18 de janeiro de 2010

Hollywood expõe cartazes clássicos de filmes idem

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood abrirá no próximo sábado, 23, na Grand Lobby Gallery, em Beverly Hills, a exposição The More the Merrier: Posters from the Ten Best Picture Nominees, 1936-1943 (Quanto Mais Melhor: Cartazes dos Dez Indicados a Melhor Filme, 1936-1943). Como durante o período considerado eram indicados ao Oscar dez filmes por ano, serão ao todo 80 filmes, entre os quais clássicos como O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939), Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941) e Casablanca (Casablanca, 1942).


Na exposição, que vai mostrar alguns dos mais criativos pôsteres de filmes, estarão também os cartazes de Romeu e Julieta (Romeo and Juliet, 1936), No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939), Relíquia Macabra (The Maltese Falcon, 1941) e O Diabo Disse Não (Heaven Can Wait, 1943). Entre os artistas que assinaram os trabalhos estão o romeno Jacques Kapralik, os norte-americanos Norman Rockwell e Al Hirschfeld, os franceses Boris Grinsson e Pierre Pigeot, e o italiano Ercole Brini.

A exposição permanecerá aberta até o dia 18 de abril. E o melhor de tudo é que a visitação é gratuita. Seu objetivo é chamar a atenção para o fato de que as atuais 10 indicações ao Oscar de melhor filme tem precedente histórico.

Globo de Ouro 2010: festa sem surpresas

A 67ª edição do Globo de Ouro, prêmio concedido pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, aconteceu no último domingo, 17 de janeiro, sem surpresas. Numa cerimônia discreta como de costume, o público presente se levantou para aplaudir a atriz italiana Sophia Loren, quando esta anunciou o vencedor da categoria filme em língua estrangeira. Foram também aplaudidos de pé Jeff Bridges, ao receber o prêmio de melhor ator, e Martin Scorsese, ao receber o prêmio Cecil B. DeMille pela carreira. O destaque da noite foi o humor inteligente do "host" Ricky Gervais.

Veja a seguir a lista completa dos premiados:
1 - Melhor filme (drama): Avatar (Avatar, 2009)
2 - Melhor filme (comédia ou musical): Se Beber, Não Case (The Hangover, 2009)
3 - Melhor ator (drama): Jeff Bridges, por Coração Louco (Crazy Heart, 2009)
4 - Melhor atriz (drama): Sandra Bullock, por Um Sonho Possível (The Blind Side, 2009)
5 - Melhor diretor: James Cameron, por Avatar
6 - Melhor ator (comédia ou musical): Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes (Sherlock Holmes, 2009)
7 - Melhor atriz (comédia ou musical): Meryl Streep, por Julie & Julia (Julie & Julia, 2009)
8 - Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)
9 - Melhor atriz coadjuvante: Mo'Nique, por Preciosa - Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009)
10 - Melhor filme em língua estrangeira: A Fita Branca (Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte, Áustria/Alemanha/França/Itália, 2009), de Michael Haneke
11 - Melhor filme de animação: Up - Altas Aventuras (Up, 2009), de Pete Docter e Bob Peterson
12 - Melhor roteiro: Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas (Up in the Air, 2009)
13 - Melhor trilha musical: Michael Giacchino, por Up - Altas Aventuras
14 - Melhor canção: "The Weary Kind", de T-Bone Burnett e Ryan Bingham, para o filme Coração Louco
15 - Prêmio Cecil B. DeMille: Martin Scorsese.

15 de janeiro de 2010

2009: Um bom ano para o cinema nacional

No ano que passou o cinema brasileiro teve a sua maior bilheteria dos últimos cinco anos, segundo informação da ANCINE - Agência Nacional de Cinema. Na comparação com 2008, o público de filmes nacionais cresceu 76%. Foram 16 milhões de espectadores, correspondendo a 14,28% do público total das salas exibidoras. A renda total chegou a R$ 131 milhões.


Os filmes que angariaram maior público foram Se Eu Fosse Você 2, com 5,7 milhões de espectadores, A Mulher Invisível, com 2,3 milhões, e Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas, com 2,2 milhões.

Em 2009, foram lançados 84 filmes nacionais, contra 79 em 2008. Enquanto o número de filmes estrangeiros caiu de 244 para 235, com um público de 96 milhões de pessoas.
(Foto: saite 2001 Vídeo) / Fonte da notícia: UOL Entretenimento)

11 de janeiro de 2010

Era uma vez em 11 de janeiro de 2010

ERIC ROHMER (89 anos, de causa não divulgada), cineasta francês da "nouvelle vague", que foi crítico e, inclusive, editor da revista Cahiers du Cinéma; adorado pela crítica e ignorado pelo público, não conquistou a mesma notoriedade que seus companheiros de geração; às vezes enveredava por uma temática a que dedicava todo um ciclo de filmes: Contos Morais, Comédias e Provérbios, Contos das Estações; realizou 23 filmes de longa-metragem, entre eles O Signo do Leão (Le signe du lion, 1959), A Colecionadora (La collectionneuse, 1967), prêmios Especial do Júri e de melhor filme para a juventude no Festival de Berlim, Minha Noite com Ela (Ma nuit chez Maud, 1969), prêmios de melhor filme estrangeiro no Festival de San Sebastián, de melhor filme do Sindicado Francês dos Críticos de Cinema, e de melhor roteiro do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York e da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema dos EUA, O Joelho de Claire (Le genou de Claire, 1970), prêmios de melhor filme no Festival de San Sebastián, de melhor filme do Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, e prêmio Louis Delluc da indústria francesa de cinema, A Marquesa d'O (La marquise von O..., 1976), Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes, O Raio Verde (Le rayon vert, 1986), prêmio de melhor filme no Festival de Veneza, e Conto de Outono (Conte d'automne, 1998), prêmios de melhor filme em língua estrangeira da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema dos EUA, e de melhor roteiro no Festival de Veneza. Ganhou um prêmio especial do Festival de Montreal pelo ciclo Comédias e Provérbios, em 1987; pela carreira, recebeu o prêmio Luchino Visconti da Academia do Cinema Italiano, em 1990, e o Leão de Ouro do Festival de Veneza, em 2001.


Dados biográficos: Jean-Marie Maurice Schérer (seu nome de batismo) nasceu em 20 de março de 1920, em Tulle, França. Antes de optar pelo cinema foi professor de literatura. Seu nome artístico foi concebido como homenagem ao ator e diretor Erich von Stroheim (1885-1957) e ao escritor Sax Rohmer (1883-1959).

6 de janeiro de 2010

Lista dos 10 melhores filmes da crítica carioca

A Associação dos Críticos de Cinema do Rio de Janeiro divulgou na última terça-feira, 5 de janeiro, a sua lista dos dez melhores filmes do ano, dentre os lançamentos ocorridos na cidade em 2009.

Veja a relação completa, na ordem inversa de clasificação:
10º) Cidadão Boilesen (Brasil, 2009), de Chaim Litewski
9º) Abraços Partidos (Los abrazos rotos, Espanha, 2009), de Pedro Almodóvar
8º) Deixa Ela Entrar (Lat den räte komma in, Suécia, 2008), de Tomas Alfredson
7º) Beijo na Boca, Não! (Pas sur la bouche, França/Suíça, 2003), de Alain Resnais
6º) A Troca (Changeling, EUA, 2008), de Clint Eastwood
5º) Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road, EUA/Reino Unido, 2008), de Sam Mendes
4º) Amantes (Two Lovers, EUA, 2008), de James Gray
3º) Gran Torino (Idem, EUA/Alemanha, 2008), de Clint Eastwood
2º) Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, EUA/Alemanha, 2009), de Quentin Tarantino
1º) Entre os Muros da Escola (Entre les murs, França, 2008), de Laurent Cantet.

