10 de setembro de 2008

Um filme divertido e perturbador

Depois de conquistar Hollywood, onde realizou sucessos como RoboCop – O Policial do Futuro (1987) e Instinto Selvagem (1992), o cineasta holandês Paul Verhoeven, que fez 70 anos em julho, resolveu voltar ao seu país para contar uma história passada durante a II Guerra Mundial, quando a Holanda sofria a ocupação alemã. O resultado é o filme A Espiã (Zwartboek, 2006), que insere personagens fictícias em um contexto histórico real.

Tendo por base um roteiro primoroso, elaborado pacientemente ao longo de quase duas décadas, Verhoeven narra as desventuras da cantora judia Rachel Stein, que se movimenta entre poderosas forças em conflito na cidade de Haia. De um lado, os nazistas, que agem como se nada pudesse abalar seu poder; de outro, a resistência, que congrega pessoas com ideologia e interesses políticos diversos, ao estilo balaio-de-gatos.

A bela e talentosa Carice van Houten, combinando voluntariedade, charme e sangue frio na medida certa, faz perfeitamente verossímil o seu papel. Até as canções são interpretadas por ela, e com proficiência. E o seu papel é com efeito o de uma atriz: representar uma personagem. O que inclui a mudança da cor dos cabelos e a adoção de pseudônimo. Esse aspecto da representação é explicitado em dois momentos, nos quais ela é comparada a estrelas do cinema. Em uma cena é dito que ela ficou “loira como a Jean Harlow”; em outra, aludindo-se ao filme Mata Hari (1931), diz-se que ela é a “Greta Garbo em carne e osso”.

A história se passa nos últimos meses da ocupação alemã, quando Rachel, vivendo em apuros, recebe uma recomendação para fugir da Holanda, vinda de um agente da polícia de segurança holandesa, o qual intermedeia as ações de fuga. Outra figura angular com quem ela lida é um advogado e banqueiro, administrador dos recursos (jóias e dinheiro) dos judeus, que transita com desenvoltura tanto entre os resistentes quanto entre os nazistas. A agenda deste, um livro de capa preta em que anota os negócios com os clientes, será um valioso documento no pós-guerra.

Frustrada a tentativa de fuga, a cantora se junta aos combatentes da resistência, que recebem suprimentos provenientes da Inglaterra. Quando um grupo em que está o filho do líder da resistência é preso pelos nazistas, Rachel recebe a incumbência de seduzir o chefe da Inteligência Alemã, capitão Ludwig Müntze, interpretado exemplarmente pelo alemão Sebastian Koch, a fim de obter informações que possibilitem o resgate dos prisioneiros. E o inimaginável termina acontecendo: ela se apaixona pelo capitão, configurando-se a síndrome de Estocolmo.

O ponto forte do roteiro, de cuja feitura Verhoeven participou, é a ambigüidade na construção das personagens. Existem ações heróicas, mas heróis, não. Para o bem e para o mal, ninguém é o que parece à primeira vista. Alguém que toma uma atitude louvável em dado momento pode agir de modo execrável em outro, e vice-versa. Como na vida, a situação é que revela o caráter de cada qual. Disso resultam bons momentos de suspense, além de muitas reviravoltas surpreendentes.

Magistralmente fotografado e montado, o filme é um carrossel de reinvenções dramáticas. Nem mesmo o término da guerra significa apaziguamento ou elisão de problemas. O caos que então se instaura, em meio ao furor da caça a traidores e da consagração de heróis, torna-se terreno fértil para o surgimento de forças obscurantistas e para a expansão de ambições latentes. E a nova ocupação do país pelas forças aliadas, que pouco sabem do mato em que estão lenhando, é mais um complicador bem explorado pelo filme.

Talvez por ser o roteiro tão bem cosido, uma cena chama a atenção pela artificialidade da solução empregada. Cada fala ou cada imagem entra numa articulação precisa, vindo a ter conseqüências mais adiante. Por isso, destoa do conjunto uma cena que se passa durante as comemorações do fim da guerra. Na rua apinhada de gente, ao som da orquestra de Glenn Miller, a amiga Ronnie, que está sobre um jipe em movimento, reconhece Rachel, que caminha na calçada a metros de distância, no meio da multidão. O motivo deve ter sido a contingência do orçamento.

Na quase totalidade do filme, entretanto, o experiente diretor controla os efeitos com maestria, mantendo o espectador sob permanente tensão, enquanto vai dosando as surpresas. E sem apelar para recuos e avanços no tempo, recurso corriqueiro no cinema atual, exceto por contar a história em flash-back. E ainda assim com o propósito de surpreender no final, quando recoloca o drama judaico em novo contexto.

Decididamente, não se trata de programa para quem quer ver “mais do mesmo”, mas para quem quer ser surpreendido. Com uma visão perturbadora da História, e investindo largamente no espetáculo, Paul Verhoeven revolucionou a dramaturgia cinematográfica do seu país. Pode-se afirmar, sem sombra de dúvida, que A Espiã extrapola em muito a moldura do cinema holandês.

(Foto: http://www.revistaogrito.com/)
(Texto publicado pelo semanário Jornal Opção, de 13 a 19 de julho de 2008. Acesse: http://www.jornalopcao.com.br/)

9 de setembro de 2008

Ladrões de cinema?

O diretor Steven Spielberg e alguns estúdios de Hollywood estão sendo processados por apropriação indevida da trama do filme Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock.

Além de Spielberg, a DreamWorks, a Paramount e a Universal são acusadas de infringir os direitos autorais da trama na produção do filme Paranóia (Disturbia, 2007), de D. J. Caruso, segundo processo judicial apresentado à Corte Federal da Califórnia na última segunda-feira, 8 de setembro.
Spielberg foi citado como réu provavelmente por ser um dos fundadores da DreamWorks, produtora do filme. A Paramount e a Universal participaram da distribuição do filme, que arrecadou, só nas bilheterias norte-americanas, cerca de 80 milhões de dólares.
De acordo com a Sheldon Abend Revocable Trust, autora do processo, a base do filme de Hitchcock foi um conto de Cornell Woolrich, cujos direitos autorais foram adquiridos em 1953 por James Stewart, ator que protagonizou o filme.
Os enredos dos filmes em questão seriam "essencialmente os mesmos". Ambos começam com um homem que espreita da janela, com uso de binóculo, e testemunha comportamento estranho em apartamento vizinho.
Na resenha de Paranóia, o jornal The New York Times chamou-o de "Janela Indiscreta meio adolescente". Já o Toronto Star tachou-o de "apropriação descarada".
Este texto foi produzido com base em informações do saite UOL News.

8 de setembro de 2008

Era uma vez em 1º de setembro de 2008

MICHAEL PATE (88 anos, de pneumonia), ator australiano que fez carreira em Hollywood, onde participou de 50 filmes nos anos 1950 e 60, boa parte deles faroestes, em que freqüentemente interpretou índios; atuou em Júlio César (Julius Caesar, 1953), Caminhos Ásperos (Hondo, 1953), Sangue Sobre a Terra (Something of Value, 1957), Os 3 Sargentos (Sergeants 3, 1962), Quando um Homem É Homem (McLintock!, 1963) e Juramento de Vingança (Major Dundee, 1965); no final da década de 1960 retornou à Austrália, onde deu continuidade à carreira, chegando a dirigir um filme com Mel Gibson, Tim (Idem, 1979).
Dados biográficos: Michael Pate nasceu em 26 de fevereiro de 1920, em Sydney, Austrália. Era pai do ator Christopher Pate e deixou viúva a atriz Felippa Rock.

