2 de junho de 2008

Em Hollywood, fogo destrói parte da Universal

Parte da Universal Studios, em Hollywood, foi destruída por incêndio no último domingo, 1º de junho. Os danos são estimados em milhões de dólares. Em poucas horas o fogo devorou vários cenários, assim como estúdios de som e um arquivo de cópias de filmes de cinema e de TV. O incêndio teve início na manhã de domingo e só foi debelado na madrugada de segunda-feira. Embora tenha consumido um edifício de dois andares, onde estavam os filmes, e três quarteirões cenográficos, não há registro de feridos. As causas ainda estão sendo investigadas.

As informações são do saite UOL News.

30 de maio de 2008

Era uma vez em 29 de maio de 2008

HARVEY KORMAN (81 anos, de complicações da ruptura de um aneurisma abdominal), ator norte-americano comediante, mais conhecido por seu trabalho na TV; atuou em 25 filmes, entre os quais quatro comédias de Mel Brooks, Banzé no Oeste (Blazing Saddles, 1974), Alta Ansiedade (High Anxiety, 1977), A História do Mundo Parte I (History of the World: Part I, 1981) e Drácula - Morto Mas Feliz (Dracula: Dead and Loving It, 1995), e as duas últimas da série Pantera Cor-de-Rosa, A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa (Trail of the Pink Panther, 1982) e A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa (Curse of the Pink Panther, 1983); apareceu ainda em Um Dia em Duas Vidas (The April Fools, 1969), As Aventuras de Huck Finn (Huckleberry Finn, 1974) e Gideon - Um Anjo em Nossas Vidas (Gideon, 1999). Ganhou um Globo de Ouro e quatro Emmy por seu trabalho na TV.


Dados biográficos: Harvey Herschel Korman nasceu em 15 de fevereiro de 1927, em Chicago, Illinois. Deixou quatro filhos de dois casamentos.

27 de maio de 2008

Era uma vez em 26 de maio de 2008

SYDNEY POLLACK (73 anos, de câncer), diretor, produtor e ator norte-americano, que começou como ator na TV em 1959, passando à direção em 1961; no cinema, estreou na direção com Uma Vida em Suspense (The Slender Threat, 1965); dirigiu outros 20 filmes, entre os quais A Noite dos Desesperados (They Shoot Horses, Don't They?, 1969), Mais Forte que a Vingança (Jeremiah Johnson, 1972), que lhe valeu o Bronze Wrangler da Western Heritage, Nosso Amor de Ontem (The Way We Were, 1973), Três Dias do Condor (Three Days of the Condor, 1975), Tootsie (Idem, 1982), Entre Dois Amores (Out of Africa, 1985), que lhe rendeu dois Orcars, o de melhor diretor e o de melhor filme (como produtor); atuou em 14 filmes e participou da produção de 40. Ganhou outros 17 prêmios, inclusive dois David di Donatello, na Itália, e a Câmera Berlinale, no Festival de Berlim.

(Foto: blog.canoe.ca)

Dados biográficos: Sydney Irwin Pollack nasceu em Laffayette, Indiana, em 1º de julho de 1934. Era casado com a atriz Claire Griswold, com quem teve três filhos, entre os quais as atrizes Rebecca Pollack e Rachel Pollack. Morreu em sua casa, na Califórnia.

26 de maio de 2008

Os grandes vencedores de Cannes 2008

As premiações da 61º Festival de Cinema de Cannes foram divulgadas no último domingo, 25. A atriz brasileira Sandra Corveloni foi eleita a melhor atriz, por sua atuação no filme Linha de Passe. O prêmio, entregue pelo ator francês Jean Reno, foi recebido pela dupla de diretores do filme, porque Sandra não estava presente.


Confira a seguir a lista dos principais premiados:
1 - Melhor filme (Palma de Ouro): Entre les murs (França, 2008), de Laurent Cantet
2 - Grande Prêmio do Festival: Gomorra (Itália, 2008), de Matteo Garrone
3 - Prêmio do Júri: Il Divo (Itália/França, 2008), de Paolo Sorrentino
4 - Melhor atriz: Sandra Corveloni, por Linha de Passe (Brasil, 2008), de Walter Salles e Daniela Thomas
5 - Melhor ator: Benicio del Toro, por Che (EUA/França/Espanha, 2008), de Steven Soderbergh
6 - Melhor diretor: Nuri Bilge Ceylan, por Üç Maymun (França/Itália/Turquia, 2008)
7 - Melhor roteiro: Jean-Pierre e Luc Dardenne, por Le silence de Lorna (Bélgica/Reino Unido/França/Itália, 2008), dos próprios
8 - Menção especial: Ils mourront tous sauf moi (Rússia, 2008), de Valeria Gaï Guermanika
9 - Prêmios especiais: Catherine Deneuve, por sua atuação em Un conte de Noël (França, 2008), e Clint Eastwood, pela direção de Changeling (EUA, 2008).
Fonte da notícia: saite G1.

24 de maio de 2008

Cannes 2008: os premiados de Un Certain Regard

Os prêmios da mostra Un Certain Regard (Um Certo Olhar), do Festival de Cinema de Cannes, foram anunciados neste sábado, 24, e os ganhadores foram:
1 - Prêmio Un Certain Regard: Tulpan (Cazaquistão/Alemanha/Polônia/Rússia/Suiça, 2006), de Sergei Dvortsevoy, e Wolke Neun (Alemanha, 2008), de Andreas Dresen
2 - Prêmio Hope: Johnny Mad Dog (França/Bélgica/Libéria, 2008), de Jean-Stéphane Sauvaire
3 - Prêmio Knockout: Tyson (EUA, 2008), de James Toback
4 - Prêmio do Júri: Tôkyô sonata (Japão, 2008), de Kiyoshi Kurosawa.
Fonte da notícia: saite G1.

22 de maio de 2008

Spielberg recebe honraria do governo da França

O cineasta norte-americano Steven Spielberg recebeu ontem, do governo da França, o título de Oficial da Legião de Honra, a maior honraria atribuída pela República francesa. Após apresentar no Festival de Cannes o seu último filme, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom os the Crystal Skull, 2008), Spielberg foi até Paris para se encontrar com o presidente François Sarkozy e participar do evento em que recebeu o título honorífico. O governo francês, através de uma nota, explicou que a honraria foi concedida a Spielberg em reconhecimento "pelo conjunto da obra realizada e pelo empenho a serviço de grandes causas, como a memória da Shoah e o conflito em Darfour".