4 de janeiro de 2010

Novas regras na obrigatoriedade de exibição de filmes nacionais

O decreto presidencial 7.061, de 30 de dezembro de 2009, introduz mudanças na obrigatoriedade de exibição de filmes brasileiros pelos cinemas, a chamada "cota de tela". Cada cinema do país deverá exibir, no mínimo, dois filmes nacionais de longa-metragem durante 28 dias do ano. No caso dos "multiplex", o número de dias aumenta progressivamente conforme a quantidade de salas existentes; o número de títulos de filmes também aumenta conforme cada caso.

Os números da cota de tela para 2010 foram fixados com base em estudos técnicos realizados pela ANCINE - Agência Nacional do Cinema, para garantir a circulação e o acesso às obras audiovisuais produzidas no país.

Esse mecanismo, adotado para proteger as produções nacionais diante da hegemonia da cinematografia estrangeira, foi estabelecido no Brasil pela primeira vez em 1934, com base no decreto 21.240, de 1932, que determinava a exibição de um filme educativo (curta-metragem) por sessão. Depois, com o decreto-lei 1.949, de 1939, teve início a obrigatoriedade para filmes de longa-metragem.

No correr do tempo, novos critérios foram adotados conforme as circunstâncias do mercado. Em 1963 a cota estava em 56 dias do ano. Com a criação do INC - Instituto Nacional do Cinema, a obrigatoriedade passou a 112 dias. Com o CONCINE - Conselho Nacional do Cinema, a cota chegou ao ponto máximo: 140 dias.

Em 1998, após verdadeira derrocada do cinema brasileiro, a obrigatoriedade estava fixada em 49 dias. Desde 2007 vigora a cota de 28 dias. Portanto, o decreto em questão introduz mudanças apenas para as salas exibidoras dos complexos.
(Fonte: UOL Cinema)

3 de janeiro de 2010

As estreias mais esperadas do cinema

Para este semestre está previsto o lançamento, no Brasil, dos últimos filmes dirigidos por alguns dos cineastas estrangeiros mais prestigiados atualmente. Em janeiro, Sherlock Holmes de Guy Ritchie, no dia 8, e Invictus de Clint Eastwood, no dia 29; em fevereiro, Um Olhar do Paraíso de Peter Jackson; em março, Ilha do Medo de Martin Scorsese; em abril, Alice no País das Maravilhas de Tim Burton; em maio, Robin Hood de Ridley Scott, e The Hole de Joe Dante. Do cinema nacional, têm estreia prevista para abril Chico Xavier de Daniel Filho, e As Melhores Coisas do Mundo de Laís Bodansky.

23 de dezembro de 2009

Os melhores filmes de 2009, segundo Roger Ebert

Roger Ebert, crítico de cinema do jornal Chicago Sun-Times divulgou a sua tradicional lista dos melhores filmes do ano, considerados os lançamentos nos Estados Unidos em 2009. São, na verdade, duas listas: uma com os dez melhores da corrente principal (mainstream), a outra com os dez melhores independentes. Mas, na primeira, o crítico incluiu um filme a mais, Avatar, em relação ao qual faz uma brincadeira, dizendo que não o considera o melhor filme do ano, mas lhe concede algo equivalente ao "prêmio especial do júri". Por fim, cabe esclarecer que os filmes foram listadas por ordem alfabética dos títulos em inglês, sem nenhuma classificação.

a) Os dez melhores filmes da corrente principal:
1 - Vício Frenético (The Bad Lieutenant: Port of Call - New Orleans, EUA, 2009), de Werner Herzog
2 - Coração Louco (Crazy Heart, 2009), de Scott Cooper
3 - Educação (An Education, Reino Unido, 2009), de Lone Scherfig
4 - Guerra ao Terror (The Hurt Locker, EUA, 2008), de Kathryn Bigelow
5 - Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, EUA/Alemanha, 2009), de Quentin Tarantino
6 - Presságio (Knowing, EUA/Reino Unido, 2009), de Alex Proyas
7 - Preciosa - Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Shapphire, EUA, 2009), de Lee Daniels
8 - Um Homem Sério (A Serious Man, EUA/Reino Unido/França, 2009), de Joel e Ethan Coen
9 - Amor sem Escalas (Up in the Air, EUA, 2009), de Jason Reitman
10 - A Fita Branca (Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte, Áustria/Alemanha/França/Itália, 2009), de Michael Haneke
11 - Avatar (Avatar, EUA/Reino Unido, 2009), de James Cameron.

b) Os dez melhores filmes independentes:
1 - A Partida (Okuribito, Japão, 2008), de Yojiro Takita
2 - Desonra (Disgrace, Austrália/África do Sul, 2008), de Steve Jacobs
3 - Maria Larssons eviga ögonblick (Sem título no Brasil, Suécia/Dinamarca/Noruega/Finlândia/ Alemanha, 2008), de Jan Troell
4 - Adeus (Goodbye Solo, EUA, 2008), de Ramin Bahrani
5 - Julia (Julia, França/EUA/México/Bélgica, 2008), de Erick Zonca
6 - Luz Silenciosa (Stellet licht, México/França/ Holanda/Alemanha, 2007), de Carlos Reygadas
7 - Sem Identidade (Sin nombre, México/EUA, 2009), de Cary Fukunaga
8 - Skin (Sem título no Brasil, Reino Unido/África do Sul, 2008), de Anthony Fabian
9 - Trucker (Sem título no Brasil, EUA, 2008), de James Mottern
10 - Vocês, os Vivos (Du levande, Suécia/Alemanha/ França/Dinamarca/Noruega/Japão, 2007), de Roy Andersson.

20 de dezembro de 2009

Era uma vez em 20 de dezembro de 2009

BRITTANY MURPHY (32 anos, de ataque cardíaco), cantora e atriz norte-americana que fazia bem tanto comédias como dramas; começou a carreira na TV em tenra idade e, no cinema, atuou em mais de 30 filmes, a exemplo de As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995), Garota, Interrompida (Girl, Interrupted, 1999), 8 Mile - Rua das Ilusões (8 Mile, 2002) e Sin City - A Cidade do Pecado (Sin City, 2005); participa do próximo filme de Sylvester Stallone, Os Mercenários (The Expendables), que tem cenas gravadas no Brasil e será lançado em 2010.


Dados biográficos: Brittany Anne Murphy nasceu em 10 de novembro de 1977, em Atlanta, Georgia. Nos anos 90, era dona da banda Blessed Soul, da qual era a vocalista. Deixou viúvo o diretor, roteirista e produtor Simon Monjack.

18 de dezembro de 2009

Era uma vez em 17 de dezembro de 2009

DAN O'BANNON (63 anos, de mal de Crohn), roteirista e diretor norte-americano especializado nos gêneros ficção científica e terror; participou dos roteiros de mais de dez filmes, dentre eles Dark Star (Idem, 1974), Trovão Azul (Blue Thunder, 1983) e O Vingador do Futuro (Total Recall, 1990); mas será mais lembrado como o autor do roteiro de Alien - O 8º Passageiro (Alien, 1979), que rendeu várias sequências, das quais não participou; dirigiu dois filmes, A Volta dos Mortos-Vivos (The Return of the Living Dead, 1985) e Renascido das Trevas (The Ressurrected, 1992). Nascido Daniel Thomas O'Bannon, em 30 de setembro de 1946, em St. Louis, Missouri, era casado e tinha um filho.

