16 de novembro de 2008

Festival de Mar del Plata premia cinema japonês

O 23º Festival de Cinema de Mar del Plata, encerrado no último sábado, 15, concedeu os prêmios de melhor filme e de melhor diretor a representantes do cinema japonês. E o filme brasileiro Saltos (2008), de Gregorio Graziosi, recebeu o prêmio de melhor curta-metragem latino-americano.

Eis a lista dos principais premiados:
1 - Melhor filme: Still Walking (Aruitemo aruitemo, Japão, 2008), de Hirokazu Koreeda
2 - Melhor diretor: Kiyoshi Kurosawa, por Sonata Tóquio (Tôkyô sonata, Japão/Holanda/Hong Kong, 2008)
3 - Melhor atriz: Isabelle Huppert, por Home (Suíça/Bélgica, 2008), de Ursula Meier
4 - Melhor ator: Ulrich Thomsen, por Fear Me Not (Den du frygter, Dinamarca, 2008), de Kristian Levring
5 - Prêmio Especial do Júri: Involuntary (De ofrivilliga, Suécia, 2008), de Ruben Östlund
6 - Melhor filme latino-americano: Los bastardos (México/França/EUA, 2008), de Amat Escalante.
(Imagem do filme "Still Walking"; crédito da foto: theeveningclass.blogspot.com)

14 de novembro de 2008

Angelina Jolie fala em afastamento do cinema

Com apenas 33 anos, Angelina Jolie disse à TV britânica BBC que pretende deixar o cinema aos poucos. "Não pretendo continuar a atuar por muito tempo. Estou disposta a fazer algumas coisas agora e ir me afastando gradualmente, preparando-me para ser avó algum dia", declarou ela. Jolie forma com Brad Pitt um dos casais mais poderosos de Hollywood.

Mãe de seis filhos com Pitt, três adotivos e três biológicos, a atriz disse que pretende passar mais tempo cuidando da família.
Jolie não é a primeira jovem estrela de Hollywood a falar em deixar a profissão. Recentemente, aos 34 anos, Joaquin Phoenix anunciou seu afastamento do cinema para se dedicar à carreira de cantor.
Notícia colhida nos saites G1 e UOL News.

7 de novembro de 2008

Poderoso chefão negro

A ascensão e queda de Frank Lucas, poderoso chefão negro do crime organizado em Nova York, rendeu mais um belo trabalho do diretor Ridley Scott, em O Gângster (American Gangster, 2007). O filme que Hollywood estava devendo sobre a máfia dos afro-descendentes.

O roteiro narra duas histórias paralelas, que só convergem quando o drama atinge o ponto culminante. É que a história de Frank Lucas, vivido brilhantemente por Denzel Washington, é indissociável da de Richie Roberts, o brioso detetive que conseguiu colocar o mafioso atrás das grades, interpretado com agudeza por Russell Crowe.

Depois da morte do chefão Bumpy Johnson, em 1968, Frank Lucas resolve assumir a vaga do patrão, antes que outro aventureiro o faça. Johnson era bom observador e notara que o mundo à sua volta havia mudado. Sua experiência como intermediário da máfia italiana o leva a observar que o pequeno comércio foi substituído por lojas de grandes redes. Em conseqüência, as compras do comércio passaram a ser feitas diretamente dos fabricantes, em detrimento dos intermediários.

Atuando como motorista e guarda-costas de Johnson, Lucas aprendeu com ele tudo que interessa para ser bem-sucedido. E, mais que ocupar sua vaga, decide também ser o cabeça do negócio e adquirir a heroína diretamente dos produtores, no sudeste da Ásia, recorrendo a pessoal e aviões militares envolvidos na Guerra do Vietnã. Isto numa época em que a guerra estava no ápice.

Uma notícia sobre a disseminação do uso de drogas entre as tropas norte-americanas no Vietnã desperta a atenção de Lucas para a facilidade de conseguir heroína de alta pureza e a baixo custo, no chamado Triângulo Dourado, região situada na confluência de Mianmar, Laos, Tailândia e Vietnã. A notícia vem a calhar, porque ele tem um conhecido que, além de sargento do Exército, é dono de um bar na zona da guerra.

Como distribuidor de heroína com a maior pureza, considerada duas vezes melhor que a existente no mercado, e pela metade do preço da concorrência, Lucas se torna a mais importante figura do crime em Nova York. Até mesmo os mafiosos italianos passam a traficar para ele.

A despeito de sua importância, ele consegue passar despercebido da polícia graças a alguns fatores. Primeiro, porque aprendeu a se vestir com discrição, para não dar bandeira. “Quem atrai a atenção em um lugar é o mais fraco do lugar”, diz ele ao irmão que se veste de modo espalhafatoso. Segundo, a polícia não esperava que um negro fosse capaz de tamanha ousadia, a ponto de importar a droga diretamente da fonte, o que nem os italianos faziam.

Frank Lucas também aprendeu com o seu patrão tudo sobre o funcionamento da máfia italiana. Por isso, ele convoca os parentes e monta um esquema de distribuição no qual seus irmãos ocupam pontos estratégicos, com negócios de fachada, para encobrir e lavar o dinheiro da venda da droga. Seu modus operandi não difere em nada do de uma família siciliana.

Para enfrentar um criminoso desse jaez só mesmo um policial dotado de excepcional inteligência, desses de que o cinema é pródigo. Certo? Nonada. Richie Roberts é tímido e até um tanto atrapalhado. Além de enfrentar problemas na vida particular, é malvisto pelos colegas por ter entregado aos superiores uma bolada que encontrou de quase um milhão de dólares -- tira que entrega dinheiro ilegal achado pode entregar também policiais que recebem suborno. A seu favor contam apenas a incorruptibilidade e o empenho em cumprir sua missão.

Sua investigação também é favorecida por lances casuais, como o deslize cometido por Frank Lucas. Embora saiba que precisa evitar roupas chamativas, ele vacila e usa um vistoso casaco de chinchila para ir ao Madison Square Garden assistir à “luta do século”, entre Joe Frazier e Muhammad Ali. É o suficiente para atrair a atenção de Roberts.

Como era de se prever, o filme dialoga com O Poderoso Chefão (1972) -- referência obrigatória, de um modo ou de outro, para filmes sobre mafiosos. Só que Ridley Scott preferiu outro viés. Para começar, nada de glamour ou de romantização. E o chefão italiano Dominic Cattano, encarnado por Armand Assante, é uma caricatura intencional dos mafiosos de Francis Ford Coppola. Na fotografia, evitou-se a estetização em favor do estilo “reportagem”.