21 de maio de 2008

Nos EUA, exibidores adotam tecnologia 3D

A Regal Theaters, a maior cadeia norte-americana de salas exibidoras, anunciou na última terça-feira, 20, que vai instalar a tecnologia 3D em mais 1.500 cinemas, elevando o total de salas equipadas para mais de 3.500. O motivo seria tirar proveito de uma quantidade sem precedentes de filmes em 3D com lançamento previsto para os próximos meses. Os cinemas assim equipados cobram um pequeno acréscimo no valor do ingresso, geralmente cerca de 3 dólares, e atraem muito mais público do que aqueles que exibem o mesmo filme com a tecnologia convencional.

15 de maio de 2008

Era uma vez em 14 de maio de 2008

MÁRIO SCHOEMBERGER (56 anos, de câncer), ator brasileiro da TV que atuou em cinco filmes, entre os quais Os Normais (2003), Trair e Coçar É Só Começar (2006) e O Cheiro do Ralo (2006). O ator nasceu em Curitiba e estava internado no Hospital Nossa Senhora das Graças, naquela cidade, desde dezembro de 2007.

(Foto: reprodução; fonte: saite UOL News)

13 de maio de 2008

Era uma vez em 12 de maio de 2008

CLAUDIO UNDARI ou ROBERT HUNDAR (73 anos, de causas naturais), ator italiano que começou fazendo pequenos papéis no gênero "espada e sandália", a exemplo de Golias e o Dragão (La vendetta di Ercole, 1960), no qual estreou, até surgir o faroeste à italiana, ainda antes da onda disparada por Sergio Leone a partir de 1964; atuou em 19 "spaghetti westerns", mas poucos são dignos de nota, como Só Contra Todos (Solo contro tutti, 1965), Sabata (Ehi amico... c'è Sabata, hai chiuso!, 1969), Condenados a Viver (Condenados a vivir, 1972), Os Dez Homens do Oeste (Dallas, 1975) e Califórnia Adeus (California, 1977). Claudio Undari nasceu em 12 de janeiro de 1935, em Castelvetrano, na província de Trapani, Sicília.

12 de maio de 2008

Era uma vez em 8 de maio de 2008

LUIGI MALERBA (80 anos, de causa não divulgada), roterista italiano que participou do roteiro de mais de 20 filmes, entre os quais O Capote (Il capotto, 1952), A Loba (La lupa, 1953), Passado que Condena (La spiaggia, 1954), O Incomparável Espião (Matchless, 1967) e Eu, o Culpado (Sono stato io!, 1973), dirigidos por Alberto Lattuada; e Adultério à Italiana (Adulterio all'italiana, 1966), A Moça e o General (La ragazza e il generale, 1967) e Onde Vais Toda Nua? (Dove vai tutta nuda?, 1969), dirigidos por Pasquale Festa Campanile. Nasceu Luigi Bonardi, em 11 de novembro de 1927, em Berceto, Itália.

9 de maio de 2008

Roman Polanski é 'anistiado' por sua vítima

O diretor franco-polonês Roman Polanski (foto) há 30 anos não visita os Estados Unidos. O motivo é a existência de um processo penal contra ele por ter tido relação sexual ilegal com uma garota de 13 anos. Samantha Geimer, a vítima, tem hoje 45 anos, é casada e tem filhos. Na última terça-feira, 6, ela compareceu à estréia do documentário Roman Polanski: Wanted and Desired (2008), de Marina Zenovich, e falou ao jornal New York Daily News sobre o caso. Entre outras coisas, ela delcarou: "Eu gostaria de ver essa questão resolvida. Preferia andar livremente por aí em vez de ter a mídia à espreita tentando me localizar". Sobre o fato de Polanski ter evitado a prisão fugindo para Paris, ela entende que ele agiu certo: "Nas circunstâncias, ele tomou a decisão certa. A situação dele não era nem um pouco confortável".
Faz mais de dez anos que Samantha e Polanski resolveram a pendenga entre eles, através de um acordo judicial confidencial.

8 de maio de 2008

Cannes 2008: festa para os 85 anos da Warner

O Festival de Cinema de Cannes anunciou na última quarta-feira, 7, que vai homenagear o 85º aniversário da Warner Bros. através da exibição de um filme clássico do acervo do estúdio em cada noite do evento. O tributo terá início com O Fugitivo (I Am a Fugitive from a Chain Gang, 1932), de Mervyn LeRoy, e terminará com Matrix (The Matrix, 1999), de Andy e Larry Wachowski. Foi anunciada também a estréia do documentário You Must Remember This: The Warner Bros. Story (2008); realizado para comemorar os 85 anos do estúdio, o filme foi dirigido pelo crítico Richard Schickel e narrado por Clint Eastwood. Para quem não se lembra, "You must remember this" é o primeiro verso da canção-tema do mais cultuado filme da Warner, o superclássico Casablanca (Idem, 1942), de Michael Curtiz.

6 de maio de 2008

Os maiores heróis do cinema de ação

De acordo com pesquisa recente realizada na Grã-Bretanha, Harrison Ford (foto) é o maior herói do cinema de ação de todos os tempos. A escolha teria por base sua atuação como Indiana Jones, na série do mesmo nome, e Han Solo, na série Guerra nas Estrelas. O segundo colocado foi Bruce Willis, pela personagem John McClane, na série Duro de Matar, e o terceiro, Arnold Schwarzenegger, protagonista da série O Exterminador do Futuro. Seguem-se Matt Damon, como o agente Jason Bourne, Daniel Craig, atual intérprete de James Bond, e outros menos votados. Foram ouvidas três mil pessoas.

As informações são do saite CorreioWeb.

29 de abril de 2008

Pum prejudica filmagem de cena de amor

Nas filmagens de Then She Found Me, Colin Firth e Helen Hunt interpretavam uma cena de sexo quando alguém da produção soltou um pum. Segundo o tablóide inglês The Sun, o par romântico estava envolvido num caliente corpo-a-corpo, mas o pum transtornou o clima e a cena foi interrompida. “Estava um silêncio mortal dentro do estúdio e, quando isso aconteceu, todos ficaram paralisados. Helen, que estava em meus braços, perguntou o que tinha acontecido. Alguma alma nobre levantou a mão e admitiu o que fez”, relatou Firth. A cena foi rodada novamente.

As informações são do saite G1.

28 de abril de 2008

João Bennio é homenageado em Piracanjuba

Na última sexta-feira, 25, o scriptwriter deste blog, Herondes Cezar, esteve na sua ciade natal, Piracanjuba, Goiás, atendendo a convite da Academia Piracanjubense de Letras e Artes (APLA). Atualmente presidida por José Divino Alves e secretariada por Valdir Brasil dos Santos, a entidade continua a desenvolver esforços para resgatar e preservar a memória da comunidade local. E tanto fez que conseguiu uma cópia do filme O Azarento, um Homem de Sorte (1973), inteligente comédia de João Bennio (foto), que teve cenas filmadas na cidade, com a participação de parcela considerável da população. O filme foi exibido para um público interessado, participativo, que lotou o salão da APLA. Após a histórica sessão, que motivou boas risadas e suscitou aplausos no final, Herondes comentou o filme e lembrou episódios da época das filmagens, ocorridas entre 31 de julho e 4 de agosto de 1971.

