7 de setembro de 2010

Clive Donner (1926-2010), diretor britânico

O cineasta britânico Clive Donner, conhecido principalmente pela comédia "O Que É Que Há, Gatinha?", morreu nesta terça-feira, 7, em Londres aos 84 anos.

Ele se orgulhava de ter lançado atores britânicos como Alan Bates, David Hemmings e Ian McKellen nos anos 1960.

Donner era casado com a estilista Jocelyn Rickards, morta há cinco anos e não tinha filhos.

5 de setembro de 2010

Encontro paranaense de cineclubismo

A Kinoarte (Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina) promoveu no dia 18 de agosto último encontro aberto e gratuito para discutir o movimento cineclubista no Paraná. Realizado no Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH) da UEL - Universidade Estadual de Londrina, o evento foi programado pelo Kinoclube, cineclube da Kinoarte, e debateu a importância e as possibilidades de atuação dos cineclubes do Paraná, inclusive sua implantação em escolas.
Estiveram presentes Emmanuel Appel, professor de filosofia da UFPR, e Rodrigo Bouillet, coordenador de rede do Cine Mais Cultura (MinC), além de representantes de instituições públicas de ensino da cidade como Edilomar Leonart, professora e diretora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR); Argel Medeiros, da Associação de Cinema e Vídeo do Paraná (AVEC); Fernanda Oliveira, do SESC Apucarana; Regina Reis, da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina; Rogério Ivano, professor e pesquisador da Universidade Estadual de Londrina (UEL); Anderson Craveiro, professor da Universidade do Norte do Paraná (UNOPAR); Rodrigo Grota, cineasta, da FAP/CINETVPR; Patrícia Magalhães, da Faculdade Pitágoras; Nilson Fakir Jr. e Roberta Shizuko Takamatsu.
O projeto, iniciado pelo Kinoclube em 2006, desde 2009 conta com apoio do Cine Mais Cultura, iniciativa do Ministério da Cultura, e do edital para Vilas Culturais da Prefeitura de Londrina. Novos encontros já estão sendo planejados para outras cidades.

4 de setembro de 2010

Lista de filmes com o trem de ferro

Por sugestão do Prof. Emmanuel Appel, que empresta sua inteligência à Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, realizamos extensa pesquisa para levantamento de uma relação de filmes em que aparece o trem de ferro.
De Curitiba vieram valiosas contribuições do próprio Prof. Emmanuel e, por intermédio dele, do advogado Claudio Lacerda, do ator Antonio Sérgio Busnardo e do escritor Roberto Gomes. Aqui em Brasília tivemos a colaboração gentil e prestimosa dos amigos José Veríssimo, Ivan Rocha e Guido Heleno, também atentos "leitores" de filmes.
Com a lista pretende-se subsidiar a mostra "O Trem no Cinema", a ser realizada paralelamente ao seminário "Trem e Sociedade: a ferrovia e sua importância no desenvolvimento econômico e sócio-ambiental brasileiros", proposto em meados de 2009 pelo Instituto Federal (de Educação, Ciência e Tecnologia) do Paraná, pela Ferroeste - Estrada de Ferro Paraná Oeste e o Centro dos Ferroviários do Paraná.
Sua divulgação aqui é em homenagem a todos os ferroviários, esperando que possam ter, através do cinema, uma ideia ainda mais clara da importância do seu trabalho para a humanidade.
Recebem destaque alguns filmes nos quais a presença do trem é tão importante que merecem ser considerados quando da seleção de títulos para a mostra "O Trem no Cinema", e também como estímulo à criação de um cineclube no Centro dos Ferroviários do Paraná, em Curitiba, bem como ao cineclube que já está sendo organizado na Lapa, histórica cidade paranaense.
Na parte que toca ao cinema brasileiro, cujos filmes estão em separado, contamos com a boa memória dos leitores para ampliar a lista apenas começada: o nosso cinema merece.
Antes da relação, um esclarecimento: os títulos em vermelho correspondem às indicações de Claudio Lacerta e os títulos em azul, às indicações deste blog.
A seguir, a relação dos filmes:

A – Filmes estrangeiros:

1 – O Grande Roubo do Trem (The Great Train Robbery, 1903), de Edwin S. Porter
2 – O Cavalo de Ferro (The Iron Horse, 1924), de John Ford
3 – A General (The General, 1926), de Buster Keaton e Clyde Bruckman
4 – Outubro (Oktiabre, 1927), de Sergei Eisesntein
5 – Serpentes de Luxo (Baby Face, 1933), de Alfred E. Green
6 – Três Canções para Lênin (Tri pesni o Lenine, 1934), de Dziga Vertov
7 – Anna Karenina (Idem, 1935), de Clarence Brown
8 – Agente Secreto (Secret Agent, 1936), de Alfred Hitchcock
9 – A Besta Humana (La bête humaine, 1938), de Jean Renoir (Refilmado, ver “Desejo Humano”.)
10 – A Dama Oculta (The Lady Vanishes, 1938), de Alfred Hitchcock
11 – Jesse James (Idem, 1939), de Henry King
12 – Aliança de Aço (Union Pacific, 1939), de Cecil B. DeMille
13 – Uma Cidade Que Surge (Dodge City, 1939), de Michael Curtiz
14 – A Vingança dos Daltons (When the Daltons Rode, 1940), de George Marshall
15 – O Retorno de Frnak James (The Return of Frank James, 1940), de Fritz Lang
16 – A Estrada de Santa Fé (Santa Fe Trail, 1940), de Michael Curtiz
17 – No Tempo do Onça (Go West, 1940), com os Irmãos Marx
18 – Contrastes Humanos (Sullivan’s Travels, 1941), de Preston Sturges
19 – A Sombra de uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1942), de Alfred Hitchcock
20 – A Estranha Passageira (Now, Voyager, 1942), de Irving Rapper
21 – Satã Jantou Lá em Casa (The Man Who Came to Dinner, 1942), de William Keighley
22 – Desencanto (Brief Encounter, 1945), de David Lean
23 – A Batalha dos Trilhos (La bataille du rail, 1946), de René Clément
24 – As Garçonetes de Harvey (The Harvey Girls, 1946), de George Sidney
25 – Duelo ao Sol (Duel in the Sun, 1946), de King Vidor
26 – A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life, 1946), de Frank Capra
27 – Rio Vermelho (Red River, 1948), de Howard Hawks
28 – O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre, 1948), de John Huston
29 – Abutres Humanos (Whispering Smith, 1948), de Leslie Fenton
30 – Expresso para Berlim (Berlin Express, 1948), de Jacques Tourneur
31 – Bonita e Valente (Annie Get Your Gun, 1950), de George Sidney
32 – O Idiota (Hakuchi, 1951), de Akira Kurosawa
33 – Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951), de Alfred Hitchcock
34 – Conspiração (The Tall Target, 1951), de Anthony Mann
35 – Depois do Vendaval (The Quiet Man, 1952), de John Ford
36 – Matar ou Morrer (High Noon, 1952), de Fred Zinnemann
37 – O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952), de Cecil B. DeMille
38 – O Último Duelo (The Cimarron Kid, 1952), de Budd Boetticher
39 – Abrindo Horizontes (Kansas Pacific, 1953), de Ray Nazarro
40 – Dá-me Tua Mão (Take the High Ground, 1953), de Richard Brooks
41 – Os Boas-Vidas (I vitelloni, 1953), de Federico Fellini
42 – Como Agarrar um Milionário (How to Marry a Millionaire, 1953), de Jean Negulesco
43 – A Roda da Fortuna (The Band Wagon, 1953), de Vincente Minnelli
44 – Desejo Humano (Human Desire, 1954), de Fritz Lang (Refilmagem de “A Besta Humana”.)
45 – O Mundo da Fantasia (There’s No Business Like Show Business, 1954), de Walter Lang
46 – Homem sem Rumo (Man Without a Star, 1955), de King Vidor
47 – Conspiração do Silêncio (Bad Day at Black Rock, 1955), de John Sturges
48 – Férias de Amor (Picnic, 1955), de Joshua Logan
49 – O Tesouro de Pancho Villa (The Treasure of Pancho Villa, 1955), de George Sherman
50 – O Ferroviário (Il ferroviere, 1956), de Pietro Germi
51 – Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956), de George Stevens
52 – Chorei por Você (The Jocker Is Wild, 1957), de Charles Vidor
53 – Galante e Sanguinário (3:10 to Yuma, 1957), de Delmer Daves (Refilmado, ver “Os Indomáveis”.)
54 – Vidas Amargas (East of Eden, 1957), de Elia Kazan
55 – A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, 1957), de David Lean
56 – Meus Dois Carinhos (Pal Joey, 1957), de George Sidney
57 – O Homem do Oeste (Man of the West, 1958), de Anthony Mann
58 – Reinado de Terror (Terror in a Texas Town, 1958), de Joseph H. Lewis
59 – A Balada do Soldado (Ballada o soldate, 1959), de Grigori Chukhrai
60 – Trem Noturno (Pociag, 1959), de Jerzy Kawalerowicz
61 – Duelo de Titãs (Last Train from Gun Hill, 1959), de John Sturges
62 – Intriga Iinternacional (North by Northwest, 1959), de Alfred Hitchcock
63 – Sangue sobre a Índia (North West Frontier, 1959), de J. Lee Thompson
64 – Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959), de Billy Wilder
65 – Uma Cruz à Beira do Abismo (The Nun’s Story, 1959), de Fred Zinnemann
66 – Audazes e Malditos (Sergeant Rutledge, 1960), de John Ford
67 – Entre Deus e o Pecado (Elmer Gantry, 1960), de Richard Brooks
68 – Cimarron (Idem, 1960), de Anthony Mann
69 – Começou em Nápoles (It Started in Naples, 1960), de Melville Shavelson
70 – O Homem Que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962), de John Ford
71 – A Conquista do Oeste (How the West Was Won, 1962), de John Ford (“A Guerra Civil”), Henry Hathaway (“Os Rios”, “As Planícies” e “Os Fora-da-Lei”), George Marshall (“A Estrada de Ferro”) e Richard Thorpe (a interligação das histórias)
72 – Fugindo do Inferno (The Great Escape, 1963), de John Sturges
73 – Céu e Inferno (Tengoku to jigoku, 1963), de Akira Kurosawa
74 – Moscou Contra 007 (From Russia with Love, 1963), de Terence Young
75 – O Trem (The Train, 1964), de John Frankenheimer
76 – Crepúsculo de uma Raça (Cheyenne Autumn, 1964), de John Ford
77 – O Expresso de Von Ryan (Von Ryan’s Express, 1965), de Mark Robson
78 – Por Uns Dólares a Mais (Per qualche dollaro in più, 1965), de Sergio Leone
79 – Viva Maria! (Idem, 1965), de Louis Malle
80 – Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky, 1966), de Jirí Menzel
81 – Esta Mulher É Proibida (This Property Is Condemned, 1966), de Sydney Pollack
82 – Os Profissionais (The Professionals, 1966), de Richard Brooks
83 – Três Homens em Conflito (Il buono, il brutto, il cattivo, 1966), de Sergio Leone
84 – A Hora da Pistola (Hour of the Gun, 1967), de John Sturges
85 – Gigantes em Luta (The War Wagon, 1967), de Burt Kennedy
86 – Era uma Vez no Oeste (C’era una volta il West, 1968), de Sergio Leone
87 – Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969), de George Roy Hill
88 – Os Rebeldes (The Reivers, 1969), de Mark Rydell
89 – Os Girassóis da Rússia (I girasoli, 1970), de Vittorio De Sica
90 – Sol Vermelho (Soleil rouge, 1971), de Terence Young
91 – Quando Explode a Vingança (Giù la testa, 1971), de Sergio Leone
92 – Latigo, o Pistoleiro (Support Your Local Gunfighter, 1971), de Burt Kennedy
93 – Matadouro 5 (Slaughterhouse-Five, 1972), de George Roy Hill
94 – Sexy e Marginal (Boxcar Bertha, 1972), de Martin Scorsese
95 – Dinheiro Sujo ou Expresso para Bordeaux (Un flic, 1972), de Jean-Pierre Melville
96 – O Imperador do Norte (Emperor of the North Pole, 1973), de Robert Aldrich
97 – Os Chacais do Oeste (The Train Robbers, 1973), de Burt Kennedy
98 – Meu Nome É Ninguém (Il mio nome è Nessuno, 1973), de Tonino Valerii (Com u'a mão de Sergio Leone)
99 – 0 Dia do Chacal (The Day of the Jackal, 1973), de Fred Zinnemann
100 – Assassinato no Expresso Oriente (Murder on the Orient Express, 1974), de Sidney Lumet
101 – O Trem do Inferno (Breakheart Pass, 1975), de Tom Gries
102 – O Risco de uma Decisão (Bite the Bullet, 1975), de Richard Brooks
103 – O Expresso de Chicago (Silver Streak, 1976), de Arthur Hiller
104 – Julia (Idem, 1977), de Fred Zinnemann
105 – O Amigo Americano (Der amerikanische Freund, 1977), de Wim Wenders
106 – Cinzas no Paraíso / Dias de Paraíso (Days of Heaven, 1978), de Terrence Malick
107 – A Mulher do Tenente Francês (The French Lieutenant’s Woman, 1981), de Karel Reisz
108 – Reds (Idem, 1981), de Warren Beatty
109 – Retratos da Vida (Les uns et les autres,1981), de Claude Lelouch
110 – A Escolha de Sofia (Sophie’s Choice, 1982), de Alan J. Pakula
111 – Passagem para a Índia (A Passage to India, 1984), de David Lean
112 – Os Amores de Maria ou Os Amantes de Maria (Maria’s Lovers, 1984), de Andrei Konchalovsky
113 – Entre Dois Amores (Out of Africa, 1985), de Sydney Pollack
114 – Expresso para o Inferno (Runaway Train, 1985), de Andrei Konchalovsky
115 – Jogue Mamãe do Trem (Throw Momma from the Train, 1987), de Danny DeVito
116 – Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989), de Steven Spielberg
117 – De Volta para o Futuro III (Back to the Future Part III, 1990), de Robert Zemeckis
118 – Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992), de Clint Eastwood
119 – A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993), de Steven Spielberg
120 – Tombstone – A Justiça Está Chegando (Tombstone, 1993), de George P. Cosmatos
121 – Wyatt Earp (Idem, 1994), de Lawrence Kasdan
122 – Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 1995), de Richard Linklater
123 – A Sombra e a Escuridão (The Ghost and the Darkness, 1996), de Stephen Hopkins
124 – Trem da Vida (Train de vie, 1998), de Radu Mihaileanu
125 – Jovens Justiceiros (American Outlaws, 2001), de Les Mayfield
126 – O Agente da Estação (The Station Agent, 2003), de Thomas McCarthy
127 – Expresso Polar (The Polar Express, 2004), de Robert Zemeckis
128 – Os Falsários (Die Fälscher, 2007), de Stefan Ruzowitzky
129 – Trilhos do Destino (Rails & Ties, 2007), de Alison Eastwood (Filha de Clint Eastwood)
130 – Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007), de Paul Thomas Anderson
131 – Os Indomávies (3:10 to Yuma, 2007), de James Mangold (Refilmagem de “Galante e Sanguinário”.)
132 – Expresso Transiberiano (Transsiberian, 2008), de Brad Anderson
133 – A Próxima Estação (La próxima estación, 2008), de Fernando E. Solanas.

