29 de março de 2011

FARLEY GRANGER (1925-2011), ator

O ator norte-americano Farley Granger morreu. Era conhecido por suas atuações nos thrillers de Alfred Hitchcock "Festim Diabólico" e "Pacto Sinistro". Tinha 85 anos.

23 de março de 2011

ELIZABETH TAYLOR (1932-2011), atriz

A atriz inglesa Elizabeth Taylor, famosa por seus olhos violeta e pelos oito casamentos, morreu hoje em Los Angeles, aos 79 anos.
Ela tinha quatro filhos -- Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton --, dez netos e quatro bisnetos.

16 de março de 2011

'Cisne Negro', filme de Darren Aronofsky

Intelectuais costumam torcer o nariz diante de filmes que simplifiquem questões complexas. Como se certos assuntos não pudessem ser tratados em linguagem cinematográfica acessível ao grande público. O filme “Cisne Negro” (Black Swan, 2010), de Darren Aronofsky, aborda um tema próprio de consultório psiquiátrico, mas traduzido dramaticamente para o entendimento de gente comum. Embora venha encantando o público, o filme tem suscitado da crítica opiniões contraditórias.

É a história de Nina (Natalie Portman), uma bailarina delicada, meiga e imatura. Ela é assim por ter sido mimada pela mãe controladora e repressiva, uma ex-bailarina frustrada. Nina está em vias de interpretar, em um teatro de Nova York, o principal papel do balé “O Lago dos Cisnes”, que se divide em duas metades opostas: o cisne negro e o cisne branco.

Leroy (Vincent Cassel), coreógrafo do espetáculo, entende que Nina encarnará à perfeição o cisne branco. Mas tem dúvida se ela será capaz de interpretar o cisne negro, que requer a exteriorização do seu lado sensual, ou selvagem, reprimido pela educação materna.

A ingênua bailarina, que vislumbra no balé a realização de um sonho, acaba envolvida num terrível pesadelo. Às dificuldades do papel somam-se os ataques desencadeados por sua nova e invejável posição. A veterana primeira bailarina (Winona Ryder), afastada da companhia em razão da idade e substituída por Nina, agride-a verbalmente com a crueldade dos derrotados. Lily, uma bailarina novata mas safa, parece ter as qualidades que lhe faltam e, ainda, não disfarça que também quer interpretar os cisnes. Para completar, Leroy atinge-a no seu ponto mais vulnerável, assediando-a sexualmente.

A concorrente que tira o sossego de Nina, Lily, é uma garota avançadinha proveniente de São Francisco. O nome da sua cidade de origem é dito e repetido, de modo a chamar a atenção para alguma particularidade que o público americano deve conhecer muito bem. A julgar pelo comportamento da personagem, admiravelmente interpretada por Mila Kunis, tudo indica que São Francisco é uma versão moderna das cidades bíblicas Sodoma e Gomorra. É pela ação dela que o erotismo penetra na história, e de forma escancarada.

O clima de competição, conflito e pressão desestabiliza o frágil equilíbrio emocional de Nina e, progressivamente, deteriora sua estrutura psíquica. Ela mergulha num processo delirante irreversível. O seu lado sombrio se manifesta, porém, sem que ela consiga manter o autocontrole, a energia maligna se volta contra a energia benéfica. O cisne negro acaba devorando o cisne branco.

Coerentemente com a dualidade temática, recorreu-se em vários momentos do filme às cores branco e preto para sinalizar o positivo ou o negativo. Isso, ao que parece, tem desagradado a muita gente. No entanto, é um recurso visual tão velho quanto o próprio cinema, que por décadas só podia contar mesmo com o bom e velho preto-e-branco. Esse recurso estético, aliás, é ainda mais antigo, como se observa na história da pintura. Não se trata, portanto, de aspecto em si condenável, que se possa alegar para definir a qualidade de um filme.

Dizem que Natalie Portman se preparou longa e exaustivamente para o papel e, para ter o físico de bailarina, emagreceu quase dez quilos. Também foi dublada, em vários momentos, pela bailarina Sarah Lane. Mesmo assim, quando teve de aparecer diante de uma bailarina de verdade, seus movimentos não são muito convincentes. Mas isso importa pouco, afinal de contas, porque certamente não existe no mundo uma bailarina capaz de interpretar seu papel tão bem quanto ela.

O filme não é, como se poderia pensar, sobre o balé “O Lago dos Cisnes”. Não é nem mesmo sobre balé. Este apenas fornece o contexto para o drama de uma personalidade débil que se dilacera entre as forças do bem e do mal da sua própria alma. Mesmo a música da dança não é a que Tchaikovsky compôs, mas uma variação dela, e bastante modificada. Mas, em última análise, fica demonstrado que a leveza e a graça do balé são construídas à custa de muito empenho, angústia e dor.

Um diálogo entre Leroy e Nina traz à baila um debate crucial para artistas ambiciosos. A bailarina pretende alcançar a perfeição mediante submissão à técnica e controle absoluto dos movimentos. Para o coreógrafo, isso não basta. Ele quer que ela se solte e ouse para atingir a transcendência. Neste particular, é bem possível que Leroy esteja sendo porta-voz de Darren Aronofsky, que, sem dúvida, comete seu tanto de ousadia. “Cisne Negro” não é uma obra-prima, mas está longe de ser descartável.
(Texto publicado pelo Jornal Opção e o saite Revista Bula.)

12 de março de 2011

JORGE CHERQUES (1928-2011), ator

O ator brasileiro Jorge Cherques morreu no dia 11 de março, de falência múltipla de órgãos, aos 82 anos.
Cherques, um bom ator coadjuvante, começou no cinema em "O Beijo" (1965), de Flávio Tambellini, e atuou em mais de 30 filmes, incluindo várias comédias dos Trapalhões.
Da sua filmografia destacam-se "A Compadecida" (1969), "Memórias do Cárcere" (1984), "Luar Sobre Parador" (Moon Over Parador, 1988), "O Que É Isso, Companheiro?" (1997) e "A Terceira Morte de Joaquim Bolívar" (2000).
Jorge Cheques nasceu em 25 de julho de 1928, no Rio de Janeiro.

8 de março de 2011

Carnaval 2011: o cinema cai no samba

Demorou mais de um século, mas finalmente o cinema caiu na folia. Duas escolas de samba cariocas escolheram o cinema como tema no desfile deste ano na Sapucaí.
Na noite de domingo, a Unidos da Tijuca homenageou o cinema de Hollywood, mediante a representação de cenas de filmes famosos como "Tubarão" e "Caçadores da Arca Perida". O cinema brasileiro também esteve representado, principalmente na figura do Zé do Caixão, personagem muito popular do horror à brasileira.
Na noite de terça-feira foi a vez do Salgueiro prestar sua homenagem ao cinema, misturando ícones nacionais como Carmen Miranda e Orfeu (referência ao filme "Orfeu do Carnaval") e hollywoodianos como Batman e Sherlock Holmes. Havia ainda King Kong agarrado ao relógio da Central do Brasil, réplicas gigantescas da estatueta do Oscar e o ator Eri Johnson fantasiado de Charlie Chaplin, além da bateria trajando a farda do Batalhão de Operações Especiais, para lembrar os filmes "Tropa de Elite" e "Tropa de Elite 2", dois megassucessos do cinema brasileiro.

6 de março de 2011

CHARLES JARROTT (1927-2011), diretor

O cineasta britânico Charles Jarrott morreu em Los Angeles no dia 4 de fevereiro, de câncer de próstata, aos 83 anos.
Jarrott começou a carreira na televisão, em 1954, e seu primeiro trabalho no cinema foi "Ana dos Mil Dias" (Anne of the Thousand Days, 1969), que lhe deu o Globo de Ouro de melhor diretor. Apesar desse início promissor, realizou apenas uma dúzia de filmes. Seu segundo filme, "Mary Stuart, Rainha da Escócia" (Mary, Queen of Scots, 1971), também angariou algum prestígio, mas em seguida vieram invariavelmente produções rotineiras como "Horizonte Perdido" (Lost Horizon, 1973), remake do clássico de 1937, e "O Pequeno Ladrão de Cavalos" (Escape from the Dark, 1976).
Ao que parece, ele tinha mais habilidade para retratar a famíla real britânica.
Charles Jarrott nasceu em 16 de junho de 1927, em Londres. Era viúvo da mulher do seu terceiro casamento.

1 de março de 2011

JANE RUSSELL (1921-2011), atriz

A atriz americana Jane Russell morreu no dia 28 de fevereiro, de causa não divulgada. Tinha 89 anos.
Russell era belíssima quando foi descoberta pelo milionário Howard Hughes, na sua fase de produtor de cinema. Ele a lançou como atriz no western "O Proscrito" (The Outlaw, 1943), que era eroticamente ousado para a época. O diretor era Howard Hawks, que se afastou após duas semanas de filmagem e Hughes assumiu. Sua ambição era tamanha que chegou a desenhar, com base em sua experiência em desenhar modelos de avião, um sutiã que realçasse os seios da atriz, embora ela tenha declarado que nunca o usou.
Entre as ousadias do filme, há uma cena que só pôde ser vagamente sugerida, por causa da censura: Russell tirava a roupa e se deitava sobre Jack Buetel, o ator que encarnava o mocinho, para aquecê-lo e impedir que morresse.
O filme ficou pronto em 1941, mas, como a censura fazia exigência de cortes que Hughes se negava a atender, só foi efetivamente lançado em 1946. Em Nova York, só pôde ser exibido em 1947. Sua data é 1943 porque nesse ano foi exibido em São Francisco. Fez grande sucesso e tornou famosos os seios da atriz.
Roussell teve seu grande momento nos anos 1950, chegando a atuar ao lado de Marilyn Monroe em "Os Homens Preferem as Loiras" (Gentlemen Prefer Blondes, 1953), em que canta e dança e se sai muito bem. Aliás, ela cantou em mais de uma dezena de filmes, assim em "O Caminho do Pecado" (The Las Vegas Story, 1952), "Um Romance em Paris" (The French Line, 1953) e "Macao" (Idem, 1952).
Tendo estreado num western, ela faria vários outros como "Bela e Bandida" (Montana Belle, 1952), "Nas Garras da Ambição" (The Tall Men, 1955) e "Duelo no Oeste" (Johnny Reno, 1966), dois deles paródias que estrelou ao lado de Bob Hope, "O Valente Treme-Treme" (The Paleface, 1948) e "O Filho do Treme-Treme" (Son of Paleface, 1952).
Nasceu Ernestine Jane Geraldine Russell em 21 de junho de 1921, em Bemidji, Minnesota. Como não podia ter filhos, adotou dois garotos e uma garota quando era casada com o ator Bob Waterfield (1920-1983), seu primeiro marido. Era duplamente viúva, do ator Roger Barrett (1927-1968) e do terceiro marido.