22 de abril de 2008

Era uma vez em 21 de abril de 2008

CARMEM SILVA (92 anos, de falência múltipla de órgãos), atriz brasileira que fez sua estréia no cinema argentino, no filme O Anjo Nu (El ángel desnudo, 1946); desde então atuou em 15 filmes nacionais, entre os quais Rebelião em Vila Rica (1957), O Grande Momento (1958), Guerra Conjugal (1975), Idolatrada (1986), A Festa de Margarette (2003) e Valsa para Bruno Stein (2007). Ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pelo filme Contos Eróticos (1977).


Dados biográficos: Maria Amália Feijó (seu nome verdadeiro) nasceu em 5 de abril de 1916, em Pelotas, Rio Grande do Sul.

18 de abril de 2008

Grande Prêmio Vivo de Cinema 2008

A Academia Brasileira de Cinema elegeu O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger, como o melhor filme do Grande Prêmio Vivo de Cinema. Por sua vez, Tropa de Elite (2007), de José Padilha, ficou com o prêmio de melhor filme na preferência popular. O certame concedeu 25 troféus a filmes de longa-metragem lançados comercialmente entre 1º de julho de 2006 e 31 de dezembro de 2007.
Confira a seguir a lista dos premiados:
1) Melhor filme: O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias
2) Melhor documentário: Santiago (2007), de João Moreira Salles
3) Melhor direção: José Padilha, por Tropa de Elite
4) Melhor atriz: Hermila Guedes, por O Céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz
5) Melhor ator: Wagner Moura, por Tropa de Elite
6) Melhor atriz coadjuvante: Sílvia Lourenço, por O Cheiro do Ralo (2006), de Heitor Dhalia
7) Melhor ator coadjuvante: Milhem Cortaz, por Tropa de Elite
8) Melhor fotografia: Lula Carvalho, por Tropa de Elite
9) Melhor direção de arte: Cássio Amarante, por O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias
10) Melhor figurino: Kika Lopes, por Zuzu Angel (2006), de Sergio Rezende
11) Melhor maquiagem: Martin Macias Trujillo, por Tropa de Elite
12) Melhor roteiro original: Cláudio Galperin, Cao Hamburger, Bráulio Mantovani e Anna Muylaert, por O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias
13) Melhor roteiro adaptado: Heitor Dhalia e Marçal Aquino, por O Cheiro do Ralo
14) Melhor montagem (ficção): Daniel Rezende, por Tropa de Elite
15) Melhor montagem (documentário): Eduardo Escorel e Lívia Serpa, por Santiago
16) Melhor música: Cartola, por Cartola - Música para os Olhos (2007), de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
17) Melhor som: Leandro Lima, Alessandro Laroca e Armando Torres Jr., por Tropa de Elite
18) Melhores efeitos especiais: Phil Neilson e Bruno Van Zeebroeck, por Tropa de Elite
19) Melhor filme estrangeiro: A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, 2006), de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha)
20) Melhor animação: Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll (2006), de Otto Guerra
24) Melhor filme nacional pelo voto popular: Tropa de Elite
25) Melhor filme estrangeiro pelo voto popular: Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006), de Jonathan Dayton e Valerie Faris (EUA).
A notícia é do saite G1.
(Fotos: http://www.g1.globo.com/, da esquerda, e http://www.diabaquatro.com/, da direita)

Era uma vez em 15 de abril de 2008

HAZEL COURT (82 anos, de ataque cardíaco), atriz inglesa que estreou fazendo uma ponta no filme Champanhe Charlie (Champagne Charlie, 1944), do brasileiro Alberto Cavalcanti; por ter atuado em filmes como A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, 1957) e O Homem que Enganou a Morte (The Man Who Could Cheat Death, 1959), seu nome foi associado ao gênero terror para sempre; estrelou três filmes dirigidos por Roger Corman, especialista no gênero: Obsessão Macabra (Premature Burial, 1962), O Corvo (The Raven, 1963) e A Orgia da Morte (The Masque of the Red Death, 1964).


Dados biográficos: Hazel Court nasceu em 10 de fevereiro de 1926, em Birmingham, Inglaterra. No início dos anos 1960, trocou o cinema inglês por Hollywood. Foi casada com o ator Dermot Walsh (1924-2002) e era viúva do ator/diretor Don Taylor (1920-1998), com quem teve um filho.

16 de abril de 2008

Era uma vez em 14 de abril de 2008

OLLIE JOHNSTON (95 anos, de causas naturais), desenhista norte-americano, que participou da produção do primeiro desenho-animado de longa-metragem, o clássico Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937), como animador assistente; desenhou uma das mais emocionantes cenas do gênero, a da morte da mãe de Bambi, no filme Bambi (Idem, 1942); entre seus mais importantes trabalhos citam-se também Cinderela (Cinderella, 1950), Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 1951), A Dama e o Vagabundo (Lady and the Tramp, 1955), A Bela Adormecida (The Sleeping Beauty, 1959), A Guerra dos Dálmatas (101 Dalmatians, 1961) e Mary Poppins (Idem, 1964). Ganhou quatro honrarias pela carreira, entre as quais uma do Festival de Cinema de Montreal, em 1995, e outra do Festival de Cinema de Santa Clarita, Califórnia, em 2001; recebeu também a comenda National Medal of Arts, em 2005.


Dados biográficos: Ollie Johnston nasceu em 31 de outubro de 1912, em Palo Alto, Califórnia. Foi caricaturado como o gato Rufus no filme Bernardo e Bianca (The Rescuers, 1977). Aposentado desde 1978, lançou com o parceiro Frank Thomas (1912-2004) vários livros sobre a sua arte. Era viúvo de Marie E. Johnston (1917-2005), que foi também funcionária da Disney, com quem teve dois filhos.

15 de abril de 2008

Era uma vez em 15 de abril de 2008

RENATA FRONZI (82 anos, de falência múltipla de órgãos), atriz brasileira que estreou no filme Fantasma por Acaso (1946); atuou em mais de 30 filmes, entre os quais diversas chanchadas, a exemplo de Carnaval em Lá Maior (1955), Garotas e Samba (1957), É de Chuá (1958), Garota Enxuta (1959) e Marido de Mulher Boa (1960); dedicou-se mais à TV a partir da década de 1970, mas voltou ao cinema com exclusividade na década em curso, aparecendo em três filmes: Copacabana (2001) e Coisa de Mulher (2005), além da produção norte-americana Dead in the Water (2002).