B – Filmes brasileiros:

1 – Matar ou Correr (1954), de Carlos Manga
2 – Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias
3 - Porto das Caixas (1962), de Paulo César Saraceni
4 – Lance Maior (1968), de Sylvio Back
5 – Juliana do Amor Perdido (1970), de Sérgio Ricardo
6 – Meu Pé de Laranja Lima (1970), de Aurélia Teixeira
7 – A Casa Assassinada (1971), de Paulo Cesar Saraceni
8 – Coronel Delmiro Gouveia (1978), de Geraldo Sarno
9 – Sonho sem Fim (1985), de Lauro Escorel
10 – O Preço da Paz (2003), de Paulo Morelli
11 – A Linha do Trem (2003), de Nivaldo Lopes.

30 de agosto de 2010

Alain Corneau (1943-2010), diretor francês

O cineasta francês Alain Corneau faleceu na noite de domingo aos 67 anos de idade, em Paris, nesta segunda-feira. Ele era também roteirista.
Diretor dos filmes "Forte Saganne" e "Noturno indiano", Alain Corneau era admirador declarado do cinema americano.
Em 1992, "Todas as Manhã do Mundo", que relata a história de dois compositores franceses do século 17, Sainte Colombe e Marin Marais, ambos intérpretes de viola.

29 de agosto de 2010

Ary Fernandes (1931-2010), ator e diretor brasileiro

Morreu na manhã deste domingo (29), em São Paulo, o cineasta Ary Fernandes. Ary tinha 79 anos e desde 2005 enfrentava problemas de saúde em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Casado com Ignez Peixoto Fernandes desde 1958, o diretor deixa também dois filhos, Fernando e Vânia Fernandes. Segundo o biógrafo do diretor, Antonio Leão, o velório e o enterro, ainda sem horário definido, devem acontecer entre hoje e segunda-feira (30) no Cemitério Municipal Chora Menino, localizado em Santana, zona norte de São Paulo.

Nascido na capital paulistana em 31 de Março de 1931, o diretor, que começou a carreira no rádio como locutor e ator, tinha especial interesse pela parte técnica do cinema. Em 1952, o diretor de cinema Alberto Cavalvanti deu a primeira grande oportunidade a Ary como assistente de direção nos filmes "O Canto do Mar" e "Mulher de Verdade".

A partir de 1967 atuou como produtor e diretor de filmes como "Uma Pistola Para Djeca" (1969) e "Orgia das Libertinas' (1980).

Como ator, Ary participou de diversos filmes, com destaque para "Quem Matou Anabela?" (1956), "O Supermanso" (1975), do qual também foi produtor, e "Tortura Cruel" (1980). Em 2006, lançou sua autobiografia, “Ary Fernandes – Sua Fascinante História”.
(Noticiado pelo UOL Entretenimento.)

24 de agosto de 2010

Festival de filmes de época, em Lapa (PR)

No 4º Festival da Lapa, para filmes de época, realizado em junho na cidade paranaense da Lapa, o ator Paulo Betti foi homenageado com um troféu Tropeiro especial.
Os filmes vencedores foram:
1 - Melhor filme: "A Ilha da Morte" (El cayo dela muerte, Brasil/Cuba/Espanha, 2006), de Wolney Oliveira
2 - Melhor cenário: "O Menino da Porteira" (Brasil, 2009), de Jeremias Moreira Filho
3 - Melhor figurino: "Corpos Celestes" (Brasil, 2006), de Marcos Jorge e Fernando Severo
4 - Melhor maquiagem: "Em Teu Nome" (Brasil, 2009), de Paulo Nasdcimento
5 - Menção honrosa: "Em Teu Nome".

15 de agosto de 2010

Festival de Gramado: a lista dos vencedores

O Festival de Cinema de Gramado, em sua 38ª edição, encerrada no último sábado, 14, consagrou o filme brasileiro "Bróder!", que levou os troféus de melhor filme, diretor, ator, montagem e música.
A seguir, a relação dos longas-metragens vencedores.

a) Cinema brasileiro:
1 - Melhor filme: "Bróder!" (2010)
2 - Melhor diretor: Jeferson De, por "Bróder!"
3 - Melhor ator: Caio Blat, por "Bróder!"
4 - Melhor atriz: Simone Spoladore, por "Não Se Pode Viver sem Amor" (2010)
5 - Melhor roteiro: Dani Patarra e Jorge Duran, por "Não Se Pode Viver sem Amor"
6 - Melhor fotografia: Luís Abramo, por "Não Se Pode Viver sem Amor"
7 - Melhor trilha musical: João Marcello Bôscoli e Jeferson De, por "Bróder!", e John Ulhoa, Ruben Jacobina e Diamantino Feijó, por "Ponto Org" (2010)
8 - Melhor montagem: Jeferson De e Quito Ribeiro, por "Bróder!"
9 - Melhor direção de arte: Ana Dominoni, por "O Último Romance de Balzac" (2010)
10 - Prêmio especial do júri: "O Último Romance de Balzac"
11 - Prêmio da crítica: "Diário de uma Busca" (2010), de Fávia Castro
12 - Prêmio do júri popular: "180º" (2010), de Eduardo Vaisman
13 - Prêmio do júri estudantil: "Diário de uma Busca".

b) Cinema latino-americano:
1 - Melhor filme: "Minha Vida com Carlos" (Mi vida con Carlos, Chile/Espanha, 2010), de Germán Berger
2 - Melhor diretor: Nicolás Pereda, por "Perpetuum Mobile" (Canadá/México, 2009)
3 - Melhor ator: Martín Piroyansky, por "La vieja de atras" (Argentina, 2010), e Gabino Rodríguez, por "Perpetuum Mobile"
4 - Melhor atriz: Alma Blanco, por "La Yuma" (França/México/Espanha/Nicarágua, 2009)
5 - Melhor roteiro: Pablo José Meza, por "La vieja de atras"
6 - Melhor fotografia: Miguel Littin, por "Minha Vida com Carlos"
7 - Prêmio especial do Júri: "La Yuma", de Florence Jaugey
8 - Prêmio do público: "Minha Vida com Carlos"
9 - Prêmio da crítica: "El vuelco del cangrejo" (Colômbia/França, 2009), de Oscar Ruiz Navia
10 - Prêmio do júri estudantil: "El vuelco del cangrejo".

