30 de setembro de 2018

ANGELA MARIA (1929-2018), Atriz

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A cantora e atriz brasileira Angela Maria morreu no dia 29 de setembro, em São Paulo, de uma infecção, após 34 dias internada. Tinha 89 anos.

Uma das maiores cantoras populares brasileiras, Angela Maria teve seu grande momento no cinema nos anos 1950, aparecendo em 17 filmes, em sua maioria chanchadas como "Com o Diabo no Corpo" (1952), que marcou a sua estreia no cinema, "O Rei do Movimento" (1954), "Carnaval em Marte" (1955), "Tira a Mão Daí!" (1956), "Rio Fantasia" (1956), "Metido a Bacana" (1957) e "Quem Roubou Meu Samba?" (1959).

Da década de 1960 em diante, ela atuou em apena sete filmes, entre os quais estão "Caminho da Esperança" (Rumbo a Brasilia, México/Brasil, 1961), "Portugal, Minha Saudade" (1974), "A Extorsão" (1975), "Fronteira" (2008) e "Nosso Lar" (2010).

Angela Maria era o nome artístico de Abelim Maria da Cunha, nascida em 13 de maio de 1929, em Macaé, Rio de Janeiro. Há fontes que informam 1928 como seu ano de nascimento, e Conceição de Macabu (RJ) como sua cidade natal. Deixou viúvo o empresário Daniel D'Angelo, com quem tinha quatro filhos adotivos.

(Foto: Google Imagens.)

29 de setembro de 2018

LEONARDO MACHADO (1976-2018), Ator

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O ator e produtor brasileiro Leonardo Machado morreu no dia 28 de setembro, em Porto Alegre, de câncer no fígado. Tinha 42 anos.

Machado atuou em mais de 20 filmes de longa-metragem entre 2002 e 2018, o que é uma filmografia significativa para os padrões do cinema brasileiro.

Teve uma parceria com o diretor Paulo Nascimento, que resultou em cinco filmes: "Valsa para Bruno Stein" (2007), "Em Teu Nome" (2009), que lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Gramado, "A Casa Verde" (2010), "A Superfície da Sombra" (2017), de cuja produção participou, e "Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos" (2018).

Sua parceria com o diretor Tabajara Ruas rendeu três filmes: "Os Senhores da Guerra (2012), "Os Senhores da Guerra 2 - Passo da Cruz" (2014) e "A Cabeça de Gumercindo Saraiva", ainda em processo de finalização e sem data de lançamento definida.

Da sua filmografia, merece ser lembrado ainda "O Tempo e o Vento" (2013), de Jayme Monjardim.

Como produtor, ele participou também da coprodução Brasil-Argentina "A Oeste do Fim do Mundo" (2013), de Paulo Nascimento.

Leonardo Fabrício Pinto Machado nasceu em 6 de julho de 1976, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

(Foto: Google Imagens.)

ROGER ROBINSON (1940-2018), Ator

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O ator característico americano Roger Robinson morreu no dia 26 de setembro, em Escondido, Califórnia, de problemas cardíacos. Tinha 78 anos.

Premiado ator de teatro, Robinson trabalhou mais na TV que no cinema. Dos 17 filmes em que apareceu, entre 1971 e 2016, apenas oito tiveram lançamento no Brasil: "A Lei de Newman" (Newman's Law, 1974), "Meteoro" (Meteor, 1979), "Esta É Minha Chance" (It's My Turn, 1980), "Rapaz Solitário" (The Lonely Guy, 1984), "Tiras por Acaso" (Who's the Man?, 1993), "De Irmão pra Irmão" (Brother to Brother, 2004), "O Prazer de Sua Companhia" (The Pleasure of Your Company, 2006) e "Sob Custódia" (Custody, 2016).

Roger Robinson nasceu em 2 de maio de 1940, em Seattle, estado de Washington, EUA.

(Foto: Google Imagens.)

26 de setembro de 2018

TITO MADI (1929-2018), Ator

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O cantor, compositor e ator brasileiro Tito Madi morreu no dia 26 de setembro, no Rio de Janeiro, de pneumonia. Tinha 89 anos.

Cantor estiloso de samba-canção e compositor que usava harmonização moderna, Tito Madi foi um dos precursores da bossa nova e fez sucesso no rádio e na TV, nos anos 1950 e 60. Enquanto desfrutava do seu melhor momento na carreira, apareceu em três chanchadas: "É a Maior" (1958), de Carlos Manga, "Matemática Zero, Amor Dez" (1960), de Carlos Hugo Christensen, e "Briga, Mulher e Samba" (1960), de Sanin Cherques.

Nasceu Chauki Maddi em 12 de julho de 1929, em Pirajuí, São Paulo, filho de imigrantes árabes. Vivia desde 1954 no Rio de Janeiro.

(Foto: Google Imagens.)

21 de setembro de 2018

JACK N. YOUNG (1026-2018), Dublê

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O dublê americano Jack N. Young morreu no dia 12 de setembro, em Tucson, Arizona, aos 91 anos.

