18 de junho de 2018

MARTIN BREGMAN (1926-2018), Produtor

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O produtor americano Martin Bregman morreu no dia 16 de junho, em Nova York, de hemorragia cerebral. Tinha 92 anos.

Inicialmente, Bregman trabalhou como gerente pessoal e de negócios de atores e teve entre seus clientes Al Pacino, de quem se tornou amigo e participou da produção de vários filmes protagonizados pelo ator.

A filmografia de Bregman compreende 27 filmes, dentre os quais se destacam "Serpico" (Idem, 1973), "Um Dia de Cão" (Dog Day Afternoon, 1975), "As Quatro Estações do Ano" (The Four Seasons, 1981), "Scarface" (Idem, 1983), "Vítimas de uma Paixão" (Sea of Love, 1989), "O Pagamento Final" (Carlito's Way, 1993) e "O Colecionador de Ossos" (The Bone Collector, 1999).

Martin Leon Bregman nasceu em 18 de maio de 1926, em Nova York. Deixou viúva a atriz Cornelia Sharpe, mulher do seu segundo casamento, com quem tinha uma filha. Tinha dois filhos do primeiro casamento: o produtor Michael Bregman e o ator Christopher Bregman.

(Foto: Google Imagens.)

15 de junho de 2018

GEORGANN JOHNSON (1926-2018), Atriz

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A atriz americana Georgann Johnson morreu no dia 4 de junho, em Los Angeles, aos 91 anos.

Johnson foi mais bem-sucedida no teatro e na TV. Não teve muita sorte no cinema, tendo atuado em apenas quatorze filmes, em sua maioria descartáveis. 

Da sua filmografia, são dignos de nota "Atalho para o Inferno" (Short Cut to Hell, 1967), "Perdidos na Noite" (Midnight Cowboy, 1969), "Testa de Ferro por Acaso" (The Front, 1976), "A Chama que Não Se Apaga" (Shoot the Moon, 1982) e "O Romance de Murphy" (Murphy's Romance, 1985).

Georgann Johnson nasceu em 15 de agosto de 1926, em Decorah, Iowa, EUA. Era duplamente viúva. Seu primeiro marido foi o ator Stanley Prager (1917-1972), com quem teve quatro filhas. Era mãe da assistente de produção Anne Prager e da atriz Sally Prager.

(Foto: Google Imagens.)

FRANÇOISE BONNOT (1939-2018), Montadora

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A montadora francesa Françoise Bonnot morreu no dia 9 de junho, em Paris, de doença pulmonar obstrutiva crônica. Tinha 79 anos.

A Sra. Bonnot teve uma carreira internacional muito bem-sucedida. Começou fazendo a montagem de quatro filmes do cineasta francês Henri Verneuil que fizeram sucesso mundo afora: "Macaco no Inverno" (Un singe en hiver, França, 1962), "Gângsters de Casaca" (Mélodie en sous-sol, França/Itália, 1963), "A 25ª Hora" (La vingt-cinquième heure, França/Itália/Iugoslávia, 1967) e "Os Canhões de San Sebastian" (La bataille de San Sebastian, França/México/EUA, 1968).

Mas a sua colaboração mais duradoura e mais bem-sucedida foi com o cineasta grego Costa-Gavras, de quem montou oito filmes, dentre os quais se destacam "Z" (Idem, França/Argélia, 1969), pelo qual ganhou o Oscar, "A Confissão" (L'aveu, França/Itália, 1970), "Estado de Sítio" (État de siège, França/Itália/Alemanha Ocidental, 1972) e "Desaparecido - Um Grande Mistério" (Missing, EUA, 1982), pelo qual recebeu o prêmio BAFTA, concedido pela Academia Britânica de Cinema e Televisão.

Sua filmografia, além de consistente, é extensa e inclui trabalhos com outros grandes diretores, sendo dignos de lembrança também os seguintes filmes: "O Exército das Sombras" (L'armée des ombres, França/Itália, 1969), de Jean-Pierre Melville, "Quatro Moscas sobre Veludo Cinza" (4 mosche di velluto grigio, Itália/França, 1971), de Dario Argento, "O Inquilino" (Le locataire, França, 1976), de Roman Polanski, "Preto e Branco em Cores" (La victoire en chantant, Costa do Marfim/França/ Alemanha Ocidental/Suíça, 1976), de Jean-Jacques Annaud, "O Ano do Dragão" (Year of the Dragon, EUA, 1985), de Michael Cimino, e "Frida" (Idem, EUA/Canadá/México, 2002), de Julie Taymor.

Françoise Bonnot nasceu em 17 de agosto de 1939, em Bois-Colombes, Île-de-France, França. Era filha da montadora francesa Monique Bonnot, de quem foi parceira na montagem de "Macaco no Inverno". Foi casada com o diretor francês, nascido na Turquia, Henri Verneuil (1920-2002).

(Foto: Google Imagens.)

