5 de março de 2018

Oscar 2018: A Lista dos Vencedores


A 90ª cerimônia de entrega dos Oscars, prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, aconteceu na noite de 4 para 5 de março, em Los Angeles. O filme "A Forma da Água" saiu-se vencedor de quatro estatuetas, incluindo as de melhor filme e melhor diretor. Gary Oldman, quando subiu ao palco para receber o troféu de melhor ator, foi aplaudido de pé, em reconhecimento por sua atuação memorável no papel de Winston Churchill. Warren Beatty e Faye Donaway, que apresentaram o prêmio de melhor filme em 2017 e foram vítimas de trapalhada, anunciando o filme "La La Land - Cantando Estações" em vez de "Sob a Luz do Luar", o verdadeiro vencedor, apresentaram outra vez o mesmo prêmio e foram aplaudidos de pé. Rita Moreno, Eva Marie Saint e Chirstopher Walken, veteranos ganhadores do Oscar de melhor atriz ou ator coadjuvante, também apresentaram prêmios.

A seguir, a relação dos premiados na categoria longa-metragem:

1 - Melhor Filme: "A Forma da Água" (The Shape of Water, EUA/ Canadá, 2017)

2 - Melhor Diretor: Guillermo del Toro, por "A Forma da Água"

3 - Melhor Ator: Gary Oldman, por "O Destino de uma Nação" (Darkest Hour, EUA/Reino Unido, 2017), de Joe Wright

4 - Melhor Atriz: Frances McDormand, por "Três Anúncios para um Crime" (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Reino Unido/EUA, 2017), de Martin McDonagh

5 - Melhor Ator Coadjuvante: Sam Rockwell, por "Três Anúncios para um Crime"

6 - Melhor Atriz Coadjuvante: Allison Janney, por "Eu, Tonya" (I, Tonya, EUA, 2017), de Craig Gillespie

7 - Melhor Roteiro Original: Jordan Peele, por "Corra!" (Get Out, Japão/ EUA, 2017), de Jordan Peele

8 - Melhor Roteiro Adaptado: James Ivory, por "Me Chame pelo Seu Nome" (Call Me by Your Name, Itália/França/Brasil/EUA, 2017), de Luca Guadagnino

9 - Melhor Filme em Língua Estrangeira: "Uma Mulher Fantástica" (Una Mujer Fantástica, Chile/Alemanha/Espanha/EUA, 2017), de Sebastián Lelio

10 - Melhor Design de Produção: Paul D. Austerberry, Shane Vieau e Jeffrey A. Melvin, por "A Forma da Água"

11 - Melhor Fotografia: Roger Deakins, por "Blade Runner 2049" (Idem, EUA/Reino Unido/Hungria/Canadá, 2017), de Denis Villeneuve

12 - Melhor Figurino: Mark Bridges, por "Trama Fantasma" (Phantom Thread, EUA, 2017), de Paul Thomas Anderson

13 - Melhor Trilha Musical: Alexandre Desplat, por "A Forma da Água"

14 - Melhor Canção Original: Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, por "Remember Me" - do filme "Viva - A Vida É uma Festa" (Coco, EUA, 2017), de Lee Unkrich e Adrian Molina

15 - Melhor Edição: Lee Smith, por "Dunkirk" (Idem, ReinoUnido/ Holanda/França/EUA, 2017), de Christopher Nolan

16 - Melhor Maquiagem e Estilo de Cabelo: Kazuhiro Tsuji, David Malinowski e Lucy Sibbick, por "O Destino de uma Nação"

17 - Melhor Edição de Som: Richard King e Alex Gibson, por "Dunkirk"

18 - Melhor Mixagem de Som: Gregg Landaker, Gary Rizzo e Mark Weingarten, por "Dunkirk"

19 - Melhor Filme de Animação: "Viva - A Vida É uma Festa"

20 - Melhor Documentário: "Ícaro" (Icarus, EUA, 2017), de Bryan Fogel

21 - Melhores Efeitos Visuais: John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover, por "Blade Runner 2049".

4 de março de 2018

TÔNIA CARRERO (1922-2018), Atriz


A atriz brasileira Tônia Carrero morreu no dia 3 de março, no Rio de Janeiro, aos 95 anos.

Uma das mais belas e talentosas atrizes dos palcos brasileiros, Tônia brilhou também no cinema e na TV durante décadas. Atuou em 12 filmes entre 1947 e 1969, passando, daí em diante, a ter mais presença na TV que no cinema, participando de outros seis filmes apenas.