7 de setembro de 2008

Era uma vez em 6 de setembro de 2008

ANITA PAGE (98 anos, de causa não divulgada), atriz e cantora norte-americana que começou a carreira no cinema mudo, em 1925, e logo se tornou uma estrela, inclusive do musical Melodia da Broadway (The Broadway Melody, 1929), a primeira fita sonora a ganhar o Oscar de melhor filme; seu último trabalho foi em Frankenstein Rising, ainda não lançado. Ganhou uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Anita Pomares nasceu em 4 de agosto de 1910, em Flushing, Nova York. Por ter-se casado com um oficial da Marinha em 1936, ficou afastada do cinema por 60 anos, tendo atuado em apenas um filme no período. Com a morte do marido, ocorrida em 1991, ela voltou aos filmes em 1996.

6 de setembro de 2008

Veneza 2008: premiado filme de Darren Aronofsky

Terminou hoje a 65ª Mostra de Cinema de Veneza, na qual se consagrou O Lutador, de Darren Aronofsky.

Veja a lista dos principais vencedores:
1. Leão de Ouro de melhor filme: O Lutador (The Wrestler, EUA, 2008), de Darren Aronofsky
2. Copa Volpi de melhor ator: Silvio Orlando, por O Pai de Giovanna (Il papà di Giovanna, Itália, 2008), de Pupi Avati
3. Copa Volpi de melhor atriz: Dominique Blanc, por A Outra (L'Autre, França, 2008), de Patrick-Mario Bernard e Pierre Trividic
4. Leão de Prata de melhor diretor: Aleksei German MI., por Soldado de Papel (Bumaznyj soldat, Rússia, 2008)
5. Prêmio Especial do Júri: ao cineasta etíope Haile Gerima, por Teza (Etiópia/Alemanha/França, 2008)
6. Leão Especial do Júri: ao cineasta alemão Werner Schroeter, pelo conjunto da obra.
As informações são do saite G1.

Era uma vez em 3 de setembro de 2008

RUY POLANAH (86 anos, de causa não divulgada), ator brasileiro nascido em Angola; atuou em 46 filmes, muitos deles produções internacionais, freqüentemente interpretando índios; entre seus filmes mais importantes citam-se Os Fuzis (1964), Os Deuses e os Mortos (1970), Joanna Francesa (1975), Fitzcarraldo (Idem, 1982), A Floresta de Esmeraldas (The Emerald Forest, 1985), Brincando nos Campos do Senhor (At Play in the Fields of the Lord, 1991) e O Cobrador (Cobrador: In God We Trust, 2006).

4 de setembro de 2008

Era uma vez em 4 de setembro de 2008

FERNANDO TORRES (78 anos, de enfisema pulmonar), ator brasileiro que fez sua estréia no cinema no filme A Mulher de Longe (1949), dirigido pelo escritor Lúcio Cardoso; atuou em outros 19 filmes, entre os quais Engraçadinha Depois dos Trinta (1966), Os Inconfidentes (1972), Inocência (1983), O Beijo da Mulher Aranha (The Kiss of the Spider Woman, 1985) e Redentor (2004). Ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema do Recife, por A Ostra e o Vento (1997).


Dados biográficos: Fernando Monteiro Torres nasceu em 14 de novembro de 1929, no Rio de Janeiro. No teatro, que lhe deu vários prêmios, foi ator, diretor e produtor. Era casado desde 1954 com a atriz Fernanda Montenegro e tinha dois filhos, a atriz Fernanda Torres e o diretor e roteirista Cláudio Torres.

26 de agosto de 2008

Era uma vez em 25 de agosto de 2008

RANDA CHAHAL SABAG (54 anos, de câncer), cineasta libanesa, que dirigiu apenas quatro filmes, mas recebeu vários prêmios; seu filme Civilisées (1999) ganhou o prêmio UNESCO, no Festival de Veneza, e o prêmio Nestor Almendros, no Festival Human Rights Watch, de Nova York; e Sob o Céu do Líbano (Le Cerf-volant, 2003) conquistou três prêmios, inclusive o Especial do Júri, no Festival de Veneza, e um no Festival de Filme de Amor de Mons, Bélgica. Nascida em Trípoli, Líbano, em 1953, faleceu em Paris, onde residia desde a década de 1970.

25 de agosto de 2008

Era uma vez em 20 de agosto de 2008

LEOPOLDO SERRAN (66 anos, de câncer no fígado), roteirista brasileiro que participou de mais de trinta produções, entre as quais citam-se Copacabana Me Engana (1968), A Estrela Sobe (1974), que ganhou o prêmio de melhor roteiro da Associação Paulista de Críticos de Arte, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), Se Segura, Malandro (1978), Bye Bye Brasil (1979) e O Quatrilho (1995). Leopoldo Bhering Serran nasceu em 6 de maio de 1942, no Rio de Janeiro..

20 de agosto de 2008

Era uma vez em 19 de agosto de 2008

JULIUS CARRY (56 anos, de câncer no pâncreas), ator norte-americano, com longa folha de serviços para a TV, mas que participou de apenas sete filmes, entre os quais estão O Último Dragão (The Last Dragon, 1985), O Homem do Sapato Vermelho (The Man with One Red Shoe, 1985) e Mudança do Barulho (Moving, 1988). Nasceu em 12 de março de 1952, em Chicago, Illinois.

17 de agosto de 2008

Os grandes vencedores do Festival de Gramado

O prêmio de melhor filme brasileiro, no 36º Festival de Cinema de Gramado vai para Nome Próprio, de Murilo Salles. A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele, recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri popular.

A seguir os principais premiados, na categoria longa-metragem.

a) Cinema brasileiro:
1 - Melhor filme: Nome Próprio (2008), de Murilo Salles
2 - Melhor filme (júri popular): A Festa da Menina Morta (2008), de Matheus Nachtergale
3 - Melhor diretor: Domingos de Oliveira, por Juventude (2008)
4 - Melhor ator: Daniel de Oliveira, por A Festa da Menina Morta
5 - Melhor atriz: Leandra Leal, por Nome Próprio
6 - Melhor roteiro: Domingos de Oliveira, por Juventude
7 - Melhor fotografia: Lula Carvalho, por A Festa da Menina Morta
8 - Prêmio especial do júri: A Festa da Menina Morta
9 - Prêmio de qualidade artística: para os atores Aderbal Freire Filho, Domingos de Oliveira e Paulo José, por Juventude
10 - Melhor diretor de arte: Pedro Paulo de Souza, por Nome Próprio
11 - Melhor música: Matheus Nachtergale, por A Festa da Menina Morta
12 - Melhor Montagem: Natara Ney, por Juventude
13 -Prêmio da crítica: A Festa da Menina Morta.

b) Cinema estrangeiro:
1 - Melhor filme: Cochochi (México/Reino Unido/Canadá, 2007), de Israel Cárdenas e Laura Amelia Guzmán
2 - Melhor filme (júri popular): Por sus propios ojos (Argentina, 2008), de Liliana Paolinelli
3 - Melhor diretor: Carlos Moreno, por Perro come perro (Colômbia, 2008)
4 - Melhor ator: Marlon Moreno e Óscar Borda, por Perro come perro
5 - Melhor atriz: Ana Carabajal, por Por sus propios ojos
6 - Melhor roteiro: Liliana Paolinelli, por Por sus propios ojos
7 - Melhor fotografia: Juan Carlos Gil, por Perro come perro
8 - Prêmio especial do júri: Por sus propios ojos
9 - Prêmio de qualidade artística: Cochochi
10 - Excelência de linguagem técnica: Cochochi
11 - Prêmio da crítica: Perro come perro.

c) Cinema gaúcho (curtas-metragens):
1 - Melhor filme: Um Dia como Hoje, de Eduardo Wannmacher
2 - Melhor direção: Diego Müller, por Cortejo Negro
3 - Melhor roteiro: Eduardo Wannmacher, por Um Dia como Hoje
4 - Melhor fotografia: Fernando Vanelli, por Cortejo Negro
5 - Melhor direção de arte: Rita Faustini, por Os Sete Trouxas
6 - Melhor música: Fausto Prado, por Subsolo
7 - Melhor montagem: Fábio Lobanowsky, por Um Dia como Hoje
8 - Melhor edição de som: Cristiano Scherer, por Rosário dos Navegantes
9 - Melhor produtor/produtor executivo: Pablo Müller, por Cortejo Negro
10 - Melhor ator: Júlio Andrade, por Um Dia como Hoje
11 - Melhor atriz: Carolina Sudat, por Um Dia como Hoje.
As informações são do saite G1.

