3 de fevereiro de 2011

MARIA SCHNEIDER (1952-2011), atriz

Morreu hoje em Paris, de câncer, a atriz Maria Schneider, aos 58 anos.
Aos 20 anos, Schneider estrelou, ao lado de Marlon Branddo, o filme "O Último Tango em Paris" (Ultimo tango a Parigi, 1972), que provocou controvérsias por conta da famosa cena da manteiga. Por isso o filme foi proibido no Brasil durante vários anos.
Atribui-se a essa cena o fato de a atriz não ter tido uma carreira melhor sucedida. Ela mesma acreditava que a tal cena teria feito com que fosse vista menos como atriz e mais como símbolo sexual. Também andou fazendo declarações contra o diretor Bernardo Bertolucci, que teria se aproveitado de sua pouca idade e, por meios manipulatórios, conseguido com que ela fizesse o que ele queria.
No entanto, ela atuou depois com grandes diretores como Michelangelo Antonioni, em "Profissão: Repórter" (Professione: reporter, 1975), Marco Bellocchio, em "O Processo do Desejo" (La condanna, 1991), Franco Zeffirelli, em "Jane Eyre - Encontro com o Amor" (Jane Eyre, 1996), além de René Clément, Werner Schroeter, Jacques Rivette e Luigi Comencini.
Contra ela existe o fato de que Luis Buñuel a dispensou quando as filmagens de "Esse Obscuro Objeto do Desejo" (1977) estavam em andamento e a substituiu por duas atrizes, Ángela Molina e Carole Bouquet. Não se pode também esquecer o seu envolvimento com drogas no meado dos anos 1970, o que chegou a motivar a sua internação.
Apesar de tudo, a imagem dela que fica pra mim só tem a ver com a sua beleza e doçura.
Em 1973, o cinema italiano lhe deu um prêmio David di Donatello especial pela atuação em "Caros Pais" (Cari genitori, 1973) e "Último Tango em Paris".
Nasceu Marie Christine Gélin em 27 de março de 1952, em Paris. Era filha do ator francês Daniel Gélin (1921-2002).

1 de fevereiro de 2011

'Além da Vida', filme de Clint Eastwood

Quando se sabe que o mais recente filme de Clint Eastwood tem o título “Além da Vida” (Hereafter, 2010), pensa-se logo que o veterano cineasta, hoje com 80 anos, já se preocupa com a morte, pressentindo sua proximidade. No entanto, assistindo-se ao filme, descobre-se que o seu verdadeiro interesse se restringe aos vivos. A morte é só um MacGuffin (termo criado por Alfred Hitchcock para designar o elemento que mobiliza as personagens e dá origem aos episódios em que se desdobra a trama).

O roteiro do filme articula as histórias de três personagens que vivem em países diferentes, bem ao gosto do cinema atual: uma jornalista francesa, um vidente americano e um garoto inglês. Todos têm alguma relação com a morte, mas enfrentam suas dificuldades individuais até o momento climático do filme, quando seus destinos se cruzam.

A jornalista, interpretada por Cécile De France, escapa da morte em um tsunami na Tailândia e fica obcecada com o outro mundo. Desde então sua vida, profissional e pessoalmente, começa a se complicar. É afastada do trabalho na televisão, perde o namorado e, em vez do livro que lhe encomendaram sobre o ex-presidente François Mitterrand, resolve escrever sobre experiências do além-túmulo.

O vidente, encarnado por Matt Damon (foto), acredita que o dom que tem de captar mensagens de pessoas mortas não passa de uma maldição. Por isso, recusa-se a continuar seu trabalho como vidente e arranja emprego no porto de São Francisco. Em busca de novos vínculos com a vida, ele resolve tomar aulas noturnas de culinária italiana. Mas não demora e as coisas se complicam para o seu lado. Primeiro, a moça que se tornou sua parceira no curso de culinária desaparece assim que ele, em comunicação mediúnica, revela fatos do passado dela que ela preferia manter no esquecimento; depois, em consequência da crise econômica, ele é demitido do emprego.

O garoto inglês, vivido pelos gêmeos George e Frankie McLaren, perde em acidente o irmão gêmeo, sua mais importante referência familiar, já que a mãe é uma alcoólatra às voltas com o serviço social. Desde então, ele se preocupa apenas em estabelecer contato com a alma do irmão. Nas suas aventuras, porém, ele só encontra falsos videntes.

Os destinos das três personagens convergem para uma feira de livros em Londres, que acontece significativamente na primavera. O vidente, em busca de saber mais sobre Charles Dickens, escritor que sempre admirou, descobre que o ator Derek Jacobi estará na feira lendo trechos de um livro do escritor. A escritora francesa, que está na feira autografando seu livro sobre experiências além-túmulo, também atrai a sua atenção, naturalmente. O garoto, que ficou conhecendo o vidente por meio de pesquisa na internet, coincidentemente é levado à feira pelos representantes da instituição que o adotou até que sua mãe consiga ficar sóbria.

O vidente é portador de solução para os problemas de um e da outra. Após insistir muito, o garoto consegue sensibilizá-lo a estabelecer contato com a alma de seu irmão. Feito o contato mediúnico, a mensagem consoladora contém estímulos para o garoto tocar a vida adiante. A escritora, por sua vez, certamente se dará por realizada unindo-se a alguém capaz de fazer contato com o outro mundo. Assim, a vida de cada um deles atingirá novo equilíbrio.

Para obter-se um visual compatível com o assunto que move as personagens, evitou-se o emprego de cores vivas no filme. Tanto nos figurinos quanto na cenografia predominam as cores neutras e tons pastel. Somente no final, quando a escritora e o vidente se descobrem como almas gêmeas, o ambiente em que se encontram adquire colorido mais cálido.

O próprio Eastwood compôs a delicada e expressiva trilha musical que embala o filme (com inserções de trechos de óperas e do Concerto nº 2 para piano e orquestra de Sergei Rachmaninoff). Aqui, destaca-se um piano; ali, um violão; acolá, outro instrumento. Na cena em que a escritora lê o bilhete que o vidente enfiou debaixo da sua porta, o piano e o violão travam um diálogo que é um primor de entendimento entre duas almas. E quando o vidente e a escritora entram em sintonia romântica, toda uma orquestra surge para exprimir o turbilhão de sentimentos que envolvem as duas vidas. Simultaneamente, a câmera se eleva como que para conectar a união dos dois com algo superior.

Com simplicidade e elegância, Clint Eastwood acompanha o trajeto das personagens interligadas pela morte, mas não deixa a mínima dúvida de que só se interessa pela vida. “Uma vida centrada na morte não é vida de modo algum”, pensa o vidente. Sendo a comunicação entre os vivos a preocupação primordial do filme, a câmera realça sempre os contatos físicos, os toques de mãos. O além, conclui-se, é problema dos que se foram.
(Publicado no Jornal Opção e no saite Revista Bula.)

NILDO PARENTE (1934-2011), ator

O ator brasileiro Nildo Parente morreu no dia 31 de janeiro no Rio, de acidente vascular cerebral, aos 76 anos.
Nildo era um ator coajuvante capaz de tornar importante qualquer papel que interpretasse.
Algumas de suas melhores oportunidades foram sob a direção de Nelson Pereira dos Santos, em filmes como "Azyllo Muito Louco" (1970), "Tenda dos Milagres" (1977) e "Memórias do Cárcere" (1984).
Da sua extensa filmografia destacam-se ainda "Tempo de Violência" (1969), "Coronel Delmiro Gouveia" (1978), "Cabaret Mineiro" (1980), "Gabriela, Cravo e Canela" (1983), "O Beijo da Mulher Aranha" (1985) e "Cleópatra" (2007).
Nildo Gomes Parente nasceu em 18 de setembro de 1934, em Fortaleza, Ceará.

31 de janeiro de 2011

Premiação do sindicato de atores de Hollywood

Aconteceu ontem a cerimônia de premiação da Screen Actors Guild (sindicato de atores de Hollywood) e o grande vencedor foi o filme "O Discurso do Rei", que conquistou dois trofeus.
A seguir, a lista dos premiados:
1 - Melhor ator: Colin Firth, por "O Discurso do Rei" (The King's Speech, 2010)
2 - Melhor atriz: Natalie Portman, por "Cisne Negro" (Black Swan, 2010)
3 - Melhor ator coadjuvante: Christian Bale, por "O Vencedor" (The Fighter, 2010)
4 - Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo, por "O Vencedor"
5 - Melhor elenco: "O Discurso do Rei"
6 - Prêmio especial pela carreira: Ernest Borgnine.
Borgnine (foto), que tem 94 anos, foi muito aplaudido, de pé, por seus colegas.

JOHN BARRY (1933-2011), compositor

O compositor inglês John Barry, autor da música dos filmes de James Bond, morreu de ataque cardíaco no dia 30 de janeiro, em Nova York. Tinha 77 anos.
Barry ganhou quatro Oscars, pelas trilhas de "A História de Elza" (Born Free, 1966), "O Leão no Inverno" (The Lion in Winter, 1968), "Entre Dois Amores" (Out of Africa, 1985) e "Dança com Lobos" (Dances with Wolves, 1990).
Entre os filmes com trilha de sua autoria estão "Caçada Humana" (The Chase, 1966), "Mary Stuart, Rainha da Escócia" (Mary, Queen of Scots, 1971), "Em Algum Lugar do Passado" (Somewhere in Time, 1980), "Chaplin" (1992) e "Corações Apaixonados" (Playing by Heart, 1998).
Várias trilhas de Barry se tornaram populares porque ele era um grande melodista.
John Barry Prendergast nasceu em 3 de novembro de 1933, em York, Inglaterra. Ele se casou quatro vezes, sendo o segundo casamento com a atriz Jane Birkin, e teve três filhos. Era pai da atriz Kate Barry.

30 de janeiro de 2011

Sindicato de diretores de Hollywood premia Tom Hooper, diretor de 'O Discurso do Rei'

O prêmio da Directors Guild of America (sindicato de diretores de Hollywood) foi entregue ao inglês Tom Hooper, pelo filme "O Discurso do Rei" (The King's Speech, 2010), que é uma coprodução entre Reino Unido, Austrália e Estados Unidos. Com isso, o filme se tornou o favorito na disputa pelo Oscar. Charles Ferguson ficou com o prêmio de melhor diretor de documentário, por "Trabalho Interno" (Inside Job, 2010).

29 de janeiro de 2011

Lapa, Paraná, inaugura seu cineclube

Hoje nasceu mais um cineclube, na cidade da Lapa (PR), graças ao trabalho de uma comissão organizadora presidida pelo bravo Kallil Assad. Chama-se Cineclube 13 de Junho, em homenagem à data da criação da Freguesia da Lapa pelo governo da Capitania de São Paulo: em 13 de junho de 1769.
A cerimônia inaugural aconteceu às 19 horas, no Cine Teatro Imperial da Lapa.
Na oportunidade, o Prof. Emmanuel Appel, da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Paraná, proferiu a palestra "Nos caminhos do cineclubismo: cinema, cultura e formação do público", seguida da exibição do filme "Cafundó" (2005), dirigido por Paulo Betti e Clovis Bueno. Vale ressaltar que o filme contém cenas filmadas na própria Lapa.

