15 de novembro de 2009

Lauren Bacall recebe Oscar honorário

A atriz Lauren Bacall (foto), dona de uma voz e olhar lendários, recebeu no último sábado, 14 de novembro, um Oscar pela carreira, em cerimônia ocorrida em Los Angeles.
Aos 85 anos, Bacall recebeu o prêmio de Angelica Huston, filha do cineasta John Huston, que a dirigiu no clássico Paixões em Fúria (Key Largo, 1948).
Com mais de 40 filmes no currículo, a atriz teve uma única indicação ao Oscar, pelo filme O Espelho Tem Duas Faces (The Mirror Have Two Faces, 1996), de Barbra Streisand.

Na oportunidade, o cineasta Roger Corman, mestre dos filmes de terror baratos, e o fotógrafo Gordon Willis, diretor de fotografia de O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972), receberam também Oscars honorários. E o produtor John Calley recebeu o prêmio Irving G. Thalberg.
Na plateia estavam os diretores Steven Spielberg, George Lucas e Quentin Tarantino, e os atores Kirk Douglas, Warren Beatty, Jeff Brigdes, Annette Bening, Morgan Freeman e Tom Hanks.
A entrega desses prêmios costumava acontecer na mesma noite dos Oscars em competição, mas foi antecipada para enxugar a transmissão televisiva da cerimônia anual, que terá lugar no dia 7 de março de 2010.
(Foto: http://www.wesclark.com/)
As informações são do saite G1.

14 de novembro de 2009

Hollywood: Metro-Goldwyn-Mayer à venda

A Metro-Goldwyn-Mayer, estúdio de Hollywood mais conhecido pelos musicais inesquecíveis que realizou nos anos 1940 e 50, acaba de anunciar que está à venda. Em comunicado feito na última sexta-feira, 13 de novembro, informou que "começa um processo de exame de diferentes estratégias possíveis, entre elas a de funcionar como entidade independente, formar associações estratégicas e avaliar uma eventual venda da empresa". O famoso estúdio, cuja marca é um leão rugindo, pertence atualmente a um consórcio liderado pela Sony, empresa japonesa que é proprietária de outro estúdio de Hollywood, a Columbia. A MGM já havia vendido, nos anos 1990, o seu acervo de filmes, adquiridos em parte pela Warner Bros. e em parte pela 20th Century Fox. Endividada, a MGM fez com os credores um acordo que terminará em 31 de janeiro de 2010.

Texto baseado em notícia do saite UOL News.

13 de novembro de 2009

Os 100 melhores filmes da década

O jornal londrino The Times divulgou recentemente em seu saite (TimesOnline) sua relação dos 100 melhores filmes desta década. Em 1º lugar ficou o filme francês Caché. O diretor brasileiro Fernando Meirelles entrou com dois filmes, O Jardineiro Fiel, em 52º lugar, e Cidade de Deus, em 66º. Por uma questão de justiça, no mínimo a ordem de classificação dos dois filmes deveria ter sido invertida. Como acontece sempre, há ausências ilustres como A Espiã (Zwartboek, 2006), de Paul Verhoeven, assim como inclusões que não se compreendem.
Veja a relação completa, a partir do último para o primeiro colocado:

100 – O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, EUA, 2006), de David Frankel
99 - Batalha Real (Batoru rowaiaru, Japão, 2000), de Kinji Fukasaku
98 – Crash – No Limite (Crash, EUA/Alemanha, 2004), de Paul Haggis
97 - Lady Vingança (Chinjeolhan geumjassi, Coréia do Sul, 2005), de Park Chan-wook
96 - Morvern Callar (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2002), de Lynne Ramsay
95 – Amores Brutos (Amores perros, México, 2000), de Alejandro González Iñárritu
94 – Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth, EUA, 2006), de Davis Guggenheim
93 – O Clã das Adagas Voadoras (Shi mian mai fu, China/Hong Kong, 2004), de Zhang Yimou
92 – Coisas Belas e Sujas (Dirty Pretty Things, Reino Unido, 2002), de Stephen Frears
91 - A Floresta de Lantana (Lantana, Austrália/ Alemanha, 2001), Ray Lawrence
90 – Penetras Bons de Bico (Wedding Crashers, EUA, 2005), de David Dobkin
89 – Escola de Rock (The School of Rock, EUA/Alemanha, 2003), de Richard Linklater
88 – Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, EUA, 2001), de Wes Anderson
87 – O Tempo e o Vento (Bes vakit, Turquia, 2006), de Reha Erdem
86 – O Orfanato (El orfanato, México/Espanha, 2007), de Juan Antonio Bayona
85 – A Professora de Piano (La pianiste, Alemanha/ Polônia/França/Áustria, 2001), de Michael Haneke
84 – Hotel Ruanda (Hotel Rwanda, Reino Unido/EUA/Itália/África do Sul, 2004), de Terry George
83 – Vento da Liberdade (The Wind that Shakes the Barley, Irlanda/Reino Unido/Alemanha/Itália/ Espanha/França, 2006), de Ken Loach
82 – As Coisas Simples da Vida (Yi yi, Taiwan/ Japão, 2000), de Edward Yang
81 – In The Loop (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2009), de Armando Iannucci
80 – Eu, Você e Todos Nós (Me and You and Everyone We Know, EUA/Reino Unido, 2005), de Miranda July
79 - A Grande Viagem (Le grand voyage, França/ Marrocos, 2004), de Ismaël Ferroukhi
78 – As Confissões de Schmidt (About Schmidt, EUA, 2002), de Alexander Payne
77 – Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, Canadá/EUA/Alemanha, 2002), de Michael Moore
76 - Control - A História de Ian Curtis (Control, Reino Unido/EUA/Austrália/Japão, 2007), de Anton Corbijn
75 – Fale com Ela (Hable con ella, Espanha, 2002), Pedro Almodóvar
74 – O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, Espanha/México/EUA, 2006), de Guillermo del Toro
73 – De Tanto Bater, Meu Coração Parou (De battre mon coeur s'est arrêté, 2005), de Jacques Audiard
72 – Guerra ao Terror (The Hurt Locker, EUA, 2008), de Kathryn Bigelow
71 – Monstros S/A (Monsters, Inc., EUA, 2001), de Pete Docter, David Silverman e Lee Unkrich
70 – Entre os Muros da Escola (Entre les murs, França, 2008), de Laurent Cantet

69 – Persépolis (Persepolis, França/EUA, 2007), de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi
68 - Amnésia (Memento, EUA, 2000), de Christopher Nolan
67 – Gomorra (Gomorra, Itália, 2008), de Matteo Garrone
66 – Cidade de Deus (Brasil/França, 2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
65 – Valsa com Bashir (Vals im Bashir, Israel/ Alemanha/França/EUA/Finlândia/Suíça/Bélgica/ Austrália, 2008), de Ari Folman
64 – A Criança (L'enfant, Bélgica/França, 2005), de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
63 – Sangue Negro (There Will Be Blood, EUA, 2007), de Paul Thomas Anderson
62 – Âncora – A Lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The Legend of Ron Burgundy, EUA, 2004), de Adam McKay
61 – A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikajushi, Japão, 2001), de Hayao Miyazaki
60 – A Lula e a Baleia (The Squid and the Whale, EUA, 2005), de Noah Baumbach