Também não se poupou o espectador dos efeitos degradantes que a heroína produz nos usuários. Principalmente quando se mostra a vida próspera da família Lucas. À cena do grupo reunido num banquete em grande estilo contrapõem-se imagens assombrosas de vítimas da heroína, conduzindo o expectador à seguinte conclusão: a vida regalada dos Lucas advém da desgraça de muitos.

De certo modo o filme apresenta o avesso do sonho hedônico que embalou a juventude norte-americana nos anos 1960, quando o imperativo era “sexo, drogas e rock’n’roll”. Daí a ironia da frase que o representante do cartel no sudeste asiático, após a notícia da retirada das tropas do Vietnã, que representará o fim do tráfico, diz a Lucas ao telefone: “Dê uma chance à paz”. Frase cunhada, como se sabe, pelo roqueiro John Lennon.

Após a rolagem dos créditos finais, uma surpresa: Frank Lucas aponta a arma para o espectador e dispara. Uma citação do primeiro faroeste do cinema, O Grande Roubo do Trem (1903), que terminava com alguém disparando o revólver em direção à platéia. E um possível recado de que criminosos como ele são um perigo para todo o mundo, mesmo para quem se sente confortavelmente fora de seu raio de ação.
(Foto: http://www.2001video.com.br/)
(Publicado pelo semanário Jornal Opção, Goiânia, 28 de setembro de 2008. Acesse: http://www.jornalopcao.com.br/)



5 de novembro de 2008

Era uma vez em 4 de novembro de 2008

MICHAEL CRICHTON (66 anos, de câncer), escritor de ficção-científica que resolveu virar diretor; vários de seus livros originaram filmes, como O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain, 1971), O Homem Terminal (The Terminal Man, 1974) e O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, 1993), cujo roteiro, do qual participou, recebeu o prêmio da Academia de Filmes de Ficção-Científica, Fantasia e Terror (AFFCFT); roteirizou e dirigiu alguns filmes, a exemplo de Westworld - Onde Ninguém Tem Alma (Westworld, 1973), Coma (Idem, 1978) e O Primeiro Assalto de Trem (The First Great Train Robbery, 1979), este baseado em livro dele mesmo, e agraciado com o prêmio Edgar Allan Poe de melhor filme. Recebeu um Oscar especial em 1995, e um prêmio pela carreira, da AFFCFT, em 1998.

Ganhou vários prêmios pela série de TV Plantão Médico ("ER", 1994-2008), da qual escreveu mais de 300 capítulos.

Dados biográficos: John Michael Crichton nasceu em 23 de outubro de 1942, em Chicago, Illinois. Cursou medicina em Harvard. Foi casado cinco vezes, inclusive com a atriz Anne-Marie Martin, com quem teve um filho. Deixou viúva a atriz Sherri Alexander.

3 de novembro de 2008

Era uma vez em 1º de novembro de 2008

YMA SUMAC (86 anos, de câncer), cantora peruana que, graças à sua voz excepcionalmente aguda e ao seu estilo de cantar, fez sucesso internacional e foi para os Estados Unidos; em Hollywood, participou de dois filmes, O Segredo dos Incas (Secret of the Incas, 1954) e Vida, Amores e Aventuras de Omar Khayyam (Omar Khayyam, 1957); atuou em algumas outras produções, inclusive no México; sua voz já foi usada na trilha de uma dezena de filmes, a exemplo de O Grande Lebowski (The Big Lebowski, 1998) e Confissões de uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind, 2002).

(Foto: Divulgação)

Dados biográficos: Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo (seu nome verdadeiro) nasceu em 10 de setembro de 1922, em Ichocán, Peru. Foi casada com o compositor peruano Moises Vivanco (1918-1998).

2 de novembro de 2008

Era uma vez em 31 de outubro de 2008

JOHN DALY (71 anos, de câncer), produtor inglês que participou de mais de 40 filmes, inicialmente no Reino Unido, em Barreira Sangrenta (The Border, 1979), mas logo estava envolvido em co-produções com os Estados Unidos, como A Morte Ronda a Pantera (Sunburn, 1979); em Hollywood, teve participação em produções de sucesso, a exemplo de Platoon (Idem, 1986) e O Último Imperador (The Last Emperor, 1987); também escreveu roteiros e dirigiu, como fez em Contrato Arriscado (The Aryan Couple, 2004), que lhe rendeu quatro prêmios de melhor filme e um de melhor diretor em festivais norte-americanos. Ganhou um prêmio honorário (life achievement) no Festival de Cinema de Milão de 2005. Nasceu em 16 de julho de 1937, em Londres, e era pai de quatro filhos.

Era uma vez em 25 de outubro de 2008

ESTELLE REINER (94 anos, de causa não divulgada), atriz norte-americana que atuou em apenas cinco filmes, a exemplo de O Gorducho (Fatso, 1980), Sou ou Não Sou (To Be or Not to Be, 1983) e Harry e Sally - Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally..., 1989).

(Na foto, Estelle ao lado do marido; fonte: http://www.aarpmagazine.org/)

Dados biográficos: Estelle Lebost nasceu em 5 de junho de 1914, em Nova York. Deixou viúvo o ator, diretor, roteirista e produtor Carl Reiner, e era mãe do ator, produtor, diretor e roteirista Rob Reiner e do diretor Lucas Reiner.

29 de outubro de 2008

Era uma vez em 26 de outubro de 2008

DELMAR WATSON (82 anos, de câncer na próstata), ator norte-americano que atuou em mais de 60 filmes, de 1928 a 1947, entre os quais A Bandoleira (Annie Oakley, 1935), O Jovem Lincoln (Young Mr. Lincoln, 1939) e A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington, 1939). Ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em conjunto com os irmãos Billy Watson, Bobs Watson (1930-1999) e Coy Watson.


Dados biográficos: David Delmar Watson nasceu em 1º de julho de 1926, em Los Angeles. Tinha vários outros irmãos atores: Gloria Watson (1917-1997), Vivian Watson, Louise Watson, Harry Watson (1921-2001) e Garry Watson.

As 100 estrelas mais 'sexy' da revista Premiere

A revista norte-americana Premiere, especializada em cinema, selecionou as cem estrelas de cinema mais sexy (sensuais) de todos os tempos, considerados os atores e as atrizes.