17 de dezembro de 2009

Era uma vez em 17 de dezembro de 2009

JENNIFER JONES (90 anos, de causa não divulgada) -- Atriz norte-americana, ganhadora do Oscar por seu desempenho em A Canção de Bernadette [1943], morreu na última quinta-feira, em sua casa em Malibu; tinha 90 anos. No início da carreira, Jones, que recebeu outras quatro indicações ao Oscar, era conhecida por Phylis Walker [na verdade, Philis ou Phyllis Isley], quando casada com o ator Robert Walker, o qual ela conheceu na escola de interpretação. Foi o produtor David O. Selznick, no entando, quem a "descobriu", mudou seu nome e preparou-a para ser uma estrela do cinema -- além de ter-se casado com ela, depois que se divorciou de Walker. Foi sob a orientação de Selznick que ela fez seu primeiro filme importante, A Canção de Bernadette, sobre uma camponesinha francesa que teve visões da Virgem Maria, perto da cidade de Lourdes. O filme catapultou-a para a fama e o Oscar, e papéis em 40 filmes [ela atuou em apenas 27 filmes] de sucesso como Desde que Partiste [1944], Um Amor em Cada Vida [1945], O Retrato de Jennie [1948], além de Duelo ao Sol [1946], de má fama em seu tempo. Nos anos 50, ela apareceu no filme cult O Diabo Riu por Último [1953], no bem-sucedido drama Suplício de uma Saudade [1955], e no grande fracasso, produzido pelo marido, Adeus às Armas [1957]. Após a morte de Selznick em 1965, ela praticamente se aposentou como atriz, fazendo sua última aparição nas telas no filme-catástrofe Inferno na Torre [1974].
(Notícia extraída do saite IMDb e traduzida por Herondes Cezar)

Dados biográficos: Phylis Lee Isley nasceu em 2 de março de 1919, em Tulsa, Oklahoma. Ganhou vários prêmios, inclusive uma estrela na Calçada da Fama. Foi casada com o ator Robert Walker (1918-1951), com quem teve dois filhos, e com o lendário produtor David O. Selznick (1902-1965), com quem teve uma filha. Era mãe dos atores Robert Walker Jr. e Michael Walker (1941-2007).

13 de dezembro de 2009

Festival de Havana premia filmes brasileiros

O Festival de Cinema de Havana, Cuba, encerrado no último sábado, 12, agraciou alguns concorrentes brasileiros com prêmios menos importantes.
A seguir, a relação dos premiados na categoria longa-metragem:

a) Filmes de ficção:
1 - Primeiro prêmio Coral: A Teta Assustada (La teta asustada, Espanha/Peru, 2009), de Claudia Llosa
2 - Segundo prêmio Coral: A Criada (La nana, Chile/ México, 2009), de Sebastián Silva
3 - Terceiro prêmio Coral: Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (Brasil, 2009), de Marcelo Gomes e Karim Ainouz
4 - Prêmio especial do júri: O Segredo dos Seus Olhos (El secreto de sus ojos, Argentina/Espanha, 2009), de Juan José Campanella.

b) Documentários:
1 - Primeiro prêmio Coral: La pérdida (Espanha/ Argentina, 2009), de Enrique Gabriel e Javier Angulo
2 - Segundo prêmio Coral: Garapa (Brasil, 2009), de José Padilha
3 - Terceiro prêmio Coral: El general (México/EUA, 2009), de Natalia Almada
4 - Prêmio especial do júri: Fragmentos rebelados (Argentina, 2009), de David Blaustein
5 - Menção especial: La marea (Cuba, 2009), de Armando Capó Ramos.

c) Obras-primas:
1 - Primeiro prêmio Coral: Huacho (Chile/França, 2009), de Alejandro Fernández Almendras
2 - Segundo prêmio Coral: Gigante (Idem, Uruguai/ Argentina/Alemanha/Espanha, 2009), de Adrián Biniez
3 - Terceiro prêmio Coral: Cinco Dias sem Nora (Cinco días sin Nora, México, 2008), de Mariana Chenillo
4 - Prêmio especial do júri: El vuelco del cangrejo (Colômbia/França, 2009), de Oscar Ruiz Navia
5 - Prêmio à contribuição artística: Os Famosos e os Duendes da Morte (Brasil/França, 2009), de Esmir Filho.

d) Prêmios por especialidade:
1 - Melhor diretor: Juan José Campanella, por O Segredo dos Seus Olhos
2 - Melhor atriz: Catalina Saavedra, por A Criada
3 - Melhor ator: Ricardo Darín, por O Segredo dos Seus Olhos
4 - Melhor roteiro: Sabina Berman, por El traspatio (México, 2009), de Carlos Carrera
5 - Melhor fotografia: Ricardo Della Rosa, por À Deriva (Brasil, 2009), de Heitor Dhalia
6 - Melhor montagem: Óscar Figueroa, por El traspatio
7 - Melhor trilha musical: Federico Jusid e Emilio Kauderer, por O Segredo dos Seus Olhos
8 Melhor som: Ricardo Cutz e Waldir Xavier, por Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo
9 - Melhor direção de arte: Patricia Bueno e Susana Torres, por A Teta Assustada
10 - Prêmio do público: O Segredo dos Seus Olhos.

Os melhores do cinema europeu em 2009

A Academia do Cinema Europeu entregou no último sábado, 12 de dezembro, os prêmios relativos ao ano de 2009, em cerimônia realizada na cidade de Bochum, Alemanha. O diretor britânico Ken Loach e a atriz francesa Isabelle Huppert receberam homenagens por suas carreiras.
Eis a lista dos principais premiados:
1 - Melhor filme (academia): A Fita Branca (Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte, Áustria/ Alemanha/França/Itália, 2009)
2 - Melhor filme (público): Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Reino Unido, 2008)
3 - Melhor diretor: Michael Haneke, por A Fita Branca
4 - Melhor ator: Tahar Rahim, por Um Profeta (Un prophète, França/Itália, 2009)
5 - Melhor atriz: Kate Winslet, por O Leitor (The Reader, EUA/Alemanha, 2008)
6 - Melhor roteiro: Michael Haneke, por A Fita Branca
7 - Melhor música: Alberto Iglesias, por Abraços Partidos (Los abrazos rotos, Espanha, 2009).
A Academia do Cinema Europeu foi criada em 1989 pelo cineasta alemão Wim Wenders e outros 40 representantes do cinema europeu.

11 de dezembro de 2009

Era uma vez em 9 de dezembro de 2009

GENE BARRY (90 anos, de problemas cardíacos), ator norte-americano melhor sucedido na TV, à qual dedicou a maior parte de sua vida, inclusive no papel-título da série "Bat Masterson"; no cinema, é mais lembrado como o protagonista de Guerra dos Mundos (The War of the Worlds, 1953), de Byron Haskin, o que lhe garantiu um papel na nova versão, dirigida por Steven Spielberg, Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 2005); dentre seus outros 19 filmes destacam-se De Volta da Eternidade (Back from Eternity, 1956), de John Farrow, e No Umbral da China (China Gate, 1957) e Dragões da Violência (Forty Guns, 1957), ambos de Samuel Fuller.