Após aparecer em três filmes, ela se tornou uma das estrelas da Vera Cruz, estúdio criado em 1949, em São Paulo, pelo industrial italiano Franco Zampari, que tentou reproduzir o modelo hollywoodiano mas a realidade adversa condenou o experimento a uma vida breve. Tônia só pôde estrelar três produções do estúdio: "Tico-Tico no Fubá" (1952), de Adolfo Celi, "Appassionata" (1952), de Fernando de Barros, e "É Proibido Beijar" (1954), de Ugo Lombardi.

Tônia foi requisitada inclusive para coproduções internacionais: "Alias Gardelito" (Sem título no Brasil, Argentina, 1961), de Lautaro Murúa, "Sócio de Alcova" (Argentina/Brasil/EUA/Espanha, 1962), de George Cahan, "Copacabana Palace" (Itália/França/Brasil, 1962), de Steno, e "A Bela Palomera" (Espanha/Brasil, 1988), de Ruy Guerra.

Outros filmes da filmografia de Tônia dignos de nota são "Mãos Sangrentas" (1955) e "Esse Rio que Eu Amo" (1962), ambos de Carlos Hugo Christensen, "Tempo de Violência" (1969), de Hugo Kusnet, "Fogo e Paixão" (1988), de Marcio Kogan e Isay Weinfeld, e "Chega de Saudade" (2007), de Laís Bodanzky, pelo qual ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante, em companhia de seis outras atrizes do elenco, no Festival de Cartagena, na Colômbia.

Quando foi condecorada pelo governo brasileiro, Tônia já havia recebido do governo da França a comenda Chevalier de l'Ordre des Arts et Lettres.

Nasceu Maria Antonietta Farias Portocarrero em 23 de agosto de 1922, no Rio de Janeiro. Com o primeiro marido, o artista plástico, ator e diretor Carlos Thiré (1927-1963), teve seu único filho, o ator e diretor Cecil Thiré. Seu segundo marido foi o diretor e ator italiano Adolfo Celi (1922-1986), por quem se apaixonou durante as filmagens de "Tico-Tico no Fubá". Era avó dos atores Miguel Thiré e Carlos Thiré e da atriz Luisa Thiré, e bisavó do ator Vitor Thiré.

(Foto: Google Imagens.)

DAVID ODGEN STIERS (1942-2018), Ator


O ator e músico americano David Odgen Stiers morreu no dia 3 de março, em Newport, Oregon, de câncer na bexiga. Tinha 75 anos.

Odgen Stiers encarou todo tipo de trabalho que um ator pode realizar, atuando no teatro, no cinema e na TV, que o tornou mais conhecido pelo público. Com talento especial para o uso da voz, dublou personagens de filmes de animação, incluindo vários produzidos pela Disney.

Ele apareceu em cinco filmes dirigidos por Woody Allen: "A Outra" (Another Woman, 1988), "Neblina e Sombras" (Shadows and Fog, 1991), "Poderosa Afrodite" (Mighty Aphrodite, 1995), "Todos Dizem Eu Te Amo" (Everyone Says I Love You, 1996) e "O Escorpião de Jade" (The Curse of the Jade Scorpion, 2001).

Sua filmografia conta 27 filmes, entre os quais estão também "Alguém Lá em Cima Gosta de Mim" (Oh, God!, 1977), "Um Passe de Mágica" (Magic, 1978), "Minha Vida É um Desastre" (Better Off Dead..., 1985), "O Turista Acidental" (The Accidental Tourist, 1988) e "Cine Majestic" (The Majestic, 2001).

David Allen Odgen Stiers nasceu em 31 de outubro de 1942, em Peoria, Illinois. Era maestro da Orquestra Sinfônica de Newport.

(Foto: Google Imagens.)

Independent Spirit Awards 2018: Melhor para "Corra!"


A 33ª edição dos prêmios Film Independent Spirit, que destacam os melhores do cinema independente americano, aconteceu no dia 3 de março em Santa Mônica, Califórnia. "Corra!", de Jordan Peele, levou os troféus de melhor filme e melhor diretor. As atrizes Frances McDormand e Allison Janney e o ator Sam Rockwell já conquistaram o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato dos Atores da Tela; portanto, são para lá de favoritos na disputa pelo Oscar, hoje à noite.
A seguir, a lista dos vencedores:

1 - Melhor Filme: "Corra!" (Get Out, Japão/EUA, 2017)

2 - Melhor Diretor: Jordan Peele, por "Corra!"