16 de agosto de 2008

Era uma vez em 16 de agosto de 2008

DORIVAL CAYMMI (94 anos, de falência múltipla de órgãos), músico brasileiro, considerado um dos maiores compositores populares do país; marcou presença em oito filmes, entre os quais Joujoux e Balangandãs (1939), Abacaxi Azul (1944), Garota de Ipanema (1967) e Tenda dos Milagres (1977); canções suas foram usadas em diversos filmes, a exemplo de Samba (1965), e ele também compôs música para alguns filmes, como Meus Amores no Rio (1959).
(Foto: http://deluca.blogspot.com/)

Dados biográficos: Dorival Caymmi nasceu em 30 de abril de 1914, em Salvador, Bahia. Era pai dos músicos Nana Caymmi, Dori Caymmi e Danilo Caymmi. Lutava contra um câncer renal desde 1999. Deixou viúva a cantora Stella Maris, que está internada e em coma. Morreu em sua casa, em Copacabana.

14 de agosto de 2008

Gramado 2008: Walmor Chagas recebe Oscarito

O ator Walmor Chagas, de 76 anos, rececebeu do 36º Festival de Cinema de Gramado o troféu Oscarito, pelo conjunto da obra. Com quase duas dezenas de filmes no currículo, Chagas atuou como protagonista em apenas três: São Paulo S.A. (1965), de Luiz Sérgio Person, Um Homem Célebre (1974), de Miguel Faria Jr. e Valsa para Bruno Stein (2007), de Paulo Nascimento. Aos 22 anos, ele saiu do Rio Grande do Sul, onde nasceu, para seguir a carreira de ator em São Paulo. Diante da platéia, que o aplaudia de pé, ele levou a mão ao peito e disse:"É uma sensação estranha, emocionante. Quis ser ator de cinema. Aos 34, me convidaram para meu primeiro filme. Fiz os filmes que fiz, com o cinema acontecendo tão esporadicamente na minha vida. Agora vocês me dão essa certeza de que tudo pode acontecer, até você sonhar em ser ator e se transformar num ator."

As informações são do saite UOL News.

13 de agosto de 2008

Era uma vez em 11 de agosto de 2008

GEORGE FURTH (75 anos, de causa não divulgada), dramaturgo e ator norte-americano, especialista em papéis de vilão nervoso e gago; atuou em 28 filmes, entre os quais Vassalos da Ambição (The Best Man, 1964), O Homem que Odiava as Mulheres (The Boston Strangler, 1968), Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969), Banzé no Oeste (Blazing Saddles, 1974) e Politicamente Incorreto (Bulworth, 1998). George Schweinfurth nasceu em Chicago, Illinois, em 14 de dezembro de 1932. Em 1971, ganhou o prêmio Tony pelo musical Company, sucesso na Broadway.
(Foto: http://www.drquinnmd.com/)

12 de agosto de 2008

Era uma vez em 10 de agosto de 2008

TERENCE RIGBY (71 anos, de câncer pulmonar), ator inglês que trabalhou mais para a TV do que para o cinema; entre seus filmes estão Estranho Acidente (Accident, 1967), Cães de Guerra (The Dogs of War, 1980), A Idade da Violência (The Young Americans, 1993), O Amanhã Nunca Morre (Tomorrow Never Dies, 1997) e O Sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa Smile, 2003). Terence Chistopher Rigby nasceu em 2 de janeiro de 1937, em Erdington, Birmingham, Inglaterra.

Era uma vez em 10 de agosto de 2008

ISAAC HAYES (65 anos, de derrame), músico e ator norte-americano, cujas composições são freqüentemente usadas no cinema; atuou em mais de 30 filmes, a exemplo de Fuga de Nova York (Escape from New York, 1981), Posse - A Vingança de Jesse Lee (Posse, 1993), Atraídos pelo Destino (It Could Happen to You, 1994) e Shaft (Idem, 2000). A trilha que compôs para o filme Shaft (Idem, 1971), primeira versão, lhe valeu o Globo de Ouro e um Grammy, além de um Oscar de melhor canção.
(Foto: http://www.theage.com.au/)

Dados biográficos: Isaac Lee Hayes nasceu em 20 de agosto de 1942, em Covington, Tennessee. Havia sofrido um derrame em janeiro de 2006. Deixou seis filhos de três casamentos.

9 de agosto de 2008

Era uma vez em 9 de agosto de 2008

BERNIE MAC (50 anos, de pneumonia), ator norte-americano que atuou em 25 filmes, entre os quais Todos a Bordo (Get on the Bus, 1996), Até que a Fuga os Separe (Life, 1999), Onze Homens e um Segredo (Ocean's Eleven, 2001), Doze Homens e Outro Segredo (Ocean's Twelve, 2004) e Treze Homens e um Novo Segredo (Ocean's Thirteen, 2007). Ganhou um prêmio de melhor ator por Mr 3000 (2004) e 10 outros por seu trabalho na TV.
(Foto: http://www.jelli.blogsome.com/)

Dados biográficos: Bernard Jeffrey McCullough nasceu em 5 de outubro de 1957, em Chicago, Illinois. Faleceu em Chicago, deixando viúva e um filho.

8 de agosto de 2008

Era uma vez em 7 de agosto de 2008

BERNIE BRILLSTEIN (77 anos, de problemas pulmonares), produtor norte-americano, também empresário de atores; participou da produção de 20 filmes, na maioria comédias, entre os quais citam-se Os Irmãos Cara de Pau (The Blues Brothers, 1980), Os Caça-Fantasmas (Ghost Busters, 1984), À Prova de Balas (Bulletproof, 1996) e Metido em Encrenca (Run Ronnie Run, 2002). Ganhou três prêmios e uma estrela na Calçada da Fama, todos por seu trabalho na TV.


Dados biográficos: Bernard J. Brillstein nasceu em 26 de abril de 1931, em Nova York. Faleceu em Los Angeles, deixando viúva e dois filhos do primeiro casamento.