Dados biográficos: Renata Mirra Ana Maria Fronzi nasceu em 1º de agosto de 1925, em Rosário, Argentina. Começou a carreira como bailarina do Teatro Municipal de São Paulo e, depois, tornou-se vedete do teatro de revista. Era viúva do ator César Ladeira (1910-1969) e mãe do diretor e roteirista César Ladeira Filho. Seus pais, os atores brasileiros César Fronzi (1898-1948) e Yolanda Fronzi (1906-1994), nasceram na itália.

6 de abril de 2008

Era uma vez em 6 de abril de 2008

CHARLTON HESTON (83 anos, do mal de Alzheimer), ator norte-americano que se celebrizou na década de 1950 por atuar em grandes sucessos como O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952), Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956) e Ben-Hur (Idem, 1959), pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator; já estreou como ator principal, aos 17 anos, em Peer Gynt (1941), baseado em peça homônima de Henrik Ibsen; foram ao todo 72 filmes, entre os quais citam-se clássicos como A Marca da Maldade (Touch of Evil, 1958), Da Terra Nascem os Homens (The Big Country, 1958), El Cid (Idem, 1961), 55 Dias em Pequim (55 Days at Peking, 1963), Agonia e Êxtase (The Agony and the Ecstasy, 1965), O Senhor da Guerra (The War Lord, 1965), Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 1968), e Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers, 1973). Entre os muitos prêmios que ganhou citam-se o Bronze Wrangler (Vaqueiro de Bronze) da Western Heritage, pelo faroeste E o Bravo Ficou Só (Will Penny, 1968), três prêmios honorários (life achievement), o prêmio humanitário Jean Hersholt e uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: John Charles Carter, ou simplesmente Chuck, nasceu em Evanston, Illinois, no dia 4 de outubro de 1924. Desde 1944 era casado com a atriz Lydia Clarke, com quem teve um filho, o diretor, roteirista e produtor Fraser Clarke Heston, além de uma filha dotiva. Foi presidente do sindicato dos atores (1966-1971) e da National Rifle Association of America (eleito em 1998 e reeleito em 2001). Em 2003 foi condecorado com a Presidential Medal of Freedom, a mais alta comenda civil dos EUA. O American Film Institute criou em 2003 o Prêmio Charlton Heston, do qual ele foi o primeiro recipiente. Morreu em sua casa, em Beverly Hills, após seis anos de padecimento do mal de Alzheimer.

31 de março de 2008

Era uma vez em 31 de março de 2008

JULES DASSIN (96 anos, em conseqüência de uma gripe), diretor e roteirista norte-americano, que fez carreira bem-sucedida em Hollywood, na qual se inclui uma série de filmes policiais noir: Brutalidade (Brute Force, 1947), Cidade Nua (The Naked City, 1948), Mercado de Ladrões (Thieves' Highway, 1949) e Sombras do Mal (The Night and the City, 1950); depois, vítima da caça às bruxas macartista, foi incluído na famigerada lista negra dos estúdios e precisou emigrar-se para a Europa, continuando a realizar filmes interessantes, a exemplo de Rififi (Du rififi chez les hommes, 1955), que lhe deu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes, além de dois prêmios menores, e Aquele que Deve Morrer (Celui qui doit mourir, 1957), menção especial do prêmio OCIC, também em Cannes; na Grécia, encontrou um segundo lar e pôde continuar a realizar filmes de sucesso, como Nunca aos Domingos (Pote tin kyriaki, 1960), Profanação (Phaedra, 1962) e Topkapi (Idem, 1964). Em 1997, recebeu do Festival de Munique um prêmio pela carreira.


Dados biográficos: Julius Dassin nasceu em 18 de dezembro de 1911, em Middletown, Connecticut. Era pai do cantor e ator Joseph Dassin (1938-1989) e da atriz Julie Dassin, e viúvo da atriz grega Melina Mercouri (1920-1994).

Festival de Cinema do Uruguai premia 'Estômago'

O filme brasileiro Estômago (2007), de Marcos Jorge, ganhou o prêmio de melhor filme latino-americano no XXVI Festival Cinematográfico do Uruguai, encerrado no último domingo, 30. O prêmio principal foi para o filme My Winnipeg (2007), do veterano cineasta canadense Guy Maddin.

A notícia é do UOL News.

27 de março de 2008

Era uma vez em 25 de março de 2008

ABBY MANN (84 anos, de insuficiência cardíaca), roteirista norte-americano autor do roteiro do clássico Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg, 1961), que lhe deu o Oscar e o prêmio do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York; também da década de 1960, dedicada exclusivamente ao cinema e sem dúvida sua fase mais criativa, são os filmes Minha Esperança É Você (A Child Is Waiting, 1963), O Condenado de Altona (I sequestrati di Altona, 1962), A Nau dos Insensatos (Ship of Fools, 1965) e Crime sem Perdão (The Detective, 1968). Ganhou dois Emmy por trabalhos para a TV.


Dados biográficos: Abraham Goodman, seu nome verdadeiro, nasceu em 1º de dezembro de 1927, em Philadelphia, Pennsylvania. Deixou viúva a também roteirista Myra Mann, com quem teve três filhos.

26 de março de 2008

Era uma vez em 24 de março de 2008

RICHARD WIDMARK (93 anos, de complicações decorrentes de queda), ator norte-americano de grande carisma e talento especial para papéis que exigiam autoridade; atuou em mais de 60 filmes, iniciando-se com três do subgênero policial noir, ao qual associou sua imagem para sempre: Beijo da Morte (Kiss of Death, 1947), pelo qual ganhou um Globo de Ouro de estreante masculino mais promissor, Rua sem Nome (The Street with No Name, 1948) e A Taverna dos Malditos (Road House, 1948); outros filmes noirs: Sombras do Mal (Night and the City, 1950), Pânico nas Ruas (Panic in the Streets, 1950), O Ódio É Cego (No Way Out, 1950) e Anjo do Mal (Pickup on South Street, 1953); deixou sua marca também no gênero western: Céu Amarelo (Yellow Sky, 1949), A Lança Partida (The Broken Lance, 1954), Punido pelo Próprio Sangue (Backlash, 1956), A Última Carroça (The Last Wagon, 1956), Duelo na Cidade Fantasma (The Law and Jake Wade, 1958), Minha Vontade É a Lei (Warlock, 1959), O Álamo (The Alamo, 1960), que lhe deu o prêmio Bronze Wrangler, da Western Heritage, Terra Bruta (Two Rode Together, 1961), A Conquista do Oeste (How the West Was Won, 1962); Crepúsculo de uma Raça (Cheyenne Autumn, 1964) e Quando as Lendas Morrem (When the Legends Die, 1972); e no gênero guerra: Até o Último Homem (Halls of Montezuma, 1950), Os Homens-Rãs (The Frogmen, 1951), Prisioneiros da Mongólia (Destination Gobi, 1953) e Dá-me Tua Mão (Take the High Ground!, 1953). Ganhou duas distinções pela carreira, uma do Conselho Nacional da Crítica (EUA), em 1989, e outra da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles, em 2005; ganhou também uma estrela na Calçada da Fama.