Eis como ficou o ranking, a partir do último para o primeiro lugar:
100 - Gael García Bernal
99 - Omar Sharif
98 - Susa Sarandon
97 - Dorothy Lamour
96 - Marlene Dietrich
95 - Louise Brooks
94 - Burt Reynolds
93 - Hedy Lamarr
92 - Hugh Jackman
91 - Jeff Bridges
90 - Aishwarya Rai
89 - Daniel Craig
88 - Pam Grier
87 - Mel Gibson
86 - Christian Bale
85 - Jennifer Lopez
84 - Jude Law
83 - Bo Derek
82 - Richard Burton
81 - Mae West
80 - Demi Moore
79 - Lauren Bacall
78 - Richard Gere
77 - Claudia Cardinale
76 - Errol Flynn
75 - Keanu Reeves
74 - Tom Cruise
73 - Penelope Cruz
72 - Alain Delon
71 - Gene Tierney
70 - Natalie Wood
69 - Johnny Depp
68 - Robert Mitchum
67 - Scarlett Johansson
66 - Diane Lane
65 - Pierce Brosnan
64 - Daniel Day-Lewis
63 - Will Smith
62 - Kim Novak
61 - Colin Farrell
60 - Elvis Presley
59 - Dennis Quaid
58 - Cameron Diaz
57 - Britt Ekland
56 - Charlize Theron
55 - Uma Thurman
54 - Gina Lollobrigida
53 - Anita Ekberg
52 - Gong Li
51 - Jennifer Connelly
50 - Harrison Ford
49 - Antonio Banderas
48 - Monica Bellucci
47 - Dorothy Dandridge
46 - Jean-Paul Belmondo
45 - Lana Turner
44 - Jayne Mansfield
43 - Lena Olin
42 - Catherine Deneuve
41 - Eric Bana
40 - Gary Cooper
39 - Jane Fonda
38 - Veronica Lake
37 - Sharon Stone
36 - Catherine Zeta-Jones
35 - Ann-Margret
34 - Jane Russell
33 - Russell Crowe
32 - Clive Owen
31 - Greta Garbo
30 - Warren Beatty
29 - Jean Harlow
28 - Salma Hayek
27 - Elizabeth Taylor
26 - Kim Basinger
25 - Robert Redford
24 - Michelle Pfeiffer
23 - Viggo Mortensen
22 - Ursula Andress
21 - Jack Nicholson
20 - Kevin Costner
19 - Sophia Loren
18 - Denzel Washington
17 - Rock Hudson
16 - Paul Newman
15 - Ava Gardner
14 - Rita Hayworth
13 - Clark Gable
12 - Steve McQueen
11 - George Clooney
10 - Halle Berry
9 - Brad Pitt
8 - Raquel Welch
7 - Sean Connery
6 - James Dean
5 - Angelina Jolie
4 - Rudolph Valentino
3 - Brigitte Bardot
2 - Marlon Brando
1 - Marilyn Monroe.

27 de outubro de 2008

Era uma vez em 25 de outubro de 2008

GERARD DAMIANO (80 anos, de derrame), diretor, roteirista, produtor, ator e montador que realizou mais de 40 filmes pornográficos, e ficou famoso por ter dirigido Garganta Profunda (Deep Throat, 1972), que custou 25 mil dólares e arrecadou mais de 600 milhões de dólares no mundo todo. O filme se tornou popular depois que os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein usaram seu título como pseudônimo de sua fonte de informações durante o rumoroso Caso Watergate.


Dados biográficos: Gerard Rocco Damiano nasceu em 4 de agosto de 1928, em Nova York. Foi casado com a atriz Paula Morton, que também trabalhava em filmes para adultos, mas não nos do marido. Era pai do diretor Gerard Damiano Jr.

Era uma vez em 26 de outubro de 2008

JUAN DANIEL (101 anos, de insuficiência renal), ator brasileiro que atuou em apenas três filmes: A Cama ao Alcance de Todos (1969), O Casal (1975) e O Mistério de Robin Hood (1990).

Dados biográficos: Juan Daniel Ferrer nasceu em 20 de fevereiro de 1907, em Barcelona, Espanha. Era pai do ator, produtor, diretor e roteirista Daniel Filho. Deixou viúva a atriz Mary Daniel.

19 de outubro de 2008

Era uma vez em 18 de outubro de 2008

JIN XIE (84 anos, de causa não divulgada), diretor chinês que realizou 19 filmes, entre os quais Cidade de Hibiscos (Fu rong zhen, 1986), premiado no Festival de Karlovy Vary, e A Guerra do Ópio (Yapian zhanzheng, 1997). Ganhou quatro prêmios por filmes diferentes, um do British Film Institute e três em seu próprio país, que lhe deu outro pela carreira. Nasceu em 21 de novembro de 1923, em Zhejiang, China, e era pai do ator Yang Xie.

18 de outubro de 2008

Festival de Porto Alegre anuncia premiados

O CineEsquemaNovo 2008 Festival de Cinema de Porto Alegre anunciou os filmes premiados em sua 5ª edição.
Veja a lista dos longas-metragens vencedores:
1 - Melhor filme: O Fim da Picada (São Paulo, 2008), de Christian Saghaard
2 - Prêmio especial do júri: Pan-Cinema Permanente (São Paulo, 2008), de Carlos Nader
3 - Melhor experimentação (montagem): Ricardo Miranda e Alexandre Gwaz, por Anabazys (Rio de Janeiro, 2007), de Joel Pizzini e Paloma Rocha
4 - Melhor experimentação (dispositivo): Sábado à Noite (Ceará, 2007), de Ivo Lopes Araújo
5 - Melhor filme (júri popular): Pan-Cinema Permanente
6 - Prêmio da nova crítica: O Fim da Picada.

Festival de Trieste premia filme sobre Juruna

O Festival de Cinema Latino-Americano de Triste, Itália, encerrado hoje, concedeu o prêmio União Latina ao documentário Juruna, o Espírito da Floresta, de Armando Lacerda.
A seguir, a lista dos principais vencedores:
1 - Melhor filme: El círculo (Uruguai, 2008), de José Pedro Charlo e Aldo Garay
2 - Prêmio Especial do Júri e Melhor obra-prima: Alicia en el país (Chile, 2008), de Esteban Larraín
3 - Melhor direção e melhor roteiro: Lisandro Duque Naranjo, por Los actores del conflicto (Colômbia/Venezuela, 2008)
4 - Melhor interpretação: Mario Duarte, por Los actores del conflicto
5 - Prêmio do Público: El enemigo (Venezuela, 2008), de Luis Alberto Lamata
6 - Prêmio Cervantes: Los actores del conflicto
7 - Prêmio União Latina: Juruna, o Espírito da Floresta (Brasil, 2008), de Armando Lacerda.
(As informações são do saite UOL News.)