4 de agosto de 2008

Os 25 melhores documentários de todos os tempos

A Associação Internacional de Documentários (International Documentary Association) divulgou recentemente a sua lista dos 25 maiores documentários de todos os tempos. Nota-se que é pequena a presença de filmes de outras nacionalidades que não a norte-americana.
Veja o ranking completo:
1. Basquete Blues (Hoop Dreams, 1994), de Steve James
2. Na Linha da Morte (The Thin Blue Line, 1988), de Errol Morris
3. Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, 2002), de Michael Moore
4. Spellbound (Idem, 2002), de Jeffrey Blitz
5. Harlan County, Uma Tragédia Americana (Harlan County U.S.A., 1976), de Barbara Kopple
6. Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth, 2006), de Davis Guggenheim
7. Crumb (Idem, 1994), de Terry Zwigoff
8. Gimme Shelter (Idem, 1970), de Albert Maysles, David Maysles e Charlotte Zwerin
9. Sob a Névoa da Guerra (The Fog of War: Eleven Lessons from the Life of Robert S. McNamara, 2003), de Errol Morris
10. Roger e Eu (Roger & Me, 1989), de Michael Moore
11. Super Size Me - A Dieta do Palhaço (Super Size Me, 2004), de Morgan Spurlock
12. Bob Dylan - Don't Look Back (Don't Look Back, 1967), de D. A. Pennebaker
13. O Caixeiro-Viajante (Salesman, 1968), de Albert Maysles, David Maysles e Charlotte Zwerin
14. Koyaanisqatsi - Uma Vida Fora de Equilíbrio (Koyaanisqatsi, 1982), de Godfrey Reggio
15. Sherman's March (1986), de Ross McElwee
16. Grey Gardens (Idem, 1975), de Ellen Hovde, Albert Maysles, David Maysles e Muffie Meyer
17. A Captura dos Friedmans (Capturing the Friedmans, 2003), de Andrew Jarecki
18. Nascidos nos Bordéis (Born Into Brothels: Calcutta's Red Light Kids, 2004), de Ross Kauffman & Zana Briski
19. Titicut Follies (1967), de Frederick Wiseman
20. Buena Vista Social Club (Idem, 1999), de Wim Wenders
21. Farenheit 11 de Setembro (Fahrenheit 9/11, 2004), de Michael Moore
22. Migração Alada (Le Peuple Migrateur, 2001), de Jacques Perrin, Jacques Cluzaud e Michel Debats
23. O Homem-Urso (Grizzly Man, 2005), de Werner Herzog
24. Noite e Nevoeiro (Nuit et Brouillard, 1955), de Alain Resnais
25. Woodstock - Onde Tudo Começou (Woodstock, 1970), de Michael Wadleigh.

As informações são do saite UOL News.

28 de julho de 2008

Os dez maiores vilões do cinema

O saite LoveFilm.com divulgou sua lista com os dez maiores vilões dos filmes. O psiquiatra canibal Hannibal Lecter, imortalizado pelo ator Anthony Hopkins em três filmes, ficou em primeiro lugar.
Veja o ranking completo:
1 - Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), de O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991)
2 - Darth Vader (David Prowse), da trilogia Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977), O Império Contra-Ataca (Star Wars: The Empire Strikes Back, 1980) e O Retorno de Jedi (Star Wars: Return of the Jedi, 1983)
3 - Tommy DeVito (Joe Pesci), de Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990)
4 - Anton Chigurh (Javier Bardem), de Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, 2007)
5 - Hans Gruber (Alan Rickman), de Duro de Matar (Die Hard, 1988)
6 - Annie Wilkes (Kathy Bates), de Louca Obsessão (Misery, 1990)
7 - John Doe (Kevin Spacey), de Seven - Os Sete Crimes Capitais (Se7en, 1995)
8 - Jack Torrance (Jack Nicholson), de O Iluminado (The Shining, 1980)
9 - Coringa (Heath Ledger), de Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008)
10 - Al Capone (Robert De Niro), de Os Intocáveis (The Untouchables, 1987).

(Foto: imagensperdidas.blogs.sapo.pt)

Era uma vez em 28 de julho de 2008

MARISA MERLINI (84 anos, de causa não divulgada), atriz italiana que atuou em mais de 120 flmes entre 1942 e 2005; trabalhou com os melhores nomes da comédia italiana dos anos 1950 e 60, em filmes como Totó e as Mulheres (Totò cerca moglie, 1950), Pão, Amor e Fantasia (Pane, amore e fantasia, 1953), Pão, Amor e Ciúme (Pane, amore e gelosia, 1954), O Médico e o Charlatão (Il medico e lo stregone, 1957), O Juízo Universal (Il giudizio universale, 1961), Os Monstros (I mostri, 1963) e Eu, Eu, Eu... e os Outros (Io, io, io... e gli altri, 1966); marcou presença no western spaghetti, em O Vingador Silencioso (Il grande silenzio, 1968). Ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante do Sindicato Nacional dos Jornalistas Cinematográficos Italianos, pelo filme Tempo di villeggiatura (1956). Nasceu em 6 de agosto de 1923, em Roma.

27 de julho de 2008

Era uma vez em 27 de julho de 2008

YOUSSEF CHAHINE (82 anos, de hemorragia cerebral), diretor, roteirista e produtor egípcio, considerado o cineasta mais notável de seu país; dirigiu mais de 40 filmes, dos quais apenas um foi lançado comercialmente no Brasil: Adeus Bonaparte (Adieu Bonaparte, 1985); participou dos filmes coletivos 11 de Setembro (11'09"01 - September 11, 2002), com o apisódio "Egito", e Cada Um com Seu Cinema (Chacun son cinéma, 2007), com a vinheta "47 Anos Depois". Premiado no Festival de Cinema de Cartago, com A Escolha (Al-ikhtiyar, 1970); no Festival de Berlim, com Alexandria, Por Quê? (Iskanderija... lih?, 1978), e no Festival de Cannes, com O Outro (L'Autre, 1999); ganhou o prêmio do 50º Aniversário do Festival de Cannes, pela carreira, em 1997.


Dados biográficos: Gabriel Youssef Chahine nasceu em 25 de janeiro de 1926, em Alexandria, Egito. Estudou arte dramática nos Estados Unidos, em Pasadena, Califórnia. Foi ele que lançou o ator Omar Sharif, em 1954.

24 de julho de 2008

Era uma vez em 24 de julho de 2008

ZEZÉ GONZAGA (81 anos, de falência múltipla de órgãos), cantora brasileira que fez sucesso no rádio nas décadas de 1940 e 50; apareceu em seis filmes de 1948 a 1962, entre os quais Fogo na Canjica (1948), Sinfonia Carioca (1955) e Rico Ri à Toa (1957). Maria José Gonzaga nasceu em 3 de setembro de 1926, em Manhuaçu (MG).

Os atores mais bem pagos de Hollywood

De acordo com a revista especializada Forbes, Will Smith é o ator de Hollywood que receu o maior salário em um ano, considerado o período entre 1º de junho de 2007 e 1º de junho de 2008.
Veja o ranking dos dez atores mais bem pagos:
1º) Will Smith (80 milhões de dólares)
2º) Johnny Depp (72 milhões)
3º) Eddie Murphy (55 milhões)
3º) Mike Myers (55 milhões)
4º) Leonardo DiCaprio (45 milhões)
5º) Bruce Willis (41 milhões)
6º) Ben Stiller (40 milhões)
7º) Nicolas Cage (38 milhões)
8º) Will Ferrell (31 milhões)
9º) Adam Sandler (30 milhões).
As informações são dos saites CorreioWeb e G1.

22 de julho de 2008

Era uma vez em 22 de julho de 2008

ESTELLE GETTY (84 anos, de causa não divulgada), atriz norte-americana que atuou em oito filmes, os mais importantes dos quais foram Tootsie (1982), Marcas do Destino (Mask, 1985) e Manequim (Mannequin, 1987). Ganhou seis prêmios por seu trabalho na TV.


Dados biográficos: Estelle Scher nasceu em 25 de julho de 1923, em Nova York. Foi uma grande apoiadora dos direitos dos gays. Era viúva e tinha dois filhos.

Hollywood: Calçada da Fama passa por reforma

A Calçada da Fama de Hollywood, que está completando 50 anos, será reformada para reparar rachaduras e buracos. A reforma custará US$ 4,2 milhões, valor que a Câmara do Comércio local espera arrecadar por meio de uma parceria entre a iniciativa privada e o poder público.