28 de fevereiro de 2011

ANNIE GIRARDOT (1931-2011), atriz

Morreu hoje em Paris, aos 79 anos, a atriz francesa Annie Girardot, que desde 2003 sofria do Mal de Alzheimer.
Girardot atuou em cerca de 120 filmes entre 1955 e 2007. Trabalhou com alguns dos melhores diretores europeus, em filmes como "Rocco e Seus Irmãos" (Rocco e i suoi fratelli, 1960), de Luchino Visconti, "Os Companheiros" (I compagni, 1963), "Uma Mulher Incomum" (La donna scimmia, 1964), de Marco Ferreri, "Morrer de Amor" (Mourir d'aimer, 1971), de André Cayatte, "Os Miseráveis" (Les misérables, 1995), de Claude Lelouch, e "A Professora de Piano" (La pianiste, 2001), de Michael Haneke.
Ela ganhou diversos prêmios, inclusive três César, o mais importante do cinema francês.
Annie Suzanne Girardot nasceu em 25 de outubro de 1931, em Paris. Era viúva do ator italiano Renato Salvatori (1933-1988), com quem teve uma filha, a atriz Giulia Salvatori.

27 de fevereiro de 2011

Oscar 2011: venceu 'O Discurso do Rei' como era previsto

A 83ª cerimônia de premiação da Acedemia de Artes e Ciências Cinematográfica de Hollywood aconteceu neste domingo, no Teatro Kodak, em Los Angeles. Os filmes "A Origem" e "O Discurso do Rei" conquistaram quatro estatuetas cada, mas o segundo se deu melhor porque ficou com os prêmios de melhor filme, diretor, ator e roteiro.
A seguir, a lista completa dos longas-metragens vencedores:
1 - Melhor filme: "O Discurso do Rei" (The King's Speech, 2010)
2 - Melhor diretor: Tom Hooper, por "O Discurso do Rei"
3 - Melhor ator: Colin Firth, por "O Discurso do Rei"
4 - Melhor atriz: Natalie Portman, por "Cisne Negro" (Black Swan, 2010)
5 - Melhor ator coadjuvante: Christian Bale, por "O Vencedor" (The Fighter, 2010)
6 - Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo, por "O Vencedor"
7 - Melhor roteiro original: David Seidler, por "O Discurso do Rei"
8 -Melhor roteiro adaptado: "A Rede Social" (The Social Network, 2010)
9 - Melhor filme de animação: "Toy Story 3" (2010), de Lee Unkrich
10 - Melhor filme em língua estrangeira: "Em um Mundo Melhor" (Haevnen, Dinamarca/Suécia, 2010), de Susanne Bier
11 - Melhor fotografia: Wally Pfister, por "A Origem" (Inception, 2010)
12 - Melhor montagem: Angus Wall e Kirk Baxter, por "A Rede Social"
13 - Melhor direção de arte: Robert Stromberg e Karen O'Hara, por "Alice no País das Maravilhas" (Alice in Wonderland, 2010)
14 - Melhor figurino: Colleen Atwood, por "Alice no País das Maravilhas"
15 - Melhor maquiagem: Rick Baker e Dave Elsey, por "O Lobisomem" (The Wolfman, 2010)
16 - Melhor trilha musical: Trent Reznor e Atticus Ross, por "A Rede Social"
17 - Melhor canção: Randy Newman, por "We Belong Together", em "Toy Story 3"
18 - Melhor mixagem de som: Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick, por "A Origem"
19 - Melhor edição de som: Richard King, por "A Origem"
20 - Melhores efeitos visuais: Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley e Peter Bebb, por "A Origem"
21 - Melhor documentário: "Trabalho Interno" (Inside Job, 2010), de Charles Ferguson (produtores: Charles Ferguson e Audrey Marrs).

Framboesa de Ouro 2011: os piores dentre os piores de Hollywood

Saiu no último dia 26 de fevereiro, como de hábito na véspera do Oscar, a relação dos infelizes ganhadores dos prêmios Framboesa de Ouro (Razzie Award, para os americanos), considerados os piores do cinema de Hollywood.
A seguir, a lista completa:
1 - Pior filme: "O Último Mestre do Ar" (The Last Airbender)
2 - Pior diretor: M. Night Shyamalan, por "O Último Mestre do Ar"
3 - Pior ator: Ashton Kutcher, por "Par Perfeito" (Killers) e "Idas e Vindas do Amor" (Valentine's Day)
4 - Pior atriz: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon, por "Sex and the City 2"
5 - Pior atriz coadjuvante: Jessica Alba, por "The Killer Inside Me", "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família" (Little Fockers), "Machete" e "Idas e Vindas do Amor"
6 - Pior ator coadjuvante: Jackson Rathbone, por "O Último Mestre do Ar" e "A Saga Crepúsculo: Eclipse" (The Twilight Saga: Eclipse)
7 - Pior uso de 3-D: "O Último Mestre do Ar"
8 - Pior elenco: "Sex and the City 2"
9 - Pior roteiro: M. Night Shyamalan, por "O Último Mestre do Ar"
10 - Pior refilmagem, prólogo, sequência ou paródia: "Sex and the City 2".

26 de fevereiro de 2011

Independent Spirit 2011: 'Cisne Negro' é o grande vencedor

O grande vencedor da 26ª edição dos Independent Spirit Awards, premiação voltada ao cinema americano independente, foi "Cisne Negro", com quatro prêmios importantes: melhor filme, diretor, atriz e fotografia.
Veja a lista dos ganhadores:
1 - Melhor filme: "Cisne Negro" (Black Swan, EUA, 2010)
2 - Melhor diretor: Darren Aronofsky, por "Cisne Negro"
3 - Melhor atriz: Natalie Portman, "Cisne Negro"
4 - Melhor ator: James Franco, "127 Horas" (127 Hours, EUA/Reino Unido, 2010)
5 - Melhor roteiro: Stuart Blumberg e Lisa Cholodenko, por "Minhas Mães e Meu Pai" (The Kids Are All Right, EUA, 2010)
6 - Melhor atriz coadjuvante: Dale Dickey, por "Inverno da Alma" (Winter's Bone, EUA, 2010)
7 - Melhor ator coadjuvante: John Hawkes, por "Inverno da Alma"
8 - Melhor fotografia: Matthew Libatique, por "Cisne Negro"
9 - Melhor filme estrangeiro: "O Discurso do Rei" (The King's Speech, Reino Unido/Austrália/EUA, 2010), de Tom Hooper
10 - Melhor filme de diretor estreante: "Get Low" (EUA/Alemanha/Polônia, 2009), de Aaron Schneider
11 - Melhor filme de roteirista estreante: "Tiny Furniture" (EUA, 2010), de Lena Dunham
12 - Melhor documentário: "Exit Through the Gift Shop" (EUA/Reino Unido, 2010), de Banksy
13 - Prêmio John Cassavetes: "Go Get Some Rosemary" (EUA/França, 2009), de Ben Safdie e Joshua Safdie.

César 2011: os melhores do cinema francês

A cerimônia de entrega do César, o mais importante prêmio do cinema francês, aconteceu na noite de ontem. O filme "Dos Homens e dos Deuses", de Xavier Beauvais, conquistou o César de melhor filme francês e Roman Polanski ficou com o prêmio de melhor diretor por "O Escritor Fantasma", que recebeu o maior número de estatuetas da noite.
A seguir a relação dos principais vencedores:
1 - Melhor filme: "Dos Homens e dos Deuses" (Des hommes et des dieux, França, 2010)
2 - Melhor diretor: Roman Polanski, por "O Escritor Fantasma" (The Ghost Writer, França/Alemanha/Reino Unido, 2010)
3 - Melhor filme estrangeiro: "A Rede Social" (The Social Network, EUA, 2010), de David Fincher
4 - Melhor ator: Eric Elmosnino, por "Gainsbourg - vie héroïque" (França, 2010)
5 - Melhor atriz: Sara Forestier, por "Le nom des gens" (França, 2010)
6 - Melhor ator coadjuvante: Michael Lonsdale, por "Dos Homens e dos Deuses"
7 - Melhor atriz coadjuvante: ?
8 - Melhor roteiro adaptado: "O Escritor Fantasma"
9 - Melhor trilha musical: "O Escritor Fantasma"
10 - Melhor fotografia: "Dos Homens e dos Deuses"
11 - Melhor montagem: "O Escritor Fantasma"
12 - Melhor filme de diretor estreante: "Gainsbourg - vie héroïque", de Joann Sfar
13 - Melhor ator revelação: Edgar Ramírez, por "Carlos" (Minissérie para a TV, França/Alemanha, 2010)
14 - Prêmios pela carreira: Olivia de Havilland e Quentin Tarantino.

25 de fevereiro de 2011

Curiosidades sobre o Oscar

No próximo domingo, 27 de fevereiro, acontecerá a 83ª edição anual da cerimônia de premiação do Oscar. Transmitida via satélite para todo o mundo, estima-se que a cerimônia será assistida por cerca de um bilhão de pessoas.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood criou o prêmio em 1927 para promover seus filmes e homenagear o desempenho de atores, atrizes, diretores e vários outros profissionais. A origem do nome Oscar faz parte das lendas.

A estatueta (um cavaleiro corpulento e nu, de pé sobre um rolo de filme e segurando uma espada) foi desenhada por Cedric Gibbons, célebre diretor de arte dos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer.

A primeira cerimônia foi simples e ligeira: durou 15 minutos e distribuiu 15 galardões. Aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt, a poucos metros do Teatro Kodak, onde são entregues os prêmios atualmente.

Inicialmente, as estatuetas eram de puro bronze. Durante a Segunda Guerra Mundial, devido à escassez de metais, os troféus eram feitos de gesso, sendo depois substituídos pelas figuras conhecidas atualmente. O pedestal foi acrescentado em 1945.

No começo, o prêmio não tinha nome. Segundo a lenda, a bibliotecária da Academia, e eventual diretora-executiva, Margaret Herrick, achou a estatueta muito parecida com seu tio Oscar e só se referia a ela como Oscar.

A atriz Bette Davis chegou a reivindicar para si a honra de ter dado o nome Oscar ao prêmio, mas depois voltou atrás. Ela teria achado o bumbum da estatueta parecido com o de Harmon Oscar Nelson, seu primeiro marido.

Em 1934 o jornalista Sidney Skolsky utilizou o nome em sua coluna, ao falar do prêmio de melhor atriz recebido por Katharine Hepburn. Mas a Academia só começou a usar o nome Oscar a partir de 1939.