GEÓRGIA GOMIDE (1937-2011), atriz

A atriz brasileira Geórgia Gomide morreu no dia 29 de janeiro, em São Paulo, de infecção generalizada. Tinha 73 anos.
Basicamente atriz de TV, ela estreou no cinema em uma produção alemã filmada no Brasil, "Noites Quentes de Copacabana" (Mord in Rio, 1963). Atuou em outros nove filmes, dentre eles "Corisco, o Diabo Loiro" (1969), "O Exorcismo Negro" (1974) e "Os Trapalhões na Terra dos Monstros" (1989), que foi seu último filme.
Nasceu Elfriede Helene Gomide Witecy em 17 de agosto de 1937, em São Paulo. Tinha um filho.

26 de janeiro de 2011

BERND EICHINGER (1949-2011), produtor e roteirista

O produtor e roteirista alemão Bernd Eichinger morreu de ataque cardíaco no dia 25 de janeiro, em Los Angeles, aos 72 anos.
Um dos mais bem-sucedidos produtores alemães, Eichinger começou produzindo o filme "Movimento em Falso" (Falsche Bewegung, 1975), de Wim Wenders. Entre os filmes que produziu estão "O Nome da Rosa" (Der Name der Rose, 1986), "A Casa dos Espíritos" (The House of the Spirits, 1993), "A Queda! As Últimas Horas de Hitler" (Der Utergang, 2004) e "O Grupo Baader Meinhof" (Der Baader Meinhof Komplex, 2008).
Ele era também um roteirista de peso, pois escreveu os roteiros de "A Queda! As Últimas Horas de Hitler", prêmio de melhor roteiro no Festival de Mar del Plata, e de "O Grupo Baader Meinhof".
Bernd Eichinger nasceu em 11 de abril de 1949, em Neuburg an der Donau, Alemanha. Era pai da atriz Nina Eichinger.

JOHN HERBERT (1929-2011), ator e diretor

O ator brasileiro John Herbert, que estava internado desde o dia 5 de janeiro com enfisema pulmonar, morreu em São Paulo no dia 26 de janeiro. Tinha 81 anos.
Herbert, que fez sua estreia no cinema em "Uma Pulga na Balança" (1953), uma produção da Vera Cruz, marcou presença em diversas fases do cinema brasileiro desde então: na chanchada carioca, "Matar ou Correr" (1954), "Rio Fantasia" (1957); no cinema novo, "O Caso dos Irmãos Naves" (1967); na pornochanchada, "O Sexo Mora ao Lado" (1975), "Cada um Dá o que Tem" (1975); na retomada, "A Hora Mágica" (1998).
Atuou sob a direção de prestigiados cineastas brasileiros como Roberto Farias, em "Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera" (1966); Maurice Capovila, em "Bebel, Garota Propaganda" (1968); e Walter Hugo Khouri, em "O Palácio dos Anjos" (1970), "Per Sempre" (1991).
Como diretor, além de episódios de algumas pornochanchadas, realizou o drama "Tessa, a Gata" (1982).
John Herbert Buckup nasceu em 17 de maio de 1929, em São Paulo. Foi casado com a atriz Eva Wilma, com quem teve um casal de filhos, e deixou viúva a mulher do segundo casamento, com quem tinha outros dois filhos.

25 de janeiro de 2011

Oscar 2011: a lista dos indicados

Na manhã de hoje, foram anunciados os indicados à 83ª edição do Oscar.
Chama a atenção o fato de Christopher Nolan não ter sido indicado pela direção de "A Origem", assim como a não indicação de "A Rede Social" na categoria roteiro adaptado.
A cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores acontecerá no dia 27 de fevereiro, no teatro Kodak, em Los Angeles.
A seguir, a relação dos indicados na categoria longa-metragem:

FILME
1 - "Cisne Negro"
2 - "O Vencedor"
3 - "A Origem"
4 - "Minhas Mães e Meu Pai"
5 - "O Discurso do Rei"
6 - "127 Horas"
7 - "A Rede Social"
8 - "Toy Story 3"
9 - "Bravura Indômita"
10 - "Inverno da Alma"

ATOR
1 - Javier Bardem, por "Biutiful"
2 - Jeff bridges, por "Bravura Indômita"
3 - Jesse Eisenberg, por "A Rede Social"
4 - Colin Firth, por "O Discurso do Rei"
5 - James Franco, por "127 Horas"

ATRIZ
1 - Annette Bening, por "Minhas Mães e Meu Pai"
2 - Nicole Kidman, por "Reencontrando a Felicidade"
3 - Michele Williams, por "Namorados para Sempre"
4 - Jennifer Lawrence, por "Inverno da Alma"
5 - Natalie Portman, por "Cisne Negro"

ATOR COADJUVANTE
1 - Christian Bale, por "O Vencedor"
2 - John Hawkes, por "Iverno da Alma"
3 - Jeremy Renner, por "Atração Perigosa"
4 - Mark Ruffalo, por "Minhas Mães e Meu Pai"
5 - Geoffrey Rush, por "O Discurso do Rei"

ATRIZ COADJUVANTE
1 - Amy Adams, por "O Vencedor"
2 - Helena Bonham Carter, por "O Discurso do Rei"
3 - Melissa Leo, por "O Vencedor"
4 - Hailee Steinfeld, por "Bravura Indômita"
5 - Jacki Weaver, por "Animal Kingdom"

DIRETOR
1 - Daren Aronofsky, por "Cisne Negro"
2 - David Fincher, por "A Rede Social"
3 - Tom Hooper, por "O Discurso do Rei"
4 - David O. Russell, por "O Vencedor"
5 - Joel Coen e Ethan Coen, por "Bravura Indômita"

ROTEIRO ORIGINAL
1 - "A Origem" - Christopher Nolan
2 - "Minhas Mães e Meu Pai" - Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg
3 - "O Discurso do Rei" - David Seidler
4 - "Another Year" - Mike Leigh
5 - "O Vencedor" - Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson e Keith Dorrington

ROTEIRO ADAPTADO
1 - "127 Horas" - Danny Boyle e Simon Beaufoy
2 - "Toy Story 3" - Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich
3 - "Bravura Indômita" - Joel Coen e Ethan Coen
4 - "Inverno da Alma" - Debra Granik e Anne Rosellini
5 - "A Rede Social" - Aaron Sorkin

ANIMAÇÃO
1 - "Como Treinar Seu Dragão"
2 - "O Mágico"
3 - "Toy Story 3"

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
1 - "Biutiful" (México/Espanha, 2010), de Alejandro González Iñárritu
2 - "Incêndios" (Incendies, Canadá, 2010), de Denis Villeneuve
3 - "Em um Mundo Melhor" (Haevnen, Dinamarca/Suécia, 2010), de Susanne Bier
4 - "Dente Canino" (Kynodontas, Grécia, 2009), de Giorgos Lanthimos
5 - "Fora da Lei" (Hors-la-loi, França/Argélia/Bélgica, 2010), de Rachid Bouchareb

FOTOGRAFIA
1 - "Cisne Negro" - Matthew Libatique
2 - "A Origem" - Wally Pfister
3 - "O Discurso do Rei" - Danny Cohen
4 - "A Rede Social" - Jeff Cronenweth
5 - "Bravura Indômita" - Roger Deakins

MONTAGEM
1 - "127 Horas" - Jon Harris
2 - "Cisne Negro" - Andrew Weisblum
3 - "O Vencedor" - Pamela Martin
4 - "O Discurso do Rei" - Tariq Anwar
5 - "A Rede Social" - Kirk Baxter e Angus Wall

DIREÇÃO DE ARTE
1 - "Alice no País das Maravilhas" - Stefan Dechant
2 - "Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1" - Andrew Ackland-Snow
3 - "A Origem" - Guy Hendrix Dyas
4 - "O Discurso do Rei" - Netty Chapman
5 - "Bravura Indômita" - Stefan Dechant

FIGURINO
1 - "Alice no País das Maravilhas" - Colleen Atwood
2 - "Io sono l'amore" - Antonella Cannarozzi
3 - "O Discurso do Rei" - Jenny Beavan
4 - "The Tempest" - Sandy Powell
5 - "Bravura Indômita" - Mary Zophres

MAQUIAGEM
1 - "Minha Versão para o Amor" - Adrien Morot
2 - "Caminho da Liberdade" - Edouard F. Henriques, Gregory Funk e Yolanda Toussieng
3 - "O Lobisomem" - Rick Baker e Dave Elsey

TRILHA MUSICAL
1 - "127 Horas" - A.R. Rahman
2 - "Como Treinar seu Dragão" - John Powell
3 - "A Origem" - Hans Zimmer
4 - "O Discurso do Rei" - Alexandre Desplat
5 - "A Rede Social" - Trent Reznor e Atticus Ross

CANÇÃO ORIGINAL
1 - "If I Rise" (filme: "127 Horas") - A.R. Rahman, Rollo Armstrong e Dido
2 - "Coming Home" (filme: "Onde o Amor Está" /Country Strong) - Bob DiPiero, Tom Douglas, Hillary Lindsey e Troy Verges
3 - "I See the Light" (filme: "Enrolados") - Alan Menken e Glenn Slater
4 - "We Belong Together" (filme: "Toy Story 3") - Randy Newman

MIXAGEM DE SOM
1 - "A Origem" - Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick
2 - "O Discurso do Rei" - Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley
3 - "Salt" - Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan e William Sarokin
4 - "A Rede Social" - Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick e Mark Weingarten
5 - "Bravura Indômita" - Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter F. Kurland

EDIÇÃO DE SOM
1 - "A Origem" - Richard King
2 - "Toy Story 3" - Tom Myers e Michael Silvers
3 - "Tron - O Legado" - Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague
4 - "Bravura Indômita" - Skip Lievsay e Craig Berkey
5 - "Incontrolável" - Mark P. Stoeckinger

EFEITOS VISUAIS
1 - "Alice no País das Maravilhas" - Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas e Sean Phillips
2 - "Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1" - Tim Burke, John Richardson, Christian Manz e Nicolas Aithadi
3 - "Além da Vida" - Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski e Joe Farrell
4 - "A Origem" - Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley e Peter Bebb
5 - "Homem de Ferro 2" - Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright e Daniel Sudick

DOCUMENTÁRIO
1 - "Exit through the Gift Shop" - Banksy
2 - "GasLand" - Josh Fox
3 - "Trabalho Interno" (Inside Job) - Charles Ferguson e Audrey Marrs
4 - "Restrepo" - Tim Hetherington e Sebastian Junger
5 - "Lixo Extraordinário" - Lucy Walker.