(Crédito da foto: http://www.alansmithee.5u.com/)

Dados biográficos: Richard Widmark nasceu em 26 de dezembro de 1914, em Sunrise, Minnesota. Foi casado com a roteirista Jean Hazlewood (1916-1997), com quem teve uma filha, e deixou viúva Susan Blanchard, não a atriz, mas a ex-mulher de Henry Fonda.

20 de março de 2008

Era uma vez em 19 de março de 2008

PAUL SCOFIELD (86 anos, de leucemia), um dos melhores atores ingleses de sua geração, ganhador do Oscar por O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons, 1966), que lhe deu ainda outros seis prêmios de melhor ator; sua estréia no cinema se deu em A Família de Felipe II (That Lady, 1955), pelo qual recebeu o prêmio BAFTA de melhor estreante; atuou em apenas 18 filmes, entre os quais O Trem (The Train, 1964), Rei Lear (King Lear, 1971), prêmio de melhor ator na Dinamarca, Um Equilíbrio Delicado (A Delicate Balance, 1973), Henrique V (Henry V, 1989), Hamlet (Idem, 1990) e As Bruxas de Salem (The Crucible, 1996), BAFTA de melhor ator coadjuvante.

(Crédito da foto: http://www.thegoldenyears.org/)

Dados biográficos: David Paul Scofield nasceu em 21 de janeiro de 1922, em Hurstpierpoint, West Sussex, Inglaterra. Sua carreira mais importante foi no teatro, que lhe valeu também muitos prêmios. Deixou um casal de filhos com a atriz Joy Parker, com quem era casado desde 1943.

18 de março de 2008

Era uma vez em 18 de março de 2008

ANTHONY MINGHELLA (54 anos, de hemorragia cerebral em conseqüência de cirurgia no pescoço), diretor e roteirista inglês, mais conhecido pelo filme O Paciente Inglês (The English Patient, 1996), que lhe deu cinco prêmios de melhor diretor, inclusive o Oscar, e cinco de melhor roteiro, inclusive o BAFTA; realizou menos de dez filmes, entre os quais Um Romance do Outro Mundo (Truly Madly Deeply, 1990), por cujo roteiro ganhou cinco prêmios, inclusive o BAFTA, Um Amor de Verdade (Mr. Wonderful, 1993), O Talentoso Ripley (The Talented Mr. Ripley, 1999), pelo qual ganhou o prêmio de melhor diretor do Conselho Nacional da Crítica (EUA) e o de melhor roteiro do Círculo de Críticos de Cinema de Santa Fé, Califórnia, e Cold Mountain (Idem, 2003), que lhe valeu também o prêmio de melhor roteiro do Conselho Nacioal da Crítica.

(Crédito da foto: http://www.news.bbc.co.uk/)

Dados biográficos: Anthony Minghella nasceu em 6 de janeiro de 1954, em Ryde, Ilha de Wight, Inglaterra. Era casado com a coreógrafa e atriz Carolyn Choa, com quem teve dois filhos: o ator Max Minghella e a assistente de produção Hannah Minghella.

13 de março de 2008

EUA: cinemas se adaptam à tecnologia digital

Hollywood bancará parte dos custos com a adaptação das salas exibidoras dos Estados Unidos ao sistema digital. Quatro dos seis maiores estúdios já assinaram acordos com a empresa Access Integrated Technologies para a conversão, nos próximos três anos, de milhares de salas ao novo sistema. A Disney, a Fox, a Paramount e a Universal se comprometeram a pagar aos exibidores o equivalente ao que atualmente pagam para distribuir os rolos de filmes, até a final quitação dos débitos decorrentes da adaptação. Espera-se que a Warner Bros. e a Sony (ex-Columbia) também se associem ao grupo. Os custos do equipamento de projeção digital são estimados em 75 mil dólares por sala. A distribuição de filmes pelo sistema digital custará uma pequena fração do que se gasta atualmente: média de 3.000 a 4.000 dólares por cópia.
(Crédito da foto: http://www.fahad.com/)

8 de março de 2008

Os 100 melhores filmes de língua não-inglesa

O saite Edward Copeland on Film apresentou, por ocasião da lista dos 100 melhores filmes do American Film Institute, em 2007, os seus 100 melhores filmes do cinema mundial, excetuados os países de língua inglesa. Na pesquisa, foram excluídos os filmes lançados a partir de 2003 e toda a filmografia da fase muda. A publicação da lista, aqui, tem o objetivo de divulgar uma centena de filmes realizados fora de Hollywood, todos de grande qualidade e que, por isso, merecem a nossa atenção. Entretanto, considerando que alguns cineastas tiveram um elevado número de filmes incluídos (exemplos: Kurosawa, sete; Bergman, sete; Godard, cinco; e Truffaut, quatro), fica-se com a impressão de que os norte-americanos não costumam dar maior atenção às cinematografias de outros países.