O prêmio mais cobiçado da sétima arte é de bronze banhado a ouro, mede 33 cm e pesa 3,85 kg. Sua entrega representa o reconhecimento de talentos em 24 áreas criativas do cinema, sendo 21 para filmes de longa-metragem, e três, de curta-metragem. No início, a Academia tinha 36 membros; hoje tem mais de 5.800.

19 de fevereiro de 2011

Festival de Berlim premia filme iraniano

O 61º Festival de Berlim, encerrado hoje, concedeu o Urso de Ouro de melhor filme à produção iraniana "Nader e Simin, uma Separação", que recebeu também os troféus de melhor ator, para o elenco masculino, e melhor atriz, para o elenco feminino.
A seguir a lista dos premiados na categoria longa-metragem:
1 - Urso de Ouro: "Nader e Simin, uma Separação" (Jodaeiye Nader az Simin, Irã, 2011), de Asghar Farhadi
2 - Grande Prêmio do Júri: "O Cavalo de Turim" (A Torinói ló, Hungria/França/Alemanha/Suíça/EUA, 2011), de Béla Tarr
3 - Prêmio da crítica (Fipresci): "O Cavalo de Turim"
4 - Prêmio do Júri Ecumênico: "Nader e Simin, uma Separação"
5 - Urso de Prata para melhor diretor: Ulrich Köhler, por "Doença do Sono" (Schlafkrankheit, Alemanha/França, 2011)
6 - Prêmio Alfred Bauer (trabalho inovador): "Se Nós Não, Quem" (Wer wenn nicht wir, Alemanha, 2011), de Andres Veiel
7 - Melhor ator: elenco masculino de "Nader e Simin, uma Separação"
8 - Melhor atriz: elenco feminino de "Nader e Simin, uma Separação"
9 - Melhor roteiro: Joshua Marston e Andamion Murataj, por "The Forgiveness of Blood" (EUA/Albânia/Dinamarca/Itália, 2011)
10 - Prêmio de melhor contribuição artística (ex-aequo): Wojciech Staron, pelo trabalho de câmera em "El premio" (México/França/ Polônia/Alemanha, 2011), e Barbara Enriquez, pelo desenho de produção em "El premio"
11 - Melhor fime de estreante: "On The Ice" (EUA, 2011), de Andrew Okpeaha MacLean
12 - Melhor filme de temática gay: "Ausente" (Argentina, 2011), de Marco Berger.

14 de fevereiro de 2011

BAFTA 2011: consagração de 'O Discurso do Rei'

A cerimônia de entrega dos prêmios BAFTA (British Academy of Film and Television Arts), aconteceu ontem à noite. O filme "O Discurso do Rei" abiscoitou sete prêmios, entre eles os de melhor filme, ator, para Colin Firth, e ator e atriz coadjuvantes, para Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter.
A seguir, a lista dos premiados:
1 - Melhor filme: "O Discurso do Rei" (The King's Speech, Reino Unido/Austrália/EUA, 2010)
2 - Melhor filme britânico: "O Discurso do Rei"
3 - Melhor diretor: David Fincher, por "A Rede Social" (The Social Network, EUA, 2010)
4 - Melhor ator: Colin Firth, por "O Discurso do Rei"
5 - Melhor atriz: Natalie Portman, por "Cisne Negro" (Black Swan, EUA, 2010)
6 - Melhor ator coadjuvante: Geoffrey Rush, por "O Discurso do Rei"
7 - Melhor atriz coadjuvante: Helena Bonham Carter, por "O Discurso do Rei"
8 - Melhor ator revelação: Tom Hardy, por "A Origem" (Inception, EUA/Reino Unido, 2010)
9 - Melhor roteiro original: David Seidler, por "O Discurso do Rei"
10 - Melhor roteiro adaptado: Aaron Sorkin, por "A Rede Social"
11 - Melhor trilha musical: Alexandre Desplat, por "O Discurso do Rei"
12 - Melhor fotografia: Roger Deakins, por "Bravura Indômita" (True Grit, EUA, 2010)
13 - Melhor montagem: Kirk Baxter e Angus Wall, por "A Rede Social"
14 - Melhor desenho de produção: Guy Hendrix Dyas, Larry Dias e Douglas A. Mowat, por "A Origem"
15 - Melhor figurino: Colleen Atwood, por "Alice no País das Maravilhas" (Alice in Wonderland, EUA, 2010)
16 - Melhor maquiagem/penteados: "Alice no País das Maravilhas"
17 - Melhor som: "A Origem"
18 - Melhores efeitos visuais: "A Origem"
19 - Melhor filme em língua não inglesa: "Os Homens Que Não Amavam as Mulheres" (Män som hatar kavinnor, Suécia/ Dinamarca/Alemanha/Noruega, 2009), de Niels Arden Oplev
20 - Melhor filme de animação: "Toy Story 3" (EUA, 2010), de Lee Unkrich
21 - Melhor contribuição britânica: J. K. Rowling e a série Harry Potter.

10 de fevereiro de 2011

Festival de Berlim: carta aberta de Jafar Panahi

O cineasta iraniano Jafar Panahi, que deveria ser o presidente do júri do 61º Festival de Berlim, foi impedido de comparecer por ter sido sentenciado a seis anos de prisão e proibido por 20 anos de realizar filmes e de sair de seu país. A sua ausência foi marcada por uma cadeira vazia na cerimônia de abertura do festival, que aconteceu hoje.
A triz Isabella Rossellini, presidente do júri, leu na ocasião a carta aberta que Panahi enviou à direção do festival. A carta foi escrita em farsi, a língua do cineasta, mas conseguimos no saite do festival (aqui) a versão em inglês (lida por Isabella), e a traduzimos para os leitores do blogue.

CARTA ABERTA DE JAFAR PANAHI

"O mundo de um cineasta é marcado pela interação entre realidade e sonhos. O cineasta usa a realidade como inspiração, pinta-a com a cor da sua imaginação e cria um filme que é a projeção de suas esperanças e sonhos.

"A realidade é que estive impedido de fazer filmes nos últimos cinco anos e agora, por condenação oficial, estou privado desse direito por mais vinte anos. Mas eu sei que vou continuar transformando meus sonhos em filmes na minha imaginação. Admito, como cineasta socialmente consciente, que não poderei retratar os problemas e as preocupações do meu povo, mas não deixarei de imaginar que daqui a vinte anos todos os problemas terão desaparecido e eu farei filmes sobre a paz e a prosperidade do meu país, tão logo eu tenha de novo a oportunidade de fazê-lo.

"A realidade é que me privaram de pensar e de escrever por vinte anos, mas não podem me impedir de imaginar que os vinte anos de inquisição e intimidação serão substituídos pela liberdade e pelo livre-pensamento.

"Privaram-me de ver o mundo por vinte anos. Espero que, quando estiver livre, eu possa viajar em um mundo sem barreiras geográficas, étnicas e ideológicas, onde as pessoas convivam livre e pacificamente, independentemente de suas crenças e convicções.

"Condenaram-me a vinte anos de silêncio. No entanto, nos meus sonhos, eu grito por um tempo em que possamos nos tolerar mutuamente, respeitar a opinião de cada um e viver uns para os outros.

"Em última análise, a realidade do meu veredicto é que terei de passar seis anos no cárcere. Vou viver os próximos seis anos esperando que meus sonhos se tornem realidade. Faço votos de que meus colegas cineastas em todos os cantos do mundo realizem filmes tão bons que, quando sair da prisão, eu seja inspirado a seguir vivendo no mundo que tenham sonhado em seus filmes.

"Doravante, e pelos próximos vinte anos, sou obrigado a ficar em silêncio. Estou impedido de ver, impedido de pensar, impedido de fazer filmes.

"Eu me submeto à realidade do cárcere e dos capturadores. [Mas] buscarei a manifestação de meus sonhos em seus filmes, na esperança de encontrar neles tudo de que fui destituído."

A seguir, o texto original:

OPEN LETTER JAFAR PANAHI

The world of a filmmaker is marked by the interplay between reality and dreams. The filmmaker uses reality as his inspiration, paints it with the color of his imagination, and creates a film that is a projection of his hopes and dreams.

The reality is I have been kept from making films for the past five years and am now officially sentenced to be deprived of this right for another twenty years. But I know I will keep on turning my dreams into films in my imagination. I admit as a socially conscious filmmaker that I won’t be able to portray the daily problems and concerns of my people, but I won’t deny myself dreaming that after twenty years all the problems will be gone and I’ll be making films about the peace and prosperity in my country when I get a chance to do so again.

The reality is they have deprived me of thinking and writing for twenty years, but they can not keep me from dreaming that in twenty years inquisition and intimidation will be replaced by freedom and free thinking.

They have deprived me of seeing the world for twenty years. I hope that when I am free, I will be able to travel in a world without any geographic, ethnic, and ideological barriers, where people live together freely and peacefully regardless of their beliefs and convictions.

They have condemned me to twenty years of silence. Yet in my dreams, I scream for a time when we can tolerate each other, respect each other’s opinions, and live for each other.

Ultimately, the reality of my verdict is that I must spend six years in jail. I’ll live for the next six years hoping that my dreams will become reality. I wish my fellow filmmakers in every corner of the world would create such great films that by the time I leave the prison I will be inspired to continue to live in the world they have dreamed of in their films.

So from now on, and for the next twenty years, I’m forced to be silent. I’m forced not to be able to see, I’m forced not to be able to think, I’m forced not to be able to make films.

I submit to the reality of the captivity and the captors. I will look for the manifestation of my dreams in your films, hoping to find in them what I have been deprived of.

