18 de fevereiro de 2019

'Roma' É Apenas um Filme Mediano

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O filme "Roma", do mexicano Alfonso Cuarón, está prestigiado na disputa pelo Oscar. Ele mostra o que querem o público e a Hollywood atuais: a defesa da diversidade, isto é, a defesa de uma boa causa. O problema é que boas causas são passageiras e não garantem a permanência de um filme na memória de ninguém.

O filme acompanha uma família de classe média da Cidade do México, nos anos 1970 e 1971, mas o foco recai sobre a empregada, que faz de tudo um pouco na casa dos patrões e ainda é vítima de um sujeito machista que a engravida. Na primeira imagem, a câmera está voltada para baixo, para o chão sujo de cocô de cachorro que a empregada lava. Na última imagem, a câmera acompanha a empregada enquanto ela sobe a escada para chegar ao ponto mais alto da casa, depois se fixa mostrando o céu. Gostei de ver essa evolução na maneira de ver a empregada.

Não posso deixar de opinar sobre três cenas do filme, sobre as quais tenho minhas reservas. A primeira é uma festa, com muita gente e só se ouve a babel generalizada, o burburinho; nenhuma palavra distinguível, nenhuma personagem particularizada. Não consegui captar a razão daquilo dentro da história.

Outra cena é um parto, mostrada tintim por tintim, com o mais cansativo naturalismo. É o parto da emprega, evidentemente, mas haja paciência.

A última cena a que me refiro acontece na praia. A empregada, que não sabe nadar, precisa se arriscar a entrar no mar para salvar duas crianças que estão em vias de morrerem afogadas. Nem mesmo o neorrealismo italiano conseguiu ser tão piegas.

Um filme mediano como esse, que já ganhou o Globo de Ouro de melhor filme e melhor diretor, além de quatro prêmios BAFTA, da Academia Britânica, inclusive os de melhor filme, melhor diretor e filme em língua estrangeira, é indiscutivelmente um dos favoritos na disputada pelas mais importantes estatuetas do Oscar. O que mostra bem a situação do cinema neste estranho momento em que vivemos.

(Foto: Google Imagens/cineplayers.com)

WGA Awards 2019: Ganhou o Roteiro de 'Oitava Série'

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Aconteceu no dia 17 de fevereiro a entrega dos prêmios do Writers Guild of America (Sindicato dos Roteiristas da América) e o filme "Oitava Série", que não foi indicado em nenhuma categoria do Oscar, levou o prêmio de melhor roteiro original.
A seguir, os premiados do cinema:

1 - Melhor Roteiro Original: Bo Burnham, por "Oitava Série" (Eighth Grade, EUA, 2018), de Bo Burnham

2 - Melhor Roteiro Adaptado: Nicole Holofcener e Jeff Whitty, por "Poderia Me Perdoar?" (Can You Ever Forgive Me?, EUA, 2918), de Marielle Heller

3 - Melhor Roteiro de Documentário: Ozzy Inguanzo e Dava Whisenant, por "Bathtubs Over Broadway" (Sem título no Brasil, EUA, 2018), de Dava Whisenant.

(Foto: Google Imagens/deadline.com)

17 de fevereiro de 2019

BRUNO GANZ (1941-2019), Ator

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O ator suíço Bruno Ganz morreu no dai 16 de fevereiro, em Zurique, Suíça, de câncer. Tinha 77 anos.

Considerado o mais importante ator de língua alemã, Ganz trabalhou com diversos dos mais respeitados diretores do cinema europeu e ganhou prêmios de festivais internacionais e de vários países europeus. Atuou também em produções internacionais de alcance global.

