13 de novembro de 2016

JULIE GREGG (1944-2016), atriz cantante


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A atriz cantante americana Julie Gregg morreu no dia 7 de novembro, em Van Nuys, Califórnia. Tinha 72 anos.

Antes de tudo atriz de teatro, tendo sido premiada em um musical da Broadway, Julie Gregg teve uma carreira mais extensa na TV. No cinema, sua filmografia se limitou a sete títulos, tendo conseguido notoriedade por ter interpretado Sandra, a mulher de Sonny Corleone (James Caan) nos filmes "O Poderoso Chefão" (The Godfather, 1972) e "O Poderoso Chefão II" (The Godfather: Part II, 1974), ambos dirigidos por Francis Ford Coppola.

Ela apareceu também em "Batman - O Homem-Morcego" (Batman: The Movie, 1966), de Leslie H. Martinson, que marcou sua estreia no cinema, no papel de uma cantora de boate, e no filme musical "O Homem de La Mancha" (Man of La Mancha, 1972), de Arthur Hiller, no qual ela canta duas canções.

Julie Gregg nasceu em 24 de janeiro de 1944, em Niagara Falls, estado de Nova York. Formou-se na Universidade do Sul da Califórnia, onde recebeu uma bolsa de estudos de música.

(Foto: Google Imagens.)

12 de novembro de 2016

ROBERT VAUGHN (1932-2016), ator


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O ator americano Robert Vaughn morreu de leucemia no dia 11 de novembro, em Ridgefield, Connecticut. Tinha 83 anos.

Vaughn começou sua carreira no teatro, mas encontrou seu veículo ideal na TV, na qual estreou em 1955 e permaneceu durante 60 anos. No cinema, sua carreira teve duração semelhante, mas é bem menor o número de filmes em que atuou. Acabou ficando mais conhecido por ter interpretado o agente secreto Napoleon Solo tanto na TV, na série cômica "O Agente da UNCLE" (1964-1968), como no cinema, numa série de seis filmes que fez paralelamente, que se iniciou com "Está Sobrando um Espião" (One Spy Too Many, 1966) e se encerrou com "Como Roubar o Mundo" (How to Steal the World, 1968).

Sua filmografia é relativamente extensa, contendo 79 títulos, mas são poucos os filmes memoráveis. Os que merecem consideração são os seguintes: "Vidas Truncadas" (No Time to Be Young, 1957), "O Moço de Filadélfia" (The Young Philadelphians, 1959), "Sete Homens e Um Destino" (The Magnificent Seven, 1960), no qual ele é um dos sete magníficos, "Bullitt" (Idem, 1968), "A Ponte de Remagen" (The Bridge at Remagen, 1969), "Inferno na Torre" (The Towering Inferno, 1974), "Superman III" (Idem, 1983) e "Sem Trapaça Não Tem Graça" (BASEketball, 1998).

Por seu trabalho no cinema, ganhou uma estrela na Calçada da Fama em 1998.

Robert Francis Vaughn nasceu em 22 de novembro de 1932, em Nova York. Deixou viúva Linda Staab, com quem tinha dois filhos adotivos.

(Foto: Google Imagens.)

9 de novembro de 2016

NADIR FERNANDES (1927-2016), atriz


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A atriz e ex-modelo brasileira Nadir Fernandes morreu no dia 7 de novembro, em São Paulo, aos 79 anos.

Tendo começado no teatro, Nadir estreou no cinema como uma amazona no filme americano filmado no Brasil "Escravos do Amor das Amazonas" (Love Slaves of the Amazons, 1957), de Curt Siodmak.

Depois, levou um bom tempo até conseguir um papel em filme brasileiro, o que aconteceu em "São Paulo S/A" (1965), de Luís Sérgio Person. A partir daí, sua carreira progrediu satisfatoriamente, tendo ela atuado em oito filmes até o início da década de 1970, período em que se destacam "O Anjo Assassino" (1967), "O Enterro da Cafetina" (1970) e "Cordélia, Cordélia" (1971).