9 de fevereiro de 2011

Lapa, Paraná: criação do Cineclube 13 de Junho

Conforme foi noticiado por este blogue, no dia 29 de janeiro inaugurou-se na cidade da Lapa (PR) o Cineclube 13 de Junho, em cerimônia no Cine Teatro Imperial, com a presença do Prof. Emmanuel Appel, da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Paraná, que proferiu a palestra "Caminhos do cineclubismo: cinema, cultura e formação do público".
Da ata de fundação do cineclube, divulgamos a seguir o trecho em que se registrou a participação do ilustríssimo Prof. Appel no evento:

"Devolvida a palavra ao Prof. Appel, os presentes acompanharam sua incursão por alguns momentos decisivos do cineclubismo brasileiro e curitibano (neste, detendo-se no Cineclube Pró-Arte do Colégio Santa Maria, do qual foi presidente por um período em meados dos anos 1960). Para mostrar a influência do cineclube na constituição do melhor cinema nacional, o palestrante lembrou a polêmica Vinícius de Moraes versus Carmen Santos, na qual o poeta,-- que fazia crítica de cinema no jornal carioca A Manhã nos primeiros anos da década de 1940 --, diz para a atriz e empresária-produtora Carmen Santos, de origem portuguesa, e que havia interrompido um debate que ocorria num "clube de cinema" sobre o expressionismo alemão afirmando que “o problema fundamental do cinema brasileiro era o dinheiro --, que "não se faz cinema só com dinheiro nem somente com dois ou três valores de direção mas sobretudo com um público consciente, amigo da arte”, arrematando Vinicius que “ isso se atinge por meio do interesse cinematográfico que vive à base do presente debate". Após mostrar a centralidade da cultura cinematográfica na sobrevivência e na continuidade da arte do cinema, do cinema como processo civilizatório, concluindo que “não há cinema sem cultura cinematográfica, não há cinema quando se fazem filmes e não se fala dos filmes, não há cinema quando autor e obra não encontram o seu público”, o Prof. Appel direcionou sua exposição para dois importantes documentos: a Carta de Curitiba, tirada em fevereiro de 1974 quando da realização no Teatro do Paiol da VIII Jornada Nacional de Cineclubes Brasileiros; e a Carta da Lapa, acima citada. Na de Curitiba há um claro posicionamento em favor do cinema nacional e do projeto cultural brasileiro. Na da Lapa, sublinha-se -- junto com oportunas considerações sobre formação técnico-profissional, sobre pesquisa e preservação cinematográfica, sobre filmes de época --, a relação entre cinema e educação e a necessidade de aproximar os cineclubes existentes, inclusive com propostas de políticas públicas, bem como de organizar novos cineclubes em todos os espaços possíveis: escolas, universidades, associações, institutos, bibliotecas, museus, sindicatos, clubes, dentre outros, visando contribuir de forma duradoura com a formação do público, de público para o cinema nacional, de quadros que possam fazer crítica de cinema, um exercício que não se pode considerar menos importante que fazer cinema. Em seguida, sugeriu que o Cineclube 13 de Junho oportunamente retomasse sua leitura e até assumisse a Carta da Lapa como seu documento-bandeira. Sugeriu ainda, considerando a reafirmação do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, recentemente renovado, de priorizar o seminário "Cinema, Cineclubismo e Educação", que batalhasse pela presença da arte cinematográfica nas escolas da Lapa, fazendo sua a aposta na vocação original do cinema de ser arte democrática e popular."

6 de fevereiro de 2011

Hollywood: os eleitos pelo sindicato de roteiristas

Aconteceu na noite passada a entraga dos prêmios da Writers Guild of America (o sindicato de roteiristas de Hollywood) e os premiados foram:
1 - Melhor roteiro original: Christopher Nolan, por "A Origem" (Inception, 2010)
2 - Melhor roteiro adaptado: Aaron Sorkin, por "A Rede Social" (The Social Network, 2010).
Com esse prêmios, ambos os filmes se tornaram favoritos para o Oscar da categoria, embora não se possa descartar a possibilidade de haver alguma surpresa.

4 de fevereiro de 2011

ISABELLA (1938-2011), atriz

A atriz brasileira Isabella morreu no dia 3 de fevereiro, aos 72 anos. Isabella atuou em dois filmes dirigidos por seu então marido, Paulo Cesar Saraceni, "O Desafio" (1965) e "Capitu" (1968), no qual interpretou o papel-título.
De uma filmografia de pouco mais de dez longas-metragens, destacam-se ainda "Proezas de Satanás na Vila do Leva-e-Traz" (1967), "O Bravo Guerreiro" (1969), "Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa" (1971) e "A Lira do Delírio" (1978).
Isabella Cerqueira Campos nasceu em 27 de julho de 1938, em Mundo Novo, Bahia.

3 de fevereiro de 2011

MARIA SCHNEIDER (1952-2011), atriz

Morreu hoje em Paris, de câncer, a atriz Maria Schneider, aos 58 anos.
Aos 20 anos, Schneider estrelou, ao lado de Marlon Branddo, o filme "O Último Tango em Paris" (Ultimo tango a Parigi, 1972), que provocou controvérsias por conta da famosa cena da manteiga. Por isso o filme foi proibido no Brasil durante vários anos.
Atribui-se a essa cena o fato de a atriz não ter tido uma carreira melhor sucedida. Ela mesma acreditava que a tal cena teria feito com que fosse vista menos como atriz e mais como símbolo sexual. Também andou fazendo declarações contra o diretor Bernardo Bertolucci, que teria se aproveitado de sua pouca idade e, por meios manipulatórios, conseguido com que ela fizesse o que ele queria.
No entanto, ela atuou depois com grandes diretores como Michelangelo Antonioni, em "Profissão: Repórter" (Professione: reporter, 1975), Marco Bellocchio, em "O Processo do Desejo" (La condanna, 1991), Franco Zeffirelli, em "Jane Eyre - Encontro com o Amor" (Jane Eyre, 1996), além de René Clément, Werner Schroeter, Jacques Rivette e Luigi Comencini.
Contra ela existe o fato de que Luis Buñuel a dispensou quando as filmagens de "Esse Obscuro Objeto do Desejo" (1977) estavam em andamento e a substituiu por duas atrizes, Ángela Molina e Carole Bouquet. Não se pode também esquecer o seu envolvimento com drogas no meado dos anos 1970, o que chegou a motivar a sua internação.
Apesar de tudo, a imagem dela que fica pra mim só tem a ver com a sua beleza e doçura.
Em 1973, o cinema italiano lhe deu um prêmio David di Donatello especial pela atuação em "Caros Pais" (Cari genitori, 1973) e "Último Tango em Paris".
Nasceu Marie Christine Gélin em 27 de março de 1952, em Paris. Era filha do ator francês Daniel Gélin (1921-2002).

1 de fevereiro de 2011

'Além da Vida', filme de Clint Eastwood

Quando se sabe que o mais recente filme de Clint Eastwood tem o título “Além da Vida” (Hereafter, 2010), pensa-se logo que o veterano cineasta, hoje com 80 anos, já se preocupa com a morte, pressentindo sua proximidade. No entanto, assistindo-se ao filme, descobre-se que o seu verdadeiro interesse se restringe aos vivos. A morte é só um MacGuffin (termo criado por Alfred Hitchcock para designar o elemento que mobiliza as personagens e dá origem aos episódios em que se desdobra a trama).

O roteiro do filme articula as histórias de três personagens que vivem em países diferentes, bem ao gosto do cinema atual: uma jornalista francesa, um vidente americano e um garoto inglês. Todos têm alguma relação com a morte, mas enfrentam suas dificuldades individuais até o momento climático do filme, quando seus destinos se cruzam.

A jornalista, interpretada por Cécile De France, escapa da morte em um tsunami na Tailândia e fica obcecada com o outro mundo. Desde então sua vida, profissional e pessoalmente, começa a se complicar. É afastada do trabalho na televisão, perde o namorado e, em vez do livro que lhe encomendaram sobre o ex-presidente François Mitterrand, resolve escrever sobre experiências do além-túmulo.

O vidente, encarnado por Matt Damon (foto), acredita que o dom que tem de captar mensagens de pessoas mortas não passa de uma maldição. Por isso, recusa-se a continuar seu trabalho como vidente e arranja emprego no porto de São Francisco. Em busca de novos vínculos com a vida, ele resolve tomar aulas noturnas de culinária italiana. Mas não demora e as coisas se complicam para o seu lado. Primeiro, a moça que se tornou sua parceira no curso de culinária desaparece assim que ele, em comunicação mediúnica, revela fatos do passado dela que ela preferia manter no esquecimento; depois, em consequência da crise econômica, ele é demitido do emprego.

O garoto inglês, vivido pelos gêmeos George e Frankie McLaren, perde em acidente o irmão gêmeo, sua mais importante referência familiar, já que a mãe é uma alcoólatra às voltas com o serviço social. Desde então, ele se preocupa apenas em estabelecer contato com a alma do irmão. Nas suas aventuras, porém, ele só encontra falsos videntes.

Os destinos das três personagens convergem para uma feira de livros em Londres, que acontece significativamente na primavera. O vidente, em busca de saber mais sobre Charles Dickens, escritor que sempre admirou, descobre que o ator Derek Jacobi estará na feira lendo trechos de um livro do escritor. A escritora francesa, que está na feira autografando seu livro sobre experiências além-túmulo, também atrai a sua atenção, naturalmente. O garoto, que ficou conhecendo o vidente por meio de pesquisa na internet, coincidentemente é levado à feira pelos representantes da instituição que o adotou até que sua mãe consiga ficar sóbria.

O vidente é portador de solução para os problemas de um e da outra. Após insistir muito, o garoto consegue sensibilizá-lo a estabelecer contato com a alma de seu irmão. Feito o contato mediúnico, a mensagem consoladora contém estímulos para o garoto tocar a vida adiante. A escritora, por sua vez, certamente se dará por realizada unindo-se a alguém capaz de fazer contato com o outro mundo. Assim, a vida de cada um deles atingirá novo equilíbrio.

Para obter-se um visual compatível com o assunto que move as personagens, evitou-se o emprego de cores vivas no filme. Tanto nos figurinos quanto na cenografia predominam as cores neutras e tons pastel. Somente no final, quando a escritora e o vidente se descobrem como almas gêmeas, o ambiente em que se encontram adquire colorido mais cálido.

O próprio Eastwood compôs a delicada e expressiva trilha musical que embala o filme (com inserções de trechos de óperas e do Concerto nº 2 para piano e orquestra de Sergei Rachmaninoff). Aqui, destaca-se um piano; ali, um violão; acolá, outro instrumento. Na cena em que a escritora lê o bilhete que o vidente enfiou debaixo da sua porta, o piano e o violão travam um diálogo que é um primor de entendimento entre duas almas. E quando o vidente e a escritora entram em sintonia romântica, toda uma orquestra surge para exprimir o turbilhão de sentimentos que envolvem as duas vidas. Simultaneamente, a câmera se eleva como que para conectar a união dos dois com algo superior.

Com simplicidade e elegância, Clint Eastwood acompanha o trajeto das personagens interligadas pela morte, mas não deixa a mínima dúvida de que só se interessa pela vida. “Uma vida centrada na morte não é vida de modo algum”, pensa o vidente. Sendo a comunicação entre os vivos a preocupação primordial do filme, a câmera realça sempre os contatos físicos, os toques de mãos. O além, conclui-se, é problema dos que se foram.
(Publicado no Jornal Opção e no saite Revista Bula.)