24 de janeiro de 2011

Franboesa de Ouro 2011: os candidatos a piores do ano

Saiu hoje a lista dos infelizes indicados ao prêmio Framboesa de Ouro. O filme "Eclipse", o terceiro da série Crepúsculo, recebeu nove indicações, mesma quantia de "O Último Mestre do Ar".
Sylvester Stallone, o campeão dos prêmios de pior ator, foi outra vez indicado, pelo filme "Os Mercenários".
Os ganhadores serão anunciados em 26 de fevereiro, na véspera da cerimônia do Oscar, como já é tradição.
A seguir a lista dos indicados:

PIOR FILME
1 - "Caçador de Recompensas"
2 - "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
3 - "O Último Mestre do Ar"
4 - "Sex and the City 2"
5 - "Os Vampiros Que Se Mordam"

PIOR DIRETOR
1 - Sylvester Stallone, por "Os Mercenários"
2 - Jason Friedberg e Aaron Seltzer, por "Os Vampiros Que Se Mordam"
3 - Michael Patrick King, por "Sex and the City 2"
4 - M. Night Shyamalan, por "O Último Mestre do Ar"
5 - David Slade, por "A Saga Crepúsculo: Eclipse"

PIOR ATOR
1 - Robert Pattinson, em "A Saga Crepúsculo: Eclipse" e "Lembranças"
2 - Taylor Lautner, em "A Saga Crepúsculo: Eclipse" e "Idas e Vindas do Amor"
3 - Jack Black, em "As Viagens de Gulliver"
4 - Gerard Butler, em "Caçador de Recompensas"
5 - Ashton Kutcher, em "Par Perfeito" e "Idas e Vindas do Amor"

PIOR ATRIZ
1 - Kristen Stewart, em "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
2 - Jennifer Aniston, em "Caçador de Recompensas" e "Coincidências do Amor"
3 - Miley Cyrus, em "A Última Música"
4 - Megan Fox, em "Jonah Hex" e "Caçador de Recompensas"
5 - Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon, em "Sex and the City 2"

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
1 - Jessica Alba, em "The Killer Inside Me", "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família", "Machete" e "Idas e Vindas do Amor"
2 - Cher, em "Burlesque"
3 - Liza Minnelli, em "Sex and the City 2"
4 - Nicola Peltz, em "O Último Mestre do Ar"
5 - Barbra Streisand, em "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família"

PIOR ATOR COADJUVANTE
1 - Billy Ray Cyrus, em "Missão Quase Impossível"
2 - George Lopez, em "Marmaduke", "Missão Quase Impossível" e "Idas e Vindas do Amor"
3 - Dev Patel, em "O Último Mestre do Ar"
4 - Jackson Rathbone, em "O Último Mestre do Ar" e "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
5 - Rob Schneider, em "Gente Grande"

PIOR USO DE 3-D
1 - "Como Cães e Gatos 2"
2 - "Fúria de Titãs"
3 - "O Último Mestre do Ar"
4 - "O Quebra-Nozes 3-D"
5 - "Jogos Mortais: O Final"

PIOR CASAL EM CENA/ PIOR ELENCO
1 - Jennifer Aniston e Gerard Butler, em "Caçador de Recompensas"
2 - Josh Brolin e Megan Fox, em "Jonah Hex" e "Caçador de Recompensas"
3 - Todo o elenco de "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
4 - Todo o elenco de "Sex and the City 2"
5 - Todo o elenco de "O Último Mestre do Ar"

PIOR ROTEIRO
1 - "O Último Mestre do Ar"
2 - "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família"
3 - "Sex and the City 2"
4 - "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
5 - "Os Vampiros Que Se Mordam"

PIOR SEQUÊNCIA OU REMAKE
1 - "Fúria de Titãs"
2 - "O Último Mestre do Ar"
3 - "Sex and the City 2"
4 - "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
5 - "Os Vampiros Que Se Mordam".

'O Discurso do Rei' é o melhor filme para o sindicato de produtores de Hollywood

Foi divulgada no dia 22 de janeiro a premiação da Producers Guild, o sindicato dos produtores de Hollywood, e os premiados foram:
1 - Melhor filme: "O Discurso do Rei" (The King's Speech, 2010), de Tom Hooper
2 - Melhor filme de animação: "Toy Story 3" (2010), de Lee Unkrich
3 - Melhor documentário: "Waiting for Superman" (2010), de Davis Guggenheim.
Com esse resultado, "O Discurso do Rei" se cacifou como sério concorrente ao Oscar de melhor filme. O outro favorito é "A Rede Social", que angariou os prêmios Globo de Ouro de melhor filme, diretor roteiro e trilha musical. Tudo indica, portanto, que a disputa pelo Oscar vai ser emocionante.

16 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011: 'A Rede Social' se dá melhor

A 68ª cerimônia de entrega do prêmio Globo de Ouro aconteceu hoje em Los Angeles, no hotel Beverly Hilton. O filme "A Rede Social" foi aquinhoado com quatro dos principais prêmios: filme, direção, roteiro e trilha musical.
A seguir, os vencedores da sétima arte:
1 – Melhor filme (drama): “A Rede Social” (The Social Network, 2010)
2 – Melhor filme (musical ou comédia): “Minhas Mães e Meu Pai” (The Kids Are All Right, 2010)
3 – Melhor ator de drama: Colin Firth, por “O Discurso do Rei” (The King’s Speech, 2010)
4 – Melhor atriz de drama: Natalie Portman, por “Cisne Negro” (Black Swan, 2010)
5 – Melhor ator de musical ou comédia: Paul Giamatti, por “Minha Versão para o Amor” (Barney's Version, 2010)
6 – Melhor atriz de musicam ou comédia: Annette Bening, por “Minhas Mãe e Meu Pai”
7 – Melhor ator coadjuvante: Christian Bale, por “O Vencedor” (The Fighter, 2010)
8 – Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo, por “O Vencedor”
9 – Melhor diretor: David Fincher, por “A Rede Social”
10 – Melhor roteiro: Aaron Sorkin, por “A Rede Social”
11 – Melhor canção original: "You Haven't Seen The Last of Me", de Diane Warren, para o filme “Burlesque” (2010)
12 – Melhor trilha musical: Trent Reznor e Atticus Ross, por “A Rede Social”
13 – Melhor filme de animação: “Toy Story 3” (2010), de Lee Unkrich
14 – Melhor filme em Língua Estrangeira: “Em um Mundo Melhor” (Haevnen, Dinamarca/Suécia, 2010), de Susanne Bier
O ator Robert DeNiro recebeu o prêmio Cecil B. DeMille, pela carreira, e foi longamente aplaudido de pé pelos representantes da comunidade cinematográfica de Hollywood.

15 de janeiro de 2011

SUSANNAH YORK (1939-2011), atriz

A atriz britânica Susannah York morreu de câncer no dia 14 de janeiro. Tinha 72 anos.
Susannah começou sua carreira no cinema em 1960 e atuou em filmes da importância de "Freud - Além da Alma" (Freud, 1962), como uma paciente fictícia de Freud, mediante cuja análise ele elabora a teoria do complexo de Édipo; "As Aventuras de Tom Jones" (Tom Jones, 1963), como a sedutora desavergonhada Sophie; "O Homem Que Não Vendeu Sua Alma" (A Man for All Seasons, 1966), como a filha virtuosa e culta de Sir Thomas Morus; "A Noite dos Desesperados" (They Shott Horses, Don't They?, 1969), no qual fez uma cena inesquecível no chuveiro com Gig Young; ela foi também a mãe do Super-Humem em "Superman - O Filme" (Superman, 1978) e nas suas sequências. Ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes pelo filme "Imagens" (Images, 1972), de Robert Altman.
Nasceu Susannah Yolande Fletcher em 9 de janeiro de 1939, em Londres, e foi criada na Escócia. Era divorciada do ator Michael Wells, pai de seus dois filhos, o ator Orlando Wells e a atriz Sasha Wells.

10 de janeiro de 2011

PETER YATES (1929-2010), diretor

O diretor britânico Peter Yates morreu ontem em Londres, aos 81 anos.
Graças ao sucesso do filme "Os 26 do Expresso Postal" (Robbery, 1967), que ele dirigiu, que tinha grande perseguição no final, foi convidado por Steve McQueen para dirigir "Bullitt" (1968), um clássico com uma espetacular perseguição de automóveis.
Foi bem-sucedido dirigindo também os filmes "John e Mary" (John and Mary, 1969) e "O Fiel Camareiro" (The Dresser, 1983).
Peter Yates nasceu em 24 de julho de 1929, em Aldershot, Inglaterra.

4 de janeiro de 2011

Sai o livro do crítico de cinema Inácio Araújo

O crítico de cinema Inácio Araújo lança o livro Cinema de Boca em Boca - Escritos sobre Cinema, uma antologia de seus trabalhos publicados no jornal Folha de S. Paulo. A seleção foi feita pelo jornalista Juliano Tosi, cuja familiaridade com a produção de Araújo o credenciou a selecionar, dentre os mais de 5.000 textos publicados entre 1983 e 2007, os quase 300 que integram o livro.
Quem gosta de cinema sabe que Inácio escreve bem e pensa melhor ainda. Ele é de fato um pensador do cinema, o que o torna quase uma exceção no panorama da crítica cinematográfica no Brasil. Seu livro, que já estou lendo, é indispensável para quem leva o cinema a sério.

3 de janeiro de 2011

ANNE FRANCIS (1930-1980), atriz

A atriz americana Anne Francis morreu no dia 2 de janeiro, de câncer, aos 80 anos.

Ela era uma das beldades de Hollywood nos anos 1950, mas brilhou por pouco tempo.
Iniciou-se no rádio e nos primórdios da televisão ainda criança, e aos 11 anos já estreava na Broadway.
No cinema, começou nos anos 1940, tornando-se uma estrela no meado da década seguinte, fazendo seus melhores filmes em um curto período, os quais são "Conspiração do Silêncio" (Bad Day at Black Rock, 1955), "Sementes de Violência" (Blackboard Jungle, 1955), "Planeta Proibido" (Forbidden Planet, 1956) e "Deus É Meu Juiz" (The Rack, 1956). Depois desses, o único filme memorável em que atuou foi "Funny Girl - A Garota Genial" (Funny Girl, 1968), de William Wyler, mas a 'garota genial' era outra, Barbra Streisand.
Ela ganhou uma estrela na Calçada da Fama por seu trabalho na TV.
Anne Lloyd Francis nasceu em 16 de setembro de 1930, em Ossining, estado de Nova York. Casou-se duas vezes e ambos os casamentos terminaram em divórcio, sendo que o segundo lhe deu uma filha. Em 1970 adotou outra menina, num dos primeiros casos de adoção permitida a uma mulher solteira no estado da Califórnia.

PETE POSTLETHWAITE (1946-2010), ator

O ator britânico Pete Postlehwaite morreu no dia 2 de janeiro, de câncer. Tinha 63 anos.
Com formação teatral shakespeariana, Postlethwaite era um coadjuvante de peso, frequentemente interpretando personagens com algum desvio de conduta. Deixou sua marca em muitos filmes, dentre eles "Hamlet" (1990), de Franco Zeffirelli, "O Último dos Moicanos" (The Last of the Mohicans, 1992), de Michael Mann, "Os Suspeitos" (The Usual Suspects, 1995), de Bryan Singer, "Amistad" (1997), de Steven Spielberg, "O Jardineiro Fiel" (The Constant Gardener, 2005), de Fernando Meirelles, e "A Origem" (Inception, 2010), de Christpopher Nolan.
Steven Sielberg, que o dirigiu em dois filmes, declarou que ele era o melhor ator do mundo.
Nasceu Peter William Postlethwaite em 16 de fevereiro de 1946, em Warrington, Inglaterra. Em 2004 recebeu o título de Oficial da Ordem do Império Britânico, pelos serviços prestados ao teatro. Deixou viúva Jacqueline Morrish, com quem tinha um casal de filhos.