59 – Ser e Ter (Être et avoir, França, 2002), de Nicolas Philibert
58 – Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, Reino Unido/França, 2004), de Edgar Wright
57 – Le conseguenze dell'amore (Sem título no Brasil, Itália, 2004), de Paolo Sorrentino
56 – Volver (Volver, Espanha, 2006), de Pedro Almodóvar
55 – Chopper - Memórias de um Criminoso (Chopper, Austrália, 2000), de Andrew Dominik
54 – Papai Noel às Avessas (Bad Santa, EUA/Alemanha, 2003), de Terry Zwigoff
53 – Milk (Milk, EUA, 2008), de Gus Van Sant
52 – O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener, Reino Unido/Alemanha, 2005), de Fernando Meirelles
51 – O Quarto do Filho (La stanza del figlio, Itália/França, 2001), de Nanni Moretti

50 – O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (The Lord of The Rings: The Return of the King, EUA/Nova Zelândia/Alemanha, 2003), de Peter Jackson
49 – Ligeiramente Grávidos (Knocked Up, EUA, 2007), de Judd Apatow
48 – Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, EUA, 2006), de Jonathan Dayton e Valerie Faris
47 – Meu Amor de Verão (My Summer of Love, Reino Unido, 2004), de Pawel Pawlikowski
46 – Traffic (Traffic, Alemanha/EUA, 2000), de Steven Soderbergh
45 – Touching the Void (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2003), de Kevin Macdonald
44 – Sob a Areia (Sous le sable, França, 2000), de François Ozon
43 – Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, EUA/Reino Unido, 2008), de Christopher Nolan
42 – Os Incríveis (The Incredibles, EUA, 2004), de Brad Bird
41 – Filhos da Esperança (Children of Men, Japão/ Reino Unido/EUA, 2006), de Alfonso Cuarón
40 – Syriana - A Indústria do Petróleo (Syriana, EUA, 2005), de Stephen Gaghan
39 – Encontros e Desencontros (Lost in Translation, EUA/Japão, 2003), de Sofia Coppola
38 – Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, França/EUA, 2001), de David Lynch
37 – Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar-wai
36 – Na Captura dos Friedmans (Capturing the Friedmans, EUA, 2003), de Andrew Jarecki
35 – E Sua Mãe Também (Y tu mamá también, México, 2001), de Alfonso Cuarón
34 – Procurando Nemo (Finding Nemo, EUA, 2003), de Andrew Stanton e Lee Unkrich
33 – Um Casamento à Indiana (Monsoon Wedding, Índia/EUA/França/Itália/Alemanha, 2001), de Mira Nair
32 – Gladiador (Gladiator, Reino Unido/EUA, 2000), de Ridley Scott
31 – Iraq in Fragments (Sem título no Brasil, EUA, 2006), de James Longley
30 – Irreversível (Irréversible, França, 2002), de Gaspar Noé
29 – Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich, EUA, 1999), de Spike Jonze
28 – O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le papillon, França/EUA, 2007), de Julian Schnabel
27 – Sideways – Entre Umas e Outras (Sideways, EUA, 2004), de Alexander Payne
26 – Minority Report – A Nova Lei (Minority Report, EUA, 2002), de Steven Spielberg
25 – Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, Dinamarca/Alemanha/Holanda/Itália/EUA/Reino Unido/França/Suécia/Finlândia/Islândia/Noruega, 2000), de Lars von Trier
24 – Extermínio (28 Days Later..., Reino Unido, 2002), de Danny Boyle
23 – O Equilibrista (Man on Wire, Reino Unido/ EUA, 2008), de James Marsh
22 – Longe do Paraíso (Far from Heaven, EUA/ França, 2002), de Todd Haynes
21 – Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck, EUA/Reino Unido/França/Japão, 2005), de George Clooney
20 – Donnie Darko (Idem, EUA, 2001), de Richard Kelly
19 – Voo United 93 (United 93, França/Reino Unido/EUA, 2006), de Paul Greengrass
18 – Deixa Ela Entrar (Lat den rätte komma in, Suécia, 2008), de Tomas Alfredson

17 – O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, Canadá/EUA, 2005), de Ang Lee
16 – Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, EUA, 2004), de Michel Gondry
15 – A Queda (Der Untergang, Alemanha/Itália/ Áustria, 2004), de Oliver Hirschbiegel
14 – 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamâni si 2 zile, Romênia, 2007), de Cristian Mungiu
13 – This Is England (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2006), de Shane Meadows
12 – A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006), de Florian Henckel von Donnersmarck
11 – Borat (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan, EUA, 2006), de Larry Charles
10 – Hunger (Sem título no Brasil, Reino Unido/ Irlanda, 2008), de Steve McQueen
9 – A Rainha (The Queen, Reino Unido/França/Itália, 2006), de Stephen Frears
8 – Cassino Royale (Casino Royale, EUA/Reino Unido/Alemanha/República Tcheca, 2006), de Martin Campbell
7 – O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland, Reino Unido, 2006), de Kevin Macdonald
6 – Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Reino Unido, 2008), de Danny Boyle e Loveleen Tandan
5 – Team America – Detonando o Mundo (Team America: World Police, EUA/Alemanha, 2004), de Trey Parker
4 – O Homem-Urso (Grizzly Man, EUA, 2005), de Werner Herzog
3 – Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, EUA, 2007), de Joel Coen e Ethan Coen
2 – A Supremacia Bourne (The Bourne Supremacy, EUA/Alemanha, 2004) e O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, EUA/Alemanha, 2007), de Paul Greengrass
1 – Caché (Caché, França/Áustria/Alemanha/Itália/ EUA, 2005), de Michael Haneke.

(Foto: http://www.2001video.com.br/)

Festival do Amazonas divulga lista de premiados

A 6ª edição do Amazonas Film Festival encerrou-se na última quinta-feira, 12 de novembro. E os longas-metragens premiados foram:

a) Ficção:
1 - Grande Prêmio do Júri: Sansão e Dalila (Samson and Delilah, Austrália, 2009), de Warwick Thornton
2 - Prêmio do Júri: Cochicho com o Vento (Sirta la gal ba, Iraque, 2009), de Shahram Alidi
3 - Prêmio do Público: A Estrada (The Road, EUA, 2009), de John Hillcoat.

b) Documentário:
1 - Grande Prêmio do Júri: Wild Opera (Sem título no Brasil, França, 2009), de Laurent Frapat
2 - Prêmio do Júri: Green (Sem título no Brasil, França, 2009), de Patrick Rouxel, e Lost Gorillas of Virunga (Sem título no Brasil, EUA, 2009), de Michael Davie
3 - Prêmio do Público: Crude (Sem título no Brasiul, EUA, 2009), de Joe Berlinger.

7 de novembro de 2009

Era uma vez em 7 de novembro de 2009

ANSELMO DUARTE (89 anos, de acidente vascular cerebral), ator, diretor, roteirista e produtor brasileiro, que começou como ator, nos anos 1940, e atuou em 37 filmes, até 1987; foi galã de chanchadas da Atlântida carioca como Carnaval no Fogo (1949) e Aviso aos Navegantes (1950), e estrelou melodramas da Vera Cruz paulista como Tico-Tico no Fubá (1952), Apassionata (1952) e Sinhá Moça (1953); dos 11 filmes que dirigiu, o mais importante foi O Pagador de Promessas (1962), que arrebatou o prêmio de melhor filme no Festival de Cannes, feito repetido nos festivais de Cartagena, Colômbia, e de São Francisco, Estados Unidos; outros filmes interessantes que dirigiu são Vereda da Salvação (1964), O Descarte (1973) e O Crime do Zé Bigorna (1977). Recebeu prêmios pela carreira do Festival de Gramado, em 1992, e da Mostra Internacional de São Paulo, em 2003.