Dados biográficos: Eugene Klass (seu nome de batismo) nasceu em 14 de junho de 1919, em Nova York. Ganhou uma estrela na Calçada da Fama, por seu trabalho no teatro, e um Globo de Ouro, na TV. Era viúvo da atriz Betty Claire Barry (1923-2003), com quem teve dois filhos biológicos, o diretor e roteirista Michael Barry e o ator Frederick Barry, e uma filha adotiva, a atriz Elizabeth Barry.

4 de dezembro de 2009

Era uma vez em 4 de dezembro de 2009

VYACHESLAV TIKHONOV (81 anos, de ataque cardíaco), ator russo, muito popular em seu país, que atuou em 50 filmes entre 1948 e 2006; seus filmes mais conhecidos no Brasil são Guerra e Paz (Voyna i mir, 1967), de Sergei Bondarchuk, um épico soviético premiado com o Oscar, O Bim Branco (Belyy Bim - Chyornoe ukho, 1977), sobre as desventuras de um cachorrinho através da sociedade soviética, que recebeu indicação ao Oscar, e O Sol Enganador (Utomlyonnye solntsem, 1994), de Nikita Mikhalkov, também premiado com o Oscar de melhor filme em língua estrangeira. Ganhou em 2001 um prêmio honorário Nika, o mais importante do cinema russo.

Dados biográficos: Vyacheslav Vasilyevich Tikhonov nasceu em 8 de fevereiro de 1928, em Pavlovo-Posad, Rússia. Recebeu vários prêmios e condecorações do governo soviético. Era divorciado da atriz Nonna Mordyukova (1925-2008), com quem teve um filho, o ator Vladimir Tikhonov (1948-1990). Deixou viúva a mãe de sua filha e atriz Anna Tikhonova.

Era uma vez em 3 de dezembro de 2009

RICHARD TODD (90 anos, de causa não divulgada), ator britânico que trabalhou também em Hollywood; teve sua primeira oportunidade como protagonista em O Transgressor (For Them That Trespass, 1949), do diretor brasileiro Alberto Cavalcanti; atuou em outros 50 filmes, dentre os quais Pavor nos Bastidores (Stage Fright, 1950), Labaredas do Inferno (The Dam Busters, 1955), Convite para Matar (Intent to Kill, 1958), O Mais Longo dos Dias (The Longest Day, 1962) e A Arte de Matar (The Big Sleep, 1978). Ganhou um Globo de Ouro como ator novato mais promissor, por Coração Amargurado (The Hasty Heart, 1949).


Dados biográficos: Richard Andrew Palethorpe Todd nasceu em 11 de junho de 1919, em Dublin, Irlanda. Participou da Segunda Guerra Mundial como oficial paraquedista. Era divorciado de dois casamentos, que lhe deram quatro filhos. Morreu em Grantham, Inglanterra, enquanto dormia.

25 de novembro de 2009

Festival de Brasília consagra 'É Proibido Fumar'

A 42ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, encerrada ontem, deu oito prêmios ao filme É Proibido Fumar: melhor filme, ator, atriz, atriz coadjuvante, roteiro, direção de arte, música e montagem, além do prêmio da crítica.

A seguir, os premiados na categoria longa-metragem:
1 - Melhor filme (júri): É Proibido Fumar (2009), de Anna Muylaert
2 - Melhor filme (público): Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano (2009), de Henrique Dantas
3 - Prêmio especial do júri: Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano
4 - Melhor direção: Evaldo Mocarzel, pelo documentário Quebradeiras (2009)
5 - Melhor ator: Paulo Miklos, por É Proibido Fumar
6 - Melhor atriz: Glória Pires, por É Proibido Fumar
7 - Melhor ator Coadjuvante: Bruno Torres, por O Homem Mau Dorme Bem (2009)
8 - Melhor atriz Coadjuvante: Daniela Nefussi, por É Proibido Fumar
9 - Melhor roteiro: Anna Muylaert, por É Proibido Fumar
10 - Melhor fotografia: Gustavo Hadba, por Quebradeiras
11 - Melhor direção de arte: Ana Mara Abreu, por É Proibido Fumar
12 - Melhor trilha musical: Marcio Nigro, por É Proibido Fumar
13 - Melhor som: Miriam Biderman, Ricardo Reis e Ana Chiarini, por Quebradeiras
14 - Melhor montagem: Paulo Sacramento, por É Proibido Fumar.

20 de novembro de 2009

Era uma vez em 20 de novembro de 2009

HERBERT RICHERS (86 anos, de problemas renais), produtor brasileiro em atividade de 1956 a 1975, que participou da produção de mais de 50 filmes, antes de dedicar-se exclusivamente ao ramo da dublagem de filmes estrangeiros para a TV; começou na chanchada carioca, passou pelo cinema novo e finalizou na pornochanchada; sua filmografia inclui Sai de Baixo (1956), Marido de Mulher Boa (1960), Um Candango na Belacap (1961), O Assalto ao Trem Pagador (1962), Vidas Secas (1963), Fome de Amor (1968), Os Devassos (1971) e Ana, a Libertina (1975).


Dados biográficos: Herbert Richers nasceu em 11 de março de 1923, em Araraquara (SP). Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942. Deixou viúva e três filhos, entre os quais o ator e produtor Herbert Richers Jr.

16 de novembro de 2009

Era uma vez em 15 de novembro de 2009

JOCELYN QUIVRIN (30 anos, de acidente de automóvel), ator francês cuja carreira começava a se consolidar; atuou em mais de 20 longas-metragens, a exemplo de Jantar de Despedida (Au petit Marguery, 1995), Pelo Sim, Pelo Não (Peut-être, 1999), O Império dos Lobos (L'empire des loups, 2005) e Syriana - A Indústria do Petróleo (Syriana, 2005). Ganhou dois prêmios como ator revelação em 2008.


Dados biográficos: Jocelyn Quivrin nasceu em 14 de fevereiro de 1979, em Dijon, França. Deixou viúva a atriz Alice Taglioni, com quem tinha um filho.

Era uma vez em 16 de novembro de 2009

EDWARD WOODWARD (79 anos, de pneumonia), ator britânico de teatro e TV, que atuou eventualmente no cinema, inclusive em Hollywood; dentre suas duas dezenas de filmes destacam-se Becket (Idem, 1964), O Estrangulador de Rillington Place (10 Rillington Place, 1971), Nas Garras do Leão (Young Winston, 1972), O Homem de Palha (The Wicker Man, 1973) e Chumbo Grosso (Hot Fuzz, 2007). Ganhou um Globo de Ouro por seu trabalho na TV.


Dados biográficos: Edward Albert Arthur Woodward nasceu em 1º de junho de 1930, em Croydon, Inglaterra. Em 1978, recebeu a comenda de Oficial da Ordem do Império Britânico, por seu trabalho no teatro. Foi casado com a atriz Venetia Barret, com quem teve três filhos, os atores Tim Woodward e Peter Woodward e a atriz Sarah Woodward. Deixou viúva a atriz Michele Dotrice, com quem teve uma filha, a atriz Emily Woodward.

Clint Eastwood comandante na França

Quando se pensava que os franceses haviam esgotado o estoque de prêmios para glorificar a carreira de Clint Eastwood, o presidente Nicolas Sarkozy surpreende o mundo com uma nova celebração. Na última sexta-feira, 13 de novembro, o ator e cineasta norte-americano recebeu aquela que é talvez a mais importante comenda da França, a Legião da Honra, no grau de comandante. É uma conquista rara para um estrangeiro, mas não há dúvida de que o último tough guy de Hollywood merece.