4 de junho de 2018

WILLIAM PHIPPS (1922-2018), Ator

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O ator característico americano William Phipps morreu no dia 1º de junho, em Santa Mônica, Califórnia, de câncer de pulmão. Tinha 96 anos.

Phipps teve uma longa carreira e apareceu em cerca de 70 filmes, entre 1947 e 2000. Mas a sua presença no cinema ficou mais concentrada no período que vai até o final dos anos 1950.

Sua figura era mais lembrada pelos filmes de ficção científica em que atuou, num total de seis, entre os quais estão "Os Últimos Cinco"(Five, 1951), "A Guerra dos Mundos" (The War of the Worlds, 1953) e "Os Invasores de Marte" (Invaders from Mars, 1953).

Mas o gênero para o qual mais foi requisitado é o faroeste, tendo aparecido em 28 deles, a maior parte da série B. Eis alguns que ainda são dignos de lembrança: "O Valente do Arizona" (The Arizona Ranger, 1948), "Armadilha da Morte" (Desperadoes of Dodge City, 1948), "Terra de Malfeitores" (Savage Frontier, 1953), "Ligeiro no Gatilho" (Red River Shore, 1953), "Fuga Heroica" (Smoke Signal, 1955) e "A Um Passo da Morte" (The Indian Fighter, 1955).

Dentre os filmes de outros gêneros, nos quais atuou, destacam-se "Rancor" (Crossfire, 1947), que marcou sua estreia no cinema, "Amaga Esperança" (They Live by Night, 1948), "Júlio César" (Julius Caesar, 1953), "Um Homem e Dez Destinos" (Executive Suite, 1954), pelo qual recebeu o Prêmio Especial do Júri, para o elenco, no Festival de Veneza, "Sede de Viver" (Lust for Life, 1956), "Os Irmãos Rico" (The Brothers Rico, 1957) e "Uma Família e Tanto" (Sordid Lives, 2000), que encerrou sua carreira no cinema.

Em 1991, ele disse em uma entrevista: "Eu me mantive ocupado ao longo de uma carreira de 40 anos e ainda estou ocupado hoje. Eu sei que sempre fui um bom ator, sei que sou [um bom ator] agora e sei que ainda consigo trabalho. E tenho o respeito dos meus colegas. Ei, o que mais alguém poderia pedir?"

William Edward Phipps nasceu em 4 de fevereiro de 1922, em Vincennes, Indiana.

(Foto: Google Imagens.)

1 de junho de 2018

MICHAEL FORD (1928-2018), Decorador de Set

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O decorador de set inglês Michael Ford morreu no dia 31 de maio, nos EUA, aos 90 anos.

Ford trabalhou tanto no cinema britânico quanto em Hollywood. Como o decorador de set faz parte da equipe de direção de arte, ele ganhou dois Oscars de direção de arte, pelos filmes "Os Caçadores da Arca Perdida" (Raiders of the Lost Ark, 1981) e "Titanic" (Idem, 1997).

Ele fez parte das equipes de direção de arte de dois filmes da franquia Guerra nas Estrelas: "O Império Contra-Ataca" (Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back, 1980) e "O Retorno de Jedi" (Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi, 1993).

E das equipes de três filmes da franquia 007: "007 Marcado para a Morte" (The Living Daylights, 1987), "007 - Permissão para Matar" (Licence to Kill, 1989) e "007 Contra GoldenEye" (GoldenEye, 1995).

Da sua filmografia de 18 títulos, são dignos de nota também "O Mundo Fantástico de Oz" (Return of Oz, 1985), "O Enigma da Pirâmide" (Young Sherlock Holmes, 1985) e "O Império do Sol" (Empire of the Sun, 1987).

Michael Dickins Ford nasceu em 5 de fevereiro de 1928, na Inglaterra.

(Foto: Google Imagens.)

31 de maio de 2018

FRANK DOUBLEDAY (1945-2018), Ator

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O ator característico americano Frank Doubleday morreu no dia 3 de março, em Los Angeles, de câncer de esôfago. Tinha 73 anos.

Especializado em papéis de vilão e de psicopata, Doubleday trabalhou mais na TV que no cinema, tendo atuado em apenas 13 filmes, dentre os quais se destacam "Assalto à 13ª DP" (Assault on Precinct 13, 1976), "O Grande Engano" (The Big Fix, 1978), "A Juventude de Butch Cassidy" (Butch and Sundance: The Early Days, 1979), "Fuga de Nova York" (Escape from New York, 1981) e "Nos Bastidores da Notícia" (Broadcast News, 1987).

Desde os anos 1990 que ele estava afastado do cinema e da TV para se dedicar ao teatro, trabalhando inclusive como diretor, além de dar aulas de interpretação.

Frank Doubleday nasceu em 28 de janeiro de 1945, em Norwich, Connecticut, mas foi criado no estado da Califórnia. Deixou viúva a atriz Christina Hart, com quem tinha duas filhas, as atrizes Kaitlin Doubleday e Portia Doubleday.