3 - Melhor Primeiro Filme: "Ingrid Goes West" (Sem título no Brasil, EUA, 2017), de Matt Spicer

4 - Melhor Atriz: Frances McDormand, por "Três Anúncios para um Crime" (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Reino Unido/EUA, 2017), de Martin McDonagh

5 - Melhor Ator: Timothée Chalamet, por "Me Chame pelo Seu Nome" (Call Me by Your Name, Itália/França/Brasil/EUA, 2017), de Luca Guadagnino

6 - Melhor Atriz Coadjuvante: Allison Janney, por "Eu, Tonya" (I, Tonya, EUA, 2017), de Craig Gillespie

7 - Melhor Ator Coadjuvante: Sam Rockwell, por "Três Anúncios para um Crime"

8 - Melhor Roteiro: Greta Gerwig, por "Lady Bird - A Hora de Voar" (Lady Bird, EUA, 2017), de Greta Gerwig

9 - Melhor Primeiro Roteiro: Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon, por "Doentes do Amor" (The Big Sick, EUA, 2017), de Michael Showalter

10 - Melhor Filme Internacional: "Uma Mulher Fantástica" (Una Mujer Fantástica, Chile/Alemanha/Espanha/EUA, 2017), de Sebastián Lelio

11 - Melhor Documentário: "Visages Villages" (Idem, França, 2017), de Agnès Varda e JR

12 - Melhor Montagem: Tatiana S. Riegel, por "Eu, Tonya"

13 - Melhor Fotografia: Sayombhu Mukdeeprom, por "Me Chame pelo Seu Nome"

14 - Prêmio John Cassavetes: "Life & Nothing More" (Sem título no Brasil, Espanha/EUA, 2017), de Antonio Méndez Esparza

15 - Prêmio Robert Altman: "Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi" (Mudbound, EUA, 2017), de Dee Rees

16 - Prêmio Mais Verdadeiro que a Ficção: Jonathan Olshefski, diretor do documentário "Quest" (Sem título no Brasil, EUA, 2017)

17 - Prêmio Produtores: Summer Shelton

18 - Prêmio Alguém em Quem Prestar Atenção: Justin Chon, diretor e roteirista de "Gook" (Sem título no Brasil, EUA, 2017)

19 - Prêmio Bonnie: Chloé Zhao, diretora, produtora e roteirista de "The Rider" (Sem título no Brasil, EUA, 2017).

(Foto: Google Imagens.)

3 de março de 2018

FRAMBOESA DE OURO 2018: Os Piores de Hollywood em 2017


O anúncio dos antiprêmios Framboesa de Ouro ocorreu hoje em Los Angeles. "Emoji - O Filme" foi aquinhoado com quatro troféus, incluindo os de pior filme, pior diretor e pior roteiro. O ator Tyler Perry, que interpretou uma mulher, foi agraciado como pior atriz. Foi a 38ª edição da brincadeira promovida por Golden Raspberry Award.
A seguir, a lista dos infelizes ganhadores:

1 - Pior Filme: "Emoji - O Filme" (The Emoji Movie, EUA, 2017), de Tony Leondis

2 - Pior Ator: Tom Cruise, por "A Múmia" (The Mummy, China/Japão/ EUA, 2017), de Alex Kurtzman

3 - Pior Atriz: Tyler Perry, por "BOO 2!: A Madea Halloween" (Sem título no Brasil, EUA, 2017), de Tyler Perry

4 - Pior Ator Coadjuvante: Mel Gibson, por "Pai em Dose Dupla 2" (Daddy's Home 2, EUA, 2017), de Sean Anders

5 - Pior Atriz Coadjuvante: Kim Basinger, por "Cinquenta Tons Mais Escuros" (Fifty Shades Darker, EUA/China, 2017), de James Foley

6 - Pior Diretor: Tony Leondis, por "Emoji - O Filme"

7 - Pior Roteiro: Tony Leondis, Eric Siegel e Mike White, por "Emoji - O Filme"

8 - Pior Combo da Tela: Quaisquer dois detestáveis emojis em "Emoji - O Filme"

9 - Pior Sequência: "Cinquenta Tons Mais Escuros".

(Foto: Google Imagens.)

4 de fevereiro de 2018

OSWALDO LOUREIRO (1932-2018), Ator


O ator brasileiro Oswaldo Loureiro, que sofria do mal de Alzheimer, morreu no dia 3 de fevereiro, em São Paulo, de parada cardíaca. Tinha 85 anos.

Loureiro começou sua carreira no cinema, ainda criança, no filme "É Proibido Sonhar" (1944), de Moacyr Fenelon. Depois, apareceu em outros quatro filmes até 1948. Na transição para a vida adulta, mudou sua carreira para o teatro, ao qual se dedicou com exclusividade por cerca de dez anos, tornando-se uma figura de primeira grandeza dos palcos.

Da sua primeira fase no cinema, merecem destaque os filmes "Asas do Brasil" (1947), de Moacyr Fenelon, e "Inconfidência Mineira" (1948), de Carmen Santos.