Ele atuou em mais de 80 filmes, mas boa parte deles permanece desconhecida no Brasil. Da parte da sua filmografia conhecida por nós brasileiros, mnerecem destaque "A Marquesa d'O" (Die Marquise von O..., Alemanha Ocidental/França, 1976), "O Amigo Americano" (Der amerikanische Freund, Alemanha Ocidental/ França, 1977), "Os Meninos do Brasil" (The Boys from Brazil, Reino Unido/EUA, 1978), "Nosferatu, o Vampiro da Noite" (Nosferatu: Phantom der Nacht, Alemanha Ocidental/França, 1979), "O Ocaso de um Povo" (Die Fälschung, Alemanha Ocidental/França, 1981), "Asas do Desejo" (Der Himmel über Berlin, Alemanha Ocidental/França, 1987), "A Eternidade e Um Dia" (Mia aioniotita kai mia mera, França/Itália/Grécia/Alemanha, 1998), "A Queda! As Últimas Horas de Hitler" (Der Untergang, Alemnha/Áustria/Itália, 2004), "O Grupo Baader Meinhof" (Der Baader Meinhof Komplex, Alemanha/França/República Tcheca, 2008), "O Leitor" (The Reader, EUA/Alemanha, 2008), "O Cidadão do Ano" (Kraftidioten, Noruega/Dinamarca/Suécia, 2014) e "A Casa que Jack Construiu" (The House That Jack Built, Dinamarca/França/Alemanha/Suécia/Bélgica, 2018).

Bruno Ganz nasceu em 22 de março de 1941, em Zurique, Suíça, filho de pai suíço e mãe italiana. Casou-se em 1965 e teve um filho, mas estava separado da mulher, embora não se tenha divorciado.

(Foto: Google Imagens/nczas.com)

Festival de Berlim 2019: Melhor para Filme de Diretor Israelense

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A 69ª edição do Festival de Berlim, encerrada em 16 de fevereiro, elegeu como melhor filme da mostra "Synonymes", do diretor israelense Nadav Lapid. Lamento dizer, mas me parece que o Festival de Berlim já não tem grande relevância.
A seguir, a lista dos principais premiados:

1 - Melhor Filme: "Synonymes" (Sem título no Brasil, França, 2019), de Nadav Lapid

2 - Grande Prêmio do Júri: "Grâce à Dieu" (Sem título no Brasil, França/Bélgica, 2018), de François Ozon

3 - Melhor Diretor: Angela Schanelec, por "Ich war zuhause, aber" (Sem título no Brasil, Alemanha/Sérvia, 2019)

4 - Melhor Atriz: Yong Mei, por "So Long, My Son" (Di jiu tian chang, China, 2019), de Wang Xiaoshuai

5 - Melhor Ator: Wang Jingchun, por "So Long, My Son"

6 - Melhor Roteiro: Maurizio Braucci, Claudio Giovannesi e Roberto Saviano, por "La paranza dei bambini" (Sem título no Brasil, Itália, 2019), de Claudio Giovannesi

7 - Melhor Documentário: "Talking About Trees" (Sem título no Brasil, França/Sudão/Chade, 2019), de Suhaib Gasmelbari.

(Foto: Google Imagens/blog.edestinos.com.br)

16 de fevereiro de 2019

'A Favorita É um Filme Muito Estranho

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O filme "A Favorita" (The Favourite, 2018), de Yorgos Lanthinos, ganhou o prêmio BAFTA de melhor filme britânico (pobre cinema britânico!) e concorre em dez categorias do Oscar, empatado com "Roma". Vi "A Favorita" e não gostei nem um pouco. Ouvi dizer que ele é fiel aos fatos históricos. Mas como pode ser fiel se as personagens agem e falam como se pertencessem à mais ignorante e escrota ralé, enquanto, supostamente, representam a realeza britânica. Achei-o um tanto asqueroso. Não vi nele nada bonito, nem agradável. A trilha musical é torturante. A fotografia só mostra feiura, os ambientes são mal iluminados. Se a intenção era ser realista, deve ser um novo tipo de realismo, do qual eu ainda nada sei. Parece que a moda agora é filmar como se fosse filme caseiro. A minha conclusão é de que "A Favorita" foi feito para espectadores masoquistas.

(Foto: Google Imagens/cinefilosanonimos.com.br)

CHRISTOPHER KNOPF (1927-2019), Roteirista

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O roteirista americano Christopher Knopf morreu no dia 13 de fevereiro, em Santa Mônica, Califórnia, aos 91 anos.

Embora tenha começado sua carreira no cinema, onde seu pai era produtor, Knopf trabalhou bem mais para a TV, veículo no qual também foi mais bem-sucedido, conquistando vários prêmios do Sindicato dos Roteiristas da América.

