16 de fevereiro de 2019

'Guerra Fria" Retrata a Opressão Comunista

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O filme "Guerra Fria" (Zimna wojna, 2018), de Pawel Pawlikowski, mostra a tragédia que foi o comunismo soviético na Polônia. E mostra do jeito que eu gosto, sem discurso. Apenas retrata as peripécias de duas pessoas que se amam, um homem e uma mulher. Eles têm as suas vidas destroçadas por causa do comunismo, mas quase tudo está no subtexto. O espectador é que faz a sua leitura e tira as suas conclusões.
Um jovem músico e maestro faz uma pesquisa para descobrir cantoras e canções do mundo rural, a fim de montar um espetáculo. É aí que ele conhece uma jovem cantora e começam um relacionamento. Começam também os problemas, porque seu trabalho está submetido à supervisão de um representante do partido comunista. O espetáculo, puramente musical, é apropriado pelo partido para exaltar o ditador soviético Stálin. A cantora conta ao maestro que o chefete do partido, com quem ela também é obrigada a se relacionar (deduz-se), a assedia para obter informações a respeito dele, querendo saber inclusive se ele acredita em Deus. Isto, na Polônia, um país católico.
O maestro cria um belíssimo espetáculo de canto e dança, que é levado para um festival da juventude comunista na Alemanha, ainda na década de 1950, antes da existência do Muro da Vergonha, construído em 1961 e que dividiu a Alemanha em dois países, um comunista e o outro democrático. O maestro se aproveita de estar na Alemanha ainda sem o muro e foge para Paris. Lá, ele tem contato com a música ocidental, o jazz, e se torna amante de uma poetisa, que escreve letras para sua canções.

A cantora, que ficou na Polônia, se casa com um italiano da Sicília e vai ao encontro do maestro. Ela nega que fugiu da Polônia, diz que saiu legalmente, em consequência de ter se casado com um estrangeiro, mas é evidente que o casamento foi a saída que ela encontrou para escapar do comunismo. Seu marido siciliano nem é visto no filme. Em Paris, ela se diverte com Rock Around the Clock, música do grupo roqueiro Bill Halley e Seus Cometas, que também alegrou a minha geração, quando eu era adolescente.
Usando passaporte não polonês, o maestro vai à Tchecoslováquia para um evento musical e a polícia comunista o prende, leva-o de volta à Polônia e o sentencia a 15 anos de prisão. Sua prisão é uma ilegalidade inominável, cometida por uma ditadura, porque seu passaporte é de um país fora da cortina de ferro. A jovem cantora também retorna à Polônia e, num arranjo para tirá-lo da cadeia antes de cumprir os 15 anos de pena, se casa com o chefete comunista e tem um filho com ele.
O maestro e a cantora são dois seres humanos normais, cheios de defeitos como todos nós, talvez mais ingênuos que nós por terem nascido num país comunista. Eles só querem viver e realizar seus talentos artísticos, mas são cerceados pelo totalitarismo comunista. Ele termina como um apátrida, uma das condições mais degradantes para um ser humano. O final é trágico. Mas nenhuma personagem do filme diz uma só palavra, nada, contra o comunismo. Precisava?
O filme é preto-e-branco. Não poderia ser diferente.

(Foto: Tomasz Kot e Joanna Kulig - Google Imagens/ correiodopovo.com.br)

15 de fevereiro de 2019

'No Portal da Eternidade' Me Causou Desconforto

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Para quem começou a frequentar o cinema há 60 anos, como eu, não é fácil aceitar o cardápio que a indústria do cinema oferece atualmente. Por exemplo, "No Portal da Eternidade" (At Eternity's Gate, 2018), de Julian Schnabel, é sobre o pintor holandês Van Gogh, autor de pinturas maravilhosas, retratos reveladores de um olhar e espírito aguçados, focados na natureza, ainda que não apenas nela. O que esperar de um filme sobre Van Gogh e sua obra? Eu esperava uma fotografia impecável, requintada, que faça justiça ao olhar privilegiado do artista. Não foi o que encontrei, infelizmente.
O público que sustenta o cinema é composto, em sua maioria, pelos jovens. Suponho que os jovens de hoje em dia vêm filmes no smartphone ou no Youtube, e não estão nem aí para imagens requintadas. O meu conceito de fotografia cinematográfica, desenvolvida e aperfeiçoada há mais de 100 anos, é de enquadramentos perfeitos, iluminação sofisticada, movimentos de câmera sóbrios na maior parte do filme.
Pois bem. Pelo que ando vendo no cinema, tudo isso acabou. No caso de "No Portal da Eternidade", achei a fotografia "prejudicada" das mais diversas formas. Raramente o enquadramento mostra algo belo aos meus olhos. A iluminação nem sempre mostra com clareza espaços, pessoas, objetos. Isto, quando não é propositadamente poluída por flair (reflexo do sol na lente) e por mais sabe-se lá que processos de interferência nos enquadramentos.
A câmera trepida quase o tempo todo, a ponto de me causar desconforto visual. Em vez da beleza visual associada à obras do pintor, há uma confusão perturbadora e generalizada, talvez para transmitir ao espectador a confusão mental em que vivia Van Gogh. Pode soar genial aos olhos do público atual? Talvez sim, que sei eu? Mas é o tipo de filme que eu jamais vou querer ver outra vez.