NILDO PARENTE (1934-2011), ator

O ator brasileiro Nildo Parente morreu no dia 31 de janeiro no Rio, de acidente vascular cerebral, aos 76 anos.
Nildo era um ator coajuvante capaz de tornar importante qualquer papel que interpretasse.
Algumas de suas melhores oportunidades foram sob a direção de Nelson Pereira dos Santos, em filmes como "Azyllo Muito Louco" (1970), "Tenda dos Milagres" (1977) e "Memórias do Cárcere" (1984).
Da sua extensa filmografia destacam-se ainda "Tempo de Violência" (1969), "Coronel Delmiro Gouveia" (1978), "Cabaret Mineiro" (1980), "Gabriela, Cravo e Canela" (1983), "O Beijo da Mulher Aranha" (1985) e "Cleópatra" (2007).
Nildo Gomes Parente nasceu em 18 de setembro de 1934, em Fortaleza, Ceará.

31 de janeiro de 2011

Premiação do sindicato de atores de Hollywood

Aconteceu ontem a cerimônia de premiação da Screen Actors Guild (sindicato de atores de Hollywood) e o grande vencedor foi o filme "O Discurso do Rei", que conquistou dois trofeus.
A seguir, a lista dos premiados:
1 - Melhor ator: Colin Firth, por "O Discurso do Rei" (The King's Speech, 2010)
2 - Melhor atriz: Natalie Portman, por "Cisne Negro" (Black Swan, 2010)
3 - Melhor ator coadjuvante: Christian Bale, por "O Vencedor" (The Fighter, 2010)
4 - Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo, por "O Vencedor"
5 - Melhor elenco: "O Discurso do Rei"
6 - Prêmio especial pela carreira: Ernest Borgnine.
Borgnine (foto), que tem 94 anos, foi muito aplaudido, de pé, por seus colegas.

JOHN BARRY (1933-2011), compositor

O compositor inglês John Barry, autor da música dos filmes de James Bond, morreu de ataque cardíaco no dia 30 de janeiro, em Nova York. Tinha 77 anos.
Barry ganhou quatro Oscars, pelas trilhas de "A História de Elza" (Born Free, 1966), "O Leão no Inverno" (The Lion in Winter, 1968), "Entre Dois Amores" (Out of Africa, 1985) e "Dança com Lobos" (Dances with Wolves, 1990).
Entre os filmes com trilha de sua autoria estão "Caçada Humana" (The Chase, 1966), "Mary Stuart, Rainha da Escócia" (Mary, Queen of Scots, 1971), "Em Algum Lugar do Passado" (Somewhere in Time, 1980), "Chaplin" (1992) e "Corações Apaixonados" (Playing by Heart, 1998).
Várias trilhas de Barry se tornaram populares porque ele era um grande melodista.
John Barry Prendergast nasceu em 3 de novembro de 1933, em York, Inglaterra. Ele se casou quatro vezes, sendo o segundo casamento com a atriz Jane Birkin, e teve três filhos. Era pai da atriz Kate Barry.

30 de janeiro de 2011

Sindicato de diretores de Hollywood premia Tom Hooper, diretor de 'O Discurso do Rei'

O prêmio da Directors Guild of America (sindicato de diretores de Hollywood) foi entregue ao inglês Tom Hooper, pelo filme "O Discurso do Rei" (The King's Speech, 2010), que é uma coprodução entre Reino Unido, Austrália e Estados Unidos. Com isso, o filme se tornou o favorito na disputa pelo Oscar. Charles Ferguson ficou com o prêmio de melhor diretor de documentário, por "Trabalho Interno" (Inside Job, 2010).

29 de janeiro de 2011

Lapa, Paraná, inaugura seu cineclube

Hoje nasceu mais um cineclube, na cidade da Lapa (PR), graças ao trabalho de uma comissão organizadora presidida pelo bravo Kallil Assad. Chama-se Cineclube 13 de Junho, em homenagem à data da criação da Freguesia da Lapa pelo governo da Capitania de São Paulo: em 13 de junho de 1769.
A cerimônia inaugural aconteceu às 19 horas, no Cine Teatro Imperial da Lapa.
Na oportunidade, o Prof. Emmanuel Appel, da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Paraná, proferiu a palestra "Nos caminhos do cineclubismo: cinema, cultura e formação do público", seguida da exibição do filme "Cafundó" (2005), dirigido por Paulo Betti e Clovis Bueno. Vale ressaltar que o filme contém cenas filmadas na própria Lapa.

GEÓRGIA GOMIDE (1937-2011), atriz

A atriz brasileira Geórgia Gomide morreu no dia 29 de janeiro, em São Paulo, de infecção generalizada. Tinha 73 anos.
Basicamente atriz de TV, ela estreou no cinema em uma produção alemã filmada no Brasil, "Noites Quentes de Copacabana" (Mord in Rio, 1963). Atuou em outros nove filmes, dentre eles "Corisco, o Diabo Loiro" (1969), "O Exorcismo Negro" (1974) e "Os Trapalhões na Terra dos Monstros" (1989), que foi seu último filme.
Nasceu Elfriede Helene Gomide Witecy em 17 de agosto de 1937, em São Paulo. Tinha um filho.

26 de janeiro de 2011

BERND EICHINGER (1949-2011), produtor e roteirista

O produtor e roteirista alemão Bernd Eichinger morreu de ataque cardíaco no dia 25 de janeiro, em Los Angeles, aos 72 anos.
Um dos mais bem-sucedidos produtores alemães, Eichinger começou produzindo o filme "Movimento em Falso" (Falsche Bewegung, 1975), de Wim Wenders. Entre os filmes que produziu estão "O Nome da Rosa" (Der Name der Rose, 1986), "A Casa dos Espíritos" (The House of the Spirits, 1993), "A Queda! As Últimas Horas de Hitler" (Der Utergang, 2004) e "O Grupo Baader Meinhof" (Der Baader Meinhof Komplex, 2008).
Ele era também um roteirista de peso, pois escreveu os roteiros de "A Queda! As Últimas Horas de Hitler", prêmio de melhor roteiro no Festival de Mar del Plata, e de "O Grupo Baader Meinhof".
Bernd Eichinger nasceu em 11 de abril de 1949, em Neuburg an der Donau, Alemanha. Era pai da atriz Nina Eichinger.

JOHN HERBERT (1929-2011), ator e diretor

O ator brasileiro John Herbert, que estava internado desde o dia 5 de janeiro com enfisema pulmonar, morreu em São Paulo no dia 26 de janeiro. Tinha 81 anos.
Herbert, que fez sua estreia no cinema em "Uma Pulga na Balança" (1953), uma produção da Vera Cruz, marcou presença em diversas fases do cinema brasileiro desde então: na chanchada carioca, "Matar ou Correr" (1954), "Rio Fantasia" (1957); no cinema novo, "O Caso dos Irmãos Naves" (1967); na pornochanchada, "O Sexo Mora ao Lado" (1975), "Cada um Dá o que Tem" (1975); na retomada, "A Hora Mágica" (1998).
Atuou sob a direção de prestigiados cineastas brasileiros como Roberto Farias, em "Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera" (1966); Maurice Capovila, em "Bebel, Garota Propaganda" (1968); e Walter Hugo Khouri, em "O Palácio dos Anjos" (1970), "Per Sempre" (1991).
Como diretor, além de episódios de algumas pornochanchadas, realizou o drama "Tessa, a Gata" (1982).
John Herbert Buckup nasceu em 17 de maio de 1929, em São Paulo. Foi casado com a atriz Eva Wilma, com quem teve um casal de filhos, e deixou viúva a mulher do segundo casamento, com quem tinha outros dois filhos.

25 de janeiro de 2011

Oscar 2011: a lista dos indicados

Na manhã de hoje, foram anunciados os indicados à 83ª edição do Oscar.
Chama a atenção o fato de Christopher Nolan não ter sido indicado pela direção de "A Origem", assim como a não indicação de "A Rede Social" na categoria roteiro adaptado.
A cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores acontecerá no dia 27 de fevereiro, no teatro Kodak, em Los Angeles.
A seguir, a relação dos indicados na categoria longa-metragem:

FILME
1 - "Cisne Negro"
2 - "O Vencedor"
3 - "A Origem"
4 - "Minhas Mães e Meu Pai"
5 - "O Discurso do Rei"
6 - "127 Horas"
7 - "A Rede Social"
8 - "Toy Story 3"
9 - "Bravura Indômita"
10 - "Inverno da Alma"

ATOR
1 - Javier Bardem, por "Biutiful"
2 - Jeff bridges, por "Bravura Indômita"
3 - Jesse Eisenberg, por "A Rede Social"
4 - Colin Firth, por "O Discurso do Rei"
5 - James Franco, por "127 Horas"

ATRIZ
1 - Annette Bening, por "Minhas Mães e Meu Pai"
2 - Nicole Kidman, por "Reencontrando a Felicidade"
3 - Michele Williams, por "Namorados para Sempre"
4 - Jennifer Lawrence, por "Inverno da Alma"
5 - Natalie Portman, por "Cisne Negro"

ATOR COADJUVANTE
1 - Christian Bale, por "O Vencedor"
2 - John Hawkes, por "Iverno da Alma"
3 - Jeremy Renner, por "Atração Perigosa"
4 - Mark Ruffalo, por "Minhas Mães e Meu Pai"
5 - Geoffrey Rush, por "O Discurso do Rei"

ATRIZ COADJUVANTE
1 - Amy Adams, por "O Vencedor"
2 - Helena Bonham Carter, por "O Discurso do Rei"
3 - Melissa Leo, por "O Vencedor"
4 - Hailee Steinfeld, por "Bravura Indômita"
5 - Jacki Weaver, por "Animal Kingdom"

DIRETOR
1 - Daren Aronofsky, por "Cisne Negro"
2 - David Fincher, por "A Rede Social"
3 - Tom Hooper, por "O Discurso do Rei"
4 - David O. Russell, por "O Vencedor"
5 - Joel Coen e Ethan Coen, por "Bravura Indômita"

ROTEIRO ORIGINAL
1 - "A Origem" - Christopher Nolan
2 - "Minhas Mães e Meu Pai" - Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg
3 - "O Discurso do Rei" - David Seidler
4 - "Another Year" - Mike Leigh
5 - "O Vencedor" - Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson e Keith Dorrington

ROTEIRO ADAPTADO
1 - "127 Horas" - Danny Boyle e Simon Beaufoy
2 - "Toy Story 3" - Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich
3 - "Bravura Indômita" - Joel Coen e Ethan Coen
4 - "Inverno da Alma" - Debra Granik e Anne Rosellini
5 - "A Rede Social" - Aaron Sorkin

ANIMAÇÃO
1 - "Como Treinar Seu Dragão"
2 - "O Mágico"
3 - "Toy Story 3"

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
1 - "Biutiful" (México/Espanha, 2010), de Alejandro González Iñárritu
2 - "Incêndios" (Incendies, Canadá, 2010), de Denis Villeneuve
3 - "Em um Mundo Melhor" (Haevnen, Dinamarca/Suécia, 2010), de Susanne Bier
4 - "Dente Canino" (Kynodontas, Grécia, 2009), de Giorgos Lanthimos
5 - "Fora da Lei" (Hors-la-loi, França/Argélia/Bélgica, 2010), de Rachid Bouchareb

