23 de fevereiro de 2019

FRAMBOESA DE OURO 2019: Os Piores de Hollywood em 2018

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A 39ª edição dos antiprêmios Golden Raspberry (Franboesa de Ouro), também conhecidos como Razzie, aconteceu hoje em Los Angeles. Quatro troféus foram para "Holmes and Watson", inclusive o de pior filme e o de pior diretor para Etan Cohen, que não tem qualquer parentesco com Ethan Coen, que continua a realizar filmes admiráveis, em parceria com seu irmão Joel Coen.
A seguir, a lista dos infelizes aquinhoados:

1 - Pior Filme: "Holmes and Watson" (Sem título no Brasil, EUA, 2018)

2 - Pior Diretor: Etan Cohen, por "Holmes and Watson"

3 - Pior Atriz: Melissa McCarthy, por "Alma da Festa" (Life of the Party, EUA, 2018), de Ben Falcone, e "Crimes em Happytime" (The Happytime Murders, China/EUA, 2018), de Brian Henson

4 - Pior Ator: Donald J. Trump (como ele mesmo), por "Death of a Nation" (Sem título no Brasil, EUA, 2018), de Dinesh D'Souza e Bruce Schooley, e "Faherenheit 11/9" (Sem título no Brasil, EUA, 2018), de Michael Moore

5 - Pior Atriz Coadjuvante: Kellyanne Conway (como ela mesma), por "Fahrenheit 11/9"

6 - Pior Ator Coadjuvante: John C. Reilly, por "Holmes and Watson"

7 - Pior Dupla da Tela: Donald J. Trump e Sua Mesquinharia que se Autoperpetua, por "Death of a Nation" e "Fahrenheit 11/9"

8 - Pior Roteiro: Niall Leonard, por "Cinquenta Tons de Liberdade" (Fifty Shades Freed, EUA, 2018), de James Foley

9 - Pior Remake, Rip-Off ou Sequência: "Holmes and Watson".

(Foto: Google Imagens/maisclube.com.br)

21 de fevereiro de 2019

CLAUDE GORETTA (1929-2019), Diretor

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O diretor e roteirista suíço Claude Goretta morreu no dia 20 de fevereiro, em Genebra, Suíça, aos 89 anos.

Suíço de língua francesa, Goretta foi mais ativo na TV, onde começou e terminou. No cinema, realizou cerca de uma dezena de filmes, entre 1970 e 1992, sempre com a sua participação no roteiro.

Somente dois de seus filmes tiveram lançamento no Brasil, e são dois belos filmes, que foram premiados no Festival de Cannes: "O Convite" (L'invitation, Suíça/França, 1973), que lhe deu o Prêmio do Júri e o Prêmio Internacional para filme dramático, e "Um Amor Tão Frágil" (La dentellière, França/Suíça/Alemanha Ocidental, 1977), que lhe valeu o Prêmio do Júri Ecumênico.

Claude Goretta nasceu em 26 de junho de 1929, em Genebra, Suíça. Tinha um filho chamado Lucas Goretta.

(Foto: Isabelle Huppert em "Um Amor Tão Frágil" - Google Imagens/maringa.com)

20 de fevereiro de 2019

'A Mula' Já Nasceu um Clássico Moderno

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Da atual safra de filmes, o melhor que vi até agora é “A Mula” (The Mule, 2018), de Clint Eastwood, um profissional de rara competência que ainda se mantém no ramo. Aos 88 anos, ele fez um filme excepcional sob todos os aspectos, na minha avaliação.

O próprio diretor vive o protagonista, um cultivador de flores idoso que vende a sua produção diretamente aos clientes, enquanto os negócios vão migrando para a internet. Por ser um analfabeto digital, ele não consegue fazer a migração. Passados doze anos, ele chega aos 90 arruinado financeiramente e com a família contra ele. O que lhe resta a fazer? Virar “mula” do Cartel de Sinaloa, que trafica drogas do México para os EUA.

Os negócios do cartel movimentam muito dinheiro. O velhinho faz as suas viagens sem problema, porque ninguém desconfia de um sobrevivente da sua idade, e vai embolsando altas quantias. Melhora de vida, ajuda e reconquista a família e ainda colabora com a Associação dos Veteranos da Guerra da Coreia, da qual faz parte. Ninguém abandona uma atividade lucrativa assim, ainda mais sendo ameaçado pelos mexicanos para permanecer no negócio.