Ele já havia recebido a Legião da Honra no grau de cavaleiro.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, derramou-se em elogios. Afirmou que o homenageado é "um mito, um gigante, um exemplo da admiração que temos pela cultura americana".
Diante de autoridades e amigos, Eastwood referiu-se a Sarkozy como "meu presidente", e brincou dizendo que pretendia sair às ruas para exibir o prêmio.
A cerimônia aconteceu no Palácio do Eliseu, sede do governo francês.
As informações são do saite G1.

15 de novembro de 2009

Lauren Bacall recebe Oscar honorário

A atriz Lauren Bacall (foto), dona de uma voz e olhar lendários, recebeu no último sábado, 14 de novembro, um Oscar pela carreira, em cerimônia ocorrida em Los Angeles.
Aos 85 anos, Bacall recebeu o prêmio de Angelica Huston, filha do cineasta John Huston, que a dirigiu no clássico Paixões em Fúria (Key Largo, 1948).
Com mais de 40 filmes no currículo, a atriz teve uma única indicação ao Oscar, pelo filme O Espelho Tem Duas Faces (The Mirror Have Two Faces, 1996), de Barbra Streisand.

Na oportunidade, o cineasta Roger Corman, mestre dos filmes de terror baratos, e o fotógrafo Gordon Willis, diretor de fotografia de O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972), receberam também Oscars honorários. E o produtor John Calley recebeu o prêmio Irving G. Thalberg.
Na plateia estavam os diretores Steven Spielberg, George Lucas e Quentin Tarantino, e os atores Kirk Douglas, Warren Beatty, Jeff Brigdes, Annette Bening, Morgan Freeman e Tom Hanks.
A entrega desses prêmios costumava acontecer na mesma noite dos Oscars em competição, mas foi antecipada para enxugar a transmissão televisiva da cerimônia anual, que terá lugar no dia 7 de março de 2010.
(Foto: http://www.wesclark.com/)
As informações são do saite G1.

14 de novembro de 2009

Hollywood: Metro-Goldwyn-Mayer à venda

A Metro-Goldwyn-Mayer, estúdio de Hollywood mais conhecido pelos musicais inesquecíveis que realizou nos anos 1940 e 50, acaba de anunciar que está à venda. Em comunicado feito na última sexta-feira, 13 de novembro, informou que "começa um processo de exame de diferentes estratégias possíveis, entre elas a de funcionar como entidade independente, formar associações estratégicas e avaliar uma eventual venda da empresa". O famoso estúdio, cuja marca é um leão rugindo, pertence atualmente a um consórcio liderado pela Sony, empresa japonesa que é proprietária de outro estúdio de Hollywood, a Columbia. A MGM já havia vendido, nos anos 1990, o seu acervo de filmes, adquiridos em parte pela Warner Bros. e em parte pela 20th Century Fox. Endividada, a MGM fez com os credores um acordo que terminará em 31 de janeiro de 2010.

Texto baseado em notícia do saite UOL News.

13 de novembro de 2009

Os 100 melhores filmes da década

O jornal londrino The Times divulgou recentemente em seu saite (TimesOnline) sua relação dos 100 melhores filmes desta década. Em 1º lugar ficou o filme francês Caché. O diretor brasileiro Fernando Meirelles entrou com dois filmes, O Jardineiro Fiel, em 52º lugar, e Cidade de Deus, em 66º. Por uma questão de justiça, no mínimo a ordem de classificação dos dois filmes deveria ter sido invertida. Como acontece sempre, há ausências ilustres como A Espiã (Zwartboek, 2006), de Paul Verhoeven, assim como inclusões que não se compreendem.
Veja a relação completa, a partir do último para o primeiro colocado:

100 – O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, EUA, 2006), de David Frankel
99 - Batalha Real (Batoru rowaiaru, Japão, 2000), de Kinji Fukasaku
98 – Crash – No Limite (Crash, EUA/Alemanha, 2004), de Paul Haggis
97 - Lady Vingança (Chinjeolhan geumjassi, Coréia do Sul, 2005), de Park Chan-wook
96 - Morvern Callar (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2002), de Lynne Ramsay
95 – Amores Brutos (Amores perros, México, 2000), de Alejandro González Iñárritu
94 – Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth, EUA, 2006), de Davis Guggenheim
93 – O Clã das Adagas Voadoras (Shi mian mai fu, China/Hong Kong, 2004), de Zhang Yimou
92 – Coisas Belas e Sujas (Dirty Pretty Things, Reino Unido, 2002), de Stephen Frears
91 - A Floresta de Lantana (Lantana, Austrália/ Alemanha, 2001), Ray Lawrence
90 – Penetras Bons de Bico (Wedding Crashers, EUA, 2005), de David Dobkin
89 – Escola de Rock (The School of Rock, EUA/Alemanha, 2003), de Richard Linklater
88 – Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, EUA, 2001), de Wes Anderson
87 – O Tempo e o Vento (Bes vakit, Turquia, 2006), de Reha Erdem
86 – O Orfanato (El orfanato, México/Espanha, 2007), de Juan Antonio Bayona
85 – A Professora de Piano (La pianiste, Alemanha/ Polônia/França/Áustria, 2001), de Michael Haneke
84 – Hotel Ruanda (Hotel Rwanda, Reino Unido/EUA/Itália/África do Sul, 2004), de Terry George
83 – Vento da Liberdade (The Wind that Shakes the Barley, Irlanda/Reino Unido/Alemanha/Itália/ Espanha/França, 2006), de Ken Loach
82 – As Coisas Simples da Vida (Yi yi, Taiwan/ Japão, 2000), de Edward Yang
81 – In The Loop (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2009), de Armando Iannucci
80 – Eu, Você e Todos Nós (Me and You and Everyone We Know, EUA/Reino Unido, 2005), de Miranda July
79 - A Grande Viagem (Le grand voyage, França/ Marrocos, 2004), de Ismaël Ferroukhi
78 – As Confissões de Schmidt (About Schmidt, EUA, 2002), de Alexander Payne
77 – Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, Canadá/EUA/Alemanha, 2002), de Michael Moore
76 - Control - A História de Ian Curtis (Control, Reino Unido/EUA/Austrália/Japão, 2007), de Anton Corbijn
75 – Fale com Ela (Hable con ella, Espanha, 2002), Pedro Almodóvar
74 – O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, Espanha/México/EUA, 2006), de Guillermo del Toro
73 – De Tanto Bater, Meu Coração Parou (De battre mon coeur s'est arrêté, 2005), de Jacques Audiard
72 – Guerra ao Terror (The Hurt Locker, EUA, 2008), de Kathryn Bigelow
71 – Monstros S/A (Monsters, Inc., EUA, 2001), de Pete Docter, David Silverman e Lee Unkrich
70 – Entre os Muros da Escola (Entre les murs, França, 2008), de Laurent Cantet

69 – Persépolis (Persepolis, França/EUA, 2007), de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi
68 - Amnésia (Memento, EUA, 2000), de Christopher Nolan
67 – Gomorra (Gomorra, Itália, 2008), de Matteo Garrone
66 – Cidade de Deus (Brasil/França, 2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
65 – Valsa com Bashir (Vals im Bashir, Israel/ Alemanha/França/EUA/Finlândia/Suíça/Bélgica/ Austrália, 2008), de Ari Folman
64 – A Criança (L'enfant, Bélgica/França, 2005), de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
63 – Sangue Negro (There Will Be Blood, EUA, 2007), de Paul Thomas Anderson
62 – Âncora – A Lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The Legend of Ron Burgundy, EUA, 2004), de Adam McKay
61 – A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikajushi, Japão, 2001), de Hayao Miyazaki
60 – A Lula e a Baleia (The Squid and the Whale, EUA, 2005), de Noah Baumbach

