Goes West" (Sem título no Brasil, EUA, 2017), de Matt Spicer

4 - Melhor Atriz: Frances McDormand, por "Três Anúncios para um Crime" (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Reino Unido/EUA, 2017), de Martin McDonagh

5 - Melhor Ator: Timothée Chalamet, por "Me Chame pelo Seu Nome" (Call Me by Your Name, Itália/França/Brasil/EUA, 2017), de Luca Guadagnino

6 - Melhor Atriz Coadjuvante: Allison Janney, por "Eu, Tonya" (I, Tonya, EUA, 2017), de Craig Gillespie

7 - Melhor Ator Coadjuvante: Sam Rockwell, por "Três Anúncios para um Crime"

8 - Melhor Roteiro: Greta Gerwig, por "Lady Bird - A Hora de Voar" (Lady Bird, EUA, 2017), de Greta Gerwig

9 - Melhor Primeiro Roteiro: Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon, por "Doentes do Amor" (The Big Sick, EUA, 2017), de Michael Showalter

10 - Melhor Filme Internacional: "Uma Mulher Fantástica" (Una Mujer Fantástica, Chile/Alemanha/Espanha/EUA, 2017), de Sebastián Lelio

11 - Melhor Documentário: "Visages Villages" (Idem, França, 2017), de Agnès Varda e JR

12 - Melhor Montagem: Tatiana S. Riegel, por "Eu, Tonya"

13 - Melhor Fotografia: Sayombhu Mukdeeprom, por "Me Chame pelo Seu Nome"

14 - Prêmio John Cassavetes: "Life & Nothing More" (Sem título no Brasil, Espanha/EUA, 2017), de Antonio Méndez Esparza

15 - Prêmio Robert Altman: "Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi" (Mudbound, EUA, 2017), de Dee Rees

16 - Prêmio Mais Verdadeiro que a Ficção: Jonathan Olshefski, diretor do documentário "Quest" (Sem título no Brasil, EUA, 2017)

17 - Prêmio Produtores: Summer Shelton

18 - Prêmio Alguém em Quem Prestar Atenção: Justin Chon, diretor e roteirista de "Gook" (Sem título no Brasil, EUA, 2017)

19 - Prêmio Bonnie: Chloé Zhao, diretora, produtora e roteirista de "The Rider" (Sem título no Brasil, EUA, 2017).

(Foto: Google Imagens.)

3 de março de 2018

FRAMBOESA DE OURO 2018: Os Piores de Hollywood em 2017


O anúncio dos antiprêmios Framboesa de Ouro ocorreu hoje em Los Angeles. "Emoji - O Filme" foi aquinhoado com quatro troféus, incluindo os de pior filme, pior diretor e pior roteiro. O ator Tyler Perry, que interpretou uma mulher, foi agraciado como pior atriz. Foi a 38ª edição da brincadeira promovida por Golden Raspberry Award.
A seguir, a lista dos infelizes ganhadores:

1 - Pior Filme: "Emoji - O Filme" (The Emoji Movie, EUA, 2017), de Tony Leondis

2 - Pior Ator: Tom Cruise, por "A Múmia" (The Mummy, China/Japão/ EUA, 2017), de Alex Kurtzman

3 - Pior Atriz: Tyler Perry, por "BOO 2!: A Madea Halloween" (Sem título no Brasil, EUA, 2017), de Tyler Perry

4 - Pior Ator Coadjuvante: Mel Gibson, por "Pai em Dose Dupla 2" (Daddy's Home 2, EUA, 2017), de Sean Anders

5 - Pior Atriz Coadjuvante: Kim Basinger, por "Cinquenta Tons Mais Escuros" (Fifty Shades Darker, EUA/China, 2017), de James Foley

6 - Pior Diretor: Tony Leondis, por "Emoji - O Filme"

7 - Pior Roteiro: Tony Leondis, Eric Siegel e Mike White, por "Emoji - O Filme"

8 - Pior Combo da Tela: Quaisquer dois detestáveis emojis em "Emoji - O Filme"

9 - Pior Sequência: "Cinquenta Tons Mais Escuros".