16 de outubro de 2008

AFI anucia prêmio para Michael Douglas

O ator Michael Douglas vai ser homenageado em 11 de junho de 2009 pelo American Film Institute (AFI), com um prêmio pela carreira. Ganhador de um Oscar de melhor ator pelo filme Wall Street - Poder e Cobiça (Wall Street, 1987), e outro como produtor de Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest, 1975), Michael será o 37º recipiente do Life Achievement Award do AFI, prêmio que reconhece o sucesso cinematográfico dos profissionais de Hollywood. O pai de Michael, o também ator Kirk Douglas, recebeu a mesma honraria em 1991. Entre os premiados do AFI, nos últimos tempos, estão Warren Beatty, Al Pacino, Sean Connery, George Lucas, Meryl Streep, Robert De Niro e Tom Hanks.

(Na foto, Michael ao lado do pai; fonte: http://www.rosa10.com/)

Era uma vez em 15 de outubro de 2008

EDIE ADAMS (81 anos, de pneumonia), atriz e cantora norte-americana que atuou em mais de dez filmes, a maior parte (e os melhores) nos anos 1960: Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment, 1960), Volta, Meu Amor (Lover Come Back, 1961), Deu a Louca no Mundo (It's a Mad Mad Mad Mad World, 1963), Vassalos da Ambição (The Best Man, 1964) e Charada em Veneza (The Honey Pot, 1967).


Dados biográficos: Elizabeth Edith Enke nasceu em 16 de abril de 1927, em Kignston, Pennsylvania. Em 1957 ganhou o prêmio Tony como atriz coadjuvante de um musical da Broadway. Foi casada com o ator Ernie Kovacs (1919-1962), com quem teve uma filha, a atriz Mia Kovacs (1959-1982), e com o músico/ator Pete Candoli (1923-2008).

15 de outubro de 2008

Era uma vez em 11 de outubro de 2008

NEAL HEFTI (85 anos, de ataque cardíaco), músico e compositor norte-americano, que compôs trilhas ou temas para 16 filmes, entre os quais Médica, Bonita e Solteira (Sex and the Sngle Girl, 1964), Harlow, a Vênus Platinada (Harlow, 1965), Duelo em Diablo Canyon (Duel at Diablo, 1966), Batman, o Homem Morcego (Batman, 1966) e Descalços no Parque (Barefoot in the Park, 1967). Nasceu em 29 de outubro de 1922, em Hastings, Nebraska, e foi casado com a cantora Frances Wayne (1924-1978).

Festival de Brasília divulga filmes selecionados

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro divulgou nesta data os títulos dos filmes selecionados para a sua 41º edição, que acontece entre 18 e 25 de novembro. Seis longas-metragens e 12 curtas farão parte da mostra competitiva em 35 mm. Na cerimônia de abertura será exibida cópia restaurada de São Bernardo (1971), de Leon Hirszman, e, no encerramento, o filme Lance Maior (1968), de Silvio Back.
Veja a lista dos seis longas-metragens em 35 mm:
1 - À Margem do Lixo (2008), de Evaldo Mocarzel
2 - FilmeFobia (2007), de Kiko Goifman
3 - Ñande Guarani (2008), de André Luís da Cunha
4 - O Milagre de Santa Luzia (2008), de Sergio Roizenblit
5 - Siri-Ará (2008), de Rosemberg Cariry
6 - Tudo Isso Me Parece um Sonho (2008), de Geraldo Sarno.
As informações são do saite UOL News.

14 de outubro de 2008

Era uma vez em 18 de setembro de 2008

DAVID HUGH JONES (74 anos, de enfisema), diretor inglês mais conhecido pelo filme Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road, 1987); dirigiu outros seis filmes para o cinema, a exemplo de Traição (Betrayal, 1983), O Processo (The Trial, 1993) e A Confissão (The Confession, 1999). Nasceu em 19 de fevereiro de 1934, em Poole, Dorset, Inglaterra. Foi casado com a atriz Sheila Allen, com quem teve dois filhos.

Era uma vez em 11 de outubro de 2008

GIL STRATTON (86 anos, de problemas cardíacos), ator norte-americano que fez sua estréia no filme A Rainha dos Corações (Best Foot Forward, 1943); atuou em outros 19 filmes, entre os quais alguns clássicos da década de 1950, como O Inventor da Mocidade (Monkey Business, 1952), Inferno Nº 17 (Stalag 17, 1953) e O Selvagem (The Wild One, 1953); a partir de meados dos anos 1950 tornou-se narrador esportivo no rádio e TV e praticamente desapareceu do cinema. Nasceu em 2 de junho de 1922, em Nova York, e foi casado com a atriz Dee Arlen.

13 de outubro de 2008

Era uma vez em 13 de outubro de 2008

GUILLAUME DEPARDIEU (37 anos, de pneumonia), ator francês que atuou em mais de 20 filmes, entre os quais Todas as Manhãs do Mundo (Tous les matins du monde, 1991), Os Aprendizes (Les Apprentis, 1995), pelo qual ganhou o César de revelação masculina, Os Vendedores de Areia (Les marchands de sable, 2000). Recebeu o prêmio Jean Gabin, em 1996, e o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Gijón, Espanha, pelo filme Pola X (1999).

Dados biográficos: Guillaume Jean Maxime Antoine Depardieu nasceu em 7 de abril de 1971, em Paris. Em conseqüência de um acidente de moto em 1995, teve a perna direita amputada em 2003. Era filho do ator Gérard Depardieu e da atriz Elisabeth Depardieu, e irmão da atriz Julie Depardieu.

11 de outubro de 2008

Trilha de 'Maria Flor' premiada em Gramado

O filme de animação Maria Flor (2007), de Camila Carrossine, foi aquinhoado com o prêmio de melhor trilha sonora no 3º GRANIMADO, Festival de Animação de Gramado, encerrado hoje. O troféu vai para o jovem compositor mineiro-brasiliense Charles Tôrres, autor também da trilha de Rua das Tulipas (2007), outra animação que vem acumulando prêmios em festivais.

Era uma vez em 11 de outubro de 2008

BADAR MUNIR (70 anos, de parada cardíaca), ator paquistanês, um dos mais populares de seu país; atuou em mais de 400 filmes, quase totalmente desconhecidos no ocidente. De origem humilde, pertencente à tribo Mian Khel, ele foi condutor de riquixá antes de começar sua carreira no cinema. Nasceu em 1938, em Swat, Paquistão.