59 – Ser e Ter (Être et avoir, França, 2002), de Nicolas Philibert
58 – Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, Reino Unido/França, 2004), de Edgar Wright
57 – Le conseguenze dell'amore (Sem título no Brasil, Itália, 2004), de Paolo Sorrentino
56 – Volver (Volver, Espanha, 2006), de Pedro Almodóvar
55 – Chopper - Memórias de um Criminoso (Chopper, Austrália, 2000), de Andrew Dominik
54 – Papai Noel às Avessas (Bad Santa, EUA/Alemanha, 2003), de Terry Zwigoff
53 – Milk (Milk, EUA, 2008), de Gus Van Sant
52 – O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener, Reino Unido/Alemanha, 2005), de Fernando Meirelles
51 – O Quarto do Filho (La stanza del figlio, Itália/França, 2001), de Nanni Moretti

50 – O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (The Lord of The Rings: The Return of the King, EUA/Nova Zelândia/Alemanha, 2003), de Peter Jackson
49 – Ligeiramente Grávidos (Knocked Up, EUA, 2007), de Judd Apatow
48 – Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, EUA, 2006), de Jonathan Dayton e Valerie Faris
47 – Meu Amor de Verão (My Summer of Love, Reino Unido, 2004), de Pawel Pawlikowski
46 – Traffic (Traffic, Alemanha/EUA, 2000), de Steven Soderbergh
45 – Touching the Void (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2003), de Kevin Macdonald
44 – Sob a Areia (Sous le sable, França, 2000), de François Ozon
43 – Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, EUA/Reino Unido, 2008), de Christopher Nolan
42 – Os Incríveis (The Incredibles, EUA, 2004), de Brad Bird
41 – Filhos da Esperança (Children of Men, Japão/ Reino Unido/EUA, 2006), de Alfonso Cuarón
40 – Syriana - A Indústria do Petróleo (Syriana, EUA, 2005), de Stephen Gaghan
39 – Encontros e Desencontros (Lost in Translation, EUA/Japão, 2003), de Sofia Coppola
38 – Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, França/EUA, 2001), de David Lynch
37 – Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar-wai
36 – Na Captura dos Friedmans (Capturing the Friedmans, EUA, 2003), de Andrew Jarecki
35 – E Sua Mãe Também (Y tu mamá también, México, 2001), de Alfonso Cuarón
34 – Procurando Nemo (Finding Nemo, EUA, 2003), de Andrew Stanton e Lee Unkrich
33 – Um Casamento à Indiana (Monsoon Wedding, Índia/EUA/França/Itália/Alemanha, 2001), de Mira Nair
32 – Gladiador (Gladiator, Reino Unido/EUA, 2000), de Ridley Scott
31 – Iraq in Fragments (Sem título no Brasil, EUA, 2006), de James Longley
30 – Irreversível (Irréversible, França, 2002), de Gaspar Noé
29 – Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich, EUA, 1999), de Spike Jonze
28 – O Escafandro e a Borboleta (Le scaphandre et le papillon, França/EUA, 2007), de Julian Schnabel
27 – Sideways – Entre Umas e Outras (Sideways, EUA, 2004), de Alexander Payne
26 – Minority Report – A Nova Lei (Minority Report, EUA, 2002), de Steven Spielberg
25 – Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, Dinamarca/Alemanha/Holanda/Itália/EUA/Reino Unido/França/Suécia/Finlândia/Islândia/Noruega, 2000), de Lars von Trier
24 – Extermínio (28 Days Later..., Reino Unido, 2002), de Danny Boyle
23 – O Equilibrista (Man on Wire, Reino Unido/ EUA, 2008), de James Marsh
22 – Longe do Paraíso (Far from Heaven, EUA/ França, 2002), de Todd Haynes
21 – Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck, EUA/Reino Unido/França/Japão, 2005), de George Clooney
20 – Donnie Darko (Idem, EUA, 2001), de Richard Kelly
19 – Voo United 93 (United 93, França/Reino Unido/EUA, 2006), de Paul Greengrass
18 – Deixa Ela Entrar (Lat den rätte komma in, Suécia, 2008), de Tomas Alfredson

17 – O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, Canadá/EUA, 2005), de Ang Lee
16 – Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, EUA, 2004), de Michel Gondry
15 – A Queda (Der Untergang, Alemanha/Itália/ Áustria, 2004), de Oliver Hirschbiegel
14 – 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamâni si 2 zile, Romênia, 2007), de Cristian Mungiu
13 – This Is England (Sem título no Brasil, Reino Unido, 2006), de Shane Meadows
12 – A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006), de Florian Henckel von Donnersmarck
11 – Borat (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan, EUA, 2006), de Larry Charles
10 – Hunger (Sem título no Brasil, Reino Unido/ Irlanda, 2008), de Steve McQueen
9 – A Rainha (The Queen, Reino Unido/França/Itália, 2006), de Stephen Frears
8 – Cassino Royale (Casino Royale, EUA/Reino Unido/Alemanha/República Tcheca, 2006), de Martin Campbell
7 – O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland, Reino Unido, 2006), de Kevin Macdonald
6 – Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Reino Unido, 2008), de Danny Boyle e Loveleen Tandan
5 – Team America – Detonando o Mundo (Team America: World Police, EUA/Alemanha, 2004), de Trey Parker
4 – O Homem-Urso (Grizzly Man, EUA, 2005), de Werner Herzog
3 – Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, EUA, 2007), de Joel Coen e Ethan Coen
2 – A Supremacia Bourne (The Bourne Supremacy, EUA/Alemanha, 2004) e O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, EUA/Alemanha, 2007), de Paul Greengrass
1 – Caché (Caché, França/Áustria/Alemanha/Itália/ EUA, 2005), de Michael Haneke.

(Foto: http://www.2001video.com.br/)

Festival do Amazonas divulga lista de premiados

A 6ª edição do Amazonas Film Festival encerrou-se na última quinta-feira, 12 de novembro. E os longas-metragens premiados foram:

a) Ficção:
1 - Grande Prêmio do Júri: Sansão e Dalila (Samson and Delilah, Austrália, 2009), de Warwick Thornton
2 - Prêmio do Júri: Cochicho com o Vento (Sirta la gal ba, Iraque, 2009), de Shahram Alidi
3 - Prêmio do Público: A Estrada (The Road, EUA, 2009), de John Hillcoat.

b) Documentário:
1 - Grande Prêmio do Júri: Wild Opera (Sem título no Brasil, França, 2009), de Laurent Frapat
2 - Prêmio do Júri: Green (Sem título no Brasil, França, 2009), de Patrick Rouxel, e Lost Gorillas of Virunga (Sem título no Brasil, EUA, 2009), de Michael Davie
3 - Prêmio do Público: Crude (Sem título no Brasiul, EUA, 2009), de Joe Berlinger.

7 de novembro de 2009

Era uma vez em 7 de novembro de 2009

ANSELMO DUARTE (89 anos, de acidente vascular cerebral), ator, diretor, roteirista e produtor brasileiro, que começou como ator, nos anos 1940, e atuou em 37 filmes, até 1987; foi galã de chanchadas da Atlântida carioca como Carnaval no Fogo (1949) e Aviso aos Navegantes (1950), e estrelou melodramas da Vera Cruz paulista como Tico-Tico no Fubá (1952), Apassionata (1952) e Sinhá Moça (1953); dos 11 filmes que dirigiu, o mais importante foi O Pagador de Promessas (1962), que arrebatou o prêmio de melhor filme no Festival de Cannes, feito repetido nos festivais de Cartagena, Colômbia, e de São Francisco, Estados Unidos; outros filmes interessantes que dirigiu são Vereda da Salvação (1964), O Descarte (1973) e O Crime do Zé Bigorna (1977). Recebeu prêmios pela carreira do Festival de Gramado, em 1992, e da Mostra Internacional de São Paulo, em 2003.