A calçada possui 778 placas cor-de-rosa, confeccionadas em bronze e "terrazzo" (material de revestimento de piso).
Várias estrelas representam risco para os pedestres, por causa dos estragos. Entre estas cita-se a da atriz Joan Collins.
A calçada, construída em 1958 e lançada oficialmente em 1960, tem atualmente 2.365 estrelas, em homenagem a figuras do cinema, televisão, rádio, teatro e música.
As informações são do saite UOL News.

21 de julho de 2008

Era uma vez em 11 de julho de 2008

BRENO MELLO (76 anos, de causa não divulgada), ator brasileiro que atuou em apenas seis filmes, mas conheceu a fama graças ao primeiro, Orfeu do Carnaval ou Orfeu Negro (1959), uma produção Brasil/França/Itália, dirigida por Marcel Camus, que conquistou a Palma de Ouro em Cannes, em 1959, e o Globo de Ouro e o Oscar de melhor filme de língua não-inglesa, em 1960.


Dados biográficos: Breno Mello nasceu em 7 de setembro de 1931, em Porto Alegre, a mesma cidade onde faleceu. Fez carreira no futebol, antes de se aventurar no cinema. Era jogador do Fluminense quando Marcel Camus o convidou para interpretar Orfeu. Deixou cinco filhos.

19 de julho de 2008

Era uma vez em 19 de julho de 2008

DERCY GONÇALVES (101 anos, de pneumonia), atriz comediante brasileira, que atuou em 24 filmes, sendo o primeiro Samba em Berlim (1943) e o último Nossa Vida Não Cabe Num Opala (2008); por causa de sua personalidade marcante, vários filmes traziam no título alusão à personagem que ela interpretava: A Baronesa Transviada (1957), Uma Certa Lucrécia (1957), Cala a Boca, Etelvina (1960), A Viúva Valentina (1960), Minervina Vem Aí (1960), Dona Violante Miranda (1960). Ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, por Oceano Atlantis (1993), e o Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro, pela carreira, em 2005, além do prêmio de melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1981, por trabalho na TV.
(Foto: Divulgação)

Dados biográficos: Dolores Gonçalves Costa nasceu em 23 de junho de 1907, em Santa Maria Madalena (RJ). Morreu no Hospital São Lucas, em Copacabana, Rio de Janeiro. Deixou uma filha e dois netos.

15 de julho de 2008

Era uma vez em 9 de julho de 2008

CHARLES H. JOFFE (78 anos, de causa não divulgada), produtor norte-americano, mais conhecido por sua parceria com o diretor Woody Allen, para quem produziu 38 filmes, entre os quais Um Assaltante Bem Trapalhão (Take the Money and Run, 1969), Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977), que lhe valeu o Oscar de melhor filme, Manhattan (Idem, 1979), Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, 1989), Poderosa Afrodite (Mighty Aphrodite, 1995) e Vicky Cristina Barcelona (2008). Nasceu em 16 de julho de 1929, no Brooklyn, Nova York. Era padrasto da diretora e roteirista Nicole Holofcener e pai do ator Cory Joffe.

12 de julho de 2008

Era uma vez em 4 de julho de 2008

EVELYN KEYES (91 anos, de câncer no útero), atriz norte-americana que atuou em 46 filmes de 1938 a 1989, entre os quais E o Vento Levou (Gone with the Wind, 1939), em que interpreta Suellen, a irmã caçula de Scarlet O'Hara, Que Espere o Céu (Here Comes Mr. Jordan, 1941), O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, 1955) e A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in Eighty Days, 1956), após o qual sua carreira no cinema estava praticamente encerrada.


Dados biográficos: Evelyn Louise Keyes nasceu em 20 de novembro de 1916, em Port Arthur, Texas. Foi casada quatro vezes; entre seus ex-maridos, citam-se os diretores Charles Vidor (1900-1959) e John Huston (1906-1987) e o músico Artie Shaw (1910-2004). Morreu em sua casa, em Santa Bárbara, Califórnia.

8 de julho de 2008

Era uma vez em 28 de junho de 2008

STIG OLIN (87 anos, de causas naturais), ator e diretor sueco; atuou em mais de 40 filmes nas décadas de 1940 e 50, dos quais seis dirigidos por Ingmar Bergman: Crise (Kris, 1946), Porto (Hamnstad, 1948), Prisão (Fängelse, 1949), Rumo à Alegria (Till glädje, 1950), Isto Não Aconteceria Aqui (Sant händer inte här, 1950) e Juventude (Sommarlek, 1951); depois de dirigir dez filmes nos anos 1950, tornou-se diretor de teatro.


Dados biográficos: Stig Olin nasceu em 11 de setembro de 1920, em Estocolmo. Era pai do ator Mats Olin e da atriz Lena Olin.

7 de julho de 2008

Alma de boxeador

Em tempos de multiplicidade de mídias, quem gosta de cinema não precisa angustiar-se, como outrora, por ter perdido um filme que passou na cidade. Hoje em dia, mal o filme saiu de cartaz, o DVD já aporta nas locadoras. Piaf – Um Hino ao Amor (La Môme, 2007), por exemplo, cinebiografia da cantora francesa Édith Piaf, já está disponível para quem o quiser ver ou rever. E, o que é surpreendente, a qualidade de imagem é superior à que foi vista no cinema.

O filme condensa a vida da cantora em uma série de episódios repassados de tensão. Seja por sofrimento, seja por júbilo. A história se inicia em 1959, quando ela desmaia no palco, em Nova York, e se fecha com um dos últimos shows dela no Olympia. Entre a primeira e a última cena, o filme volta ou avança no tempo nada menos que 35 vezes.

Repleta de fatos trágicos e de momentos gloriosos, a vida da cantora é por si mesma melodramática. Talvez por isso os roteiristas tenham se empenhado mais para estabelecer relações entre os eventos em que ela esteve envolvida e, assim, articular um enredo extremamente acronológico. E o diretor Olivier Dahan, que teve participação no roteiro, empregou todos os recursos dramatológicos que conhece para despertar no espectador o máximo de empatia com a personagem.

Se bem que os eventos mostrados guardem correlação com os fatos biográficos, isso não significa que não se tenham tomado liberdades com alguns detalhamentos. Consta, por exemplo, que o memorável show no Olympia, em que ela cantou “Non, je ne regrette rien”, teria ocorrido em 1961, enquanto no filme o ano é 1960; e que nos seus últimos meses ela teria sofrido lapsos de consciência, enquanto no filme ela se mantém lúcida até o final.

O filme é tocante e tem cenas de grande beleza, mesmo quando Piaf não está cantando. Um exemplo é o instante em que ela, criança ainda, admira uma boneca na vitrine e, sem tirar os olhos do brinquedo, vai-se abaixando à medida que a porta da loja se fecha de cima para baixo. Outro exemplo é quando, depois de árdua preparação, ela canta pela primeira vez num music-hall. Não se ouve o que ela canta. Apenas se vêem sua figura iluminada, seus gestos e a reação da platéia, que aos poucos vai-se rendendo ao seu carisma.

Com menos de metro e meio de altura, Piaf era fisicamente frágil, motivo do apelido “la Môme Piaf” (Pequeno Pardal), que lhe deu o seu descobridor. Todavia, a crer-se no filme, ela possuía alma de boxeador. Não por acaso, o grande amor de sua vida foi o pugilista Marcel Cerdan, campeão mundial dos pesos-médios. Aos golpes que a vida lhe infligia ela revidava com a potência do seu canto.

Quando ela solta a voz, até as pedras se emocionam. Na última cena, quando ela canta “Non, je ne regrette rien”, com toda a passionalidade de sua alma indômita e desesperada, o seu canto tem qualquer coisa de mágico que avassala os ouvintes. E era na música que ela encontrava sentido para a sua existência. Por isso, quando alguém lhe pergunta o que faria se não mais pudesse cantar, ela diz: “Eu não viveria”. Após mostrar a sua expiração, o filme termina com a canção que ela adotou como uma espécie de hino, a sugerir que ela continua viva nas canções.