Ele escreveu roteiros para oito filmes, entre os quais estão "A 20 Milhões de Milhas da Terra" (20 Million Miles to Earth, 1957), "Audácia de um Estranho" (The Tall Stranger, 1957), "Com o Dedo no Gatilho" (Hell Bent for Leather, 1960), "O Imperador do Norte" (Emperor of the North Pole, 1973) e "Ambição Acima da Lei" (Posse, 1975).

Christopher Edwin Knopf nasceu em 20 de dezembro de 1927, em Nova York, Nova York, EUA. Serviu na Força Aérea dos EUA na Segunda Guerra Mundial. Foi presidente do Sindicato dos Roteiristas da América, Oeste, de 1965 a 1967. Deixou viúva a mulher do seu terceiro casamento. Tinha três filhos do primeiro casamento. Era filho do produtor Edwin H. Knopf (1899-1981) e sobrinho do editor de livros Alfred A. Knopf (1918-2009).

(Foto: Ernest Borgnine e Le Marvin em "O Imperador do Norte" - Google Imagens/cinefilosparasempre.blogspot.com)

'Guerra Fria" Retrata a Opressão Comunista

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O filme "Guerra Fria" (Zimna wojna, 2018), de Pawel Pawlikowski, mostra a tragédia que foi o comunismo soviético na Polônia. E mostra do jeito que eu gosto, sem discurso. Apenas retrata as peripécias de duas pessoas que se amam, um homem e uma mulher. Eles têm as suas vidas destroçadas por causa do comunismo, mas quase tudo está no subtexto. O espectador é que faz a sua leitura e tira as suas conclusões.
Um jovem músico e maestro faz uma pesquisa para descobrir cantoras e canções do mundo rural, a fim de montar um espetáculo. É aí que ele conhece uma jovem cantora e começam um relacionamento. Começam também os problemas, porque seu trabalho está submetido à supervisão de um representante do partido comunista. O espetáculo, puramente musical, é apropriado pelo partido para exaltar o ditador soviético Stálin. A cantora conta ao maestro que o chefete do partido, com quem ela também é obrigada a se relacionar (deduz-se), a assedia para obter informações a respeito dele, querendo saber inclusive se ele acredita em Deus. Isto, na Polônia, um país católico.
O maestro cria um belíssimo espetáculo de canto e dança, que é levado para um festival da juventude comunista na Alemanha, ainda na década de 1950, antes da existência do Muro da Vergonha, construído em 1961 e que dividiu a Alemanha em dois países, um comunista e o outro democrático. O maestro se aproveita de estar na Alemanha ainda sem o muro e foge para Paris. Lá, ele tem contato com a música ocidental, o jazz, e se torna amante de uma poetisa, que escreve letras para sua canções.

A cantora, que ficou na Polônia, se casa com um italiano da Sicília e vai ao encontro do maestro. Ela nega que fugiu da Polônia, diz que saiu legalmente, em consequência de ter se casado com um estrangeiro, mas é evidente que o casamento foi a saída que ela encontrou para escapar do comunismo. Seu marido siciliano nem é visto no filme. Em Paris, ela se diverte com Rock Around the Clock, música do grupo roqueiro Bill Halley e Seus Cometas, que também alegrou a minha geração, quando eu era adolescente.
Usando passaporte não polonês, o maestro vai à Tchecoslováquia para um evento musical e a polícia comunista o prende, leva-o de volta à Polônia e o sentencia a 15 anos de prisão. Sua prisão é uma ilegalidade inominável, cometida por uma ditadura, porque seu passaporte é de um país fora da cortina de ferro. A jovem cantora também retorna à Polônia e, num arranjo para tirá-lo da cadeia antes de cumprir os 15 anos de pena, se casa com o chefete comunista e tem um filho com ele.
O maestro e a cantora são dois seres humanos normais, cheios de defeitos como todos nós, talvez mais ingênuos que nós por terem nascido num país comunista. Eles só querem viver e realizar seus talentos artísticos, mas são cerceados pelo totalitarismo comunista. Ele termina como um apátrida, uma das condições mais degradantes para um ser humano. O final é trágico. Mas nenhuma personagem do filme diz uma só palavra, nada, contra o comunismo. Precisava?
O filme é preto-e-branco. Não poderia ser diferente.