(Foto: Google Imagens.)

4 de fevereiro de 2018

OSWALDO LOUREIRO (1932-2018), Ator


O ator brasileiro Oswaldo Loureiro, que sofria do mal de Alzheimer, morreu no dia 3 de fevereiro, em São Paulo, de parada cardíaca. Tinha 85 anos.

Loureiro começou sua carreira no cinema, ainda criança, no filme "É Proibido Sonhar" (1944), de Moacyr Fenelon. Depois, apareceu em outros quatro filmes até 1948. Na transição para a vida adulta, mudou sua carreira para o teatro, ao qual se dedicou com exclusividade por cerca de dez anos, tornando-se uma figura de primeira grandeza dos palcos.

Da sua primeira fase no cinema, merecem destaque os filmes "Asas do Brasil" (1947), de Moacyr Fenelon, e "Inconfidência Mineira" (1948), de Carmen Santos.

Ele retornou ao cinema a partir de 1959, e atuou em mais 27 filmes até 1998, alternando trabalhos no cinema, no teatro e na TV. Desta fase, são dignos de nota os filmes "Engraçadinha Depois dos Trinta" (1966), "Uma Rosa para Todos" (Una rosa per tutti, Itália, 1967), filmado no Brasil, "O Homem Nu" (1968), "O Beijo no Asfalto" (1981), "Bar Esperança" (1983) e "Leila Diniz" (1987).

Oswaldo Loureiro Filho nasceu em 23 de julho de 1932, no Rio de Janeiro. Foi presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro. Deixou viúva Madalena Azevedo Loureiro, com quem tinha uma filha.

(Foto: Google Imagens.)

DGA Awards 2018: 'A Forma da Água' Ganha Mais Um Prêmio


A 70ª cerimônia de entrega dos prêmios do Directors Guild of America (Sindicato dos Diretores da América), realizado no dia 3 de fevereiro, resultou em mais uma conquista do filme "A Forma da Água", de Guillermo del Toro. O filme já tinha recebido o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato dos Produtores da América. Pode-se dizer, então, que é o favorito para ganhar também o Oscar de melhor filme, no dia 4 de março.
A seguir, os premiados da área do cinema:

1 - Direção Excepcional de Filme de Longa-Metragem: Guillermo del Toro, por "A Forma da Água" (The Shape of Water, EUA, 2017)

2 - Direção Excepcional de Documentário: Matthew Heineman, por "City of Ghosts" (Sem título no Brasil, EUA, 2017)

3 - Direção Excepcional de Filme de Longa-Metragem pela Primeira Vez: Jordan Peele, por "Corra!" (Get Out, Japão/EUA, 2017).

(Foto: Google Imagens.)

3 de fevereiro de 2018

ANN GILLIS (1927-2018), Atriz


A atriz americana Ann Gillis morreu no dia 31 de janeiro, em Horam, Inglaterra, aos 90 anos.

Gillis foi uma atriz infantil dos anos 1930, quando reinava em Hollywood a pixote Shirley Temple. Os esforços da Warner Bros. para torná-la uma competidora de Temple não produziram o resultado esperado. Mesmo assim, ela apareceu em 38 filmes de 1934 até 1947, quando sua carreira se mostrou sem futuro. Ela trocou Hollywood por Nova York e, depois, Nova York por Londres. Nos anos 1950 e 60 ela fez trabalhos esporádicos na TV, nos EUA e na Inglaterra.

Da sua filmografia hollywoodiana constam alguns filmes que passaram no teste do tempo, como "Ziegfeld - O Criador de Estrelas" (The Great Ziegfeld, 1936), "As Aventuras de Tom Sawyer" (The Adventures of Tom Sawyer, 1938), "Beau Geste" (Idem, 1939) e "Tudo Isto e o Céu Também" (All This, and Heaven Too, 1940).