10 de outubro de 2008

Era uma vez em 5 de outubro de 2008

KIM CHAN (91 anos, de causa não divulgada), ator norte-americano que estreou em O Corujão e a Gatinha (The Owl and the Pussycat, 1970); atuou em mais de 30 filmes, a exemplo de O Rei da Comédia (The King of Comedy, 1982), Cotton Club (The Cotton Club, 1984), 9 1/2 Semanas de Amor (Nine 1/2 Weeks, 1986), Simplesmente Alice (Alice, 1990), O Quinto Elemento (The Fifth Element, 1997) e Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4, 1998). Nasceu em 1917, na China.

Era uma vez em 8 de outubro de 2008

EILEEN HERLIE (90 anos, de pneumonia), atriz de teatro inglesa que atuou ocasionalmente no cinema; dos 10 filmes em que apareceu citam-se Hamlet (Idem, 1948), Sublime Inspiração (The Story of Gilbert and Sullivan, 1953), Freud - Além da Alma (Freud, 1962) e A Gaivota (The Sea Gull, 1968).


Dados biográficos: Eileen Herlihy nasceu em 8 de março de 1918, em Glasgow, Escócia. Foi casada duas vezes, uma das quais com o ator Witold Kuncewicz (1936-1979).

Festival do Rio 2008: os vencedores

A premiação do Festival do Rio, ocorrida na última quinta-feira, 9, consagrou os filmes Se Nada Mais Der Certo, com os prêmios de filme e atriz, e A Festa da Menina Morta, com os prêmios de direção e ator.
A seguir, os longas-metragens premiados:

a) JÚRI OFICIAL:
1 - Melhor filme de ficção: Se Nada Mais Der Certo (2008), de José Eduardo Belmonte
2 - Melhor documentário: Estrada Real da Cachaça (2008), de Pedro Urano
3 - Melhor diretor (ficção): Matheus Nachtergaele, por A Festa da Menina Morta (2008)
4 - Melhor diretor (documentário): Helena Solberg, por Palavra (En)cantada (2008)
5 - Melhor ator: Daniel de Oliveira, por A Festa da Menina Morta
6 - Melhor atriz: Caroline Abras, por Se Nada Mais Der Certo
7 - Prêmio especial do júri: Jards Macalé - Um Morcego na Porta Principal (2008), de Marco Abujamra e João Pimentel
8 - Menção honrosa: Apenas o Fim (2008), de Matheus Souza.

b) VOTO POPULAR:
1 - Melhor filme de ficção: Apenas o Fim
2 - Melhor documentário: Loki - Arnaldo Baptista (2008), de Paulo Henrique Fontenelle.
(Na foto, Matheus Nachtergaele; fonte: http://www.g1.globo.com/)

7 de outubro de 2008

Era uma vez em 5 de outubro de 2008

KEN OGATA (71 anos, de câncer no fígado), ator japonês que participou de mais de 50 produções, entre as quais Minha Vingança (Fukushû suruwa wareniari, 1979), que lhe deu o prêmio de melhor ator no Festival de Yokohama, Aconteceu no Fim da Era Tokugawa (Eijanaika, 1981) e A Balada de Narayama (Narayama bushiko, 1983), que lhe deu três prêmios de melhor ator, inclusive o da Academia Japonesa de Cinema; no Ocidente, atuou em Mishima - Uma Vida em 4 Tempos (Mishima: A Life in Four Chapters, 1985), O Livro de Cabeceira (The Pillow Book, 1996) e no coletivo 11 de Setembro (11'09"01 - September 11, 2002). Ganhou outros seis prêmios de melhor ator em seu país. Akinobu Ogata nasceu em 20 de julho de 1937, em Tóquio, e era pai do ator Kanta Ogata.

4 de outubro de 2008

Era uma vez em 3 de outubro de 2008

GIL ROSSELLINI (56 anos, de uma estranha infecção), produtor e diretor italiano, que filmou a evolução da doença que o acometia desde 2004, realizando Kill Gil Volume 1 (2005), Kill Gil Volume 2 (????) e Kill Gil Volume 2 e 1/2 (2008), assim chamado porque morreu antes de concluí-lo. Nascido em 26 de outubro de 1956, em Bombai, Índia. Era filho adotivo do diretor italiano Roberto Rossellini (1906-1977) e da atriz indiana Sonali Senroy DasGupta.

27 de setembro de 2008

Era uma vez em 26 de setembro de 2008

PAUL NEWMAN (83 anos, de câncer de pulmão), ator norte-americano, um dos mais prestigiados e talentosos de sua geração; atuou em 55 filmes, muitos deles notáveis, como Marcado pela Sargeta (Somebody Up There Likes Me, 1956), O Mercador de Almas (The Long, Hot Summer, 1958), que lhe deu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes, Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof, 1958), Desafio à Corrupção (The Hustler, 1961), pelo qual recebeu dois prêmios de melhor ator, o BAFTA inglês e o do Festival de Mar del Plata, Doce Pássaro da Juventude (Sweet Bird of Youth, 1962), O Indomado (Hud, 1963), Cortina Rasgada (Torn Curtain, 1966), Hombre (Idem, 1967), Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969), Golpe de Mestre (The Sting, 1973), O Veredito (The Verdict, 1982), A Cor do Dinheiro (The Color of Money, 1986), que lhe deu o Oscar de melhor ator, e O Indomável (Nobody's Fool, 1994), que lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Berlim. Ganhou outros 20 prêmios, além de um Oscar honorário, um prêmio do Sindicato dos Atores da Tela pela carreira e uma estrela na Calçada da Fama. Dirigiu cinco filmes, o mais importante dos quais foi Rachel, Rachel (Idem, 1968), que recebeu vários prêmios.


Dados biográficos: Paul Leonard Newman nasceu em 26 de janeiro de 1925, em Shaker Heights, Ohio. Por seu trabalho humanitário, recebeu o prêmio Jean Hersholt em 1994. Deixou viúva a atriz Joanne Woodward, com quem teve três filhas, as atrizes Nell Potts e Melissa Newman e a produtora Claire Newman. Teve três filhos do primeiro casamento, entre eles o ator Scott Newman (1950-1978) e a atriz Susan Kendall Newman.

24 de setembro de 2008

A lista dos melhores filmes da revista Empire

A revista Empire, do Reino Unido, elegeu os 500 melhores filmes de todos os tempos, com base em consulta realizada a cerca de 10 mil cinéfilos, 150 diretores e 50 críticos de cinema. O resultado reflete mais, portanto, a apreciação de não-especialistas.