(Foto: Tomasz Kot e Joanna Kulig - Google Imagens/ correiodopovo.com.br)

15 de fevereiro de 2019

'No Portal da Eternidade' Me Causou Desconforto

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Para quem começou a frequentar o cinema há 60 anos, como eu, não é fácil aceitar o cardápio que a indústria do cinema oferece atualmente. Por exemplo, "No Portal da Eternidade" (At Eternity's Gate, 2018), de Julian Schnabel, é sobre o pintor holandês Van Gogh, autor de pinturas maravilhosas, retratos reveladores de um olhar e espírito aguçados, focados na natureza, ainda que não apenas nela. O que esperar de um filme sobre Van Gogh e sua obra? Eu esperava uma fotografia impecável, requintada, que faça justiça ao olhar privilegiado do artista. Não foi o que encontrei, infelizmente.
O público que sustenta o cinema é composto, em sua maioria, pelos jovens. Suponho que os jovens de hoje em dia vêm filmes no smartphone ou no Youtube, e não estão nem aí para imagens requintadas. O meu conceito de fotografia cinematográfica, desenvolvida e aperfeiçoada há mais de 100 anos, é de enquadramentos perfeitos, iluminação sofisticada, movimentos de câmera sóbrios na maior parte do filme.
Pois bem. Pelo que ando vendo no cinema, tudo isso acabou. No caso de "No Portal da Eternidade", achei a fotografia "prejudicada" das mais diversas formas. Raramente o enquadramento mostra algo belo aos meus olhos. A iluminação nem sempre mostra com clareza espaços, pessoas, objetos. Isto, quando não é propositadamente poluída por flair (reflexo do sol na lente) e por mais sabe-se lá que processos de interferência nos enquadramentos.
A câmera trepida quase o tempo todo, a ponto de me causar desconforto visual. Em vez da beleza visual associada à obras do pintor, há uma confusão perturbadora e generalizada, talvez para transmitir ao espectador a confusão mental em que vivia Van Gogh. Pode soar genial aos olhos do público atual? Talvez sim, que sei eu? Mas é o tipo de filme que eu jamais vou querer ver outra vez.

(Foto: Google Imagens/movies.uk.com)

'Nasce uma Estrela' É a Melhor Versão da História

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O novo "Nasce uma Estrela" (A Star Is Born, 2018), de Bradley Cooper, é a quarta e melhor versão da mesma história. Nos dois primeiros filmes, de 1937 e 1954, a história se passava no ambiente do cinema, entre um ator e uma atriz. O terceiro filme, de 1976, fez a transição para o mundo da música, o mesmo retratado no filme de que estou falando.
Em relação ao que mostram os demais filmes indicados ao Oscar, em sua quase totalidade, "Nasce uma Estrela" é um filme surpreendente. Não aborda nenhum dos temas que fazem sucesso atualmente: relacionamento homoafetivo, racismo ou marido canalha que impede o empoderamento da sua mulher. E é capaz de emocionar o espectador, levando-o ora ao riso, ora às lágrimas.
Bradley Cooper faz um músico roqueiro no ápice do sucesso, mas que começa a ter problemas de audição e, talvez por isso, de alcoolismo. Ele conhece uma jovem cantora, Lady Gaga, se encanta com sua estampa e voz, e resolve dar uma força à carreira dela. Após se casarem, ela dispara a fazer sucesso, enquanto a carreira dele entra em declínio. Mas não de modo a complicar muito a vida conjugal deles.
O problema maior entre os dois decorre da canalhice de um sujeitinho que produz os shows dela. O sujeitinho afasta o marido, impedindo-o de continuar participando como conselheiro dela, e introduz ingredientes cafonas nos shows da cantora. Ele não se preocupa com a qualidade do show, só quer aumentar a arrecadação para ganhar mais dinheiro. Por fim, o inescrupuloso sujeitinho provoca um estrago monumental na vida do casal.
Para o meu gosto, "Nasce uma Estrela" é um filme excepcional em todos os quesitos. E ainda conta com o cachorro de Bradley Cooper, que tem um papel dos mais comoventes no filme. Mas, não sendo o tipo de filme que o público de hoje quer ver, não deve ganhar nenhum prêmio no Oscar, exceto o de melhor canção por "Shallow", que vem papando todos os prêmios.