Gillis vivia em Londres quando se preparava a produção de "2001 - Uma Odisseia no Espaço" (2001: A Space Odyssey, 1968), de Stanley Kubrick. Atendendo a um chamado da produção, que buscava uma atriz americana que vivesse na cidade, ela se apresentou para um teste e ganhou um pequeno mas importante papel no filme, encerrando sua carreira com chave de ouro.

Nasceu Alma Mabel Conner em 12 de fevereiro de 1927, em Little Rock, Arkansas. Mudou-se para a Bélgica em 1972, onde se casou pela terceira vez em 1991 e se enviuvou em 1999. Em 2014, retornou para a Inglaterra. Tinha dois filhos do primeiro casamento e um do segundo.

(Foto: Google Imagens.)

2 de fevereiro de 2018

LOUIS ZORICH (1924-2018), Ator


O ator americano Louis Zorich morreu no dia 30 de janeiro, em Nova York, aos 93 anos.

Zorich trabalhou mais no teatro e na TV. No cinema, atuou como coadjuvante em cerca de 40 filmes, entre 1966 e 2016, mas a maioria deles não tem relevância. Da sua filmografia constam "Meu Nome É Coogan" (Coogan's Bluff, 1968), "Popi" (Idem, 1969), "Um Violinista no Telhado" (Fiddler on the Roof, 1971), "Os Safados" (Dirty Rotten Scoundrels, 1988), "Vida de Cidade" (City of Hope, 1991) e "O Substituto" (Detachment, 2011).

Louis Zorich nasceu em 12 de fevereiro de 1924, em Chicago, Illinois. Deixou viúva a atriz Olympia Dukakis, com quem tinha três filhos. Era pai da atriz e produtora Christina Zorich.

(Foto: Google Imagens.)

31 de janeiro de 2018

O Filme 'The Post - A Guerra Secreta' Vale o Ingresso


Hoje, vi no cinema o filme "The Post - A Guerra Secreta", de Steven Spielberg. O título original, The Post, refere-se ao jornal The Washington Post. A história se passa na época do governo Nixon, por volta de 1971, quando a Guerra do Vietnã já estava perdida pelos EUA. A cúpula do jornal consegue ter acesso aos chamados Pentagon Papers (Documentos do Pentágono), com informações secretas sobre os primórdios da Guerra do Vietnã, e se vê no dilema entre divulgar ou não o seu conteúdo. A mandachuva do Post, vivida pela Meryl Streep, tem que tomar uma decisão, sabendo que a divulgação significa enfrentar o governo Nixon nos tribunais. Como é de conhecimento geral, o jornal faz a publicação e ganha a batalha nos tribunais. No final, alguém ouve, ao telefone, e repete o que vem da Suprema Corte de Justiça. A última frase é um primor sobre o papel da imprensa numa democracia: "A imprensa deve servir aos governados e não aos governantes".

Gostei do filme, ma non troppo. E não entendi por que Meryl Streep foi indicada ao Oscar de melhor atriz. Seu papel poderia ser interpretado por qualquer boa atriz de Hollywood. Em boa parte do filme, ela passeia por amplos espaços. Dá até para dizer que ela faz o papel de uma grande atriz aborrecida por encarnar uma personagem de pouca expressão. Só há um momento em que seu talento é demandado: quando, ao telefone, ela toma a crucial decisão de publicar o conteúdo dos Pentagon Papers. Como pode alguém desempenhar um papel no piloto automático, como ela fez, e ser indicada ao Oscar? A Academia deve gostar muito dela, não tem outra explicação.

(Foto: Google Imagens.)

29 de janeiro de 2018

JOHN MORRIS (1926-2018), Compositor


O compositor de trilhas musicais americano John Morris morreu no dia 25 de janeiro, em Red Rock, estado de Nova York, de causas naturais. Tinha 91 anos.