FOTOGRAFIA
1 - "Cisne Negro" - Matthew Libatique
2 - "A Origem" - Wally Pfister
3 - "O Discurso do Rei" - Danny Cohen
4 - "A Rede Social" - Jeff Cronenweth
5 - "Bravura Indômita" - Roger Deakins

MONTAGEM
1 - "127 Horas" - Jon Harris
2 - "Cisne Negro" - Andrew Weisblum
3 - "O Vencedor" - Pamela Martin
4 - "O Discurso do Rei" - Tariq Anwar
5 - "A Rede Social" - Kirk Baxter e Angus Wall

DIREÇÃO DE ARTE
1 - "Alice no País das Maravilhas" - Stefan Dechant
2 - "Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1" - Andrew Ackland-Snow
3 - "A Origem" - Guy Hendrix Dyas
4 - "O Discurso do Rei" - Netty Chapman
5 - "Bravura Indômita" - Stefan Dechant

FIGURINO
1 - "Alice no País das Maravilhas" - Colleen Atwood
2 - "Io sono l'amore" - Antonella Cannarozzi
3 - "O Discurso do Rei" - Jenny Beavan
4 - "The Tempest" - Sandy Powell
5 - "Bravura Indômita" - Mary Zophres

MAQUIAGEM
1 - "Minha Versão para o Amor" - Adrien Morot
2 - "Caminho da Liberdade" - Edouard F. Henriques, Gregory Funk e Yolanda Toussieng
3 - "O Lobisomem" - Rick Baker e Dave Elsey

TRILHA MUSICAL
1 - "127 Horas" - A.R. Rahman
2 - "Como Treinar seu Dragão" - John Powell
3 - "A Origem" - Hans Zimmer
4 - "O Discurso do Rei" - Alexandre Desplat
5 - "A Rede Social" - Trent Reznor e Atticus Ross

CANÇÃO ORIGINAL
1 - "If I Rise" (filme: "127 Horas") - A.R. Rahman, Rollo Armstrong e Dido
2 - "Coming Home" (filme: "Onde o Amor Está" /Country Strong) - Bob DiPiero, Tom Douglas, Hillary Lindsey e Troy Verges
3 - "I See the Light" (filme: "Enrolados") - Alan Menken e Glenn Slater
4 - "We Belong Together" (filme: "Toy Story 3") - Randy Newman

MIXAGEM DE SOM
1 - "A Origem" - Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick
2 - "O Discurso do Rei" - Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley
3 - "Salt" - Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan e William Sarokin
4 - "A Rede Social" - Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick e Mark Weingarten
5 - "Bravura Indômita" - Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter F. Kurland

EDIÇÃO DE SOM
1 - "A Origem" - Richard King
2 - "Toy Story 3" - Tom Myers e Michael Silvers
3 - "Tron - O Legado" - Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague
4 - "Bravura Indômita" - Skip Lievsay e Craig Berkey
5 - "Incontrolável" - Mark P. Stoeckinger

EFEITOS VISUAIS
1 - "Alice no País das Maravilhas" - Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas e Sean Phillips
2 - "Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1" - Tim Burke, John Richardson, Christian Manz e Nicolas Aithadi
3 - "Além da Vida" - Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski e Joe Farrell
4 - "A Origem" - Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley e Peter Bebb
5 - "Homem de Ferro 2" - Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright e Daniel Sudick

DOCUMENTÁRIO
1 - "Exit through the Gift Shop" - Banksy
2 - "GasLand" - Josh Fox
3 - "Trabalho Interno" (Inside Job) - Charles Ferguson e Audrey Marrs
4 - "Restrepo" - Tim Hetherington e Sebastian Junger
5 - "Lixo Extraordinário" - Lucy Walker.

24 de janeiro de 2011

Franboesa de Ouro 2011: os candidatos a piores do ano

Saiu hoje a lista dos infelizes indicados ao prêmio Framboesa de Ouro. O filme "Eclipse", o terceiro da série Crepúsculo, recebeu nove indicações, mesma quantia de "O Último Mestre do Ar".
Sylvester Stallone, o campeão dos prêmios de pior ator, foi outra vez indicado, pelo filme "Os Mercenários".
Os ganhadores serão anunciados em 26 de fevereiro, na véspera da cerimônia do Oscar, como já é tradição.
A seguir a lista dos indicados:

PIOR FILME
1 - "Caçador de Recompensas"
2 - "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
3 - "O Último Mestre do Ar"
4 - "Sex and the City 2"
5 - "Os Vampiros Que Se Mordam"

PIOR DIRETOR
1 - Sylvester Stallone, por "Os Mercenários"
2 - Jason Friedberg e Aaron Seltzer, por "Os Vampiros Que Se Mordam"
3 - Michael Patrick King, por "Sex and the City 2"
4 - M. Night Shyamalan, por "O Último Mestre do Ar"
5 - David Slade, por "A Saga Crepúsculo: Eclipse"

PIOR ATOR
1 - Robert Pattinson, em "A Saga Crepúsculo: Eclipse" e "Lembranças"
2 - Taylor Lautner, em "A Saga Crepúsculo: Eclipse" e "Idas e Vindas do Amor"
3 - Jack Black, em "As Viagens de Gulliver"
4 - Gerard Butler, em "Caçador de Recompensas"
5 - Ashton Kutcher, em "Par Perfeito" e "Idas e Vindas do Amor"

PIOR ATRIZ
1 - Kristen Stewart, em "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
2 - Jennifer Aniston, em "Caçador de Recompensas" e "Coincidências do Amor"
3 - Miley Cyrus, em "A Última Música"
4 - Megan Fox, em "Jonah Hex" e "Caçador de Recompensas"
5 - Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon, em "Sex and the City 2"

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
1 - Jessica Alba, em "The Killer Inside Me", "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família", "Machete" e "Idas e Vindas do Amor"
2 - Cher, em "Burlesque"
3 - Liza Minnelli, em "Sex and the City 2"
4 - Nicola Peltz, em "O Último Mestre do Ar"
5 - Barbra Streisand, em "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família"

PIOR ATOR COADJUVANTE
1 - Billy Ray Cyrus, em "Missão Quase Impossível"
2 - George Lopez, em "Marmaduke", "Missão Quase Impossível" e "Idas e Vindas do Amor"
3 - Dev Patel, em "O Último Mestre do Ar"
4 - Jackson Rathbone, em "O Último Mestre do Ar" e "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
5 - Rob Schneider, em "Gente Grande"

PIOR USO DE 3-D
1 - "Como Cães e Gatos 2"
2 - "Fúria de Titãs"
3 - "O Último Mestre do Ar"
4 - "O Quebra-Nozes 3-D"
5 - "Jogos Mortais: O Final"

PIOR CASAL EM CENA/ PIOR ELENCO
1 - Jennifer Aniston e Gerard Butler, em "Caçador de Recompensas"
2 - Josh Brolin e Megan Fox, em "Jonah Hex" e "Caçador de Recompensas"
3 - Todo o elenco de "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
4 - Todo o elenco de "Sex and the City 2"
5 - Todo o elenco de "O Último Mestre do Ar"

PIOR ROTEIRO
1 - "O Último Mestre do Ar"
2 - "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família"
3 - "Sex and the City 2"
4 - "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
5 - "Os Vampiros Que Se Mordam"

PIOR SEQUÊNCIA OU REMAKE
1 - "Fúria de Titãs"
2 - "O Último Mestre do Ar"
3 - "Sex and the City 2"
4 - "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
5 - "Os Vampiros Que Se Mordam".

'O Discurso do Rei' é o melhor filme para o sindicato de produtores de Hollywood

Foi divulgada no dia 22 de janeiro a premiação da Producers Guild, o sindicato dos produtores de Hollywood, e os premiados foram:
1 - Melhor filme: "O Discurso do Rei" (The King's Speech, 2010), de Tom Hooper
2 - Melhor filme de animação: "Toy Story 3" (2010), de Lee Unkrich
3 - Melhor documentário: "Waiting for Superman" (2010), de Davis Guggenheim.
Com esse resultado, "O Discurso do Rei" se cacifou como sério concorrente ao Oscar de melhor filme. O outro favorito é "A Rede Social", que angariou os prêmios Globo de Ouro de melhor filme, diretor roteiro e trilha musical. Tudo indica, portanto, que a disputa pelo Oscar vai ser emocionante.

16 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011: 'A Rede Social' se dá melhor

A 68ª cerimônia de entrega do prêmio Globo de Ouro aconteceu hoje em Los Angeles, no hotel Beverly Hilton. O filme "A Rede Social" foi aquinhoado com quatro dos principais prêmios: filme, direção, roteiro e trilha musical.
A seguir, os vencedores da sétima arte:
1 – Melhor filme (drama): “A Rede Social” (The Social Network, 2010)
2 – Melhor filme (musical ou comédia): “Minhas Mães e Meu Pai” (The Kids Are All Right, 2010)
3 – Melhor ator de drama: Colin Firth, por “O Discurso do Rei” (The King’s Speech, 2010)
4 – Melhor atriz de drama: Natalie Portman, por “Cisne Negro” (Black Swan, 2010)
5 – Melhor ator de musical ou comédia: Paul Giamatti, por “Minha Versão para o Amor” (Barney's Version, 2010)
6 – Melhor atriz de musicam ou comédia: Annette Bening, por “Minhas Mãe e Meu Pai”
7 – Melhor ator coadjuvante: Christian Bale, por “O Vencedor” (The Fighter, 2010)
8 – Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo, por “O Vencedor”
9 – Melhor diretor: David Fincher, por “A Rede Social”
10 – Melhor roteiro: Aaron Sorkin, por “A Rede Social”
11 – Melhor canção original: "You Haven't Seen The Last of Me", de Diane Warren, para o filme “Burlesque” (2010)
12 – Melhor trilha musical: Trent Reznor e Atticus Ross, por “A Rede Social”
13 – Melhor filme de animação: “Toy Story 3” (2010), de Lee Unkrich
14 – Melhor filme em Língua Estrangeira: “Em um Mundo Melhor” (Haevnen, Dinamarca/Suécia, 2010), de Susanne Bier
O ator Robert DeNiro recebeu o prêmio Cecil B. DeMille, pela carreira, e foi longamente aplaudido de pé pelos representantes da comunidade cinematográfica de Hollywood.