Nos anos 1970, com a pornochanchada dominando o mercado cinematográfico brasileiro, ela se tornou uma das musas do gênero, emprestando sua beleza para 13 filmes, incluindo "Os Garotos Virgens de Ipanema" (1973), "A Virgem e o Machão" (1974), "O Sexualista" (1975), "Snuff -  Vítimas do Prazer" (1977) e "Os Melhores Momentos da Pornochanchada" (1978), após o qual ela se casou e abandonou o cinema.

Nadir Fernandes nasceu em 27 de fevereiro de 1937, em São Paulo. Deixou viúvo Francisco José Luccas Netto, proprietário da FJ Lucas, empresa de exibição e distribuição de filmes.

(Foto: Google Imagens.)

RAOUL COUTARD (1924-2016), diretor de fotografia


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O diretor de fotografia francês Raoul Coutard morreu no dia 8 de novembro, em Boucau, perto de Bayona, sudoeste da França. Tinha 92 anos.

Coutard foi talvez o mais importante fotógrafo da Nouvelle Vague, movimento de renovação do cinema francês e mundial nos anos 1960. As suas principais contribuições foram o uso da câmera na mão e da luz natural. Seu primeiro trabalho inovador, considerado um divisor de águas na história do cinema, foi a fotografia de "Acossado" (À bout de souflle, 1960), de Jean-Luc Godard.

Tendo se tornado o fotógrafo preferido de Godard, fez outros 16 trabalhos para o cineasta, entre os quais estão "Uma Mulher É uma Mulher" (Une femme est une femme, 1961), "Viver a Vida" (Vivre sa vie, 1962), "O Desprezo" (Le mépris, 1963), "Bando à Parte" (Bande à part, 1964), "O Demônio das Onze Horas" (Pierrot le fou, 1965), "Week-End à Francesa" (Week End, 1967) e "Carmen de Godard" (Prénom Carmen, 1983), que recebeu prêmios pela fotografia nos Festivais de Cannes e Veneza.

Outro cineasta de grande prestígio com quem colaborou foi François Truffaut. Entre os seus cinco trabalhos juntos estão "Atire no Pianista" (Tirez sur le pianiste, 1960), "Jules e Jim - Uma Mulher para Dois" (Jules et Jim, 1962), "Um Só Pecado" (Le peau douce, 1964) e "A Noiva Estava de Preto" (La mariée était en noir, 1968).

Dentre sua filmografia de mais de 70 títulos se destacam também "Lola, a Flor Proibida" (Lola, 1961), de Jacques Demy, "Férias Portuguesas" (Vacances portugaises, 1963), de Pierre Kast, "O Marinheiro de Gibraltar" (The Sailor from Gibraltar, 1967), de Tony Richardson, além de "Z" (Idem, 1969) e "A Confissão" (L'aveu, 1970), ambos de Costa-Gavras.

Raoul Coutard nasceu em 16 de setembro de 1924, em Paris.

(Foto: Google Imagens.)

JUD KINBERG (1925-2016), produtor


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O produtor americano Jud Kinberg morreu no dia 2 de novembro, em Nova York, aos 91 anos.

Kinberg começou sua carreira como produtor associado e, nessa condição, participou de cinco filmes nos anos 1950, entre eles "Um Homem e Dez Destinos" (Executive Suite, 1954), de Robert Wise, "O Tesouro do Barba Rubra" (Moonfleet, 1955), de Fritz Lang, e "Sede de Viver" (Lust for Life, 1956), de Vincente Minnelli.

Após um interregno trabalhando para a TV, participou como produtor de outros seis filmes nos anos 1960 e 70, para em seguida se dedicar exclusivamente à TV. Da sua segunda fase no cinema só merece ser lembrado "O Colecionador" (The Collector, 1965), de William Wyler.

Jud Kinberg nasceu em 7 de julho de 1925, em Nova York. Deixou viúva Monica Menell-Kinberg, com quem tinha um filho, o produtor e roteirista Simon Kinberg.