Veja a lista:
1 - A Regra do Jogo (La règle du jeu, França, 1939), de Jean Renoir
2 - Os Sete Samurais (Shichinin no samurai, Japão, 1954), de Akira Kurosawa
3 - M - O Vampiro de Düsseldorf (M - Eine Stadt sucht einen Mörder, Alemanha, 1931), de Fritz Lang
4 - Oito e Meio (Otto e mezzo, Itália/França, 1963), Federico Fellini
5 - Ladrões de Bicicleta (Ladri di biciclette, Itália, 1948), de Vittorio De Sica
6 - Persona (Idem, Suécia, 1966), de Ingmar Bergman (Obs.: No cinema, o título era Quando Duas Mulheres Pecam.)
7 - A Grande Ilusão (La grande illusion, França, 1937), de Jean Renoir
8 - Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes, Alemanha/Peru/México, 1972), de Werner Herzog
9 - A Batalha de Argel (La battaglia di Algeri, Argélia/Itália, 1966), de Gillo Pontecorvo
10 - Os Incompreendidos (Les quatre cents coups, França, 1959), de François Truffaut
11 - Fanny e Alexander (Fanny och Alexander, Suécia/França/Alemanha, 1982), de Ingmar Bergman
12 - Era uma Vez em Tóquio (Tôkyô monogatari, Japão, 1953), de Yasujiro Ozu
13 - Rashomon (Rashômon, Japão, 1950), de Akira Kurosawa
14 - Viver (Ikiru, Japão, 1952), de Akira Kurosawa
15 - O Sétimo Selo (Det sjunde inseglet, Suécia, 1957), de Ingmar Bergman
16 - Ran (Idem, Japão/França, 1985), de Akira Kurosawa
17 - Jules e Jim - Uma Mulher para Dois (Jules et Jim, França, 1961), de François Truffaut
18 - O Conformista (Il conformista, Itália/França/ Alemanha, 1970), de Bernardo Bertolucci
19 - A Doce Vida (La dolce vita, Itália/França, 1960), de Federico Fellini
20 - O Desprezo (Le mépris, França/Itália, 1963), de Jean-Luc Godard (Obs.: No cinema, o título era Desprezo.)
21 - Acossado (À bout de souffle, França, 1960), de Jean-Luc Godard
22 - Contos da Lua Vaga (Ugetsu monogatari, Japão, 1953), de Kenji Mizoguchi (Obs.: Conhecido também por Contos da Lua Vaga Depois da Chuva)
23 - Playtime - Tempo de Diversão (Play Time, França/Itália, 1967), de Jacques Tati
24 - A Grande Testemunha (Au hasard Balthazar, França/Suécia, 1966), de Robert Bresson
25 - Andrei Rublev - O Artista Maldito (Andrey Rublyov, Rússia, 1969), de Andrei Tarkovsky
26 - Cidade de Deus (Brasil/França, 2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
27 - Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin va, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar-Wai
28 - O Leopardo (Il gattopardo, Itália/França, 1963), de Luchino Visconti
29 - A Aventura (L'Avventura, Itália/França, 1960), de Michelangelo Antonioni
30 - Morangos Silvestres (Smultronstället, Suécia, 1957), de Ingmar Bergman
31 - O Samurai (Le samouraï, França/Itália, 1967), de Jean-Pierre Melville
32 - A Bela da Tarde (Belle de jour, França/Itália, 1967), de Luis Buñuel
33 - A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi, 2001), de Hayao Miyazaki
34 - O Boulevard do Crime (Les enfants du paradis, França, 1945), de Marcel Carné
35 - A Bela e a Fera (La belle et la bête, França, 1946), de Jean Cocteau
36 - O Discreto Charme da Burguesia (Le charme discret de la bourgeoisie, França/Itália/Espanha, 1972), de Luis Buñuel
37 - Atalante (L'Atalante, França, 1934), de Jean Vigo
38 - Noites de Cabíria (Le notti di Cabiria, Itália/França, 1957), de Federico Fellini
39 - A Fraternidade É Vermelha (Trois couleurs: Rouge, Polônia/França/Suiça, 1994), de Krzysztof Kieslwski
40 - O Salário do Medo (Le salaire de la peur, França/Itália, 1953), de Henri-Georges Clouzot
41 - Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin, Alemanha/França, 1987), de Wim Wenders
42 - Gritos e Sussurros (Viskningar och rop, Suécia, 1972), de Ingmar Bergman
43 - Decálogo (Dekalog, Polônia, 1989), de Krzysztof Kieslowski (Obs.: Minissérie para a TV em dez capítulos.)
44 - Yojimbo - O Guarda-Costas (Yojimbo, Japão, 1961), de Akira Kurosawa
45 - Pickpocket - O Batedor de Carteiras (Pickpocket, França, 1959), de Robert Bresson
46 - Intendente Sansho (Sanshô dayû, Japão, 1954), de Kenji Mizoguchi
47 - A Estrada da Vida (La strada, Itália, 1954), de Federico Fellini (Obs.: No cinema, o título era Na Estrada da Vida.)
48 - Pai e Filha (Banshun, Japão, 1949), de Yasujiro Ozu
49 - Desejos Proibidos (Madame de..., França/Itália, 1953), de Max Ophüls
50 - Lanternas Vermelhas (Da hong deng long gao gao gua, China/Hong Kong/Taiwan, 1991), de Zhang Yimou
51 - Céu e Inferno (Tengoku to jigoku, Japão, 1963), de Akira Kurosawa
52 - Umberto D. (Idem, Itália, 1951), de Vittorio De Sica
53 - E Sua Mãe Também (E tu mamá también, México, 2001), de Alfonso Cuarón
54 - A Palavra (Ordet, Dinamarca, 1955), de Carl Theodor Dreyer
55 - Cinema Paradiso (Nuovo cinema Paradiso, Itália/França, 1988), de Giuseppe Tornatore
56 - As Coisas Simples da Vida (Yi yi, Taiwan/ Japão, 2000), de Edward Yang
57 - O Eclipse (L'Eclisse, Itália/França, 1962), de Michelangelo Antonioni
58 - Fale com Ela (Hable con ella, Espanha, 2002), de Pedro Almodóvar
59 - Rififi (Du rififi chez les hommes, França, 1955), de Jules Dassin
60 - Banda à parte (Band à part, França, 1964), de Jean-Luc Godard
61 - O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, Taiwan/ Hong Kong/EUA/China, 2000), Ang Lee
62 - A Liberdade É Azul (Trois couleurs: Bleu, França/Polônia/Suiça/Reino Unido, 1993), de Krzysztof Kieslowski
63 - Amores Expressos (Chung Hing sam lam, Hong Kong, 1993), de Wong Kar-Wai
64 - Trono Manchado de Sangue (Kumonosu jô, Japão, 1957), de Akira Kurosawa
65 - Os Guarda-Chuvas do Amor (Les parapluies de Cherbourg, França/Alemanha, 1964), de Jacques Demy
66 - Céline et Julie vont en bateau (França, 1974), de Jacques Rivette (Obs.: Filme sem título no Brasil.)
67 - O Barco - Inferno no Mar (Das Boot, Alemanha, 1981), de Wolfgang Petersen
68 - O Exército das Sombras (L'Armée des ombres, França/Itália, 1969), de Jean-Pierre Melville
69 - Amarcord (Idem, Itália/França, 1973), de Federico Fellini
70 - O Ano Passado em Marienbad (L'Année dernière à Marienbad, França/Itália/ Alemanha/Áustria, 1961), de Alain Resnais
71 - Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima mon amour, França/Japão, 1959), de Alain Resnais
72 - O Medo Devora a Alma (Angst essen Seele auf, Alemanha, 1974), de Rainer Werner Fassbinbder
73 - A Noite Americana (La nuit américaine, França/Itália, 1973), de François Truffaut
74 - Os Olhos sem Rosto (Les yeux sans visage, França/Itália, 1960), de Georges Franju
75 - Minha Noite com Ela (Ma nuit chez Maud, França, 1969), de Eric Rohmer
76 - Tudo sobre Minha Mãe (Todo sobre mi madre, Espanha/França, 1999), de Pedro Almodóvar
77 - Cenas de um Casamento (Scener ur ett äktenskap, Suécia, 1973), de Ingmar Bergman
78 - Roma, Cidade Aberta (Roma, città aperta, Itália, 1945), de Roberto Rossellini
79 - Suspiria (Idem, Itália, 1977), de Dario Argento
80 - Sorrisos de uma Noite de Amor (Sommarnattens leende, Suécia, 1955), de Ingmar Bergman
81 - Vá e Veja (Idi i smotri, Rússia, 1985) de Elem Klimov
82 - Z (Idem, Argélia/França, 1969), de Costa-Gavras
83 - A Mulher de Areia (Suna no onna, Japão, 1964), de Hiroshi Teshigahara
84 - Masculino-Feminino (Masculin féminin: 15 faits précis, França, 1966), de Jean-Luc Godard
85 - Viridiana (Idem, México/Espanha, 1961), de Luis Buñuel
86 - Amores Brutos (Amores perros, México, 2000), de Alejandro González Iñárritu
87 - O Demônio das Onze Horas (Pierrot le fou, França/Itália, 1965), de Jean-Luc Godard
88 - O Tiro no Pianista (Tirez sur le pianiste, França, 1960), de François Truffaut (Obs.: No cinema, o título era Atire no Pianista.)
89 - Cleo das 5 às 7 (Cléo de 5 à 7, França/Itália, 1962), de Agnès Varda
90 - A Dupla Vida de Véronique (La double vie de Véronique, França/Polônia/Noruega, 1991), de Krzysztof Kieslowski
91 - Brinquedo Proibido (Jeux interdits, França, 1952), de René Clément
92 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, França/Alemanha, 2001), de Jean-Pierre Jeunet
93 - O Anjo Azul (Der blaue Engel, Alemanha, 1930), de Josef von Sternberg
94 - Orfeu (Orphée, França, 1950), de Jean Cocteau
95 - Corra Lola, Corra (Lola rennt, Alemanha, 1998), de Tom Tykwer
96 - O Anjo Exterminador (El ángel exterminador, México, 1962), de Luis Buñuel
97 - Satantango (Sátántangó, Hungria/Alemanha/ Suiça, 1994), de Béla Tarr
98 - O Evangelho Segundo São Mateus (Il vangelo secondo Matteo, Itália/França, 1964), de Pier Paolo Pasolini
99 - Dias de Ira (Vredens dag, Dinamarca, 1943), de Carl Theodor Dreyer
100 - Quando Voam as Cegonhas (Letyat zhuravli, Rússia, 1957), de Mikhail Kalatozov.