(Foto: Google Imagens/movies.uk.com)

'Nasce uma Estrela' É a Melhor Versão da História

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O novo "Nasce uma Estrela" (A Star Is Born, 2018), de Bradley Cooper, é a quarta e melhor versão da mesma história. Nos dois primeiros filmes, de 1937 e 1954, a história se passava no ambiente do cinema, entre um ator e uma atriz. O terceiro filme, de 1976, fez a transição para o mundo da música, o mesmo retratado no filme de que estou falando.
Em relação ao que mostram os demais filmes indicados ao Oscar, em sua quase totalidade, "Nasce uma Estrela" é um filme surpreendente. Não aborda nenhum dos temas que fazem sucesso atualmente: relacionamento homoafetivo, racismo ou marido canalha que impede o empoderamento da sua mulher. E é capaz de emocionar o espectador, levando-o ora ao riso, ora às lágrimas.
Bradley Cooper faz um músico roqueiro no ápice do sucesso, mas que começa a ter problemas de audição e, talvez por isso, de alcoolismo. Ele conhece uma jovem cantora, Lady Gaga, se encanta com sua estampa e voz, e resolve dar uma força à carreira dela. Após se casarem, ela dispara a fazer sucesso, enquanto a carreira dele entra em declínio. Mas não de modo a complicar muito a vida conjugal deles.
O problema maior entre os dois decorre da canalhice de um sujeitinho que produz os shows dela. O sujeitinho afasta o marido, impedindo-o de continuar participando como conselheiro dela, e introduz ingredientes cafonas nos shows da cantora. Ele não se preocupa com a qualidade do show, só quer aumentar a arrecadação para ganhar mais dinheiro. Por fim, o inescrupuloso sujeitinho provoca um estrago monumental na vida do casal.
Para o meu gosto, "Nasce uma Estrela" é um filme excepcional em todos os quesitos. E ainda conta com o cachorro de Bradley Cooper, que tem um papel dos mais comoventes no filme. Mas, não sendo o tipo de filme que o público de hoje quer ver, não deve ganhar nenhum prêmio no Oscar, exceto o de melhor canção por "Shallow", que vem papando todos os prêmios.

(Foto: Bradley Cooper e Lady Gaga - Google Imagens/leouve.com.br)

14 de fevereiro de 2019

BIBI FERREIRA (1922-2019), Atriz

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A atriz e cantora brasileira Bibi Ferreira morreu no dia 13 de fevereiro, no Rio de Janeiro, aos 96 anos.

Bibi, uma das maiores figuras do nosso teatro, começou sua carreira em tenra idade, por ser filha de um ator e de uma bailarina. Ela era uma artista de múltiplos talentos. Além de tocar piano e violão, atuava, cantava, dirigia e produzia espetáculos teatrais.

Seu trabalho no cinema não foi continuado nem duradouro. Ela apareceu em apenas quatro filmes: "Cidade-Mulher" (1936), de Humberto Mauro, "O Fim do Rio" (The End of the River, Reino Unido, 1947), de Derek N. Twist, "Almas Adversas" (1952), de Leo Marten, e "Leonora dos Sete Mares" (1955), de Carlos Hugo Christensen.

Nasceu Abigail Izquierdo Ferreira em 10 de junho de 1922, em Salvador, Bahia. Seu pai era o lendário ator Procópio Ferreira (1898-1979). Sua mãe era a bailarina espanhola Aida Izquierdo Ferreira (1904-?). Era viúva do escritor e dramaturgo Paulo Pontes (1940-1976), marido do seu sexto casamento. Tinha uma filha do segundo casamento, a atriz Tina Ferreira.

(Foto: Google Imagens/istoe.com.br)

12 de fevereiro de 2019

CARMEN ARGENZIANO (1943-2019), Ator

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O ator americano Carmen Argenziano morreu no dia 10 de fevereiro, em Los Angeles, aos 75 anos.