27 de dezembro de 2010

DARY REIS (1926-2010), ator

O ator brasileiro Dary Reis morreu hoje, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.
Sua especialidade era interpretar homens maus. De seus mais de 20 filmes merecem destaque "Rua Sem Sol" (1954), "Eles Não Voltaram" (1960), "Vale do Canaã" (1971), "Leão do Norte" (1974), filmado em Pirenópolis (GO), e "Eu Matei Lúcio Flávio" (1979). Fez o chefe de um grupo de mercenários em "Eu, Você, Ele e os Outros" (Non c'è due senza quattro, 1984), comédia da dupla Terence Hill e Bud Spencer, que o italiano Enzo Barboni filmou no Brasil.

Dary Hugo dos Reis nasceu em 12 de fevereiro de 1926, em São Sepé (RS). Deixou viúva a mulher do segundo casamento, com quem teve um casal de filhos.

19 de dezembro de 2010

BLAKE EDWARDS (1922-2010), diretor e roteirista

O diretor americano Blake Edwards morreu no dia 15 de dezembro, de pneumonia, aos 88 anos.
Antes de virar roteirista e diretor, Edwards começou como ator em 1942, tendo atuado quase sempre sem receber crédito. Nesta condição, apareceu em "Fomos os Sacrificados" (They Were Expendable, 1946), de John Ford, e "Os Melhores Anos de Nossas Vidas" (The Best Years of Our Lives, 1946), de William Wyler.
Como diretor, realizou grandes comédias como "Anáguas a Bordo" (Operation Petticoat, 1959), "Bonequinha de Luxo" (Beakfast at Tiffany's, 1961), "A Corrida do Século" (The Great Race, 1965), "Um Convidado Bem Trapalhão" (The Party, 1968) e "Vítor ou Vitória" (Victor/Victoria, 1982), além dos oito filmes da série A Pantera Cor-de-Rosa, seis dos quais com Peter Sellers.
Demonstrou competência também para dirigir filmes sérios, assim foi em "Escravas do Medo" (Experiment in Terror, 1962), policial com Glenn Ford, e "Vício Maldito" (Days of Wine and Roses, 1962), drama em que Jack Lemmon mostra todo o seu talento no papel de um alcoólatra.
Um parceiro frequente foi Henry Mancini, que compôs as trilhas da maioria de seus filmes.
Edwards ganhou vários prêmios, entre eles dois do sindicato de roteiristas, um Oscar pela carreira, uma estrela na Calçada da Fama e sete prêmios internacionais.
Nasceu William Blake Crump em 26 de julho de 1922, em Tulsa, Oklahoma. Teve dois filhos com a atriz Patricia Walker, sua primeira mulher: a atriz Jennifer Edwards e o roteirista e diretor Geoffrey Edwards. Deixou viúva a atriz Julie Andrews, com quem tinha duas filhas adotivas.

13 de dezembro de 2010

Estudantes de cinema do Paraná mostram seus filmes

Na próxima quinta-feira, dia 16 de dezembro, acontecerá a Mostra CINETVPR, no SESC da Esquina, em Curitiba.
A Mostra CINETVPR pretende fazer um balanço crítico sobre a CINETVPR – Escola Supeior Sul Americana de Cinema e Televisão do Paraná, a sua reformulação e continuidade, com a exibição dos trabalhos realizados pelos estudantes do curso de cinema da FAP/CINETVPR.
Após a sessão, haverá o painel “A Produção Artística e Acadêmica da CINETVPR”, com a presença dos realizadores e a mediação de Rodrigo Bouillet (Cine+Cultura / MINC) e Pedro Plaza (ex-professor da CINETVPR e professor da UFPR).
Às 16 horas será realizada a plenária preparativa da Jornada Cineclubista do Paraná 2011, com a presença do Prof. Emmanuel Appel (Filosofia/UFPR) e Rodrigo Bouillet (Cine+Cultura).
A seguir, a lista dos filmes da mostra:
1 - "A Infância de Margot", de Bruno de Oliveira
2 - "Aranceles", de Melo Viana
3 - "Colorado Esporte Clube", de Fábio Allon
4 - "Garoto Barba", de Christopher Faust
5 - "Hollywood", de Laura Montalvão, Marcos Serafim e Thiago Benites
6 - "O Muro", de Diego Florentino
7 - "Oscar 02/07", de João Krefer
8 - "Pastoreio", de Alexandre R. Garcia.
9 - "Reminiscências", de Aly Muritiba
10 - "Wannabe", de Maurício Ramos Marques.

8 de dezembro de 2010

'Tropa de Elite 2' é o novo recorde de público do cinema brasileiro

No dia 7 de dezembro, "Tropa de Elite 2", de José Padilha, tornou-se o filme mais visto da história do cinema brasileiro, batendo o recorde de "Dona Flor e Seus Dois Maridos".
De acordo com o distribuidor Marco Aurélio Marcondes, até ontem à noite, o filme atingiu um total de 10.736.995 espectadores desde a sua estreia, em 8 de outubro. E, como continua em cartaz em mais de 300 salas, esse número ainda pode crescer um bocado.
Finalmente foi superada a marca que pertencia ao filme "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, que foi visto nos cinemas por 10.735.525 espectadores.
É preciso lembrar que em 1976, ano de lançamento de "Dona Flor...", o Brasil tinha um número bem maior de salas de cinema, e veículos como o videocassete e o DVD ainda nem existiam, muito menos o comércio de filmes pirateados.

5 de dezembro de 2010

'O Escritor Fantasma' eleito o melhor filme do cinema europeu

A premiação da Academia Europeia de Cinema, em sua 23ª edição, aconteceu no dia 4 de novembro, em Tallin, capital da Estônia. O filme "O Escritor Fantasma" recebeu seis prêmios.
A seguir, a lista dos principais premiados:
1 - Melhor filme: "O Escritor Fantasma" (The Ghost Writer, França/ Alemanha/Reino Unido, 2010)
2 - Melhor diretor: Roman Polanski, por "O Escritor Fantasma"
3 - Melhor atriz: Sylvie Testud, por "Lourdes" (Áustria/França/Alemanha, 2009)
4 - Melhor ator: Ewan McGregor, por "O Escritor Fantasma"
5 - Melhor roteiro: Robert Harris e Roman Polanski, por "O Escritor Fantasma"
6 - Melhor fotografia: Giora Bejach, por "Líbano" (Lebanon, Israel/ França/Líbano/Alemanha, 2009)
7 - Melhor montagem: Luc Barnier e Marion Monnier, por "Carlos" (Minissérie para a TV, França/Alemanha, 2010)
8 - Melhor denigner: Albrecht Konrad, por "O Escritor Fantasma"
9 - Melhor trilha musical: Alexandre Desplat, por "O Escritor Fantasma"
10 - Prêmio Fipresci (revelação): "Líbano", de Samuel Maoz
11 - Melhor documentário: "Nostalgia de la Luz" (França/Alemanha/ Chile, 2010), de Patricio Guzmán
12 - Melhor filme de animação: "O Ilusionista" (L'Illusionniste, Reino Unido/França, 2010), de Sylvain Chomet
13 - Prêmio Eurimages: Zeynep Özbatur Atakan, produtor
14 - Prêmio pela carreira: Bruno Ganz, actor
15 - Prêmio pela carreira internacional: Gabriel Yared, compositor.

30 de novembro de 2010

Festival de Brasília prefere 'O Céu sobre os Ombros'

O Festival de Cinema de Brasília, encerrado hoje, consagrou o filme "O Céu sobre os Ombros", de Sérgio Borges. A seguir, os premiados na categoria longa-metragem:
1 - Melhor filme (escolha do júri): "O Céu sobre os Ombros", de Sérgio Borges
2 - Melhor filme (escolha do público): "Amor?", de João Jardim
3 - Prêmio Especial do Júri: elenco de "O Céu sobre os Ombros"
4 - Melhor direção: Sérgio Borges, por "O Céu sobre os Ombros"
5 - Melhor ator: Fernando Bezerra, por "Transeunte"
6 - Melhor atriz: Melissa Dullius, por "Os Residentes"
7 - Melhor ator coadjuvante: Rikle Miranda, por "A Alegria"
8 - Melhor atriz coadjuvante: Simone Sales de Alcântara, por "Os Residentes"
9 - Melhor roteiro: Manuela Dias e Sérgio Borges por "O Céu sobre os Ombros"
10 - Melhor fotografia: Aluizio Raulino, por "Os Residentes"
11 - Melhor direção de arte: Felipe Bragança, por "A Alegria"
12 - Melhor trilha musical: André Wakko, Juan Rojo, David Lanskylansky e Vanessa Michellis, por "Os Residentes"
13 - Melhor som: "Transeunte"
14 - Melhor montagem: Ricardo Pretti, por "O Céu sobre os Ombros".

29 de novembro de 2010

MARIO MONICELLI (1915-2010), diretor e roteirista

O cineasta Mario Monicelli, um dos mestres da comédia italiana, morreu hoje em Roma, aos 95 anos.
Ele se jogou do quinto andar do hospital onde estava internado para tratamento de um câncer de próstata terminal. É um fim triste, mas que não espanta, partindo do diretor de "Parente É Serpente" (Parenti serpenti, 1992). Neste filme, familiares se reúnem na casa da mãe, viúva, para celebrar o Natal e, ao saberem que a velha pretende vender a casa para ficar com os filhos e netos, resolvem eliminá-la.
Monicelli, que começou a carreira no meado dos anos 1930, mais como roteirista, desenvolveu sua veia humorística em parceria com Steno, a partir do fim dos anos 40. Em 1954, iniciou a carreira solo, alcançando o sucesso com "A Grande Guerra" (La grande guerra, 1959), que conquistou o Leão de San Marco (o nome de então do Leão de Ouro) no Festival de Veneza.
Entre seus filmes mais conhecidos citam-se "Os Eternos Desconhecidos" (I soliti ignoti, 1958) e "Os Companheiros" (I compagni, 1963), além de "O Incrível Exército de Brancaleone" (L'armata Brancaleone, 1966), o mais lembrado, no qual Vittorio Gassman faz um cavaleiro andante enlouquecido que lidera um bando de refugos humanos da Idade Média.
Monicelli era um mestre do humor negro, mas também podia ser terno ou melancólico, ou as duas coisas ao mesmo tempo, como na série de comédias "Meus Caros Amigos" (Amici miei, 1975), "Quinteto Irreverente" (Amici miei atto II, 1982) e "Caros F... Amigos" (Cari fottutissimi amici, 1994).
No filme "Sob o Sol de Toscana" (Under the Tuscan Sun, 2003), Monicelli interpreta pequeno papel: ele é o velhinho que sempre coloca flores para Nossa Senhora.
Mario Monicelli nasceu em 15 de maio de 1915, em Viareggio, no litoral da Toscana. Tinha três filhas de dois casamentos que terminaram em divórcio.

IRVIN KERSHNER (1923-2010), diretor

O cineasta americano Irvin Kershner, diretor do segundo filme da série Guerra nas Estelas, "O Império Contra-Ataca" (Star Wars V - The Empire Strikes Back, 1980), morreu dia 27 de novembro, em Los Angeles. Tinha 87 anos.
Além de se revelar melhor diretor que George Lucas, Kershner contou com mais recursos do que Lucas dispunha quando da realização do primeiro filme da série Guerra nas Estrelas. Graças a isso, aperfeiçoou-se, em "O Império Contra-Ataca", o visual estilo cowboy intergalático do figurino meio brega do primeiro filme.
Kershner dirigiu ainda "007 - Nunca Mais Outra Vez" (Never Say Never Again, 1983), o último filme da série James Bond estrelado por Sean Connery.
Ele também trabalhou como ator em alguns filmes, sendo o intérprete de Zebedeu em "A Última Tentação de Cristo" (The Last Temptation of Christ, 1988).
Irvin Kershner nasceu em 29 de abril de 1923, em Filadélfia, Pensilvânia.