Dados biográficos: Anselmo Duarte nasceu em 21 de abril de 1920, em Salto (SP). Foi casado com a atriz Ilka Soares, com quem teve um casal de filhos. Teve mais dois filhos de outros casamentos. Vivia em sua cidade natal desde 1987, quando se afastou do cinema.

'Sem Destino': há 40 anos em cartaz

Nos anos 1960, a juventude se rebelou contra os valores das gerações antecedentes para viver como os lírios do campo e as aves do céu, entregue de corpo e alma a um ideal imediatista: “sexo, drogas e rock’n’roll”. A utopia não foi longe, mas gerou ao menos dois fenômenos culturais consideráveis: o Festival de Woodstock e o filme Sem Destino (Easy Rider, 1969), que acabam de completar 40 anos.


O filme é um road movie original, que acompanha o trajeto de dois motoqueiros sem eira nem beira, que partem de Los Angeles, no extremo oeste dos Estados Unidos, em direção ao sudeste do país. Após ganhar um punhado de dólares traficando cocaína, resolvem conhecer o Mardi Gras, o carnaval de New Orleans.

A respeito dos jovens, Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper), só se sabe que são de Los Angeles e nada mais. Não têm sequer sobrenomes. Nenhum vínculo ou compromisso de qualquer natureza. O último símbolo de compromisso é o relógio de Wyatt, que ele lança fora como se fosse algo maléfico. A ênfase dada ao seu gesto não deixa dúvida de que ele jamais se submeterá, outra vez, a qualquer forma de controle da civilização.

De imediato, por seus interesses e objetivos afins, os jovens parecem muito semelhantes. Mas as suas condutas em relação a terceiros revelam o quanto são diferentes entre si. Wyatt é calmo, receptivo, conciliador. Billy, ao contrário, é inquieto, agressivo e provocador.

Em companhia de um bicho-grilo que lhes pede carona, visitam uma comunidade hippie onde todos parecem ter a cabeça aureolada. A cena da refeição comunitária, então, ganha ares de uma epifania. Reunidos em círculo, como uma congregação de fiéis, aguardam a oração do líder. O ritual assume tal gravidade que evoca a Santa Ceia. Em panorâmica lenta, a partir do rosto do líder, a câmera gira 360 graus antes que ele comece a falar. Seu cabelo e sua barba remetem à figura de Cristo. Mas, por ironia, o ator se parece mesmo é com Charles Manson.

O filme está carregado, também, de referências aos filmes de faroeste. Várias paisagens por onde os motoqueiros passam, no Arizona, Utah e Novo México, fazem parte do imaginário desse gênero de filmes. Sem faltar o Monument Valley, que serviu de locações para inúmeros faroestes, inclusive nove de John Ford, que o revelou para o cinema em No Tempo das Diligências (1939).

Até os nomes dos motoqueiros reverberam figuras míticas do Velho Oeste: Wyatt lembra Wyatt Earp, lendário xerife, e Billy lembra Billy the Kid, bandido que o cinema alçou ao panteão. E mais: após ter falado em lutar na vastidão com índios e caubóis por todos os lados, Billy brinca de mocinho e bandido com as crianças da comunidade hippie.
A fixação na iconografia do Velho Oeste sugere que os motoqueiros são descendentes dos heroicos pioneiros, que ora empreendem o trajeto inverso, rumo à costa leste, onde começou a colonização do país.

Numa cena em particular fica claro o propósito de estabelecer um elo entre o presente e o passado. É quando Wyatt e Billy param numa fazenda para consertar os pneus das motos e encontram dois caubóis pondo ferradura no cavalo. Há um enquadramento em que se veem o caubói que fixa a ferradura na pata do cavalo, em primeiro plano, e os motoqueiros ajeitando as rodas de suas motos, em segundo plano.

De passagem por certa cidade, os motoqueiros são presos por desrespeitarem norma local. Na prisão, conhecem o advogado George Hanson (Jack Nicholson), recolhido por embriaguez. Liberados ao mesmo tempo, George embarca na viagem deles, literal e metaforicamente. Enquanto aprende a fumar baseado, filosofa sobre a condição dos dois heróis, que nada enxergam adiante do cigarro de maconha: “Não têm medo de vocês, mas do que vocês representam”; “para eles, vocês representam a liberdade”; “falar de liberdade e vivê-la são duas coisas diferentes”.

À medida que avançam para o sul, as pessoas que eles encontram se mostram cada vez mais preconceituosas e ameaçadoras. Na parada em um café, eles são francamente hostilizados pelos homens, que depois os seguem até o pouso para agredi-los a pauladas, e matam o advogado.

Em New Orleans, no entanto, os motoqueiros se sentem em casa. Esbaldam-se em comer e beber ao som de um “Kyrie Eleison”. Imagens do jantar são intercaladas com imagens da igreja e do bordel que visitam. A mescla de sagrado e profano, aliás, é a tônica nas cenas de New Orleans.

Do bordel, saem para o Mardi Gras com duas prostitutas. Depois para o cemitério, onde Wyatt saca o LSD que ganhou na comunidade hippie. Segue-se a impressionante sequência do delírio coletivo, induzido pela droga: imagens díspares em profusão, nas quais o sagrado e o profano estão imbricados. Cada qual com seu delírio particular e solilóquio desconexo. As imagens e as palavras exprimem suas dores inconscientes – resta saber se das personagens ou dos próprios atores.

O delírio é a parte mais complexa de toda a narrativa quase sempre linear. A fim de preparar o espectador para essa sequência, desde muito antes a montagem complica, progressivamente, as transições de um plano a outro. Nesses momentos, trechos finais do plano precedente são alternados com trechos iniciais do plano subsequente, até que este se fixe. Isto, naturalmente, causa certo estranhamento, por não se perceber, de pronto, motivo que justifique a exacerbação do corte. Em contrapartida, há oportunidades em que o corte é seco, elíptico, como na prisão dos motoqueiros e na apresentação deles, sem qualquer anúncio, em News Orleans.

Os experimentos da montagem não param por aí. Em dois momentos do filme, justapõem-se planos em que a câmera se movimenta em sentidos opostos. Com a predominância de planos dos motoqueiros seguindo da esquerda para a direita, são inseridos planos, sem a presença deles, em que o movimento se dá da direita para a esquerda.

O primeiro momento ocorre logo após a entrada dos motoqueiros no estado da Louisiana, onde a vegetação é exuberante, ainda acompanhados do advogado. Enquanto atravessam uma cidade, são vistos dois cemitérios. Entre o segundo cemitério e a parada no café, onde se encontram os virtuais assassinos do advogado, alguns planos de movimento reverso são inseridos alternadamente.

Mais para o final, quando os motoqueiros já se aproximam de seus algozes, a inversão de movimentos se repete. Nos planos de movimento invertido, vê-se o rio de cima da ponte pela qual os motoqueiros acabaram de passar. Nesse ponto, tem-se também a inserção de um plano dos motoqueiros ainda sobre a ponte já deixada para trás.
Nada disso é casual ou gratuito, evidentemente. O procedimento se encaixa em dois momentos cruciais, que precedem ações violentas e morte. Pode-se conjeturar, portanto, que tais planos revertidos exprimem um possível desejo do “narrador” de fazer a história retroceder. Ou, ao pressentir-se o fim dos motoqueiros, tenta-se atrasar a consumação da tragédia.