Dados biográficos: Anselmo Duarte nasceu em 21 de abril de 1920, em Salto (SP). Foi casado com a atriz Ilka Soares, com quem teve um casal de filhos. Teve mais dois filhos de outros casamentos. Vivia em sua cidade natal desde 1987, quando se afastou do cinema.

'Sem Destino': há 40 anos em cartaz

Nos anos 1960, a juventude se rebelou contra os valores das gerações antecedentes para viver como os lírios do campo e as aves do céu, entregue de corpo e alma a um ideal imediatista: “sexo, drogas e rock’n’roll”. A utopia não foi longe, mas gerou ao menos dois fenômenos culturais consideráveis: o Festival de Woodstock e o filme Sem Destino (Easy Rider, 1969), que acabam de completar 40 anos.


O filme é um road movie original, que acompanha o trajeto de dois motoqueiros sem eira nem beira, que partem de Los Angeles, no extremo oeste dos Estados Unidos, em direção ao sudeste do país. Após ganhar um punhado de dólares traficando cocaína, resolvem conhecer o Mardi Gras, o carnaval de New Orleans.

A respeito dos jovens, Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper), só se sabe que são de Los Angeles e nada mais. Não têm sequer sobrenomes. Nenhum vínculo ou compromisso de qualquer natureza. O último símbolo de compromisso é o relógio de Wyatt, que ele lança fora como se fosse algo maléfico. A ênfase dada ao seu gesto não deixa dúvida de que ele jamais se submeterá, outra vez, a qualquer forma de controle da civilização.

De imediato, por seus interesses e objetivos afins, os jovens parecem muito semelhantes. Mas as suas condutas em relação a terceiros revelam o quanto são diferentes entre si. Wyatt é calmo, receptivo, conciliador. Billy, ao contrário, é inquieto, agressivo e provocador.

Em companhia de um bicho-grilo que lhes pede carona, visitam uma comunidade hippie onde todos parecem ter a cabeça aureolada. A cena da refeição comunitária, então, ganha ares de uma epifania. Reunidos em círculo, como uma congregação de fiéis, aguardam a oração do líder. O ritual assume tal gravidade que evoca a Santa Ceia. Em panorâmica lenta, a partir do rosto do líder, a câmera gira 360 graus antes que ele comece a falar. Seu cabelo e sua barba remetem à figura de Cristo. Mas, por ironia, o ator se parece mesmo é com Charles Manson.

O filme está carregado, também, de referências aos filmes de faroeste. Várias paisagens por onde os motoqueiros passam, no Arizona, Utah e Novo México, fazem parte do imaginário desse gênero de filmes. Sem faltar o Monument Valley, que serviu de locações para inúmeros faroestes, inclusive nove de John Ford, que o revelou para o cinema em No Tempo das Diligências (1939).

Até os nomes dos motoqueiros reverberam figuras míticas do Velho Oeste: Wyatt lembra Wyatt Earp, lendário xerife, e Billy lembra Billy the Kid, bandido que o cinema alçou ao panteão. E mais: após ter falado em lutar na vastidão com índios e caubóis por todos os lados, Billy brinca de mocinho e bandido com as crianças da comunidade hippie.
A fixação na iconografia do Velho Oeste sugere que os motoqueiros são descendentes dos heroicos pioneiros, que ora empreendem o trajeto inverso, rumo à costa leste, onde começou a colonização do país.

Numa cena em particular fica claro o propósito de estabelecer um elo entre o presente e o passado. É quando Wyatt e Billy param numa fazenda para consertar os pneus das motos e encontram dois caubóis pondo ferradura no cavalo. Há um enquadramento em que se veem o caubói que fixa a ferradura na pata do cavalo, em primeiro plano, e os motoqueiros ajeitando as rodas de suas motos, em segundo plano.

De passagem por certa cidade, os motoqueiros são presos por desrespeitarem norma local. Na prisão, conhecem o advogado George Hanson (Jack Nicholson), recolhido por embriaguez. Liberados ao mesmo tempo, George embarca na viagem deles, literal e metaforicamente. Enquanto aprende a fumar baseado, filosofa sobre a condição dos dois heróis, que nada enxergam adiante do cigarro de maconha: “Não têm medo de vocês, mas do que vocês representam”; “para eles, vocês representam a liberdade”; “falar de liberdade e vivê-la são duas coisas diferentes”.

À medida que avançam para o sul, as pessoas que eles encontram se mostram cada vez mais preconceituosas e ameaçadoras. Na parada em um café, eles são francamente hostilizados pelos homens, que depois os seguem até o pouso para agredi-los a pauladas, e matam o advogado.

Em New Orleans, no entanto, os motoqueiros se sentem em casa. Esbaldam-se em comer e beber ao som de um “Kyrie Eleison”. Imagens do jantar são intercaladas com imagens da igreja e do bordel que visitam. A mescla de sagrado e profano, aliás, é a tônica nas cenas de New Orleans.

Do bordel, saem para o Mardi Gras com duas prostitutas. Depois para o cemitério, onde Wyatt saca o LSD que ganhou na comunidade hippie. Segue-se a impressionante sequência do delírio coletivo, induzido pela droga: imagens díspares em profusão, nas quais o sagrado e o profano estão imbricados. Cada qual com seu delírio particular e solilóquio desconexo. As imagens e as palavras exprimem suas dores inconscientes – resta saber se das personagens ou dos próprios atores.

O delírio é a parte mais complexa de toda a narrativa quase sempre linear. A fim de preparar o espectador para essa sequência, desde muito antes a montagem complica, progressivamente, as transições de um plano a outro. Nesses momentos, trechos finais do plano precedente são alternados com trechos iniciais do plano subsequente, até que este se fixe. Isto, naturalmente, causa certo estranhamento, por não se perceber, de pronto, motivo que justifique a exacerbação do corte. Em contrapartida, há oportunidades em que o corte é seco, elíptico, como na prisão dos motoqueiros e na apresentação deles, sem qualquer anúncio, em News Orleans.

Os experimentos da montagem não param por aí. Em dois momentos do filme, justapõem-se planos em que a câmera se movimenta em sentidos opostos. Com a predominância de planos dos motoqueiros seguindo da esquerda para a direita, são inseridos planos, sem a presença deles, em que o movimento se dá da direita para a esquerda.

O primeiro momento ocorre logo após a entrada dos motoqueiros no estado da Louisiana, onde a vegetação é exuberante, ainda acompanhados do advogado. Enquanto atravessam uma cidade, são vistos dois cemitérios. Entre o segundo cemitério e a parada no café, onde se encontram os virtuais assassinos do advogado, alguns planos de movimento reverso são inseridos alternadamente.