LESLIE NIELSEN (1926-2010), ator

O ator Leslie Nielsen morreu no último domingo, 28, de pneumonia, aos 84 anos.
Nielsen começou a carreira como galã, fazendo o interesse romântico de Anne Francis em "O Planeta Proibido" (Forbidden Planet, 1956) e de Debbie Reynolds em "A Flor do Pântano" (Tammy and the Bachelor, 1957). Merece ser lembrado também como o comandante do navio em "O Destino de Poseidon" (The Poseidon Adventure, 1972).
Na década de 1960, revelou seu talento cômico em "Um Astronauta Fora de Órbita" (The Reluctant Astronaut, 1967). Mais tarde se tornaria muito popular em “Apertem os Cintos... O Piloto Sumiu” (Airplane!, 1980), e na pele do tenente trapalhão de "Corra Que a Polícia Vem Aí!" (The Naked Gun: From the Files of Police Squad! , 1988), que teve duas sequências, "Corra Que a Polícia Vem Aí 2 1/2" (The Naked Gun 2 1/2: The Smell of Fear, 1991) e "Corra Que a Polícia Vem Aí 33 1/3 - O Insulto Final" (The Naked Gun 33 1/3: The Final Insult, 1994).
Leslie William Nielsen nasceu em 11 de fevereiro de 1926, em Regina, Canadá. Era pai das atrizes Maura Nielsen Kaplan e Thea Nielsen Disney. Deixou viúva a atriz Barbaree Earl Nielsen, a esposa de seu quarto casamento.

23 de novembro de 2010

MAURO ALICE (1925-2010), montador

O montador Mauro Alice morreu nesta terça-feira, 23, em São Paulo, aos 85 anos.
Mauro Alice começou na Vera Cruz paulista, atuando como assistente ou sob a supervisão do grande Oswald Hafenrichter, chefe de montagem do estúdio. Assim, participou da montagem de "Sai da Frente" (1952), estreia de Mazzaropi no cinema, "Apassionata" (1952), "Uma Pulga na Balança" (1953), "Candinho" (1954) e "Floradas na Serra" (1954).
Em seguida, trabalhou na montagem das chanchadas cariocas "Rio Frantasia" (1957), de Watson Macedo, e "Rico Ri à Toa" (1957), estreia de Roberto Farias na direção.
De volta à Vera Cruz, ou melhor, ao que restou dela, Mauro alternou filmes de Mazzaropi com os de alguns dos principais cineastas paulistas da época, entre eles Walter Hugo Khouri, para quem montou "Na Garganta do Diabo" (1960), "Noite Vazia" (1964), "Corpo Ardente" (1966), "O Palácio dos Anjos" (1970) e "O Anjo da Noite" (1974). Outro cineasta com quem veio a colaborar depois foi Hector Babenco, em "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), prêmio de melhor montagem no Festival de Gramado, "Coração Iluminado" (1996) e "Carandiru" (2003).
Mauro Alice Nasceu em 1925 em Curitiba.

21 de novembro de 2010

Festival de Mar del Plata premia filme de veterano cineasta polonês

A 25ª edição do Festival de Mar del Plata, encerrada em 20 de novembro, deu o prêmio de melhor filme a "Essential Killing", e o de melhor ator a Vincent Gallo, que interpreta o protagonista do mesmo filme.
Veja a lista dos principais vencedores:
1 - Melhor filme: "Essential Killing" (Polônia/Noruega/Irlanda/ Hungria, 2010), de Jerzy Skolimowski
2 - Prêmio especial do júri: "Chantrapas" (Geórgia/França, 2010), de Otar Iosseliani
3 - Melhor diretor: Aleksei Fedorchenko, por "Almas Silenciosas" (Ovsyanki, Rússia, 2010)
4 - Melhor ator: Vincent Gallo, por "Essential Killing"
5 - Melhor atriz: Maria Popistasu e Mirela Oprisor, por "Tuesday, After Christmas" (Marti, dupa craciun, Romênia, 2010), de Radu Muntean
6 - Melhor roteiro: Denis Osokin, por "Almas Silenciosas"
7 - Melhor filme latino-americano: "Outubro" (Octubre, Peru, 2010), de Daniel e Diego Vega Vidal, e "Amor em Trânsito" (Amor en tránsito, Argentina, 2009), de Lucas Blanco
8 - Prêmio Fipresci (da crítica internacional): "El camino del vino" (Argentina, 2010), de Nicolás Carreras.

14 de novembro de 2010

Homenagens do Governors Award 2010

No último sábado, 13 de novembro, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood homenageou o cineasta Francis Ford Coppola, o ator Eli Wallach, o diretor Jean-Luc Godard e o historiador Kevin Brownlow.

Robert De Niro fez o discurso de saudação a Eli Wallach, que recebeu sua estatueta das mãos de Clint Eastwood, seu parceiro de elenco no bangue-bangue italiano "Três Homens em Conflito". E Tony Bennett cantou para homenagear o veterano ator.

O ator francês Vincent Cassel saudou seu compatriota Jean-Luc Godard, que brilhou pela ausência.

O prêmio Irving G. Thalberg, a mais importante distinção concedida pela Academia, foi entregue a Francis Ford Coppola por Robert De Niro. Na sua saudação, George Lucas disse: "Ele era o nosso líder. Foi a nossa inspiração". Coppola foi aplaudido de pé.

Entre os que compareceram à cerimônia estavam Robert Duvall, James Caan, Kevin Spacey, Hilary Swank, Darren Aronofsky, Hans Zimmer e Talia Shire e Sofia Coppola, respectivamente irmã e filha de Francis Ford Coppola.

Os prêmios honorários, que antes eram entregues conjuntamente com os Oscars em disputa, foram antecipados para reduzir o tempo da cerimônia prevista para feveiro de 2011.

13 de novembro de 2010

A Suprema Felicidade

Após 20 anos sem filmar, Arnaldo Jabor ressurge com um novo filme. O título, além de bonito, promete muito, "A Suprema Felicidade". Desta vez o assunto abordado saiu da memória do cineasta.

O enredo se compõe de episódios da vida de Paulo, alterego do diretor, dos seus oito anos de idade até os 19. A sequência não segue sempre a ordem cronológica: às vezes, de um episódio salta-se para um anterior. Mas isso é feito com muito cuidado, sem prejuízo para o entedimento do espectador mediano.

É digno de louvor o esforço de fazer humor politicamente incorreto. Em parte, porém, especificamente à volta do pipoqueiro vivido por João Miguel, ouvem-se trocadilhos do repertório do antigo jornal humorístico "O Pasquim".

Há momentos de bom cinema, principalmente quando Marco Nanini está em cena. Ele faz o avô de Paulo, com a desenvoltura e inspiração que o caracterizam. Nanini carrega um pouco o filme nas costas, compensando o vazio não preenchido pelos garotos que fazem o Paulo criança ou adolescente.

Para a alegria dos cinéfilos há a stripper encarnada pela belíssima Tammy di Calafiori, que evoca Marilyn Monroe.

A impressão que me ficou, tendo visto o filme apenas uma vez, é que ele tem altos e baixos. Alguns episódios menos interessantes quebram a regularidade. Mas o bom é que filme melhora à medida que avança para o desfecho.

Coincidentemente, o ator que interpreta Paulo por último, quando ele tem 19 anos -- Jayme Matarazzo, estreante no cinema --, é o melhor dos três que dão vida ao protagonista do filme.

A promessa do título, infelizmente, não se cumpre. O próprio filme se encarrega de negá-lo, quando Nanini diz que a felicidade é impossível; com sorte, podemos ter momentos felizes.

Pois assim é também o filme. Comemoremos, então, os seus momentos felizes.

11 de novembro de 2010

DINO DE LAURENTIIS (1919-2010), produtor

O produtor italiano Dino De Laurentiis, que participou da produção de mais de 150 filmes, morreu hoje em Los Angeles, aos 91 anos.
Nascido Agostino De Laurentiis em 8 de agosto de 1919, em Torre Annunziata, Itália, com 17 anos partiu para Roma para estudar no Centro Sperimentale di Cinematografia, trabalhando em funções modestas no cinema para pagar seus estudos.
Nos anos 1950, fundou com Carlo Ponti a produtora Ponti-De Laurentiis, que produziu vários sucessos. Mais tarde construiu seu próprio estúdio, a Dinocittà, no qual se realizaram "A Bíblia" (The Bible: In the Beggining..., 1966), "O Estrangeiro" (Lo straniero, 1967), "Barbarella" (1968) e "Waterloo" (1970).
Devido à crise que se abateu sobre o cinema italiano nos anos 1970, ele vendeu a Dinocittà ao governo italiano e transferiu-se para os Estados Unidos, onde também sofreu revezes mas conseguiu participar de sucessos como "Na Época do Ragtime" (Ragtime, 1981) e "Veludo Azul" (Blue Velvet, 1986).
Sua extensa filmografia inclui ainda "Arroz Amargo" (Riso amaro, 1949), "Europa 51" (Europa '51), "A Estrada da Vida" (La strada, 1954), que lhe deu o primeiro Oscar de melhor filme em língua estrangeira, "Guerra e Paz" (War and Peace, 1956), "Noites de Cabíria" (Le notti di Cabiria, 1957), pelo qual ganhou outro Oscar, "Barrabás" (Barabba, 1961), "Serpico" (1973), "Três Dias do Condor" (Three Days of the Condor, 1975), "King Kong" (1976) e "O Ovo da Serpente" (The Serpent's Egg, 1977).
Seu nome está ligado também ao primeiro filme italiano colorido. Trata-se de "Totó a Cores" (Totò a colori, 1952), de Steno, um dos gênios (o ator Totó é outro) da comédia italiana.
De pequena estura (1,63 m de altura), De Laurentiis teve uma carreira digna de um gigante e recebeu muitos prêmios na Itália, além do Irving G. Thalberg, o maior galardão concedido a um produtor em Hollywood, em 2001, e o Leão de Ouro do Festival de Veneza, pela carreira, em 2003.
Foi casado com a atriz Silvana Mangano (1930-1989), com quem teve quatro filhos, a atriz Veronica de Laurentiis e os produtores Raffaella, Francesca e Federico De Laurentiis (1955-1981). Deixou viúva a produtora Martha De Laurentiis, com quem teve duas filhas, as atrizes Carolyna e Dina De Laurentiis.

6 de novembro de 2010

JILL CLAYBURGH (1944-2010), atriz

A atriz americana Jill Clayburgh, lembrada por seus papéis de mulheres independentes, morreu no dia 5 de outubro, de leucemia, aos 66 anos.
Ela atuou em 30 filmes, entre os quais "Uma Mulher Descasada" (An Unmarried Woman, 1978), que lhe deu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, "Encontros e Desencontros" (Starting Over, 1979), "La Luna" (La luna, 1979) e "Gente Diferente" (Shy People, 1987).
Jill Clayburgh nasceu em 30 de abril de 1944, em Nova York. Viveu com Al Pacino de 1970 a 1975. Deixou viúvo o roteirista David Rabe, com quem teve um casal de filhos. Era mãe da atriz Lily Rabe.