9 de agosto de 2010

Patricia Neal (1926-2010)

A atriz norte-americana Patricia Neal, vencedora do Oscar de melhor atriz em 1964 pelo filme "O Indomado" (Hud), morreu neste domingo, aos 84 anos, de câncer do pulmão. Ela estava em sua casa, na cidade de Edgartown, em Massachusetts, quando morreu.

Em 1965, Neal sofreu três AVC (acidente vascular cerebral), aos 39 anos, que a deixou em coma por três semanas. Mesmo semiparalizada, a atriz reaprendeu a andar e a falar.

Neal voltou a atuar em 1968 no filme "A História de Três Estranhos" (The Subject Was Roses).
(Notícia do UOL Entretenimento.)

3 de agosto de 2010

Morre aos 100 anos o designer Robert F. Boyle

O designer e diretor de arte Robert F. Boyle, que há dois anos recebeu um Oscar pela carreira, morreu em Los Angeles, no domingo, 1º de agosto, de causas naturais. Ele tinha 100 anos.

Ele permaneceu ativo até sua morte, realizando palestras para estudantes no Instituto de Cinema Americano.

Durante sua carreira de mais de 60 anos, Boyle colaborou com diretores como Alfred Hitchcock, Hal Ashby e Don Siegel.

Hitchcock deu a Boyle sua grande chance como diretor de arte em "Sabotador". Como desenhista de produção, Boyle trabalhou com Hitchcock em "Intriga Internacional", "Os Pássaros" e "Marnie, Confissões de Uma Ladra".

"Intriga Internacional" foi a primeiro dos quatro trabalhos de Boyle indicadas ao Oscar, seguido de "Uma Certa Casa em Chicago" e "Um Violinista no Telhado", dirigidos por Jewison, e "O Último Pistoleiro", de Siegel.
(Notícia do saite UOL Entretenimento)

2 de agosto de 2010

Tom Mankiewicz (1942-2010)

O roteirista norte-americano Tom Mankiewicz, filho do diretor Joseph L. Mankiewicz e sobrinho de Herman J. Mankiewicz, roteirista de Cidadão Kane, morreu de câncer no pâncreas, no dia 31 de julho, em Los Angeles. Tinha 68 anos.

Mankiewicz foi roteirista dos filmes de James Bond "Diamantes São Eternos" e "Com 007 Viva e Deixe Morrer", e dos dois primeiros filmes do "Super-Homem".

31 de julho de 2010

Carta da Lapa: uma visão prospectiva do cinema brasileiro

Aqui está a Carta da Lapa, que merece ser divulgada, lida e compreendida em profundidade por todos nós que gostamos de cinema e queremos ver o seu contínuo desenvolvimento no território nacional.

"Reunidos durante o Festival da Lapa 2010 (Festival de Filmes de Época), diretores de cinema, produtores, assistentes de arte e de produção, cineclubistas, professores, alunos, representantes de escolas de cinema e de entidades do cinema paranaense, cinéfilos e cidadãos lapeanos, participaram das mostras, oficinas, bate-papos e mesas de debates. Questões ligadas ao filme de época, ao movimento cineclubista, à relação entre cinema e educação, à formação técnico-profissional, à pesquisa e preservação cinematográficas foram abordadas. Por aclamação dos presentes, as proposições e considerações feitas durante o encontro seguem sintetizadas nesse documento.

Afirmou-se a importância da continuidade e do fortalecimento do Festival da Lapa, referência cada vez maior para as questões relacionadas aos filmes de época: direção de arte, figurino, maquiagem, adereços e fotografia. Espera-se que em suas próximas edições possa sediar de forma ainda mais sistematizada encontros das categorias diretamente envolvidas com a temática.

Definiu-se como urgente que os cinéfilos e os que trabalham com cinema no Paraná façam a sua parte no processo, retomado em 2003 durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, de rearticulação dos cineclubes brasileiros, reafirmando (como na memorável Carta de Curitiba, redigida quando da realização em fevereiro de 1974, no Teatro do Paiol, da VIII Jornada Nacional de Cineclubes/III Encontro Sul-Americano de Cineclubes) sua clara posição em defesa do cinema nacional, seu compromisso com o desenvolvimento do projeto cultural brasileiro. Em sintonia com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e com o Programa Cine Mais Cultura do MinC, cabe aproximar os cineclubes em funcionamento no Paraná e atuar, inclusive com propostas de políticas públicas, visando implantar cineclubes na maioria dos espaços possíveis: universidades, escolas, institutos, bibliotecas públicas, museus, sindicatos, clubes, câmaras municipais, unidades da rede SESC, associações e centros culturais.

Desta forma, se estará contribuindo com a formação do público e de público para o cinema brasileiro, de quadros que possam fazer crítica de cinema -- buscando retomar uma tradição que iniciou em Curitiba no final dos anos 40 e que se desenvolveu até pouco depois de meados dos anos 60, sobressaindo nesse período, por sua sólida cultura cinematográfica, os nomes de Armando Ribeiro Pinto, Francisco Bettega Neto e Lélio Sottomaior Júnior --, e de quadros que possam se orientar, ampliadas as parcerias entre cineclubes universitários, cursos de cinema e Cinemateca de Curitiba, para as atividades de pesquisa, preservação e difusão, para o trabalho em arquivos audiovisuais. Em conseqüência, com a implantação de cineclubes, também se quer dar um passo na formação de um ainda necessário jornalismo cultural paranaense, verdadeiramente capaz de fazer a mediação entre as manifestações artísticas e o público. Se o desafio é imenso, os cineclubistas hoje também contam com a Programadora Brasil e com a Filmoteca Carlos Vieira, ambas com um acervo de filmes devidamente licenciados, em condições, portanto, de resolver suas dificuldades iniciais de programação.

Dentre os espaços citados, sublinhou-se a possibilidade do museu, ao lado da exibição e discussão de filmes, servir como plataforma de diálogo e inclusão cultural. Se presentes nas escolas, os cineclubes trazem a expectativa de que a cultura cinematográfica ajude os estudantes a projetar sua autonomia intelectual. Neste sentido, fez-se clara menção de apoio ao 1o. Seminário de Cinema e Educação: cineclube, escola, comunidade, proposto pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e aprovado pelo Comitê Consultivo da SAV- Secretaria do Audiovisual/MinC. O objetivo do Seminário, de suas comunicações e debates, é produzir um elenco de sugestões concretas e programáticas a ser submetido à aprovação e execução pela administração pública. Os presentes estenderam também todo o seu apoio ao programa Cinema Perto de Você, que está sendo lançado pela Ancine/Agência Nacional de Cinema visando incentivar o setor privado (por meio de linhas de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual e do BNDES e ainda por conhecidos mecanismos de desoneração tributária) a abrir cinemas nas imediações de grandes centros urbanos e em municípios sem essa alternativa cultural. Sua prioridade localiza-se nos 89 municípios com mais de cem mil habitantes e sem nenhuma sala de cinema!

Na linha da formação profissional, reafirmou-se o reconhecimento da importância do técnico cinematográfico e a urgência da criação de cursos técnicos profissionalizantes para o setor audiovisual na rede federal de educação profissional e tecnológica (Institutos Federais, Universidade Tecnológica, Cefets e Escolas Técnicas vinculadas às Universidades). Se, de um lado é compreensível que todos queiram se tornar diretores, diretores de fotografia, diretores de arte e diretores artísticos, por outro, há grande falta de técnicos em muitas áreas da produção. No atual contexto do cinema brasileiro, as carências de técnicos têm sido supridas de modo paliativo, por meio de oficinas de formação realizadas, em muitos casos, em plena produção! Sem desmerecer a relevância nem os benefícios do “modelo” oficinas, é preciso ir além. A carência maior, em cada produção pelo Brasil afora, é de técnicos intermediários e de suporte, portanto urge formá-los. São necessários cursos de cenotécnica, elétrica de cena e iluminação, adereço, maquiagem de teatro e cine, produção gráfica, produção de arte, assistente de produção, câmera, maquinaria, animação, prospecção, recuperação/preservação, enfim, cursos de produção voltados ao cinema e vídeo.

No âmbito da preservação, entendendo preservar como oferecer condições para tornar perene a obra cultural (na sua materialidade, integridade, integralidade física e nas suas documentações conexas), para fins de difusão, pesquisa, estudos e fruição, é preciso estabelecer políticas públicas efetivas, inclusive de acervos digitais, bem como definições claras para o acesso aos acervos. O acesso ao material preservado, seja para novas produções ou para estudos é o que lhe empresta sentido, mostrando aspectos da história e do imaginário, levando à reflexão sobre o passado e suas esperanças. Considerou-se também como de maior importância incluir na pauta do audiovisual que a preservação começa na produção, que cabe aos produtores incluir em seus planos de trabalho cópias de preservação e guarda de materiais que integram o processo de criação/produção (como versões de roteiros), que caracterizam a documentação da obra.

Apontou-se também a carência de profissionais que se dediquem à macroestrutura de uma produção, ao planejamento do roteiro, da filmagem, do lançamento e da distribuição (o que supõe, muitas vezes, o conhecimento do mercado internacional e de como nele negociar, entre outras qualificações). Atualmente, quase sempre quem exerce esta função é um diretor, em seu próprio filme ou no de um diretor amigo. Sendo assim, para evitar esta sobrecarga, que as escolas de cinema avaliem se não caberia programar cursos, pelo menos de extensão, voltados a esta macroestrutura da produção.