6 de março de 2008

Cinema alemão contabiliza os filmes perdidos

Os que gostam de cinema sabem: a filmografia alemã da fase muda se situa entre as mais importantes do mundo, tanto em quantidade quanto em qualidade. Por isso, é muito triste a notícia de que mais de 60% dos filmes mudos alemães se perderam e nunca mais poderão ser vistos. Entre os desaparecidos estão filmes de diretores da importância de Friedrich Wilhelm Murnau (foto). O Arquivo Nacional do Cinema armazena cerca de 150 mil filmes, ou seja, apenas um pequena parte dos filmes rodados na Alemanha. Mesmo o original de Metrópolis (Metropolis, 1927), obra-prima de Fritz Lang, já não existe; a versão atual foi montada a partir de material extraído de diferentes cópias.

A fonte da notícia foi o diretor do Arquivo Nacional em Berlim, Karl Griep, segundo o qual o número de filmes produzidos no período que se estende do pós-guerra até a reunificação do país (1946-1989) é menor do que o da época do nazismo.
A preocupação com o problema existe, mas pouco se fez até agora para evitar novas perdas. Só há quatro anos surgiu uma lei estabelecendo que todo filme produzido na Alemanha seja arquivado, mas só vale para os que recebem financiamento do Estado. E recentemente o ministro da Cultura, Bernd Neumann, anunciou que está pensando na possiblidade de uma nova regulamentação para o setor.
As informações são do saite UOL News.

Era uma vez em 4 de março de 2008

LEONARD ROSENMAN (83 anos, de ataque cardíaco), compositor norte-americano, ganhador de dois Oscars pela adaptação/regência da música de Barry Lyndon (Idem, 1975) e de Esta Terra É Minha Terra (Bound for Glory, 1976); seu 1º trabalho foi para o filme Vidas Amargas (East of Eden, 1955) e, desde então, compôs trilhas para mais de 50 filmes, entre os quais Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955), Um Homem Tem Três Metros de Altura (Edge of the City, 1957), Lutando Só pela Glória (Lafayette Escadrille, 1958), O Rei dos Facínoras (The Rise and Fall of Legs Diamond, 1960), O Inferno É para os Heróis (Hell Is for Heroes, 1962), Viagem Fantástica (Fantastic Voyage, 1966), Um Homem Chamado Cavalo (A Man Called Horse, 1970) e Retratos de uma Realidade (Cross Creek, 1982). Ganhou o prêmio ASCAP (American Society of Composers Authors and Publishers), pela trilha do filme Jornada nas Estrelas VI - A Volta para a Terra (Star Trek IV: The Voyage Home, 1986), e dois Emmy, por trabalhos para a TV. Nasceu em 7 de setembro de 1924, no Brooklyn, Nova York.

(Crédito da foto: http://www.maniadb.com/)


4 de março de 2008

'Longe Dela' é o melhor do cinema canadense

Aconteceu na última segunda-feira, 3, em Toronto, a 28ª cerimônia de entrega do Genie, o mais importante prêmio do cinema canadense. E o filme Longe Dela (Away from Her, 2007), de Sarah Polley, abiscoitou sete prêmios, incluive os de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Julie Christie), melhor ator (Gordon Pensent) e melhor roteiro adaptado. O filme Senhores do Crime (Eastern Promises, 2007), de David Cronenberg, também recebeu sete prêmios, entre eles o de melhor roteiro original e o de melhor trilha musical.

29 de fevereiro de 2008

Era uma vez em 27 de fevereiro de 2008

OCTAVIO CORTÁZAR (73 anos, de infarto), cineasta cubano, que dirigia a produtora de documentários Hurón Azul, da União de Escritores e Artistas de Cuba; de seus doze filmes, realizados entre 1961 e 2005, nove são documentários, dos quais apenas um longa-metragem: Com a Memória no Futuro (Con la memoria en nel futuro, 2005); já os três encenados são todos de longa-metragem: O Professor (El brigadista, 1977), que ganhou o Urso de Prata de melhor primeiro filme no Festival de Berlim, Guardafronteras (1980) e Direito de Asilo (Derecho de asilo, 1993).