3 de novembro de 2016

Mostra de São Paulo premia filme venezuelano


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A 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, encerrada no último dia 2, concedeu à produção venezuelana "El amparo" o prêmio de melhor filme de ficção. O filme foi apresentado na seção Competição Novos Diretores.
A seguir, a lista dos vencedores nas diversas premiações:

A) PRÊMIO DO JÚRI INTERNACIONAL

1 - Melhor filme: "El amparo" (Venezuela, 2016), de Rober Calzadilla

2 - Menção honrosa: atriz Mirjana Karanovic, por "A Boa Esposa" (Dobra zena, Sérvia/Bósnia e Herzegovina/Croácia, 2016), de Mirjana Karanovic, e atriz Lene Cecilia Spark, por "Sámi Blood" (Sameblod, Suécia/Noruega/Dinamarca, 2016), de Amanda Kernell

3 - Prêmio Abbas Kiarostami: "MAAT" (Irã, 2016), de Saba Kezemi

B) PRÊMIO DO PÚBLICO

1 - Melhor filme de ficção internacional: "The Handmaiden" (Ah-ga-ssi, Coreia do Sul, 2016), de Park Chan-wook

2 - Melhor documentário internacional: "Gurumbé - Canciones de tu memoria negra"(Espanha, 2016), de Miguel Ángel Rosales, e "Gaga - O Amor pela Dança" (Mr. Gaga, Israel/Suécia/Alemanha/Holanda, 2015), de Tomer Heymann

3 - Melhor filme brasileiro de ficção: "Era o Hotel Cambridge" (Brasil/ França, 2016), de Eliane Caffé

4 - Melhor documentário brasileiro: "Martírio" (Brasil, 2016), de Vincent Carelli

C) PRÊMIO DA CRÍTICA

1 - Melhor filme internacional: "Depois da Tempestade" (Umi yori mo mada fukaku, Japão, 2016)), de Hirokazu Koreeda

2 - Melhor filme brasileiro: "Pitanga" (Brasil, 2016), de Beto Brant e Camila Pitanga

D) PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ROTEIRISTAS E AUTORES

Melhor roteiro: Rober Calzadilla, por "El amparo"

E) PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRÍTICOS DE CINEMA (ABRACCINE)

Melhor filme: "Mulher do Pai" (Brasil/Uruguai, 2016), de Cristiane Oliveira.

2 de novembro de 2016

FERN BUCHNER (1929-2016), maquiadora


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A maquiadora americana Fern Buchner morreu no dia 23 de setembro, em Henderson, Nevada, aos 87 anos.

Artista da maquiagem, Buchner começou sua carreira no cinema em 1971 e participou de mais de 60 produções até 1998. Uma particularidade interessante é que ela trabalhou em 19 filmes de Woody Allen, tendo começado com "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (Annie Hall, 1977) e encerrado com "Todos Dizem Eu Te Amo" (Everyone Says I Love You, 1996), passando por "Manhattan" (Idem, 1979), "Zelig" (Idem, 1983), "Hannah e Suas Irmãs" (Hannah and Her Sisters, 1986), "A Era do Rádio" (Radio Days, 1987), "Crimes e Pecados" (Crimes and Misdemeanors, 1989), "Poderosa Afrodite" (Mighty Aphrodite, 1995) e outros.

Na sua filmografia estão também "Todos os Homens do Presidente" (All the President's Men, 1976), "O Show Deve Continuar" (All That Jazz, 1979), "Os Vivos e os Mortos" (The Dead, 1987), "Wall Street - Poder e Cobiça" (Wall Street, 1987), "Edward Mãos de Tesoura" (Edward Scissorhands, 1990) e "A Família Addams" (The Addams Family, 1991).

Fern Buchner nasceu em 1929, nos EUA. Nos últimos 19 anos, teve por companheiro Dave Miller. Tinha três filhos.

(Foto: A Família Addams - Google Imagens.)

31 de outubro de 2016

VLADIMIR ZELDIN (1915-2016), ator


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O lendário ator russo Vladimir Zeldin morreu hoje, em Moscou, aos 101 anos.

Zeldin estreou no cinema em 1941 e atuou em 35 filmes até 2015. Mas apenas dois de seus filmes, ambos do tempo da União Soviética, tiveram lançamento no Brasil: "Encontraram-se em Moscou" (Svinarka i pastukh, 1941), que foi o seu primeiro filme, e "Tio Vânia" (Dyadya Vanya, 1971). Em 2014, ele recebeu um prêmio honorário Nika.