4 de novembro de 2010

Os vencedores da Mostra de Cinema de São Paulo

A 34º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, encerrada hoje, divulgou a relação dos longas-metragens ganhadores:

A) FICÇÃO

1 - Melhor filme: "Quando Partimos" (Die Fremde, Alemanha, 2010), de Feo Aladag
2 - Melhor atriz: Noomi Rapace, por "Beyond" (Svinalängorna, Suécia/Finlândia, 2010)
3 - Prêmio especial do júri: "Beyond", de Pernilla August.

B) DOCUMENTÁRIO

1 - Melhor documentário: "Jardim Sonoro" (Nel giardino dei suoni, Suíça, 2009), de Nicola Bellucci
2 - Prêmio especial do júri: "O Samba Que Mora em Mim" (Brasil, 2010), de Georgia Guerra-Peixe.

C) PRÊMIO DA CRÍTICA

1 - Melhor filme: "Mistérios de Lisboa" (Portugal/França/Brasil, 2010), de Raoul Ruiz
2 - Prêmio especial da crítica: "Carlos" (Minissérie de TV, França/ Alemanha), de Olivier Assayas.

D) PRÊMIO DO PÚBLICO

1 - Melhor filme brasileiro (ficção): "Meninos de Kichute" (2009), de Luca Amberg
2 - Melhor filme internacional: "Balibo" (Austrália, 2009), de Robert Connolly
3 - Melhor documentário brasileiro: "José e Pilar" (2010), de Miguel Gonçalves Mendes
4 - Melhor documentário internacional: "Pense Global, Aja Rural" (Solutiones locales pour un désordre global, França, 2010), de Coline Serreau
5 - Prêmio da juventude: "O Mágico" (L'illusionniste, Reino Unido/ França, 2010), de Sylvain Chomet.

E) PRÊMIO ITAMARATY

1 - Melhor filme documentário: "Lixo Extraordinário" (Brasil/Reino Unido, 2010), de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley
2 - Melhor filme de ficção: "Rosa Morena" (Dinamarca/Brasil, 2010), de Carlos Augusto de Oliveira
3 - Prêmio especial pelo conjunto da obra: Carlos Reichenbach.

28 de outubro de 2010

JAMES MacARTHUR (1937-2010), ator

O ator americano James MacArthur morreu de causas naturais, em 28 de outubro, aos 72 anos.
Sua carreira no cinema, entre 1957 e 1968, ficou restrita a 15 filmes.
No seu segundo filme, "O Tratado dos Moicanos" (The Light in the Forest, 1958), um western passado na época da colonização dos Estados Unidos, ele tem o papel central da trama, vivendo conflito de identidade entre os valores dos índios, que o criaram, e os dos brancos. Tendo sido capturado ainda criança, permaneceu entre os moicanos até se tornar adulto, quando é devolvido à família em consequência de tratado de paz celebrado entre o exército inglês e os índios. No processo de sua readaptação à chamada civilização são ressaltados os valores positivos da cultura indígena e os negativos da gente que se considera civilizada.
Seu último papel no cinema foi no western "A Marca da Forca" (Hang 'Em High, 1968), como um pastor que canta hinos religiosos com a multidão de espectadores do enforcamento coletivo e encomenda as almas dos condenados, os quais receberam a pena máxima de um juiz perverso que comanda a execução a distância. A expressão no rosto do pastor é de quem também se deleita com o acontecimento.
Entre seus filmes citam-se ainda "No Labirinto do Vício" (The Young Stranger, 1957), "A Cidadela dos Robinson" (Swiss Family Robinson, 1960) e "Uma Batalha no Inferno" (Battle of the Bulge, 1965).
James Gordon MacArthur nasceu em 8 de dezembro de 1937, em Los Angeles. Era filho adotivo da atriz Helen Hayes e do dramaturgo Charles MacArthur. Deixou viúva a mulher do terceiro casamento, com quem tinha um filho. Foi casado com as atrizes Joyce Bulifant, com quem teve dois filhos, e Melody Patterson.