Clint Eastwood, assim como seu personagem, não ficou velho à toa, sem adquirir sabedoria. Ele conhece todos os segredos do cinema e, tendo um bom roteiro nas mãos, sabe transformá-lo num filme melhor que ninguém. Não conheço diretor mais habilidoso que ele, hoje, em Hollywood. As peripécias da história são encenadas com inteligência e os diálogos são primorosos.

Sabendo livrar-se de armadilhas, o velho Clint faz piada com o assunto que lhe apraz, sem dar bola para o que vão dizer os chatos da correção política: etnia, raça, velhice. O resultado é um filme estupendo, que nenhum outro diretor teria coragem de se arriscar a fazer. Creio que aqueles que conhecem bem o cinema clássico hollywoodiano poderão melhor aquilatar as suas qualidades.

Um filme assim deveria estar concorrendo ao Oscar em muitas categorias. Sobretudo por tratar de uma minoria – nós, os velhos –, quando parece que todo mundo fala em diversidade e pede filmes sobre minorias. “A Mula”, porém, não recebeu uma só mísera indicação. 

Mas não é difícil entender os motivos por que Hollywood esnobou o filme, embora ele tenha obtido um sucesso financeiro considerável. Primeiro, porque os velhos não são uma minoria barulhenta. Segundo, porque os que hoje dominam a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas têm horror ao politicamente incorreto. Terceiro, porque o velho Clint pertence ao partido do “monstro” que ocupa a Presidência dos EUA.

(Foto: Google Imagens/ primeiraesetimaarte.com.br)

'Green Book - O Guia' É um Belo Filme

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Dos oito filmes indicados ao Oscar de melhor filme, vi todos os que me interessavam e gostei de dois apenas: “Nasce uma Mulher” e “Green Book – O Guia”. Para o meu gosto, ambos os filmes excedem em qualidades, considerado o panorama cinematográfico atual.

Achei a história contada por “Green Book – O Guia” (Green Book, 2018), de Peter Farrelly, muito interessante. Fala de um grande pianista negro e seu motorista branco, viajando pelos estados do sul dos EUA, na virada da década de 1950 para a de 1960. São dois habitantes de mundos muito diversos. O pianista é um homem bem-educado, e o motorista é um ítalo-americano casca-grossa, que está afastado das funções de leão de chácara da boate Copacabana, em Nova York, que passa por reforma.

Em Nova York, uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, o pianista negro podia trabalhar sem empecilho nenhum, bastando-lhe o talento e nada mais. Nos estados sulistas, entretanto, as populações eram as mais racistas do país. E o Green Book (Livro Verde) era justamente um guia para viajantes negros que se aventuravam pelo sul, com indicação de hospedarias próprias para os negros, além de recomendações de como deviam se comportar.

De um lado, a longa convivência entre os dois homens e, de outro lado, a camaradagem que surge da necessidade de resolverem juntos as encrencas que encontram no trajeto fazem com que o pianista desça alguns degraus do seu pedestal, enquanto o motorista sobe outros tantos degraus, por causa das qualidades humanas que vai revelando no cumprimento da sua missão complicada. A conclusão é óbvia: eles terminam amigos.

Embora mostre episódios da maior gravidade, que não deveriam acontecer no mundo civilizado, o filme não apela para os baixos sentimentos do espectador, como se vê com frequência no cinema atual. Ao contrário, o filme é divertidíssimo, faz rir e faz chorar. Justamente como todo bom filme deveria fazer, é o que eu penso.

O mais espantoso é que o filme se baseia em fatos verdadeiros. Depois, Tony Lip (nascido Antonio Vallelonga), o motorista, virou ator de cinema. Sua primeira aparição foi no filme “O Poderoso Chefão” (1972), como um convidado na festa de casamento que acontece no início. Seu filho Nick Vallelonga é um dos roteiristas de “Green Book – O Guia”.

(Foto: Google Imagens/youtube.com)

O Melhor de 'Assunto de Família É o Roteiro

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O japonês Hirokazu Kore-eda, diretor de “Assunto de Família” (Manbiki kazoku, 2018), é o queridinho da crítica, no momento. Basta ver que, no ano passado, o filme venceu o Festival de Cannes.