Veja o ranking dos dez primeiros colocados:
1º) O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972), de Francis Ford Coppola
2º) Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981), de Steven Spielberg
3º) O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back, 1980), de Irvin Kershner
4º) Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994), de Frank Darabont
5º) Tubarão (Jaws, 1975), de Steven Spielberg
6º) Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990), de Martin Scorsese
7º) Apocalipse (Apocalypse Now, 1979), de Francis Ford Coppola
8º) Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, 1952), de Stanley Donen e Gene Kelly
9º) Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), de Quentin Tarantino
10º) Clube da Luta (Fight Club, 1999), de David Fincher.

22 de setembro de 2008

Festival de Milão premia filme brasileiro

O filme Ainda Orangotangos (2007), do diretor gaúcho Gustavo Spolidoro, venceu a 13º edição do Festival de Cinema de Milão, no último sábado, 20.

O filme mostra, num único plano-seqüência de 81 minutos (gravado com câmera digital, claro), 14 horas de um dia em Porto Alegre.
Com roteiro do próprio Spolidoro e de Gibran Dipp, é uma adaptação de seis contos do escritor gaúcho Paulo Scott.
A informação é do saite G1.

20 de setembro de 2008

Era uma vez em 18 de setembro de 2008

FLORESTANO VANCINI (82 anos, de causa não divulgada), diretor italiano que teve seus melhores dias nos anos 1960; dirigiu mais de 15 filmes, entre quais citam-se A Noite do Massacre (La lunga notte del '43, 1960), prêmio revelação no Festival de Veneza, Vidas Ardentes (La calda vita, 1963), As Estações do Nosso Amor (Le stagioni del nostro amore, 1965), prêmio Fipresci no Festival de Berlim, e O Delito Matteotti (Il delitto Matteotti, 1973), que recebeu um prêmio especial no Festival de Moscou; realizou, sob o pseudônimo de Stan Vance, o western spaghetti Dias de Vingança (I lunghi giorni della vendetta, 1967). Nasceu em 24 de agosto de 1926, em Ferrara.

16 de setembro de 2008

Escolhido filme brasileiro para disputar indicação ao Oscar

A Secretaria do Audiovisual, órgão do Ministério da Cultura, divulgou o título do filme selecionado para concorrer a uma indicação ao Oscar de melhor filme em língua não-inglesa em 2009. O filme escolhido foi Última Parada 174 (2008), de Bruno Barreto, cuja estréia está prevista para 24 de outubro. No elenco estão os atores Michel Gomes, Cris Vianna, Marcello Mello Jr. e Douglas Silva. O mesmo assunto já inspirou o documentário Ônibus 174 (2002), de José Padilha.

(Na foto, Bruno Barreto; fonte: http://www.cinemacafri.com/)

13 de setembro de 2008

Festival de Toronto premia filmes britânicos

O filme Slumdog Millionaire (2008), do diretor inglês Danny Boyle, ganhou o prêmio principal do Festival de Cinema de Toronto, o Cadillac People's Choice Award, concedido ao filme favorito do público. O prêmio Diesel International, no qual votam correspondentes estrangeiros, foi para Hunger (2008), do também inglês Steve McQueen, homônimo do falecido ator norte-americano.
As informações são do saite UOL News.
(Foto: http://www.netribution.co.uk/)

10 de setembro de 2008

Um filme divertido e perturbador

Depois de conquistar Hollywood, onde realizou sucessos como RoboCop – O Policial do Futuro (1987) e Instinto Selvagem (1992), o cineasta holandês Paul Verhoeven, que fez 70 anos em julho, resolveu voltar ao seu país para contar uma história passada durante a II Guerra Mundial, quando a Holanda sofria a ocupação alemã. O resultado é o filme A Espiã (Zwartboek, 2006), que insere personagens fictícias em um contexto histórico real.

Tendo por base um roteiro primoroso, elaborado pacientemente ao longo de quase duas décadas, Verhoeven narra as desventuras da cantora judia Rachel Stein, que se movimenta entre poderosas forças em conflito na cidade de Haia. De um lado, os nazistas, que agem como se nada pudesse abalar seu poder; de outro, a resistência, que congrega pessoas com ideologia e interesses políticos diversos, ao estilo balaio-de-gatos.

A bela e talentosa Carice van Houten, combinando voluntariedade, charme e sangue frio na medida certa, faz perfeitamente verossímil o seu papel. Até as canções são interpretadas por ela, e com proficiência. E o seu papel é com efeito o de uma atriz: representar uma personagem. O que inclui a mudança da cor dos cabelos e a adoção de pseudônimo. Esse aspecto da representação é explicitado em dois momentos, nos quais ela é comparada a estrelas do cinema. Em uma cena é dito que ela ficou “loira como a Jean Harlow”; em outra, aludindo-se ao filme Mata Hari (1931), diz-se que ela é a “Greta Garbo em carne e osso”.

A história se passa nos últimos meses da ocupação alemã, quando Rachel, vivendo em apuros, recebe uma recomendação para fugir da Holanda, vinda de um agente da polícia de segurança holandesa, o qual intermedeia as ações de fuga. Outra figura angular com quem ela lida é um advogado e banqueiro, administrador dos recursos (jóias e dinheiro) dos judeus, que transita com desenvoltura tanto entre os resistentes quanto entre os nazistas. A agenda deste, um livro de capa preta em que anota os negócios com os clientes, será um valioso documento no pós-guerra.

Frustrada a tentativa de fuga, a cantora se junta aos combatentes da resistência, que recebem suprimentos provenientes da Inglaterra. Quando um grupo em que está o filho do líder da resistência é preso pelos nazistas, Rachel recebe a incumbência de seduzir o chefe da Inteligência Alemã, capitão Ludwig Müntze, interpretado exemplarmente pelo alemão Sebastian Koch, a fim de obter informações que possibilitem o resgate dos prisioneiros. E o inimaginável termina acontecendo: ela se apaixona pelo capitão, configurando-se a síndrome de Estocolmo.

O ponto forte do roteiro, de cuja feitura Verhoeven participou, é a ambigüidade na construção das personagens. Existem ações heróicas, mas heróis, não. Para o bem e para o mal, ninguém é o que parece à primeira vista. Alguém que toma uma atitude louvável em dado momento pode agir de modo execrável em outro, e vice-versa. Como na vida, a situação é que revela o caráter de cada qual. Disso resultam bons momentos de suspense, além de muitas reviravoltas surpreendentes.