(Crédito da foto: http://www.cubaperiodistas.cu/)

Dados biográficos: Octavio Cortázar Jiménez nasceu em 19 de janeiro de 1935, em La Habana, Cuba. Estudou cinema na Universidade Carolina de Praga.

27 de fevereiro de 2008

Era uma vez em 21 de fevereiro de 2008

BEN CHAPMAN (82 anos, de colapso cardíaco), ator norte-americano, cuja única glória cinematográfica foi ter feito o papel do monstro anfíbio Gill Man no clássico de terror O Monstro da Lagoa Negra (Creature from the Black Lagoon, 1954), e só nas cenas em que ele aparece fora d'água; atuou em mais quatro filmes, entre 1950 e 1955, três dos quais considerados abaixo da crítica; o outro foi o musical Amor Pagão (Pagan Love Song, 1950), em que era apenas um extra dançarino.

(Foto: Divulgação; fonte: saite TimeOnline)

Dados biográficos: Ben Chapman nasceu em 29 de outubro de 1925, em Oakland, Califórnia, quando seus pais, taitianos, viajavam pelos Estados Unidos. Ganhou o papel do monstro Gill Man graças ao seu porte físico de 1,96 m. Recebeu quatro condecorações por sua participação na Guerra da Coréia. Era primo do ator Jon Hall (1915-1979) e falava fluentemente o inglês, o francês e o chinês, além do taitiano. Faleceu em Honolulu, Havaí, e deixou dois filhos e uma filha.

26 de fevereiro de 2008

Omar Sharif condenado a indenizar manobrista que agrediu em 2005

O ator egípcio Omar Sharif, conhecido por sua atuação em filmes como Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962) e Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965), foi condenado pela Corte Superior de Beverly Hills a pagar indenização de 318 mil dólares ao guatemalteco Juan Luis Ochoa Anderson, responsável pelo estacionamento de um restaurante de Beverly Hills, Califórnia. Em 2005, Ochoa Anderson processou Sharif depois de ser agredido no rosto e chamado de "mexicano estúpido" pelo ator, por ter-se recusado a receber gorjeta em euros.
Por conta do mesmo incidente, Sharif já havia sido condenado a dois anos de prisão, que ele cumpre em liberdade condicional, e a fazer psicoterapia para controlar sua ira. Anteriormente, em 2003, o ator foi multado em 1.700 dólares por agressão a policial em um cassino de Paris.

(Crédito da foto: http://www.btinternet.com/)

24 de fevereiro de 2008

Filme de Joel e Ethan Coen é o grande vencedor do Oscar 2008

A cerimônia de entrega do Oscar, acontecida nesta noite, transcorreu sem surpresas. O filme Onde os Fracos Não Têm Vez, dos irmãos Joel e Ethan Coen, foi o grande vencedor, como era esperado, na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Ganhou os prêmios de melhor filme, melhor direção, melhor roteiro (adaptado) e melhor ator coadjuvante. O desenhista de produção Robert Boyle, de 98 anos, recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obra.

Veja a seguir a lista dos filmes de longa-metragem premiados:
1) Melhor filme: Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, 2007)
2) Melhor diretor: Joel e Ethan Coen, por Onde os Fracos Não Têm Vez
3) Melhor ator: Daniel Day-Lewis, por Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007)
4) Melhor atriz: Marion Cotillard, por Piaf - Um Hino ao Amor (La Môme, 2007)
5) Melhor ator coadjuvante: Javier Bardem, por Onde os Fracos Não Têm Vez
6) Melhor atriz coadjuvante: Tilda Swinton, por Conduta de Risco (Michael Clayton, 2007)
7) Melhor filme em língua estrangeira: Os Falsários (Die Fälschen, Áustria, 2007), de Stefan Ruzowitzky
8) Melhor filme de animação: Ratatouille (Idem, 2007), de Brad Bird
9) Melhor roteiro original: Diablo Cody, por Juno (Idem, 2007)
10) Melhor roteiro adaptado: Joel e Ethan Coen, por Onde os Fracos Não Têm Vez
11) Melhor fotografia: Robert Elswit, por Sangue Negro
12) Melhor montagem: Christopher Rouse, por O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, 2007)
13) Melhor direção de arte: Dante Ferreti e Francesca Lo Schiavo, por Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd, 2007)
14) Melhor figurino: Alexandra Byrne, por Elizabeth - A Era de Ouro (Elizabeth: The Golden Age, 2007)
15) Melhor maquiagem: Didier Lavergne e Jan Archibald, por Piaf - Um Hino ao Amor
16) Melhor documentário: Táxi para a Escuridão (Taxi to the Dark Side, 2007), de Alex Gibney e Eva Orner
17) Melhor trilha musical: Dario Marianelli, por Desejo e Reparação (Atonement, 2007)
18) Melhor canção: "Falling Slowly", de Apenas uma Vez (Once, 2007), de Glen Hansard e Marketa Irglova
19) Melhor edição de som: Karen Baker Landers e Per Hallberg, por O Ultimato Bourne
20) Melhor mixagem de som: Scott Millan, David Parker e Kirk Francis, por O Ultimato Bourne
21) Melhores efeitos visuais: Michael Fink, Bill Westenhofer, Ben Morris e Travor Wood, por A Bússola de Ouro (The Golden Compass, 2007).
(Crédito da foto: http://www.estadao.com.br/)

'Juno' se dá bem com 'Independent Spirit'

A cerimônia de premiação do Independet Spirit transcorreu no último sábado, 23, e os ganhadores dos principais prêmios foram:

1) Melhor filme: Juno (Idem, 2007), de Jason Reitman
2) Melhor diretor: Julian Schnabel, por O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le papillon, 2007)
3) Melhor atriz: Ellen Page, por Juno
4) Melhor ator: Philip Seymour Hoffman, por A Família Savage (The Savages, 2007)
5) Melhor atriz coadjuvante: Clate Blanchett, por Não Estou Lá (I'm Not There, 2007)
6) Melhor ator coadjuvante: Chiwetel Ejiofor, por Talk to Me (2007)
7) Melhor roteiro: Tamara Jenkins, por A Família Savage
8) Melhor primeiro roteiro: Diablo Cody, por Juno
9) Melhor fotografia: Janusz Kaminski, por O Escafandro e a Borboleta
10) Melhor primeiro filme: The Lookout (2007), de Scott Frank, Roger Birnbaum, Gary Barber, Laurence Mark e Walter F. Parkes
11) Melhor filme estrangeiro: Apenas uma Vez (Once, 2006), de John Carney
12) Melhor documentário: Crazy Love (2007), de Dan Klores e Fisher Stevens
13) Prêmio John Cassavetes: Chris Eska (diretor/roteirista), Connie Hill e Jason Wehling (produtores), por August Evening (2007).