27 de outubro de 2010

100 grandes momentos do cinema

Roger Ebert, crítico do jornal Chicago Sun-Times, divulgou uma lista de 100 grandes momentos do cinema que agradou em cheio aos cinéfilos. Embora ele não os tenha numerado, pois não é um ranking, acrescentamos os números para facilitar o trabalho de quem quiser confrontar as informações com o que mostram os filmes.
Considerado um dos mais influentes críticos americanos, Ebert é dotado de admirável capacidade de observação. Suas escolhas vão do mais espetaculoso, a corrida de bigas em “Ben-Hur”, ao detalhe mais sutil, a sombra da garrafa em “Farrapo Humano”. Em muitos casos são minúcias que escapam à percepção de espectadores distraídos.
Como Ebert registrou suas observações puxando pela memória, deu ensejo a diferenças entre o que escreveu e o que de fato ocorre nos filmes relativos aos momentos número 21, 33, 45, 46, 79, 83 e 88. Nós optamos por adequar o conteúdo destes ao que se vê ou se ouve nos filmes.
Em algumas situações, sentimos a necessidade de inserir explicações entre colchetes, para facilitar a compreensão dos leitores; em outras, acrescentamos o título do filme a que o texto se refere. Também completamos os nomes de vários diretores e atores.
Após conhecer as argutas observações de Roger Ebert, tomara o leitor se sinta apto a fazer sua própria lista de grandes momentos do cinema.
1 - Clark Gable em “E o Vento Levou" (Gone with the Wind, 1939): “Francamente, querida, eu não ligo a mínima”.
2 – Buster Keaton de pé, tranquilo, enquanto a parede da casa cai sobre ele; é salvo por estar posicionado exatamente no vão da janela [em “Marinheiro de Encomenda" (Steamboat Bill Jr., 1928) ou “Capitão Bill Jr.”].
3 – Charlie Chaplin sendo reconhecido pela moça cega, em “Luzes da Cidade" (City Lights, 1931).
4 – O computador Hal 9000 fazendo leitura labial, em “2001: Uma Odisseia no Espaço” (2001: A Space Odyssey, 1968).
5 – A Marselhesa cantada em “Casablanca” (1942).
6 – Branca de Neve beijando Dunga na cabeça [em “Branca de Neve e os Sete Anões” (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937)].
7 – John Wayne pondo a rédea na boca em “Bravura Indômita” (True Grit, 1969) e galopando no prado com uma arma em cada mão.
8 - James Stewart em “Um Corpo Que Cai” (Vertigo, 1958), aproximando-se de Kim Novak, que vem do outro lado do quarto, e dando-se conta que ela personifica todas as suas obsessões – melhor do que ele sabe.
9 – A experiência das origens do cinema provando que, na corrida, os cavalos ficam às vezes com as quatro patas no ar.
10 – Gene Kelly cantando na chuva.
11 – Samuel L. Jackson e John Travolta discutindo sobre como dizem “Quarteirão” [sanduíche do McDonald’s] na França, em “Pulp Fiction – Tempo de Violência” (Pulp Fiction, 1994).
12 – A lua recebendo no olho o cartucho disparado pelo canhão, em “Viagem à Lua” (Le voyage dans la lune, 1902), de George Méliès.
13 – Pauline em perigo, amarrada aos trilhos da estrada de ferro [em “Minha Vida, Meus Amores” (The Perils of Pauline, 1947)].
14 – O garoto correndo alegremente ao encontro do pai que regressa, em “Sounder – Lágrimas de Esperança” (Sounder, 1972).
15 – Harold Lloyd pendurado no mostrador do relógio em “O Homem Mosca” (Safety Last!, 1923).
16 – Orson Welles sorrindo enigmaticamente no portal, em “O Terceiro Homem” (The Third Man, 1949).
17 – O anjo olhando Berlim do alto com tristeza, em “Asas do Desejo” (Der Himmel über Berlin, 1987), de Wim Wenders.
18 – O filme de Zapruder mostrando o assassinato de Kennedy: um momento congelado no tempo repetidamente.
19 – Um africano saudoso de casa, dizendo tristemente a uma prostituta que o que realmente quer não é sexo, mas cuscuz, em “O Medo Devora a Alma” (Angst essen Seele auf, 1974), de Rainer Werner Fassbinder.
20 – O Coiote suspenso no ar [no desenho animado do Papa-Léguas].
21 – Zero Mostel lançando um copo d’água no histérico Gene Wilder, em “Primavera para Hitler” (The Producers, 1968), de Mel Brooks, e Wilder gritando: “Estou histérico! Estou molhado!”
22 – Um velho sozinho em casa, tendo de lidar com a morte da mulher e a indiferença dos filhos, em “Era Uma Vez em Tóquio” (Tôkyô monogatari, 1953), de Yasujiro Ozu.
23 – “Fumando”. Resposta de Robert Mitchum, mostrando o cigarro, quando Kirk Douglas lhe oferece um cigarro em “Fuga do Passado” (Out of the Past, 1947).
24 – Marcello Mastroianni e Anika Ekberg dentro da fonte em “A Doce Vida” (La dolce vita, 1960).
25 – O momento em “Céu e Inferno” (Tengoku to jigoku, 1963), de Akira Kurosawa, quando o milionário descobre que não é seu filho que foi sequestrado, mas o filho do seu motorista – e os olhares dos dois pais se encontram.
26 – A visão distante de pessoas surgindo no horizonte no final de “A Lista de Schindler” (Schindler's List, 1993).
27 – R2D2 e C3PO em “Guerra nas Estrelas” (Star Wars, 1977).
28 – E.T. e o amigo passando de bicicleta na frente da lua.
29 – Marlon Brando gritando “Stella!” em “Uma Rua Chamada Pecado” (A Streetcar Named Desire, 1951).
30 – Hannibal Lecter sorrindo para Clarice em “O Silêncio dos Inocentes” (The Silence of the Lambs, 1991).
31 – “Um momento! Um momento! Vocês ainda não ouviram nada!” As primeiras palavras ouvidas no primeiro filme falado, “O Cantor de Jazz” (The Jazz Singer, 1927), ditas por Al Jolson.
32 – Jack Nicholson tentando pedir um sanduíche de frango em “Cada um Vive como Quer” (Five Easy Pieces, 1970).
33 – “Ninguém é perfeito”. Última fala de Joe E. Brown em “Quanto Mais Quente Melhor” (Some Like It Hot, 1959), justificando para Jack Lemmon que casará com ele, mesmo ele tendo dito que é homem.
34 – “Rosebud.” [Palavra dita por Charles Foster Kane ao morrer, em “Cidadão Kane” (Citizen Kane, 1941).]
35 – A divertida caçada em “A Regra do Jogo” (La règle de jeu, 1939), de Jean Renoir.
36 – O olhar assombrado de Antoine Doinel, herói autobiográfico de François Truffaut, na imagem congelada no final de “Os Incompreendidos” (Les quatre cents coups, 1959).
37 – Jean-Paul Belmondo com o cigarro enfiado na boca insolentemente em “Acossado” (À bout de souffle, 1960), de Jean-Luc Godard.
38 – A fundição do grande sino de ferro em “Andrei Rublev” (Andrey Rublyov, ), de Andrei Tarkovsky.
39 – “O que vocês fizeram nos olhos dele?” Mia Farrow em “O Bebê de Rosemary” (Rosemary's Baby, 1968).
40 – Moisés separando as águas do Mar Vermelho em “Os Dez Mandamentos” (The Ten Commandments, 1956).
41 – O velho encontrado morto no balanço do parque, sua missão cumprida, no final de “Viver” (Ikiru, 1952), de Akira Kurosawa.
42 – O olhar assombrado da atriz Maria Falconetti em “O Martírio de Joana d’Arc” (La passion de Jeanne d'Arc, 1928), de Carl Dreyer.
43 – As crianças olhando o trem passar em “A Canção da Estrada” (Pather Panchali, 1955), de Satyajit Ray.
44 – O carrinho de bebê solto na escadaria em “O Encouraçado Potemkin” (Bronenosets Potyomkin, 1925), de Sergei Eisenstein.
45. “Tá falando comigo?” Robert De Niro em “Taxi Driver – Motorista de Táxi” (Taxi Driver, 1976).
46 – “Meu pai fez uma oferta que ele não podia recusar.” Al Pacino em “O Poderoso Chefão” (The Godfather, 1972).
47 – O misterioso cadáver nas fotografias em “Depois Daquele Beijo” (Blowup, 1966), de Michelangelo Antonioni.
48 – “Uma palavra, Benjamin: plásticos.” De “A Primeira Noite de um Homem” (The Graduate, 1967).
49 – Um homem morrendo no deserto em “Ouro e Maldição” (Greed, 1924), de Erich von Stroheim.
50 – Eva Marie Saint agarrada à mão de Cary Grant no monte Rushmore, em “Intriga Internacional” (North by Northwest, 1959).
51 – Fred Astaire e Ginger Rogers dançando.
52 – “Não existe cláusula de sanidade mental!” Chico para Groucho em “Uma Noite na Ópera” (A Night at the Opera, 1935).
53 – “Chamam-me Senhor Tibbs!” Sidney Poitier em “No Calor da Noite” (In the Heat of the Night, 1967), de Norman Jewison.
54 – A tristeza dos amantes separados em “Atalante” (L'Atalante, 1934), de Jean Vigo.
55 – A vastidão do deserto e, em seguida, as minúsculas figuras surgindo, em “Lawrence da Arábia” (Lawrence of Arabia, 1962).
56 – Jack Nicholson na garupa da motocicleta, com um capacete de futebol americano, em “Sem Destino” (Easy Rider, 1969).
57 – A coreografia geométrica das garotas de Busby Berkeley.
58 – O pavão abrindo a cauda na neve, em “Amarcord” (1973), de Federico Fellini.
59 – Robert Mitchum em “O Mensageiro do Diabo” (The Night of the Hunter, 1955), com AMOR tatuado nos dedos de uma mão e ÓDIO, nos da outra.
60 – Joan Baez cantando “Joe Hill” em “Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música” (Woodstock, 1970).
61 – A transformação de Robert De Niro de esbelto boxeador a barrigudo dono de boate, em “Touro Indomável” (Raging Bull, 1980).
62 – Bette Davis: “Apertem os cintos. Vai ser uma noite turbulenta!”, em “A Malvada” (All About Eve, 1950).
63 – “Essa aranha é do tamanho de um carro!” Woody Allen em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (Annie Hall, 1977).
64 – A corrida de bigas em “Ben-Hur” (1959).
65 – Barbara Harris cantando “It Don’t Worry Me” para acalmar a multidão em pânico em “Nashville” (1975), de Robert Altman.
66 – A disputa de roleta-russa em “O Franco-Atirador” (The Deer Hunter, 1978).
67 – Cenas de perseguição: “Operação França” (The French Connection, 1971), “Bullitt” (1968), “Os Caçadores da Arca Perdida” (Raiders of the Lost Ark, 1981), “Diva – Paixão Perigosa” (Diva, 1981).
68 – A sombra da garrafa escondida na luminária, em “Farrapo Humano” (The Lost Weekend, 1945).
69 – “Eu poderia ser um lutador [de boxe]”. Marlon Brando em “Sindicato de Ladrões” (On the Waterfront, 1954).
70 – O discurso de George C. Scott sobre o inimigo em “Patton – Rebelde ou Herói?” (Patton, 1970): “Vamos passar por ele como faca quente na manteiga”.
71 - Rocky Balboa correndo escadaria acima e agitando os punhos no alto, com Filadélfia a seus pés [em “Rocky – Um Lutador” (Rocky, 1976)].
72 – Debra Winger se despedindo dos filhos em “Laços de Ternura” (Terms of Endearment, 1983).
73 – A montagem das cenas de beijo em “Cinema Paradiso” (Nuovo Cinema Paradiso, 1988).
74 – Os convidados do jantar que acham que de alguma forma não podem ir embora, em “O Anjo Exterminador” (El ángel exterminador, 1962), de Luis Buñuel.
75 – O cavaleiro jogando xadrez com a morte, em “O Sétimo Selo” (Det sjunde inseglet, 1957), de Ingmar Bergman.
76 – O zelo selvagem dos membros da Ku Klux Klan em “O Nascimento de uma Nação” (The Birth of a Nation, 1915), de D. W. Griffith.
77 – O problema da porta que não para fechada, em “As Férias do Sr. Hulot” (Les vacances de Monsieur Hulot, 1953), de Jacques Tati.
78 – “Eu sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos.” Gloria Swanson em “Crepúsculo dos Deuses” (Sunset Boulevard, 1950).
79 – “Agora eu sei que não estamos no Kansas.” Judy Garland em “O Mágico de Oz” (The Wizard of Oz, 1939).
80 - O plano que começa no alto do saguão e termina em close-up da chave na mão de Ingrid Bergman, em “Interlúdio” (Notorious, 1946), de Alfred Hitchcock.
81 – “Não tem muita carne nela, mas a que tem é de primeira.” Spencer Tracy sobre Katharine Hepburn em “A Mulher Absoluta” (Pat and Mike, 1952).
82 – A excursão dos doentes mentais em “Um Estranho no Ninho” (One Flew Over the Cuckoo's Nest, 1975).
83 – “Sempre pareço bem quando estou à beira da morte.” Greta Garbo a Elizabeth Allan em “A Dama das Camélias” (Camille, 1936).
84 – “Levou mais de uma noite para mudar meu nome para Shanghai Lily.” Marlene Dietrich em “O Expresso de Shangai” (Shanghai Express, 1932).
85 – “Estou andando aqui!” Dustin Hoffman em “Perdidos na Noite” (Midnight Cowboy, 1969).
86 – W. C. Fields atirando punhados de neve cenográfica no próprio rosto, em “O Último Drink” (The Fatal Glass of Beer, 1933).
87 – “Da próxima vez que você não tiver nada pra fazer, e muito tempo disponível, venha me ver.” Mae West em “Minha Dengosa” (My Little Chickadee, 1940).
88 – “Consegui, mamãe. O topo do mundo!” James Cagney em “Fúria Sanguinária” (White Heat, 1949).
89 – Richard Burton explodindo quando Elizabeth Taylor revela o “segredo” deles, em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (Who's Afraid of Virginia Woolf?, 1966)
90 – Henry Fonda de cabelo cortado em “Paixão de Fortes” (My Darling Clementine, 1946).
91 – “Distintivos? Não temos distintivos. Não precisamos de distintivos. Não tenho que te mostrar droga de distintivo nenhum.” Alfonso Bedoya para Humphrey Bogart em “O Tesouro de Sierra Madre” (The Treasure of the Sierra Madre, 1948).
92 – “Aí está o seu cachorro. Ele está morto. Mas tinha de haver algo que o fazia mover-se [quando vivo]. Não tinha?” Do documentário “Portais do Céu” (Gates of Heaven, 1978), de Errol Morris.
93 – "Não toque no terno!” Burt Lancaster em “Atlantic City” (1980).
94 – Gena Rowlands chega à casa de John Cassavetes num táxi cheio de animais adotados, em “Amantes” (Love Streams, 1984).
95 – “Quero viver novamente. Quero viver novamente. Quero viver novamente. Por favor, Deus, deixe-me viver novamente.” James Stewart para o anjo em “A Felicidade Não Se Compra” (It's a Wonderful Life, 1946).
96 – Burt Lancaster e Deborah Kerr abraçados na praia, em “A Um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity, 1953).
97 – Mookie jogando a lata de lixo pela janela da pizzaria de Salvatore, em “Faça a Coisa Certa” (Do the Right Thing, 1989).
98 – “Adoro o cheiro de napalm pela manhã.” Robert Duvall em “Apocalypse Now” (1979).
99 – “A natureza, Sr. Allnut, é algo em que fomos postos neste mundo para superar.” Katharine Hepburn para Humphrey Bogart em “Uma Aventura na África” (The African Queen, 1951).
100 – “Mãe de misericórdia. Este é o fim de Rico?” Edward G. Robinson em “Alma no Lodo” (Little Caesar, 1931).

19 de outubro de 2010

Festival de Brasília: os filmes selecionados

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontecerá entre 23 e 30 de novembro próximo, contará com seis filmes de longa-metragem e 12, de curta-metragem.
Na abertura, será apresentado, em cópia restaurada, o longa-metragem “Lilian M. – Relatório Confidencial” (1975), de Carlos Reichenbach, acompanhado do curta “50 Anos em 5” (2010), de José Eduardo Belmonte.
A seguir, os filmes que estarão na 43ª edição do evento.

A) Longas-metragens em 35mm:
1 - "A Alegria (RJ, 2010)", de Felipe Bragança e Marina Meliande
2 - "Amor?" (RJ, 2010), de João Jardim
3 - "O Mar de Mário" (DF, 2010), de Reginaldo Gontijo e Luiz F. Suffiati
4 - "O Céu sobre os Ombros" (MG, 2010), de Sérgio Borges
5 - "Transeunte" (RJ, 2010), de Eryk Rocha
6 - "Vigias" (PE, 2010), de Marcelo Lordello.

B) Curtas-metragens em 35mm:
1 - "A Mula Teimosa e o Controle Remoto" (SP, 2010), de Hélio Villela Nunes
2 - "Acercadacana" (PE, 2010), de Felipe Peres Calheiros
3 - "Angeli 24 horas" (RJ, 2010), de Beth Formaggini
4 - "Braxília" (DF, 2010), de Danyella Neves e Silva Proença
5 - "Cachoeira" (AM, 2010), de Sergio José de Andrade
6 - "Café Aurora" (PE, 2010), de Pablo Pólo
7 - "Contagem" (MG, 2010), de Gabriel Martins e Maurilio Martins
8 - "Custo Zero" (RJ, 2010), de Leonardo Pirovano
9 - "Fábula das Três Avós" (SP, 2010), de Daniel Turini
10 - "Falta de Ar" (DF, 2010), de Érico Monnerat
11 - "Matinta" (PA, 2010), de Fernando Segtowick
12 - "O Céu no Andar de Baixo" (MG, 2010), Leonardo Cata Preta.