Morris era mais conhecido como compositor de trilhas para as comédias de Mel Brooks. Aliás, a sua primeira trilha no cinema foi para "Primavera para Hitler" (The Producers, 1967), o primeiro filme dirigido por Mel Brooks. A parceria deles prosseguiu por mais sete filmes, e houve casos em que Morris compôs também a canção-título e/ou atuou como diretor musical e/ou orquestrador. Entre os outros filmes da parceria estão "Banzé no Oeste" (Blazing Saddles, 1974), "O Jovem Frankenstein" (Young Frankenstein, 1974) e "Alta Ansiedade" (High Anxiety, 1977).

Dentre os filmes de outros diretores, para os quais compôs trilhas, se destacam "Um Casamento de Alto Risco" (The In-Laws, 1979), "O Homem Elefante" (The Elephant Man, 1980), "Ritmo Quente" (Dirty Dancing, 1987) e "Ironweed" (Idem, 1987).

John Leonard Morris nasceu em 18 de outubro de 1926, em Elizabeth, Nova Jersey. Deixou viúva e dois filhos.

(Foto: Google Imagens.)

28 de janeiro de 2018

Art Directors Guild Awards 2018: Mais um Prêmio para 'A Forma da Água'


A 22ª edição dos prêmios do Sindicato dos Diretores de Arte aconteceu ontem, em Los Angeles, e "A Forma da Água" foi mais uma vez laureado.
A seguir, a lista dos premiados da área do cinema:

1 - Filme de Época: "A Forma da Água" (The Shape of Water, EUA/ Canadá, 2017), de Guillermo del Toro

2 - Filme Contemporâneo: "Logan" (Idem, Canadá/Austrália/EUA, 2017), de James Mangold

3 - Filme de Fantasia: "Blade Runner 2049" (Idem, EUA/Reino Unido/ Hungria/Canadá, 2017), de Denis Villeneuve

4 - Filme de Animação: "Viva - A Vida É uma Festa" (Coco, EUA, 2017), de Lee Unkrich e Adrian Molina

5 - Prêmio William Cameron Menzies: Ron Clements e John Musker, diretores de animação

6 - Prêmio de Excepcional Realização Criativa: Michael Baugh, designer de produção

7 - Prêmio pela Carreira: James J. Murakami, designer de produção e diretor de arte; Norman Newberry, diretor de arte; e Martin A. Kline, ilustrador de produção e diretor de arte de efeitos visuais.

(Foto: Google Imagens.)

27 de janeiro de 2018

LOUIE ELIAS (1933-2017), Ator e Dublê


O ator e dublê americano Louie Elias morreu no dia 13 de dezembro de 2017, aos 84 anos.

Louie Elias foi jogador de rúgbi e futebol americano na Universidade da Califórnia. Depois da faculdade, jogou futebol americano profissionalmente por algum tempo, mas teve de parar por causa de problema no joelho. Então, resolveu tentar a sorte como ator, em Hollywood, em cujas cercanias foi criado.

A carreira de ator não se mostrou promissora, ficando restrita a pequenos papéis, principalmente na TV. Mas o fato de ter um bom porte físico abriu-lhe a oportunidade de trabalhar como dublê, e estreou na função em "Spartacus" (Idem, 1960), de Stanley Kubrick.

Sua filmografia como dublês inclui também "Batman - O Homem-Morcego" (Batman: The Movie, 1966), "O Planeta dos Macacos" (Planet of the Apes, 1968), "Bravura Indômita" (True Grit, 1969), "Meu Ódio Será Sua Herança" (The Wild Bunch, 1969), "Corrida Contra o Destino" (Vanishig Point, 1971), "Os Chacais do Oeste" (The Train Robbers, 1973), "A Primeira Página" (The Front Page, 1974) e "Dick Tracy" (Idem, 1990), com o qual encerrou a carreira de dublê.

Louie Nicholas Elias nasceu em 21 de novembro de 1933, em Los Angeles. Foi casado com Carol Lilly, com quem teve cinco filhos, depois se separaram sem nunca se divorciarem. Era irmão do ator James Stacy (1936-2016) e tio da atriz Heather Elias.

(Foto: Google Imagens.)