18 de setembro de 2018

PASQUALE BUBA (1946-2018), Montador

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O editor cinematográfico americano Pasquale Buba morreu de câncer no dia 12 de setembro, em Los Angeles. Tinha 72 anos.

Buba teve uma parceria com George A. Romero, diretor especialista em filmes de terror, participando de seis de seus filmes, entre os quais estão "Cavaleiros de Aço" (Knightriders, 1981), "Creepshow - Arrepio do Medo" (Creepshow, 1982), "Dia dos Mortos" (Day of the Dead, 1985), "Instinto Fatal" (Monkey Shines, 1988) e "A Metade Negra" (The Dark Half, 1993).

Ele teve uma parceria também com Al Pacino, fazendo a montagem de quatro filmes dirigidos pelo ator, inclusive o documentário "Ricardo III - Um Ensaio" (Loking for Richard, 1996), pelo qual ganhou o prêmio de melhor montagem de documentário da associação American Cinema Editors (Editores do Cinema Americano).

Pasquale Buba nasceu em 16 de abril de 1946, em Braddock, Pensilvânia, EUA. Deixou viúva a gerente de produção Zilla Clinton.

(Foto: Google Imagens.)

16 de setembro de 2018

KIRIN KIKI (1943-2018), Atriz

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A atriz japonesa Kirin Kiki morreu no dia 15 de setembro, em Tóquio, de câncer no seio. Tinha 75 anos.

Kiki atuou em mais de 80 filmes, entre 1966 e 2018, e recebeu muitos prêmios em seu país. No entanto, apenas sete de seus filmes tiveram lançamento no Brasil, especialmente os quatro primeiros dos cinco que fez com o prestigiado diretor Hirokazu Koreeda: "O que Eu Mais Desejo" (Kiseki, 2011), "Pais e Filhos" (Soshite chichi ni naru, 2013), "Nossa Irmã Mais Nova" (Umimachi Diary, 2015) e "Depois da Tempestade" (Umi yori mo mada fukaku, 2016).

Os outros filmes dela conhecidos no Brasil são "A Força de uma Vida" (Furusato, 1983), "O Retorno" (Ritânâ, 2002) e "Sabor da Vida" (An, 2015).

Nasceu Keiko Uchida em 15 de janeiro de 1943, em Tóquio, Japão. Deixou viúvo o cantor e ator Yûya Uchida, marido do seu segundo casamento, com quem tinha uma filha, a atriz Yayako Ushida, que vive atualmente no Reino Unido. Ela e o marido viviam em endereços diferentes.

(Foto: Google Imagens.)

PETER DONAT (1928-2018), Ator

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O ator americano Peter Donat morreu de diabete no dia 10 de setembro, em Point Reyes Station, Califórnia. Tinha 90 anos.

Nascido no Canadá, Donat mudou-se para os EUA em 1950, para estudar arte dramática na Universidade Yale. Naturalizou-se cidadão americano e fez sua carreira nos EUA, voltando ao seu país para trabalhos pontuais. Pode-se dizer que ele foi um ator de teatro e TV que atuou no cinema esporadicamente.

Sua filmografia conta 26 filmes, dentre os quais se destacam "O Poderoso Chefão II" (The Godfather: Part II, 1974), "O Dirigível Hindenburg" (The Hindenburg, 1975), "F.I.S.T." (Idem, 1978), "Síndrome da China" (The China Syndrome, 1979), "Tucker - Um Homem e Seu Sonho" (Tucker: The Man and His Dream, 1988), "A Guerra dos Roses" (The War of the Roses, 1989), "Código de Honra" (School Ties, 1992), "Vidas em Jogo" (The Game, 1997) e "Até o Fim" (The Deep End, 2001).

Nasceu Pierre Callingwood Donat em 20 de janeiro de 1928, em Kentville, Nova Escócia, Canadá. Deixou viúva a mulher do seu segundo casamento. Tinha três filhos do primeiro casamento. Era sobrinho do ator inglês Robert Donat (1905-1958) e irmão do ator canadense Richard Donat.

(Foto: Google Imagens.)