Marion Cotillard, a intérprete de Piaf, não poupou sacrifícios para tornar sua atuação convincente. Raspou as sobrancelhas, refeitas a lápis, e parte do cabelo acima da testa, além de submeter-se a sessões de maquiagem de até cinco horas para as cenas da cantora em seus últimos dias. E o resultado é magistral, quase do nível da atuação de Jamie Foxx como Ray Charles, no filme Ray (2004). O “quase” vai por conta de Foxx ter cantado, o que Marion não fez.

As canções foram tiradas de gravações da própria Piaf, exceto “Padam” e “L’Accordéoniste”, providas pela atriz Jil Aigrot. Mas a dublagem se aproximou da perfeição, a ponto de induzir à suposição de que Marion imitou até a voz dela. De fato, somente quem conhece as sutis alterações fisiológicas causadas pelo esforço de cantar consegue perceber que Marion está dublando.

No cinema, a fotografia do filme apresentava indícios de degradação, com as cores diluídas, o que não seria compatível com a época e boa parte dos ambientes recriados. A título de comparação, tomemos o filme Um Beijo Roubado (2007), de Wong Kar-Wai. Nele, há a nítida preocupação com a desglamorização. Donde os enquadramentos e ângulos inusitados e o uso de lentes de reduzida profundidade de campo (foco curto), combinando com a época focalizada e os ambientes degradados em que as personagens transitam.

Quem assistir a Piaf – Um Hino ao Amor em DVD vai perceber que a iluminação das cenas denota preocupação com um visual glamoroso. As imagens, até certo ponto requintadas, têm cores bem definidas, precisas, em consonância com a época e os ambientes retratados.Diante de tal constatação, os partidários da tese de que filmes são feitos para serem vistos unicamente no cinema que nos perdoem, mas ter a mente aberta a novas mídias é fundamental.

(Foto: http://www.cinema.yahoo.com.br/)
(Texto publicado pelo Jornal Opção, Goiânia, 27 de abril a 3 de maio de 2008. Acesse: http://www.jornalopcao.com.br/)

5 de julho de 2008

Descoberta cópia completa de 'Metrópolis'

Dias após a Kino International, de Nova York, anunciar para 2009 o lançamento de uma versão restaurada do clássico alemão Metrópolis (Idem, 1927), de Fritz Lang, outra notícia ainda mais alvissareira vem à luz. Uma cópia da versão original do filme, com 3 horas e 30 minutos de duração, foi descoberta no Museu de Cinema de Buenos Aires, Argentina. Acreditava-se que a versão integral estivesse perdida para sempre, desde que o filme foi drasticamente reduzido pela Paramount, em face da recepção negativa da crítica por ocasião do lançamento no cinema. Para se ter idéia da importância da descoberta, a versão corrente no cinema e no mercado de vídeo tem aproximadamente a metade dessa duração. O melhor de tudo é que a Kino promete restaurar as partes encontradas, que estão em péssimas condições de conservação, para que em 2009 possa ser lançada a versão integral do filme.

1 de julho de 2008

Era uma vez em 29 de junho de 2008

DON S. DAVIS (65 anos, de ataque cardíaco), ator norte-americano com extensa folha de serviço para a TV, que atuou em mais de 30 filmes, entre os quais Tocaia (Stakeout, 1987), Olha Quem Está Falando (Look Who's Talking, 1989), Hook - A Volta do Capitão Gancho (Hook, 1991), Herói por Acidente (Hero, 1992), Estranha Obsessão (The Fan, 1996) e O Melhor do Show (Best in Show, 2000). Ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante pelo filme de terror Savage Island (2003), no Fright-Fest, de Gainesville, Georgia.


Dados biográficos: Don Sinclair Davis nasceu em 4 de agosto de 1942, em Aurora, Missouri. Era perito em trabalhos em madeira e assuntos florestais. Como capitão do Exército norte-americano, serviu na Coréia na década de 1970. Casou-se duas vezes. Morreu em Gibsons, Canadá.

27 de junho de 2008

Os dez mais belos bigodes do cinema

A revista britânica Empire publicou na última quinta-feira, 26 de junho, uma lista dos dez melhores bigodes da história do cinema.

Eis o ranking completo:
1º) Daniel Day-Lewis, como Daniel Plainview em Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007)
2º) Orlando Bloom, como Will Turner na trilogia "Piratas do Caribe"
3º) John Travolta, como General Quintard em Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line, 1998)
4º). Mr. Potato, no desenho animado Toy Story (Idem, 1995)
5º) Salma Hayek, como Frida Kahlo em Frida (Idem, 2002)
6º) Billy Dee Williams, como Lando Calrissian em Guerra nas Estrelas - O Império Contra-Ataca (Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back, 1980)
7º) Clark Gable, como Rhett Butler em E o Vento Levou (Gone with the Wind, 1939)
8º) Daniel Day-Lewis, como Bill 'The Butcher' Cutting em Gangues de Nova York (Gangs of New York, 2002)
9º) Al Leong, como Uli em Duro de Matar (Die Hard, 1988)
10º) Harry Shearer, como Derek Smalls em Isto É Spinal Tap (This Is Spinal Tap, 1984), e Sam Elliot, como The Stranger em O Grande Lebowski (The Big Lebowski, 1998).
A notícia é do saite G1.
(Foto: Divulgação)

25 de junho de 2008

Reese Witherspoon atinge o topo em Hollywood

A atriz Reese Whiterspoon é a mais bem paga de Hollywood atualmente. Seu cachê está estimado entre 15 e 20 milhões de dólares por filme. Com isso, ela passou ao primeiro lugar no ranking das mais ricas do jornal The Hollywood Reporter, à frente de Cameron Diaz e Nicole Kidman. Renée Zellweger, Halle Berry e Julia Roberts também estão entre as dez mais ricas.

24 de junho de 2008

Academia de Hollywood muda regras do Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou na última quinta-feira, 20, mudança nas regras para as categorias de melhor filme em língua estrangeira e melhor canção original, na disputa pelo Oscar. O objetivo seria flexibilizar a inclusão de produções estrangeiras e aumentar a competitividade para as canções.
A partir deste ano, no caso dos filmes em língua estrangeira, as omissões graves poderão ser corrigidas por um comitê executivo, com poderes para incluir três filmes a uma lista de seis. E, como já aconteceu nos últimos anos, outro comitê indicará, dentre os nove, os cinco filmes que disputarão o prêmio.
Quanto às canções, estabeleceu-se um limite de indicações por filme. Doravante, só serão indicadas, no máximo, duas canções por filme.

Os concorrentes da próxima edição serão anunciados em 22 de janeiro e a cerimônia de premiação acontecerá em 22 de fevereiro.
(Foto: http://www.ccaps.net/)

23 de junho de 2008

Era uma vez em 22 de junho de 2008

DODY GOODMAN (92 anos, de causas naturais), atriz norte-americana, comediante da TV, que atuou em apenas dez filmes, entre os quais Dois Farristas Irresistíveis (Bedtime Story, 1964), Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978), e sua continuação, e A Volta de Max Dugan (Max Dugan Returns, 1983). Dolores Goodman nasceu em 28 de outubro de 1915, em Columbus, Ohio.

Cara ou coroa com o destino

Há diretores que realizam filmes com o único propósito de nos entreter e, vez por outra, conseguem o intento a ponto de sairmos do cinema cantarolando. Outros, de tão sérios, põem o foco todo na “mensagem” e se negam a descer ao nível do divertimento, e não raro nos sensibilizam, deixando-nos alheados, meditativos. Mas há também aqueles que visam à reflexão sem descurar do entretenimento -- estes são imprescindíveis.