Ele retornou ao cinema a partir de 1959, e atuou em mais 27 filmes até 1998, alternando trabalhos no cinema, no teatro e na TV. Desta fase, são dignos de nota os filmes "Engraçadinha Depois dos Trinta" (1966), "Uma Rosa para Todos" (Una rosa per tutti, Itália, 1967), filmado no Brasil, "O Homem Nu" (1968), "O Beijo no Asfalto" (1981), "Bar Esperança" (1983) e "Leila Diniz" (1987).

Oswaldo Loureiro Filho nasceu em 23 de julho de 1932, no Rio de Janeiro. Foi presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro. Deixou viúva Madalena Azevedo Loureiro, com quem tinha uma filha.

(Foto: Google Imagens.)

DGA Awards 2018: 'A Forma da Água' Ganha Mais Um Prêmio


A 70ª cerimônia de entrega dos prêmios do Directors Guild of America (Sindicato dos Diretores da América), realizado no dia 3 de fevereiro, resultou em mais uma conquista do filme "A Forma da Água", de Guillermo del Toro. O filme já tinha recebido o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato dos Produtores da América. Pode-se dizer, então, que é o favorito para ganhar também o Oscar de melhor filme, no dia 4 de março.
A seguir, os premiados da área do cinema:

1 - Direção Excepcional de Filme de Longa-Metragem: Guillermo del Toro, por "A Forma da Água" (The Shape of Water, EUA, 2017)

2 - Direção Excepcional de Documentário: Matthew Heineman, por "City of Ghosts" (Sem título no Brasil, EUA, 2017)

3 - Direção Excepcional de Filme de Longa-Metragem pela Primeira Vez: Jordan Peele, por "Corra!" (Get Out, Japão/EUA, 2017).

(Foto: Google Imagens.)

3 de fevereiro de 2018

ANN GILLIS (1927-2018), Atriz


A atriz americana Ann Gillis morreu no dia 31 de janeiro, em Horam, Inglaterra, aos 90 anos.

Gillis foi uma atriz infantil dos anos 1930, quando reinava em Hollywood a pixote Shirley Temple. Os esforços da Warner Bros. para torná-la uma competidora de Temple não produziram o resultado esperado. Mesmo assim, ela apareceu em 38 filmes de 1934 até 1947, quando sua carreira se mostrou sem futuro. Ela trocou Hollywood por Nova York e, depois, Nova York por Londres. Nos anos 1950 e 60 ela fez trabalhos esporádicos na TV, nos EUA e na Inglaterra.

Da sua filmografia hollywoodiana constam alguns filmes que passaram no teste do tempo, como "Ziegfeld - O Criador de Estrelas" (The Great Ziegfeld, 1936), "As Aventuras de Tom Sawyer" (The Adventures of Tom Sawyer, 1938), "Beau Geste" (Idem, 1939) e "Tudo Isto e o Céu Também" (All This, and Heaven Too, 1940).

Gillis vivia em Londres quando se preparava a produção de "2001 - Uma Odisseia no Espaço" (2001: A Space Odyssey, 1968), de Stanley Kubrick. Atendendo a um chamado da produção, que buscava uma atriz americana que vivesse na cidade, ela se apresentou para um teste e ganhou um pequeno mas importante papel no filme, encerrando sua carreira com chave de ouro.

Nasceu Alma Mabel Conner em 12 de fevereiro de 1927, em Little Rock, Arkansas. Mudou-se para a Bélgica em 1972, onde se casou pela terceira vez em 1991 e se enviuvou em 1999. Em 2014, retornou para a Inglaterra. Tinha dois filhos do primeiro casamento e um do segundo.

(Foto: Google Imagens.)

2 de fevereiro de 2018

LOUIS ZORICH (1924-2018), Ator


O ator americano Louis Zorich morreu no dia 30 de janeiro, em Nova York, aos 93 anos.

Zorich trabalhou mais no teatro e na TV. No cinema, atuou como coadjuvante em cerca de 40 filmes, entre 1966 e 2016, mas a maioria deles não tem relevância. Da sua filmografia constam "Meu Nome É Coogan" (Coogan's Bluff, 1968), "Popi" (Idem, 1969), "Um Violinista no Telhado" (Fiddler on the Roof, 1971), "Os Safados" (Dirty Rotten Scoundrels, 1988), "Vida de Cidade" (City of Hope, 1991) e "O Substituto" (Detachment, 2011).

Louis Zorich nasceu em 12 de fevereiro de 1924, em Chicago, Illinois. Deixou viúva a atriz Olympia Dukakis, com quem tinha três filhos. Era pai da atriz e produtora Christina Zorich.

(Foto: Google Imagens.)