15 de janeiro de 2011

SUSANNAH YORK (1939-2011), atriz

A atriz britânica Susannah York morreu de câncer no dia 14 de janeiro. Tinha 72 anos.
Susannah começou sua carreira no cinema em 1960 e atuou em filmes da importância de "Freud - Além da Alma" (Freud, 1962), como uma paciente fictícia de Freud, mediante cuja análise ele elabora a teoria do complexo de Édipo; "As Aventuras de Tom Jones" (Tom Jones, 1963), como a sedutora desavergonhada Sophie; "O Homem Que Não Vendeu Sua Alma" (A Man for All Seasons, 1966), como a filha virtuosa e culta de Sir Thomas Morus; "A Noite dos Desesperados" (They Shott Horses, Don't They?, 1969), no qual fez uma cena inesquecível no chuveiro com Gig Young; ela foi também a mãe do Super-Humem em "Superman - O Filme" (Superman, 1978) e nas suas sequências. Ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes pelo filme "Imagens" (Images, 1972), de Robert Altman.
Nasceu Susannah Yolande Fletcher em 9 de janeiro de 1939, em Londres, e foi criada na Escócia. Era divorciada do ator Michael Wells, pai de seus dois filhos, o ator Orlando Wells e a atriz Sasha Wells.

10 de janeiro de 2011

PETER YATES (1929-2010), diretor

O diretor britânico Peter Yates morreu ontem em Londres, aos 81 anos.
Graças ao sucesso do filme "Os 26 do Expresso Postal" (Robbery, 1967), que ele dirigiu, que tinha grande perseguição no final, foi convidado por Steve McQueen para dirigir "Bullitt" (1968), um clássico com uma espetacular perseguição de automóveis.
Foi bem-sucedido dirigindo também os filmes "John e Mary" (John and Mary, 1969) e "O Fiel Camareiro" (The Dresser, 1983).
Peter Yates nasceu em 24 de julho de 1929, em Aldershot, Inglaterra.

4 de janeiro de 2011

Sai o livro do crítico de cinema Inácio Araújo

O crítico de cinema Inácio Araújo lança o livro Cinema de Boca em Boca - Escritos sobre Cinema, uma antologia de seus trabalhos publicados no jornal Folha de S. Paulo. A seleção foi feita pelo jornalista Juliano Tosi, cuja familiaridade com a produção de Araújo o credenciou a selecionar, dentre os mais de 5.000 textos publicados entre 1983 e 2007, os quase 300 que integram o livro.
Quem gosta de cinema sabe que Inácio escreve bem e pensa melhor ainda. Ele é de fato um pensador do cinema, o que o torna quase uma exceção no panorama da crítica cinematográfica no Brasil. Seu livro, que já estou lendo, é indispensável para quem leva o cinema a sério.

3 de janeiro de 2011

ANNE FRANCIS (1930-1980), atriz

A atriz americana Anne Francis morreu no dia 2 de janeiro, de câncer, aos 80 anos.

Ela era uma das beldades de Hollywood nos anos 1950, mas brilhou por pouco tempo.
Iniciou-se no rádio e nos primórdios da televisão ainda criança, e aos 11 anos já estreava na Broadway.
No cinema, começou nos anos 1940, tornando-se uma estrela no meado da década seguinte, fazendo seus melhores filmes em um curto período, os quais são "Conspiração do Silêncio" (Bad Day at Black Rock, 1955), "Sementes de Violência" (Blackboard Jungle, 1955), "Planeta Proibido" (Forbidden Planet, 1956) e "Deus É Meu Juiz" (The Rack, 1956). Depois desses, o único filme memorável em que atuou foi "Funny Girl - A Garota Genial" (Funny Girl, 1968), de William Wyler, mas a 'garota genial' era outra, Barbra Streisand.
Ela ganhou uma estrela na Calçada da Fama por seu trabalho na TV.
Anne Lloyd Francis nasceu em 16 de setembro de 1930, em Ossining, estado de Nova York. Casou-se duas vezes e ambos os casamentos terminaram em divórcio, sendo que o segundo lhe deu uma filha. Em 1970 adotou outra menina, num dos primeiros casos de adoção permitida a uma mulher solteira no estado da Califórnia.

PETE POSTLETHWAITE (1946-2010), ator

O ator britânico Pete Postlehwaite morreu no dia 2 de janeiro, de câncer. Tinha 63 anos.
Com formação teatral shakespeariana, Postlethwaite era um coadjuvante de peso, frequentemente interpretando personagens com algum desvio de conduta. Deixou sua marca em muitos filmes, dentre eles "Hamlet" (1990), de Franco Zeffirelli, "O Último dos Moicanos" (The Last of the Mohicans, 1992), de Michael Mann, "Os Suspeitos" (The Usual Suspects, 1995), de Bryan Singer, "Amistad" (1997), de Steven Spielberg, "O Jardineiro Fiel" (The Constant Gardener, 2005), de Fernando Meirelles, e "A Origem" (Inception, 2010), de Christpopher Nolan.
Steven Sielberg, que o dirigiu em dois filmes, declarou que ele era o melhor ator do mundo.
Nasceu Peter William Postlethwaite em 16 de fevereiro de 1946, em Warrington, Inglaterra. Em 2004 recebeu o título de Oficial da Ordem do Império Britânico, pelos serviços prestados ao teatro. Deixou viúva Jacqueline Morrish, com quem tinha um casal de filhos.

27 de dezembro de 2010

DARY REIS (1926-2010), ator

O ator brasileiro Dary Reis morreu hoje, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.
Sua especialidade era interpretar homens maus. De seus mais de 20 filmes merecem destaque "Rua Sem Sol" (1954), "Eles Não Voltaram" (1960), "Vale do Canaã" (1971), "Leão do Norte" (1974), filmado em Pirenópolis (GO), e "Eu Matei Lúcio Flávio" (1979). Fez o chefe de um grupo de mercenários em "Eu, Você, Ele e os Outros" (Non c'è due senza quattro, 1984), comédia da dupla Terence Hill e Bud Spencer, que o italiano Enzo Barboni filmou no Brasil.

Dary Hugo dos Reis nasceu em 12 de fevereiro de 1926, em São Sepé (RS). Deixou viúva a mulher do segundo casamento, com quem teve um casal de filhos.

19 de dezembro de 2010

BLAKE EDWARDS (1922-2010), diretor e roteirista

O diretor americano Blake Edwards morreu no dia 15 de dezembro, de pneumonia, aos 88 anos.
Antes de virar roteirista e diretor, Edwards começou como ator em 1942, tendo atuado quase sempre sem receber crédito. Nesta condição, apareceu em "Fomos os Sacrificados" (They Were Expendable, 1946), de John Ford, e "Os Melhores Anos de Nossas Vidas" (The Best Years of Our Lives, 1946), de William Wyler.
Como diretor, realizou grandes comédias como "Anáguas a Bordo" (Operation Petticoat, 1959), "Bonequinha de Luxo" (Beakfast at Tiffany's, 1961), "A Corrida do Século" (The Great Race, 1965), "Um Convidado Bem Trapalhão" (The Party, 1968) e "Vítor ou Vitória" (Victor/Victoria, 1982), além dos oito filmes da série A Pantera Cor-de-Rosa, seis dos quais com Peter Sellers.
Demonstrou competência também para dirigir filmes sérios, assim foi em "Escravas do Medo" (Experiment in Terror, 1962), policial com Glenn Ford, e "Vício Maldito" (Days of Wine and Roses, 1962), drama em que Jack Lemmon mostra todo o seu talento no papel de um alcoólatra.
Um parceiro frequente foi Henry Mancini, que compôs as trilhas da maioria de seus filmes.
Edwards ganhou vários prêmios, entre eles dois do sindicato de roteiristas, um Oscar pela carreira, uma estrela na Calçada da Fama e sete prêmios internacionais.
Nasceu William Blake Crump em 26 de julho de 1922, em Tulsa, Oklahoma. Teve dois filhos com a atriz Patricia Walker, sua primeira mulher: a atriz Jennifer Edwards e o roteirista e diretor Geoffrey Edwards. Deixou viúva a atriz Julie Andrews, com quem tinha duas filhas adotivas.

13 de dezembro de 2010

Estudantes de cinema do Paraná mostram seus filmes

Na próxima quinta-feira, dia 16 de dezembro, acontecerá a Mostra CINETVPR, no SESC da Esquina, em Curitiba.
A Mostra CINETVPR pretende fazer um balanço crítico sobre a CINETVPR – Escola Supeior Sul Americana de Cinema e Televisão do Paraná, a sua reformulação e continuidade, com a exibição dos trabalhos realizados pelos estudantes do curso de cinema da FAP/CINETVPR.
Após a sessão, haverá o painel “A Produção Artística e Acadêmica da CINETVPR”, com a presença dos realizadores e a mediação de Rodrigo Bouillet (Cine+Cultura / MINC) e Pedro Plaza (ex-professor da CINETVPR e professor da UFPR).
Às 16 horas será realizada a plenária preparativa da Jornada Cineclubista do Paraná 2011, com a presença do Prof. Emmanuel Appel (Filosofia/UFPR) e Rodrigo Bouillet (Cine+Cultura).
A seguir, a lista dos filmes da mostra:
1 - "A Infância de Margot", de Bruno de Oliveira
2 - "Aranceles", de Melo Viana
3 - "Colorado Esporte Clube", de Fábio Allon
4 - "Garoto Barba", de Christopher Faust
5 - "Hollywood", de Laura Montalvão, Marcos Serafim e Thiago Benites
6 - "O Muro", de Diego Florentino
7 - "Oscar 02/07", de João Krefer
8 - "Pastoreio", de Alexandre R. Garcia.
9 - "Reminiscências", de Aly Muritiba
10 - "Wannabe", de Maurício Ramos Marques.

8 de dezembro de 2010

'Tropa de Elite 2' é o novo recorde de público do cinema brasileiro

No dia 7 de dezembro, "Tropa de Elite 2", de José Padilha, tornou-se o filme mais visto da história do cinema brasileiro, batendo o recorde de "Dona Flor e Seus Dois Maridos".
De acordo com o distribuidor Marco Aurélio Marcondes, até ontem à noite, o filme atingiu um total de 10.736.995 espectadores desde a sua estreia, em 8 de outubro. E, como continua em cartaz em mais de 300 salas, esse número ainda pode crescer um bocado.
Finalmente foi superada a marca que pertencia ao filme "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, que foi visto nos cinemas por 10.735.525 espectadores.
É preciso lembrar que em 1976, ano de lançamento de "Dona Flor...", o Brasil tinha um número bem maior de salas de cinema, e veículos como o videocassete e o DVD ainda nem existiam, muito menos o comércio de filmes pirateados.