Durante o Festival foram aplaudidas as manifestações de apoio às entidades de classe do cinema paranaense, especialmente o SIAPAR (Sindicato das Indústrias Audiovisuais do Paraná) e a AVEC (Associação de Vídeo e Cinema do Paraná). Ressaltou-se a relevância do Estado não concorrer com a produção independente local, mas sim instituir e desenvolver ações de fomento e estímulo como, por exemplo, editais para alocação de recursos visando o desenvolvimento do setor. Chamou-se a atenção para a necessidade de suplementar a informação das empresas quanto aos modos de funcionamento das leis de incentivos fiscais, mais especificamente da Lei do Audiovisual, um excelente instrumento à disposição dos realizadores, mas ainda com baixa utilização pelas empresas, seja por desconhecimento ou até mesmo por falta de uma prática contínua para investir em filmes parte do seu imposto de renda a pagar.

E, em acordo com a Carta de Atibaia, produzida e assinada pelo Congresso Brasileiro de Cinema, em janeiro de 2010, reafirmou-se a importância da continuidade e da ampliação dos programas do Ministério da Cultura nas suas diversas áreas, sobretudo, pelo que significam em termos de democratização do acesso à cultura, como afirmação do direito dos cidadãos brasileiros à cultura.

Finalmente agradecemos a Prefeitura da Lapa, ao Instituto Borges da Silveira, ao Instituto Cultural e Artístico da Lapa, ao Governo do Paraná e ao Ministério da Cultura, patrocinadores do evento.
Lapa, 12 de junho de 2010."

Entidades Presentes:
- AVEC/PR – Associação de Vídeo e Cinema do Paraná
- Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro/Regional do Paraná
- Cinemateca de Curitiba
- Comissão Organizadora do Cineclube Campus Central da UFPR
- Comissão Organizadora do Cineclube da Lapa
- Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Paraná
- FAPR/Faculdade de Artes do Paraná
- Instituto Borges da Silveira (c/sede na Lapa)
- Instituto Artístico e Cultural da Lapa
- IFPR/Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná
- Kinoarte/Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina
- Nesef-UFPR/Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Ensino de Filosofia
- Núcleo de Vídeo e Cinema da Lapa
- Programa Mais Cultura/Cine Mais Cultura do MinC
- SIAPAR/Sindicato das Indústrias Audiovisuais do Paraná

Entidades que manifestaram apoio:
- Associação de Difusão Cultural de Atibaia
- Biblioteca Pública do Paraná
- CEU/Casa do Estudante Universitário do Paraná
- CREC/Centro Rio Clarense de Estudos Cinematográficos
- Ciclo de Cinema Aeroporto (Londrina/PR)
- Cineclube Cinema Comunitário (Rio de Janeiro/RJ)
- Cineclube Interação de Altamira do Paraná
- Cineclube MeMostra (Curitiba/PR)
- Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
- Difusão Cineclube (Atibaia/SP)
- Era Uma Vez O Cinema.Blogspot.Com (Brasília/DF)
- FAIA/Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual
- Fórum das Entidades Culturais do Paraná
- Ponto de Cultura Minha Vila Filmo Eu (Curitiba/PR)
- Representação Central Ucraniano-Brasileira (Curitiba/PR)
- Taturana - Revista de Cinema (Londrina/PR)
- TV Cidade Livre – Canal Comunitário (Rio Claro/SP)
- Vila Cultural AlmA Brasil (Londrina/PR).

A cidade da Lapa (PR) ensaia um grito que chama à participação todos os brasileiros que gostam de cinema e sabem da importância dos cineclubes

Este blog abre espaço para divulgar o meritório trabalho de Emmanuel Appel, professor de filosofia da Universidade Federal do Paraná (e que também vem colaborando com a reitoria do Instituto Federal do Paraná na implantação de sua área de cultura), na busca de uma política estimuladora da reativação do movimento cineclubista naquele Estado. É a sua contribuição para a Carta da Lapa, um verdadeiro manifesto, que servirá de locomotiva a puxar os passos subsequentes do esforço paranaense em prol do desenvolvimento do cinema brasileiro. O título do documento refere-se à cidade da Lapa (PR), local em que recentemente se realizou a quarta edição do Festival da Lapa, com destaque para a Mostra Competitiva de Filmes de Época, concorrentes ao troféu Tropeiro, um dos símbolos da Lapa.
A seguir, o texto do professor Appel para a Carta da Lapa, que merece ser chamado de Grito da Lapa, digno de ser ouvido em todos os rincões do nosso País:

"Se bem traduzo parte dos debates e conversas do sábado, penúltimo dia do Festival da Lapa, um dos pontos desta Carta deve centrar-se na urgência que têm os cinéfilos e os que trabalham com cinema no Paraná em fazer a sua parte no processo (retomado em 2003 durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro) de rearticulação dos cineclubes, reafirmando (como na memorável Carta de Curitiba, redigida quando da realização, em fevereiro de 1974, no Teatro do Paiol, da VIII Jornada Nacional de Cineclubes/III Encontro Sul-Americano de Cineclubes) sua clara posição em defesa do cinema nacional, seu compromisso com o desenvolvimento do projeto cultural brasileiro. Em sintonia com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e com o Programa Cine Mais Cultura do MinC, cabe aproximar os cineclubes em funcionamento no Paraná e atuar, inclusive com propostas de políticas públicas, no sentido de implantar cineclubes em todos os espaços possíveis: universidades, associações, institutos, bibliotecas, museus, sindicatos, clubes, câmaras municipais, unidades da rede Sesc, dentre outros. Desta forma, estaremos contribuindo com a formação do público e de público para o cinema nacional, de quadros que possam fazer crítica de cinema -- retomando talvez uma tradição que iniciou em Curitiba no final dos anos quarenta e que se desenvolveu até pouco depois de meados dos sessenta, sobressaindo nesse período, por sua sólida cultura cinematográfica, os nomes de Armando Ribeiro Pinto (que, no caminho aberto por Paulo Emílio Salles Gomes, passou uma temporada em Paris assistindo os clássicos na Cinemateca Francesa), Francisco Bettega Neto (cujas críticas, na edição curitibana do jornal Última Hora, eram de leitura obrigatória) e Lélio Sottomaior Júnior (que revelou os autores franceses e americanos, em especial para os que freqüentavam o Cineclube Pró-Arte do Colégio Santa Maria) --, e de quadros que possam se orientar, ampliadas as parcerias entre cineclubes universitários, cursos de cinema e Cinemateca de Curitiba, para as atividades de pesquisa, preservação e difusão, para o trabalho em arquivos audiovisuais. Em consequência, com a implantação de cineclubes, estaremos também dando um passo na formação de um ainda necessário jornalismo cultural paranaense, verdadeiramente capaz de fazer a mediação entre as manifestações culturais e o público. Mais ainda: com a interiorização dos cineclubes pode-se progressivamente diminuir uma estatística estarrecedora, colhida pelo IBGE em 2007: apenas 8% dos municípios brasileiros (de um total de mais de 5.500) possuem salas de cinema! Segundo dados recentes, o Brasil ocupa o sexagésimo lugar na relação de habitantes por sala: são em números redondos 86.300 pessoas para cada sala de cinema enquanto nos Estados Unidos a média é de 7.900. Se vingar o programa Cinema Perto de Você, que está sendo lançado pela Ancine/Agência Nacional de Cinema visando incentivar o setor privado (por meio de linhas de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual e do BNDES e ainda por conhecidos mecanismos de desoneração tributária) a abrir cinemas -- previsão de 600 salas em quatro anos -- nas imediações de grandes centros urbanos e em municípios sem essa alternativa cultural; se vingar, dizíamos, - e os presentes no Festival da Lapa torcem por esta iniciativa, cuja prioridade encontra-se nos 89 municípios com mais de cem mil habitantes e sem nenhuma sala de cinema! -- ainda assim passaríamos das atuais 2.200 salas (encontravam-se reduzidas a menos da metade em 1995 e dobraram devido ao extraordinário avanço de shopping centers) para 2.800, patamar ainda inferior ao de meados dos anos setenta, quando o Brasil possuía 3.300 salas em funcionamento. Ora, salta aos olhos como a atividade cineclubista, existente desde antes dos anos vinte (ainda que o primeiro cineclube brasileiro com estatutos e registro oficial, o Chaplin Club, tenha sido fundado em 1928, há registro de que já em 1917, também no Rio de Janeiro, um grupo de amigos, alunos do Colégio Pio Americano, se reunia para ver e debater filmes) e voltada às virtudes formativas, criativas e críticas do cinema, poderá não só atenuar esta situação como, por meio de festivais, mostras e retrospectivas, fazer com que o cinema, de todas as bitolas, tecnologias e diversidades estético-culturais, chegue à população: calcula-se que apenas 10% dos quase 200 milhões de brasileiros vão ao cinema “pelo menos uma vez por ano”! Se o desafio é imenso, os cineclubistas hoje contam com a Programadora Brasil e com a Filmoteca Carlos Vieira, ambas com um acervo de filmes devidamente licenciados, em condições, portanto, de resolver suas dificuldades iniciais de programação. Pensando grande, num tempo não muito distante, impregnado de otimismo militante, com os cineclubes (que, nunca é demais lembrar, também são -- além de territórios de aprendizagem, por conta da possibilidade de debates regulares, antecedidos por uma apresentação do filme -- espaços de sociabilidade, centros de vivência, pontos de encontro) é bem provável que se recrie o hábito de ir ao cinema e que boa parte dos que frequentam cineclubes passe a ver o cinema como importante em suas vidas.

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Outro ponto, esboçado nas mesas do sábado, 12 de junho, que merece ser destacado na Carta, diz respeito à instalação de cineclubes nas escolas: penso não estar exagerando ao imaginar a cultura cinematográfica ajudando os estudantes a projetar sua autonomia intelectual e a fazer uso público de sua razão, levando a uma sociedade melhor. E para desenvolver este ponto, o conteúdo do e-mail de Saskia Sá, enviado por Rodrigo Bouillet, sobre o seminário “Cinema e Educação: cineclube, escola, comunidade”, bem como as contribuições dos participantes das demais mesas, será certamente de grande valia. Com o recebimento da primeira versão, saberemos todos como melhor colaborar, trabalhar o texto e chegar a uma carta-manifesto. Um abraço a todos. Emmanuel."

Suso Cecchi d'Amico (1914-2010)

A roteirista italiana Suso Cecchi d'Amico, colaboradora favorita do cineasta Luchino Visconti e que ajudou a dar forma às histórias do neo-realismo cinematográfico, morreu hoje em Roma aos 96 anos.

Os filhos dela informaram neste sábado a morte de Giovanna Cecchi, conhecida como Suso Cecchi d'Amico, cujo funeral será realizado na próxima segunda-feira em Roma.

Nascida em Roma em 21 de julho de 1914, filha do escritor Emilio Cecchi, colaborou em mais de cem filmes de cineastas importantes da Itália como Roberto Rossellini, Vittorio De Sica e Federico Fellini.