No começo do filme, um homem de seus 50 anos, pois seu cabelo já começou a embranquecer, encontra na rua uma criança, uma menina, e a leva para casa para lhe dar comida. Na casa dele, a família parece ser muito unida, apesar da pobreza evidente. Há uma mulher idosa, chamada de vó, duas mulheres jovens (um talvez no final da adolescência, a outra um pouco mais velha) e um garoto por volta dos 10 anos. A vó reclama de mais uma boca para alimentar, a comida é pouca. O homem sai com a menina, tenta se livrar dela, mas acaba trazendo-a de volta.

Dá-se a impressão de que a família é composta pela avó e um pai com duas filhas e um filho. Para nós, ocidentais, todos os japoneses são parecidos. O garoto pratica furtos nas lojas da vizinhança e ensina a menina a fazer o mesmo. Apesar da vida difícil, a família é unida e parece que todos estão muito bem assim. Deduzindo-se pelas aparências, trata-se de uma família feliz.

Um dia, acontece algo estranho: a moça mais erada tira a roupa e o “pai” faz amor com ela. Depois, o garoto tenta fazer um furto, não consegue fugir e acaba pego. O garoto confessa que ele falhou intencionalmente, para poder voltar à família biológica. O caso vai para na polícia e outras novidades vêm à tona. A jovem mais erada matou o marido, um sujeito execrável, com a ajuda do suposto pai do grupo familiar. Mas assume ter cometido o crime só, para não implicar o bom homem que a ajudou a se livrar do marido.

Aos poucos, o espectador vai descobrindo que, na família pobre mas feliz, ninguém é parente de ninguém. A intenção do filme, a meu ver, é mesmo mostrar que a família é feliz justamente pela ausência de vínculos de consanguinidade entre seus membros. Todos parecem ter fugido de suas famílias verdadeiras. A mulher que matou o marido, destruindo sua família verdadeira, porque nela não era feliz. Os outros três jovens fugiram de suas famílias biológicas por justo motivos, inclusive maus-tratos.

Na minha avaliação, portanto, o filme demonstra que uma família só pode ser feliz quando todos têm por objetivo sobreviver, não importa se cometendo crimes, e, de preferência, sem laços de sangue. Porque as famílias biológicas são um horror.

Após resolvida a questão policial, a família do garoto é localizada, mas nenhum parente dele aparece para resgatá-lo. Mas o chefe de família fake o acompanha até a estação de trem, onde se despedem como verdadeiros pai e filho, e o garoto parte sozinho. Um espectador distraído poderia ver aí um furo do roteiro. Nada disso. É o argumento cabal de que a família biológica só é fonte de infelicidade de seus membros.

Gostei do roteiro do filme, que apresenta os fatos sem antecipar nada. Os acontecimentos se sucedem e, a partir deles, o que está oculto vai se revelando.

“Assunto de Família” concorre ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira.

(Foto: Google Imagens/msn.com)

O Roteiro de 'Vice' É Meio Confuso

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O filme “Vice” (Idem, 2018), de Adam McKay, tem alguns pontos interessantes, um dos quais é a competência dos atores. Dentro da pretensão do filme, atores e atrizes entregam boas interpretações, especialmente Christian Bale, que encarnou Dick Cheynne como imagino que um médium espírita o faria.

No roteiro, notei alguns problemas como, às vezes, a falta de foco. Há também o que me pareceu ser um excesso de intercalações de imagens que nada têm a ver com os fatos mostrados; servem apenas de comentários irônicos do que a personagem faz ou diz. Além dessas imagens-comentários, há muitos momentos de vai-e-volta no tempo.

Em consequência desses “ruídos” narrativos, considerei excessiva a narração verbal (voice-over), que tem a função de colocar ordem em toda a balbúrdia. Não cheguei a me irritar com tudo isso, mas confesso que me chateei em alguns momentos.

Por tratar da vida de Dick Cheynne, vice-presidente de George Bush filho, o filme mostra fatos da sua vida desde seu tempo de faculdade. E, por ele ser do Partido Republicano, outras figuras de alto coturno do partido são mostradas também. Mas todos os republicanos retratados aparecem como idiotas e ridículos. São incapazes de pensar e não sabem o que devem fazer em seus importantes cargos na hierarquia da administração dos EUA. E, quando tomam decisões por suas próprias cabeças, só fazem c-g-d-s. O que parecem ter de sobra é ambição, verdadeira tara pelo poder. Até os eleitores republicanos, que aparecem numa cena de comício, são caipiras idiotas, fáceis de serem tapeados. Os presidentes republicanos Richard Nixon (sem dúvida, um pilantra) e Bush filho são ridicularizados ao extremo. 