DUDLEY SUTTON (1933-2018), Ator

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O ator característico inglês Dudley Sutton morreu no dia 15 de setembro, em Londres, aos 85 anos.

Sutton começou sua carreira no cinema, fazendo um pequeno papel, sem receber crédito na tela, no filme "Somente Deus por Testemunha" (A Night to Remember, Reino Unido, 1958), de Roy Ward Baker.

Sua filmografia inclui mais de 50 filmes, mas menos da metade deles foram lançados no Brasil. Destes, são dignos de nota os seguintes: "O Preço de Amar" (The Walking Stick, Reino Unido, 1970), "Uma Dupla em Sinuca" (One More Time, EUA, 1970), "Os Demônios" (The Devils, Reino Unido/EUA, 1971), "A Satânica Madame Sin" (Madame Sin, Reino Unido, 1972), "Casanova de Fellini" (Il Casanova di Federico Fellini, Itália/ EUA, 1976), "A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa" (The Pink Panther Strikes Again, Reino Unido/EUA, 1976), "Eduardo II" (Edward II, Reino Unido/Japão, 1991) e "Orlando, a Mulher Imortal" (Orlando, Reino Unido/Rússia/Itália/França/Holanda, 1992).

Dudley Sutton nasceu em 6 de abril de 1933, em Kingston upon Thames, Surrey, Inglaterra. Era divorciado e tinha uma filha.

(Foto: Google Imagens.)

9 de setembro de 2018

FESTIVAL DE VENEZA 2018: Venceu 'Roma' de Alfonso Cuarón

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O Festival de Veneza, que se encerrou no último sábado (8 de agosto) concedeu o Leão de Ouro de melhor filme a "Roma", do mexicano Alfonso Cuarón. O prêmio de melhor diretor foi para o francês Jacques Audiard.
A seguir, a lista dos principais premiados:

1 - Melhor Filme: "Roma" (Sem título no Brasil, México, 2018), de Alfonso Cuarón

2 - Melhor Diretor: Jacques Audiard, por "The Sisters Brothers" (Sem título no Brasil, França/Espanha/Romênia/EUA, 2018)

3 - Melhor Ator: Willem Dafoe, por "At Eternity's Gate" (Sem título no Brasil, Reino Unido/França/EUA, 2018), de Julian Schnabel

4 - Melhor Atriz: Olivia Colman, por "The Favourite" (Sem título no Brasil, Irlanda/Reino Unido/EUA, 2018), de Yorgos Lanthimos

5 - Melhor Roteiro: Joel Coen e Ethan Coen, por "The Ballad of Buster Scruggs" (Sem título no Brasil, EUA, 2018), de Ethan Coen e Joel Coen

6 - Grande Prêmio do Júri: "The Favourite"

7 - Prêmio Especial do Júri: "The Nightingale" (Sem título no Brasil, Austrália/Canadá/EUA, 2018), de Jennifer Kent

8 - Melhor Ator Estreante: Baykali Ganambarr, por "The Nightgale"

9 - Melhor Documentário sobre o Cinema: "The Great Buster: A Celebration" (Sem título no Brasil, EUA, 2018), de Peter Bogdanovich

10 - Prêmio "Leão do Futuro": "The Day I Lost My Shadow" (Yom Adaatou Zouli, Síria/França/Líbano/Catar, 2018), de Soudade Kaadan

11 - Prêmios pela Carreira: David Cronenberg (diretor) e Vanessa Redgrave (atriz).

MOSTRA HORIZONTES

1 - Melhor Filme: "Monta Ray" (Sem título no Brasil, Tailândia/ França/China, 2018), de Phuttiphong Aroonpheng

2 - Melhor Diretor: Emir Baigazin, por "The River" (Ozen, Kazaquistão/Polônia/Noruega, 2018).

8 de setembro de 2018

LIZ FRASER (1930-2018), Atriz

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A atriz inglesa Liz Fraser morreu no dia 6 de setembro, em Londres, de complicações pós-operatórias. Tinha 88 anos.