Agraciada em 1994 com o Leão de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Veneza, pela carreira, Cecchi d'Amico participou dos roteiros deo Roma, Cidade Aberta (Roma, città aperta, 1945), Ladrões de Bicicletas (Ladri di biciclette, 1948) e O Leopardo (Il gattopardo, 1963).

28 de julho de 2010

Brigitte Bardot comemora proibição de touradas

O parlamento da Catalunha, província do nordeste da Espanha, decidiu proibir as touradas em seu território a partir de janeiro de 2012. Os inimigos da tourada começaram seu combate pela Catalunha porque lá o esporte não é tão importante quanto em outras províncias espanholas, o que facilitaria o ganho de causa, como de fato aconteceu.

A atriz francesa Brigitte Bardot, defensora intransigente dos animais, comemorou a decisão em um comunicado, no qual diz: "É uma vitória da democracia sobre os lobbies taurinos. Uma vitória da dignidade sobre a crueldade. A tourada é de um sadismo incrível. Já não estamos nos jogos circenses e é necessário pôr um fim imediato a esta tortura animal".

Por tudo que representou para o cinema francês, quando era jovem e bela, Brigitte merece a nossa admiração e o nosso respeito. (Ela foi, virtualmente, o maior estímulo às faculdades sexuais deste escriba, na adolescência.) No entanto, suas palavras não merecem passar sem questionamento, já que não respeitam a boa lógica nem os valores democráticos.

É inegável, no caso, que a decisão ocorreu dentro do jogo democrático, mas a expressão "lobbies taurinos" mais confunde que esclarece. Primeiro, pela existência também de fortíssimos "lobbies antitaurinos", dos quais Brigitte é um exemplo. Segundo, porque há muita gente que defende de boa-fé as touradas, simplesmente por apreciá-las. É o caso, por exemplo, do filósofo francês Francis Wolf, que escreveu um belo texto a respeito.

O uso do termo "dignidade" não nos parece adequado por conter um conceito moral, inaplicável ao reino animal. Quanto ao sadismo, é pouco provável que nós, humanos, deixaremos de ser sádicos com a eliminação das touradas. A tendência, aliás, é que, na ausência das formas sublimadas de violência, nós nos tornemos ainda mais sádicos contra os nossos semelhantes.

Por fim, sendo a tourada um jogo circense, que existe legitimamente há séculos, quem tem poder para decretar que "já não estamos nos jogos circenses"? E por que não é bom estar nos jogos circenses? Ou, por outro lado, qual seria o benefício para a humanidade de não mais estar nos jogos circenses? Mas é quando ela afirma "é necessário pôr um fim imediato..." que a sua personalidade autoritária se revela sem disfarces.
(Notícia veiculada pelo saite UOL Entretenimento.)

27 de julho de 2010

Maury Chaykin (1949-2010)

O ator norte-americano Maury Chaykin morreu hoje aos 61 anos, em um hospital de Toronto, em consequência de complicações renais.
Chaykin morreu no mesmo dia em que completava 61 anos. Ele participou dos filmes "Irmãos Gêmeos" (1988), "Dança com Lobos" (1990), "A Máscara do Zorro" (1998) e, mais recentemente, "Ensaio Sobre a Cegueira" (2008), dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles.
O ator nasceu em 1949 nos Estados Unidos, mas se mudou para Toronto, onde desenvolveu sua carreira artística. Seu pai era americano e a mãe canadense.
Durante sua carreira, Chaykin recebeu alguns dos principais prêmios do cinema e da televisão canadenses.

23 de julho de 2010

Festival de Paulínia: a relação dos premiados

O III Paulínia Festival de Cinema, realizado em Paulínia (SP), encerrou-se na última quinta-feira, 22, consagrou o filme "5x Favela - Agora por Nós Mesmos", que conquistou seis troféus Menina de Ouro.
A seguir, a lista dos longas-metragens premiados:
1 - Melhor filme (ficção): "5x Favela – Agora por Nós Mesmos" (2010), de Manaira Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra
2 - Melhor documentário: "Leite e Ferro" (2010), de Claudia Priscilla
3 - Melhor diretor (ficção): Flavio Tambellini, por "Malu de Bicicleta" (2010)
4 - Melhor diretor (documentário): Claudia Priscilla, por "Leite e Ferro"
5 - Melhor ator: Marcelo Serrado, por "Malu de Bicicleta"
6 - Melhor atriz: Fernanda de Freitas, por "Malu de Bicicleta"
7 - Melhor ator coadjuvante: Marcio Vitto, por "5x Favela – Agora por Nós Mesmos", episódio "Acende a Luz"
8 - Melhor atriz coadjuvante: Dila Guerra, por "5x Favela – Agora por Nós Mesmos", episódio "Acende a Luz"
9 - Melhor roteiro: Rafael Dragaud, por "5x Favela – Agora por Nós Mesmos"
10 - Melhor fotografia: Gustavo Hadba, por "Bróder" (2010)
11 - Melhor montagem: Quito Ribeiro, por "5x Favela – Agora por Nós Mesmos"
12 - Melhor som: Miriam Biderman e Ricardo Reis, por "Bróder"
13 - Melhor direção de arte: Alessandra Maestro, por "Bróder"
14 - Melhor trilha sonora: Guto Graça Melo, por "5x Favela – Agora por Nós Mesmos"
15 - Melhor figurino: Marcia Tacsir, por "Desenrola" (2010)
16 - Prêmio especial do júri: "Lixo Extraordinário" (2010), de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley
17 - Prêmio da crítica: "Bróder", de Jefferson De.

18 de julho de 2010

James Gammon (1940-2010), ator

O ator americano James Gammon morreu de câncer, em 16 de julho, aos 70 anos. Muito requisitado como coadjuvante, marcou presença em mais de 60 filmes. Suas mais memoráveis atuações foram no gênero western, quase sempre fazendo tipos grosseiros e mal-humorados, como se pode ver em filmes como "Um Homem Chamado Cavalo" (A Man Called Horse, 1970), "Cowboy do Asfalto" (Urban Cowboy, 1980), "Silverado" (1985), "Wyatt Earp" (1994), "Wild Bill - Uma Lenda no Oeste" (Wild Bill, 1995), "Terra de Paixões" (The Hi-Lo Country, 1998) e "Cold Mountain" (2003). Nasceu em 20 de abril de 1940, em Newman, Illinois. Deixou viúva e dois filhos.

14 de julho de 2010

Trigger, o cavalo de Roy Rogers, é leiloado

O corpo empalhado do cavalo Trigger, fiel companheiro do caubói Roy Rogers, foi vendido hoje em leilão, em Nova York, por US$ 266.500.

O cavalo foi o primeiro dos 300 itens relacionados a Roy Rogers (1911-1998) e sua mulher, Dale Evans, que estão sendo leiloados na casa Christie's. Tudo que irá à venda estava em um museu dedicado ao ator.

Trigger, um cavalo da raça palomino, acompanhou Rogers na maioria de seus filmes e durante as turnês de exibição que fazia pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Apesar do alto preço pago pelo cavalo, o item mais caro do primeiro dia do leilão, que termina nesta quinta-feira, 15, foi uma cadeira com o nome do caubói, arrematada por US$ 386.500.
(Notícia do saite UOL News.)