A morte dos motoqueiros é antecipada na sequência do bordel, por outro efeito da montagem – o flash-forward. Quando Wyatt lê uma frase sobre o que a morte faz em relação à reputação de um homem, a montagem insere um trecho do plano aéreo final, com a moto incendiada.

Privilegiadas pelo admirável trabalho de câmera, as motos são as grandes estrelas do filme. Seus deslocamentos por paisagens que se renovam, ao som de belas canções, imprimem tal fluidez à narrativa que o espetáculo resultou muito atraente. E, quando os jovens são alvejados, as motos é que parecem ser as vítimas. No caso de Wyatt, então, só se vê a mota partida voando e, depois, em chamas.

Na fotografia, abusa-se das exposições frente ao sol, poluindo as imagens com flair (reflexo do sol na lente da câmera). É um elemento perturbador que se introduz na harmonia dos enquadramentos, possível prenúncio do grande desequilíbrio que é a morte violenta, reforçando a visão de quatro cemitérios ao longo do filme. Ou, quem sabe, uma preparação para a sequência do delírio, na qual há um flair enorme, além de um zum que simula o mergulho da câmera diretamente no sol.

O lançamento do filme se deu em julho de 1969, em Nova York, mas só em setembro foi estendido para todo o país. A ocasião não poderia ser melhor, dada a proximidade com o Festival de Woodstock, o maior evento do tipo de todos os tempos. Cerca de 500 mil pessoas reunidas em uma fazenda, durante três dias do meado de agosto, apenas para ouvir rock e usar drogas. Um assombro, considerando-se que não se registrou uma única ocorrência policial.

Naquela altura, porém, o movimento hippie já estava contaminado com o vírus que o poria em xeque. Dias antes do festival, em 9 de agosto, Charles Manson, líder de uma comunidade semelhante à vista no filme, mandou executar todas as pessoas que se encontravam na casa do cineasta Roman Polanski. No episódio morreram cinco pessoas, inclusive a atriz Sharon Tate, mulher do cineasta, grávida no oitavo mês. Nem a magnitude de Woodstock poderia encobrir esse outro lado da moeda: a droga pode também provocar desequilíbrio mental de consequências imprevisíveis.

Não resta dúvida de que Sem Destino é um retrato daquela época. E um veículo de mensagens que toda uma geração queria ouvir, em especial o blablablá do advogado sobre a liberdade. Por isso mesmo faturou uma fábula. Tendo custado menos de 400 mil dólares, rendeu perto de 20 milhões somente nos Estados Unidos.

Mas é um retrato ambíguo. Os motoqueiros são seres vazios, incapazes de refletir para além de suas contidianeidades. Nas suas mentes, nada além da droga e de sonhos fúteis. Agem como zumbis, desligados da realidade. Não processam os sinais do perigo crescente à sua volta, nem possuem o instinto de autopreservação básico que incita à fuga. Tudo isso suscita uma indagação: eles são o modelo de toda aquela gente de Woodstock?
(Foto: http://www.2001video.vom.br/)
(Texto publicado pelo Jornal Opção de 27 de setembro a 3 de outubro de 2009, e pelo saite Revista Bula.)

1 de novembro de 2009

Era uma vez em 17 de outubro de 2009

ROSANNA SCHIAFFINO (69 anos, de câncer no seio), atriz e uma das beldades do cinema italiano; sua carreira durou apenas duas décadas (de 1956 a 1976), mas apareceu em mais de 40 filmes; teve seu melhor momento nos anos 1960, quando era requisitada para produções internacionais; entre seus filmes dignos de nota estão A Provocação (La sfida, 1958), A Longa Noite de Loucuras (La notte brava, 1959), A Cidade dos Desiludidos (Two Weeks in Another Town, 1962), Os Vitoriosos (The Victors, 1963), A Mandrágora (La mandragola, 1965) e El Greco (Idem, 1966).
(Foto: http://www.allposters.com/)

Dados biográficos: Rosa Anna Schiaffino nasceu em 25 de novembro de 1939, em Gênova, Itália. Tendo sido Miss Ligúria, chegou a ter sua beleza comparada à de Hedy Lamarr, chamada de "Hedy Lamarr Italiana". Foi casada com o produtor Alfredo Bini, com quem teve um filho.

26 de outubro de 2009

'Ressaca' conquista festival gaúcho

O filme Ressaca, do cineasta carioca Bruno Vianna, recebeu três dos quatro prêmios mais importantes do Festival CineEsquemaNovo, de Porto Alegre, que se encerrou no último sábado, 24 de outubro.
A seguir a lista dos longas-metragens premiados:
1 - Melhor filme (júri): Ressaca (2008), de Bruno Vianna
2 - Melhor filme (público): Ressaca
3 - Melhor diretor: Gustavo Beck, pelo documentário A Casa de Sandro (2009)
4 - Melhor ator: João Pedro Zappa, por Ressaca
5 - Menção honrosa: Loveless (2009), de Cláudio Gonçalves.
Conforme noticiou o saite G1.

23 de outubro de 2009

Festival de Roma premia filme de estreante

O 4º Festival Internacional de Cinema de Roma, encerrado hoje, concedeu o prêmio Marco Aurélio de Ouro de melhor filme a Fraternidade, do diretor dinamarquês estreante Nicolo Donato.
A seguir, os principais premiados:
1 - Melhor filme: Fraternidade (Broderscab, Dinamarca, 2009), de Nicolo Donato
2 - Melhor atriz: Helen Mirren, por A Última Estação (The Last Station, Alemanha/Rússia/Reino Unido, 2009), de Michael Hoffman
3 - Melhor ator: Sergio Castellitto, por Levanta a Cabeça (Alza la testa, Itália, 2009), de Alessandro Angelini
4 - Grande Prêmio do Júri: O Homem que Virá (L'Uomo che verrà, Itália, 2009), de Giorgio Diritti.
A atriz norte-americana Meryl Streep recebeu o Marco Aurélio de Ouro pela carreira.
O júri foi presidido pelo cineasta Milos Forman.
Texto baseado em notícia do UOL News.

21 de outubro de 2009

Era uma vez em 19 de outubro de 2009

JOSEPH WISEMAN (91 anos, de causa não divulgada), ator norte-americano de papéis menores que ele tornava marcantes; conseguiu seu maior recall como o antagonista de James Bond em O Satânico Dr. No (Dr. No, 1962); com uma longa folha de serviços prestados à TV, atuou em pouco mais de 20 filmes, dentre os quais se destacam ainda Chaga de Fogo (Detective Story, 1951), Viva Zapata! (Idem, 1952), O Passado Não Perdoa (Unforgiven, 1960) e Mato em Nome da Lei (Lawman, 1971).


Dados biográficos: Joseph Wiseman nasceu em 15 de maio de 1918, em Montreal, Canadá. Sua família emigrou para os Estados Unidos quando ele era ainda criança. Nos anos 1930, quando iniciou a carreira na Broadway, ele recebeu críticas elogiosas por sua atuação em peças de grandes autores. Era viúvo da dançarina e coreógrafa Pearl Lang (1921-2009) e tinha um filho do primeiro casamento.

Era uma vez em 17 de outubro de 2009

VIC MIZZY (87 anos, de colapso cardíaco), compositor norte-americano que ficou rico graças ao tema que compôs para a série de TV A Família Addams, usado também nos filmes A Família Addams (The Addams Family, 1991) e A Família Addams 2 (Addams Family Values, 1993); no cinema, compôs trilhas para pouco mais de dez filmes, três dos quais dirigidos pelo especialista em terror William Castle: Quando Descem as Trevas (The Night Walker, 1964), O Cadáver Ambulante (The Busy Body, 1967) e Está Sobrando um Fantasma (The Spirit Is Willing, 1967). Nasceu em 9 de janeiro de 1922, em Nova York.