Quem já viu algum filme dos irmãos Joel e Ethan Coen provavelmente os associará com a terceira corrente. Eles têm um método de trabalho peculiar: agem em perfeita sintonia em tudo que fazem, e não são gêmeos. Escrevem os roteiros e dirigem e montam os filmes sempre a quatro mãos. Porém, nem sempre assumem os créditos em dupla. E, por questões legais, adotaram o pseudônimo Roderick Jaynes para assinar a montagem. É que o sindicato dos montadores de Hollywood não permite o crédito a dois montadores no mesmo filme.

Seus filmes se voltam para o lado sombrio da vida. Não lhes faltam toques de humor negro nem eventos bizarros, e podem causar grande impacto se o resultado é exitoso. E são quase sempre instigantes, um desafio para a percepção do espectador. Tudo isso vale para o seu último filme, Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, 2007), baseado no romance Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy.

O roteiro do filme, que é magnífico, conduz o drama como que juntando as peças de um quebra-cabeça -- ao sabor do acaso. Em 1980, no sul do Texas, o caçador Llewelyn Moss sai num domingo para caçar e encontra uma mala com dois milhões de dólares. Simples assim. O único problema é que o dinheiro fazia parte de uma transação malograda entre traficantes de droga. Daí, graças a outras coincidências, o assassino psicopata Anton Chigurh logo estará no rastro do portador da mala.

O caçador, entretanto, não é presa fácil. Além de conhecedor de armas de fogo, trata-se de veterano da Guerra do Vietnã. A vantagem inicial de Chigurh -- um mecanismo eletrônico que rastreia a mala -- não é suficiente para garantir-lhe a posse do objeto de desejo. Disposto a tudo, ele vai deixando por onde passa um cenário dantesco.

Chigurh nem hesita em despachar para o beleléu aqueles que têm o infortúnio de cruzar seu caminho. Às vezes, surpreendentemente, resolve conceder à vítima uma oportunidade. Da seguinte forma: ele lança uma moeda para o alto e exige que a vítima escolha cara ou coroa. E joga limpo, não mata quem faz a escolha certa.

O psicopata parece ter uma espécie de consciência de ser instrumento do destino, o que lhe dá certo parentesco com seu xará brasileiro Antonio das Mortes, personagem de Glauber Rocha. Isto fica claro no diálogo que trava com o dono de um posto onde abastece o carro. O homem, relutante em escolher cara ou coroa, afirma que não fez aposta nenhuma. Mas Chigurh sentencia: “Apostou, sim. Você tem apostado por toda a sua vida, só não sabia”.

Bem resolvidas visualmente, as situações vividas pelo perseguidor e pelo perseguido dispensam muitas vezes as falas. Estas são importantes, no entanto, para as cenas do veterano xerife Ed Tom Bell, que narra a história e medita sobre as mudanças no comportamento dos criminosos. Filho e neto de xerifes, ele estranha a brutalidade crescente dos crimes e se recorda de xerifes que nem usavam arma. Impotente para elucidar os crimes de sua jurisdição, só lhe resta refletir sobre os horrores que observa nas investigações que realiza.

É crucial a cena em que Bell visita um amigo dos velhos tempos, ex-auxiliar de seu avô xerife, a quem admite suas dificuldades com os novos tempos. O ancião, paraplégico por ação de um fora-da-lei, vive em estado de abandono. Bell expõe-lhe o seu desconforto com as atrocidades que tem visto, considerando-as próprias dos tempos correntes. O ancião, que tem outra visão dos fatos, entende que não existe nada de novo. E, após relatar um episódio ocorrido em 1909, dispara: “A violência é uma característica da nossa gente”.

O desfecho do filme, um tanto desconcertante, é coerente com toda a história. Llewelyn não consegue escapar com o dinheiro nem Chigurh põe a mão no butim. O primeiro, quando já se imagina a salvo, cai numa armadilha fatal, de origem inesperada; e o segundo, ao dirigir por uma rua deserta, recebe o golpe súbito de um carro que avança o sinal. Ferido gravemente e pedestre, Chigurh será presa fácil para a polícia, cuja sirene já se faz ouvir. Assim, caçador e caçado terminam como perdedores no cara ou coroa com o destino.

Um detalhe que chama a atenção é o penteado de Javier Bardem, o ator que interpreta Chigurh. Bizarro para os padrões de hoje, o estilo era usual na década de 1970. Ironicamente, os Coen tiraram o modelo de uma foto de 1979, de um dono de bordel.

Conta-se que Bardem recusou a princípio o papel -- que lhe valeu afinal o Oscar --, alegando não saber dirigir, não falar bem o inglês e ter ódio a violência. Mas acabou se rendendo quando recebeu dos irmãos Coen a seguinte explicação: “É por isso que nós o convidamos”. Isto não parece também um caso de sorte tirada no cara ou coroa com o destino?

(Foto: http://www.canais.digi.com.br/)
(Texto publicado pelo Jornal Opção, Goiânia, 9 a 15 de março de 2008. Acesse: http://www.jornalopcao.com.br/)

Era uma vez em 22 de junho de 2008

GEORGE CARLIN (71 anos, de insuficiência cardíaca), comediante norte-americano da TV que atuou em uma dezena de filmes, a exemplo de Car Wash, Onde Acontece Tudo (Car Wash, 1976), Que Sorte Danada! (Outrageous Fortune, 1987), Uma Aventura Fantástica (Bill & Ted's Excellent Adventure, 1989) e Dogma (Idem, 1999). Ganhou três prêmios da extinta American Comedy Awards, um dos quais pela carreira, e uma estrela na Calçada da Fama. Em 1994, foi introduzido no Comedy Hall of Fame.


Dados biográficos: George Dennis Carlin nasceu em 12 de maio de 1937, em Nova York. Era considerado, depois de Lenny Bruce, o mais influente comediante norte-americano de todos os tempos. Era viúvo da produtora de TV Brenda Carlin (1936-1997), com quem teve uma filha.

20 de junho de 2008

Calçada da Fama: 25 novas estrelas para 2009

No próximo ano serão inauguradas 25 estrelas na Calçada da Fama, em Hollywood. Entre os recipientes da honraria estão as seguintes personalidades do cinema: Hugh Jackman, Ben Kingsley, Felicity Huffman, William H. Macy, Cameron Diaz, Robert Downey Jr., Tim Burton, Leslie Caron, Charles Durning, Ralph Fiennes, William Petersen, Kyra Sedgwick, John Stamos.
O chimpanzé Cheeta, que atuou em vários filmes, em especial os de Tarzan da década de 1930, não está na lista. Incluído no livro Guinness dos Recordes como o primata não-humano mais velho do mundo, Cheeta está tentando pela sétima vez conquistar sua estrela. Os seus zeladadores movem uma campanha na internet em busca de apoio para que a Câmara do Comércio de Hollywood conceda-lhe uma estrela em 2009. Cheeta, que é tido como fêmea no Brasil, vive em Palm Springs. Consta que ele tem 76 anos, embora esteja no elenco do filme Tarzan, o Filho das Selvas, de 1932.