13 de julho de 2010

Festival de Toronto: 100 filmes essenciais

O saite Thompson on Hollywood divulgou a lista de 100 filmes essenciais do Festival de Cinema de Toronto, Canadá. A lista foi definida por um painel de especialistas, curadores do festival.
A seguir, a lista completa, na ordem inversa à da classificação:
100 - Playtime - Tempo de Diversão (Play Time, França/Itália, 1970), de Jacques Tati
99 - Oldboy (Oldboy, Coreia do Sul, 2003), de Park Chan-wook
98 - Terra (Zemlya, União Soviética, 1930), de Aleksander Dovjenko
97 - Tudo sobre Minha Mãe (Todo sobre mi madre, Espanha/ França, 1999), de Pedro Almodóvar
96 - Cléo das 5 às 7 (Cléo de 5 à 7, França/Itália, 1962), de Agnès Varda
95 - A Nossos Amores (À nos amours, França, 1983), de Maurice Pialat
94 - Ondas do Destino (Breaking the Waves, Dinamarca/Suécia/ França/Holanda/Noruega/Islândia, 1996), de Lars von Trier
93 - Três Homens em Conflito (Il buono, il brutto, il cattivo, Itália/Espanha/Alemanha, 1966), de Sergio Leone
92 - Veludo Azul (Blue Velvet, EUA, 1986), de David Lynch
91 - O Terceiro Homem (The Third Man, Reino Unido, 1949), de Carol Reed
90 - Palavras ao Vento (Written on the Wind, EUA, 1956), de Douglas Sirk
89 - Videodrome - A Síndrome do Vídeo (Videodrome, Canadá, 1983), de David Cronenberg
88 - Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin, Alemanha/França, 1987), de Wim Wenders
87 - Andrei Rublev (Andrey Rublyov, União Soviética, 1966), de Andrei Tarkovsky
86 - Chinatown (Chinatown, EUA, 1974), de Roman Polanski
85 - Relíquia Macabra (The Maltese Falcon, EUA, 1941), de John Huston
84 - Touro Indomável (Raging Bull, EUA, 1980), de Martin Scorsese
83 - La noire de... (Sem título no Brasil, 1966, França/Senegal), de Ousmane Sembène
82 - Amores Expressos (Chung Hing sam lam, Hong Kong, 1994), de Wong Kar Wai
81 - O Nascimento de uma Nação (The Birth of a Nation, EUA, 1915), de D. W. Griffith
80 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, EUA, 1977), de Woody Allen
79 - Tubarão (Jaws, EUA, 1975), de Steven Spielberg
78 - Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, EUA, 1959), de Billy Wilder
77 - Ouro e Maldição (Greed, 1924), de Erich von Stroheim
76 - A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006), de Florian Henckel von Donnersmarck
75 - Crônica de um Verão (Chronique d'un été (Paris 1960) , França, 1961), de Jean Rouch e Edgar Morin
74 - Jules e Jim (Jules et Jim, França, 1962), de François Truffaut
73 - Wavelength (Sem título no Brasil, Canadá/EUA, 1967), de Michael Snow
72 - O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, Taiwan/Hong Kong/ EUA/China, 2000), de Ang Lee
71 - Nashville (Nashville, EUA, 1975), de Robert Altman
70 - A Lista de Schindler (Schindler's List, EUA, 1993), de Steven Spielberg
69 - Poeira no Vento (Lian lian feng chen, Taiwan, 1986), de Hou Hsiao-hsien
68 - Psicose (Psycho, EUA, 1960), de Alfred Hitchcock
67 - Scorpio Rising (Sem título no Brasil, EUA, 1964), de Kenneth Anger
66 - M - O Vampiro de Düsseldorf (M, Alemanha, 1931), de Fritz Lang
65 - Memórias do Subdesenvolvimento (Memoria del subdesarrollo, Cuba, 1968), de Tomás Gutiérrez Alea
64 - Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, Reino Unido/EUA, 1971), de Stanley Kubrick
63 - Johnny Guitar (Johnny Guitar, EUA, 1954), de Nicholas Ray
62 - Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, EUA, 1952), de Stanley Donen e Gene Kelly
61 - Levada da Breca (Bringing Up Baby, EUA 1938), de Howard Hawks
60 - O Boulevard do Crime (Les enfants du paradis, França, 1945), de Marcel Carné
59 - Através das Oliveiras (Zire darakhatan zeyton, França/Irã, 1994), de Abbas Kiarostami
58 - Blade Runner - O Caçador de Androides (Blade Runner, EUA/Hong Kong, 1982), de Ridley Scott
57 - Desejos Proibidos (Madame de..., França/Itália, 1953), de Max Ophüls
56 - O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, Espanha/ México/EUA, 2006), de Guillermo del Toro
55 - Le chagrin et la pitié (Sem título no Brasil, França/Suíça/ Alemanha, 1969), de Marcel Ophüls
54 - A Vida É Bela (La vita è bella, Itália, 1997), de Roberto Benigni
53 - Viridiana (Viridiana, Espanha/México, 1961), de Luis Buñuel
52 - Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar Wai
51 - A Batalha de Argel (La battaglia di Algeri, Itália/Argélia, 1966), de Gillo Pontecorvo
50 - Metrópolis (Metropolis, Alemanha, 1927), de Fritz Lang
49 - Viagem à Lua (Le voyage dans la lune, França, 1902), de Georges Méliès
48 - O Sétimo Selo (Det sjunde inseglet, Suécia, 1957), de Ingmar Bergman
47 - Saló ou Os Cento e Vinte Dias de Sodoma (Salò o le 120 giornate di Sodoma, Itália/França, 1975), de Pier Paolo Pasolini
46 - Apocalypse Now (Apocalypse Now, EUA, 1979), de Francis Ford Coppola
45 - Taxi Driver - Motorista de Táxi (Taxi Driver, EUA, 1976), de Martin Scorsese
44 - Cidade de Deus (Brasil/França, 2002), de Fernando Meirelles
43 - O Conformista (Il conformista, Itália/França/Alemanha, 1970), de Bernardo Bertolucci
42 - Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Reino Unido, 2008), de Danny Boyle
41 - Rastros de Ódio (The Searchers, EUA, 1956), de John Ford
40 - Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction, EUA, 1994), de Quentin Tarantino
39 - Noite e Neblina (Nuit et brouillard, França, 1955), de Alain Resnais
38 - Um Corpo que Cai (Vertigo, EUA, 1958), de Alfred Hitchcock
37 - La jetée (La jetée, França, 1962), de Chris Marker
36 - O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, EUA, 1939), de Victor Fleming
35 - A Chegada de um Trem na Estação (L'arrivée d'un train à La Ciotat, França, 1896), de Louis e Auguste Lumière
34 - A Doce Vida (La dolce vita, Itália/França, 1960), de Federico Fellini
33 - O Leopardo (Il gattopardo, Itália/França, 1963), de Luchino Visconti
32 - A Regra do Jogo (La règle de jeu, França, 1939), de Jean Renoir
31 - Bancando o Águia (Sherlock Jr., 1924), de Buster Keaton
30 - Guerra nas Estrelas (Star Wars: Episode IV - A New Hope, EUA, 1977), de George Lucas
29 - Luzes da Cidade (City Lights, EUA, 1931), de Charlie Chaplin
28 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, França, 2001), de Jean-Pierre Jeunet
27 - Viagem pela Itália (Viaggio in Italia, Itália/França, 1954), de Roberto Rossellini
26 - 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, Reino Unido/EUA, 1968), de Stanley Kubrick
25 - Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans, EUA, 1927), de F. W. Murnau
24 - E o Vento Levou (Gone with the Wind, EUA, 1939), de Victor Fleming
23 - Persona (Persona, Suécia, 1966), de Ingmar Bergman
22 - Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, Reino Unido, 1962), de David Lean
21 - A Grande Ilusão (La grande illusion, França, 1937), de Jean Renoir
20 - Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, Itália/França, 1988), de Giuseppe Tornatore
19 - Atalante (L'Atalante, França, 1934), de Jean Vigo
18 - Acossado (À bout de souffle, França, 1960), de Jean-Luc Godard
17 - Contos da Lua Vaga (Ugetsu monogatari, Japão, 1953), de Kenji Mizoguchi
16 - Os Incompreeendidos (Les quatre cents coups, França, 1959), de François Truffaut
15 - Era uma Vez em Tóquio (Tôkyô monogatari, Japão, 1953), de Yasujiro Ozu
14 - Rashomon (Rashômon, Japão, 1950), de Akira Kurosawa
13 - O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin, União Soviética, 1925), de Sergei Eisenstein
12 - Oito e Meio (8 ½, Itália/França, 1963), de Federico Fellini
11 - O Medo Devora a Alma (Angst essen Seele auf, Alemanha, 1974), de Rainer Werner Fassbinder
10 - Ladrões de Bicicleta (Ladri di biciclette, Itália, 1948), de Vittorio De Sica
9 - Um Homem com uma Câmera (Chelovek s kino-apparatom, União Soviética, 1929), de Dziga Vertov
8 - Casablanca (Casablanca, EUA, 1942), de Michael Curtiz
7 - A Canção da Estrada (Pather Panchali, Índia, 1955), de Satyajit Ray
6 - Os Sete Samurais (Shichinin no samurai, Japão, 1954), de Akira Kurosawa
5 - Pickpocket (Pickpocket, França, 1959), de Robert Bresson
4 - O Poderoso Chefão (The Godfather, EUA, 1972), de Francis Ford Coppola
3 - A Aventura (L'avventura, Itália/França, 1960), de Michaelangelo Antonioni
2 - Cidadão Kane (Citizen Kane, EUA, 1941), de Orson Welles
1 - O Martírio de Joana d'Arc (La passion de Jeanne d'Arc, 1928), de Carl Theodor Dreyer.

12 de julho de 2010

Suíça nega extradição de Roman Polanski

Roman Polanski está livre. O governo da Suíça negou a extradição do cineasta pedida pelos Estados Unidos, onde ele seria julgado por crime sexual cometido há 33 anos. A decisão se baseou em tecnicidade do pedido de extradição. O anúncio foi feito hoje pela ministra da Justiça suíça, Eveline Widmer-Schlumpf.

Polanski estava detido desde setembro de 2009, quando desembarcou no aeroporto de Zurique, onde receberia homenagem do festival de cinema. Após dois meses no cárcere, o cineasta foi transferido para prisão domiciliar na residência que possui em Gstaad, estação de esqui suíça.

A Justiça norte-americana, considerando o crime não prescrito, insiste na manutenção do processo. No entanto, faz tempo que Polanski solucionou a pendência por meio de acorto extrajudicial, tendo a vítima retirado as acusações e se pronunciado, reiteradamente, pelo arquivamento do processo.

3 de julho de 2010

Era uma vez em 2 de junho de 2010

LAURENT TERZIEFF (75 anos, de problemas pulmonares), ator francês que atuou em mais de 50 filmes e foi dirigido por alguns dos grandes cineastas europeus; entre seus principais filmes estão Os Trapaceiros (Les tricheurs, 1958), de Marcel Carné, Vanina Vanini (Vanina Vanini, 1961), de Roberto Rossellini, O Estranho Caminho de São Tiago (La voie lactée, 1969), de Luis Buñuel, Medéia, a Feiticeira do Amor (Medea, 1969), de Pier Paolo Pasolini, O Deserto dos Tártaros (Il deserto dei Tartari, 1976), de Valerio Zurlini, e Detetive (Détective, 1985), de Jean-Luc Godard. Nascido Laurent Tchererzine, em 27 de junho de 1935, em Paris.

29 de junho de 2010

Era uma vez em 27 de junho de 2010

COREY ALLEN (75 anos, de causa não divulgada), ator norte-americano, que nos anos 1960 passou a se dedicar quase exclusivamente à carreira de diretor, destacando-se como tal em trabalhos feitos para a TV; no filme Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955) interpretou Buzz, líder da gangue de delinquentes, que trava luta de facas com James Dean e, em seguida, na corrida de carros rumo ao precipício, perde a vida enquanto Dean se salva; atuou em outros 15 filmes, dentre os quais As Pontes de Toko-Ri (The Bridges at Toko-Ri, 1954), A Bela do Bas-Fond (Party Girl, 1958) e Doce Pássaro da Juventude (Sweet Bird of Youth, 1962). Nasceu em 29 de junho de 1934, em Cleveland, Ohio.
(Foto: http://www.home.comcast.net/)

22 de junho de 2010

Era uma vez em 16 de junho de 2010

RONALD NEAME (99 anos, de complicações decorrentes de queda), diretor e produtor britânico, que começou como cinegrafista em 1933, e teve a sorte de cruzar seu destino com o de David Lean, quando fotografou Nosso Barco, Nossa Alma (In Which We Serve, 1942), de Lean e Noel Coward, e Uma Mulher do Outro Mundo (Blithe Spirit, 1945), de Lean; na breve parceria que formaram, ele produziu vários filmes de Lean, entre os quais os clássicos Grandes Esperanças (Great Expectations, 1946) e Oliver Twist (Oliver Twist, 1948); nesse período, já no final dos anos 1940, tornou-se diretor, vindo a realizar alguns filmes memoráveis, se bem que nenhuma obra-prima, destacando-se Na Glória, a Amargura (I Could Go on Singing, 1963), último filme com a Judy Garland, Como Possuir Lissu (Gambit, 1966), O Destino do Poseidon (The Poseidon Adventure, 1972) e O Dossiê de Odessa (The Odessa File, 1974). Nasceu em 23 de abril de 1911, em Londres. Era pai do produtor Christopher Neame e avô do produtor Gareth Neame.
(Foto: http://www.nndb.com/)