(Foto: Google Imagens.)

29 de maio de 2018

ALLYN ANN McLERIE (1926-2018), Atriz

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A atriz americana Allyn Ann McLerie morreu no dia 21 de maio, em North Bend, estado de Washington. Tinha 91 anos.

Com talento também para o canto e a dança, McLerie estreou no cinema fazendo quatro filmes musicais em sequência: "Minha Vida É uma Canção" (Words and Music, 1948), "A Tia de Carlitos" (Where's Charley, 1952), "Canção do Sheik" (The Desert Song, 1953) e "Ardida como Pimenta" (Calamity Jane, 1953).

No início dos anos 1970, ela apareceu em quatro faroestes, também um após o outro: "Um Homem Difícil de Matar" (Monte Walsh, 1970), "Os Cowboys" (The Cowboys, 1972), "Mais Forte que a Vingança" (Jeremiah Johnson, 1972) e "A Fúria dos Sete Homens" (The Magnificent Seven Ride!, 1972).

Sua carreira foi mais extensa na Broadway e na TV. Em Hollywood, ela atuou em apenas 19 filmes, embora relevantes em sua maior parte. Entre eles estão também "Qual Será o Nosso Amanhã?" (Battle Cry, 1955), "A Noite dos Desesperados" (They Shoot Horses, Don't They?, 1969), "Os Rebeldes" (The Reivers, 1969), "Nosso Amor de Ontem" (The Way We Were, 1973) e "Todos os Homens do Presidente" (All the President's Men, 1976).

Allyn Ann McLerie nasceu em 1º de dezembro de 1926, em Grand-Mère, Québec, Canadá, mas foi criada em Nova York. Era viúva do ator George Gaynes (1917-2016), seu segundo marido, com quem teve dois filhos.

(Foto: Google Imagens.)

24 de maio de 2018

CLINT WALKER (1927-2018), Ator

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O ator americano Clint Walker morreu no dia 21 de maio, em Grass Valley, Califórnia, de insuficiência cardíaca congestiva. Tinha 90 anos.

Antes de virar ator, Walker fez de tudo um pouco na vida. Foi barqueiro no Rio Mississippi, assistente de jogadores de golfe, serviu na Marinha Mercante durante a Segunda Guerra Mundial. Após a guerra, andou trabalhando país afora, inclusive em campos de petróleo do Texas e numa agência de detetives em Long Beach, na Califórnia. Era segurança de um hotel em Las Vegas quando teve contato com pessoas de Hollywood, que o aconselharam a tentar a sorte no cinema, em razão da sua altura, físico e boa aparência. Ele deu ouvido aos conselhos e conseguiu um contrato com o produtor Hal B. Wallis, da Paramount. Lá, ele conheceu o ator Henry Wilcoxon, que o apresentou ao diretor Cecil B. DeMille, que lhe deu um pequeno papel, sem fala, como o capitão da guarda do faraó em "Os Dez Mandamentos" (The Ten Commandments, 1956), sua segunda aparição no cinema.

Alguém da Warner Bros. gostou do seu tipo, comprou seu contrato e lhe deu o papel de protagonista da série de TV "Cheyenne" (1955-1962), que foi a primeira série original produzida por um grande estúdio de Hollywood, e a primeira série de faroeste com capítulos de uma hora de duração. Fez enorme sucesso e teve sete temporadas.

A Warner Bros. não lhe permitia fazer filmes, embora outros atores na mesma situação dele tivessem essa permissão. Ele não se conformou e saiu da série, obrigando o estúdio a fazer um acordo que lhe permitiu fazer filmes paralelamente ao seu trabalho na série. E, como era de se esperar, foi escalado para vários filmes de faroeste.

Dentre os faroestes que fez se destacam "O Rifle de 15 Tiros" (Fort Dobbs, 1958), "A Lei do Mais Valente" (Yellowstone Kelly, 1959), "Ouro que o Destino Carrega" (Gold of the Seven Saints, 1961), "Satã, o Urso Cinzento" (The Night of the Grizzly, 1966), "Mais Morto que Vivo" (More Dead Than Alive, 1969), "Sam Whiskey, o Proscrito" (Sam Whiskey, 1969) e "O Grande Búfalo Branco" (The White Buffalo, 1977).

Sua filmografia conta pouco mais de 20 títulos. Dos seus filmes de outros gêneros são dignos de nota "Não Me Mandem Flores" (Send Me No Flowers, 1964), "Os Bravos Morrem Lutando" (None But the Brave, 1965) e "Os Doze Condenados" (The Dirty Dozen, 1967).

Nasceu Norman Eugene Walker em 30 de maio de 1927, em Hartford, Illinois. Tinha 1,98 m de altura. Deixou viúva a mulher do seu terceiro casamento. Tinha um filho do primeiro casamento.

(Foto: Google Imagens.)