Magistralmente fotografado e montado, o filme é um carrossel de reinvenções dramáticas. Nem mesmo o término da guerra significa apaziguamento ou elisão de problemas. O caos que então se instaura, em meio ao furor da caça a traidores e da consagração de heróis, torna-se terreno fértil para o surgimento de forças obscurantistas e para a expansão de ambições latentes. E a nova ocupação do país pelas forças aliadas, que pouco sabem do mato em que estão lenhando, é mais um complicador bem explorado pelo filme.

Talvez por ser o roteiro tão bem cosido, uma cena chama a atenção pela artificialidade da solução empregada. Cada fala ou cada imagem entra numa articulação precisa, vindo a ter conseqüências mais adiante. Por isso, destoa do conjunto uma cena que se passa durante as comemorações do fim da guerra. Na rua apinhada de gente, ao som da orquestra de Glenn Miller, a amiga Ronnie, que está sobre um jipe em movimento, reconhece Rachel, que caminha na calçada a metros de distância, no meio da multidão. O motivo deve ter sido a contingência do orçamento.

Na quase totalidade do filme, entretanto, o experiente diretor controla os efeitos com maestria, mantendo o espectador sob permanente tensão, enquanto vai dosando as surpresas. E sem apelar para recuos e avanços no tempo, recurso corriqueiro no cinema atual, exceto por contar a história em flash-back. E ainda assim com o propósito de surpreender no final, quando recoloca o drama judaico em novo contexto.

Decididamente, não se trata de programa para quem quer ver “mais do mesmo”, mas para quem quer ser surpreendido. Com uma visão perturbadora da História, e investindo largamente no espetáculo, Paul Verhoeven revolucionou a dramaturgia cinematográfica do seu país. Pode-se afirmar, sem sombra de dúvida, que A Espiã extrapola em muito a moldura do cinema holandês.

(Foto: http://www.revistaogrito.com/)
(Texto publicado pelo semanário Jornal Opção, de 13 a 19 de julho de 2008. Acesse: http://www.jornalopcao.com.br/)

9 de setembro de 2008

Ladrões de cinema?

O diretor Steven Spielberg e alguns estúdios de Hollywood estão sendo processados por apropriação indevida da trama do filme Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock.

Além de Spielberg, a DreamWorks, a Paramount e a Universal são acusadas de infringir os direitos autorais da trama na produção do filme Paranóia (Disturbia, 2007), de D. J. Caruso, segundo processo judicial apresentado à Corte Federal da Califórnia na última segunda-feira, 8 de setembro.
Spielberg foi citado como réu provavelmente por ser um dos fundadores da DreamWorks, produtora do filme. A Paramount e a Universal participaram da distribuição do filme, que arrecadou, só nas bilheterias norte-americanas, cerca de 80 milhões de dólares.
De acordo com a Sheldon Abend Revocable Trust, autora do processo, a base do filme de Hitchcock foi um conto de Cornell Woolrich, cujos direitos autorais foram adquiridos em 1953 por James Stewart, ator que protagonizou o filme.
Os enredos dos filmes em questão seriam "essencialmente os mesmos". Ambos começam com um homem que espreita da janela, com uso de binóculo, e testemunha comportamento estranho em apartamento vizinho.
Na resenha de Paranóia, o jornal The New York Times chamou-o de "Janela Indiscreta meio adolescente". Já o Toronto Star tachou-o de "apropriação descarada".
Este texto foi produzido com base em informações do saite UOL News.

8 de setembro de 2008

Era uma vez em 1º de setembro de 2008

MICHAEL PATE (88 anos, de pneumonia), ator australiano que fez carreira em Hollywood, onde participou de 50 filmes nos anos 1950 e 60, boa parte deles faroestes, em que freqüentemente interpretou índios; atuou em Júlio César (Julius Caesar, 1953), Caminhos Ásperos (Hondo, 1953), Sangue Sobre a Terra (Something of Value, 1957), Os 3 Sargentos (Sergeants 3, 1962), Quando um Homem É Homem (McLintock!, 1963) e Juramento de Vingança (Major Dundee, 1965); no final da década de 1960 retornou à Austrália, onde deu continuidade à carreira, chegando a dirigir um filme com Mel Gibson, Tim (Idem, 1979).
Dados biográficos: Michael Pate nasceu em 26 de fevereiro de 1920, em Sydney, Austrália. Era pai do ator Christopher Pate e deixou viúva a atriz Felippa Rock.

7 de setembro de 2008

Era uma vez em 6 de setembro de 2008

ANITA PAGE (98 anos, de causa não divulgada), atriz e cantora norte-americana que começou a carreira no cinema mudo, em 1925, e logo se tornou uma estrela, inclusive do musical Melodia da Broadway (The Broadway Melody, 1929), a primeira fita sonora a ganhar o Oscar de melhor filme; seu último trabalho foi em Frankenstein Rising, ainda não lançado. Ganhou uma estrela na Calçada da Fama.


Dados biográficos: Anita Pomares nasceu em 4 de agosto de 1910, em Flushing, Nova York. Por ter-se casado com um oficial da Marinha em 1936, ficou afastada do cinema por 60 anos, tendo atuado em apenas um filme no período. Com a morte do marido, ocorrida em 1991, ela voltou aos filmes em 1996.

6 de setembro de 2008

Veneza 2008: premiado filme de Darren Aronofsky

Terminou hoje a 65ª Mostra de Cinema de Veneza, na qual se consagrou O Lutador, de Darren Aronofsky.

Veja a lista dos principais vencedores:
1. Leão de Ouro de melhor filme: O Lutador (The Wrestler, EUA, 2008), de Darren Aronofsky
2. Copa Volpi de melhor ator: Silvio Orlando, por O Pai de Giovanna (Il papà di Giovanna, Itália, 2008), de Pupi Avati
3. Copa Volpi de melhor atriz: Dominique Blanc, por A Outra (L'Autre, França, 2008), de Patrick-Mario Bernard e Pierre Trividic
4. Leão de Prata de melhor diretor: Aleksei German MI., por Soldado de Papel (Bumaznyj soldat, Rússia, 2008)
5. Prêmio Especial do Júri: ao cineasta etíope Haile Gerima, por Teza (Etiópia/Alemanha/França, 2008)
6. Leão Especial do Júri: ao cineasta alemão Werner Schroeter, pelo conjunto da obra.
As informações são do saite G1.