Argenziano teve uma longa carreira e apareceu em cerca de 70 filmes, entre os quais estão "O Poderoso Chefão II" (The Godfather: Part II, 1974), "Pânico na Multidão" (Two-Minute Warning, 1976), "Mensageiro da Morte" (When a Stranger Calls, 1979), "Impacto Fulminante" (Sudden Impact, 1983), "Um Romance Muito Perigoso" (Into the Night, 1985), "Acusados" (The Acussed, 1988), "Don Juan DeMarco" (Idem, 1994), "A Senha: Swordfish" (Swordfish, 2001), "Identidade" (Identity, 2003) e "Anjos e Demônios" (Angels & Demons, 2009).

Carmen Antimo Argenziano nasceu em 27 de outubro de 1943, em Sharon, Pensilvânia, EUA, de ascendência italiana. Era membro vitalício do Actors Studio, famosa escola de atores de Nova York. Deixou viúva, dois filhos e uma enteada.

(Foto: Google Imagens/99doing.com)

11 de fevereiro de 2019

RON MILLER (1933-2019), Produtor

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O produtor americano Ron Miller morreu no dia 9 de fevereiro, em Napa, Califórnia, aos 85 anos.

Miller se tornou produtor dos estúdios Disney após se casar com Diane Disney, filha de Walt Disney. Apenas para o cinema, ele participou da produção de meia centena de filmes, em sua grande maioria com atores, entre os quais estão "Doce Verão dos Meus Sonhos" (Summer Magic, 1963), "Aquele Gato Danado" (That Darn Cat!, 1965), "Folias na Neve" (Snowball Express, 1972), "A Montanha Enfeitiçada" (Escape to Witch Mountain, 1975), "Se Eu Fosse Minha Mãe" (Freaky Friday, 1976), "Meu Amigo Dragão" (Pete's Dragon, 1977), "Mistério no Bosque" (The Wathcer in the Woods, 1980), "Tron - Uma Odisseia Eletrônica" (TRON, 1982) e "Os Lobos Nunca Choram" (Never Cry Wolf, 1983).

Ele participou também da produção de três desenhos animados de longa-metragem: "Bernardo e Bianca" (The Rescuers, 1977), "O Cão e a Raposa" (The Fox and the Hound, 1981) e "O Caldeirão Mágico" (The Black Cauldron, 1985), seu derradeiro trabalho no cinema.

Ronald William Miller nasceu em 17 de abril de 1933, em Los Angeles. Foi presidente e CEO dos estúdios Disney entre 1980 e 1984. Era viúvo de Diane Disney (1933-2013), com quem teve sete filhos.

(Foto: Google Imagens/filmow.com)

BAFTA 2019: Venceu 'Roma'

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A cerimônia de entrega dos prêmios BAFTA, da British Academy of Film and Television Arts (Academia Britânica de Artes do Cinema e da Televisão) aconteceu no último domingo, 10 de fevereiro. O filme "Roma", do mexicano Alfonso Cuarón, levou quatro troféus: melhor filme, melhor diretor, melhor fotografia e melhor filme em língua não inglesa.
A seguir, os principais premiados do cinema:

1 - Melhor Filme: "Roma" (Idem, México/EUA, 2018), de Alfonso Cuarón

2 - Melhor Filme Britânico: "A Favorita" (The Favourite, Irlanda/ Reino Unido/EUA, 2018), de Yorgos Lanthimos

3 - Melhor Diretor: Alfonso Cuarón, por "Roma"

4 - Melhor Ator: Rami Malek, por "Bohemian Rhapsody" (Idem, Reino Unido/EUA, 2018), de Bryan Singer

5 - Melhor Atriz: Olivia Colman, por "A Favorita"

6 - Melhor Ator Coadjuvante: Mahershala Ali, por "Green Book - O Guia" (Green Book, EUA, 2018), de Peter Farrelly

7 - Melhor Atriz Coadjuvante: Rachel Weisz, por "A Favorita"

8 - Melhor Roteiro Original: Deborah Davis e Tony McNamara, por "A Favorita"

9 - Melhor Roteiro Adaptado: Spike Lee, David Rabinowitz, Charlie Wachtel e Kevin Willmott, por "Infiltrado na Klan" (BlacKkKlansman, EUA, 2018), de Spike Lee

10 - Melhor Fotografia: Alfonso Cuarón, por "Roma"

11 - Melhor Montagem: Hank Ottman, por "Vice" (Idem, EUA, 2018), de Adam McKay

12 - Melhor Design de Produção: Fiona Crombie e Alice Felton, por "A Favorita"

13 - Melhor Figurino: Sandy Powell, por "A Favorita"

14 - Melhor Trilha Musical: Bradley Cooper, Lady Gaga e Lukas Nelson, por "Nasce uma Estrela" (A Star Is Born, EUA, 2018), de Bradley Cooper