17 de outubro de 2009

Clint Eastwood recebe mais um prêmio francês

Não resta mais dúvida: os franceses adoram o cinema do tough guy Clint Eastwood. O ator e diretor norte-americano recebeu neste sábado, 17, o Prêmio Lumière, pelo conjunto da obra. A entrega foi feita pelo cineasta Bertrand Tavernier. Na oportunidade, Eastwood prestou homenagem aos irmãos franceses que inventaram o cinema: "Devemos muito a August e Louis Lumière. Pessoalmente, devo-lhes 60 anos de trabalho".
Essa foi a terceira honraria que a França concedeu a Clint Eastwood. Em fevereiro de 2009, ele havia recebido uma Palma de Ouro especial, também pelo conjunto da obra, concedida pelo Festival de Cannes; e, em fevereiro de 2007, a Legião da Honra, a mais importante condecoração do governo da França.

Fonte da notícia: UOL News e G1.

14 de outubro de 2009

Era uma vez em 13 de outubro de 2009

AL MARTINO (82 anos, de causa não divulgada), cantor norte-americano, conhecido dos cinéfilos por ter interpretado o cantor Johnny Fontane no filme O Poderoso Chefão (1972), papel que repetiu em O Poderoso Chefão III (1990). Nascido Alfred Cini, em 7 de outubro de 1927, em Filadélfia, Pensilvânia, deixou viúva e um casal de filhos. Era pai da produtora, cinegrafista, diretora e musicista Alison Martino.

12 de outubro de 2009

Festival do Rio 2009: a lista dos premiados

O Festival do Rio 2009, encerrado na última quinta-feira, 9, concedeu seu prêmio mais importante ao filme Os Famosos e os Duendes da Morte. Os premiados na categoria longa-metragem foram:
1 - Melhor filme de ficção (júri): Os Famosos e os Duendes da Morte (Brasil/França, 2009), de Esmir Filho
2 - Melhor filme de ficção (público): Sonhos Roubados (Brasil, 2009), de Sandra Werneck
3 - Melhor documentário (júri): Dzi Croquettes (Brasil, 2009), de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, e Reidy - A Construção da Utopia (Brasil, 2009), de Ana Maria Magalhães
4 - Melhor documentário (público): Dzi Croquettes
5 - Melhor direção: Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, por Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (Brasil, 2009)
6 - Melhor ator: Chico Diaz e Luiz Carlos Vasconcelos, por O Sol do Meio-Dia (Brasil, 2009)
7 - Melhor atriz: Nanda Costa, por Sonhos Roubados
8 - Melhor ator coadjuvante: Gero Camilo, por Hotel Atlântico (Brasil, 2009)
9 - Melhor atriz coadjuvante: Cássia Kiss, por Os Inquilinos (Brasil, 2009)
10 - Melhor montagem: Sérgio Bernardes, Joaquim Castro, Ana Costa, Renato Martins e Alexandra Gwaz, por Tamboro (Brasil, 2009)
11 - Melhor roteiro: Sergio Bianchi e Beatriz Bracher, por Os Inquilinos
12 - Melhor fotografia: Heloísa Passos, por Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo e O Amor Segundo B. Schianberg (Brasil, 2009)
13 - Prêmio especial do júri: Tamboro, de Sérgio Bernardes.

26 de setembro de 2009

Festival de San Sebastián premia filme chinês

O 57º Festival de Cinema de San Sebastián, Espanha, terminou hoje.
A seguir, a relação dos premiados:
1 - Melhor filme (júri): City of Life and Death (China/Hong Kong, 2009), de Lu Chuan
2 - Melhor diretor: Javier Rebollo, por La mujer sin piano (Espanha, 2009)
3 - Melhor filme (público): Precious: Based on the Novel Push by Shapphire (EUA, 2009), de Lee Daniels
3 - Melhor ator: Pablo Pineda, por Yo, también (Espanha, 2009)
4 - Melhor atriz: Lola Dueñas, por Yo, también
5 - Prêmio especial do júri: Le refuge (França, 2009), de François Ozon
6 - Melhor roteiro: Andrew Bovell, Patricia Cornelius, Melissa Reeves e Christos Tsiolkas, por Blessed (Austrália, 2009)

7 - Melhor fotografia: Cao Yu, por City of Life and Death
8 - Prêmio Fipresci: diretor Isaki Lacuesta, por Los condenados (Espanha, 2009)
9 - Prêmio Horizontes: Gigante (Idem, Uruguai/ Argentina/Alemanha/Espanha, 2009), de Adrián Biniez.
(Foto: http://www.yenasia.com/)

24 de setembro de 2009

Era uma vez em 22 de setembro de 2009

DIRCE MIGLIACCIO (75 anos, de pneumonia), atriz brasileira que debutou no cinema em Os Mendigos (1962); atuou em outros 15 filmes, entre os quais O Assalto ao Trem Pagador (1962), A Fábula (Mitt hem är Copacabana, 1965), Guerra Conjugal (1975) e Bufo & Sapallanzani (2001). Ganhou o prêmio de melhor atriz no festival Vitória Cine Védeo, pelo curta-metragem Célia & Rosita (2000).


Dados biográficos: Dirce Migliaccio nasceu em 30 de setembro de 1933, em São Paulo. Era irmã do ator e diretor Flávio Migliaccio.

16 de setembro de 2009

Era uma vez em 14 de setembro de 2009

HENRY GIBSON (73 anos, de câncer), ator comediante norte-americano que estreou no cinema sob a direção de Jerry Lewis, em O Professor Aloprado (The Nutty Professor, 1963); teve a sorte de atuar em quatro filmes de Robert Altman: O Perigoso Adeus (The Long Goodbye, 1973), Nashville (Idem, 1975), pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante da Associação Nacional de Críticos de Cinema, Um Casal Perfeito (A Perfect Couple, 1979) e Política do Corpo e Saúde (HealtH, 1980).


Dados biográficos: Henry Gibson Bateman nasceu em 21 de setembro de 1935, em Germantown, Pensilvânia. Era viúvo e tinha três filhos.

14 de setembro de 2009

Era uma vez em 14 de setembro de 2009

PATRICK SWAYZE (57 anos, de câncer no pâncreas), ator norte-americano que fez sua estreia já no cinema, em 1979, e teve seus melhores momentos com Dirty Dancing - Ritmo Quente (Dirty Dancing, 1987) e Ghost - Do Outro Lado da Vida (Ghost, 1990); sua filmografia de mais de 30 títulos inclui ainda Vidas sem Rumo (The Outsiders, 1983), Marcados pelo Ódio (Next of Kin, 1989), Caçadores de Emoção (Point Break, 1991), Donnie Darko (Idem, 2001) e A Última Dança (One Last Dance, 2003). Ganhou uma estrela na Calçada da Fama em 1997.


Dados biográficos: Patrick Wayne Swayze nasceu em 18 de agosto de 1952, em Houston, Texas. Era filho da coreógrafa Patsy Swayze e irmão do ator Don Swayze. Deixou viúva a atriz e diretora Lisa Niemi, com quem era casado desde 1975.