(Foto: Bradley Cooper e Lady Gaga - Google Imagens/leouve.com.br)

14 de fevereiro de 2019

BIBI FERREIRA (1922-2019), Atriz

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A atriz e cantora brasileira Bibi Ferreira morreu no dia 13 de fevereiro, no Rio de Janeiro, aos 96 anos.

Bibi, uma das maiores figuras do nosso teatro, começou sua carreira em tenra idade, por ser filha de um ator e de uma bailarina. Ela era uma artista de múltiplos talentos. Além de tocar piano e violão, atuava, cantava, dirigia e produzia espetáculos teatrais.

Seu trabalho no cinema não foi continuado nem duradouro. Ela apareceu em apenas quatro filmes: "Cidade-Mulher" (1936), de Humberto Mauro, "O Fim do Rio" (The End of the River, Reino Unido, 1947), de Derek N. Twist, "Almas Adversas" (1952), de Leo Marten, e "Leonora dos Sete Mares" (1955), de Carlos Hugo Christensen.

Nasceu Abigail Izquierdo Ferreira em 10 de junho de 1922, em Salvador, Bahia. Seu pai era o lendário ator Procópio Ferreira (1898-1979). Sua mãe era a bailarina espanhola Aida Izquierdo Ferreira (1904-?). Era viúva do escritor e dramaturgo Paulo Pontes (1940-1976), marido do seu sexto casamento. Tinha uma filha do segundo casamento, a atriz Tina Ferreira.

(Foto: Google Imagens/istoe.com.br)

12 de fevereiro de 2019

CARMEN ARGENZIANO (1943-2019), Ator

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O ator americano Carmen Argenziano morreu no dia 10 de fevereiro, em Los Angeles, aos 75 anos.

Argenziano teve uma longa carreira e apareceu em cerca de 70 filmes, entre os quais estão "O Poderoso Chefão II" (The Godfather: Part II, 1974), "Pânico na Multidão" (Two-Minute Warning, 1976), "Mensageiro da Morte" (When a Stranger Calls, 1979), "Impacto Fulminante" (Sudden Impact, 1983), "Um Romance Muito Perigoso" (Into the Night, 1985), "Acusados" (The Acussed, 1988), "Don Juan DeMarco" (Idem, 1994), "A Senha: Swordfish" (Swordfish, 2001), "Identidade" (Identity, 2003) e "Anjos e Demônios" (Angels & Demons, 2009).

Carmen Antimo Argenziano nasceu em 27 de outubro de 1943, em Sharon, Pensilvânia, EUA, de ascendência italiana. Era membro vitalício do Actors Studio, famosa escola de atores de Nova York. Deixou viúva, dois filhos e uma enteada.

(Foto: Google Imagens/99doing.com)

11 de fevereiro de 2019

RON MILLER (1933-2019), Produtor

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O produtor americano Ron Miller morreu no dia 9 de fevereiro, em Napa, Califórnia, aos 85 anos.

Miller se tornou produtor dos estúdios Disney após se casar com Diane Disney, filha de Walt Disney. Apenas para o cinema, ele participou da produção de meia centena de filmes, em sua grande maioria com atores, entre os quais estão "Doce Verão dos Meus Sonhos" (Summer Magic, 1963), "Aquele Gato Danado" (That Darn Cat!, 1965), "Folias na Neve" (Snowball Express, 1972), "A Montanha Enfeitiçada" (Escape to Witch Mountain, 1975), "Se Eu Fosse Minha Mãe" (Freaky Friday, 1976), "Meu Amigo Dragão" (Pete's Dragon, 1977), "Mistério no Bosque" (The Wathcer in the Woods, 1980), "Tron - Uma Odisseia Eletrônica" (TRON, 1982) e "Os Lobos Nunca Choram" (Never Cry Wolf, 1983).

Ele participou também da produção de três desenhos animados de longa-metragem: "Bernardo e Bianca" (The Rescuers, 1977), "O Cão e a Raposa" (The Fox and the Hound, 1981) e "O Caldeirão Mágico" (The Black Cauldron, 1985), seu derradeiro trabalho no cinema.

Ronald William Miller nasceu em 17 de abril de 1933, em Los Angeles. Foi presidente e CEO dos estúdios Disney entre 1980 e 1984. Era viúvo de Diane Disney (1933-2013), com quem teve sete filhos.

(Foto: Google Imagens/filmow.com)