Fraser era comediante, especialista em papéis de loiras desmioladas ou de serelepes mascadoras de chiclete da classe trabalhadora. Atuou em mais de 40 filmes, dos quais apenas 15 são conhecidos no Brasil.

Entre seus filmes conhecidos no Brasil estão "A Bela e o Gato" (Touch and Go, Reino Unido, 1955), que marcou sua estreia no cinema, "Papai É um Nudista" (I'm All Right Jack, Reino Unido, 1959), "O Prisioneiro Vagabundo" (Two Way Stretch, Reino Unido, 1960), "O Salário da Corrupção" (Live Now - Pay Later, Reino Unido, 1962), "Não Podes Comprar o Meu Amor" (The Americanization of Emily, EUA, 1964), "Lua-de-Mel ao Meio-Dia" (The Family Way, Reino Unido, 1966) e "Na Encruzilhada" (Up the Junction, Reino Unido, 1968).

Nasceu Elizabeth Joan Winch em 14 de agosto de 1930, em Londres. Teve câncer três vezes e foi bem-sucedida no tratamento em todas elas. Era viúva do marido do seu segundo casamento.

(Foto: Google Imagens.)

7 de setembro de 2018

BURT REYNOLDS (1936-2018), Ator

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O ator e diretor americano Burt Reynolds morreu no dia 6 de setembro, em Júpiter, Flórida, de parada cardíaca. Tinha 82 anos.

Reynolds começou sua carreira na TV, ainda nos anos 1950, e apareceu em quase uma centena de filmes em mais de meio século. Apareceu em alguns filmes nos anos 1960, mas só atingiu o estrelato na década seguinte, dedicando-se ao cinema quase exclusivamente por duas décadas. Nos anos 1970, ele era garantia de sucesso de bilheteria nos EUA. O seu ponto forte, segundo os críticos americanos, seria seu machismo pós-moderno - atitude machista solapada por uma autoconsciência irônica -, percebido tanto em comédias como em filmes de ação.

Na década de 1970, seus melhores filmes são "Amargo Pesadelo" (Deliverance, 1972), "Amor Feito de Ódio" (The Man Who Loved Dancing, 1973), "Golpe Baixo" (The Longest Yard, 1974), "Crime e Paixão" (Hustle, 1975), "No Mundo do Cinema" (Nickelodeon, 1976), "Agarra-me se Puderes" (Smokey ant the Bandit, 1977), "Hooper, o Homem das Mil Façanhas" (Hooper, 1978) e "Encontros e Desencontros" (Starting Over, 1979).

Na década de 1980, sua filmografia não foi tão boa, mas alguns filmes merecem ser lembrados: "A Melhor Casa Suspeita do Texas" (The Best Little Whorehouse in Texas, 1982), "Cidade Ardente" (City Heat, 1984), "Troca de Maridos" (Switching Channels, 1988) e "Como Ser um Bom Ladrão" (Breaking In, 1989).

A partir da década de 1990, seus melhores trabalhos foram como coadjuvante, com destaque para os filmes "O Jogador" (The Player, 1992), "Ruth em Questão" (Citizen Ruth, 1996) e "Boogie Nights - Prazer sem Limites" (Boogie Nights, 1997), que lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante e o prêmio da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema dos EUA, além dos prêmios de seis associações estaduais de críticos americanos.

Enquanto era um chamariz de bilheteria, ele assumiu também a função de diretor, realizando filmes medianos como "Gator, o Implacável" (Gator, 1976), "Se Não Mato, Morro" (The End, 1978), "Caçada em Atlanta" (Sharky's Machine, 1981) e "Um Homem Destemido" (Stick, 1985).

Burton Leon Reynolds Jr. nasceu em 11 de fevereiro de 1936, em Lansing, Michigan, EUA. Jogou futebol americano quando cursava a universidade, mas abandonou a carreira esportiva por causa de uma lesão no joelho. Passou por uma cirurgia cardíaca em 2010. Teve vários relacionamentos duradouros e dois casamentos que terminaram em divórcio. Tinha um filho adotivo do segundo casamento.

(Foto: Google Imagens.)