Young lutou na Segunda Guerra Mundial como homem-rã da Marinha dos EUA. Finda a guerra, ele foi tentar a sorte em Hollywood, começando como dublê no final dos anos 1940. Exerceu esta função em mais de 50 produções, em grande parte faroestes, inclusive de alguns dos melhores diretores do gênero:

1 - John Ford: "Legião Invencível" (She Wore a Yellow Ribbon, 1950), "Rio Bravo" (Rio Grande, 1950), "Rastros de Ódio" (The Searchers, 1956), "Marcha de Heróis" (The Horse Soldiers, 1959) e "Terra Bruta" (Two Rode Together, 1961);

2 - Anthony Mann: "Winchester '73" (Idem, 1950), "O Preço de um Homem" (The Naked Spur, 1953), "Região do Ódio" (The Far Country, 1954), "Um Certo Capitão Lockhart" (The Man from Laramie, 1955), "O Homem dos Olhos Frios" (The Tin Star, 1957) e "O Homem do Oeste" (Man of the West, 1958);

3 - Delmer Daves: "A Última Carroça" (The Last Wagon, 1956) e "Galante e Sanguinário" (3:10 to Yuma, 1957); e

4 - Howard Hawks: "Onde Começa o Inferno" (Rio Bravo, 1959), "El Dorado" (Idem, 1967) e "Rio Lobo" (Idem, 1970), no qual fez seu último trabalho como dublê.

O trabalho de dublê é de alto risco, e Young se feriu nas filmagens de "O Álamo" (The Alamo, 1960), de John Wayne. Por isso, ele procurou outras formas de ganhar a vida no cinema, de preferência com os faroestes, sem se arriscar tanto. Por volta de 1963, foi trabalhar no estúdio Old Tucson, conduzindo shows temáticos do Velho Oeste. Old Tucson, que serviu de cenário para uma quantidade incalculável de faroestes, inclusive os de Howard Hawks acima citados, fica em Tucson, Arizona.

A partir de 1965, ele passou a trabalhar também como administrador de locações de filmagem, participando de mais de 30 filmes, na maioria faroestes, até 2006. E, de 1976 em diante, como escalador de atores figurantes, participando de oito filmes, quase todos também faroestes, função que exerceu até 1994.

Jack Norwood Young nasceu em 25 de setembro de 1926, em Fincastle, Virgínia, EUA.

(Foto: Google Imagens.)

19 de setembro de 2018

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2018: Venceu 'Bingo, o Rei das Manhãs'

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A 17ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, da Academia Brasileira de Cinema, aconteceu ontem e o filme "Bingo, o Rei das Manhãs" foi o grande vencedor, conquistando oito estatuetas Grande Otelo, inclusive a de melhor filme. O momento mais comovente do evento foi a homenagem à atriz Fernanda Montenegro, aplaudida de pé pela plateia. A cerimônia foi levada ao ar pelo Canal Brasil.
A seguir, a lista dos premiados na categoria longa-metragem:

1 - Melhor Filme: "Bingo, o Rei das Manhãs" (2017), de Daniel Rezende

2 - Melhor Diretor: Laís Bodanzky, por "Como Nossos Pais" (2017)

3 - Melhor Atriz: Maria Ribeiro, por "Como Nossos Pais"

4 - Melhor Ator: Vladimir Brichta, por "Bingo, o Rei das Manhãs"

5 - Melhor Atriz Coadjuvante: Sandra Corveloni, por "A Glória e a Graça" (2017), de Flávio R. Tambellini

6 - Melhor Ator Coadjuvante: Augusto Madeira, por "Bingo, o Rei das Manhãs"

7 - Melhor Roteiro Original: Mikael de Albuquerque e Lusa Silvestre, por "A Glória e a Graça"

8 - Melhor Roteiro Adaptado: Mikael de Albuquerque, por "Real - O Plano por Trás da História" (2017), de Rodrigo Bittencourt

9 - Melhor Fotografia: Gustavo Hadba, por "A Glória e a Graça"

10 - Melhor Montagem (Ficção): Márcio Hashimoto, por "Bingo, o Rei das Manhãs"

11 - Melhor Montagem (Documentário): Natara Ney, por "Divinas Divas" (2017), de Leandra Leal

12 - Melhor Trilha Musical Original: Plínio Profeta, por "O Filme da Minha Vida" (2017), de Selton Mello

13 - Melhor Trilha Musical (Não Original): Mauro Lima, Fael Mondego e Fábio Mondego, por "João, o Maestro" (2017), de Mauro Lima

14 - Melhor Direção de Arte: Cássio Amarante, por "Bingo, o Rei das Manhãs"

15 - Melhor Figurino: Verônica Julian, por "Bingo, o Rei das Manhãs"

16 - Melhor Maquiagem: Anna Van Steen, por "Bingo, o Rei das Manhãs"

17 - Melhor Som: George Saldanha, François Wolf e Armando Torres Jr., por "João, o Maestro"

18 - Melhores Efeitos Visuais: Ricardo Bardal, por "Malasartes e o Duelo com a Morte" (2017), de Paulo Morelli

19 - Melhor Filme Estrangeiro: "Uma Mulher Fantástica" (Una Mujer Fantástica, Chile/Alemanha/Espanha/EUA, 2017), de Sebastián Lelio

20 - Melhor Filme (Público): "Bingo, o Rei das Manhãs"

21 - Melhor Documentário (Público): "Cora Coralina - Todas as Vidas" (2017), de Renato Barbieri

22 - Melhor Filme Estrangeiro (Público): "La La Land - Cantando Estações" (La La Land, EUA, 2016), de Damien Chazelle

23 - Melhor Filme de Comédia: "Divórcio" (2017), de Pedro Amorim

24 - Melhor Documentário: "Divinas Divas"

25 - Melhor Filme de Animação: "Historietas Assombradas - O Filme" (2017), de Victor-Hugo Borges

26 - Melhor Filme Infantil: "Detetives do Prédio Azul" (2017), de André Pellenz

27 - Prêmio pela Carreira: Fernanda Montenegro.