Vladimir Mikhailovich Zeldin nasceu em 10 de fevereiro de 1915, em Koslov, Império Russo (no tempo dos czares, portanto), hoje Michurinsk, Rússia. Em 2005, recebeu do presidente Vladimir Putin a comenda Ordem do Kremlin. Em 2016, foi incluído no Guinness Book (livro dos recordes) como único ator em atividade aos 100 anos. Deixou viúva Ivetta Kapralova, mulher do seu segundo casamento.

(Foto: Google Imagens.)

28 de outubro de 2016

DIB LUTFI (1936-2016), diretor de fotografia


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O diretor de fotografia brasileiro Dib Lutfi morreu no dia 26 de outubro, no Rio de Janeiro, aos 80 anos. Ele estava internado para se tratar de uma pneumonia e sofria do mal de Alzheimer em estágio avançado.

Dib começou sua carreira como câmera da TV Rio, em 1957, mas no início da década seguinte já estava trabalhando no cinema, vindo a se tornar o mais importante fotógrafo do cinema brasileiro de todos os tempos. Foi o responsável pela fotografia de mais de 70 filmes, muitas vezes atuando ao mesmo tempo como diretor de fotografia e cinegrafista (operador de câmera). Por três vezes foi premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, pela fotografia dos filmes "Fome de Amor" (1968), de Nelson Pereira dos Santos, "Os Deuses e os Mortos" (1970), de Ruy Guerra, e "A Lira do Delírio" (1978), de Walter Lima Jr.

A sua vasta filmografia inclui também "Fábula" (Mitt hem är Copacabana, Suécia, 1965), de Arne Sucksdorff, "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha, "Edu, Coração de Ouro" (1968), de Domingos de Oliveira, "Os Herdeiros" (1970), de Carlos Diegues, "Juliana do Amor Perdido" (1970), de Sérgio Ricardo, "Como Era Gostoso o Meu Francês" (1971), de Nelson Pereira dos Santos, "O Casamento" (1976), de Arnaldo Jabor, "Pra Frente, Brasil" (1982), de Roberto Farias, "Juventude" (2008), de Domingos de Oliveira, e "Profana" (2011), de João Rocha, com o qual encerrou sua carreira no cinema.

Tivemos a sorte de conhecer Dib Lutfi pessoalmente, quando ele esteve em Piracanjuba, Goiás, para a tomada de cenas de "O Azarento - Um Homem de Sorte" (1973), de João Bennio, filme do qual ele foi diretor de fotografia e cinegrafista. Durante os dias em que a equipe do filme esteve em Piracanjuba, de 31 de julho a 4 de agosto de 1971, pudemos nos relacionar com ele e constatar o quanto ele era simpático, gentil, carismático. Na ocasião, ele tinha por companheira a alemã Christa Meyssner, que ele havia conhecido na Alemanha, quando fotografou o filme "Das Unheil" (1972). Em Piracanjuba, ele recebeu um telefonema informando-o de que havia sido premiado no Festival de Cinema e Juventude de Grenoble, na França, pela fotografia de "Os Deuses e os Mortos".

Ele era o melhor operador com a câmera na mão de que se tem notícia, sendo chamado por seus colaboradores de homem-grua. Para uma cena de "O Azarento", em Goiânia, ele filmou descendo um tobogã de costas, apoiado nas costas de um rapaz, por duas vezes. Precisou repetir a tomada porque, da primeira vez, não calculou bem a força necessária para sustentar o peso da câmera e, quando chegou ao chão, a câmara baixou demais e pegou as suas botas. Da segunda vez, ele se levantou e continuou filmando.

Dib Lutfi nasceu em 22 de setembro de 1936, em Marília, São Paulo. Nos últimos cinco anos, acometido pelo mal de Alzheimer, vivia no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro. Era irmão do músico e cineasta Sérgio Ricardo (João Lutfi). Tinha um filho chamado Antonio.

(Foto: Google Imagens.)