12 de setembro de 2009

Veneza 2009: a relação dos vencedores

O filme Lebanon conquistou neste sábado, 12, o Leão de Ouro de melhor filme no 66º Festival de Cinema de Veneza. E o ator e diretor Sylvester Stallone recebeu, por sua contribuição ao cinema, o prêmio Jaeger-LeCoultre. À margem do festival, o filme A Single Man ganhou o Leão Gay, concedido pela associação cultural Cinemarte, como o melhor filme de temática homossexual.
A seguir, a lista dos principais premiados:
1 - Melhor filme: Lebanon (Alemanha/Israel/França/ Líbano, 2009), de Samuel Maoz e Maoz Shmulik
2 - Melhor direção: Shirin Neshat, por Mulheres sem Homens (Zanan-e bedun-e mardan, Alemanha/ Áustria/França, 2009)
3 - Prêmio especial do júri: Soul Kitchen (Alemanha, 2009), de Fatih Akin
4 - Melhor ator: Colin Firth, por A Single Man (EUA, 2009), de Tom Ford
5 - Melhor atriz: Kseniya Rappoport, por La doppia ora (Itália, 2009), de Giuseppe Capotondi
6 - Melhor roteiro: Todd Solondz, por Life During Wartime (EUA, 2009), de Todd Solondz
7 - Melhor filme de diretor estreante: Pepe Diokno, por Engkwentro (Filipinas, 2009)
8 - Melhor cenografia: Sylvie Olivé, por Mr. Nobody (Canadá/Bélgica/França/Alemanha, 2009), de Jaco van Dormael
9 - Prêmio revelação: atriz Jasmine Trinca, por Il grande sogno (Itália/França, 2009), de Michele Placido.

8 de setembro de 2009

Os 50 melhores filmes de diretores estreantes

Para celebrar a "irada" estreia do diretor Neill Blomkamp, com o filme Distrito 9 (District 9, 2009), o saite londrino TimeOut divulgou seu ranking de 50 filmes de diretores estreantes que considera os melhor concebidos, mais requintados e mais influentes de todos os tempos.

Veja a lista completa, na ordem inversa de classificação:
50) Sem Destino (Easy Rider, EUA, 1969), de Dennis Hopper
49) Jogue a Mamãe do Trem (Throw Momma from the Train, EUA, 1987), de Danny DeVito
48) Kids (Idem, EUA, 1995), de Larry Clark
47) Carrossel da Esperança (Jour de fête, França, 1949), de Jacques Tati
46) Digam o que Disserem (Say Anything, EUA, 1989), de Cameron Crowe
45) Policial Violento (Sono otoko, kyôbô ni tsuki, Japão, 1989), de Takeshi Kitano
44) Bob, Carol, Ted e Alice (Bob & Carol & Ted & Alice, EUA, 1969), de Paul Mazursky
43) Celia (Sem título no Brasil, Austrália, 1989), de Ann Turner
42) George Washington (Idem, EUA, 2000), de David Gordon Green
41) Pistoleiro sem Destino (The Hired Hand, EUA, 1971), de Peter Fonda
40) Sozinho Contra Todos (Seul contre tous, França, 1998), Gaspar Noé
39) Repo Man - A Onda Punk (Repo Man, EUA, 1984), Alex Cox
38) Pepi, Luci e as Outras (Pepi, Luci, Bom y otras chicas del montón, Espanha, 1980), de Pedro Amodóvar
37) Aconteceu Perto da Sua Casa (C'Est arrivé près de chez vous, Bélgica, 1992), de Rémy Belvaux, André Bonzel e Benoît Poelvoorde
36) Isto É Spinal Tap (This Is Spinal Tap, EUA, 1984), de Rob Reiner
35) Quando os Jovens Se Tornam Adultos (Diner, EUA, 1982), de Barry Levinson
34) Acossado (À bout de souffle, França, 1960), de Jean-Luc Godard
33) Um Dia em Nova York (On the Town, EUA, 1949), de Stanley Donen e Gene Kelly
32) Pura Adrenalina (Bottle Rocket, EUA, 1996), de Wes Anderson
31) Na Mira da Morte (Targets, EUA, 1968), de Peter Bogdanovich
30) A Canção da Estrada (Pather Panchali, Índia, 1955), de Satyajit Ray
29) Alice (Neco z Alenky, Tchecoslováquia/Suíça/Reino Unido/Alemanha Ocidental, 1988), de Jan Svankmajer
28) Killer of Sheep (Sem título no Brasil, EUA, 1977), de Charles Burnett
27) A Morte do Demônio (The Evil Dead, EUA, 1981), de Sam Raimi
26) Mad Max (Idem, Austrália, 1979), de George Miller
25) A Faca na Água (Nóz w wodzie, Polônia, 1962), de Roman Polanski
24) A Idade do Ouro (L'Age d'or, França, 1930), de Luis Buñuel
23) Sombras (Shadows, EUA, 1959), de John Cassavetes
22) O Homem que Se Vendeu (The Great McGinty, EUA, 1940), de Preston Sturges
21) Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, EUA, 1992), de Quentin Tarantino
20) Primer (Idem, EUA, 2004), de Shane Carruth
19) Portais do Céu (Gates of Heaven, EUA, 1978), de Errol Morris
18) Eraserhead (Idem, EUA, 1977), de David Lynch
17) Buffalo '66 (Sem título no Brasil, EUA, 1998), de Vincent Gallo
16) Bleak Moments (Sem título no Brasil, Reino Unido, 1971), de Mike Leigh
15) Vivendo na Corda Bamba (Blue Collar, EUA, 1978), de Paul Schrader
14) Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (Airplane!, EUA, 1980), de Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker
13) O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, EUA, 1974), de Tobe Hooper
12) Perversa Paixão (Play Misty for Me, EUA, 1971), de Clint Eastwood
11) Desajuste Social (Accattone, Itália, 1961), de Pier Paolo Pasolini
10) Peformance (Idem, Reino Unido, 1970), de Nicolas Roeg e Donald Cammell
9) Relíquia Macabra (The Maltese Falcon, EUA, 1941), de John Huston
8) A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, EUA, 1968), de George A. Romero
7) Os Incompreendidos (Les quatre cents coups, França, 1959), de François Truffaut
6) Amarga Esperança (They Live by Night, EUA, 1948), de Nicholas Ray
5) Gosto de Sangue (Blood Simple., EUA, 1984), de Joel e Ethan Coen
4) Atalante (L'Atalante, França, 1934), de Jean Vigo
3) Terra de Ninguém (Badlands, EUA, 1973), de Terrence Malick
2) Cidadão Kane (Citizen Kane, EUA, 1941), de Orson Welles
1) O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter, EUA, 1955), de Charles Laughton.

4 de setembro de 2009

Walter Salles recebe prêmio em Veneza

O cineasta brasileiro Walter Salles (foto) recebeu hoje em Veneza, Itália, o prêmio Robert Bresson, concedido pela Fondazione Ente dello Spettacolo e pela Rivista del Cinematografo, por dar em seus filmes um "testemunho importante, sincero e intenso da difícil busca do significado espiritual da vida".
Na oportunidade, Salles declarou: "Bresson e Antonioni foram dois diretores fundamentais para mim quando era criança. Bresson, porque me fez compreender o valor do tempo e do silêncio, e Antonioni, pelo valor do espaço".
Salles já dirigiu mais de dez filmes, inclusive os sucessos de crítica e público Central do Brasil (1998) e Linha de Passe (2008), o último co-dirigido por Daniela Thomas.
Entre os diretores agraciados com o prêmio, que vem sendo concedido desde 2000, citam-se Giuseppe Tornatore, Manoel de Oliveira, Theo Angelopoulos e Wim Wenders.
A cerimônia aconteceu durante o 66º Festival de Cinema de Veneza.
As informações são do saite UOL News.
(Foto: http://www.cinemagia.wordpress.com/)

2 de setembro de 2009

Oscar 2010: mudanças na eleição do melhor filme

Na próxima edição do Oscar, a votação para melhor filme será diferente. Até a edição de 2009, vigorava a votação em apenas um dos filmes indicados. De acordo com as novas regras divulgadas por Tom Sherak, o presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, os votantes deverão classificar os dez filmes indicados na ordem de preferência.