20 de junho de 2010

Os 100 melhores filmes da revista Empire

A revista britânica Empire divulgou em seu saite a relação dos 100 melhores filmes de todos os tempos, em língua não-inglesa. Do Brasil, apenas dois filmes entraram: Cidade de Deus, em 7º lugar, e Central do Brasil, na 57ª posição. É sinal de que o cinema brasileiro continua pouco conhecido na Grã-Bretanha.
A seguir, a relação completa, do último para o primeiro colocado:
100 - Guardiões da Noite (Nochnoy dozor, Rússia, 2004), de Timur Bekmambetov
99 - Iron Monkey (Sem título no Brasil, Hong Kong, 1993), de Yuen Woo-ping
98 - Ran (Ran, Japão/França, 1985), de Akira Kurosawa
97 - Adeus Minha Concubina (Farewell My Concubine, Taiwan, 1993), de Chen Kaige
96 - Delicatessen (Delicatessen, França, 1991), de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet
95 - O Voo do Dragão (Meng long guo jiang, Hong Kong, 1972), de Bruce Lee
94 - Luz (Yeelen, Mali/Burkina Fasso/França/Alemanha, 1987), de Souleymane Cissé
93 - O Quarto Homem (De vierde man, Holanda, 1983), de Paul Verhoeven
92 - O Fantasma do Futuro (Kôkaku kidôtai, Japão/EUA, 1995), de Mamoru Oshii
91 - Adeus, Lênin! (Good Bye Lenin!, Alemanha, 2003), de Wolfgang Becker
90 - Rififi (Du rififi chez les hommes, França, 1955), de Jules Dassin
89 - Os Amores de uma Loira (Lásky jedné plavovlásky, Tchecoslováquia, 1965), de Milos Forman
88 - Cowboys de Leningrado Vão para a América (Leningrad Cowboys Go America, Finlândia/Suécia, 1989), de Aki Kaurismäki
87 - Andrei Rublev (Andrey Rublyov, URSS, 1966), de Andrei Tarkovsky
86 - Corra Lola, Corra (Lola rennt, Alemanha, 1998), de Tom Tykwer
85 - O Conformista (Il conformista, Itália/França/Alemanha, 1970), de Bernardo Bertolucci
84 - Orfeu (Orphée, França, 1950), de Jean Cocteau
83 - Xala (Sem título no Brasil, Senegal, 1975), de Ousmane Sembène
82 - Batalha Real (Batoru rowaiaru, Japão, 2000), de Kinji Fukasaku
81 - O Hospedeiro (Gwoemul, Coreia do Sul, 2006), de Bong Joon-ho
80 - Mãe Índia (Mother India, Índia, 1957), de Mehboob Khan
79 - Banda à Parte (Bande à part, França, 1964), de Jean-Luc Godard
78 - Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Mujeres al borde de un ataque de nervios, Espanha, 1988), de Pedro Almodóvar
77 - O Clã das Adagas Voadoras (Shi mian mai fu, China/Hong Kong, 2004), de Zhang Yimou
76 - Os Idiotas (Idioterne, Dinamarca/Suécia/França/Holanda/ Itália, 1998), de Lars von Trier
75 - Acossado (À bout de souffle, França, 1960), de Jean-Luc Godard
74 - Devdas (Sem título no Brasil, Índia, 2002), de Sanjay Leela Bhansali
73 - Caché (Caché, França/Áustria/Alemanha/Itália/EUA, 2005), de Michael Haneke
72 - Dez Canoas (Ten Canoes, Austrália, 2006), de Rolf de Heer e Peter Djigirr
71 - Persona (Persona, Suécia, 1966), de Ingmar Bergman
70 - Fervura Máxima (Lat sau san taam, Hong Kong, 1992), de John Woo
69 - O Chamado (Ringu, Japão, 1998), de Hideo Nakata
68 - Solaris (Solyaris, URSS, 1972), de Andrei Tarkovsky
67 - O Silêncio do Lago (Spoorloos, Holanda/França, 1988), de George Sluizer
66 - O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, Taiwan/Hong Kong/ China/EUA, 2000), de Ang Lee
65 - Um Cão Andaluz (Un chien andalou, França, 1929), de Luis Buñuel
64 - Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin, Alemanha/França, 1987), de Wim Wenders
63 - O Profeta (Un prophète, França/Itália, 2009), de Jacques Audiard
62 - Oito e Meio (8 1/2, Itália/França, 1963), de Federico Fellini
61 - A Faca na Água (Nóz w wodzie, Polônia, 1962), de Roman Polanski
60 - Jean de Florette (Jean de Florette, França/Suíça/Itália, 1986) e A Vingança de Manon (Manon des sources, Itália/França/Suíça, 1986), de Claude Berri
59 - Terra Natal (Heimat - Eine deutsche Chronik, Alemanha, 1984), de Edgar Reitz
58 - Persépolis (Persepolis, França/EUA, 2007), de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi
57 - Central do Brasil (Brasil/França, 1998), de Walter Salles
56 - A Bela da Tarde (Belle de jour, França/Itália, 1967), de Luis Buñuel
55 - Lagaan - Era uma Vez na Índia (Lagaan: Once Upon a Time in India, Índia, 2001), de Ashutosh Gowariker
54 - Festa de Família (Festen, Dinamarca/Suécia, 1998), de Thomas Vinterberg
53 - Tudo sobre Minha Mãe (Todo sobre mi madre, Espanha/ França, 1999), de Pedro Almodóvar
52 - Touki Bouki (Sem título no Brasil, Senegal, 1973), de Djibril Diop Mambéty
51 - Akira (Akira, Japão, 1988), de Katsuhiro Ôtomo
50 - Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky, Tchecoslováquia, 1966), de Jirí Menzel
49 - As Férias do Sr. Hulot (Les vacances de Monsieur Hulot, França, 1953), de Jacques Tati
48 - A Queda! As Últimas Horas de Hitler (Der Untergang, Alemanha/Itália/Áustria, 2004), de Olivier Hirschbiegel
47 - Dez (Ten, França/Irã/EUA, 2002), de Abbas Kiarostami
46 - Jules e Jim (Jules et Jim, França, 1962), de François Truffaut
45 - Suspiria (Suspiria, Itália, 1977), de Dario Argento
44 - Viver (Ikiru, Japão, 1952), de Akira Kurosawa
43 - Cyrano de Bergerac (Cyrano de Bergerac, França, 1990), de Jean-Paul Rappeneau
42 - Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa, Hong Kong/França, 2000), de Wong Kar Wai
41 - Meu Amigo Totoro (Tonari no Totoro, Japão, 1988), de Hayao Miyazaki
40 - A Aventura (L'avventura, Itália/França, 1960), de Michelangelo Antonioni
39 - O Samurai (Le samouraï, França, 1967), de Jean-Pierre Melville
38 - Cinzas e Diamantes (Popiól i diament, Polônia, 1958), de Andrzej Wajda
37 - Roma, Cidade Aberta (Roma, città aperta, Itália, 1945), de Roberto Rossellini
36 - Decálogo (Dekalog, Polônia, 1988 - Minissérie feita para a TV), de Krzysztof Kieslowski
35 - A Grande Ilusão (La grande illusion, França, 1937), de Jean Renoir
34 - Valsa com Bashir (Vals Im Bashir, Israel/França/Alemanha/ EUA/Finlândia/Suíça/Bélgica/Austrália, 2008), de Ari Folman
33 - M - O Vampiro de Düsseldorf (M, Alemanha, 1931), de Fritz Lang
32 - O Ódio (La haine, França, 1995), de Mathieu Kassovitz
31 - Godzilla (Gojira, Japão, 1954), de Ishirô Honda
30 - Conflitos Internos (Mou gaan dou, Hong Kong, 2002), de Alan Mak e Lau Wai-keung
29 - Os Incompreendidos (Les quatre cents coups, França, 1959), de François Truffaut
28 - Lanternas Vermelhas (Da hong deng long gao gao gua, China/Hong Kong/Taiwan, 1991), de Zhang Yimou
27 - Cinema Paradiso (Nuovo cinema Paradiso, Itália/França, 1988), de Giuseppe Tornatore
26 - A Bela e a Fera (La belle et la bête, França, 1946), de Jean Cocteau
25 - O Barco - Inferno no Mar (Das Boot, Alemanha, 1981), de Wolfgang Petersen
24 - Vá e Veja (Idi i smostri, URSS, 1985), de Elem Klimov
23 - O Espírito da Colmeia (El espíritu de la colmena, Espanha, 1973), de Victor Erice
22 - Rashomon (Rashômon, Japão, 1950), de Akira Kurosawa
21 - Nosferatu (Nosferatu, eine Synphonie des Grauens, Alemanha, 1922), de F. W. Murnau
20 - E Sua Mãe Também (Y tu mamá también, México, 2001), de Alfonso Cuarón
19 - Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes, Alemanha, 1972), de Werner Herzog
18 - Oldboy (Oldboy, Coreia do Sul, 2003), de Park Chan-wook
17 - Trilogia de Apu: A Canção da Estrada (Pather Panchali, Índia, 1955) / O Invencível (Aparajito, Índia, 1956) / O Mundo de Apu (Apur Sansar, Índia, 1959), de Satyajit Ray
16 - Era uma Vez em Tóquio ou Contos de Tóquio (Tôkyô monogatari, Japão, 1953), de Yasujiro Ozu
15 - Deixe Ela Entrar (Lat den rätte komma in, Suécia, 2008), de Tomas Alfredson
14 - Trilogia das Cores: A Liberdade É Azul (Trois couleurs: Bleu, França/Polônia/Suíça, 1993) / A Igualdade É Branca (Trzy kolory: Bialy, França/Polônia/Suíça, 1994) / A Fraternidade É Vermelha (Trois couleurs: Rouge, Polônia/França/Suíça, 1994), de Krzysztof Kieslowski
13 - A Regra do Jogo (La règle du jeu, França, 1939), de Jean Renoir
12 - Metrópolis (Metropolis, Alemanha, 1927), de Fritz Lang
11 - A Doce Vida (La dolce vita, Itália, 1960), de Federico Fellini
10 - A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi, Japão, 2001), de Hayao Miyazaki
9 - O Salário do Medo (Le salaire de la peur, França, 1953), de Henri-Georges Clouzot
8 - O Sétimo Selo (Det sjunde inseglet, Suécia, 1957), de Ingmar Bergman
7 - Cidade de Deus (Brasil/França, 2002), de Fernando Meirelles
6 - A Batalha de Argel (La battaglia di Algeri, Itália/Argélia, 1966), de Gillo Pontecorvo
5 - O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, Espanha/ México/EUA, 2006), de Guillermo del Toro
4 - Ladrões de Bicicletas (Ladri di biciclette, Itália, 1948), de Vittorio De Sica
3 - O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin, URSS, 1925), de Sergei Eisenstein
2 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, França/Alemanha, 2001), de Jean-Pierre Jeunet
1 - Os Sete Samurais (Shichinin no samurai, Japão, 1954), de Akira Kurosawa.