18 de outubro de 2010

Tropas de Elite 2

Até aqui, a equipe que produziu "Tropa de Elite 2" conseguiu driblar a pirataria, levando o filme a atingir um público excepcional. O prejuízo que os piratas deram a "Tropa 1" está sendo compensado pela corrida de agora aos cinemas.

Consegui ver "Tropa 2" na semana seguinte à estreia porque escolhi um horário costumeiramente pouco concorrido (14 horas) e cheguei ao cinema 1 hora antes do início da sessão. Mas nunca vi, nesse horário, cinema nenhum tão completamente cheio como estava aquela sala do Boulevard Shopping. E nem era feriado!

O público me pareceu seduzido mas não encantado. Ninguém se manifestou, exceto pelo riso esparso, ao longo de todo o filme. Quando acontece o sobrevoo de Brasília (na esplanada dos ministérios), que pretende ligar a corrupção localizada no Rio de Janeiro ao plano federal, não se ouviu a mínima manifestação, seja favorável seja contrária. Pareceu-me até que o sentimento geral era de constrangimento. Afinal, depois do ainda recente escândalo de dinheiro na meia e na cueca, fica sempre a dúvida se não haverá outra onda de ataques à Capital Federal e seus habitantes, que, diga-se de passagem, nada têm a ver com isso.

Em vários sentidos, "Tropa 2" vai muito além do que se viu em "Tropa 1". É mais bem-feito inclusive, contando em sua equipe técnica com boa meia-dúzia de profissionais que atuam no cinema americano. Além de mirar a crítica em figuras de nível sócio-político mais elevado, o enredo conta uma história mais complexa, mostrando, entre o bem e o mal, faixas intermediárias, cinzentas, não mais apenas os extremos.

O roteiro também foi melhor concebido. Fica evidente que se buscou inspiração no bom cinema internacional, sendo muito clara a influência dos filmes de Martin Scorsese. E os atores, por sua vez, fazem um trabalho primoroso.

Em boa hora, parece que ficou para trás o tempo em que se procurava transformar as limitações técnicas do cinema brasileiro em qualidade, num claro esforço de vender gato por lebre. Devo dizer, no entanto, que achei excessiva a narração "over" do coronel Nascimento. Embora útil às vezes (faz parte da estética do filme "noir", por exemplo), a narração cai melhor quando usada com certa parcimônia.

Mesmo não tendo penetrado com maior profundidade nas complexas questões que aborda, o filme tem o mérito de trazer à discussão os problemas que envolvem a segurança pública no País, assunto que ainda não recebeu dos governantes o enfrentamento empenhado e consequente que a população requer.

Para terminar, quero dizer que gostei mais de "Tropa 2" que de "Tropa 1", embora o primeiro fosse muito mais divertido -- especialmente para quem não embarcou no clima de justiça-com-as-prórpias-mãos.

4 de outubro de 2010

NORMAN WISDOM (1915-2010), ator

O comediante britânico Norman Wisdom morreu hoje de causas naturais, aos 95 anos. Era um dos meus comediantes preferidos na adolescência. Baixinho (1,57 m de altura), ele fazia um tipo atrapalhado, mas, como Buster Keaton, se mantinha sisudo em quaisquer circunstâncias.
Dos filmes dele que vi ainda me lembro dos títulos de "Norman, o Homem do Momento" (Man of the Moment, 1955) e "Norman, um Sujeito de Sorte" (Just My Luck, 1957). E ainda tenho na memória um exemplo de seu humor típicamente inglês: numa cena em que ele ia ser fuzilado lhe oferecem a oportunidade de fumar um último cigarro e ele diz que está largando de fumar. Hilário, não?
Ele estrelou 15 filmes e fez pequenos papéis em outros como "Afundem o Birmarck" (Sink the Bismarck!, 1960) e "Quando o Strip-Tease Começou" (The Night They Raided Minsky's, 1968).
Norman Wisdom nasceu em 4 de fevereiro de 1915, em Londres. Era divorciado e tinha dois filhos.

30 de setembro de 2010

TONY CURTIS (1925-2010), ator

O ator americano Tony Curtis, que trabalhou em mais de 90 filmes, morreu de parada cardíaca, em 29 de setembro, aos 85 anos.
Por ser um homem bonito, demorou a ser levado a sério em Hollywood. Inicialmente visto como mero galã de matinê, era escalado para filmes de aventura, faroestes e comédias. Mas acabou demonstrando ser um ótimo comediante em filmes como "Anáguas a Bordo" (Operation Petticoat, 1959), em que atuou ao lado de seu ídolo Cary Grant, "Médica, Bonita e Solteira" (Sex and the Single Girl, 1964) e "A Corrida do Século" (The Great Race, 1965). Claro, sem esquecer aquela que é considerada por muitos a maior comédia de todos os tempos, "Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959), em que ele faz um músico disfarçado de mulher e fala com voz feminina, mas, a partir do momento em que conquista Marilyn Monroe e assume a identidade masculina, ele parodia o jeito de falar de... Cary Grant!
Vez por outra fazendo o segundo papel masculino em produções do porte de "Trapézio" (Trapeze, 1956), "A Embriaguez do Sucesso" (The Sweet Smell of Success, 1957), "Vikings - Os Conquistadores" (The Vikings, 1958) e "Spartacus" (1960), conseguiu provar sua competência como ator dramático, eliminando qualquer dúvida quanto a isso ao interpretar o estrangulador psicopata de "O Homem Que Odiava as Mulheres" (The Boston Strangler, 1968).
Recebeu uma estrela na Calçada da Fama e cinco prêmios internacionais pela carreira.
Nascido Bernard Schwartz em 3 de junho de 1925, em Nova York, foi casado seis vezes, inclusive com as atrizes Janet Leigh (1927-2004), Christine Kaufmann, Leslie Curtis e Andrea Savio. Era pai das atrizes Jamie Lee Curtis, Kelly Curtis e Allegra Curtis, e do ator Nicholas Curtis.

29 de setembro de 2010

ARTHUR PENN (1922-2010), diretor

O cineasta norte-americano Arthur Penn morreu hoje, 28 de setembro, de uma falha no coração, aos 88 anos.
Era o diretor de "Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas" (Bonnie and Clyde, 1967), um filme revolucionário, por combinar sexo e violência de um jeito novo, naquela época.

28 de setembro de 2010

SALLY MENKE (1953-2010), montadora

A montadora Sally Menke foi encontrada morta hoje, 28 de setembro, depois de sair para caminhar com seu cachorro no dia mais quente já registrado em Los Angeles: 45 graus Celsius.
Segundo a polícia, o corpo de Sally foi encontrado no centro da cidade. Embora não haja suspeita de crime, a causa da morte ainda é desconhecida. Seu carro foi encontrado no estacionamento e seu cachorro estava perto do corpo.
Sally foi uma constante colaboradora de Quentin Tarantino, sendo a montadora de "Cães de Aluguel" (Reservoir Dogs, 1992), "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (Pulp Fiction, 1994), "Jackie Brown" (1997), "Kill Bill: Vol. 1 e 2" (2002/2003) e "Bastardos Inglórios" (Inglourious Basterds, 2009).
Nasceu Sally JoAnne Menke em 17 de dezembro de 1953, em Mineola, Estados Unidos.

27 de setembro de 2010

GLORIA STUART (1910-2010), atriz

A atriz americana Gloria Stuart morreu no dia 26 de setembro, aos 100 anos, de câncer de pulmão.
Ela ficou famosa nos anos 1930, atuando em filmes como "Esquina do Pecado" (Back Street, 1932), "Asas Heroicas" (Air Mail, 1932), "O Homem Invisível" (The Invisible Man, 1933) e "O Prisioneiro da Ilha dos Tubarões" (The Prisoner of Shark Island, 1936). Ficou sem atuar de 1947 a 1974, dedicando-se à carreira de cantora. Quando retomou a carreira de atriz, trabalhou mais para a TV, aparecendo em apenas oito filmes, entre eles "Um Cara Muito Baratinado" (My Favorite Year, 1982), "Crise de Consciência" (Mass Appeal, 1984), "Titanic" (Titanic, 1997) e "Medo e Obsessão" (Land of Plenty, 2004). Nasceu Gloria Frances Stewart em 4 de julho de 1910, em Santa Mônica, Califórnia. Foi casada duas vezes. Era viúva do roteirista Arthur Sheekman (1901-1978), com quem teve uma filha.

25 de setembro de 2010

Vencedores do Festival de San Sebastián

A 58ª edição do Festival de Cinema de San Sebastián, Espanha, encerrou-se neste sábado. O filme britânico "Neds", de Peter Mullan, conquistou a Concha de Ouro de melhor filme. E a Concha de Prata de melhor diretor foi para o chileno Raúl Ruiz.
A seguir, os principais vencedores do certame:
1 - Melhor filme: "Neds" (Reino Unido, 2010), de Peter Mullan
2 - Melhor diretor: Raúl Ruiz, por "Mistérios de Lisboa" (Portugal, 2010)
3 - Melhor atriz: Nora Navas, por "Pa negre" (Espanha, 2010)
4 - Melhor ator: Connor McCarron, por "Neds"
5 - Melhor roteiro: Bent Hammer, por "Home for Christmas" (Noruega/Suécia/Alemanha, 2010)
6 - Melhor fotografia: Jimmy Gimferrer, por "Aita" (Espanha, 2010)
7 - Prêmio especial do júri: "Elisa K" (Espanha, 2010)
8 - Prêmio honorário: Julia Roberts.

13 de setembro de 2010

KEVIN McCARTHY (1914-2010), ator

O ator de Hollywood Kevin McCarthy morreu de pneumonia em 11 de setembro, aos 96 anos.
Começou a carreira na Broadway no final dos anos 1930, e participou da criação do Actors Studio, escola de interpretação de Nova York.
Após interpretar Biff Loman no teatro, repetiu o papel dois anos depois na versão cinematográfica: "A Morte do Caixeiro Viajante" (Death of a Salesman, 1951).
Dos anos 1940 até 2009, McCarthy atuou em mais de 50 filmes, entre os quais estão várias comédias dirigidas por Joe Dante.
Fez pequenos papéis em algumas produções de prestígio como "Os Desajustados" (The Misfits, 1961), de John Huston, "Os Criminosos Não Merecem Prêmio" (The Prize, 1963), de Mark Robson, "Vassalos da Ambição" (The Best Man, 1964), de Franklin J. Schaffner, e "Oeste Selvagem" (Buffalo Bill and the Indians, or Sitting Bull's History Lesson, 1976), de Robert Altman.
Mas a sua obra-prima é o papel do Dr. Miles J. Bennell, no clássico de ficção científica "Vampiros de Almas" (Ivasion of the Body Snatchers, 1956), de Don Siegel, com o qual estará para sempre identificado. Tanto que foi convidado a fazer uma participação na refilmagem dirigida por Philip Kaufman, "Os Invasores de Corpos" (Invasion of the Body Snatchers, 1978), o que é tradição em Hollywood; ele aparece na rua, alertando aos gritos para o perigo dos alienígenas, e é meio que atropelado pelo carro dirigido por Donald Sutherland.
Nasceu em 15 de fevereiro de 1914, em Seattle, Washington. Foi casado com a atriz Augusta Dabney (1918–2008) e deixou viúva a mulher do segundo casamento. Teve três filhos com a primeira mulher e dois, com a segunda.