Assim, haverá também um segundo filme preferido, um terceiro, e daí por diante até o décimo. De modo tal que terá peso também a colocação em outras posições do ranking. E o vencedor poderá ser um filme que nem obteve o maior número de votos em primeiro lugar.

A apuração dos votos também será diferente. Caso algum filme receba mais de 50% dos votos como o primeiro da lista, este será o ganhador. Se não, o passo seguinte será e eliminação progressiva, a partir do filme que receber o menor número de primeiros lugares. Aquele que for votado em segundo da mesma lista passará para a primeira colocação. E assim sucessivamente, até que se chegue ao filme com a maioria de votos em primeiro lugar, que será o vencedor.

O sistema já havia sido empregado antes, mas não era usado desde 1945. Agora que o número de concorrentes a melhor filme passou de cinco para dez, ele possibilitará que o julgamente dos votantes seja considerado de modo mais preciso.
A Academia tem atualmente cerca de 5.800 membros votantes.
Fonte da notícia: UOL News.
(Foto: http://www.hploco.com/)

30 de agosto de 2009

Era uma vez em 29 de agosto de 2009

MADY RAHL (94 anos, de câncer), atriz alemã que começou a carreira nos anos 1930, nos estúdios UFA; atuou em mais de 90 filmes, dos quais poucos chegaram ao Brasil, a exemplo de Recomeça a Vida (Zu neuen Ufer, 1937), de Douglas Sirk, antes que este se transferisse para Hollywood, Bravos e Covardes - O Tubarão e os Peixes Pequenos (Haie und kleine Fische, 1957) e A Nave da Esperança (Nacht fiel über Gotenhafen, 1959), de Frank Wisbar, e Situação Crítica Porém Jeitosa (Situation Hopeless... But Not Serious, 1965), de Gottfried Reinhardt.


Dados biográficos: Edith Gertrud Meta Raschke (seu nome verdadeiro) nasceu em 3 de janeiro de 1915, em Berlin-Charlottenburg, Alemanha. Era também pintora. Foi casada três vezes, tendo por segundo marido o produtor alemão Wilhelm Sperber. Era a última estrela sobrevivente dos tempos da UFA.

29 de agosto de 2009

Era uma vez em 28 de agosto de 2009

BOB NELSON (90 anos, de parada cardíaca), cantor brasileiro que misturava a música caipira nacional com a norte-americana, por imitação ao caubói cantor Gene Autry; dos anos 1940 aos 70, apareceu em 7 filmes, entre os quais Segura Esta Mulher (1946), Este Mundo É um Pandeiro (1947) e Os Herdeiros (1970).

(Foto: reprodução; fonte: UOL News)

Dados biográficos: Nelson Roberto Perez nasceu em Campinas (SP), em 12 de outubro de 1918. Sua versão da canção "Oh, Susana", um clássico norte-americano, foi o maior sucesso da sua carreira e lhe valeu um prêmio na Rádio Cultura de São Paulo, em 1943.

21 de agosto de 2009

Era uma vez em 12 de agosto de 2009

CLIVE PARSONS (67 anos, de câncer no pâncreas), produtor britânico em ação desde a década de 1970, tendo participado de 18 produções, entre as quais dois filmes dirigidos por Franco Zeffirelli, Chá com Mussolini (Tea with Mussolini, 1999) e Callas Forever (Idem, 2002).

Dados biográficos: Anthony Simon Clive Parsons nasceu em 15 de abril de 1942, em Woking, Inglaterra. Deixou viúva e dois filhos.

19 de agosto de 2009

As 50 melhores cinebiografias - 1ª parte

Como se sabe, elaborar listas de melhores filmes, sob qualquer pretexto, é o esporte favorito dos norte-americanos. A revista Entertainment Weekly elaborou seu ranking dos 50 melhores filmes biográficos. A primeira parte da relação, do 50º ao 26º colocados, foi publicada em seu saite em 18 de agosto. Assim que sair a segunda parte, a divulgaremos para os nossos leitores.
Eis a primeira parte, na ordem inversa de classificação:
50 – O Preço do Desafio (Stand and Deliver, EUA, 1988), de Ramón Menéndez
Biografado: Jaime Escalante, garoto latino pobre que se tornou perito em cálculos e professor de sucesso.
49 – Bettie Page (The Notorious Bettie Page, EUA, 2005), de Mary Harron

Biografada: Bettie Page, a mais famosa pin-up norte-americana dos anos 1950.
48 – O Rei da Baixaria (Private Parts, EUA, 1997), de Betty Thomas
Biografado: Howard Stern, radialista norte-americano.
47 – Tina – A Verdadeira História de Tina Turner (What’s Love Got to Do with It, EUA, 1993), de Brian Gibson

Biografada: Tina Turner, cantora norte-americana.
46 – Antes do Anoitecer (Before Night Falls, EUA, 2000), de Julian Schnabel

Biografado: Reinaldo Arenas, poeta e dramaturgo cubano.
45 – La Bamba (Idem, EUA, 1987), de Luis Valdez

Biografado: Ritchie Valens, músico norte-americano.
44 – Nas Montanhas dos Gorilas (Gorillas in the Mist: The Story of Dian Fossey, EUA, 1988), de Michael Apted

Biografada: Dian Fossey, zoóloga norte-americana.
43 – Gandhi (Gandhi, Reino Unido/Índia, 1982), de Richard Attenborough

Biografado: Mahatma Gandhi, político indiano.
42 – Garota, Interrompida (Girl, Interrupted, Alemanha/EUA, 1999), de James Mangold

Biografada: Susanna Kaysen, escritora norte-americana.
41 – Norma Rae (Norma Rae, EUA, 1979), de Martin Ritt

Biografada: Crystal Lee Jordan, líder sindical norte-americana.
40 – Nixon (Idem, EUA, 1995), de Oliver Stone

Biografado: Richard Nixon, político norte-americano que foi defenestrado da Presidência dos EUA por impeachment.
39 – Patton – Rebelde ou Herói? (Patton, EUA, 1970), de Franklin J. Schaffner

Biografado: General George Patton, célebre comandante de tropas norte-americanas na II Guerra Mundial.
38 – Os Últimos Passos de um Homem (Dead Man Walking, Reino Unido/EUA, 1995), de Tim Robbins

Biografada: Helen Prejean, freira que lutou contra a execução de assassino condenado à pena de morte.
37 – Coração Valente (Braveheart, EUA, 1995), de Mel Gibson

Biografado: William Wallace, líder escocês que liderou seu povo contra a dominação de seu país pelos ingleses.
36 – Ali (Idem, EUA, 2001), de Michael Mann

Biografado: Muhammad Ali, boxeador norte-americano, campeão dos pesos pesados.
35 – O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland, Reino Unido, 2006), de Kevin Macdonald