14 de junho de 2010

FICA 2010: a relação dos premiados

O 12º FICA - Festival Internacional de Cinema e Video Ambiental, realizado em Goiás (GO), terminou no último domingo, 13 de junho.
A seguir, os principais premiados:
1 - Grande prêmio Cora Coralina (maior destaque): "Heavy Metal" (China)
2 - Troféu Carmo Bernardes (melhor longa-metragem): "Efeito Reciclagem" (Brasil-SP)
3 - Troféu Jesco Von Putkamer (média-metragem): "Caçando Capivara" (Brasil- MG)
4 - Troféu Acari Passos (curta-metragem): "Recife Frio" (Brasil-PE)
5 - Troféu José Petrillo (melhor produção goiana): "Sonho de Humanidade"
6 - Troféu João Bennio (melhor produção goiana): "Vida Seca"
7 - Troféu Gonzaga Soares (Júri Popular): "Bananas!" (Suécia)
8 - Troféu Imprensa: "Um Negócio Florescente".

9 de junho de 2010

Os melhores do cinema brasileiro de 2009

A premiação da Academia Brasileira de Cinema, em sua 9ª edição, aconteceu na última terça-feira, 9, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Os grandes vencedores foram É Proibido Fumar, com cinco prêmios, e Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, com quatro.
A seguir, a lista dos longa-metragens premiados:
1 - Melhor filme nacional (votação popular): Se Eu Fosse Vovê 2 (2009), de Daniel Filho

2 - Melhor filme estrangeiro (votação popular): Avatar (Avatar, 2009), de James Cameron
3 - Melhor filme de ficção: É Proibido Fumar (2009), de Anna Muylaert

4 - Melhor documentário: Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei (2009), de Calvito Leal, Cláudio Manoel e Micael Langer
5 - Melhor filme estrangeiro: Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009), de Quentin Tarantino
6 - Melhor filme infantil: O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes (2009), de Walbercy Ribas
7 - Melhor filme de animação: O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes
8 - Melhor diretor: Anna Muylaert, por É Proibido Fumar
9 - Melhor atriz: Lília Cabral, por Divã (2009)
10 - Melhor ator: Tony Ramos, por Se Eu Fosse Você 2
11 - Melhor atriz coadjuvante: Denise Weinberg, por Salve Geral (2009)
12 - Melhor ator coadjuvante: Chico Diaz, por O Contador de Histórias (2009)
13 - Melhor fotografia: Ricardo Della Rosa, por À Deriva (2009)
14 - Melhor direção de arte: Claudio Amaral Peixoto, por Besouro (2009)
15 - Melhores efeitos visuais: Marcelo Siqueira (???), por Besouro
16 - Melhor roteiro original: Anna Muylaert, por É Proibido Fumar

17 - Melhor roteiro adaptado: Bosco Brasil, por Tempos de Paz (2009)
18 - Melhor montagem (ficção): Paulo Sacramento, por É Proibido Fumar
19 - Melhor montagem (documentário): Karen Akerman e Pedro Durán, por Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei
20 - Melhor som: Denilson Campos e Paulo Ricardo Nunes, por Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei
21 - Melhor trilha musical (ficção): Marcio Nigro, por É Proibido Fumar
22 - Melhor trilha musical (documentário): Berna Ceppas, por Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei.

4 de junho de 2010

Era uma vez em 2 de junho de 2010

JOSEPH STRICK (86 anos, de causa não divulgada), diretor norte-americano do cinema independente...

O cineasta americano Jospeh Strick, recompensado em 1970 com o Oscar de melhor documentário com o filme "Interviews with My Lai Veterans", faleceu em 2 de junho, em Paris, aos 86 anos, anunciou esta sexta-feira sua família ao jornal francês Le Monde. Nascido em 1923 na Pensilvânia (EUA), Joseph Strick, uma das maiores personalidades do cinema independente americano, também era produtor e roteirista. Ex-cinegrafista da Força Aérea americana, participou da renovação do cinema independente com Morris Engel e John Cassavetes.

Jospeh Strick dirigiu seu primeiro filme, "The Balcony", em 1963, baseado em "O Balcão", de Jean Genet. Após ter sido recompensado com o Oscar, adaptou para o cinema "O trópico de Câncer", de Henry Miller. O cineasta também foi um próspero homem de negócios, fundando várias empresas após ter depositado a patente de uma invenção sua, um simulador de movimentos para os parques de diversão.
(Fonte: UOL Entretenimento)

Era uma vez em 31 de maio de 2010

WLLIAM A. FRAKER (86 anos, de câncer), cinegrafista e diretor norte-americano responsável pela fotografia de mais de 40 filmes, dentre os quais se destacam O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby, 1968), Bullitt (Bullit, 1968), Jogos de Guerra (WarGames, 1983), Um Novato na Máfia (The Freshman, 1990) e Tombstone - A Justiça Está Chegando (Tombstone, 1993); dos três filmes que dirigiu o melhor é o faroeste existencialista Um Homem Difícil de Matar (Monte Walsh, 1970), com Lee Marvin e Jeanne Moreau. Em 2000, recebeu da Sociedade Americana de Cinegrafistas um prêmio especial pela carreira. Nasceu William Ashman Fraker em 29 de setembro de 1923, em Los Angeles. Seu filho William A. Fraker Jr. (1960-1992) tentou seguir seus passos, trabalhando como assistente de câmera em três filmes.

30 de maio de 2010

40 filmes obscuros, esquecidos e não amados

O saite Cinematical.com devulgou a lista que Iain Stott postou em seu blog, com 40 filmes considerados "obscure, forgotten and unloved" (obscuros, esquecidos e não amados). Nela não figura um único filme brasileiro ou latino-americano. É mais uma evidência de que os nossos filmes são desconhecidos além-fronteiras.
Eis a lista completa:
1 – O Homem que Luta Só (Ride Lonesome, EUA, 1959), de Budd Boetticher
2 – A Cruz dos Anos (Make the Way for Tomorrow, EUA, 1937), de Leo McCarey
3 – Vida e Nada Mais (Zendegi va digar hich, Irã, 1991), de Abbas Kiarostami
4 – Jeanne Dielman, 23 Quai du Commerce, 1080 Bruxelles (Sem título no Brasil, Bélgica/França, 1975), de Chantal Akerman
5 – Na Teia do Destino (The Reckless Moment, EUA, 1949), de Max Ophüls
6 – O Crime do Sr. Lange (Le crime de Monsieur Lange, França, 1936), de Jean Renoir
7 – Vozes Distantes (Distant Voices, Still Lives, Reino Unido, 1988), de Terence Davis
8 – Almas Maculadas (The Tarnished Angels, EUA, 1958), de Douglas Sirk
9 – Síndromes e um Século (Sang sattawat, Tailândia/França/Áustria, 2006), de Apichatpong Weerasethakul
10 – De Punhos Cerrados (I pugni in tasca, Itália, 1965), de Marco Bellocchio
11 – Edvard Munch (Feito para a TV e sem título no Brasil, Suécia/Noruega, 1974), de Peter Watkins
12 – Amantes (Love Streams, EUA, 1984), de John Cassavetes
13 – Lola, a Flor Proibida (Lola, Itália/França, 1961), de Jacques Demy
14 – O Posto (Il posto, Itália, 1961), de Ermanno Olmi
15 – O Pão Nosso (Our Daily Bread, EUA, 1934), de King Vidor
16 – As Duas Faces da Felicidade (Le bonheur, França, 1965), de Agnès Varda
17 – Sétimo Céu (7th Heaven, EUA, 1927), de Frank Borzage
18 – Mulheres Fáceis (Les bonnes femmes, França/ Itália, 1960), de Claude Chabrol
19 – O Vermelho e o Branco (Csilagosok, katonák, Hungria/União Soviética, 1967), de Miklós Jancsó
20 – O Prazer (Le plaisir, França, 1952), de Max Ophüls
21 – Quando a Mulher Sobe a Escada (Onna ga kaidan wo agaru toki, Japão, 1960), de Mikio Naruse
22 – Lembra-te Daquela Noite? (Remember the Night, EUA, 1940), de Mitchell Leisen
23 – Um Brilhante Dia de Verão (Gu ling jie shao nian sha ren shi jian, Taiwan, 1991), de Edward Yang
24 – Cidade da Tristeza (Bei qing cheng shi, Hong Kong/Taiwan, 1989), de Hou Hsiao-hsien
25 – Menschen am Sonntag (Sem título no Brasil, Alemanha, 1930), de Robert Siomak, Fred Zinnemann e outros
26 – O Homem de Aran ou Os Pescadores de Aran (Man of Aran, Reino Unido, 1934), de Robert J. Flaherty
27 – A Mãe (Mat, União Soviética, 1926), Vsevolod Pudovkin
28 – Espiões (Spione, Alemanha, 1928), de Fritz Lang
29 – Um Romance Moderno (Modern Romance, EUA, 1981), de Albert Brooks
30 – Estranho Acidente ou Acidente Estranho (Accident, Reino Unido, 1967), de Joseph Losey
31 – Jazz on a Summer’s Day (Sem título no Brasil, EUA, 1960), de Aram Avakian e Bert Stern
32 – Eu Te Amo, Eu Te Amo (Je t’aime, je t’aime, França, 1968), de Alain Resnais
33 – O Testamento de Deus (Stars in My Crown, EUA, 1950), de Jacques Tourneur
34 – Crescei e Multiplicai-vos (The Pumpkin Eater, Reino Unido, 1964), de Jack Clayton
35 – Os Contos de Hoffman (The Tales of Hoffman, 1951), de Michael Powell e Emeric Pressburger
36 – Dia de Outono (Akibiyori, Japão, 1960), de Yasujiro Ozu
37 – O Diabo Provavelmente (Le diable probablement, França, 1977), de Robert Bresson
38 – A Queda da Casa de Usher (La chute de la maison Usher, França/EUA, 1928), de Jean Epstein
39 – A Cadela (La chienne, França, 1931), de Jean Renoir
40 – Providence (Providence, França/Suíça, 1977), de Alain Resnais.