5 de dezembro de 2010

'O Escritor Fantasma' eleito o melhor filme do cinema europeu

A premiação da Academia Europeia de Cinema, em sua 23ª edição, aconteceu no dia 4 de novembro, em Tallin, capital da Estônia. O filme "O Escritor Fantasma" recebeu seis prêmios.
A seguir, a lista dos principais premiados:
1 - Melhor filme: "O Escritor Fantasma" (The Ghost Writer, França/ Alemanha/Reino Unido, 2010)
2 - Melhor diretor: Roman Polanski, por "O Escritor Fantasma"
3 - Melhor atriz: Sylvie Testud, por "Lourdes" (Áustria/França/Alemanha, 2009)
4 - Melhor ator: Ewan McGregor, por "O Escritor Fantasma"
5 - Melhor roteiro: Robert Harris e Roman Polanski, por "O Escritor Fantasma"
6 - Melhor fotografia: Giora Bejach, por "Líbano" (Lebanon, Israel/ França/Líbano/Alemanha, 2009)
7 - Melhor montagem: Luc Barnier e Marion Monnier, por "Carlos" (Minissérie para a TV, França/Alemanha, 2010)
8 - Melhor denigner: Albrecht Konrad, por "O Escritor Fantasma"
9 - Melhor trilha musical: Alexandre Desplat, por "O Escritor Fantasma"
10 - Prêmio Fipresci (revelação): "Líbano", de Samuel Maoz
11 - Melhor documentário: "Nostalgia de la Luz" (França/Alemanha/ Chile, 2010), de Patricio Guzmán
12 - Melhor filme de animação: "O Ilusionista" (L'Illusionniste, Reino Unido/França, 2010), de Sylvain Chomet
13 - Prêmio Eurimages: Zeynep Özbatur Atakan, produtor
14 - Prêmio pela carreira: Bruno Ganz, actor
15 - Prêmio pela carreira internacional: Gabriel Yared, compositor.

30 de novembro de 2010

Festival de Brasília prefere 'O Céu sobre os Ombros'

O Festival de Cinema de Brasília, encerrado hoje, consagrou o filme "O Céu sobre os Ombros", de Sérgio Borges. A seguir, os premiados na categoria longa-metragem:
1 - Melhor filme (escolha do júri): "O Céu sobre os Ombros", de Sérgio Borges
2 - Melhor filme (escolha do público): "Amor?", de João Jardim
3 - Prêmio Especial do Júri: elenco de "O Céu sobre os Ombros"
4 - Melhor direção: Sérgio Borges, por "O Céu sobre os Ombros"
5 - Melhor ator: Fernando Bezerra, por "Transeunte"
6 - Melhor atriz: Melissa Dullius, por "Os Residentes"
7 - Melhor ator coadjuvante: Rikle Miranda, por "A Alegria"
8 - Melhor atriz coadjuvante: Simone Sales de Alcântara, por "Os Residentes"
9 - Melhor roteiro: Manuela Dias e Sérgio Borges por "O Céu sobre os Ombros"
10 - Melhor fotografia: Aluizio Raulino, por "Os Residentes"
11 - Melhor direção de arte: Felipe Bragança, por "A Alegria"
12 - Melhor trilha musical: André Wakko, Juan Rojo, David Lanskylansky e Vanessa Michellis, por "Os Residentes"
13 - Melhor som: "Transeunte"
14 - Melhor montagem: Ricardo Pretti, por "O Céu sobre os Ombros".

29 de novembro de 2010

MARIO MONICELLI (1915-2010), diretor e roteirista

O cineasta Mario Monicelli, um dos mestres da comédia italiana, morreu hoje em Roma, aos 95 anos.
Ele se jogou do quinto andar do hospital onde estava internado para tratamento de um câncer de próstata terminal. É um fim triste, mas que não espanta, partindo do diretor de "Parente É Serpente" (Parenti serpenti, 1992). Neste filme, familiares se reúnem na casa da mãe, viúva, para celebrar o Natal e, ao saberem que a velha pretende vender a casa para ficar com os filhos e netos, resolvem eliminá-la.
Monicelli, que começou a carreira no meado dos anos 1930, mais como roteirista, desenvolveu sua veia humorística em parceria com Steno, a partir do fim dos anos 40. Em 1954, iniciou a carreira solo, alcançando o sucesso com "A Grande Guerra" (La grande guerra, 1959), que conquistou o Leão de San Marco (o nome de então do Leão de Ouro) no Festival de Veneza.
Entre seus filmes mais conhecidos citam-se "Os Eternos Desconhecidos" (I soliti ignoti, 1958) e "Os Companheiros" (I compagni, 1963), além de "O Incrível Exército de Brancaleone" (L'armata Brancaleone, 1966), o mais lembrado, no qual Vittorio Gassman faz um cavaleiro andante enlouquecido que lidera um bando de refugos humanos da Idade Média.
Monicelli era um mestre do humor negro, mas também podia ser terno ou melancólico, ou as duas coisas ao mesmo tempo, como na série de comédias "Meus Caros Amigos" (Amici miei, 1975), "Quinteto Irreverente" (Amici miei atto II, 1982) e "Caros F... Amigos" (Cari fottutissimi amici, 1994).
No filme "Sob o Sol de Toscana" (Under the Tuscan Sun, 2003), Monicelli interpreta pequeno papel: ele é o velhinho que sempre coloca flores para Nossa Senhora.
Mario Monicelli nasceu em 15 de maio de 1915, em Viareggio, no litoral da Toscana. Tinha três filhas de dois casamentos que terminaram em divórcio.

IRVIN KERSHNER (1923-2010), diretor

O cineasta americano Irvin Kershner, diretor do segundo filme da série Guerra nas Estelas, "O Império Contra-Ataca" (Star Wars V - The Empire Strikes Back, 1980), morreu dia 27 de novembro, em Los Angeles. Tinha 87 anos.
Além de se revelar melhor diretor que George Lucas, Kershner contou com mais recursos do que Lucas dispunha quando da realização do primeiro filme da série Guerra nas Estrelas. Graças a isso, aperfeiçoou-se, em "O Império Contra-Ataca", o visual estilo cowboy intergalático do figurino meio brega do primeiro filme.
Kershner dirigiu ainda "007 - Nunca Mais Outra Vez" (Never Say Never Again, 1983), o último filme da série James Bond estrelado por Sean Connery.
Ele também trabalhou como ator em alguns filmes, sendo o intérprete de Zebedeu em "A Última Tentação de Cristo" (The Last Temptation of Christ, 1988).
Irvin Kershner nasceu em 29 de abril de 1923, em Filadélfia, Pensilvânia.

LESLIE NIELSEN (1926-2010), ator

O ator Leslie Nielsen morreu no último domingo, 28, de pneumonia, aos 84 anos.
Nielsen começou a carreira como galã, fazendo o interesse romântico de Anne Francis em "O Planeta Proibido" (Forbidden Planet, 1956) e de Debbie Reynolds em "A Flor do Pântano" (Tammy and the Bachelor, 1957). Merece ser lembrado também como o comandante do navio em "O Destino de Poseidon" (The Poseidon Adventure, 1972).
Na década de 1960, revelou seu talento cômico em "Um Astronauta Fora de Órbita" (The Reluctant Astronaut, 1967). Mais tarde se tornaria muito popular em “Apertem os Cintos... O Piloto Sumiu” (Airplane!, 1980), e na pele do tenente trapalhão de "Corra Que a Polícia Vem Aí!" (The Naked Gun: From the Files of Police Squad! , 1988), que teve duas sequências, "Corra Que a Polícia Vem Aí 2 1/2" (The Naked Gun 2 1/2: The Smell of Fear, 1991) e "Corra Que a Polícia Vem Aí 33 1/3 - O Insulto Final" (The Naked Gun 33 1/3: The Final Insult, 1994).
Leslie William Nielsen nasceu em 11 de fevereiro de 1926, em Regina, Canadá. Era pai das atrizes Maura Nielsen Kaplan e Thea Nielsen Disney. Deixou viúva a atriz Barbaree Earl Nielsen, a esposa de seu quarto casamento.

23 de novembro de 2010

MAURO ALICE (1925-2010), montador

O montador Mauro Alice morreu nesta terça-feira, 23, em São Paulo, aos 85 anos.
Mauro Alice começou na Vera Cruz paulista, atuando como assistente ou sob a supervisão do grande Oswald Hafenrichter, chefe de montagem do estúdio. Assim, participou da montagem de "Sai da Frente" (1952), estreia de Mazzaropi no cinema, "Apassionata" (1952), "Uma Pulga na Balança" (1953), "Candinho" (1954) e "Floradas na Serra" (1954).
Em seguida, trabalhou na montagem das chanchadas cariocas "Rio Frantasia" (1957), de Watson Macedo, e "Rico Ri à Toa" (1957), estreia de Roberto Farias na direção.
De volta à Vera Cruz, ou melhor, ao que restou dela, Mauro alternou filmes de Mazzaropi com os de alguns dos principais cineastas paulistas da época, entre eles Walter Hugo Khouri, para quem montou "Na Garganta do Diabo" (1960), "Noite Vazia" (1964), "Corpo Ardente" (1966), "O Palácio dos Anjos" (1970) e "O Anjo da Noite" (1974). Outro cineasta com quem veio a colaborar depois foi Hector Babenco, em "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), prêmio de melhor montagem no Festival de Gramado, "Coração Iluminado" (1996) e "Carandiru" (2003).
Mauro Alice Nasceu em 1925 em Curitiba.

21 de novembro de 2010

Festival de Mar del Plata premia filme de veterano cineasta polonês

A 25ª edição do Festival de Mar del Plata, encerrada em 20 de novembro, deu o prêmio de melhor filme a "Essential Killing", e o de melhor ator a Vincent Gallo, que interpreta o protagonista do mesmo filme.
Veja a lista dos principais vencedores:
1 - Melhor filme: "Essential Killing" (Polônia/Noruega/Irlanda/ Hungria, 2010), de Jerzy Skolimowski
2 - Prêmio especial do júri: "Chantrapas" (Geórgia/França, 2010), de Otar Iosseliani
3 - Melhor diretor: Aleksei Fedorchenko, por "Almas Silenciosas" (Ovsyanki, Rússia, 2010)
4 - Melhor ator: Vincent Gallo, por "Essential Killing"
5 - Melhor atriz: Maria Popistasu e Mirela Oprisor, por "Tuesday, After Christmas" (Marti, dupa craciun, Romênia, 2010), de Radu Muntean
6 - Melhor roteiro: Denis Osokin, por "Almas Silenciosas"
7 - Melhor filme latino-americano: "Outubro" (Octubre, Peru, 2010), de Daniel e Diego Vega Vidal, e "Amor em Trânsito" (Amor en tránsito, Argentina, 2009), de Lucas Blanco
8 - Prêmio Fipresci (da crítica internacional): "El camino del vino" (Argentina, 2010), de Nicolás Carreras.