15 - Melhor Som: John Casali, Tim Cavagin, Nina Hartstone, Paul Massey e John Warhurst, por "Bohemian Rhapsody"

16 - Melhor Maquiagem e Penteado: Nadia Stacey, por "A Favorita"

17 - Melhores Efeitos Especiais: Geoffrey Baumann, Jesse James Chisholm, Craig Hammack e Daniel Sudick, por "Pantera Negra" (Black Panther, EUA, 2018), de Ryan Coogler

18 - Melhor Filme em Língua Estrangeira: "Roma"

19 - Melhor Filme de Animação: "Homem-Aranha no Aranha-verso" (Spider-Man: Into the Siper-Verse, EUA, 2018), de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman

20 - Melhor Documentário: "Free Solo" (Sem título no Brasil, EUA, 2018), de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi.

(Foto: Google Imagens/deadline.com)

JOSEPH SIROLA (1929-2019), Ator

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O ator americano Joseph Sirola morreu no dia 10 de fevereiro, em Nova York, de insuficiência respiratória. Tinha 89 anos.

Sirola fez muitos trabalhos para a TV, mas no cinema atuou como coadjuvante em uma dúzia de filmes, dentre os quais se destacam "Amor à Italiana" (Strange Bedfellows, 1965), "A Maior História de Todos os Tempos" (The Greatest Story Ever Told, 1965), "O Revólver de um Desconhecido" (Chuka, 1967), "A Marca da Forca" (Hang 'Em High, 1968), "Os Super-Homens da Lei" (The Super Cops, 1974) e "Domingo É Dia..." (Sunday, 1997).

Sua voz era muito conhecida por ele ter feito mais de dez mil comerciais de rádio e de TV, razão pela qual o The Wall Street Journal o chamou de Rei dos Voice-Overs. Para quem não sabe, voice-over é a voz sobreposta a imagens sem que a pessoa que fala apareça, como acontece na narração.

Nos últimos tempos, Sirola se tornou produtor teatral, tanto na Broadway quanto fora dela, e ganhou o Tony, o prêmio mais importante do teatro americano, pela peça A Gentleman's Guide to Love and Murder.

Joseph Sirola nasceu em 7 de outubro de 1929, em Canteret, Nova Jersey, EUA, filho de imigrantes croatas. Era veterano da Guerra da Coreia.

(Foto: Google Imagens/picclick.com)

9 de fevereiro de 2019

ALBERT FINNEY (1936-2019), Ator

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O ator inglês Albert Finney morreu no dia 7 de fevereiro, em Londres, aos 82 anos.

Formado pela prestigiada Academia Real de Arte Dramática, Finney começou sua carreira no teatro, interpretando personagens em peças de William Shakespeare. Em meio século no cinema, ele apareceu em mais de 40 filmes, participou da produção de vários e até dirigiu um.

Sua filmografia é das mais respeitáveis e inclui filmes como "As Aventuras de Tom Jones" (Tom Jones, Reino Unido, 1963), que lhe deu o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza, "Um Caminho para Dois" (Two for the Road, Reino Unido, 1967), "Adorável Avarento" (Scrooge, Reino Unido, 1970), "Assassinato no Expresso Oriente" (Murder on the Orient Express, Reino Unido, 1974), "Os Duelistas" (The Duellists, Reino Unido, 1977), "O Fiel Camareiro" (The Dresser, Reino Unido, 1983), pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Berlim, "À Sombra do Vulcão" (Under the Volcano, México/EUA, 1984), "Ajuste Final" (Miller's Crossing, EUA, 1990), "Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento" (Erin Brockovich, EUA, 2000), que lhe valeu o prêmio de melhor ator do Sindicato dos Atores da Tela, nos EUA, "Traffic" (Idem, EUA/Alemanha, 2000), "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" (Big Fish, EUA, 2003), "O Ultimato Bourne" (The Bourne Ultimatum, EUA/Alemanha/França/ Espanha, 2007) e "007 - Operação Skyfall" (Skyfall, Reino Unido/EUA, 2012), seu último filme.

De origem operária, Finney recusou dois títulos de nobreza: o de Comandante da Ordem do Império Britânico, em 1980, e o de Cavaleiro (Sir), em 2000. Justificou sua atitude dizendo que essa "coisa de Sir" "perpetua ligeiramente uma de nossas doenças na Inglaterra, que é o esnobismo".

Albert Terence Finney nasceu em 9 de maio de 1936, em Salford, Greater Manchester, Inglaterra. Deixou viúva a mulher do seu terceiro casamento. Tinha um filho do primeiro casamento, o operador de câmera Simon Finney.

(Foto: AF em "À Sombra do Vulcão" - Google Imagens/ flickr.com)