Dos presidentes democratas, aparece Jimmy Carter em imagens deterioradas, talvez para dizer que seu governo não teve nenhum brilho, o que é verdade. Aparece também Barack Obama prestando o juramento no ato da posse e, ainda, a multidão imensa que celebrou a sua posse. Só faltou a auréola de santo sobre a sua cabeça.
Portanto, o filme desce o sarrafo sem dó nos políticos republicanos, o que significa uma defesa implícita do Partido Democrata. Não vejo nenhum problema nenhum nisso. Pode-se fazer filmes bons ou ruins sobre quaisquer personagens, reais ou fictícias. No Brasil, por exemplo, já fizeram excelentes filmes a favor de Lampião, o rei do cangaço, assim como péssimos filmes também a favor dele.

Mas “Vice” tem uma cena que é puro cabotinismo. Depois que a história termina e começam a subir os créditos, reaparece um grupo de pessoas que antes discutiam política. Um homem acusa o filme de parcialidade a favor dos democratas, e outro discorda, dando início a uma briga. Não sei, mas pode ser que os realizadores do filme acreditem que os espectadores sejam tão idiotas quanto os políticos e eleitores republicanos. Podem até ter razão no geral, mas eu acho que existem exceções.

Esse filme está concorrendo ao Oscar em oito categorias.

(Foto: Google Imagens/portaldisparada.com.br)

18 de fevereiro de 2019

'Roma' É Apenas um Filme Mediano

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O filme "Roma", do mexicano Alfonso Cuarón, está prestigiado na disputa pelo Oscar. Ele mostra o que querem o público e a Hollywood atuais: a defesa da diversidade, isto é, a defesa de uma boa causa. O problema é que boas causas são passageiras e não garantem a permanência de um filme na memória de ninguém.

O filme acompanha uma família de classe média da Cidade do México, nos anos 1970 e 1971, mas o foco recai sobre a empregada, que faz de tudo um pouco na casa dos patrões e ainda é vítima de um sujeito machista que a engravida. Na primeira imagem, a câmera está voltada para baixo, para o chão sujo de cocô de cachorro que a empregada lava. Na última imagem, a câmera acompanha a empregada enquanto ela sobe a escada para chegar ao ponto mais alto da casa, depois se fixa mostrando o céu. Gostei de ver essa evolução na maneira de ver a empregada.

Não posso deixar de opinar sobre três cenas do filme, sobre as quais tenho minhas reservas. A primeira é uma festa, com muita gente e só se ouve a babel generalizada, o burburinho; nenhuma palavra distinguível, nenhuma personagem particularizada. Não consegui captar a razão daquilo dentro da história.

Outra cena é um parto, mostrada tintim por tintim, com o mais cansativo naturalismo. É o parto da emprega, evidentemente, mas haja paciência.

A última cena a que me refiro acontece na praia. A empregada, que não sabe nadar, precisa se arriscar a entrar no mar para salvar duas crianças que estão em vias de morrerem afogadas. Nem mesmo o neorrealismo italiano conseguiu ser tão piegas.

Um filme mediano como esse, que já ganhou o Globo de Ouro de melhor filme e melhor diretor, além de quatro prêmios BAFTA, da Academia Britânica, inclusive os de melhor filme, melhor diretor e filme em língua estrangeira, é indiscutivelmente um dos favoritos na disputada pelas mais importantes estatuetas do Oscar. O que mostra bem a situação do cinema neste estranho momento em que vivemos.