Biografado: Idi Amin Dada, político ugandense que implantou em seu país uma ditadura de triste memória.
34 – Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind, EUA, 2001), de Ron Howard

Biografado: John Nash, matemático norte-americano ganhador do prêmio Nobel.
33 – Chaplin (Idem, Reino Unido/EUA/França/Itália, 1992), de Richard Attenborough

Biografado: Charles Chaplin, um gênio do cinema.
32 – Basquiat – Traços de Uma Vida (Basquiat, EUA, 1996), de Julian Schnabel

Biografado: Jean-Michel Basquiat, grafiteiro que virou pintor.
31 – O Aviador (The Aviator, EUA/Alemanha, 2004), de Martin Scorsese

Biografado: Howard Hughes, misto de empresário, inventor e cineasta norte-americano.
30 – O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons, Reino Unido, 1966), de Fred Zinnemann

Biografado: Sir Thomas More (ou Tomás Morus), político e escritor inglês.
29 – A Queda (Der Untergang, Alemanha/Itália/ Áustria, 2004), de Oliver Hirschbiegel

Biografado: Adolf Hitler, líder político alemão, criador do nazismo.
28 – O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le pappillon, França/EUA, 2007), de Julian Schnabel

Biografado: Jean-Dominique Bauby, jornalista francês que, em consequência de um derrame, só não ficou paralisado do olho esquerdo; piscando o olho, ele conseguiu se comunicar e ditar suas memórias.
27 – Serpico (Idem, Itália/EUA, 1973), de Sidney Lumet

Biografado: Frank Serpico, policial nova-iorquino avesso à corrupção.
26 – O Preço de uma Verdade (Shattered Glass, EUA/Canadá, 2003), de Billy Ray

Biografado: Stephen Glass, jornalista norte-americano.
(Foto: http://www.2001video.com.br/)

17 de agosto de 2009

Era uma vez em 12 de agosto de 2009

RUTH FORD (98 anos, de causa não divulgada), atriz norte-americana, descoberta por Orson Welles, que atuou em cerca de 30 filmes, a maioria produções B; fez também pequenos papéis, nem sempre creditados, em produções de pretígio como Garras Amarelas (Across the Pacific, 1942), Forja de Heróis (Air Force, 1943), Wilson (Idem, 1944), As Chaves do Reino (The Keys of the Kingdom, 1944) e O Solar de Dragonwyck (Dragonwyck, 1946); desde então, suas aparições no cinema rarearam, com maior dedicação à TV.


Dados biográficos: Ruth Ford nasceu em 7 de julho de 1911, em Hazlehurst, Mississippi. Quando na universidade, conheceu o escritor William Faulkner, de quem se tornou amiga. Era modelo quando foi descoberta por Orson Welles, que a incorporou à sua companhia Mercury Theatre. Viúva do ator Zachary Scott (1914-1965), tinha uma filha do primeiro casamento, com o ator Peter van Eyck (1911-1969).

16 de agosto de 2009

Festival de Gramado elege documentário melhor filme brasileiro

O 37º Festival de Cinema de Gramado divulgou no último sábado, 15 de agosto, a lista dos vencedores. O documentário Corumbiara, de Vincent Carelli, recebeu três Kikitos, de melhor filme brasileiro, direção e montagem. O filme peruano A Teta Assustada, que ganhou o Urso de Ouro no último festival de Berlim, também levou três Kikitos, de melhor filme latino-americano, direção e atriz.
A seguir, a relação dos premiados na categoria longa-metragem:

a) Cinema brasileiro:
1 - Melhor filme: Corumbiara (2009)

2 - Melhor diretor: Vincent Carelli, por Corumbiara, e Paulo Nascimento, por Em Teu Nome (2009)
3 - Melhor ator: Leonardo Machado, por Em Teu Nome
4 - Melhor atriz: Vivianne Pasmanter, por Quase um Tango... (2009)
5 - Melhor roteiro: Sérgio Silva, por Quase um Tango...
6 - Melhor fotografia: Katia Coelho, por Corpos Celestes (2009)
7 - Melhor montagem: Mari Corrêa, por Corumbiara
8 - Melhor direção de arte: Fabio Delduque, por Canção de Baal
9 - Melhor trilha musical: André Trento e Renato Muller, por Em Teu Nome
10 - Prêmio especial do júri: Em Teu Nome (2009), de Paulo Nascimento
11 - Prêmio da crítica: Canção de Baal (2008), de Helena Ignez.

b) Cinema latino-americano:
1 - Melhor filme (júri): A Teta Assustada (La teta asustada, Espanha/Peru, 2009)
2 - Melhor filme (público): Lluvia (Argentina, 2008), de Paula Hernández
3 - Melhor direção: Claudia Llosa, por A Teta Assustada
4 - Melhor ator: Horacio Camandule, por Gigante (Idem, Uruguai/Argentina/Alemanha/Espanha, 2009), e Matias Maldonado, por Nochebuena (Colômbia, 2008)
5 - Melhor atriz: Magaly Solier, por A Teta Assustada
6 - Melhor roteiro: Adrián Biniez, por Gigante
7 - Melhor fotografia: Guillermo Nieto, por Lluvia
8 - Prêmio especial do júri: La próxima estación (Argentina, 2008), de Fernando E. Solanas
9 - Prêmio da crítica: Gigante.

14 de agosto de 2009

Dez filmes subestimados: 10 - O Indomável

Eis o derradeiro comentário dos dez filmes subestimados, cujo texto integral foi publicado pelo Jornal Opção de 10 a 16 de maio de 2009 e pelo saite Revista Bula.


10 - O Indomável - Assim É Minha Vida (Nobody's Fool, 1994), de Robert Benton – Paul Newman faz um sessentão rusguento que enfrenta problemas que criou para si mesmo ao longo da vida, por causa do temperamento difícil. É a última variação do tipo inadequado simpático que o ator encarnou vez por outra desde a juventude.

Em contato com o filho, que abandonou criança, e com um neto da idade que o filho tinha então, ele toma consciência dos erros e decide enfrentar os fantasmas de seus antepassados. Só assim poderá ajudar o filho, que vive um momento difícil, e contribuir para a formação do neto.

Na cidadezinha coberta de neve, com poucas oportunidades de trabalho, sobreviver exige heroísmo. Ele se defende como pode e acalenta pequenos sonhos. Quando não tem trabalho, ganha uns trocados apostando no carteado ou em disputas a propósito de qualquer assunto.

O que acontece de mais interessante no filme se passa no interior da personagem – e não é verbalizado. Donde só um ator experiente e talentoso como Newman poderia dar vida a tal figura. O resultado é um drama intimista para corações sensíveis.

Era uma vez em 9 de agosto de 2009

JOHN QUADE (71 anos, de causa não divulgada), ator norte-americano característico, especializado em papéis de vilão; apareceu em mais de 20 filmes, entre os quais Má Companhia (Bad Company, 1972), O Estranho sem Nome (High Plains Drifter, 1973), Golpe de Mestre (The Sting, 1973) e Josey Wales - O Fora-da-Lei (The Outlaw Josey Wales, 1976); é mais lembrado, porém, como líder da gangue de motoqueiros de dois filmes estrelados por Clint Eastwood: Doido para Brigar, Louco para Amar (Every Which Way But Loose, 1978) e Punhos de Aço (Any Which Way You Can, 1980). Nascido em 1º de abril de 1938, em Kansas City, Kansas, deixou viúva e seis filhos.