Mais para o final, quando os motoqueiros já se aproximam de seus algozes, a inversão de movimentos se repete. Nos planos de movimento invertido, vê-se o rio de cima da ponte pela qual os motoqueiros acabaram de passar. Nesse ponto, tem-se também a inserção de um plano dos motoqueiros ainda sobre a ponte já deixada para trás.
Nada disso é casual ou gratuito, evidentemente. O procedimento se encaixa em dois momentos cruciais, que precedem ações violentas e morte. Pode-se conjeturar, portanto, que tais planos revertidos exprimem um possível desejo do “narrador” de fazer a história retroceder. Ou, ao pressentir-se o fim dos motoqueiros, tenta-se atrasar a consumação da tragédia.

A morte dos motoqueiros é antecipada na sequência do bordel, por outro efeito da montagem – o flash-forward. Quando Wyatt lê uma frase sobre o que a morte faz em relação à reputação de um homem, a montagem insere um trecho do plano aéreo final, com a moto incendiada.

Privilegiadas pelo admirável trabalho de câmera, as motos são as grandes estrelas do filme. Seus deslocamentos por paisagens que se renovam, ao som de belas canções, imprimem tal fluidez à narrativa que o espetáculo resultou muito atraente. E, quando os jovens são alvejados, as motos é que parecem ser as vítimas. No caso de Wyatt, então, só se vê a mota partida voando e, depois, em chamas.

Na fotografia, abusa-se das exposições frente ao sol, poluindo as imagens com flair (reflexo do sol na lente da câmera). É um elemento perturbador que se introduz na harmonia dos enquadramentos, possível prenúncio do grande desequilíbrio que é a morte violenta, reforçando a visão de quatro cemitérios ao longo do filme. Ou, quem sabe, uma preparação para a sequência do delírio, na qual há um flair enorme, além de um zum que simula o mergulho da câmera diretamente no sol.

O lançamento do filme se deu em julho de 1969, em Nova York, mas só em setembro foi estendido para todo o país. A ocasião não poderia ser melhor, dada a proximidade com o Festival de Woodstock, o maior evento do tipo de todos os tempos. Cerca de 500 mil pessoas reunidas em uma fazenda, durante três dias do meado de agosto, apenas para ouvir rock e usar drogas. Um assombro, considerando-se que não se registrou uma única ocorrência policial.

Naquela altura, porém, o movimento hippie já estava contaminado com o vírus que o poria em xeque. Dias antes do festival, em 9 de agosto, Charles Manson, líder de uma comunidade semelhante à vista no filme, mandou executar todas as pessoas que se encontravam na casa do cineasta Roman Polanski. No episódio morreram cinco pessoas, inclusive a atriz Sharon Tate, mulher do cineasta, grávida no oitavo mês. Nem a magnitude de Woodstock poderia encobrir esse outro lado da moeda: a droga pode também provocar desequilíbrio mental de consequências imprevisíveis.

Não resta dúvida de que Sem Destino é um retrato daquela época. E um veículo de mensagens que toda uma geração queria ouvir, em especial o blablablá do advogado sobre a liberdade. Por isso mesmo faturou uma fábula. Tendo custado menos de 400 mil dólares, rendeu perto de 20 milhões somente nos Estados Unidos.

Mas é um retrato ambíguo. Os motoqueiros são seres vazios, incapazes de refletir para além de suas contidianeidades. Nas suas mentes, nada além da droga e de sonhos fúteis. Agem como zumbis, desligados da realidade. Não processam os sinais do perigo crescente à sua volta, nem possuem o instinto de autopreservação básico que incita à fuga. Tudo isso suscita uma indagação: eles são o modelo de toda aquela gente de Woodstock?
(Foto: http://www.2001video.vom.br/)
(Texto publicado pelo Jornal Opção de 27 de setembro a 3 de outubro de 2009, e pelo saite Revista Bula.)

1 de novembro de 2009

Era uma vez em 17 de outubro de 2009

ROSANNA SCHIAFFINO (69 anos, de câncer no seio), atriz e uma das beldades do cinema italiano; sua carreira durou apenas duas décadas (de 1956 a 1976), mas apareceu em mais de 40 filmes; teve seu melhor momento nos anos 1960, quando era requisitada para produções internacionais; entre seus filmes dignos de nota estão A Provocação (La sfida, 1958), A Longa Noite de Loucuras (La notte brava, 1959), A Cidade dos Desiludidos (Two Weeks in Another Town, 1962), Os Vitoriosos (The Victors, 1963), A Mandrágora (La mandragola, 1965) e El Greco (Idem, 1966).
(Foto: http://www.allposters.com/)

Dados biográficos: Rosa Anna Schiaffino nasceu em 25 de novembro de 1939, em Gênova, Itália. Tendo sido Miss Ligúria, chegou a ter sua beleza comparada à de Hedy Lamarr, chamada de "Hedy Lamarr Italiana". Foi casada com o produtor Alfredo Bini, com quem teve um filho.

26 de outubro de 2009

'Ressaca' conquista festival gaúcho

O filme Ressaca, do cineasta carioca Bruno Vianna, recebeu três dos quatro prêmios mais importantes do Festival CineEsquemaNovo, de Porto Alegre, que se encerrou no último sábado, 24 de outubro.
A seguir a lista dos longas-metragens premiados:
1 - Melhor filme (júri): Ressaca (2008), de Bruno Vianna
2 - Melhor filme (público): Ressaca
3 - Melhor diretor: Gustavo Beck, pelo documentário A Casa de Sandro (2009)
4 - Melhor ator: João Pedro Zappa, por Ressaca
5 - Menção honrosa: Loveless (2009), de Cláudio Gonçalves.
Conforme noticiou o saite G1.

23 de outubro de 2009

Festival de Roma premia filme de estreante

O 4º Festival Internacional de Cinema de Roma, encerrado hoje, concedeu o prêmio Marco Aurélio de Ouro de melhor filme a Fraternidade, do diretor dinamarquês estreante Nicolo Donato.
A seguir, os principais premiados:
1 - Melhor filme: Fraternidade (Broderscab, Dinamarca, 2009), de Nicolo Donato
2 - Melhor atriz: Helen Mirren, por A Última Estação (The Last Station, Alemanha/Rússia/Reino Unido, 2009), de Michael Hoffman
3 - Melhor ator: Sergio Castellitto, por Levanta a Cabeça (Alza la testa, Itália, 2009), de Alessandro Angelini
4 - Grande Prêmio do Júri: O Homem que Virá (L'Uomo che verrà, Itália, 2009), de Giorgio Diritti.
A atriz norte-americana Meryl Streep recebeu o Marco Aurélio de Ouro pela carreira.
O júri foi presidido pelo cineasta Milos Forman.
Texto baseado em notícia do UOL News.

21 de outubro de 2009

Era uma vez em 19 de outubro de 2009

JOSEPH WISEMAN (91 anos, de causa não divulgada), ator norte-americano de papéis menores que ele tornava marcantes; conseguiu seu maior recall como o antagonista de James Bond em O Satânico Dr. No (Dr. No, 1962); com uma longa folha de serviços prestados à TV, atuou em pouco mais de 20 filmes, dentre os quais se destacam ainda Chaga de Fogo (Detective Story, 1951), Viva Zapata! (Idem, 1952), O Passado Não Perdoa (Unforgiven, 1960) e Mato em Nome da Lei (Lawman, 1971).


Dados biográficos: Joseph Wiseman nasceu em 15 de maio de 1918, em Montreal, Canadá. Sua família emigrou para os Estados Unidos quando ele era ainda criança. Nos anos 1930, quando iniciou a carreira na Broadway, ele recebeu críticas elogiosas por sua atuação em peças de grandes autores. Era viúvo da dançarina e coreógrafa Pearl Lang (1921-2009) e tinha um filho do primeiro casamento.