Era uma vez em 3 de setembro de 2008

RUY POLANAH (86 anos, de causa não divulgada), ator brasileiro nascido em Angola; atuou em 46 filmes, muitos deles produções internacionais, freqüentemente interpretando índios; entre seus filmes mais importantes citam-se Os Fuzis (1964), Os Deuses e os Mortos (1970), Joanna Francesa (1975), Fitzcarraldo (Idem, 1982), A Floresta de Esmeraldas (The Emerald Forest, 1985), Brincando nos Campos do Senhor (At Play in the Fields of the Lord, 1991) e O Cobrador (Cobrador: In God We Trust, 2006).

4 de setembro de 2008

Era uma vez em 4 de setembro de 2008

FERNANDO TORRES (78 anos, de enfisema pulmonar), ator brasileiro que fez sua estréia no cinema no filme A Mulher de Longe (1949), dirigido pelo escritor Lúcio Cardoso; atuou em outros 19 filmes, entre os quais Engraçadinha Depois dos Trinta (1966), Os Inconfidentes (1972), Inocência (1983), O Beijo da Mulher Aranha (The Kiss of the Spider Woman, 1985) e Redentor (2004). Ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema do Recife, por A Ostra e o Vento (1997).


Dados biográficos: Fernando Monteiro Torres nasceu em 14 de novembro de 1929, no Rio de Janeiro. No teatro, que lhe deu vários prêmios, foi ator, diretor e produtor. Era casado desde 1954 com a atriz Fernanda Montenegro e tinha dois filhos, a atriz Fernanda Torres e o diretor e roteirista Cláudio Torres.

26 de agosto de 2008

Era uma vez em 25 de agosto de 2008

RANDA CHAHAL SABAG (54 anos, de câncer), cineasta libanesa, que dirigiu apenas quatro filmes, mas recebeu vários prêmios; seu filme Civilisées (1999) ganhou o prêmio UNESCO, no Festival de Veneza, e o prêmio Nestor Almendros, no Festival Human Rights Watch, de Nova York; e Sob o Céu do Líbano (Le Cerf-volant, 2003) conquistou três prêmios, inclusive o Especial do Júri, no Festival de Veneza, e um no Festival de Filme de Amor de Mons, Bélgica. Nascida em Trípoli, Líbano, em 1953, faleceu em Paris, onde residia desde a década de 1970.

25 de agosto de 2008

Era uma vez em 20 de agosto de 2008

LEOPOLDO SERRAN (66 anos, de câncer no fígado), roteirista brasileiro que participou de mais de trinta produções, entre as quais citam-se Copacabana Me Engana (1968), A Estrela Sobe (1974), que ganhou o prêmio de melhor roteiro da Associação Paulista de Críticos de Arte, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), Se Segura, Malandro (1978), Bye Bye Brasil (1979) e O Quatrilho (1995). Leopoldo Bhering Serran nasceu em 6 de maio de 1942, no Rio de Janeiro..

20 de agosto de 2008

Era uma vez em 19 de agosto de 2008

JULIUS CARRY (56 anos, de câncer no pâncreas), ator norte-americano, com longa folha de serviços para a TV, mas que participou de apenas sete filmes, entre os quais estão O Último Dragão (The Last Dragon, 1985), O Homem do Sapato Vermelho (The Man with One Red Shoe, 1985) e Mudança do Barulho (Moving, 1988). Nasceu em 12 de março de 1952, em Chicago, Illinois.

17 de agosto de 2008

Os grandes vencedores do Festival de Gramado

O prêmio de melhor filme brasileiro, no 36º Festival de Cinema de Gramado vai para Nome Próprio, de Murilo Salles. A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele, recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri popular.

A seguir os principais premiados, na categoria longa-metragem.

a) Cinema brasileiro:
1 - Melhor filme: Nome Próprio (2008), de Murilo Salles
2 - Melhor filme (júri popular): A Festa da Menina Morta (2008), de Matheus Nachtergale
3 - Melhor diretor: Domingos de Oliveira, por Juventude (2008)
4 - Melhor ator: Daniel de Oliveira, por A Festa da Menina Morta
5 - Melhor atriz: Leandra Leal, por Nome Próprio
6 - Melhor roteiro: Domingos de Oliveira, por Juventude
7 - Melhor fotografia: Lula Carvalho, por A Festa da Menina Morta
8 - Prêmio especial do júri: A Festa da Menina Morta
9 - Prêmio de qualidade artística: para os atores Aderbal Freire Filho, Domingos de Oliveira e Paulo José, por Juventude
10 - Melhor diretor de arte: Pedro Paulo de Souza, por Nome Próprio
11 - Melhor música: Matheus Nachtergale, por A Festa da Menina Morta
12 - Melhor Montagem: Natara Ney, por Juventude
13 -Prêmio da crítica: A Festa da Menina Morta.

b) Cinema estrangeiro:
1 - Melhor filme: Cochochi (México/Reino Unido/Canadá, 2007), de Israel Cárdenas e Laura Amelia Guzmán
2 - Melhor filme (júri popular): Por sus propios ojos (Argentina, 2008), de Liliana Paolinelli
3 - Melhor diretor: Carlos Moreno, por Perro come perro (Colômbia, 2008)
4 - Melhor ator: Marlon Moreno e Óscar Borda, por Perro come perro
5 - Melhor atriz: Ana Carabajal, por Por sus propios ojos
6 - Melhor roteiro: Liliana Paolinelli, por Por sus propios ojos
7 - Melhor fotografia: Juan Carlos Gil, por Perro come perro
8 - Prêmio especial do júri: Por sus propios ojos
9 - Prêmio de qualidade artística: Cochochi
10 - Excelência de linguagem técnica: Cochochi
11 - Prêmio da crítica: Perro come perro.

c) Cinema gaúcho (curtas-metragens):
1 - Melhor filme: Um Dia como Hoje, de Eduardo Wannmacher
2 - Melhor direção: Diego Müller, por Cortejo Negro
3 - Melhor roteiro: Eduardo Wannmacher, por Um Dia como Hoje
4 - Melhor fotografia: Fernando Vanelli, por Cortejo Negro
5 - Melhor direção de arte: Rita Faustini, por Os Sete Trouxas
6 - Melhor música: Fausto Prado, por Subsolo
7 - Melhor montagem: Fábio Lobanowsky, por Um Dia como Hoje
8 - Melhor edição de som: Cristiano Scherer, por Rosário dos Navegantes
9 - Melhor produtor/produtor executivo: Pablo Müller, por Cortejo Negro
10 - Melhor ator: Júlio Andrade, por Um Dia como Hoje
11 - Melhor atriz: Carolina Sudat, por Um Dia como Hoje.
As informações são do saite G1.