(Foto: Google Imagens/cineplayers.com)

WGA Awards 2019: Ganhou o Roteiro de 'Oitava Série'

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Aconteceu no dia 17 de fevereiro a entrega dos prêmios do Writers Guild of America (Sindicato dos Roteiristas da América) e o filme "Oitava Série", que não foi indicado em nenhuma categoria do Oscar, levou o prêmio de melhor roteiro original.
A seguir, os premiados do cinema:

1 - Melhor Roteiro Original: Bo Burnham, por "Oitava Série" (Eighth Grade, EUA, 2018), de Bo Burnham

2 - Melhor Roteiro Adaptado: Nicole Holofcener e Jeff Whitty, por "Poderia Me Perdoar?" (Can You Ever Forgive Me?, EUA, 2918), de Marielle Heller

3 - Melhor Roteiro de Documentário: Ozzy Inguanzo e Dava Whisenant, por "Bathtubs Over Broadway" (Sem título no Brasil, EUA, 2018), de Dava Whisenant.

(Foto: Google Imagens/deadline.com)

17 de fevereiro de 2019

BRUNO GANZ (1941-2019), Ator

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O ator suíço Bruno Ganz morreu no dai 16 de fevereiro, em Zurique, Suíça, de câncer. Tinha 77 anos.

Considerado o mais importante ator de língua alemã, Ganz trabalhou com diversos dos mais respeitados diretores do cinema europeu e ganhou prêmios de festivais internacionais e de vários países europeus. Atuou também em produções internacionais de alcance global.

Ele atuou em mais de 80 filmes, mas boa parte deles permanece desconhecida no Brasil. Da parte da sua filmografia conhecida por nós brasileiros, mnerecem destaque "A Marquesa d'O" (Die Marquise von O..., Alemanha Ocidental/França, 1976), "O Amigo Americano" (Der amerikanische Freund, Alemanha Ocidental/ França, 1977), "Os Meninos do Brasil" (The Boys from Brazil, Reino Unido/EUA, 1978), "Nosferatu, o Vampiro da Noite" (Nosferatu: Phantom der Nacht, Alemanha Ocidental/França, 1979), "O Ocaso de um Povo" (Die Fälschung, Alemanha Ocidental/França, 1981), "Asas do Desejo" (Der Himmel über Berlin, Alemanha Ocidental/França, 1987), "A Eternidade e Um Dia" (Mia aioniotita kai mia mera, França/Itália/Grécia/Alemanha, 1998), "A Queda! As Últimas Horas de Hitler" (Der Untergang, Alemnha/Áustria/Itália, 2004), "O Grupo Baader Meinhof" (Der Baader Meinhof Komplex, Alemanha/França/República Tcheca, 2008), "O Leitor" (The Reader, EUA/Alemanha, 2008), "O Cidadão do Ano" (Kraftidioten, Noruega/Dinamarca/Suécia, 2014) e "A Casa que Jack Construiu" (The House That Jack Built, Dinamarca/França/Alemanha/Suécia/Bélgica, 2018).

Bruno Ganz nasceu em 22 de março de 1941, em Zurique, Suíça, filho de pai suíço e mãe italiana. Casou-se em 1965 e teve um filho, mas estava separado da mulher, embora não se tenha divorciado.

(Foto: Google Imagens/nczas.com)

Festival de Berlim 2019: Melhor para Filme de Diretor Israelense

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A 69ª edição do Festival de Berlim, encerrada em 16 de fevereiro, elegeu como melhor filme da mostra "Synonymes", do diretor israelense Nadav Lapid. Lamento dizer, mas me parece que o Festival de Berlim já não tem grande relevância.
A seguir, a lista dos principais premiados:

1 - Melhor Filme: "Synonymes" (Sem título no Brasil, França, 2019), de Nadav Lapid

2 - Grande Prêmio do Júri: "Grâce à Dieu" (Sem título no Brasil, França/Bélgica, 2018), de François Ozon

3 - Melhor Diretor: Angela Schanelec, por "Ich war zuhause, aber" (Sem título no Brasil, Alemanha/Sérvia, 2019)

4 - Melhor Atriz: Yong Mei, por "So Long, My Son" (Di jiu tian chang, China, 2019), de Wang Xiaoshuai

5 - Melhor Ator: Wang Jingchun, por "So Long, My Son"

6 - Melhor Roteiro: Maurizio Braucci, Claudio Giovannesi e Roberto Saviano, por "La paranza dei bambini" (Sem título no Brasil, Itália, 2019), de Claudio Giovannesi

7 - Melhor Documentário: "Talking About Trees" (Sem título no Brasil, França/Sudão/Chade, 2019), de Suhaib Gasmelbari.

(Foto: Google Imagens/blog.edestinos.com.br)