19 de junho de 2008

AFI divulga listas dos 10 melhores filmes de 10 gêneros

O American Film Institute (AFI) divulgou na última quarta-feira, 18, as listas dos 10 melhores filmes de 10 gêneros diferentes. Vale notar que nem todos os gêneros foram contemplados, razão por que alguns filmes estão ausentes, a exemplo de Casablanca, ou certos cineastas aparecem pouco, como Billy Wilder, que é um mestre na comédia, todavia não no subgênero "comédia romântica". Além disso, a classifcação norte-americana não corresponde exatamente à brasileira.
Veja as listas:

1 - Gângster:
1º) O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972), de Francis Ford Coppola
2º) Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990), de Martin Scorsese
3º) O Poderoso Chefão II (The Godfather: Part II, 1974), de Francis Ford Coppola
4º) Fúria Sanguinária (White Heat, 1949), de Raoul Walsh
5º) Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde, 1967), de Arthur Penn
6º) Scarface - A Vergonha de uma Nação (Scarface, 1932), Howard Hawks
7º) Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), de Quentin Tarantino
8º) Inimigo Público Nº 1 (The Public Enemy, 1931), de William A. Wellman
9º) Alma no Lodo (Little Caesar, 1931), de Mervyn LeRoy
10º) Scarface (Idem, 1983), de Brian De Palma.

2 - Épico:
1º) Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962), de David Lean
2º) Ben-Hur (Idem, 1959), de William Wyler
3º) A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993), de Steven Spielberg
4º) E o Vento Levou (Gone with the Wind, 1939), de Victor Fleming
5º) Spartacus (Idem, 1960). de Stanley Kubrick
6º) Titanic (Idem, 1997), de James Cameron
7º) Nada de Novo no Front (All Quiet on the Western Front, 1930), de Lewis Milestone
8º) O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998), de Steven Spielberg
9º) Reds (Idem, 1981), de Warren Beatty
10º) Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956), de Cecil B. DeMille.

3 - Ficção Científica:
1º) 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968), de Stanley Kubrick
2º) Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977), de George Lucas
3º) E.T. - O Extraterrestre (E.T.: The Extra Terrestrial, 1982), de Steven Spielberg
4º) Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971), de Stanley Kubrick
5º) O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, 1951), de Robert Wise
6º) Blade Runner - O Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982), Rdley Scott
7º) Alien, o Oitavo Passageiro (Alien, 1979), de Ridley Scott
8º) O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day, 1991), de James Cameron
9º) Vampiros de Almas (Invasion of the Body Snatchers, 1956), de Don Siegel
10º) De Volta para o Futuro (Back to the Future, 1985), de Robert Zemeckis.

4 - Mistério:
1º) Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958), de Alfred Hitchcock
2º) Chinatown (Idem, 1974), de Roman Polanski
3º) Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock
4º) Laura (Idem, 1944), de Otto Preminger
5º) O Terceiro Homem (The Third Man, 1949), de Carol Reed
6º) Relíquia Macabra (The Maltese Falcon, 1941), de John Huston
7º) Intriga Internacional (North by Northwest, 1959), de Alfred Hitchcock
8º) Veludo Azul (Blue Velvet, 1986), de David Lynch
9º) Disque M para Matar (Dial M for Murder, 1954), de Alfred Hitchcock
10º) Os Suspeitos (The Usual Suspects, 1995), de Bryan Singer.

5 - Faroeste:
1º) Rastros de Ódio (The Searchers, 1956), de John Ford
2º) Matar ou Morrer (High Noon, 1952), de Fred Zinnemann
3º) Os Brutos Também Amam (Shane, 1953), de George Stevens
4º) Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992), de Clint Eastwood
5º) Rio Vermelho (Red River, 1948), de Howard Hawks
6º) Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch, 1969), de Sam Peckinpah
7º) Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969), de George Roy Hill
8º) Quando os Homens São Homens (McCabe & Mrs. Miller, 1971), de Robert Altman
9º) No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939), de John Ford
10º) Dívida de Sangue (Cat Ballou, 1965), de Elliot Silverstein.

6 - Esporte:
1º) Touro Indomável (Raging Bull, 1980), de Martin Scorsese
2º) Rocky, um Lutador (Rocky, 1976), John G. Avildsen
3º) Amante e Herói (The Pride of the Yankees, 1942), de Sam Wood
4º) Momentos Decisivos (Hoosiers, 1986), de David Anspaugh
5º) Sorte no Amor (Bull Durham, 1988), de Ron Shelton
6º) Desafio à Corrupção (The Hustler, 1961), de Robert Rossen
7º) Clube dos Pilantras (Caddyshack, 1980), de Harold Ramis
8º) Correndo pela Vitória (Breaking Away, 1979), de Peter Yates
9º) A Mocidade É Assim Mesmo (National Velvet, 1944), de Clarence Brown
10º) Jerry Maguire - A Grande Virada (Jerry Maguire, 1996), de Cameron Crowe.

7 - Drama de Tribunal:
1º) O Sol É para Todos (To Kill a Mockingbird, 1962), de Robert Mulligan

2º) 12 Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957), de Sidney Lumet
3º) Kramer vs. Kramer (Idem, 1979), de Robert Benton
4º) O Veredito (The Verdict, 1982), de Sidney Lumet
5º) Questão de Honra (A Few Good Men, 1992), de Rob Reiner
6º) Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution, 1957), de Billy Wilder
7º) Anatomia de um Crime (Anatomy of a Murder, 1959), de Otto Preminger
8º) À Sangue Frio (In Cold Blood, 1967), de Richard Brooks
9º) Um Grito no Escuro (Evil Angels, 1988), de Fred Schepisi
10º) Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg, 1961), de Stanley Kramer.

8 - Comédia Romântica:
1º) Luzes da Cidade (City Lights, 1931), de Charles Chaplin
2º) Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977), de Woody Allen
3º) Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, 1934), de Frank Capara
4º) A Princesa e o Plebeu (Roman Holyday, 1953), de William Wyler
5º) Núpcias de Escândalo (The Philadelphia Story, 1940), de George Cukor
6º) Harry e Sally - Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally..., 1989), de Rob Reiner
7º) A Costela de Adão (Adam's Rib, 1949), de George Cukor
8º) Feitiço da Lua (Moonstruck, 1987), de Norman Jewison
9º) Ensina-me a Viver (Harold and Maude, 1971), de Hal Ashby
10º) Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle, 1993), de Nora Ephron.

9 - Fantasia:
1º) O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939), de Victor Fleming

2º) O Sr. dos Anéis - A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, 2001), de Peter Jackson
3º) A Felicidade Não Se Compra (It's a Wonderful Life, 1946), de Frank Capra
4º) King Kong (Idem, 1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
5º) Milagre na Rua 34 (Miracle on 34th Street, 1947), de George Seaton
6º) Campo dos Sonhos (Field of Dreams, 1989), de Phil Alden Robinson
7º) Meu Amigo Harvey (Harvey, 1950), de Henry Koster
8º) Feitiço do Tempo (Groundhog Day, 1993), de Harold Ramis
9º) O Ladrão de Bagdá (The Thief of Bagdad, 1924), de Raoul Walsh
10º) Quero Ser Grande (Big, 1988), de Penny Marshall.

10 - Desenho Animado:
1º) Branca de Neve e os Sete Anões (Sow White anda the Seven Dwarfs, 1937), de David Hand e Perce Pearce
2º) Pinóquio (Pinocchio, 1940), de Ben Sharpsteen e Hamilton Luske
3º) Bambi (Idem, 1942), de David D. Hand e Perce Pearce
4º) O Rei Leão (The Lion King, 1994), de Roger Allers e Rob Minkoff
5º) Fantasia (Idem, 1940), de Joe Grant e Dick Huemer
6º) Toy Story (Idem, 1995), de John Lasseter
7º) A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991), de Kirk Wise e Gary Trousdale
8º) Shrek (Idem, 2001), de Andrew Adamson e Vicky Jenson
9º) A Gata Borralheira (Cinderella, 1950), de Wilfred Jackson e Hamilton Luske
10º) Procurando Nemo (Finding Nemo, 2003), de Andrew Stanton e Lee Unkrich.